Discurso - Encontro anual do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura 20161902

De Infogov São Paulo
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Discurso - Encontro anual do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura

Local: [[]] - Data:Fevereiro 19/02/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: [...] João Cruz Reis Filho; do Pará, Hildegardo de Figueiredo Nunes; do Paraná, Norberto Anacleto Ortigara; Pernambuco, o Nilton Mota; do Rio de Janeiro, Christino Áureo da Silva; do Tocantins, o Clemente Barros Neto; do Amazonas, Valdenor Cardoso; Santa Catarina, o Airton Spies; de Goiás, o Antônio Flávio Camilo de Lima; do Ceará, o Inácio Afonso Kroetz, não é?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: O Inácio é do Fonesa.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, Fonesa, perdão, perdão. Presidente do Fonesa, o Inácio Afonso… Fala Kroetz? O Argileu Martins da Silva, que preside a Asbraer, não é? Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica, extensão rural. O Florindo Dalberto, presidente do Consepa, da pesquisa agropecuária e o Orlando Melo de Castro, coordenador da nossa APTA. Mas dizer da alegria de estar aqui com vocês. Pedir licença em seguida que eu estou indo à Brasília, hoje que é um dia importante para os estados que é a questão da dívida. Nós vamos ter um encontro, todos os governadores, com o ministro da Fazenda. Para dar um quadro para vocês sobre a dívida, dá um exemplo de São Paulo, mas é igual no Brasil inteiro. O governador Mário Covas em 1997 renegociou a dívida do Estado de São Paulo. Dívida mobiliária e dívida contratual. Era na época R$ 46 bilhões. Então o governo podia escolher juros de 6%, 7,5% ou 9%. Nove por cento não pagava nada, sete e meio pagava 10% do estoque. E 6% pagava 20%. Evidente que ninguém tinha um centavo. Então você colocava os seus ativos em uma conta gráfica e ia vendendo e pagando, vendendo e pagando, vendendo e pagando. Então São Paulo, para ter juros de 6%, colocou 20%, pagamento à vista, nessa conta gráfica e pagou. Então nós demos para o governo federal a Acesp, distribuição, Ceagesp, Fepasa, Banespa, CPFL, Congaz, Eletropaulo, tudo que tinha valor foi. Financiamos, refinanciamos 47, demos tudo isso. Pagamos R$ 125 bilhões, e estamos devendo R$ 215 bi. Não é possível um negócio desse, concorda? IGP-DI, IGP-DI mais seis. A maioria dos estados é 6%, 7,5% ou 9%. Então o IGP, 2012 e 2013 foi mais de 20%. Então a dívida cresceu 30% sem você fazer um empréstimo. Você deve 47, dá todo o seu patrimônio, paga 125 e deve 215. Não é razoável, não é? Então hoje nós vamos ter uma reunião para rediscutir essa questão do alongamento da dívida. Agora mudou para taxa Selic ou IPCA mais quatro, que hoje está dando meio parecido, não é? Em torno de 14%. Mas é um tema importante para todos os estados brasileiros. Aliás eu tenho insistido muito no fortalecimento da federação. Que o Brasil é um país continental, não é? Então um país das dimensões continentais do Brasil, o governo tem que ser mais federativo. Delegar mais aos estados, aos municípios, governos locais, porque tem mais eficiência, está mais perto, resultados melhores. Então o fortalecimento da federação é importantíssimo. E por isso a importância do Conseagri, para os estados terem o fórum, não é, articulado de trabalho. Nós estamos seguindo vocês, porque os governadores não tinham isso. Aí agora temos, todo mês a gente se reúne lá em Brasília, o Rollemberg oferece lá um cafezinho, vou reclamar que lá não tem o pão de queijo. E a gente faz ali um balanço das coisas mais urgentes. Porque a crise fiscal é grave, não é? Quando você tem uma recessão, 4% de queda no PIB, os estados perdem muito mais. Porque você perde, os governos, você perde pela retração da atividade econômica e perde pela inadimplência. Empresário primeiro paga os empregados, depois os fornecedores e se sobrar dinheiro paga imposto, então a arrecadação ela… Como também, quando cresce a economia a receita cresce mais, que você recupera, não é, tributos, enfim. Então é um período difícil. Eu brinco com os prefeitos e os governadores que a situação hoje me faz lembrar Seu Teté, lá em Pindamonhangaba, minha terra natal onde eu nasci. Seu Teté ele bebia um pouco, então você encontrava com ele, Arnaldo, qualquer dia: “Doutor, doutor, um dinheirinho doutor, um dinheirinho”, “Teté, hoje eu estou sem carteira”, “Então um cigarro doutor”, “Teté, não é cigarro, é colírio”, “Então pinga aqui doutor, pinga”. A coisa está difícil, não é? Qualquer coisa está, qualquer coisa está ajudando, não é? Mas quem está trazendo boas notícias aí é o setor do agronegócio, da agropecuária que está segurando a peteca. Mais uma vez mostra a eficiência, a competitividade, não é, que tem a agricultura brasileira, o agronegócio brasileiro, e a importância econômica, porque balança de pagamentos, comércio exterior. Emprego, importância social, não é, econômica social, quem está segurando aí o emprego, é em todas as áreas. Então o setor estratégico, não é, que hoje está segurando aí, para segurar o emprego e ainda com um potencial fantástico. Eu tenho sempre defendido, se a gente analisar os países que crescem no mundo, eles têm política fiscal muito dura, não pode ter tanta carga tributária. Política monetária, juros baixo, para você não estimular o rentismo, mas estimular a atividade empreendedora, as pessoas empreenderem, criarem emprego. E política cambial, moeda desvalorizada, para você ter mais competitividade. O Brasil, infelizmente, não é de hoje, tem uma política fiscal mais frouxa, não é? De carga tributária elevada. Política monetária muito desproporcional, você vê o primeiro e segundo maior taxa de juros do mundo, e política cambial chegou a ter dólar um para um com real, quer dizer, moeda sobrevalorizada. Então eu entendo que com uma política fiscal mais severa a gente consegue ter uma política monetária com juros mais baixo, e câmbio competitivo. E aí não tem solução sem crescimento, não tem solução. Porque o grande problema nosso hoje é relação dívida/PIB, que já está em 66%, que não é nenhum absurdo, mas o problema é a curva. Se chegar a 70%, 80%: “Opa, será que não vai ter um [ININTELIGÍVEL - 00: 08: 12]? Será que vão pagar?”. Então é preciso estabilizar esse crescimento dessa relação da dívida pública federal, e aí só tem um caminho, é aumentar o PIB, é gerar emprego, é o país crescer. Não tem solução sem crescimento. E de outro lado segurar aí o juros. Mas é uma alegria estar aqui. E para mim que… O meu pai era veterinário. E foi da primeira turma aqui da Universidade de São Paulo. a USP nasceu em 1934, formado por sete cursos que já existiam isolados, a Medicina, doutor Arnaldo; a Faculdade de Direito do Largo São Francisco; a agronomia, Luiz Queiroz, a Esalq; a veterinária, que já existia; a engenharia da Poli; a farmácia e a odonto, juntou as sete em 1934 e nasceu a USP. Então meu pai, que tinha entrado em 1929, na veterinária, saiu com o primeiro diploma da USP, eram 17 veterinários. Tem uma plaquinha lá na USP com o nome do papai, 17 veterinários. Entrou na Secretaria da Agricultura por concurso público, trabalhou na área de, naquele tempo, de inspeção. Ele conta que aqui no Morumbi, onde nós estamos, tinha muito… Os portugueses tiravam leite, morava em cima da casa e embaixo tinha leiteria. E aquilo dava muita tuberculose e tal, tal. Então trabalhou na área de inspeção, depois naquele tempo não tinha essa separação entre extensão rural e pesquisa, e aí ele foi entrando para área do peixe, e foi dirigir o Instituto de Pesca Marítima em Santos, minha irmã mais velha nasceu em Santos, depois foi transferido para Pindamonhangaba, porque lá tem uma estação de piscicultura, para dirigir a estação de piscicultura, e dedicou 40 anos à Secretaria da Agricultura do Estado, e fazia pesquisa, não é, publicações e tal, e fazia extensão rural. Eu era menino, minha mãe morreu eu tinha dez anos, então eu grudei no papai e vivia com ele para baixo, para cima, aprendi a coletar plâncton, examinar plâncton no laboratório. O meu pai dizia que piscicultura é agricultura debaixo d’água. Você tem que produzir alimento. E que era muito mais barato produzir proteína debaixo d’água do que na terra. Então o pessoal que tinha muita água lá na serra, tudo represa, represa, isso há 40 anos atrás. E produza peixe, produza peixe, produza peixe, dedicou lá a vida inteira. E eu, por isso só morei na zona rural, só vim morar na cidade com 17 anos, que a gente morava num instituto lá de zootecnia que era a estação de piscicultura. Uma grande alegria poder abraçá-los, contem conosco aí, é uma pauta extremamente importante, não é, que vai desde a pesquisa que é hoje essencial. Eu estive em Holambra, que é um município de 30 mil habitantes aqui em São Paulo, que produz muito flores, plantas ornamentais, horticultura e verduras. E aí lá numa... o prefeito comentando, “pois é, o pessoal acha que é um vasinho de flor, não sei o quê. Vou dar um dado para o senhor. Aqui tem uma empresa de semente, 1 kg de semente de tomate, esse top, pode chegar a cem mil euros, é guardado em cofre”. E o que está embutido ali em tecnologia, de pesquisa, não é, de conhecimento, é uma coisa fascinante. Então a pesquisa... A extensão rural, porque cada vez mais há um grande profissionalismo, não é, a defesa que é hoje o grande risco, a gente todo dia pode ter um susto aí, o que significa mercado. Eu me lembro que papai, nós tínhamos um sitiozinho lá em Pindamonhangaba e tirava lá cem litrinhos de leite, leite “B”, na época. Tinha aquela coisa das letras lá. Aí um dia o leite foi desclassificado lá pela cooperativa e eu fui lá então falar com o Bidu, que era o leiteiro. Falei: “Bidu, agora é verão, tem muito micróbio, então precisa lavar a mão muito bem lavada, lavar o úbero da vaca, lavar a ordenhadeira por causa dos micróbios e tal. Você vê, desclassificou o leite e tal”. Falou: “Doutor, essa história de micróbio, isso aí é implicância do governo”.

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esse Bidu, esse Bidu um dia tirava os cem litrinhos de leite, caiu para 70, chamei o Bidu. Bidu, o que é que houve aí? Caiu o leite, 30 litros, já é pouco. O que é que houve? Raio, chuva, o que é que... “Doutor, tem cobra que mama na vaca, não é?”. Pessoal não é fácil, não é? Mas o fato é que nós temos aí grandes desafios, não é, de extensão rural, de comércio exterior. Hoje o comércio exterior é uma... é um desafio. Quer dizer, o Brasil tem um comércio de 200 milhões de pessoas que é fantástico, mas o fato é que se a gente olhar quem cresce no mundo é quem priorizou a política externa e comércio exterior. Então é um desafio fantástico. Infraestrutura e logística que é um país tão grande, não é, como o nosso, tem um custo, um custo enorme, eu vejo agora nessa época de chuva, a dificuldade aí da área rural, aliás, ouvi uma boa um dia desse aqui no interior, disse que um vereador, ele... Florindo, um vereador contra o prefeito, aí pau no prefeito. Falou: “E o caminhão se atolou”. Aí o vereador da situação falou: “Não, senhor. O caminhão atolou-se”. Aí ficou uma discussão. O caminhão se atolou, ou o caminhão atolou-se? Aí foram atrás do presidente da Câmara. Aí ele pensou, pensou, falou: “Olha, eu acho que é o seguinte, se o caminhão atolou com a roda da frente, ele se atolou. Se ele atolou com a roda de trás, ele atolou-se. Agora, se ele atolou com todas as rodas é se atolou-se”. Mas o fato é que infraestrutura e logística custa, não é? Nós agora com o governador do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, graças a Deus, reabrimos, e Minas representada, reabrimos a hidrovia Tietê-Paraná, está tudo navegação, desde São Simão até Pederneiras. Em Pederneiras passa tudo para o trem e vai até o Porto de Santos sem um caminhão, tudo. Nós vamos transportar esse ano 7 milhões de toneladas. E acertei com o Governo Federal, nós estamos explodindo o pedral ali de Nova Avanhandava, porque ali é o gargalo, quando tem seca muito forte, ali é o ponto em que a navegação de longo curso não passa. Nós vamos explodir 10 km de canal para mesmo em seca rigorosa não parar a hidrovia, para você poder investir na hidrovia, na integração da hidrovia com a ferrovia. O Arnaldo falou do Plano de Safra, falou do Seguro Agrícola. Nós, urbanos, a gente só vê que mudou a estação do ano quando dá uma enchente e para o trânsito, a cidade, caso contrário a gente é meio desligado da natureza, não é? Mas a vida rural você 24 horas está olhando para o céu, não é? Você não colhe, você não planta, é uma coisa impressionante. E com essas mudanças climáticas, a variação hidrológica é impressionante, é uma coisa assim, inacreditável.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ININTELIGÍVEL - 00: 07: 18] a velocidade com que as coisas estão...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, nós estivemos aqui em São Paulo em 2014, a maior seca do estado, aliás, uma série histórica do Instituto Agronômico de Campinas, tinha sido desde o final do século XIX, em 1953. Em 2014, choveu a metade de 1953, um negócio assim, inimaginável essas diferenças. Aliás, o nosso querido amigo lá de Pernambuco, o Marco Maciel, está um pouco doentinho e tal, mas ele há uns anos atrás me contou que um amigo dele lá de Pernambuco, agricultor e tal, preocupado com a questão da seca ouviu lá a Embrapa. “Chove ou não chove?”. Estudaram, estudaram, e não chove. Aí, preocupadíssimo, foi ouvir o INPE, CPTEC. “Chove ou não chove?”. “Não chove”. Aí foi para fazenda, chamou o senhor José Dito. “Chove ou não chove?”. “Chove!”. “Como é que você tem tanta convicção que vai chover? A Embrapa diz que não chove, a CPTEC”. “Não, doutor, é que se não chover nós está frito, não é?”. Então era uma torcida... E para encerrar, uma do Roberto Rodrigues aí sobre o clima, não é? O Roberto Rodrigues era presidente da Aliança Cooperativa Internacional. Há um evento em Paris, ele convida um fazendeiro amigo dele, Guariba, que nunca tinha viajado, para ir com ele. Foram os dois para Paris. Depois de 15 dias lá em Paris, o amigo liga para fazenda, aí fala com o filho: “Como é que está aí?”. “Aqui está chovendo”. Ele falou: “Aqui também, acho que é geral então, não é?”.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: [ININTELIGÍVEL - 00: 00: 02] e demais governadores e o senhor que é a inspiração aqui do conselho. A gente vai fazer um apelo para o senhor, não só na posição de governador, mas olhando para o futuro também do país extremamente proeminente [ININTELIGÍVEL - 00: 00: 15] respeitar todos. Nesse sentido, se a gente não olhar para o setor do agronegócio e ver que o fazendeiro ter sobrevivido, ter vencido, de ter contribuído com essa maneira tão rigorosa para o equilíbrio das contas do país, não permitir que determinadas aventuras do ponto de vista militar, venham algumas teses venham a ganhar força vindo ferir a capacidade do setor de se manter nessa condição e fazer com que esses pilares todos venham a [ININTELIGÍVEL - 00: 00: 52]. Então, um apelo que [ININTELIGÍVEL - 00: 00: 55] é que nesse canal que o senhor tem como como governador [ININTELIGÍVEL - 00: 01: 02] federal, e que a gente possa preservar o setor nesse momento que a gente sabe que é muito crucial para o país, mas a gente tem que manter a nossa capacidade. [ININTELIGÍVEL - 00: 01: 14].

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Financiar o estado de um jeito e deixar um grau de [ININTELIGÍVEL - 00: 01: 25].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está mais do que registrado, Christino, e não há dúvida, eu acho que esse é um dos grandes problemas do Brasil, o Brasil ficou caro antes de ficar rico, porque geralmente sempre depois que fica rico fica caro, não é? Você tem avião, tem barco, agora o Brasil acabou ficando caro. Então, você tem um país caro e ainda em desenvolvimento. E a questão tributária, ela é absolutamente relevante, é aquele primeiro pilar de política fiscal evitar aumentar tributo, evitar aumentar tributo e reduzir custos, não é, aí é esforço grande. E eu vejo que há um conjunto de reformas macro, e eu acho que a gente tem que ajudar a fazê-la por que independe hoje de partido político, independe de questões mais ideológicas, são reformas que são necessárias, não é, reforma política, 35 partidos, mas mais grave do que isso são 29 na Câmara Federal, porque não tem importância ter 100 partidos, mas a fragmentação da representação parlamentar é que... Um dia desses eu fui a Bananal, que é uma cidade pequenininha aqui em São Paulo, tem 11 vereadores, 11 partidos, cada um é dono de um. Então, reforma política. Reforma trabalhista, nós precisamos estimular, criar emprego, criar emprego, criar emprego, precisa estimular e não punir, não é, é preciso... Reforma previdenciária, mudou... graças a Deus mudou a demografia, no Brasil de 1940 a expectativa de vida média era 43 anos de idade, hoje é 75 subindo. Aqui em São Paulo hoje, mulher, a expectativa de vida média é 80 anos, média, aí você aprova no Congresso. Ano retrasado, policial feminina, delegada, investigadora, escrivã de polícia, agente policial, mulher, aposenta com 25 anos, não tem jeito, não tem cálculo atuarial que... mais, mais até. Então, é preciso... são reformas macro mesmo que eu não consiga... não faz para já, mas daqui para frente você cria, não é, você começa a criar. Reforma tributária, a gente procurar, não é simples, mas faz em etapas, não é, faz de maneira que possa avançar. Reforma do Judiciário, hoje está se discutindo o Plano Bresser, como que... como é que pode? Então, tem mais de 100 milhões de processos, 100 milhões, há uma judicialização excessiva, não é? Então, um esforço no sentido de se ter conciliação, conciliação, conciliação, evitar... enfim, um conjunto de reformas importantes. Mas nós temos que cuidar do hoje, não é, e graças a Deus o agronegócio está indo bem, tem enorme... permanentemente desafios, mas é um setor que tem segurado aí a proteção social, o emprego e a economia. Deixar um grande abraço e dizer da satisfação de estar aqui com vocês. Eu sou apaixonado por vaquinha Jersey, não é? Então, esse ‘sitinho’ lá da família, lá em Pinda, eu tinha lá um tourinho Jersey, e aí o meu vizinho que tinha uma fazenda grande fazia transplante de embrião, gado holandês, tal, o tourinho Jersey pulou a cerca e ‘pá’, fecundou uma daquelas vacas chiques e maravilhosas. Aí ele foi lá reclamar muito bravo, ele falou: “olha, compadre...”, porque eu batizei o filho dele, “olha, compadre, esse negócio de criar Jersey é quem tem vergonha de criar cabrito e não tem competência de criar holandês”.

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas o meu pai, que adorava zootecnia, ele era um grande defensor, olha o Jersey... o úbere é perfeito, você tem aquelas vacas com o úbere meio torto, você põe o touro Jersey que ele corrige, ele tem casco melhor, sobe morro, ilha de Jersey é montanhosa, leite com mais gordura, mais sólidos, proteína, resistência, mais precoce, 15 meses já está enxertando, mais ‘longeiro’, a vaca dura 15 anos, 16 anos, transformação alimento em leite, e melhor ainda, se pisar no pé do dono dói menos, não é?

[RISOS].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótima reunião aí.

[APLAUSOS]. [[]]