Discurso - Espírito Santo do Pinhal 20132906

De Infogov São Paulo
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Discurso - Espírito Santo do Pinhal

Local: Espírito Santo do Pinhal - Data:29/06/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia! Quero cumprimentar o nosso prefeito anfitrião, Zeca Bene; vereador Sérgio Del Bianchi Júnior, presidente da Câmara, aliás, convidar os vereadores que estão aqui conosco, pra subir conosco aqui no... para ficar aqui conosco, aqui do lado. Quero cumprimentar o deputado federal, Arnaldo Jardim; deputado estadual, líder do governo, deputado Barros Munhoz; prefeito de Casa Branca, Ildebrando; de Mogi Guaçu, o nosso sempre deputado Walter Caveanha; de Itapira, Paganini; de Santa Cruz das Palmeiras, a Rita de Cássia; Santo Antônio do Jardim, Sabonete, pra onde nós estamos indo agora; o prefeito de Caconde, Luciano; o diretor do DER da região, o Danilo Dezan. Aliás, o Zeca Bene dizia, essa rodovia chama Marcelo Oliveira Borges, e o Marcelo Oliveira Borges foi um engenheiro da Poli, que foi diretor do DER. então é uma homenagem a um engenheiro, né, a um trabalhador, que lutou muito pelos transportes em São Paulo. Cumprimentar o major José Osvaldo, comandante da região; Dr. Sérgio Ferreira, delegado titular; o engenheiro Enio Fontanesi, gerente da Ellenco e responsável aqui por esta obra; o provedor da nossa Santa Casa; o João Batista Jordano. O Jordano, vem aqui Jordano, vem com a gente aqui. Cumprimentar o Cafifa, nosso Agripino também pra vir conosco aqui, Cafifa dirige o Hospital Bezerra de Menezes aqui em Espírito Santo do Pinhal. O nosso jovem, o Mateus, Mateus Moraes, o Luiz Gonzaga Tessarini; secretários municipais; professores da nossa rede pública; trabalhadores e trabalhadoras da Ellenco. E me permitam uma saudação afetiva à Dra. Amiris que está aqui, foi minha colega de turma, eu... Se bem que, Zeca, o criador é mais generoso com as mulheres, né? Eu fiquei careca e ela mais bonita, né? Amiris era a primeira aluna da faculdade, viu, melhor aluna da escola. Amigas e amigos. Olha, nós estamos vindo aqui pra começar uma obra importante, né, começa aqui em Espírito Santo do Pinhal, vai a Santo Antônio do Jardim e vai até a divisa. Se precisar a gente entra um pouco em Minas também, né? Até Andradas, né? É Andradas, não é? Andradas. Uma obra grande, são R$ 36,5 milhões, ela deve ficar pronto em 18, 15 meses? É, 16 meses, 15 meses. Olha aí, gostei da firmeza. Em 15 meses tem que estar pronta, vai ter recapeamento, acostamentos, modernização, cinco quilômetros de terceira faixa, uma passarela aqui em frente a Delphi. Aliás, Zeca, a Delphi tem hoje 2.700 funcionários, e ela vai crescer, porque ela produz equipamentos para a indústria automobilística. Acabou de inaugurar a Toyota em Sorocaba, a Hyundai em Piracicaba e está sendo erguida a nova fábrica da Cherry, que é uma indústria de automóveis chinesa em Jacareí, e a Comil de ônibus em Lorena. Vamos ter quatro indústrias automobilística já, duas inauguradas e duas ficando pronta, então vai crescer aqui com as encomendas aí da Delphi. Nós temos também aqui a Etec, R$ 2,5 milhões pra reforma de toda a Etec, troca de cobertura, forro, instalações elétricas. Então estamos modernizando a escola técnica, a Etec, acabei de passar por São João da Boa Vista, o Vanderlei veio com a gente, e vi lá o campus da Unesp, nós vamos ter a universidade gratuita e pública aqui na região. Já está estudando a primeira turma de engenharia de telecomunicações e o ano que vem a segunda faculdade, engenharia de produção. Então, duas engenharias, um grande campus da Unesp pra atender aqui a nossa região. Temos aqui o Via Rápida Emprego, não é isso, Zeca? O Via Rápida Emprego, aliás, o caminhão tá aqui, né? A carreta ela tá aqui, cursos de soldador, reposição de mercadoria, escritório, rotina de escritório, almoxarifado, enfim. Tem cursos em várias áreas aqui. Quero cumprimentar também a Maria de Lourdes que preside o Fundo Social de Solidariedade, um abraço da Lu. Temos aqui também, já tá quase pronto, o Centro Dia, o Estado de São Paulo, Estado amigo do idoso, então todas as cidades ou terão o Centro de Convivência do Idoso, e as maiores, o Centro Dia. Aqui é o Centro Dia, só falta mobiliar e já vai inaugurar aqui o Centro Dia para o idoso. Também a Prefeitura, liberamos um caminhão basculante, novo aqui para o município; uma van para transporte na área da saúde, também para município; entregamos 140 habitações e vão começar 300. Construção civil é muito emprego, então 300 casas são 600 empregos na construção civil, 600 empregos. E teremos aqui o Zeca Bene já assinou o convênio Creche Escola, estamos liberando R$ 1,2 milhão para o ensino infantil, para as mamães terem segurança pra deixar as crianças na creche. Então o programa também Creche Escola. Também o município vai receber um micro-ônibus escolar, aqui para o município. Também foi liberado pelo PAM R$ 550 mil pra infraestrutura nos conjuntos habitacionais. Mas, eu diria que a... diz que a obra-prima do Estado, quando digo estado é federal, estadual e municipal, é a felicidade das pessoas; essa é a obra-prima do estado. Aliás, um dia desse eu vi uma pesquisa, a nova geração, né? Em ascensão na sociedade, o que é que desejam? E a resposta foi: ser feliz. E aí veio a pergunta: o que é ser feliz? Aí a primeira resposta foi saúde, porque se você não tem saúde já é um problema. E aliás, é interessante, a gente só dá valor pra saúde a hora que fica doente, né? Então, saúde. E por isso quero aqui, aliás, agradecer ao nosso Hospital Bezerra de Menezes. Quantas vagas aqui? Cento e cinquenta e quatro vagas eles nos abriram; só dependência química. Nosso convênio é de que valor? Cinco milhões e cem mil reais. Nós demos a mão e tiramos da rua e encaminhamos para comunidades terapêuticas, casas de transição, 4.800 jovens do Estado de São Paulo, e hospital, 1.086 jovens. Infelizmente, o Brasil é o maior consumidor de crack do mundo, do mundo, e o segundo maior consumidor de cocaína; é uma epidemia. São Paulo não se omite, nós não nos omitimos, então nós trabalhamos, tinham 300 vagas, hoje são 1.006, 150 aqui no Espírito Santo do Pinhal. Dando a mão paro jovem, ajudando a família, a mãe é a mais que sofre, é a que mais sofre, são as mães, e recuperando, recuperando. Aliás, um trabalho muito bonito porque os que estão se recuperando estão indo pras ruas ajudar e dar o seu depoimento pra gente ajudar os outros. O segundo é amizade, relações de afeto, pessoas com que você possa abrir o coração, falar das suas dificuldades, confiar. E a terceira é família, primeiro núcleo da sociedade que é a família, você valorizar esse primeiro núcleo da sociedade. E a gente fica feliz porque aqui nós estamos investindo na educação desde a creche até a universidade e no emprego. Então, Zeca, nós vamos liberar, ele pediu R$ 1,2 milhão, mas bom prefeito faz mais com menos, então nós vamos liberar R$ 1 milhão, com certeza que você vai dar um jeito aí, vai fazer. Nós estamos vindo de Águas da Prata, está muito bonita lá, entregamos a nova autoestrada, uma highway, né, pra Águas da Prata, impressionante a rodovia. Aí, passamos em São João da Boa Vista. Quantas empresas, Vanderlei? Tem 20 fábricas, 20 indústrias estão se instalando lá no distrito industrial de São João da Boa Vista. Então nós vamos liberar R$ 1 milhão, você já assina o convênio rapidamente, viu, Barros, Arnaldo? Com a Secretaria lá do Planejamento, pra trazer as empresas aqui. E acho que não compete. Nós temos que prestigiar a agricultura que é o setor primário da economia: café, uva. Aqui vai ser a capital do vinho, né, nós vamos ter aqui vinho. Sabe que vinho tinto é remédio. Eu tenho um cunhado que tem problema de colesterol, viu, Amires? Aí, a médica já falou: “Ótimo”! Aí ele foi lá no professor Halpern, lá da USP, aí o professor olhou o exame de sangue dele, colesterol bom, lá pra baixo, colesterol ruim, aí falou: “Você não tá tomando vinho que eu mandei”. Deu uma chamada nele, né? Então, o vinho, nós estamos aqui a mil e... tem regiões aqui a mais de mil metros, né? Mil e cem, 1.200, então, agricultura, pecuária. Depois indústria porque você agrega valor, você pega um produto primário e o Brasil, ao invés de exportar minério, exporta avião, né, você agrega valor, você cria mais emprego, emprego de valor mais alto. E o terceiro é serviços, o mundo moderno é serviço. Então, educação, saúde, turismo, comércio, e os três se integram, quanto mais indústria tiver, mais fortalece os serviços e ajuda a agricultura, você agrega valor na agricultura. Então, eu acho que esse é o bom caminho, por isso todo o apoio ao emprego. Aliás, esta obra aqui ela vai gerar entre empregos diretos e indiretos, 200 empregos, Sabonete, 200 empregos. Por isso que ontem nós anunciamos fechamento de uma secretaria, de uma empresa estatal, de uma autarquia, transformamos três fundações numa só, vendemos helicóptero do Governo, redução de 10% na frota de carros, excluído, saúde, educação e segurança, redução de diárias, redução de telefone celular, redução de telefonia fixa, programas de eficiência na energia elétrica e na água. Só na penitenciária feminina do Carandiru nós economizamos em um ano R$ 3 milhões de conta d’água, porque aplicamos o projeto de eficiência, que tinha muito cano estourado. Tudo isso por quê? Qual o risco do Brasil? Economia brasileira tá devagar, infelizmente, nós estamos crescendo pouco. E qual o risco, o risco é tirar dinheiro de investimento pra cobrir custeio. Então você reduz uma tarifa aqui, nós reduzimos, Metrô em São Paulo; pneu, EMTU; trem, tudo baixou de R$ 3,20 pra R$ 3,00. Então reduz. Como é que cobre essa diferença? Custa R$ 209 milhões. Ou você... Nós não fabricamos dinheiro, São Paulo não fabrica dinheiro e nem gasta mais do que arrecada, baixou aqui tem que baixar aqui. Qual o risco do Brasil? Você tirar bilhões de reais de investimento pra virar custeio, aí o país vai pra trás porque não vai gerar emprego. O Brasil precisa ter investimento, olha aí o investimento, é emprego, aí é que ele vai crescer. Então, São Paulo, São Paulo deu o alerta: “Olha pessoal, não podemos, de repente a conta vai ser R$ 100 bilhões do Oiapoque ao Chuí saindo do investimento e virando custeio”. Sem investimento não cresce. Achar que só dá empréstimo pra população se endividar, pra consumir. Hoje 70% de quem tá devendo, tá devendo no cartão de crédito. Cartão de crédito é 8% ao mês, é uma loucura. Nós precisamos investir pra gerar emprego, gerar renda, o pessoal melhorar salário e poder ter uma atividade melhor. Mas, quero deixar um grande abraço porque estou, é tão festejado, esse café de Espírito Santo do Pinhal que eu quero testar pra ver se realmente tá de acordo com a fama, né? Aliás, aqui tem uma cooperativa excepcional, não tem? Copinhal. Mas, quero deixar um grande abraço, agradecer ao Arnaldo Jardim, o Arnaldo Jardim trabalhou com o Chopin Tavares de Lima, e o Zeca dele também. Então, agradecer ao Barros Munhoz, um dos melhores deputados de São Paulo, foi um grande presidente da assembleia. Cumprimentar aqui toda a equipe do DER, agradecer ao Dr. Saulo, agradecer... Aliás, se há uma secretaria que eu fico extremamente feliz é a Secretaria dos Transportes. Hoje é um mar de obras, com obra no Estado inteiro, e seriedade. Nós licitamos o Rodoanel de São Paulo, R$ 5,1 bilhões a obra, licitamos. Concorrência pública internacional, vem gente do mundo inteiro disputar lá os seis lotes do Rodoanel, economizamos numa obra R$ 1,2 bilhão, numa obra economizamos.

>> APLAUSOS.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Mas eu queria, já (ininteligível) homenagem aqui ao Dr Chopin, contar uma historinha aqui pra vocês. Eu era deputado estadual lá do meu Vale do Paraíba, tinha sido prefeito de Pinda, o Montoro, governador e o Dr. Chopin Tavares de Lima, ele é irmão do... Ele é sobrinho do padre Donizete, né? Que o padre Donizete de Tambaú é Tavares de Lima, Donizete Tavares de Lima, que já é beato, né? Não, ele era servo de Deus. A ordem é vida virtuosa, não precisa fazer milagre, servo de Deus, depois venerado, depois beato, aí pra passar de beato pra santo tem que ter milagre, o padre Donizete é servo de Deus, mas vai chegar rápido lá a santo. Mas aí Chopin pra secretário do interior. E ele disse pra mim um dia: “Oh Geraldo, a secretaria do interior é uma secretaria meio, a gente não faz estrada, não faz hospital, escola, secretaria meio, então eu fico criando coisas aqui.” Então ele inventava moda, né, paçoca do Montoro, transformar banana do Vale do Ribeiro em banana passa, interior na praia, pessoal da praia pra... Como? Tinha de tudo, campeonato de pipa, vaca mecânica, vaca mecânica, produzir burro e mula pra pequenas propriedades, pra agricultura, aí mandava um jumento para as prefeituras que não funcionava, pessoal reclamava, bom. Aí ele criou o programa do mel, cada prefeitura tinha que ter uma caixa de abelha, uma apicultura pra produzir mel pra merenda escolar, lembra disso? Aí eu, deputado, estou vindo pra São Paulo junto com dois prefeitos, prefeito de Silveira, o Osvaldo Cardoso, e o prefeito de Lavrinha, o Nilo Lozano, aí de repente, naquele tempo nem existia Ayrton Senna, Carvalho Pinto, aí estava vindo pela Dutra lá, vamos parar para tomar um café. Aí paramos, tomamos um cafezinho num restaurante de beira de estrada, aí o Osvaldo viu uma garrafa de mel, aí foi lá pegou e comprou a garrafa, lavou, tirou o rótulo, embrulhou e foi com a garrafa. Chegou lá audiência com o Dr. Chopin, Osvaldo já pegou a garrafa e pá, em cima da mesa: “está aqui o mel do Montoro, duvido que algum prefeito já tenha trazido aqui o mel do Montoro”, deu certo o programa e tal, e não sei o que. Aí o Chopin: “chama o fotografo, jornalista”, falei e tal “mel do Montoro, mel na merenda” e aquele negócio todo. Aí já veio o Osvaldo, o Dr. Chopin, “aquele dinheirinho do asfalto que eu pedi”, aí o Chopin falou “você fez por escrito?” falou: “fiz, está aí o ofício”, mas não tinha feito nada. Aí procura o ofício, ninguém acha, né, óbvio. Aí ele falou “ah, a coisa aqui está meio desorganizada, meio bagunçada, eu mando o ofício amanhã, eu tiro uma cópia e mando”. Aí fomos embora. Aí o Osvaldo contou que no outro dia ligou para o Dr. Chopin: “olha, eu estou mandando a cópia do ofício”, Chopin falou: “não, não precisa, você saiu daqui nós achamos, né”. Grande abraço a todos