Discurso - Entrega de leitos para dependentes químicos do Instituto Bezerra de Menezes 20131001

De Infogov São Paulo
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Discurso - Entrega de leitos para dependentes químicos do Instituto Bezerra de Menezes

Local: Espírito Santo do Pinhal - Data: 10/01/2013


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Muito bem!

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos! Estimado presidente da Assembleia Legislativa, deputado Barros Munhoz, prefeito anfitrião, o Zeca Bene, xará da minha esposa, Lú, preside o Fundo Social de Solidariedade; o João Detore, vice-prefeito, Serginho Bianchi, presidente da Câmara, saudando aqui todos os vereadores; professor Giovanni Guido Cerri, Secretário do Estado da Saúde; Deputado Federal Silvio Torres, Secretário do Estado da Habitação; Agripino Nogueira Filho, Cafifa, que é o diretor aqui do Instituto Bezerra de Menezes; o prefeito de Casa Branca, o Soldan, Santo Antônio do Jardim, Luiz [ininteligível] Alexandre [ininteligível]; Luciano, Mococa, Maria Edna, Maziero; Vargem Grande do Sul, Celso Itaroti; Carlos Nelson Bueno, ex-prefeito de Mogi Mirim; a Dra. Rosangela Elias, coordenadora de saúde mental da Secretaria de Estado da Saúde; João Batista Jordano, provedor do Hospital Francisco Rosa, Santa Casa; Coronel Ricardo [ininteligível]. Agradecer a Marli Bartolomeu, o belo livro, eu também sou de uma região do café que é o Vale do Paraíba, então vou me deliciar aí com a leitura sobre a história aqui de Espírito Santo do Pinhal. Agradecer ao Henrique Gallucci, me entregou aqui o melhor café do Brasil, que é do Espírito Santo do Pinhal; amigas e amigos. Uma palavra breve. Mas dizer da alegria de nos encontrarmos hoje aqui, pelo mérito e pela forma. Pelo mérito porque estamos cuidando de saúde, e saúde mental é igual a outras áreas da Medicina, tem tratamento que é ambulatorial, você faz uma consulta, prescreve, e a pessoa se cura, se trata. Às vezes precisa de exame, vai para o ambulatório de especialidades, né, e nós temos os chamados CAPS AD, né, os atendimentos ambulatoriais pra álcool e droga. Mas, na mesma forma que as outras áreas da saúde, há casos mais graves que só o tratamento ambulatorial não vai resolver, é preciso ou comunidade terapêutica, ou hospitalização. Então, há um preconceito em relação à saúde mental totalmente equivocado. Disse bem o Cafifa, que o dependente químico ele tem uma doença como é a apendicite, como é a pneumonia, e ele precisa ser tratado. E aí, as equipes multiprofissionais verificam se é melhor o tratamento ambulatorial ou a internação, e há casos muito graves que exige internação, o tratamento é longo, difícil, mas que se recupera. E a questão da saúde mental infelizmente cresceu muito, antigamente o Brasil era passagem da droga, hoje infelizmente não é mais só passagem, o país tem um grande... Aliás, o maior consumidor do mundo de crack, e o segundo maior consumidor de cocaína, só atrás dos Estados Unidos. Então, nós temos que ter um trabalho firme no combate ao tráfico de drogas, de armas, que é segurança pública, precisa melhorar as fronteiras do Brasil, porque São Paulo produz cana, laranja, café, produz soja, milho, laranja, mas não produz cocaína. Então, é preciso ter um trabalho de segurança pública e de outro lado dar a mão pra quem precisa, que é saúde pública, que é tratar os dependentes químicos, e álcool não é só droga, álcool e droga. Então, a gente fica muito feliz porque nós estamos aqui falando de vidas, de pessoas que precisam ser ajudadas, e nós acreditamos na recuperação. Depois fico feliz pela forma, Cafifa, porque é preciso olhar a sociedade civil, é preciso ter olhos pra enxergar a sociedade civil organizada. Essa instituição, o ex-sanatório Bezerra de Menezes, é de 1955. Olha a epopeia que foi erguer um hospital desse há mais de 60 anos atrás. O que pode uma sociedade civil organizada fazer? O que pode o amor às pessoas, que ninguém veio aqui ganhar dinheiro, veio aqui pra investir no seu irmão, no semelhante, em ajudar a quem precisa. Então, sociedade civil organizada. Às vezes os governos vão fazer prédio novo e não olham praquilo que a sociedade civil já fez, e tem expertise, tem time, qualificação, gente com experiência e amor ao próximo, gosta de gente, né, que quer se dedicar. Diz que a mais importante vocação dos homens e das mulheres é servir as pessoas, e não há melhor maneira de servir as pessoas do que ajudar na recuperação da sua saúde. Então, nós não poderíamos ter um parceiro melhor do que aqui o Hospital Bezerra de Menezes. E uma tarefa grande, é só ligar a televisão pra gente ver no país inteiro o problema da drogadição, e o problema da dependência química. Então, nós abrimos o ano passado 10 leitos no Hospital Psiquiátrico Lacan, em São Bernardo do Campo, só pra grávidas, porque as gestantes exigem um cuidado extremamente especial. Mais 95 leitos no Instituto Amar Holiness em Itapira; Presidente Prudente, 20 leitos; Água Funda, na capital mais 40 leitos, vamos inaugurar agora em março um hospital exclusivo de 72 leitos em Botucatu, ao lado do Hospital das Clínicas da UNESP. Aqui o maior convênio, 104 leitos aqui no Bezerra, no Hospital Bezerra de Menezes, o ano que vem mais 40 leitos no Alto Tietê e Mogi, nós queremos em todas as regiões no estado de São Paulo a retaguarda de leitos, grande parte, Deus queira que amanhã não precise ter esses leitos, mas hoje não existe, ou melhor, só existe pra quem tem dinheiro, quem é rico não vai ter problema de falta de leito, mas quem depende do SUS, de ter um atendimento gratuito é um drama. Qual família que não sabe de alguém que tem problema, né, de dependência química? Trinta leitos, né, na capital também, no Felipe Pinel; 40 leitos em Ribeirão Preto, no Hospital das Clínicas; mais 27 leitos no Hospital Santa Tereza, praquela região; 40 leitos no Hospital Clemente Farias em Lins, região de Lins; 109 leitos no Hospital Manoel de Abreu em Bauru, região central do estado de São Paulo; e mais 70 no hospital... no anexo do Hospital das Clínicas, será o Hospital Cotoxó, também na capital. Ou seja, nós vamos procurar o estado inteiro, ter uma rede de atendimento que vai desde o CAPS, que é o atendimento ambulatorial, não é só médico, são equipes multiprofissionais, né, com várias... profissionais trabalhando em conjunto, e a retaguarda para a comunidade terapêutica e hospital. Quanto menor o tempo de internação melhor, isso quem dita é a realidade, você tem casos que a internação pode ser mais curta, tem casos dificílimos, que ela vai ser mais longa. Mas, nós não podemos abandonar, nós não podemos desistir das pessoas. É muito fácil se omitir: “Ah, não pode internar ninguém, deixa do jeito que tá”. Não, nós não vamos nos omitir. E mais ainda, em São Paulo no CRATOD, Barros, nós... começa agora essa semana, né, ô Giovanni, nós temos centro de referência a álcool, tabaco e outras drogas – CRATOD, então nós vamos ter lá um Juiz de Direito, o Promotor de Justiça e a OAB, a subsecção da OAB de São Paulo, o setor contra a droga. A OAB tá designando só advogadas mulheres e mães, e mães, e ali nós vamos analisar, há casos que é preciso fazer a internação involuntária, porque a pessoa vai morrer, ela não tem condição de tomar essa decisão. Então, com a presença do seu defensor, do advogado, a presença do promotor que representa a sociedade, e do juiz pra tomar decisão, a gente vai verificar esses casos mais graves pra poder dar a eles também a oportunidade pra sua recuperação. Esse é um problema de saúde pública, no passado, veja que o tempo muda, né, as coisas, nós estamos na época da mudança, e da velocidade da mudança, 60, 70 anos atrás se morria de moléstia infectocontagiosa, morria de gripe. A gripe espanhola matou em 1918 mais que a 2ª. Guerra Mundial. Aqui no Brasil foram mais de 300.000 brasileiros morrendo de gripe. O presidente da república morreu de gripe espanhola, o Rodrigues Alves, entre a eleição e a posse. Se morria de tuberculose, e mal de Hansen, as colônias, né, pra hanseníase, era a moléstia infectocontagiosa, tétano, tudo que era moléstia infecto... Não existia antibiótico, isso mudou, hoje foi lá pra trás. O que passou a ter prevalência do ponto de vista epidemiológico, de mortalidade? Além de coração, câncer, porque é uma doença ligada à idade, aumentou a expectativa de vida, aumentou a incidência, mas passou a ser uma doença curável, trata e cura. E a outra, saúde mental, estresse, competitividade, enfim, a vida moderna. E esse problema hoje mundial que se chama droga, que envolve verdadeiras fortunas de dinheiro por trás disso, e vitimando grande parte especialmente jovens, né, não só jovens, mas especialmente jovens, até porque acabam tendo uma vida muito curta. Mas, essa é a casa do amor, né, essa instituição nasceu pelo amor as pessoas, eu não tenho dúvida que vai se fazer aqui um grande trabalho, estamos felizes pelo mérito de ajudar quem precisa, de promover saúde, e feliz pela forma, fazendo uma parceria com uma instituição que tem a história como tem aqui o Hospital Bezerra de Menezes. E dizer ao nosso prefeito, o Zeca Bene, né? O nosso prefeito, daqui a pouco nós vamos voltar aqui, viu Zeca, porque a SP-346 já tá na fase de assinatura do contrato. Então, nós devemos assinar o contrato, nós vamos recuperar Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim até a divisa de Minas Gerais, se lá tiver meio esburacado nós invadimos também o pedaço. Vamos recuperar. Então, a gente imagina que em fevereiro, fevereiro as máquinas devem tá na pista, depois você assina o contrato, a empresa, o consórcio tem 30 dias pra começar, mas nós vamos pedir pra começar mais depressa. Então, daqui a pouquinho já pode pôr o bom café, o campeão aqui de Espírito Santo Pinhal. Como é que chama a cooperativa? A COOPINHAL, que é uma cooperativa maravilhosa. Ah, olha aí, exatamente, aliás um dos fundadores foi o Dr. Virgílio. Nós voltaremos aqui, pode pôr o café no bule que daqui a pouquinho nós estaremos de volta aí pra começar a obra da SP-346. E queria dizer a vocês que vocês tem um grande embaixador, que é o deputado Barros Munhoz, [ininteligível] lutador e um grande parceiro, grande parceiro em benefício, na defesa dos interesses da população de São Paulo. Agradecer ao Silvio Torres, nosso Secretário de Habitação, estamos saindo de Campinas, assinamos quase 5.000 unidades habitacionais pra famílias que ganham um salário mínimo, dois e três salários mínimos, são aquelas que mais precisam, quase cinco mil com a Caixa Econômica Federal, os municípios ali no entorno de Campinas. Agradecer ao professor Giovanni Cerri, e toda a sua equipe aí, e a prioridade que a secretaria, nós estamos dando a questão do álcool e droga. Aliás, o álcool nós fizemos uma lei que já era proibido vender pra menor de 18 anos, mas as vezes o comerciante fala: “Não, eu não vendi, ele trouxe a bebida, ele trouxe de casa”. Então, é proibido a venda e consumo, consumo. Aliás, quando entrei aqui na cidade vi ali um outdoor dizendo: “Olha, o combate ao álcool pra menor de 18 anos não tira férias, isso é direto”. E no self-service, bebida alcoólica é separado de refrigerante, e tem uma mão ali mostrando: “Olha, proibido menor de 18 anos”. E quero destacar aqui o papel da família, né, da família, porque o exemplo, né, as vezes o pai bebe, chance do filho beber, 90%. Alcoolismo é um problema tão grave quanto a drogadição. Nós temos intolerância ao cigarro, e tá certo, cigarro faz mal, mas ninguém bate na mulher porque fumou; ninguém atropela três pessoas e mata porque fumou; mas porque bebeu. E tem muita tolerância a álcool, então nós precisamos do ponto de vista de saúde, especialmente menor de 18 anos, porque o menor, um jovem que começa a beber com 13, 14 anos, tem muito mais chance de ter alcoolismo na idade adulta. Então, um trabalho grande que nós estamos fazendo de conscientização e de preservação da saúde da nossa juventude. Mas, quero deixar um grande abraço, eu perguntei quem é o Agripino, aí falaram: “Agripino ninguém sabe, mas o Cafifa é aquele moço simpático ali, viu”? Um grande abraço.