Discurso - Entrega de obras de duplicação e melhorias na SP-320 - Rodovia Euclides da Cunha - 20122906

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Entrega de obras de duplicação e melhorias na SP-320 - Rodovia Euclides da Cunha

Local: Santa Fé do Sul - Data: 29/06/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Boa tarde a todas e a todos. Estimado prefeito Favaleça; Dona Claudete, uma abraço da Maria Lúcia; Vereador Antônio Ballotti; Dr. Saulo de Castro Abreu Filho, secretário dos Transportes; Deputado federal, ex-prefeito, o Edinho; Deputado Itamar Borges, ex-prefeito do município; Deputado Carlão Pignatari. Prefeitos de Rubinéia, o Cidão; Três Fronteiras, o Flavinho; Santana da Ponte Pensa, Sebastião Ortega. Santa Clara do Oeste, o Gabriel; Valentim Gentil, o Adilson. Santa Rita D’Oeste, o Walter. Urânia, é o Francisco Saracuza. Santa Salete, o Rizzato. E Pontalinda, o Guedão. O Amando, ex-prefeito aqui do município. E o Dr. Mansueto Lunardi, diretor de obras do DER. O Everson Gricoleto, diretor regional do DER. O João Leopoldino Neto, presidente da Engenharia e Comércio Bandeirante. Responsável pela rodovia. Dona Zilda, mãe de nosso deputado; Dr. Hélio Molina Jorge, delegado de Polícia. Capitão [ininteligível]. Natal Franco, provedor da Santa Casa. Norio Kobayashi, presidente da Associação Comercial Empresarial; Os pastores, Carlos Martins e Pedro Alves da Silva. Secretários municipais, lideranças aqui da comunidade. É pra mim uma grande alegria voltar aqui a Santa Fé. Tenho uma paixão por essa cidade aqui. A capital do peixe, né? Paixão, porque, primeiro, que é peixe, né, do Santos Futebol Clube. Segundo porque eu passei a minha vida inteira metido com peixe. Meu pai era veterinário e se especializou em piscicultura. Então, 40 anos, ele trabalhou na área de piscicultura. Eu nasci em Pindamonhangaba, porque lá tem uma estação de piscicultura. O meu pai foi transferido pra lá para dirigir a estação de piscicultura. Minha irmã nasceu em Santos e meu pai foi transferido pra Santos, para dirigir o Instituto Pesca Marítima. Então, a vida inteira peixe. Então, é uma alegria estar aqui na terra do peixe entregando uma obra de importância para as cidades, pra São Paulo e para o Brasil. Porque a rodovia da integração... Eu estava observando aqui a quantidade de caminhão e de movimento na rodovia. É integração do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, Centro-Oeste brasileiro com o Sudeste brasileiro. E a ponte ferroviária deu um grande impulso à região. Então, a necessidade da duplicação. O contrato diz que a obra tem que está pronta até setembro de 2013. Nós estamos entregando esse lote oito em junho de 2012, 14 meses antes. Em julho já vai ficar pronto o lote sete, até setembro mais três lotes. Até outubro, o restante. Vão ficar algumas obras de arte que são muito grandes, viadutos demandam desapropriação. Mas ela vai ficar toda ela rapidamente toda ela concluída. Não terá nenhum pedágio, nenhum. Todinha feita com recurso do Governo do Estado e com economia. Mais de 20% de desconto e bastante economia e com qualidade a obra. Vai trazer mais segurança, vai trazer mais conforto, evitar acidentes. Hoje nós estamos vindo de Fernandópolis, onde inauguramos um AME, que vai atender lá a região. Inauguramos a Rede Lucy Montoro. Todas as pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, um moderníssimo centro de reabilitação. Aparelhos, equipamentos, o que há de mais moderno para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Nós temos quase nove milhões de pessoas com deficiência no estado de São Paulo. O Brasil tem mais de 42 milhões de pessoas ou deficiência visual, ou auditiva, ou intelectual ou física. E um grande centro também para os idosos. Aqui em Jales, o Hospital do Câncer. Acabamos de inaugurar, só tinha ambulatório aqui. Funcionava só ambulatorialmente. Agora o hospital, 30 leitos, eu vi lá os apartamentos. É super bem feito. Impressionante o capricho, a qualidade. Só fazia pequenas cirurgias, agora quimioterapia, grandes cirurgias e radioterapia até com acelerador linear. Tá cobrindo mais de 200 cidades. Então, nós vamos ter aqui do lado, estamos saindo de lá, um hospital gratuito, tudo bancado pelo Governo, 100% dinheiro do Governo do Estado. 10 milhões para atender a população. Quero dizer a vocês aqui da Santa Casa, eu que sempre trabalhei em Santa Casa, porque nós vamos ajudar. Nós vamos verificar a questão da CND, primeiro para não perderem a CND. Porque se perde a CND, aí não pode receber recurso. Então ter a CND. Nós vamos dar um jeito de resolver. E a outra dívida. O que é que a gente tem que fazer? Tem que parcelar e aí nós vamos ajudar aí cobrindo a dívida. Toda a cidade que eu vou, não consegui passar em nenhuma que a Santa Casa não teve dificuldade. Não é problema de gestão não, é o fato que atende o SUS. E a tabela do Governo Federal não cobre 40% do custo. E você vai acumulando dívida, vai acumulando dívida, vai acumulando dívida. Chega a uma hora, não tem mais credor, então há necessidade de se corrigir a tabela do SUS. Se não corrigir a tabela do SUS, todo mundo que atende o SUS tem dificuldade. Mas nós vamos apoiar com todo o empenho aí a Santa Casa da Misericórdia. Olha, a outra... Cadê o Cidão? Nós vamos ter mais de 40 milhões de investimento aqui do lado em Rubinéia. É um porto e uma estrada ligando o porto até a SP-320. É um investimento importante, e eu estava vendo aqui [ininteligível] a quantidade de barcos, né? A cidade tem uma indústria náutica importante. E a hidrovia Tietê-Paraná, ela transporta hoje oito milhões, não é isso [ininteligível]? Oito milhões de toneladas-ano de carga. A nossa meta, em quatro anos, é dobrar 16 milhões de toneladas. E mais quatro anos triplicar, ir pra 24 milhões de toneladas de transporte. Para reduzir custo, um comboio tira caminhão de 35 toneladas das estradas. Um comboio tira 175 caminhões, cada caminhão de 35 toneladas. Então, por que é que a hidrovia não cresce? Ela não cresce porque não é eficiente. Vem um comboio, chega na ponte e para. Aí tem que passar uma barcaça, volta pra pegar outra. Passar mais uma, volta, pega outra. Leva 01h30 a 01h40 cada ponte para poder atravessar. A ponte tem 40m de vão livre. Nós estamos implodindo o centro da ponte, passando para 120 metros o vão livre. Fizemos a primeira em Pongaí. Você constrói a ponte na margem do rio, viu, Edinho? Traz a ponte, põe do lado da antiga, e implode o centro da antiga e encaixa. Antigamente, levava a engenharia seis meses pra você implodir uma ponte e fazer o vão. Hoje, o Saulo disse 20 dias. 20 dias a ponte já tá aberta, e 20 dias já tá a ponte nova e com 120m. Então, o comboio passa direto. Aquilo que levava 01h40, hoje passa direto. Setembro, a ponte de Barbosa, na SP-425. Mesma coisa, implode o centro e aquele centro de 40m passa pra 120m. O outro grande investimento são das eclusas, e no aprofundamento do rio e a outra é prolongamento. A hidrovia vai até Piracicaba, ela vai ter 58 quilômetros a mais, com isso ela integra com a ferrovia também e vai ter muito mais eficiência. Então, o que nós vamos ter de porto, fábrica de barcos, né, potencializar o transporte hidroviário vai ser muito grande aqui na região. Depois temos outra obra que é aqui a Marginal, e eu vim vendo as indústrias aqui de Santa Fé e podem ter certeza que as indústrias vão crescer muito mais com a nova rodovia, então a cidade precisa estar preparada. A Marginal já começou, né?


ORADOR NÃO IDENTIFCADO: Já.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Essa já está em obra, já, então nós vamos ter uma Marginal, e as pessoas não vão precisar entrar na rodovia, o trânsito local fica fora da autoestrada, mais seguro. E a outra obra inicia até agosto que é a Santa Fé - Três Fronteiras e essa... E essa terá: a rodovia, acostamentos, tudo isso e ainda vai ter ciclovia que é pra bicicleta, nós vamos ter ciclovia, também, para a região. Duas faixas em cada sentido, ciclovia e rotatória a Santa Fé - Três Fronteiras. Mas saindo daqui, nós vamos passar na rodoviária no Terminal Rodoviário, porque teve uma obra importante lá no terminal, aqui tem também o transporte escolar, né, você teve aqui o ônibus e os recursos do DADE. Um clube de 67 cidades que são as instâncias turísticas, e essas 67 recebem um apoio dá em torno de R$ 2,2 milhões, então: o centro de eventos, revitalizar o centro da cidade, [ininteligível], cada ano escolhe uma obra e o Governo banca tudo, pra quê? Para a cidade ficar caprichada para poder fortalecer o? Turismo. Turismo gera muito emprego, porque indústria que é atividade primaria você fabrica mais com menos gente. Se pegar Volkswagen na década de 70, ela tinha... A Volkswagen em São Bernardo do Campo tinha 42.000 funcionários. 42.000 funcionários, hoje tem 12.000 fabrica três vezes mais, robotiza, ao invés de ficar uma pessoa lá fazendo, o robô faz no lugar das pessoas, programa, ele faz. Agricultura mecaniza. Regiões de cana, o cortador de cana vai desaparecendo, porque a máquina passa e? Colhe. O café, eu sou de região de café passa uma máquina chacoalha o pé de café e? Colhe, então, você mecaniza. O setor de serviços que é o setor terciário: Saúde, Educação, loja, turismo, comércio, esse cada vez emprega mais, esse é o setor de serviço é o setor terciário da atividade econômica que é turismo. E esse é o grande empregador, já é hoje e vai ser o grande empregador de amanhã e a cidade precisa crescer pra garantir isso. Temos aqui um ETEC também pra atender os nossos... Os nossos alunos e finalmente, nós temos que cuidar das pessoas, então Saulo pode fazer a licitação aí da passarela, aí da rodovia. Vocês sabem que a primeira causa morte é coração, o coração é só andar, viu, é só caminhar, isso é vida sedentária, né, é só andar bastante que o coração melhora. A segunda causa morte é câncer, o primeiro é pele, então evitar sol demais, evitar sol demais. Se for mulher, mama; se for homem, próstata; depois pulmão tem que parar de? Fumar, um dia eu fui tomar um cafezinho, o Itamar, lá na Sete de Abril em São Paulo, aí fui pagar o café, aí uma mocinha no caixa e aquela parede de cigarro, né? Aí olhei o primeiro maço tinha uma cinza assim caindo, quer dizer: cigarro dá impotência. Aí olhei do lado o outro maço, uma caveira, cigarro mata. Aí eu perguntei pra mocinha, o pessoal lê isso aqui e compra o cigarro? “Claro, doutor, compra, mas todos querem o que mata, não é?” Então cortar o? Cigarro. Mas qual é a terceira causa, a terceira causa não é doença: o coração, câncer, a terceira? Acidente, não é doença é causa externa, a causa externa há 10 anos atrás era violência, era tiro. Nós tínhamos 13.000 homicídios por ano, hoje tem 4.000. Então a maior causa de morte, causa externa é acidente rodoviário: é o atropelamento, é a motocicleta, é o carro, é o caminhão é acidente rodoviário, por isso a importância da gente fazer obras seguras e evitar o quê? Atropelamento, então a passarela é uma vacina para a gente evitar aí acidente e as pessoas perderem a vida. Mas, eu quero deixar um grande abraço, diz que uma grande obra é fruto de muitas mãos, né, então agradecer aqui ao Edinho, eu e o Edinho fomos prefeitos juntos no século passado, mas água aqui... A água aqui é melhor, eu estou careca, mas ele ficou firme, olha lá. Agradecer ao Carlão, deputado aqui da região, nos ajuda muito em São Paulo na Assembleia; agradecer ao Itamar, grande ex-prefeito e grande deputado, esse é um ótimo deputado, trabalhador lá em São Paulo nos ajudando; agradecer ao Saulo o nosso secretário que é um craque, né, é o nosso Neymar. Ele quer que seja o Luiz Fabiano, gosto bom, não se discute. Agradecer o Favaleça esse grande prefeito aqui de vocês. Nós estamos na última semana que pode assinar convênio, porque daí não pode mais, por causa da lei, na última semana, aí ele conseguiu a passarela e a ajuda para a Santa Casa. Ele deu... Ele deu uma de Romarinho, marcou gol no último minuto, né? Um abraço.