Discurso - Encontro com empresários da ACSP 20162908

De Infogov São Paulo
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Discurso - Encontro com empresários da ACSP

Local: [[]] - Data:Agosto 29/08/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bom dia a todas e a todos, quero cumprimentar o Dr. Mágino Alves Barbosa Filho, secretário de Estado e Segurança Pública; o Roberto Mateus Ordine, da Facesp, que transmita um grande abraço ao Alencar Burti; João Defavari, vice-presidente da Associação Comercial, coordenador da Distrital Norte; o George Aiub, nosso anfitrião, superintendente da Distrital Norte; o coronel Ricardo Gambaroni, comandante geral da Polícia Militar; coronel Ricardo Carmona, comandante do CPOR; deputado, coronal Camilo, nos alegra com a presença; nossa sempre deputada, delegada Rose; Aníbal de Freitas, vereador da capital; Cláudio Moisés, governador do Rotary Internacional 2013-2014, diretor executivo aqui do espaço; pastor Benedito de Oliveira, presidente da Missão Internacional Cristã; Rubens Martins, nossa eletrônica Santana; representantes e presidentes de associações, clubes, empresários, é uma grande alegria. Primeiro agradecer o convite para trazer aqui uma palavra breve, mas especialmente para ouvi-los aqui desta importante região de São Paulo. Diz que governo que ouve mais erra menos, não é? Então quanto mais a gente conseguir essa interlocução, melhor. Ainda mais em tempos aí difíceis. Eu fiz aqui um resuminho, meia dúzia de telas, e depois a gente abre aí para um bate-papo. Aqui mostra o grande problema do Brasil. Nós começa... A crise começou aqui 2012, 2013, então aqui começou a crise, e verifiquem que a Receita Federal chamada receita primária, ela começa a cair. E as despesas do Governo Federal, as despesas primárias, despesa primária é custeio e pessoal. Você tira bens e capital, você tira investimento. Então abriu esse buraco que é o grande problema brasileiro, o governo não cabe dentro do PIB, então ele gasta mais do que arrecada. E isso sem contar os juros que o ano passado foi meio trilhão de reais o serviço da dívida. Mas excluindo os juros, sem contar os juros, nós temos déficit primário, não é, além de déficit nominal. O Governo do Estado de São Paulo, da mesma forma, sofreu o efeito da crise, a diferença foi que quando caiu a receita primária, caiu também a despesa primária. Déficit zero, ou seja, um absoluto rigor entre a despesa primária e a receita primária. Aqui mostra a situação aí agora não mais do Governo Federa l, mas dos estados brasileiros. Então vocês verificam que a maioria, grande parte dos estados apresentara um grande déficit. O Rio de Janeiro quase R$4 bilhões, e São Paulo sozinho fez um superávit de R$5 bilhões. Na realidade, o dinheiro não ficou guardado, você pagou dívida, reduziu o endividamento do estado. Aqui o PIB de São Paulo sofrendo como o Brasil. Quando a economia cresce, São Paulo sai na frente. Quando cai, também cai na frente. Porque nós somos exportadores líquidos, nós temos uma grande população, 45,5 milhões de pessoas, mais do que a Argentina, a população do estado de São Paulo. Só que mesmo com essa grande população, nós somos os exportadores líquidos, ou seja, nós produzimos mais do que consumimos, a gente vende para o Brasil inteiro, além de vender para o exterior. Então, um pequeno sinalzinho de melhora agora em junho, de 0,9%, pequeno sinal. É bom lembrar que o Brasil é um país vocacionado para crescer. Entre 1930 e 1970, durante 50 anos, década de 30, 40, 50, 60 e 70, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo. Cresceu, em média, 5% ao ano, sendo que na década de 70, cresceu dois dígitos, mais de 10% ao ano. Teve um ano que cresceu 12% do PIB, chamado ‘milagre brasileiro’. Eu me lembro, eu era estudante, você na faculdade, quando ia se formar, escolhia quatro empregos. Pindamonhangaba, uma cidade do interior, eu fui prefeito no final da década de 70, abria uma lanchonete por semana, uma boutique por semana. Grandes indústrias: Villares, Cofap, Alcan, Alcoa. Era impressionante a... você sentia a pujança da atividade econômica. Então, o Brasil é um país vocacionado para crescer. Aqui, um dado importante. Eu estava, ontem, o jornal O Estado de São Paulo trouxe índices de homicídio no Brasil. Muitos estados brasileiros, muitos municípios brasileiros têm mais 100 homicídios por 100 mil habitantes/ano. Mais de 100 homicídios. A Organização Mundial de Saúde disse que acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes/ano é caráter epidêmico. Então, uma cidade de 100 mil habitantes não deve ter mais de 10 homicídios por ano. Uma cidade de 200 mil habitantes, vinte. Cada 100 mil, no máximo, dez. Nós tínhamos 35 homicídios. O Jardim Ângela lá, e o Capão Redondo, zona sul de São Paulo, chegaram a ser listados como uma das regiões mais violentas do mundo. Fomos reduzindo, reduzindo, reduzindo, este ano, 8,59. Até julho, nós somos o único estado brasileiro que publica todo mês, no dia 25, o mês anterior. Transparência absoluta. Indicador bom, indicador ruim, por cidade, por distrito, tipo de crime, estupro, roubo, furto, roubo furto de automóveis, homicídio, latrocínio, roubo de carga, todos os indicadores. O quê que significa isso em termos de vítimas que morriam no ano 2001, 12.880 pessoas assassinadas. O ano passado foram 3.962. Olha aqui ó, no ano 2.000, 12. 818, o ano passado, 3.962. São... ‘case’ mundial, e o Brasil subindo. Totalmente na contramão. E o país hoje, o Brasil, era o maior consumidor de crack do mundo. Hoje o Brasil é o maior consumidor de crack e de cocaína. Não é passagem, é consumo interno. Quem é a vítima? Jovem, do sexo masculino, de baixa escolaridade. Isso é a maior vítima da, da droga. Uma verdadeira epidemia. Nós não produzimos cocaína, nós produzimos laranja, cana, grãos, soja, vem tudo de fora. Fronteiras escancaradas. Droga, tráfego de armas. Você enxuga gelo dentro do país. Estamos com 240 mil presos no estado de São Paulo, mas conseguimos reduzir. Isso é tão forte, que a primeira causa de morte no mundo todo é coração e grandes vasos. A segunda causa é câncer, subindo. Por quê que aumenta a incidência de câncer? Porque o câncer é uma doença diretamente ligada a idade, quanto maior a idade, maior a incidência. Como a população envelhece, aumenta a incidência. Se nós homens vivêssemos 120 anos, todos teríamos câncer de próstata. É uma doença de idosos. Então, a medida que aumenta a expectativa de vida, aumenta a incidência. O fato positivo é que é uma doença curável. A terceira causa, causa externa, a principal causa externa era o quê? Homicídio - morriam 12 mil, hoje a principal causa externa é acidente rodoviário, é duas vezes mais perigoso andar de carro ou de moto do que homicídio. Morrem 3900 pessoas de homicídio, esse ano vai dar menos ainda e morrem sete mil em acidente rodoviário, carro, moto, atropelamento, então nós estamos fazendo um trabalho, chama Infosiga, todo dia 19 publica o mês anterior: onde houve o acidente, quem morreu, porque morreu, qual foi a causa, em Rio Preto uma pessoa foi atropelada, você vai lá é investiga, a calçada estava ruim andou na rua, arrumar calçada, nós passamos, inclusive recurso. Botucatu uma pessoa de bicicleta atropelada, falta ali aquele pedaço de ciclovia, nós passamos recurso manda corrigir, uma rodovia chegando em uma grande cidade falta passarela, fazer uma passarela. Nós vamos fazer o que nós fizemos com o homicídio, nós vamos fazer com o acidente rodoviário. E morrem também de novo, são jovens, fins de semana. Aqui a nossa grande rede de ensino das ETECs, nós estamos com 213 mil alunos, 66 Fatecs, 75 mil alunos além das três universidades, USP, Unesp, Unicamp e agora criamos a Univesp, que é o ensino à distância, há um estudo que em 20 anos, metade dos alunos do ensino superior do mundo estudarão pela internet, ninguém precisa sair mais de casa para ir à faculdade. Hoje você acompanha agora, na hora, uma aula de MIT, em Boston, você entra na internet e assiste a aula no MIT, não nós criamos a Univesp não só cursos de licenciatura, português, matemática, química, física, biologia, mas inclusive duas engenharias, engenharia da computação, engenharia de produção, estuda de casa. A cada 15 dias, no sábado você tem a aula presencial, tutoria e laboratório, tudo em casa o restante, nós vamos ampliar muito o ensino à distância e gratuito. E aqui as ETECs, Fatecs imaginem o seguinte: nós vivemos o tempo das chamadas organizações exponenciais. O mundo mudou muito nos últimos dez anos, não mudou? 20 anos. Quem tinha um celular? Ninguém tinha, como é que, aquelas plataformas digitais o que vai mudar nos próximos dez anos é assim disparado, vai disparado, a velocidade da mudança, o nosso tempo e o tempo da mudança e da velocidade da mudança. Então você o quê que é uma organização exponencial? Pouca gente, pouco capital, alta tecnologia, [ininteligível], exponencial, você vai agregando de maneira exponencial, Uber, no mundo inteiro, organização exponencial, por um carro a mais o custo é [ininteligível] sujeito não tem um prédio, não tem um hotel, você entra lá na plataforma digital, quero uma casa em Ubatuba, de frente para o mar para alugar, quero uma apartamento pequeno, quero alugar um quarto, quero alugar um quarto divido com outro para ficar mais barato; o que você quiser, plataformas gigantescas, isso vai levar um desintermediação brutal, brutal. O que vai acontecer? Tudo mais barato. Os cartórios, as intermediações, elas vão despencar. Esse é um fato, comércio eletrônico, fato é impressionante e muito rápido. A mesma coisa acontece com as produções, nós somos o maior produtor de cana do mundo, do estado de São Paulo, de açúcar e álcool, então você tinha o cortador de cana acabou, não existe mais, porque é tudo mecanizado. Então, você tem uma profissão nova, tecnólogo em mecânica de agricultura de precisão, profissão desaparece assim em dois anos e surgem atividades novas. Então, nós não temos cursos fixos, nós temos cursos de acordo com a necessidade da região. Tecnólogo em Mecânica de Agricultura de Precisão que você tem de computação embarcada e alta tecnologia nessas máquinas agrícolas. Aqui nós temos aqui uma obra importante para São Paulo que é o Rodoanel, Asa Oeste, ligou a Bandeirantes, a Raimundo Pereira de Magalhaes, a Bandeirantes, estrada velha de Campinas, não é, a Anhanguera, a Castelo Branco, a Raposo Tavares até a Régis Bitencourt, prontinho. Asa Sul, Imigrantes, Anchieta, Imigrantes/Anchieta a té Papa João 23, Mauá, ABC. Asa Leste entreguei o ano passado aqui de Mauá, passando pela Ayrton Senna, pela Dutra, até aqui Guarulhos e São Paulo, divisa de Guarulhos e Arujá. Asa Norte, está todinha em obras, inteirinha em obras, grande parte em túnel em razão da Serra da Cantareira e nós vamos então interligar o maior aeroporto brasileiro ao maior porto brasileiro sem passar por São Paulo, só girando no interno. Essa é a terceira metrópole do mundo, a grande São Paulo, 22,5 milhões de pessoas, só perde para grande Tóquio, 32 milhões e Mumbai, na Índia tem 24 milhões. Terceira região metropolitana 22,5 milhões, o Rodoanel inteirinho pronto e este Norte nós conseguimos finalmente convencer o governo federal que fizesse também o ferroanel porque todo o trem de carga passa aqui pela aqui pela Luz, por dentro da cidade, imagine o pesos desses trens o que estraga a nossa ferrovia de passageiro e além de que não tem mais horário para eles passaram, só de madruga. Então vai ficar pronto em 2018, em dois anos está pronto o Rodoanel, está indo muito bem a obra, estamos com oito frentes de trabalho, até agora ninguém quebrou, está caminhando, até agora indo bem. Então nós vamos conectar além da Dutra, a Fernão Dias e vamos chegar aqui a Fernão Dias e aqui chegar de novo na Bandeirantes e aí fecha todo o Rodoanel metropolitano de São Paulo. Três mil e setecentas pessoas trabalhando. O que poderia ajudar o Brasil nesse momento a rapidamente segurar o emprego é a construção civil. Três mil e setecentas pessoas em uma obra. Nós estamos na linha 5 do metrô, aquela que vai de Santo amaro até Chácara Klabin, com 5,8 mil pessoas trabalhando. Esse é um fato que preocupa por quê? A economia deve recuperar um pouquinho no ano que vem, mas não quer dizer que vai recuperar o emprego porque você tem ociosidade na indústria, então você produz mais sem precisar de ninguém, contratar ninguém. Então como é que você vai fazer com o emprego? Esse é o desafio do mundo moderno. Setor primário agrícola mecaniza tudo. Você viaja pelo interior de São Paulo, roda, roda, roda e não tem uma pessoa. Só máquina, máquina. A indústria robotiza, tudo robotizado você só programa e ninguém põe a mão. O emprego é serviços, serviços que é o setor terciário da atividade econômica e a indústria da construção civil tem um papel, no Brasil falta tudo saneamento, ferrovia, aeroportos, estradas, então se investir forte em infraestrutura e logística você rapidamente tem resposta em termo de emprego. Aqui o metrô a linha 6, a linha 6 começa na Brasilândia, aqui na zona norte e vem Freguesia do Ó, passa embaixo do rio Tietê e chega a Santa Marina aqui, passa embaixo, Água Branca, Cesp, Perdizes, as universidades e aqui chega em São Joaquim, na Liberdade. É uma PPP, PPP integral, setor privado constrói e equipa, põe trem, parte eletrônica exatamente no modelo da linha 4, a linha 4 é uma das mais modernas do mundo, ela não tem operador, a Linha 4 não tem, ninguém dirige o trem, é tudo por sistema. Quando você tem o operador você tem que dar um minuto e meio quase de intervalo entre um trem e outro. Quando você tem por sistema você pode chegar a 75 segundos mais ou menos de intervalo entre um trem e outro. A Linha 6 vai ser igual à Linha 4, e operadora pelo setor privado. Está com 1.390 trabalhadores. Tem uma reunião agora, às duas e meia, com a presidente Maria Silvia, do BNDES, se fechar a questão do financiamento nós poderemos ter o ano passo vem sete mil pessoas trabalhando nessa obra com seis frentes de trabalho simultâneas. Aqui no Santa Marina entram os dois tatuzões, "Shield", um para o norte e outro para o centro de São Paulo. Aqui, a Linha 7 da CPTM, que vai para Jundiaí. Já entregamos a Estação Nova Franco da Rocha, Vila Aurora, o viaduto de Caieiras, está em andamento as estações de Várzea Paulista, Campo Limpo, Botujuru, todas essas aqui estão em projeto executivo. Renovamos a frota, 105 trens novos e tem mais 65 chegando. Todos os trens novos eles têm vagão contínuo. O trem geralmente tem oito carros, então você entra no primeiro carro e vai até o oitavo com o trem andando, dá muito mais segurança e acomoda melhor os passageiros. E com isso a gente tem mais oferta de trem e diminui a superlotação no horário de pico. O Mário Covas quando assumiu, a CPTM transportava 680 mil passageiros por dia, hoje nós transportamos três milhões. E o metrô, cinco milhões por dia. Oito milhões de passageiros/dia. O metrô e a CPTM de São Paulo representam 75% do Brasil. 25% é Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, o Brasil inteiro junto, só a CPTM e metrô 75%. Ou seja, só tem transporte metroferroviário praticamente São Paulo. Aqui, a Linha 13. Essa é uma nova linha de trem da CPTM que vai para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Está em obra, estamos com 1.700 empregos diretos. Ela vai elevada. Então ela sai lá de Engenheiro Goulart, você entra em qualquer lugar do sistema metroferroviário, você vai em Engenheiro Goulart, pega o trem direto e sai dentro do aeroporto de Cumbica. Os dois aeroportos vão ser ligados ao sistema metroferroviário, Congonhas pela linha 17 do metrô, que é monotrilho. Está em obra, uma das empresas deu problema, nós conseguimos chamar a segunda empresa, ela topou fazer pelo mesmo preço, já retomou. Então nós vamos ter o monotrilho no aeroporto de Congonhas e a linha da CPTM no aeroporto de Cumbica. Aqui, saneamento. Todo mundo acompanhou a crise de 2014. A maior seca do século passado tinha sido em 1953, em 2014 choveu a metade de 1953. Coisa impressionante. E conseguimos garantir o abastecimento e estamos preparados aí para o futuro. É difícil no mundo você ter tanta gente, 22 milhões de pessoas a 700 metros de altura. As grandes cidades do mundo estão à beira mar. Nova York, Xangai, Paris, Londres, tudo perto do mar. Nós temos uma população desse tamanho no planalto de Piratininga, aqui não existe água. O rio Tietê, se nós fôssemos lá em Panorama, no baixo Tietê, não faltaria, nem teria poluição, dilui tudo, são 280 m3 por segundo de água quando o Tietê chega no Paranazão. Quando passa por São Paulo ele tem 10 m3 por segundo. Não tem água nenhuma. Nasce aqui, em Salesópolis. Então você tem que buscar água longe. O que é o Cantareira? Você vai buscar água em Minas Gerais. Então você pega as águas da região de Minas e vai trazendo por represas. O Cantareira ele é pequeno. Eu ouvi um dia desses, jornal publica muito especialista, não é? Então o especialista, o professor dizendo: Olha, vai levar 30 anos para encher o Cantareira. Na próxima chuva vai transbordar.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ele já está com 75% de água. Encher é fácil, o problema é que ele esvazia também depressa porque é pequeno. Ele só tem as cinco represas juntas desde a lá de cima, até aqui Mairiporã, ele em um milhão de metros cúbicos de reservação. Uma represa nossa do DAE tem 1,3 milhão que é o que nós vamos interligar. Então, esta represa aqui, aliás, perdão, é a próxima tela. Este aqui é uma PPP do São Lourenço, nós vamos pegar água aqui do rio São Lourenço. São Lourenço é bacia do Ribeira, do Alto Ribeira, lá em Juquitiba. São Lourenço é afluente do Juquiá, Juquiá afluente do rio Ribeira, desagua lá no mar. Nós vamos pegar água aqui em Juquitiba e trazer para São Paulo, 83km de água vindo para São Paulo, água nova. Empregos, hoje, diretos, 2.490 pessoas trabalhando, o ano que vem está prontinha a água, 6,4 metros cúbicos por segundo a mais, cada metro 300 mil habitantes. Então água nova para mais de 2 milhões de pessoas. Vai ter um supersistema em São Paulo preparado pras mudanças climáticas. Aqui ao que eu me referi. A represa de Atibainha ela é do Cantareira, fica em Nazaré Paulista, na beira da Dom Pedro, da rodovia que liga Campinas ao Jacareí. A represa de Jaguarí em Iguaratá é do Paraíba. Então nós vamos interligar a bacia do rio Paraíba com a bacia do Cantareira. Então, no inverno nós vamos poder bombear até dez metros cúbicos por segundo. Quando a gente fala aqui 5,3 é de média. No verão não precisa bombear nada; sobra água. O problema é o inverno. Então no inverno você vai poder bombear até dez metros cúbicos por segundo. Em 1950, mais ou menos, o engenheiro Sebastião [ininteligível] Penteado, manda uma carta, ele era o diretor do DAE de São Paulo, manda uma carta ao presidente da Light no Rio de Janeiro, dizendo o seguinte: “São Paulo vai precisa de água do Paraíba, vocês aí do Rio se preparem”. Porque a água do Paraíba abastece o Rio de Janeiro, pelo Guandu. Então, na década de 70, São Paulo optou pelo Cantareira, e esqueceu do Paraíba que tem 300 metros cúbicos por segundo, é o rio da minha região, passa por dentro de Pindamonhangaba, é um gigante o Paraíba. Ele abastece o Rio de Janeiro, pega as águas ainda de Minas Gerais e vai desaguar em Campos dos Goytacazes, na divisa com Espírito Santos. Então, esqueceram o Paraíba e foram para o Cantareira, aguentou 40 anos, só que é pequeno perto do Paraíba. Aí, agora o que é nós estamos fazendo? Nós estamos interligando estas duas... estas duas represas, a de Jaguari com o Atibainha. A hora que... E mais, dobra a reservação. O Cantareira inteiro, um milhão, só o Jaguari, 1,2 milhão, então você passou a ter uma capacidade de reservação de 2,2 milhões de metros cúbicos. Quinhentos trabalhadores estão... é muito túnel aqui, muito túnel. O ano que vem também está pronta, então você vai ter um sistema gigantesco em São Paulo, preparado para mudanças climáticas que virão certamente pela frente. Aqui o nosso programa de casas que é importante, e aí nós lançamos uma PPP inédita. A subprefeitura da Sé, não só a Sé, o centro expandido, tem 17% dos empregos da cidade e 6% dos moradores. Onde tem emprego as pessoas não moram. Tem emprego, tem metrô, tem trem, tem hospital, tem faculdade, tem água, tem esgoto, tem tudo e não tem gente morando, e piora a segurança porque de noite fica vazio e a segurança deteriora. Precisa trazer de volta as pessoas para morarem no centro expandido.Trazer de volta. Nós fizemos uma pesquisa uma PPP só do centro expandido. Em frente ali a cracolândia, Vila Nova Luz, aquele terreno que era a rodoviária de São Paulo, ali vai ter quase 2.000 unidades. Vai ter uma grande unidade cultural, em frente à Sala São Paulo e vai ter comércio. Então, você tem um ‘mix’ de moradia, comércio e atividade cultural. Nós vamos esparramar, pelo centro expandido, os novos prédios para trazer as pessoas, morarem mais perto de onde trabalham. E vamos lançar na esquina da Dutra com o Rodoanel, lá, envolve três municípios: Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba. Uma PPP chamada Fazenda Albor. É uma fazenda que o Governo tem, não tem nada lá. E nós entramos com a terra, são perto de 8.000 unidades que tem indústria e tem também, atividades de logística e comércio. As Fábricas de Cultura aqui da região, temos Brasilândia, Jaçanã, Vila Nova Cachoerinha. A gente procurou colocar onde tem maior vulnerabilidade juvenil. Onde o jovem tem maior vulnerabilidade. Elas estão em locais bem, que são bem necessárias. Eu acho que é a última, e no mais, agradecer aí a vocês, me colocar à disposição, se puder responder alguma coisa. Uma mensagem aí, de esperança, não é? Economia vai ou não vai melhorar? Vai. Isso aí eu ouvi do Marco Maciel, que um amigo, Ordini, ele em Pernambuco plantou muito. Plantou muita, Camilo, e aí ficou preocupado. Chove ou não chove. Procurou a Embrapa, falaram não chove. Ficou apavorado. Procurou o Inpe Cepetec, não chove. Ficou apavorado. Foi para a fazenda e chamou o Zé Dito, que trabalhava com ele lá, uns 30 anos. Zé Dito, chove ou não chove? Ele olhou para o céu: vai chover. O Zé Dito, mas a Embrapa diz que não chove, o Inpe diz que não chove. Vai chover. Como é que você tem tanta certeza? Ah doutor, é que se não chover ‘nós tá’ frito, não é?

[risos].

[aplausos]. [[]]