Discurso - Fórum "Ideias em Movimento" - 20121106

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso no Fórum "Ideias em Movimento"

Local: Capital - Data: 11/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos. Juliana Natrielli dos Santos, presidente do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo; deputado federal, Duarte Nogueira; Carolina Antunes, presidente do IFL-BH, Belo Horizonte; Michel Gralha, presidente do Instituto de Estudos Empresariais; Ingo Plöger, presidente do Conselho Empresarial da América Latina; Wallace Tesch Sabaini, diretor administrativo de Gestão de Pessoas do Instituto Presbiteriano Mackenzie; José Paulo Fernandes Júnior, diretor de Ensino e Desenvolvimento do Mackenzie; Ricardo Sales; [ininteligível], fundador do [ininteligível] e palestrante deste fórum; amigas e amigos. Uma palavra breve de agradecimento pelo convite para participar, aqui, desse seminário muito oportuno no momento que o mundo passa por uma grave crise, modelos se discutem, ideias estão em movimento, como aqui o nome desse seminário. Crise que afeta os países mais ricos, em especial, a Europa. A Espanha, hoje, tem um desemprego de 24%, e, entre os jovens, o dobro, 48% de desemprego, e onde nós devamos discutir os melhores caminhos. Nada melhor do que estarmos em uma universidade. Educação vem de [ininteligível], do latim, que quer dizer como se conduzir em sociedade. Então, é o foro adequado para sediar, aqui, este seminário tão importante. A outra, o instituto de jovens empresários, empreendedores, das profissões liberais. O futuro começa hoje, ele se chama juventude. Então, a participação dos jovens nos grandes temas, com sua inconformidade, com sua indignação, com sua capacidade de refletir, com sua energia, com seu entusiasmo é muito importante. E, depois, em uma entidade da sociedade civil. Não há nada mais importante do que a organização da sociedade civil para poder avançar. Montesquieu dizia de que se nós quisermos mudar uma sociedade, não serão pelas leis, é pelo exemplo, a sociedade deve estar à frente. Então, um movimento da sociedade civil procurando buscar os melhores caminhos. E participação. A pior política no sentido do bem comum é a omissão. A participação é fundamental para a gente poder avançar e melhorar. E quero, aqui, trazer uma palavra sobre a liberdade. O escritor, poeta, dramaturgo e político francês Victor Hugo, dizia que o diâmetro da imprensa é o diâmetro da civilização, é o diâmetro civilizatório. Se nós pegarmos as nações mais desenvolvidas socialmente, melhor qualidade de vida, economicamente mais prósperas, são aquelas que têm a maior liberdade de imprensa. E a liberdade de imprensa não é como uma paisagem eterna, ela precisa ser permanentemente alimentada, fortalecida. Santo Agostinho dizia: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem”. É muito importante para um país, uma nação, você ter liberdade de imprensa, imprensa extremamente livre, não dirigida, não cerceada, mas uma imprensa com liberdade para que a sociedade possa avançar. Liberdade de imprensa, liberdade de empreender. Governo não gera emprego, Governo o faz de forma complementar, quem gera riqueza são os empreendedores, então nós temos que fortalecer essa cultura do empreendedorismo, da liberdade de empreender, de arriscar, de construir, de gerar oportunidade de negócios, em um mundo extremamente dinâmico. Aliás, esse é o DNA de São Paulo. São Paulo é terra de empreendedores. Não foi o Governo que transformou uma pacata cidade de 70 mil habitantes, há pouco mais de um século, na terceira metrópole do mundo, com 20 milhões de habitantes, como é a região metropolitana de São Paulo, e o Estado hoje com um PIB quase duas vezes o PIB da Argentina, que é o segundo maior PIB da América do Sul. É essa a marca de empreendedores, gente que constrói, que sua a camisa, que trabalha, essa é a marca de São Paulo. Para cá veio gente do mundo inteiro, por isso São Paulo tem essa característica multicultural, essa miscigenação de brasileiros, de estrangeiros, que fez a característica cosmopolita do nosso Estado e de São Paulo. E a outra, e aqui quero, ao encerrar, saudar aqui o Seminário Ideias em Movimento, porque nós vivemos um momento muito especial, de grandes mudanças, e de velocidade nessas mudanças. O mundo mudou muito. Mercado de trabalho: nossas avós tiveram duas, ou três ou quatro profissões, hoje as mulheres estão em todas as atividades econômicas. É um outro mundo em termos de mercado de trabalho. A Índia e a China colocam milhões de pessoas todo ano no mercado de trabalho. Tecnologia de informação, é um outro mundo, onde as distâncias diminuíram. Quando eu fui deputado estadual, na década de 80, Juliana, disseram lá: “Olha, tem um deputado, escritor Fernando Moraes, que tem um computador na sala dele”. E fomos todos lá olhar o computador. Faz o que? 20 e poucos anos atrás. Quem tinha um celular há 15 anos atrás? Ninguém tinha, e se tivesse, caísse no pé, quebrava o pé, porque era um tijolo. Então, o mundo sob o ponto de vista de tecnologia de informação é outro mundo. Veja a importância das redes sociais, a participação das pessoas, da sociedade, a interação, a rapidez, um mundo ambientalmente. Se todo mundo tivesse o consumo norte-americano precisa de quatro planetas Terra para dar conta. Um outro mundo sob o ponto de vista de sustentabilidade. Um mundo de grande mudança demográfica, o mundo é outro. Sempre nós aprendemos que o Brasil é um país jovem, não, o Brasil hoje é um país maduro, e caminha para ser um país idoso. Isso é ótimo, as pessoas estão vivendo mais e com qualidade de vida. Ou seja, nós temos um mundo de grandes desafios. E nada melhor do que os jovens, local do debate que é a universidade, que empreendedores, pessoas que têm o espírito público, querem o abraço coletivo e não apenas o abraço individual para discutir as reformas do estado, os desafios da economia, o Brasil ficando caro, o Brasil perdendo competitividade, as importações crescendo, as exportações diminuindo; as razões disso, eu aprendi em medicina, [ininteligível], suprima a causa que o efeito cessa; muitas vezes se atua no fim, não se atua no problema, na origem do problema, a questão política não tem democracia no mundo que funcione com mais de 30 partidos políticos, isso vai destruir a política brasileira é inacreditável, só no Brasil existe isso, mais de 30 partidos não tem democracia que resista a isso, sob o ponto de vista da governabilidade, não tem 30 ideologias, tem legendas nada mais do que isso, muitas até não dignas desse nome, enfim, nós temos inúmeros desafios e não podemos nos acomodar. Nada melhor do que os jovens empreendedores, do que a sociedade civil para por as ideias em movimento, discuti-las, dar a sua contribuição e ajudo a mudar. Bom trabalho.