Discurso - Formatura da primeira turma de cuidadores de pessoas com deficiência - 20122506

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Formatura da primeira turma de cuidadores de pessoas com deficiência

Local: Capital - Data: 25/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos. Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; deputado federal, Arnaldo Farias de Sá; Marco Antônio Pellegrini, nosso secretário adjunto; doutor Chao Lung Wen, professor de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP; doutora Laura Laganá, superintendente do Centro Paula Souza; Douglas Dias, gestor de projetos do FAT; Alessandra Aparecida Ribeiro Costa, coordenadora dos projetos de inclusão do Centro Paula Souza; Luiz Roberto Vannucci, Diretor Técnico da FAT; da Fundação, Sebastião Misiara, presidente da União de Vereadores do Estado de São Paulo; professora Thaís Saron, nome de quem quero saudar aqui todos os professores, professoras; a Rosineide de Souza Nery, receber aqui o certificado; quero cumprimentá-la pelas palavras e, ao mesmo tempo, saudar o nome da Rosineide, todas as formandas e formandos. Amigas e amigos. Hoje é um dia histórico. Primeiro curso de cuidadores de idosos. E projeto que vai continuar. Já tem 1.300 inscritos para o segundo curso, que deve começar em setembro. Nós vamos poder expandir mais ainda para o Estado de São Paulo. E queria destacar o que disse a Rosineide, do ensino a distância interativo. Há uma expectativa de que no mundo, em 10 anos, mais da metade do ensino superior no mundo será feito pela rede de computadores. Nós acabamos de aprovar na Assembleia Legislativa um projeto de lei criando a quarta universidade no Estado de São Paulo. Tem a USP, que é a faculdade de medicina, patrona aqui do curso; a Unesp e a Unicamp. E agora a UVESP, que é a Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Para a gente utilizar mais o ensino a distância, presencial e o interativo. E vamos começar com dois cursos de engenharia; Engenharia de Computação e Engenharia Operacional. E a Telemedicina nos possibilita chegar aos 645 municípios do Estado de São Paulo e as pessoas poderem estudar sem precisar grandes deslocamentos, que não tem o menor sentido. Hoje você pegar trânsito [ininteligível] ficar horas, pra chegar lá e ouvir alguém dá uma aula. Você pode fazer de maneira muito mais interativa e melhor. Depois queria destacar a importância do cuidador da pessoa com deficiência. Linamara, que é professora na matéria, dizia ali pra mim que nós temos no mundo um bilhão de pessoas. Sete bilhões de pessoas do mundo, um bilhão tem algum tipo de deficiência física, visual, auditiva ou intelectual. O Brasil, 42 milhões, São Paulo nove milhões. As escolas que nós queremos que elas sejam inclusivas, não separar ninguém. Todo mundo junto, também terão que ter o cuidador da pessoa com deficiência. Eu saindo daqui, Laura, vou falar já com o Herman que é o nosso secretário da educação pra fazer um trabalho integrado com a Linamara, com vocês, para a gente poder já implementar nas nossas escolas. Depois um outro dado interessante: se a gente for verificar o que mudou no nosso tempo, quais são as mudanças da nossa época? Uma é mercado de trabalho, e aqui está um belo exemplo, dos formandos quantas são mulheres, né? A maioria, não é isso? Isso é aqui no curso de? Cuidador de idoso. É ali na faculdade de Medicina. E é ali para o concurso para juiz de Direito. É em todas as áreas! As nossas vovós tiveram duas, três profissões, hoje, as mulheres estão em todo mercado de trabalho. A segunda mudança é demográfica. O Brasil que era um país jovem, hoje é um país maduro e vai ser um país idoso, o que é ótimo. As pessoas estão vivendo mais e então vivendo melhor, mas essa mudança demográfica, ela impõe políticas públicas novas. Políticas públicas novas: saúde, previdência, assistência social, mudanças até em termo de epidemiologia de razões, de doença e morte de morbimortalidade. Então, nós vivemos um outro mundo, um mundo idoso o que é excelente, mas ela inclui uma série de políticas públicas nesse sentido. A terceira é tecnologia de informação é rede de computadores, é interação, mudou o mundo, você tem um outro momento! Quem é que há 25 anos tinha um computador? Ninguém, o primeiro... Eu era deputado estadual, um chegou uma notícia lá, o deputado Fernando Moraes, que era deputado estadual conosco, um escritor, tem um computador na sala dele, fomos todos olhar! Ele “Olha, você pode escrever aqui o nome da pessoa, o endereço”, era tudo máquina de escrever. Quem tinha um celular há 20 anos, 15 anos? Ninguém, e se caísse no pé quebrava o pé, porque era um tijolo, né, então terceira grande mudança. A quarta é ambiental, acabamos de sair da Rio+20, se o mundo todo tivesse o padrão de consumo norte americano precisava ter quatro planetas Terra para caber a quantidade de resíduo sólido, enfim, de tudo, de recursos naturais. Então um outro mundo sob a vista de sustentabilidade. Mas essa mudança mais fantástica é a demográfica. Diz que o homem da idade da pedra lá traz, vivia 20 anos. No Império Romano vivia 25, nem vivia 30 anos. No Brasil em 1940 expectativa de vida média era 43 anos de idade, hoje já é 74, e quem passa dos 30 vai para mais de 80. Então mudou, e, está subindo. Nós temos duas metas, Linamara, a primeira todo mundo tem que comemorar o bolo dos 100 anos, estou pensando em até fazer um decreto, “ninguém pode morrer com menos de 100!”. E o segundo, a segunda meta, essa é só para as mulheres, elas não morrerão mais, não é? Mas eu quero cumprimentar aqui a Linamara, que é uma craque. Eu brinco, viu, Laura que a Linamara, Centro Paulo Souza, vocês são craques, se fossem jogadores de futebol seriam tudo Neymar, né? Agora é o Romarinho, não é isso? Romarinho. Tudo craque. E o pessoal faz com amor. Então, agradecer aqui a doutora Linamara Battistella, agradecer ao professor Chao, que é professor da Faculdade de Medicina da USP, agradecer a Laura, comando o centro maravilhoso que é o Centro Paulo Souza. O Douglas; cumprimentar aqui os professores; o deputado federal Arnaldo Farias de Sá. O Arnaldo é um lutador lá no Congresso, lutador. Pelas causas da seguridade social. Seguridade social é um guarda-chuva onde dentro dele estão a saúde, nós precisamos de recurso, falta dinheiro, precisamos mais recurso para a saúde, previdência social, manter o escritório 24 horas, de segunda a segunda só para as questões da previdência, aposentadorias, pensões, assistente de trabalho e tudo isso, e assistência social, não é? Garantir a quem precisa a renda mensal vitalícia, garantir a quem precisa, seja idoso, seja pessoa com deficiência, independente de contribuição. A previdência é contributiva, precisa pagar para aposentar, assistência social não, assistência social é para quem precisa. Não precisa ter, não é contributiva. Então, [ininteligível] um trabalho muito importante na questão de legislação de proteção da área da seguridade social no Congresso Nacional. Mas eu quero deixar um abraço, cumprimentar aqui as formandas, os formandos, dizer que é uma grande alegria participarmos dessa formatura do primeiro curso e eu tenho certeza que nós teremos aqui uma outra grande formatura logo. E o Vitor Hugo dizia o seguinte: Diz que o diâmetro de uma civilização se mede pelo diâmetro da imprensa. Então, ele dizia: “Onde não tem imprensa livre, onde não tem debate, onde não tem crítica, onde não tem reflexão não tem civilização. O diâmetro da civilização é o diâmetro da imprensa.” É verdade, mas eu diria que talvez o diâmetro mais importante da civilização é o diâmetro dos direitos sociais e o diâmetro da solidariedade. Que a vocação de cada homem, a vocação verdadeira, não é, de cada homem e de cada mulher é servir as pessoas e nós ficamos felizes de hoje através do Governo termos os instrumentos para servir as pessoas.

Parabéns a todos!