Discurso - Entrega de novos leitos para o Hospital Estadual "Doutor Arnaldo Pezzutti Cavalcanti" 20130701

De Infogov São Paulo
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Discurso - Entrega de novos leitos para o Hospital Estadual "Doutor Arnaldo Pezzutti Cavalcanti

Local: Mogi das Cruzes - Data: 07/01/2013


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos, estimado prefeito Bertaiolli, governador [ininteligível] quero saudar aqui todos, moradores aqui presentes, deputados federais, [ininteligível] e o Roberto Lucena, secretário do estado da saúde Giovanni Guido Cerri, Dra. Keila Alves Franklin, diretora técnica do hospital estadual Arnaldo Pezutti, [ininteligível] que quero saudar aqui toda equipe é, profissionais de saúde, administrativa, os nossos prefeitos, Paulo Tokuzumi o Abel Larine, o testinha, o Benedito Rafael da Silva, vereador Jorge Rato. Amigas e amigos, uma palavra breve, mas é de alegria de estarmos hoje, entregando uma grande obra, são 88 leitos a mais para doentes crônicos, nós, a medicina ela vai evoluindo né, então, antigamente nós tínhamos muitos problemas de moléstia infectocontagiosa, mal de Hansen, as colônias agrícolas, está era uma delas, da década de 30 do século passado, hoje você trata a doença de mal de Hausen em casa né, você trata, não precisa internar a pessoa, não precisa ir para isolamento, tuberculose a minha região, Campos do Jordão, tinham 16 sanatórios, para tuberculose, então tudo isto mudou, de outro lado, então as moléstias infectocontagiosas elas reduziram, eram a grande causa de morte do passado, a gripe espanhola matou 300 mil brasileiros em 1918 e matou mais que a 1º e a 2º grande guerra mundial somadas, a gripe espanhola. Então foi uma epidemia grave uma pandemia mundial. Hoje mudou isso com a antibióticoterapia, aumento e melhoria da química, da farmacologia e a população está vivendo mais, então tivemos um ganho espetacular de expectativa de vida, em compensação aumentaram as doenças crônicas, então esse hospital que nós estamos praticamente inaugurando com mais 88 leitos ele é muito importante, ele vai beneficiar o estado e especialmente a região. Então Sr. Giovanni já determinou, aqui será também retaguarda para o Luzia Pinho Melo e para o futuro hospital aqui do lado do distrito de Brás Cubas. Governar é escolher, nós escolhemos a saúde, então o Luzia Pinho Melo funcionava pela metade porque a outra parte estava parada a construção, nós terminamos o hospital quase dobrou de tamanho, quimioterapia já começou pra parte de oncologia pra câncer e agora vamos ter também a radioterapia além da parte cirúrgica, estamos apoiando o novo hospital uma beleza, nós vimos agora lá o prédio do hospital de Brás Cubas do distrito. Inauguramos o AME de Mogi das Cruzes, com mais de 20 especialidades médicas, vamos ter aqui do lado o hospital novo de Suzano, temos o hospital de Itaquaquecetuba do estado, o hospital de Feraz de Vasconcelos, vamos contratar mais 40 médicos e com o novo plano de cargos e salários nós não vamos ter dificuldade mais de ter médico, porque o plano é extremamente importante para o serviço público e o maior beneficiário com novo plano de cargos e salários dos médicos vai ser o povo, que vai ser bem atendido pelo SUS, tendo médico e médicos bem qualificados e aqui estamos empregando 88 leitos e iniciando 03 grandes investimentos, o primeiro é a urbanização aqui da área, saneamento daqui da área toda, a parte de esgoto, reforma da parte de cozinha e fisioterapia, nós vamos recuperar o prédio antigo, a segunda obra é UTI que é o [inaudível] mais grave que precisa mais da nossa atenção e investimento, adulto passa de 10 para 20 leitos dobra e de criança passa de 28 para 60 leitos, mas do que dobra, deve ser muito importante para a região e o terceiro é essa tristeza que é a questão do crack né, o Brasil é o hoje o maior consumidor de crack do mundo e o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. Lamentavelmente, não é mais só passagem não, é consumo, só perde para os Estados Unidos em consumo de cocaína. E crack é o maior do mundo, ele é o mais barato, né? Borra de cocaína é muito triste. E dependência química é doença, como é apendicite, como é pneumonia, isso é doença, precisa ter tratamento, e nós precisamos dar a mão e ajudar os jovens a se recuperarem, e é um tratamento caro, demorado, difícil, então nós estamos dobrando praticamente no estado de São Paulo os nossos leitos para dependência química. E álcool, a gente é muito intolerante com cigarro, né? E precisa ser, porque cigarro faz mal, mas ninguém bate na mulher porque fumou, ninguém atropela 3, 4 pessoas no ponto do ônibus e mata porque fumou, e nós somos muito tolerantes com o álcool. E grande parte dos jovens começam a beber em casa. Então nós já aprovamos uma lei dura, menor de 18 anos não pode consumir álcool, não é só vender, o cara bar, do restaurante, é crime se ele fizer isso, e nem consumir, porque o cérebro não está ainda preparado. Então quem começar a beber com 13, 14 anos, a chance de ficar alcoólatra na idade adulta é altíssima. Então esse é um trabalho que tem que fazer o pai, a mãe, a escola, igreja, os governos, todo mundo, o alcoolismo é tão grave quanto é o problema da drogadição. E a outra é o trabalho de ir ao encontro do dependente químico. O prefeito Bertaiolli colocou bem, uma grande parte tratamento ambulatorial, então ele terá o Caps AD, que é o Caps álcool e droga, AD, que é o tratamento ambulatorial. E nós ficamos na retaguarda, os casos mais graves e internos, e nós vamos ter aqui 40 leitos só pra álcool e droga. Pra região, não é só Mogi, mas é uma retaguarda para a região. Então estamos iniciando aqui três grandes investimentos. Mas eu quero dizer da alegria de estarmos juntos, agradecer ao professor Giovanni Cerri. São Paulo tem uma universidade que é a melhor do Brasil, é a universidade de São Paulo, a USP. A melhor da América Latina é a USP, e está entre as melhores do mundo. E dentre a USP, Professor João Grandino Rodas, que é o reitor, disse que o top é a medicina, dentro da Universidade de São Paulo. Sr Giovanni Cerri é o diretor da faculdade de medicina, que é a melhor escola, é uma das melhores do mundo, e está nos ajudando muito nessa questão da saúde, quero aqui agradecer a ele, ao José Manoel, toda equipe da saúde aqui por esse esforço e benefício do povo de São Paulo. Agradecer aos nossos parlamentares, Junji Abe e o Roberto De Lucena, que em Brasília trabalham pela nossa região, agradecer ao Bertaiolli, campeão de votos, né? Eu comentei na viagem vindo pra cá, falei: "É campeão de confiança do povo", né? O povo confia em quem trabalha, né, não esquece de quem trabalha, se dedica com seriedade, com honestidade, pra melhorar a vida das pessoas. Agradecer a Dra Keila, né? Dra Keila e toda equipe aqui do Arnaldo Pezzuti, precisarem de um modesto anestesista me chamem aqui, mas especialmente cumprimentar aqui a todos. Nós estamos iniciando o ano, né? Então a gente quando inicia o ano renova as esperanças, e aí votos de saúde e paz, saúde e alegria, né, saúde e fraternidade, mas sempre a saúde vem. E é engraçado, a gente só da valor para saúde o dia que perde. A gente esquenta a cabeça, fica bravo, se irrita com um monte de coisa [ininteligível]. Aí eu tinha um professor que dizia: "A gente só tem uma escala de valores correta das coisas importantes da vida, é quando está doente", é pena que seja assim. Quando você fica doente aí que você vê que a escala de valores é outra. A vida é um dom de Deus, dom maravilhoso, dom de Deus, e nós temos o dever de preservá-la, né? De ampliá-la. Um dia desses eu fui a missa, Bertaillo, e meu padre fez uma prética e aí perguntou: "Quem quer ir para o céu?", aí todo mundo... "Quem quer ir hoje?", nem o padre, ninguém tem pressa, né? Então agora vamos esticando aí. Em Pinda tinha uma senhora, Dona Nita, quer dizer, Dona Nita, ela era muito engraçada, tinha 87, 88, então ela dizia: “Olha, eu amo a vida, medo de morrer, medo de morrer" que ela dizia, "Mas como eu já estou chegando nos 90, tal, se um dia por acaso e tal eu morrer eu quero que põem uma lápide no meu túmulo ‘Aqui jaz Anita Cabral Moreira, que aqui está contra a vontade’", né? Amava a vida, né? Pois vamos celebrar a vida, parabéns a Mogi!