Discurso - Entrega do Restauro do Prédio D.Pedro II; Comemoração do 125º aniversário do Instituto Agronômico - 20122706

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso no evento de Entrega do Restauro do Prédio D.Pedro II; Comemoração do 125º aniversário do Instituto Agronômico

Local: Campinas - Data: 27/06/2012

MESTRE DE CERIMÔNIA: ...Governador do Estado de São Paulo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Cumprimentar a nossa secretária da Agricultura e Abastecimento, Dra. Mônika Bergamaschi; secretário, deputado Davi Zaia, secretario de Gestão Pública, campineiro, nos alegra com a sua presença; deputado federal Jonas Donizette; deputada estadual, Célia Leão; deputado estadual, Feliciano Filho; secretário municipal de Serviço Público, o Valdir Terrazan, representando o prefeito de Campinas; Dr. Orlando Melo de Castro, coordenador da APTA, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios; Dr. Hamilton Humberto Ramos, diretor-geral do Instituto Agronômico de Campinas; professor Antônio Roque Dechen, vice-reitor da Universidade; Jose Vicente Caixeta Filho, diretor da escola da Agronomia; Luiz de Queiroz da ESALQ; engenheiro Herbert Faustino, responsável pelo restauro desse belo prédio; Jairo Almeida Machado Junior, diretor presidente da Codasp; coronel José Roberto Malaspina do CPI 2; o Valdemir Gonçalves, prefeito de Tupã, dirigiu uma importante cooperativa lá, na área do amendoim lá da região da Alta Paulista, diretores, pesquisadores, funcionários, diretores da CAT, da defesa, liderança aqui da comunidade, amigas e amigos. Queria dizer da grande alegria de estarmos juntos aqui primeiro, em Campinas, essa bela cidade, um dos maiores centros de tecnologia, de inovação, de inteligência, do conhecimento e estarmos aqui comemorando os 125 anos da então estação agronômica de Campinas. Aliás, obra de um estadista que foi o Dom Pedro II, que quando exilado, expatriado, disse ao ir embora para a Europa, aguardarei o silêncio do meu jazigo, a justiça de Deus, na voz da historia. Pedro II foi um grande estadista, um visionário, nós temos aqui uma das suas realizações, isso é pleno século XIX, a então estação agronômica de Campinas, depois foi assumida pelo governo do Estado de São Paulo, passou da área federal para a área estadual e aqui temos o nosso querido Instituto Agronômico de Campinas. E São Paulo que era uma província pequena, inexpressiva, hoje tem tamanho de país. São Paulo, eu me lembro que há vinte anos atrás, eu a gente dizia, olha, São Paulo tem o tamanho da Argentina, hoje a Argentina tem o PIB de 390 milhões de dólares e São Paulo tem o PIB de 700 bilhões de dólares, ou seja, nós temos duas Argentinas. O Estado de São Paulo colocou bem o deputado Jonas Donizette, o Brasil inteiro investe 25% em educação, o Estado de São Paulo investe 31%; Porque é 30% mais 1% para a FAPESP, as três universidades paulistas são mantidas 100% com o dinheiro do Estado. A USP acabou de ranqueada a melhor universidade de América Latina, e a Unicamp, a terceira melhor universidade da América Latina. Nós temos entre as três melhores universidades da América Latina, duas Paulistas e a UNESP também participa extremamente bem em todos os indicadores da boa universidade. Hoje São Paulo tem uma força no agronegócio importantíssima, a Mônika Bergamaschi colocou bem, nós somos o maior produtor mundial de cana de açúcar, e agora indo para México, uma conquista importante do IAC. Laranja, o maior produtor mundial de laranja, mais que a Flórida; frutas, carne bovina, nós não temos o maior rebanho, mas somos o maior exportador do carne bovina, passamos a Austrália e o Estados Unidos, madeira, borracha, flores, frutas, ovos, uma parte é um trabalho importantíssimo de extensão, pesquisa e extensão, parte sanitária, extremamente importante, e quero dizer que o prêmio que eu recebi, eu não sou merecedor, mas eu transfiro a alguém, que tinha um grande carinho pela agricultura, meu pai trabalhou 40 anos na secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, veterinário, e eu nasci em Pindamonhangaba, por que em Pinda veja que o José Raul Machado Ribas, meu conterrâneo, que me alegra aqui com a sua presença. Água de [ininteligível], porque ele está cada vez mais jovem. Papai foi para Pinda para dirigir o Instituto de Piscicultura, lá no [ininteligível], a estação de piscicultura, no instituto zootecnia. Eu nunca morei na cidade, até os 16 anos de idade, morava lá zona rural e a minha casa era um mar de aquários, estudos microscópicos e anotações. Naquele tempo, não tinha essa separação da pesquisa e da extensão rural, você fazia as duas coisas. Minha mãe morreu, eu tinha nove anos, eu grudei no meu pai, ele era pai e mãe. Então, eu ia com ele para todas as fazendas, para fazer povoamento de peixes, melhorar a renda dos pequenos produtores. Tem água, represa... E fazia pesquisa, inclusive com dezenas de trabalhos publicados. Mais importante que o hardware, e o prédio ficou belíssimo, um prédio maravilhoso, centenário... É o software, é a pesquisa, são os nossos recursos humanos, esse catedral de conhecimento, não só em produtos, mas em solo, em clima, em recursos humanos que o instituto agronômico de Campinas possui. E nós queremos o olhar para frente, para o futuro. Então, vamos sim, Mônica, fortalecer e muito toda esta área, estamos aproximando a FATESP das nossas secretarias e dos nossos institutos. Nós temos pouco dinheiro, eles têm bastante. A FATESP é R$2 milhões por dia, sábado, domingo e feriado; dá R$ 800 milhões por ano, tem em caixa R$ 1 bilhão. Então, vamos atrás lá do recurso para poder aproveitar na melhor maneira possível. Contratamos 289 profissionais, 139 assistentes técnicos de pesquisa, 150 assistentes agropecuários, estabelecemos uma revisão retroativa em novembro do ano passado que em três anos vai dar um reajuste de 44,2% para assistente de agropecuário, 54,5% para pesquisadores e assistentes técnicos. Vamos restaurar todos os institutos. Pesca marítima, lá em Santos, fica pronto em 90 dias; biológico, já está sendo licitado em São Paulo. Enfim, o grande empenho pela agricultura, produção de alimentos, de energia, mostrar que é possível avançar com a questão climática, chamar atenção também para os problemas. O Brasil é um exemplo para o mundo de questões ambientais, por exemplo, no combustível. O carro flexfuel só tem aqui, e todo carro novo é flexfuel. E nós estamos perdendo essa conquista por falta da política na questão do álcool, é grave a situação da questão do álcool versus o etanol versus a competitividade frente ao combustível fóssil, a gasolina. O álcool só está conseguindo competir em São Paulo, só, com a gasolina, porque nós reduzimos o ICMS de 25% para 12%. Então o ICMS da gasolina é 25%, o ICMS do álcool é 12%. E um diferencial que existia, que era a CID, acabaram... Acabou, zerou. Então, nós podemos perder um combustível limpo como é o álcool, entupir os ares de combustível fóssil, de poluição. Veja que a poluição chegou em um ponto em São Paulo que o rodízio foi adotado. O rodízio foi adotado no inverno, há 10 anos atrás parar 20% da frota, em razão da questão climática e da questão da qualidade do ar, que é tudo combustível fóssil. É escapamento de caminhão, ônibus e carro. E o álcool é uma energia renovável. Aliás, o mundo tem 13% de energia renovável, São Paulo tem 55% na matriz energética de energia renovável, e a nossa meta é ir para 69% até 2020, com biomassa, com energia eólica, com pequenas hidrelétricas, com energia solar, enfim, e bioeletricidade. Mas quero trazer um grande abraço, dizer da alegria que voltar aqui a Campinas. Eu falei hoje cedo em uma das rádios aqui de Campinas e me perguntaram sobre as marginais da Dom Pedro. Então, as marginais da Dom Pedro, em 15 dias, sai a licença prévia, em 30 dias, a licença de instalação. A obra começa na primeira metade de agosto, todas as marginais da Rodovia Dom Pedro, porque nós temos aqui uma das maiores cidades do Brasil. Todo mundo gosta de carro, e haja espaço pra caber todos os carros aí. Então, a ampliação das marginais, a Dom Pedro, 45 dias deverá começar. Mas quero deixar um abraço, cumprimentar aqui todos os pesquisadores, equipes técnicas, extensão rural, parte sanitária. Eu que sou pequeno produtor rural, meu pai adorava Gado Jersey. Papai dizia: “Olha, o Jersey é melhor, porque converte melhor alimento em leite. O [ininteligível] é perfeito. Você quer corrigir o [ininteligível] de uma vaca, põe o touro Jersey. Casco de melhor qualidade. Leite mais sólido”. E ele era apaixonado, mais precoce, mais longevo. Aí eu dizia: “Pai, a melhor qualidade do Jersey é que se pisar no pé do dono dói menos”. Ele é pequenininho, né? Mas quero trazer um grande abraço. Parabéns ao Instituto Agronômico de Campinas.