Discurso - Entrevista à Radio Globo 20162007

De Infogov São Paulo
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Discurso - Entrevista à Radio Globo

Local: [[]] - Data:Julho 20/07/2016

Parte 1

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Doze horas 15 minutos na programação da nossa Rádio Globo, e nós vamos juntos com vocês nessa manhã já de uma quarta-feira. Quarta-feira como eu mencionei trazendo aí uma série de fatos, uma série de situações. Governador do Estado de São Paulo, governador Geraldo Alckmin já ao nosso lado. Olá, governador, boa tarde.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, Laércio Maciel, quero cumprimentá-lo e todos os ouvintes da Rádio Globo.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Tudo em paz?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Estamos trabalhando, manga arregaçada aí.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: É, não é? Ia fazer uma pergunta, mas deixa para lá. O governador de estado quando acorda, ele fala “lá vou eu” para tudo o que der, ou consegue... Porque nós, tidos normais, a gente tem uma situação difícil você já fica chateado. O governador de estado tem que ter esse lado de “não, eu tenho que seguir, tenho que seguir...” e vai que vai? É barra pesada, não é?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu acho que é importante, Laércio Maciel, a gente... Temos que baixar o stress. Então, eu como anestesista, passei a vida sempre trabalhando em situação de stress, aprendi a controlá-lo e a trabalhar, eu acho que é pé na estrada, acordar cedo e dormir tarde.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Falar em acordar cedo, a história do transporte, governador. Nós temos aí sempre uma situação que o povo “Lá vou acordar, vou pegar os trens, vou pegar o metrô, vou pegar ônibus que sejam interligados, EMTU...” e situações outras. Como é que nós estamos em relação às novas medidas, que vem com estações novas, implementação, a Linha Laranja, que eu estou muito atento a ela, muito atento à Linha Laranja, outras estações que estão por aí, o transporte... Como é que o governo vem com os investimentos, os problemas quando aparecem, surgem, como que está essa situação.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós estamos, Laércio Maciel, com seis obras simultâneas sobre trilhos, trem e metrô. Então, trem nós temos a Linha 9, que está em obra, hoje ela vai, é a linha que passa na marginal do Rio Pinheiros, ela vai hoje até Grajaú, nós estamos fazendo mais duas estações, a Estação Mendes, e vamos até Varginha, na extremidade da zona sul de São Paulo. Então, mais 22 meses vamos entregar, então, o prolongamento da Linha 9. Depois a Linha 13 é uma nova linha de trem chegando até o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ela está inteirinha em obras e também em menos de dois anos nós entregaremos a Linha 13, que é da CPTM. A CPTM nós vamos entregar até o ano que vem um trem a cada 15 dias, um trem novo, são oito carros cada trem. Esses trens são fabricados na Hyundai, que montou uma fábrica em Araraquara e na CAF em Hortolândia. São...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Esses trens serão fabricados no Brasil?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: No Brasil, já estão sendo entregues. São 65 trens, cada trem oito carros, estamos falando em 520 carros novos. Vagão contínuo, você entra no primeiro vagão vai até o oitavo com o trem andando, muito mais seguro, vagão contínuo, motorização, câmaras de vídeo, ar condicionado. Nós já entregamos o primeiro a semana passada, entregaremos o segundo a semana que vem, aí é um a cada 15 dias. Isso vai trazer três benefícios para a população. Você vira e mexe vê aí, “olha, um trem quebrou, o pessoal teve que descer no trilho, a estação está lotada porque o trem deu problema”. Nós ainda temos trens de 19 54, então, você tem trem rodando com mais de 60 anos de uso.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: E o ruim é quando sempre no ocorrido disso tem quebra-quebra, essa situação que é triste.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, aliás, se as pessoas não saíssem no trilho voltaria muito mais rápido, porque aí como é elétrico você tem que desligar o sistema. A gente sempre recomenda “Olha, se der um problema aguarde no próprio trem que ele rapidamente ele vai ser retirado”. Mas o primeiro benefício é esse, esses trens antigos eles saem de linha, eles saem do trabalho, então, você vai ter trens zero quilômetro, novinhos para a população da CPTM, os usuários. O segundo benefício é diminuir a superlotação, mais trem você acomoda melhor a população.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Com o tempo mais curto.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E esse é o terceiro benefício, mais horários, então, tempo mais curto. Então, você vai ter trens novos, evita de quebrar, você tem mais trem, então, menos superlotação e mais horários, com horário mais curto espaço, que dá também mais comodidade. A outra é o metrô. Nós estamos entregando a Linha 5 ano que vem, são dez estações de metrô entre o Santo Amaro até Chácara Klabin, chamada Linha dos Hospitais, você pega o Hospital do Servidor, a AACD, o Hospital São Paulo, Hospital Edmundo Vasconcelos, toda aquela região. A Linha 6 é a que você também pediu...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Laranja...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A Laranja é uma PPP, hoje nós estamos com 2 mil trabalhadores, nós vamos chegar o ano que vem a 7 mil pessoas--

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Você sabia que eu vou lá?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Você acompanha lá?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Eu sou fiscal da obra, vou lá, já vi os buracos da obra e o negócio Freguesia do Ó, Freguesia bota para ferver os buracão que estão lá e as casas apropriadas, aquela confusão toda e está lá...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós estamos com 2 mil... Veja como a construção...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Essa é PPP, não é, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: PPP, Parceria Público Privada, e vai ser operada pela iniciativa privada, como é a Linha 4 também. Essa começa na Brasilândia, passa pela Freguesia do Ó, passa embaixo do Rio Tietê, passa pelas universidades, linha das universidades, PUC, Mackenzie, Faap e vai até Liberdade, São Joaquim, uma das linhas de São Paulo. Depois temos a Linha 15, que é o monotrilho que vai para a zona leste, ele vai até Sapopemba, vai até São Mateus, está todinho em obra, e Congonhas, nós vamos ligar o Aeroporto de Congonhas com o monotrilho, vai da Marginal do Rio Pinheiros até o aeroporto. Então, nós teremos os dois aeroportos integrados ao sistema metroferroviário. E a outra boa notícia é que a Linha 4, a Linha Amarela, a empresa deu problema, o consórcio espanhol...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Que deu uma parada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ela abandonou a obra. Então, nós fomos para a Justiça, multamos, punimos, está proibida de trabalhar. E tivemos que relicitar, a obra retoma na primeira semana de agosto...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Vamos dar de novo isso aqui para o povo que está nos acompanhando ouvir. Esta obra que ficou esse tempo parado volta na primeira semana de agosto. Quantos dias? Hoje é dia 20...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dez dias... Para terminar as quatro últimas estações. A mais adiantada é a Estação Higienópolis Mackenzie, ela será entregue em nove meses. Depois a segunda mais adiantada é a Oscar Freire, será entregue em doze meses. Depois a outra mais adiantada é Morumbi, lá da Francisco Morato, esquina com a Jorge João Saad, em frente ao estádio do Morumbi. Essa entrega em 18 meses. E a última é vila Sônia, divisa com Taboão da Serra, essa ainda vai levar dois anos e meio. Todas elas retomam simultaneamente agora na primeira semana de agosto. Então, nós teremos um fato inédito, Laércio Maciel, que é ter simultaneamente em obra a Linha 4, Amarela; a Linha 5, que é de Santo Amaro até Chácara Klabin; a Linha 6, que é a Laranja da zona norte até São Joaquim; a Linha 6, que é a Laranja, da zona norte até São Joaquim; a Linha 15, que vai para a zona leste, Vila Prudente até São Mateus; a Linha 17, que é do Aeroporto de Congonhas; a Linha 13 que é do Aeroporto de Cumbica e a Linha 9, que é da zona sul de São Paulo até Varginha.

Parte 2

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Agora nós vamos tratar de um assunto que a mim aqui como comunicador é o que mais chega, o povão grita. A história é da segurança, o que o estado vem fazendo, é saber o que teremos em uma olimpíada aqui em São Paulo. Policiais hoje, toda a mídia vem tratando isso, policiais estão passando pelas estações... Puxa, mas já temos um problema aqui no bairro, aconteceu isso e aquilo, e agora, esse evento grandioso aqui, como é que o estado está preparado para isso, como é que foi feito isso? E aí, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, Laércio Maciel nós teremos em São Paulo jogos de futebol da olimpíada, nós teremos dez jogos de futebol, seis masculinos e quatro futebol feminino. Os dez jogos da olimpíada de futebol, inclusive semifinais serão lá na Arena Corinthians, lá em Itaquera. Então, nós vamos reeditar o trem expresso olímpico. Então, quem quiser ir assistir os jogos lá na arena, Corinthians em Itaquera, vai pegar o trem na Luz, a Linha 11 da CPTM, e vai chegar no estádio em 19 minutos, sem parada.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Ele tem ponto de partida e chegada?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. Ele vai direto, é o trem...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Como na fórmula um?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, e como foi na Copa do Mundo também, que foi um sucesso. Então, a pessoa pega o trem três horas antes, pega o trem lá na Luz, direto, expresso, trem expresso olímpico, e desce na porta do estádio lá de Itaquera, onde nós teremos os jogos, dez jogos de futebol da olimpíada. E nós vamos receber em São Paulo, embora a olimpíada seja no Rio de Janeiro, mas 23 delegações olímpicas e paraolímpicas ficarão em São Paulo. Então, aqui vai ficar Argentina, Canadá, China, Coréia do Sul, Egito, França, Inglaterra, Índia, Israel, Itália, Japão, Rússia, Emirados Árabes, são 23 países que ficarã ;o em São Paulo, aclimatação será aqui em São Paulo em oito cidades. A capital, Campinas, Santos, Jaguariúna, Aparecida, Mogi das Cruzes e Atibaia. Fizemos o plano de contingência e estamos bem preparados. E já inauguramos o Centro Paraolímpico, quem passar ali na Imigrantes vai ver um grande Centro Paraolímpico porque agora em agosto é a olimpíada e no dia Sete de Setembro a Paraolimpíada.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Governador, estou acompanhando aqui já e-mails chegando através de ouvintes que vão mandando situações aqui de pergunta. Tem uma aqui muito interessante. Governador, como está a questão das moradias no centro da cidade? Porque nós temos um problema sério aqui, que eu sempre menciono, problema de mendicância, problema de moradia... Como que está isso, a história de moradia, o estado em relação à moradia?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, Laércio Maciel, nós fizemos a primeira PPP do centro expandido. Vou dar um exemplo que o seu ouvinte vai entender bem. A subprefeitura da Sé, a subprefeitura do Centro, ela tem 17% dos empregos da cidade de São Paulo, praticamente 1/5 dos empregos das cidades estão nessa área do centro expandido, e tem 6% dos moradores. Aí você não recupera o centro de São Paulo, porque se as pessoas não moram aqui, à noite fica vazio, ficar ermo, não tem segurança. Então, nós fizemos uma PPP de mais de 3 mil apartamentos só no centro expandido, além dos nossos investimentos em toda a cidade de São Paulo. Agora em outubro já ficam os dois primeiros prédios prontinhos, na Rua São Caetano, que é a Rua das Noivas, lá no Bom Retiro, ali perto da Luz. E vamos começar já ainda no segundo semestre agora, perto de 2 mil apartamentos/moradias, na Nova Luz. O pessoal vai lembrar, em frente à sala São Paulo tinha a antiga Rodoviária de São Paulo.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Um prédio todo colorido?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. Aquilo acabou, é um ‘terrenão’ enorme, um quarteirão inteirinho, ali tudo vai ser moradia. Então, nós vamos ter moradia, embaixo comércio e um centro cultural também, área de dança, de música, muito bonito. Aliás, as inscrições estão abertas, então, quem quiser se inscrever para os nossos programas, serão mais de 3 mil apartamentos, é www.habitacao.sp.gov.br, aí acessa, clica acesso cadastro PPP e aí se inscreve. Quem pode se inscrever?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: É apenas sorteio?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É sorteio, mas obviamente as pessoas que possam se inscrever o que o Senhor vai dizer, não é?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Quem pode se inscrever para o sorteio? Quem não tem casa, quem não teve financiamento do sistema financeiro da habitação, que é para ser a pessoa que não teve ainda a oportunidade de ter a sua casa própria, e que tenha pelo menos uma pessoa que trabalhe no centro, na família, que a gente quer dar prioridade a quem está morando muito longe e trabalha no centro e tem que todo dia fazer esse percurso. Então, quem não tem casa, quem não teve financiamento do sistema financeiro da habitação.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: E que trabalhe por aqui.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E que tenha uma pessoa ao menos da família que trabalhe pelo centro expandido. Se inscreve e aí haverá o sorteio. Então, já vamos entregar agora em outubro os dois primeiros prédios na Rua São Caetano, aliás, foi bem escolhido...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Rua das Noivas...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Rua das Noivas...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Perto da Paula Souza...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso mesmo.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Ali é bom.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E aí vamos começar já o grande conjunto ali onde foi a rodoviária, na Nova Luz, ali em frente à Sala São Paulo. Aí tem vários terrenos espalhados ali por todo o centro expandido que serão iniciadas as construções.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Nós vamos para o intervalo, 12h30. Têm alguns assuntos, eu vou falar de saúde, aí me dá até dor na coluna agora, hum? Que é um problemão sério esse da saúde, população grande... A população vai envelhecendo... É um assunto que nós vamos falar aqui com o governador já, já. Meio-dia e trinta na Globo.

Parte 3

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: 12h32min, recebendo nessa tarde de uma quarta-feira o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, conversando conosco aqui. Teremos olimpíadas, falamos, inaugurações para 1° de agosto. Vamos ficar atentos à reportagem atrás, para que possamos ver aí a volta das obras nesse início de agosto, mas temos alguns assuntos que também são muito pertinentes, que é o problema da saúde, problemas de AME, o idoso... o idoso nos reclama, logo, logo, eu estou entrando nessa. Você está rindo, não é? Logo vou ir lá para AME. E aí vou torcer para ter AME. Governador, falando seriamente essa história da AME. AMEs que chegaram, muitos ouvintes, às vezes, têm seus pontos de reclamação, outros não, festa quando se chega à inauguração de novos pontos, de novos postos. Com é que está essa situação de AME, e principalmente com essa turma da boa idade.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, Laercio Maciel, nós fizemos lá atrás, não é, no tempo ainda do nosso querido Mario Covas, o Centro de Referência do Idoso, CRI São Miguel, então esse está funcionando e é uma referência para a zona leste. Depois fiz o Centro de Referência do Idoso da zona norte, lá no Mandaqui, ao lado do Hospital Mandaqui, chama MandaCRI.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Pela Voluntários.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Exatamente. Agora inauguramos o mês passado, o AME do idoso, que é pessoas acima de 60 anos de idade na Lapa. Já está funcionando. E inaugurei na segunda-feira passada agora, o AME da Vila Mariana. Então esse AME do idoso, ele é específico para melhor idade, ele não tem, por exemplo, obstetrícia, não é, não tem pediatra. Agora, ele tem cardiologista, oftalmologista, otorrino, ginecologia, exames. Então você faz, no mesmo lugar você tem 23 especialidades médicas e não médicas, tem nutrição, educação física, fisiatria, fisioterapia, e faz os exames lá também. Ultrassom, Radio X, doppler, eletrocardiograma, eletroencefalograma, odontologia, prótese dentária, tudo, tudo, no mesmo lugar. Ele ajuda duplamente a população. Primeiro, melhor resolutividade das UBSs, então aquele médico lá da UBS, do Programa Saúde da Família, ele não sabe tudo, então quando ele precisa ele encaminha lá. Nós teremos 23 especialidades. E a outra, desospitalização, muita gente que ia para o hospital não precisa ir, já resolve lá no AME, até cirurgia faz.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Na Lapa foi...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós inauguramos o mês passado, já está funcionando, na Lapa. E segunda-feira, anteontem, na Vila Mariana. Até eu vi hoje uma crítica no jornal, dizendo: “olha, mas não está tudo funcionando”. Mas é assim mesmo, você... a gente inaugura funcionando. Então já está funcionando, está aberta e atendendo. Agora, a implantação das especialidades é gradual, cada semana uma entra em operação e nós teremos 23. Quem é o nosso contrato de gestão? É com a Escola Paulista de Medicina, não há parceiro melhor, é a Unifesp. A qualidade é total, 100% gratuito, equipamentos os mais modernos, 23 especialidades, e resolutividade, você resolve tudo lá, já faz o exame de sangue, já faz ultrassom, se precisar, já faz a pequena cirurgia. Só é chamado hospital dia. Você só não faz cirurgia grande, que daí vai para o hospital, mas já encaminha para o hospital, já encaminha. Mas eu queria, aproveitando a sua colocação, perguntar, quem é idoso?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Que? 60?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, o Estatuto do Idoso era 65, agora é 60. Eu tenho uma tese diferente, que acho que o nosso ouvinte vai concordar. Idoso é quem tem, pelo menos, 10 anos a mais do que nós, ou seja, quem tem 30 anos, para quem tem 30 quem tem 40 é um tiozinho, não é?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Estou perdido.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Fulano é um tiozinho. Quando chegar nos 40 é acima dos 50. Quando chegar como eu nos 63 é acima dos 73. Quando chegar nos 70 é acima de 80. E o Fernando Henrique diz que a vida começa aos 85--

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Bom, vamos...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Você vai empurrando, viu?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Esse assunto é muito complexo, muito complexo. Governador, tem dois assuntos aqui, meu tempo já vai se esvaindo. Uma denúncia do HC. Houve uma denúncia no Hospital das Clinicas. O que o senhor tem a falar em relação a isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro a apuração absoluta, não é, absoluta. Qual foi a denúncia? Existe uma doença chamada Mal de Parkinson, então a medicina se sofisticou bastante, e eles criaram um aparelho, uma espécie de... um aparelho que você implanta no cérebro e você evita aqueles tremores, não é? Aquelas contrações clônico-tônicas e aqueles tremores do Mal de Parkinson. Tem casos que ajuda, tem casos que não ajuda, enfim. Qual foi a denúncia? Pessoas entravam na justiça, a justiça mandava fazer imediatamente a cirurgia e colocar o aparelho e que aí estavam colocando o aparelho com valores...

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: A mais.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A mais. Porque aí ao em vez de ter a licitação, comprava diretamente. Eu vindo para cá telefonei para a Secretaria de Saúde, e há valores de 120 mil reais, 115 mil reais. Qual é a informação que eu obtive? A informação é de que não, de que tanto este ano, quanto o ano passado, mesmo com a ação judicial teve tomada de preço e teve licitação. E tivemos dois casos em 2013 que não deu para... deu tempo de fazer a licitação. Você recebe uma ordem judicial , dizendo olha: “tem que fazer em 24 horas, em 48 horas”. Então, pedi até ao Hospital das Clinicas, que hoje convoque a imprensa e dê todas as explicações. E apuração rigorosíssima. Agora, eu queria chamar a atenção para um problema, que é a judicialização, então vou dar um exemplo para o... para o nosso ouvinte. Pessoas entram na justiça e o juiz manda dar uma droga que é importada dos Estados Unidos contra o colesterol elevado, um tipo de colesterolemia chamada homozigótica que é recessiva e é muito rara, cada comprimido costa mil dólares. Um por dia, tratamento por pessoa, 30 mil dólares por mês que o governo tem que pagar. Aí, se é obrigado a fazer, porque ordem judicial ameaça de prisão, aí fomos verificar e investigar, nos mesmos, o governo, aí verificamos um paciente só deu um nome, nem tomou o remédio. O médico que faz o pedido, é o mesmo pedido para médico em Campinas, Rio Preto, São Jose dos Campos, até o erro de português é o mesmo, é tudo copiado.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Fraude.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Fraude. Então, se o médico faz o pedido fraudado o advogado já entra na justiça, o juiz não tem capacidade para dizer se pode ou não. Nós estamos sugerindo uma câmara técnica. Ele determina que tem que dar o remédio em 48 horas, o governo paga, o doente nem toma, os outros casos, nenhum deles, era de colesterolemia homozigótica, é colesterolemia normal, colesterol normal.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Alguém se dando bem às costas do povo.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Evidentemente gente ganhando dinheiro em cima disso. Então usando a justiça, usando a justiça para poder fraudar e tirar dinheiro público. Então, eu sempre sou cuidadoso com essa questão da judicialização, porque ela chegou em um valor absurdo, nós gastamos com remédio e próteses enfim, 800 milhões e 1,2 bilhão com decisão judicial. Quer dizer, 40% das decisões são do médico e 60 % é do juiz, que não tem condição técnica de estar avaliando, então é um cuidado que a gente precisa ter. E nesse caso do Hospital das Clinicas é apuração rigorosa, seja de médico, de funcionário, quem for, mas parece que os problemas maiores não foram no HC, foram em outros locais do país.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Governador...

Parte 4

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Governador, nós temos aí três minutinhos que eu tenho que já ir encerrando, mas um assunto que eu não poderia deixar aqui: a água. Um problema que nós tivemos, a seca esse ano passou, acompanhamos aí o crescimento dos reservatórios, as ligações feitas. Como é que nós estamos em investimentos? Ficamos, tranquilos, é claro, temos até aqui na Globo trabalho realizado em relação aos nossos ouvintes, vamos para as ruas com os repórteres falando sobre disso. E a água?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, primeiro agradecer a população, porque São Paulo deu um exemplo de uso racional da água e de evitar desperdício, e precisamos continuar. Onde é que há desperdício? No banheiro, é fazer a barba com a torneira aberta, escovar o dente com a torneira aberta, se ensaboar com o chuveiro aberto. Então, é evitar o desperdício. E eu diria o seguinte, não vai chover agora porque é inverno, não é? Só volta a chuva em setembro. Aprendi com o meu pai, que era da zona rural, veterinário, que chove mês com R. Então, começa em setembro e para em abril, mês com R. Então, agora não vai chover mesmo e não tem problema. Nós estamos com os reservatórios bem cheios e a partir do ano que vem uma superestrutura em São Paulo para enfrentar as mudanças climáticas, que quando chove, chove demais, quando faz seca, faz seca demais. Então, o que é que você tem que fazer? Guardar água. Nós estamos dobrando a capacidade de reservação do sistema Cantareira e chegará aqui em São Paulo um novo sistema do São Lourenço. Água nova do Rio São Lourenço já de Juquitiba, 84 quilômetros de distância, 6,4 metros cúbicos por segundo de água a mais. Então, São Paulo estará extremamente preparado. Mas, quero é agradecer a população porque tivemos em 2014 a maior seca dos últimos 100 anos e conseguimos ultrapassar esse período.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Bom, bom vê-lo, não é? Vamos aí os desafios quando da solicitação aqui de problemas no estado, encaminho para as assessorias. E vamos acompanhar essa notícia que o senhor deu para o dia primeiro, dia dois, a relação das obras que surgirão aí, principalmente a Linha Quatro, não é?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Primeira semana de agosto.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Dez dias.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Retomam as quatro estações, estação a primeira que será entregue que é Higienópolis-Mackenzie, ela está 78% pronta, só terminar, a estação Oscar Freire, a estação Morumbi, e a São Paulo-Morumbi, e a estação Vila Sônia.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Vamos acompanhar.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: E sobre a água, aproveito aqui uma recomendação médica, economizar o uso racional, mas também tomar água. Nós temos que tomar oito copos de água--

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: O senhor gosta de água?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Gosto e é necessário.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Porque tem gente não gosta de água.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, aí tem dor de cabeça, não é? Você sabe que uma das causas de cefaleia é a desidratação, esquecer de tomar água. Tem que tomar oito copos de água por dia. Um bebê quando nasce, 80% do corpo é água, nós adultos, 70% é água, a gente vai ficando mais velho e ficando mais enxuto.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Eu quando bebo vinho, eu tomo mais água.

[risos].

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: É, o vinho tinto dá uma vontade de tomar.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O vinho tinto hoje não é... é remédio, não é?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: É bom. Dizem que é bom.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: O vinho tinto, um pouquinho, ele é antioxidante.

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Agora o senhor falou uma palavra danada, não é governador? ‘Pouquinho’, não é?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Pouquinho, ele é antioxidante. Aliás, ele ajuda a reduzir o colesterol ruim e melhora o colesterol bom. Então, o vinho pouco ele é bom. O que faz mal é bebida destilada, é caipirinha, uísque, aí bebida destilada não é tão bom. Bebida fermentada não tem tanto problema. E água, não é? Que é sempre importante. Muito obrigado, viu?

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Obrigado. Vou dar para o senhor uma garrafa de vinho de presente.

[risos].

LAÉRCIO MACIEL, ÂNCORA: Muito bem. Gente, vamos intervalo e voltamos já, já. [[]]