Discurso - Governador participa de evento do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) 20131704

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Discurso - Governador participa de evento do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP)

Local: Capital - Data:17/04/2013

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Agradecer o convite amável do presidente do CRA, Walter Sigollo. Cumprimentar o deputado [ininteligível] Borges, cumprimentar aqui todos vocês. Dizer que é uma alegria e uma honra participar aqui deste café, trazer uma palavrinha breve aqui para vocês, e fazer um pequeno resuminho da situação aqui de alguns projetos do estado. Mas, fico muito feliz, Mário Covas dizia que administração, seja pública ou privada, primeiro é gente, segundo é gente, terceiro é gente. Se você não tiver a pessoa certa no lugar certo nem com dinheiro não faz direito. Então, eu acho que a valorização dos recursos humanos em termos bons administradores é essencial. E é para mim uma alegria estar aqui na casa do administrador, e eu tenho o filho do meio, Geraldinho, que mora no México, que é formado na PUC, em Administração, trabalha lá no Santander e Zurich na área de seguros. Se casou com uma mexicana, tem filhos gêmeos e mora ainda, foi para ficar seis meses lá e está há cinco anos no México. Mas estou matando saudades aqui do filhão que é administrador e estar aqui na casa do administrador. Estou honrado com a presença de cada um de vocês e com o convite. Mas eu rapidamente vou passar alguns projetos e depois fico a disposição a alguma pergunta, alguma coisa que possa esclarecer. Aqui, só relembrando um pouquinho, o estado de São Paulo, nós temos tamanho de país, 42 milhões de brasileiros aqui no estado de São Paulo, uma população maior do que a Argentina. O melhor rating entre todos os estados brasileiros. E um fato interessante, me lembro quando o Mário Covas assumiu, a gente dizia que São Paulo tinha o PIB da Argentina. Nós tínhamos o mesmo tamanho da economia argentina, mas que tínhamos uma vantagem, que era estar dentro do Brasil, não é? Hoje, o PIB de São Paulo é quase o dobro do PIB da Argentina, em 20 anos nós praticamente quase que dobramos o produto interno. Somos a segunda economia da América do Sul. Aqui, renda per capita é US$ 19 mil/ano e, portanto, quase o dobro da renda per capita brasileira e acima também da maioria dos países latino-americanos. Aqui o estado é a 18ª maior economia do mundo, primeiro produtor mundial de açúcar, de álcool, de suco de laranja, nós somos o maior exportador de carne bovina do mundo. Somos o maior produtor brasileiro de borracha, de ovos, de flores, de frutas, de madeira, máquinas agrícolas. Então, nós temos uma agricultura importante, uma indústria muito diversificada, e um setor de comércio e serviços significativo. Aqui mostra o saneamento financeiro do estado. A lei de responsabilidade fiscal, ela diz que a dívida sobre a receita corrente líquida não pode passar de 2. Isso vale para todos os estados brasileiros. Então, se eu tenho uma receita corrente líquida de R$ 100 bilhões, a dívida não pode passar de R$ 200 bilhões. Nós estávamos em 2,27, foi o pico. Então, o Senado federal deu até 2015 para que se chegasse a 2, e nós, bem antes, chegamos a 1,5. E olha que chegamos a 1,5, uma redução forte do endividamento do estado, pagando IGP DI mais 6. E isso porque nós pagamos 20% do estoque da dívida, fizemos uma conta gráfica e pagamos a vista. Então, colocamos lá para pagar a dívida: Banespa, CPFL, Eletropaulo. Todas as empresas. Ações e empresas do estado. Vendia e pagava, vendia e pagava, vendia e pagava. Pagamos 20%, passamos a ter juros de 6%. A maioria dos estados brasileiros, o juros é 9%, mais IGP DI. O ano passado o IGP DI deu 8%, 9% mais 8%, 17% de juros. É uma usura verdadeira sobre estados e sobre municípios. Aliás, o modelo brasileiro diferentemente do modelo americano, que é uma federação para valer, aqui é um dos modelos mais centralizados do mundo. E é só ligar a televisão e você vê todo dia, Brasília, Brasília, Brasília, Brasília. Um ente federativo não pode tributar outro, isso é um princípio constitucional. Então, nós não tributamos prefeitura, o estado não tributa a União, e outros, um não tributa o outro. O governo federal tinha uma coisa chamada PASEP, o PIS para o funcionário da iniciativa privada, e o PASEP para o servidor público. No dia do aniversário do servidor ele recebia lá uma parte do PASEP. Isso acabou faz 20 anos. O funcionário não tem mais nada. E o governo é obrigado a pagar 1% da sua folha, que é uma fábula verdadeira, e as prefeituras, para o governo federal. Então, o dinheiro que vai para o BNDES sai da prefeitura de Barra do Chapéu, que é a prefeitura mais pobre do estado de São Paulo. Sai de um município do Piauí, sai do governo de São Paulo, nós pagamos 1% de tributo para o governo federal. É uma centralização..., eu acho que um dos grandes problemas nossos brasileiros é a centralização que não funciona e as questões burocráticas, o grande cartório. Hoje está se criando mais um estatuto, todo dia você vê o Congresso criar estatutos, cria regra, cria custos. E alguém paga a conta. Bom, mas enfim, um belo saneamento das finanças do estado. O que proporcionou no PAF, que é o programa de ajuste fiscal, 20 bilhões de novos financiamentos para o estado, metrô, trem, obras, rodoanel, saneamento, 20 bilhões. O problema nosso é que nós ficamos muito grandes para os órgãos financiadores. Então, você chega no BID e ele quer financiar R$ 1 bilhão, você chega no Banco Mundial e ele quer financiar R$ 800 milhões, você chega na CAF Andina quer financiar R$ 500 milhões. Chega na ADF, agência francesa, e quer financiar R$ 1 bilhão. Então, ficou muito grande o estado para esses órgãos financiadores. E a diferença é brutal. O BNDES financia a 6%, e o Banco Mundial a 0,8%, a Jaika, japonesa, a 0,6%. Mas nós estamos fazendo um pool, então, de financiamentos: agência japonesa, francesa, CAF Andina, BID, BIRD, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, para poder chegar nesse conjunto, para ter uma forte carteira de investimentos no estado. Aqui, o que eu me referi. O estado não aumentou nenhum imposto, nós só reduzimos carga tributária, recuperamos a capacidade de investimento, nós investimos R$ 20 bilhões por ano, quatro anos, R$ 93 bilhões, e lançamos uma carteira de R$ 50 bilhões de PPPs que eu vou expor a seguir. Aqui, mostrando o Rodoanel. Aqui, nós temos o Rodoanel Oeste, ligando aqui Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt. Isso está pronto e funcionando. Aqui, o sul, Imigrantes, Anchieta até Mauá. O leste, entrega em março do ano que vem. Então, até março, em onze meses, fica pronto o Rodoanel Leste. Desapropriação, obras, viadutos, nós temos 15 quilômetros de pista suspensa, para não afetar o meio ambiente, várzeas, áreas de drenagem, então, a pista é elevada, sem um centavo de dinheiro público, somente concessão. O concessionário divulgou 60% do preço do pedágio e pagou R$ 382 milhões de ônus da concessão, pagou para ter a concessão. Fica pronta em março. Nós chegaremos então à Ayrton Senna e à Dutra, aqui entre Guarulhos e Arujá. O norte, como não tem... Está tudo já concessionado e pedagiado, não tinha como fazer privado, então, fizemos obra pública, um terço, dinheiro federal, dois terços, dinheiro do estado; concorrência pública internacional, e nós economizamos, aqui nesse trecho norte, seis [ininteligível] concorrência internacional, R$ 1,2 bilhão. Era R$ 5,1 bilhões todos os trechos, contratamos por R$ 3,9 bilhões. Já está todo ele em obra, grande parte em túnel, o caso da Serra da Cantareira. A obra sai aqui da Dutra, aqui está o Aeroporto de Cumbica, passa por trás do aeroporto, já está previsto, na própria obra, três quilômetros e meio interligando dentro do aeroporto, então, quem pegar o Rodoanel, sai dentro do Aeroporto de Cumbica, passa pela Fernão Dias e termina na estrada velha de Campinas e na Bandeirantes, aí fecha os 178 quilômetros de anel metropolitano, e nós tiramos 17 mil caminhões/dia, que é o trânsito de passagem. Quem vem, por exemplo, aqui do Vale do Paraíba, do Rio, pela Dutra, ele tem que passar por dentro de São Paulo para vir para o Porto de Santos, então, nós vamos interligar o maior aeroporto do Brasil e o maior porto por fora do Rodoanel Metropolitano. Aqui mostra o trecho norte, que está em obra. São 30 meses de obra, já foram dois meses, então, são 28 meses para ficar pronto, seis frentes simultâneas de trabalho. Nós vamos ter nessas duas obras aqui, o leste e o norte, simultânea, 12 mil pessoas trabalhando. É impressionante a construção civil, como gera emprego, não é? Aqui, a Euclides da Cunha, só para dar um exemplo, nós estamos duplicando quase todas as rodovias do interior de São Paulo, as principais. Euclides da Cunha são 158 quilômetros de duplicação, da divisa aqui em Santa Fé do Sul, Rubinéia, até Rio Preto, até Mirassol, porque até Mirassol já está duplicada. Então, tudo isso aqui duplicado. A obra fica pronta em 90 dias, praticamente, a região noroeste do estado. Aqui, a Tamoios, uma ligação importante do litoral de São Paulo com o Vale do Paraíba e com o Porto de São Sebastião. Fica pronta em dezembro, a obra. Ela está marcada para inaugurar no dia 16 de dezembro. Aí eu questionei o secretário e o presidente da Dersa e eles responderam dizendo: “16 de dezembro, dez horas da manhã”. Marcaram até a hora. Então, fica pronto o trecho aqui do Planalto, que são 49 quilômetros. Aí o contorno de Caraguá já está licitado, contratado, iniciaremos em 15 dias. São sete quilômetros para Ubatuba e 18... Aliás, 31 quilômetros até São Sebastião, porque chega dentro do Porto de São Sebastião, a nova pista. Não dá para fazer do lado, por causa do mar, então, uma nova pista para São Sebastião. E aí fica faltando a nova Tamoios, que são aqui 22 quilômetros de serra, que será PPP, a gente acho que tem a licença ambiental da nova estrada. Será que nem a Imigrantes, uma desce, a outra sobe, duas pistas. E aqui mostra o contorno de Caraguá, aqui a chegada da nova Tamoios, aqui vem para Ubatuba, até a Praia Martin de Sá, e aqui vem para São Sebastião, até dentro do Porto de São Sebastião. Veja a quantidade de túneis que nós temos aqui. Essa nova engenharia, nova tecnologia, é impressionante. Teve uma tomba d'água no alto da serra, agora em janeiro, aqui na Serra do Mar. Então, nessa tromba d'água, teve problema sério na Serra do Mar. Interditou a Imigrantes velha, antiga, e a Anchieta; a nova Imigrantes, intocada, porque ela é quase toda túnel, ela tem 11 quilômetros em túneis, então, você tem um impacto muito pequeno, e o restante é toda suspensa. Aliás, a nova Imigrantes recebeu ISO 14001, que é de cuidados ambientais. Aqui, a ligação Santos-Guarujá. Até estou indo, agora, saindo daqui, para Santos. É a maior travessia marítima do mundo, então, é uma confusão aqui, porque cada vez mais aumenta o movimento do porto, ele cresce cada vez mais, e a travessia também cresce. Então, tem que cruzar lancha, balsa e navio, e nós vamos entregar agora uma lancha nova, ar-condicionado, 370 lugares cada lancha, e as balsas aumentou para 60 veículos, cada uma, até ficar pronto o túnel. Houve uma grande... É uma luta, desde a década de 30, fazer uma ligação seca entre Santos e Guarujá, então, se discutiu uma ponte aqui, no começo. Só que a ponte ia estar na entrada do canal, então, ela ia ter que ficar muito alta, porque os navios estão cada vez maiores. Aí, a ponte sobe demais, ela invade Guarujá e Santos, ela ficava mais sobre terra do que sobre o canal, aí tem um impacto urbanístico muito grande, sobe demais e impede o aeroporto. O aeroporto de Santos, ali em Santos-Guarujá, que é militar, vai ser um aeroporto militar e civil. Então, todos os estudos recomendaram túnel. O túnel vai ser uma das grandes obras da engenharia do país. Nós já contratamos o projeto, que fica pronto esse ano, e aí licitamos a obra da ligação seca. Esse túnel vai passar aqui a pé, bicicleta, moto, carro, caminhão, ônibus e trem, porque nós vamos fazer... Já em 15 dias começa a obra do VLT, é o Veículo Leve sobre Trilho, ligando Santos, São Vicente e Praia Grande, e, do lado da cá, Guarujá. Então, esse túnel prevê a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos ligando aqui na Baixada. O litoral de São Paulo tem um crescimento geométrico, é impressionante. Porque o emprego atrai as pessoas, então a migração é muito grande. Você tem emprego no turismo, serviço, construção civil, porto, Pré‑Sal e indústria, polo petroquímico. Então junta tudo. Só a Petrobrás terá oito mil funcionários em Santos. Aqui, São Sebastião. São Sebastião é um porto com um grande calado natural, por isso que a Petrobrás está lá, é muito profundo o canal, e as correntes marítimas ali do canal do Toque-Toque, entre o São Sebastião e Ilha Bela, não permitem assoreamento. Então um canal natural, como [ininteligível], as água limpam o canal. O problema é que não tem ferrovia. Então não tendo ferrovia o porto fica muito limitado. Então o que nós estamos fazendo? Dobrando a Tamoios, contorno de Caraguá para São Sebastião túneis, melhorando o acesso rodoviário. Então, por exemplo, exportação de automóvel, roll on roll of, vai tudo de caminhão, chega lá, exporta e importa. O custo mais barato do porto, o porto vai ter uma grande ampliação, nós vamos passar de 400 mil m² para 1,2 milhão m², seis berços para atracação, oito para porte menor, sousplat boat para Petrobrás e alcoolduto. Dia 29 agora no Agrishow vai ser inaugurado o primeiro alcoolduto do país. Ele sai de Ribeirão Preto e vai até Paulínia, e de Paulínia vem até os portos por poliduto, então você não usa um caminhão para poder fazer a exportação de etanol. Aqui a hidrovia Tietê-Paraná. Esse é o sonho de Catullo Branco, não é, 60 anos atrás, que vai se concretizando. Nós temos uma grande hidrovia, ela tem 1.200 quilômetros, ela vai hoje ali de Anhembi até Itaipu. Se tivesse eclusagem em Itaipu nós iríamos até Buenos Aires. Então a hidrovia está crescendo, e assinamos um convênio com a presidenta Dilma, R$ 1,7 bilhão: R$ 900 milhões da União, R$ 800 milhões do Estado. Primeira etapa ela chega à Artemis, em Piracicaba, já integra diretamente com a ferrovia. Então você vai pegar toda a soja do Goiás, oeste de São Paulo, etanol, açúcar, enfim, coloca dentro do trem e vai para o porto sem um caminhão. Problema da hidrovia Tietê-Paraná é que a pontes eram muito antigas então era cheio de.... Então para passar aqui uma embarcação tem que parar e vai passa uma barca, passa outra, passa outra, porque se passar o conjunto com o vento ela oscila, bate no pilar e compromete a ponte. Então, todas as pontes precisam ser preparadas para a hidrovia. Tira esse meio da ponte, implode e faz uma ponte nova sem os pilares, aí a embarcação com 30 barcaças passa direto. O que leva hoje horas e horas, vai passar em minutos. Isso aqui levava anos atrás seis meses de interrupção. Hoje leva 14 dias. Você constrói a ponte na margem do rio, vai lá, põe do lado aqui, esse instrumento aqui, aí implode essa aqui, encaixa a outra, ela já está até asfaltada, e libera o tráfego. 14 dias você troca a ponte. Depois tem o modal aeroportuário. Hoje o modal que mais cresce, é avião. Ribeirão Preto, por exemplo, o crescimento impressionante. Nós temos 30 aeroportos, o Governo do Estado. O Governo Federal tem três em São Paulo, os principais. O principal aeroporto do Brasil que é Cumbica, o ano passado transportou 36 milhões de passageiros. Esse é o maior do país. O segundo é São Paulo também, é Congonhas, 12,5 milhões de passageiros. Aí o terceiro é o Galeão, no Rio de Janeiro. E nós temos 30: Ribeirão Preto, Rio Preto, Prudente Prudente. Então, negociamos com a Anac para refazer os nossos contratos, porque a concessão é federal. E agora nós vamos abrir o processo de PPP ou de concessão para a administração privada de todos esses aeroportos. Aqui é ferrovia. Nós temos um grande problema. Toda hora vocês veem lá um problema, um trem de problema da CPTM, tal. É difícil ter problema no metrô. Por quê? Porque o mesmo trenzinho nosso de passageiro passa o trem de carga, e se verificar hoje um trem de carga aquilo tem 2 quilômetros de trem, é impressionante o peso e o tamanho dos trens, do conjunto. Então, alarga a ferrovia, aquilo compromete a ferrovia. Isso é de madrugada. Aí no outro dia passa o nosso trem e dá problema no trem de passageiros. Nós transportávamos 700 mil passageiros/dia, hoje transportamos 2,4 milhões por dia. Só na CPTM. Metrô, 5,2 milhões. É quase 8 milhões de passageiros/dia/viagem, passageiro/viagem. Então tem que fazer um ferroanel. E o trem passa dentro de São Paulo, passa pela Estação da Luz. Você imagina um trem passando dentro da Estação da Luz. Então precisa tirar o trem de São Paulo e separar trem de carga de trem de passageiros. Então aqui é o ferroanel norte, ele sai aqui de Perus e vem para Manoel Freire, aqui do lado de Itaqua. Então esse ferroanel norte nós propusemos ao Governo Federal fazer junto com o Rodoanel norte. Faz do lado, já para o governo economizar perto de 1 bilhão de reais se fizer junto com a gente. Rodoanel e ferroanel quase do lado. E depois o sul, aqui Evangelista de Souza até Rio Grande da Serra. Aí toda a carga sai do centro de São Paulo. Aqui o VLT da Baixada que eu me referi. Nós estamos nas regiões metropolitanas fazendo sempre o transporte de melhor capacidade, então na Baixada o veículo lá é Veículo Leve sob trilho, em Campinas é o corredor noroeste, sai lá de Santa Bárbara, Americana, Sumaré, Nova Odessa, Hortolândia até Campinas, mas aí é pneu. Então o corredor noroeste, na Baixada Santista o VLT. Aqui um fato importante: Nós vamos ter sete linhas de metrô simultâneas em obra. Sete linhas de metrô. Hoje o metrô tem 74 km, a meta é chegar a 200 Km de metrô. Então linha 4 - Amarela, é da Luz até Vila Sônia, Morumbi. Essa já tem funcionando sete estações e vai ter mais cinco, nós vamos entregar até o ano que vem, Mackenzie, Higienópolis, Fradique Coutinho, Oscar Freire, Morumbi, o estádio do Morumbi, na Francisco Morato. Me lembro quando o governador Laudo Natel me procurou pedindo para dar o nome de Morumbi São Paulo, em homenagem ao time, ao São Paulo. Citou que tinha Corinthians, tal. Aí eu falei: “governador, o pedido do senhor é uma ordem. Agora, só depois que o metrô chegar lá Vila Belmiro, né?” Está em obra. Essa linha Amarela ela irá também até Taboão da Serra em seguida. A linha 5 - Lilás é a que sai lá de Capão Redondo e vem até Santo Amaro. Ela vai até Chácara Klabin, são onze estações. É a dos hospitais, pega de Hospital São Paulo, servidor, hospital Edmundo Vasconcelos, enfim, AACD. Depois a linha 17, ela também está em obra, que é a do... todos os aeroportos vão ser ligado pelo sistema metro ferroviário. Então Congonhas, quem for por Congonhas vai do monotrilho, vai de metrô, e é aquela que está em cima da avenida Roberto Marinho. Quem passar a Roberto Marinho vai ver o monotrilho ali, o ano que vem ele vai estar rodando já. Então é a linha 17, que é a Linha Ouro, ela vai de Congonhas para o Morumbi, encaixa na Linha 4, passa sobre o Rio Pinheiros, e ela vai para Jabaquara e integra com o metrô Norte-Sul. A linha 15 é a que vai para a Zona Leste, sai de Vila Prudente, quem passar pela avenida Anhaia Melo já vê também o monotrilho, toda ela bem adiantada. Nós vamos entregar o ano que vem até Sapopemba e São Mateus. Então quatro em obra. Aí tem três em processo de licitação. A linha 2, que sai também de Vila Prudente e sobre pra Guarulhos, Tiquatira, Dutra, ela vai subindo ali na Zona Leste na vertical, está em licitação. A linha seis já licitado PPP, um dos maiores PPPs do país, ela sai de São Joaquim e passa pelas universidades, chamada Linha das Universidades, passa embaixo do rio Tietê, Freguesia do Ó e vai até Brasilândia. E na linha quatro, foi a primeira PPP do país, eu fiz em 2004, só que a PPP foi só material rodante, a obra física o estado fez: túnel, estação e o setor privado: trens, parte elétrica, eletrônica e operação, ela é operada pelo sistema privado. Quando tem greve de metrôs param todas, menos a linha quatro, porque ela é privada. Agora o que quê nós vamos fazer na linha seis? Nós vamos fazer uma PPP integral, para não ter choro de público: “Eu atrasei porque você demorou a desapropriação, eu atrasei porque sua obra atrasou, não sei o que”, agora não, PPP integral: Desapropria, constrói, compra o trem e opera. E ganha a concorrência que exigir menor contrapartida. Aí surgiu – vocês são administradores - dizendo “olha, muito risco na questão da desapropriação, como é que eu calculo?”. Então nós estabelecemos uma banda: Até 10% o risco é..., tem um valor X, 10% é do concessionário, se o custo for maior que 10% nós assumimos, para dar um pouco mais de segurança no processo licitatório. E finalmente a 18, que vai para São Bernardo do Campo. Ela sai, essa tem 400 milhões já do PAC, é uma PPP, eles não queriam dar o dinheiro porque é PPP, mas nós convencemos que seria mais rápido, então tem recurso do PAC e contra-prestação do estado, vai para São Bernardo e licita em 90 dias. Aliás está em um dos jornais hoje, essa matéria. A CPTM é a nossa boa, bom trem, 260 km de ferrovia. O metrô é pequenininho, ele é bom, mas é pequenininho. A CPTM é grande, 264 km, mas antigona, precisa ser modernizada, então nós estamos comprando 105 novos trens 0km, ar condicionado, vagão contínuo, salão contínuo, você está no primeiro trem e vai andando até o oitavo, o trem em andamento; mais seguro, motorização maior. O trem antigo era 33% de motorização, cada 3 carros, 1 é motorizado. Esse, cada 2 carros, 1 é motorizado, 50% de motorização, moderníssimo! 105 trens, cada trem tem 8 carros, então 840 carros. Há 20 anos atrás, teve um ano que o Brasil inteiro comprou 60 carros, estamos comprando 840 carros só para CPTM. A Indústria Ferroviária de São Paulo deu uma levantada. Aqui, eu falei dos aeroportos todos ligados por sistema metro ferroviário e Cumbica, então nós vamos sair de Engenheiro Goulart, com a linha 13 da CPTM, não é metrô, é trem. Cecap/Aeroporto, uma parada só já chega no aeroporto, dentro do aeroporto de Cumbica. E no local que está previsto aqui, estará previsto, se ocorrer, o TAF também, então integra tudo, é um local só já previsto no projeto. Aqui, as PPPs. Então a primeira é a linha 6, essa será disparada uma das grandes PPPs da América Latina. Ela tem 34 km de extensão, 33 estações, e ela integra com a sete e oito da CPTM e quatro e um do metrô. E sai de São Joaquim, lá na Liberdade, então integra com a linha um do metrô, norte/sul, depois ela passa por Higienópolis/Mackenzie e integra com a linha 4 do metrô. Aí ela... 7 é a de Jundiaí. Aí ela passa lá pela ali, Barra Funda, para passar sobre o rio, e integra com a linha 7. E a 8 sai de lá também em Barra Funda e vai para Osasco, integra aqui também com a 8. Então integra com quatro linhas. Isso vai distribuindo melhor os passageiros, que hoje há muita superlotação em muitas linhas de sistema de trem e metrô. Aqui saneamento, uma PPP importantíssima, essa está em fase já de conclusão, de assinatura de contrato já. Nós temos um problema grave de falta de água. Ontem eu fui aqui, na praça das artes, perto da avenida São João, no centrão de São Paulo, e eu lembrei: o Conservatório Dramático Musical de São Paulo foi inaugurado em 1906, a cidade de São Paulo tinha em 1906 240 mil habitantes, 240 mil habitantes. Hoje tem 11,5 milhões e a grande São Paulo mais outro tanto, então nós temos 22 milhões de pessoas na grande São Paulo. A primeiro macro metrópole mundial é a grande Tokyo, 36 millhões, a segunda Nova Delhi, na índia, a terceira é São Paulo: 22 milhões de pessoas. Depois vem Xangai, na China, não, tem Mumbai, na Índia; Cidade do México; Nova York; Xangai, na China; e aí vai.

Então 22 milhões de pessoas a 700 metros de altitude, nós não estamos à beira do mar. Estamos por planalto, não tem água aqui. Então, o sistema Cantareira, você vai buscar água em Minas Gerais. E você tem que a cada 5, 6, anos acrescentar mais 5m³/s de água, então essa PPP é de São Lourenço, nós vamos lá do Alto Ribeira, lá em Juquiá, no Vale do Ribeira, pegando aqui no São Lourenço que é o Alto Ribeira, nós vamos buscar água lá e trazer para São Paulo. Então o esforço grande de abastecimento de água na região metropolitana. Aqui, a Habitação, fizemos um programa muito interessante que é o seguinte: A subprefeitura da Sé tem três, uma grande subprefeitura tem 3% dos habitantes da cidade, 3% por cento. E tem 18% dos empregos da cidade. Então, emprego está no centro expandido e as pessoas estão morando lá longe, por que não tem emprego. Aí, tem que todo dia vir trabalhar; depois voltar do trabalho. Então você tem uma Uruguai viajando cedo para vir trabalhar e voltando à tarde para casa. Não vai resolver isso com uma visão do transporteiro: pode aumentar metrô, pode aumentar ônibus, tem que ter planejamento urbano. E o centro expandido desocupado, é Mooca, Pari, Brás, Liberdade, Nova Luz, tudo cheio de galpão, prédio abandonado. Então, nós fizemos a primeira PPP do país de Habitação de interesse social. 20 mil moradias só na área central de São Paulo. Grande parte, prédio novo, outra parte retrofit, e não é só fazer predinho: é habitação, comércio e serviços, você tem nesses prédios, também previsto o comércio e serviços. Uma grande PPP-é a maior do país - e o maior por R$ 4,6 bilhões, e o maior programa de requalificação urbana. E um fato interessante: nós fizemos a MIP - Manifestação de Interesse Privado, então, pronto, ganhar esse dinheiro e dizer: “Olha, eu tenho o projeto aqui, quem me der a melhor oferta eu contrato para fazer a PPP”. Nós invertemos: “Quem tiver um bom projeto, apresente”. Manifestação de Interesse Privado. Então, as empresas, os estudiosos, os empreendedores, começaram a nos apresentar projetos. “Olha, eu tenho aqui um projeto, tem outro, tenho outro”. Aí, te licitam o projeto que fora aprovado no Conselho Gestor de PPP, se ele ganhar ele vai executar; se ele perder, quem ganhou paga o projeto dele. Então, nós vamos já, essa PPP já teve Consulta Pública, lançar o edital em 60 dias e começar no fim do ano já os primeiros prédios. Então, é um grande programa de requalificação urbana. Tem uma parte de 1 a 3 salários, a 5 salários que tem subsídio, nós pomos dinheiro do orçamento para família de menor renda ter casa própria, e vai até 12 salários, não tem [ininteligível], mistura, menor renda, renda média, maior, tudo misturado. Mas, uma grande parte é habitação de interesse social com recurso, subsidio do governo. Aqui a Furp, nós temos uma grande fábrica em Guarulhos, temos outra em Américo Brasiliense, essa PPP. Então essa PPP está saindo, nós não vamos administrar a fábrica, será administrada pelo setor privado. Aqui os hospitais, quatro novos hospitais, todos PPP, inclusive a operação, menos a parte branca, só a parte cinza. Ou seja, não tem operação médica privada, mais limpeza, segurança, toda a parte cinza também operada pela iniciativa privada. Um hospital em São José dos Campos, que não tem hospital público nas grandes cidades do estado; o outro em Sorocaba está crescendo muito. Tem um, mas nós vamos fazer outro na Raposo Tavares; e dois em São Paulo. Um na antiga cracolândia, vai ser o Hospital da Mulher, o Perola Byngton está pequeno e o prédio é muito antigo e não é nosso, é alugado. Então, nós vamos fazer um novo Hospital da Mulher lá onde é a cracolândia, na Nova Luz, um grande serviço. E na USP, no HC, um hospital pra olhos, ouvido, nariz e garganta, que tem uma falta muito grande. Toda ela PPP, já está em andamento, a PPP. Depois, aqui uma palavrinha sobre Educação, nós lançamos o curso de capacitação rápida de 30 dias, no máximo 60 dias: chapeiro, pizzaiolo, cozinheiro, ajudante de cozinha, barman, copeiro, confeiteiro, cursos rápidos; no nosso Restaurante Bom Prato; tem 40 restaurantes. Então à tarde curso de via rápida. Os grandes chefes de cozinha de São Paulo já começaram a contratar os nossos melhores alunos. Depois construção civil: pedreiro, servente, eletricista, encanador, azulejista. Depois indústria: soldador, enfim. Depois serviços. Então, são cursos rápidos, são 150 opções, não tem vestibular, não precisa fazer vestibular, não tem escolaridade, tem um cursinho para dar uma melhorada, mas não é obrigatório ter diploma, e quem tiver desempregado e não tiver recebendo o seguro desemprego, nós pagamos uma bolsa de R$ 330,00, senão a pessoa desiste de fazer o curso. Depois o curso técnico, nós temos 208 escolas técnicas e 226 mil alunos, curso de um ano e meio, aí é técnico. Junto com o ensino médio, ou após o ensino médio, tem na área agrícola, eles moram nas fazendas, temos hotel na fazenda, hospedaria, moram na escola, o dia inteiro, tempo integral. Indústria mecatrônica, cautotronica, tem tudo, e serviços. E a FATEC é o tecnólogo, é curso de 3 anos, aí já é a faculdade. A ETEC, de cada 5, 4 saem empregados, a FATEC de cada 10, nove sai empregados. E veja a diferença: no caso de Direito, 80% não passa no Exame da Ordem, não vai advogar. Então você tem uma placa assim: “Faltam empregos”. Você sai na rua e volta com o bolso cheio de bilhete. “Minha filha está desempregada, meu filho está desempregado”. A outra placa é: “Sobram vagas”. Não tem gente qualificada para preencher aquelas vagas e a pessoa está estudando para fazer o diploma que não tem emprego, e o outro está faltando. Então, é um casamento entre o técnico e o tecnólogo paro mercado de trabalho. Aqui as nossas universidades, a USP, UNESP e UNICAMP, estão tendo uma boa ampliação e nós estamos procurando fortalecer as regiões mais pobres. Então, o campus da UNESP no Vale do Ribeira, Alta Paulista, Pontal do Paranapanema, região sudoeste do estado. Aqui pesquisas: São Paulo é o estado em termos de pesquisa e desenvolvimento, que investe mais em pesquisa do que Espanha, Itália, Rússia, Brasil, África do Sul, Índia, Argentina, México e Chile. Nós investimos mais de R$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento através da FAPESP. Aqui o incentivo à pesquisa é R$ 1 bilhão, a Fundação de Amparo à pesquisa do estado. Aqui os parques tecnológicos, acabamos de fazer um credenciamento em São Carlos no sábado. Antigamente pegava uma rodovia importante, picotava o terreno: “Venha instalar a sua fábrica aqui”. Agora o parque tecnológico ele une a universidade, os institutos de pesquisa, né, as incubadoras de empresa de base tecnológica e a iniciativa privada. Vamos inaugurar aqui no Jaguaré, aqui na beira da Marginal do Rio Pinheiros, o primeiro de São Paulo, muito voltado a área de Farmácia, Química, porque ali está do lado da USP, do IPT, do Butantã, do IPEN, toda a parte de moléculas, enfim, pesquisa na área de biofarmacologia. São José dos Campos é o maior sucesso, falta terreno para tudo lá, e muitas empresas querendo entrar. Ele é muito voltado à indústria aeronáutica, aeroespacial. São Carlos, estive lá no sábado, tem dois parques tecnológicos, o Science Park e o outro do grupo privado Damha, Damha, exatamente. É muito voltado a tecnologia de informação, enfim. Campinas, TI, muito voltado também à área de tecnologia de informação, computação; Piracicaba, bioenergia, etanol de terceira geração, toda área de bioenergia; Sorocaba é mecânica, lá está a Toyota, fábricas, metal mecânica; Ribeirão Preto, equipamentos hospitalares, tem uma grande indústria de equipamento hospitalar, odontológico. Aqui, Habitação, eu já me referi. E para encerrar, a Copa do Mundo, o Itaquerão, aqui é o polo aqui de Itaquera, aqui está o estádio, aqui vai ter ETEC, FATEC, fórum, centro de eventos, polícia, incubadora de empresas, SENAI, bombeiro. Enfim, tem um polo grande aqui em Itaquera. O estádio está indo bem e não tem um centavo do governo do estado, nenhum centavo, é todo ele... As obras nossas são essas aqui, olha, essas obras todas aqui. Amplia a Radial Leste, mergulha a Radial Leste em frente ao estádio, para não ter ali problema de trânsito, encaixa a Nova Radial com Jacu Pêssego, faz uma mega de uma passarela aqui, uma mega de uma ligação dos dois lados sobre a Radial Leste, sobre o trem, sobre o metrô, melhora todo o viário da região. Então, são R$ 380 milhões de investimento que o estado está fazendo a pedido da prefeitura só em obra viária. Estádio, não tem dinheiro público. E está caminhando bem e o estádio será do Corinthians e os gols, do Neymar, não é? Muito obrigado!

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Parabéns pela fantástica gestão e extraordinária memória. A gente percebe que além dessa visão, dessa visão do conjunto da obra, o senhor tem uma postura de gerente, de gerentão mesmo que fica olhando cada uma das atividades muito de perto, e acompanha muito precisamente. A gente se sente muito seguro com essa gestão, e gostaríamos que continuasse, e que fosse até ampliada para o Brasil todo. Mas, a pergunta que eu faço é a seguinte: como é que... O senhor está numa política atual que não foi mencionada hoje que é a de tornar crime, passar, tornar punível a pena para os menores a partir dos 16 anos. Gostaria que o senhor falasse um pouquinho sobre esse assunto também.

ELIANE AERE: Caro governador, também fico, assim, muito orgulhosa de ver todo o trabalho que tá sendo feito, mas eu gostaria também de saber um pouco sobre a questão do Tietê, do Rio Tietê e do Rio Pinheiros, que corta São Paulo, que dá uma tristeza no coração da gente vê a situação que eles se encontram. Eliane Aere.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador, parabéns pela excelente posição, especialmente a parte de transporte, que me deixou muito bem impressionado pela amplitude, pela visão que certamente São Paulo precisa. Mas a minha pergunta, um pouco na direção do outro colega, acho que a maior preocupação de todos nós, paulistas, brasileiros, hoje em dia diz respeito a segurança. Segurança se tornou um desafio cada vez que a gente sai de casa pra ir para o trabalho, cada vez que minha filha vai pra escola, isso tem sido uma ameaça constante a todos nós. Gostaria que o senhor também comentasse, e pediria que o foco esse, todo que o senhor hoje brilhantemente expôs no aspecto da logística, no aspecto do transporte, nós paulistas pudéssemos ver São Paulo se tornando uma das cidades mais seguras do Brasil e do planeta. Obrigado.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Obrigada, governador, pela oportunidade de saber quais são os planos estratégicos que o nosso estado vai seguir. É muito bom a gente não sofrer da Síndrome de Alice, e saber onde estamos indo e assim a gente determina o caminho mais fácil. Eu como mulher e administradora, represento uma minoria que tá presente aqui, nós temos sentadas a mesa, cinco mulheres em detrimento a uma posição extremamente masculina. Eu sou pesquisadora da área de microcrédito e micro finanças, e portanto, tenho muita preocupação em incluir, sócio e economicamente as mulheres que são detentoras e efetivamente são chefes de famílias do estado de São Paulo. E eu queria conhecer um pouco e saber um pouco qual é a política específica pra inclusão econômica das mulheres que lideram os lares aqui no nosso estado.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Parabéns governador pela apresentação! Vou falar um pouquinho do setor industrial, governador, especialmente das empresas industriais paulistas hoje, o problema da carga tributária e da escassez de recurso de financiamento e o alto custo fazem com que a indústria vá perdendo competividade não só pra outros estados, mas também principalmente pra China. O senhor vê a possibilidade de um estudo de uma ampliação do prazo de recolhimento do ICM, e principalmente da substituição tributária que são fatores que acabam tirando o capital de giro das empresas e tirando a competividade?

FERNANDO ALVES, PRESIDENTE DE EMRPESA DE AUDITORIA/CONSULTORIA: Governador, parabéns pela brilhante apresentação, meu nome é Fernando Alves, eu sou presidente de uma empresa de auditoria e consultoria, então eu fiquei absolutamente encantado com o foco do estado de São Paulo na infraestrutura, que é o que o Brasil precisa, né, de crescimento econômico baseado em consumo se exauriu, e o Brasil, portanto, precisa iniciar reformas e começar a tratar a infraestrutura como São Paulo tá tratando. Minha pergunta diz respeito como o senhor vê a conexão com a falta de conexão entre os investimentos e aquilo que São Paulo tá fazendo infraestrutura, e aquilo que os demais estados do Brasil estão fazendo ou deveriam estar fazendo? O que isso produz do ponto de vista de inequidade regional, que pode vir a ser outro grande problema pro Brasil?

ALMIRO DOS REIS NETO, PRESIDENTE DA ABRH-SP: Governador, eu sou presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Almiro, eu fiquei super impressionado, sou seu fã. E nós estamos participando, vamos começar a participar aí de um fórum que o senhor criou pra gestão de recursos humanos. Então, além disso tem produtividade, o senhor criou algumas câmeras, né, pra discutir produtividade, algumas coisas. E eu queria que o senhor falasse um pouquinho qual o objetivo então desses fóruns, dessas câmeras pra beneficio nosso aí.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, vou começar pelo Silvio e pelo Valdei, que abordaram a questão da segurança e dos menores. Esse é um desafio permanente, não é? Nós temos hoje em São Paulo, 98 mil policiais militares, 3.500 mais ou menos Polícia Científica e 30 mil Polícia Civil, então dá aí mais de 130 mil policiais. Isso é mais que o dobro da Marinha, o dobro da Aeronáutica, daqui a pouco é maior do que o Exército Brasileiro. De outro lado, polícia na rua direto, então nós temos 22% da população brasileira, 22,5%, e 40% da população carcerária, ou seja, o estado prende, pega e prende, fica preso, temos 204 mil presos, 204 mil presos, o Brasil não tem 500 mil presos. Polícia direto trabalhando. Tivemos uma melhora de homicídio; em 1999, o estado, morriam no estado de São Paulo por homicídio, 13 mil pessoas, morreu naquele ano, era 12 a 13 mil por ano. Aí, começamos a baixar, 11 mil, 10 mil, nove mil, oito mil, sete mil, seis mil, cinco mil; o ano passado foi 4.800. A Organização Mundial de Saúde diz que acima de dez homicídios por cem mil habitantes/ano é epidemia. Então São Paulo que tem 42 milhões deveria ter 4.200 homicídios por ano, que é o limite da OMS. Nós temos 4.800, estamos aí com mais de 11, 11,5, 11,7, é o menor do Brasil. Mas nós tínhamos 40 lá atrás. Então nós tínhamos 40 homicídios por 100 mil habitantes... Aliás, tínhamos 36, foi caindo, hoje é 11,5. O Brasil tem 24 homicídios por 100 mil habitantes, 24. São Paulo tem 11. Se tirar São Paulo, o Brasil tem 30. E se tirar São Paulo e o Rio de Janeiro que foi quem reduziu, a criminalidade está explodindo no Brasil, especialmente no Nordeste brasileiro. Tem capital aí que é 70, 80 homicídios. Meu filho que mora no México, as cidades divisas com os Estados Unidos, ali perto da fronteira, ao norte do México é 130, 120. Deve ser um problemão. Nós reduzimos homicídios, uma queda importante, tanto é que nós tivemos um fantástico aumento de expectativa de vida no estado. No Brasil as pessoas viviam em média, em 1940, 43 anos de idade. Então elas viviam 43 anos de idade em média porque a mortalidade infantil era muito alta, era 140 por 1.000, hoje no Brasil é 18, São Paulo é 11, então despencou a mortalidade infantil e o antibiótico. As pessoas morriam de gripe, de tuberculose e a eficiência da química, da farmacologia hoje as pessoas tem uma sobrevida e uma vida muito mais longa e com boa qualidade. Mas a primeira causa de morte e mortalidade é coração e grandes vasos. A segunda causa é câncer. E a terceira não é doença, a terceira é causa externa. Então entre as causas externas a maior causa era homicídio, morria 13 mil por ano. Hoje a maior causa externa de morte, de mortalidade é acidente rodoviário. Então baixou de 13 mil para 4 mil homicídios, mas disparou motocicleta, carro, atropelamento, estrada. Disparou. Nós temos que baixar de 10. Então, chegamos até 11,5 agora é um esforço. Por exemplo, hoje eu saí cedinho e já vi as últimas 24 horas, deu nove homicídios. Então, graças a Deus um dígito. Claro que deveria ser zero, não é? Mas, porque... vamos fazer a conta. Para dar dez, tem que dar 4.200 por ano. 4.200 dividido por 365 dias é 12 por dia mais ou menos, correto? Então se você tiver 12 todo dia, você vai chegar a 10. Então, tem que dar menos de 12, não pode passar de 12. Tem dia que dá 19. Então é um esforço permanente. E assim complicado, o sujeito chega em casa mata a mulher, filho e a sogra. O outro mata o marido. É impressionante, coisas que nem dependem de polícia, crime dentro de casa, retirado que é uma violência que extrapola o poder de polícia. Você pode gastar 10 bilhões a mais, por muito mais polícia porque alguma coisa você não controla. O que nós estamos procurando fazer? Homicídios, chacinas, tudo isso. Fortalecer o DHPP, que é o departamento de homicídio contra pessoas e contra a vida, investigação, então um esforço grande na questão de investigação, polícia técnico-científica, e na Militar é polícia na rua, então grande esforço para ter mais polícia presente na rua. Temos um fato novo de 1990 para cá, que é o crack, que é a droga. Então se você for verificar, nós estamos desativando todas as carceragens do estado. Eu reuni a Polícia Civil: O que nós podemos fazer a mais para vocês? É tirar preso de cadeia e distrito policial. Como é que eu vou investigar com 240 presos aqui atrás tentando estourar cadeia e fugir? Eu fico babá de preso. Então precisa tirar os presos dos distritos. Então nós fizemos, só existe em São Paulo, CDP, Centro de Detenção Provisória, o preso está aguardando julgamento, ele foi preso, mas está esperando ser julgado, então é provisório. Todos CDPs novos. E vamos tirando. São Paulo tinha 30 mil presos em cadeia, hoje tem 3mil homens, 1.400 mulheres, até o ano que vem zero. E nós rançamos a grade para não ter risco de depois voltar a encher a cadeia de novo. Prendeu, já vai para o CDP, não passa mais, não fica no distrito policial. Aí fui a São Roque. Uma cadeia de 40 presos, tinha 180, é como morar num elevador lotado. Se você está no elevador lotado você tenta sair, na cadeia você mora no elevador lotado. Então fui lá para derrubar a grade. Saíram os últimos 15 presos, porque os outros já estavam saindo. Aí fui verificar. De 15, 9 tráfico. O Brasil é hoje o maior consumidor de crack do mundo. Do mundo. Em 1990 não existia crack. Não existia. Você pega um livro do Ronaldo Laranjeira, um grande professor da matéria, você vai verificar, o crack tem menos de 25 anos. Não existia. O Brasil não é mais passagem, o Brasil é o maior consumidor de crack do mundo e o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, só perde para os Estados Unidos. Estados Unidos é o primeiro consumidor de cocaína, o Brasil é o segundo consumidor de cocaína e o primeiro de crack. O crack é barato e vicia rápido. Então você tem uma epidemia de saúde pública, você vai em Pindamonhangaba ou vai lá em Itapira ou aqui na Nova Luz, aquele mar de pessoas doentes, dependentes químicos. E uma epidemia de segurança, porque o tráfico de drogas precisa ter tráfico de arma, há um estudo feito no Rio de Janeiro, aqui a gente chama de biqueira lá do ponto, que o sujeito se perder aquele controle, ele é morto pelo narcotraficante, porque não tem como protestar a dívida dele. Então uma coisa muito violenta, o sujeito mata três, quatro assim de uma vez. Por quê? O sujeito quer tomar o ponto dele e tem que defender à bala. Então você tem tráfico de droga envolvido com o tráfico de... tráfico de armas com tráfico de droga. Disputa de ponto, roubo. Vai na Fundação Casa, a maioria dos menores que estão lá é roubo. Rouba para droga. Então, a menina engravida, prostitui e o rapaz acaba cometendo roubo. Então o que nós estamos fazendo? Primeiro, um grande foco na questão da droga. Tratar as pessoas doentes. E é uma coisa difícil, porque apendicite, inflamou o apêndice, operou, tirou, costurou, bye bye, nunca mais te vejo, está resolvido. A droga é doença crônica e recidivante, quer dizer, trata, volta, trata, volta, é uma luta permanente. Então nós montamos o CRATOD aqui no centro de São Paulo, no Bom Retiro, trouxemos, falei com o presidente do Tribunal: quero um judiciário aqui dentro, uma extensão do judiciário. Levamos lá para dentro do CRATOD, juiz, promotor, advogado e defensoria. A OAB pois 15 advogados, a maioria mulheres, todas voluntárias, e nós estamos trabalhando. Tiramos da rua três mil, a maioria jovens, três mil para abrigamento, vai lá [ininteligível], Cristolândia, igreja evangélica, católica, são ex-drogados, eles sentam na calçada, conversa, dialoga, aí convence, põe na perua. Põe na van, leva para a casa transitória. Aí de lá, ou vai para a comunidade terapêutica ou vai para a internação hospitalar. Internamos 560. Então, nós temos um problema que precisa ser enfrentado, quer dizer, o Brasil não acordou para a gravidade do problema. Nós atiramos na Cracolândia. De mil pessoas, um dia eu fui lá de noite, Rua Dino Bueno, Rua Helvécia, não passava nem carro, tudo deitado no chão, de noite, as ruas interditadas. Fomos para cima da Cracolândia. Reduziu bem, não acabou, mas reduziu. Aí acertamos nas Cracolândias que ninguém vê, milhares de famílias destruídas porque o filho está com problema de droga, a filha, o neto, e o contrário: uma filha que pega o pai morador de rua, 62 anos de idade, pegou o pai, levou para casa, tocou um Rivotril no café dele, ele deu uma cochilada, levou lá para nós, nós internamos involuntariamente e ele está se recuperando, está quase recuperado já. A menina foi buscar o pai na rua. E eles não se tratam, porque faz parte da doença uma atitude amotivacional, isso faz parte do quadro clínico. Você precisa estudar, não está nem aí. Você precisa trabalhar, isso faz parte da doença, não tem motivação para nada a não ser para a droga. Então você têm que convencer ou fazer de forma involuntária. Então eu vejo o seguinte: Tráfico de droga, o Brasil não cuida das suas fronteiras. O SBT fez uma matéria chamada: “Fronteiras abandonadas”. Uma semana de matéria. Pegou dois jornalistas, mandou para o Acre, 1.300 km de divisa com a Bolívia. O cara entra, tudo na televisão, entra na Bolívia, compra droga aonde quiser, manicure, taxista, motofretista, onde quiser. US$ 1.800 o quilo da pasta de coca. Entraram no Brasil. Ele fala: “como é que eu entro no Brasil?” “Ah, pela fronteira, pela ponte, tem 3 guardas aí, só fim de semana.” O cara pega aquele motociclo de 3 rodas, entra e sai 4 vezes, ninguém nem... Entra droga, entra arma, entra tudo. Aí ele faz a mesma coisa para o Peru. Fez para a Bolívia e depois fez para o Peru. É a mesma coisa, é tabelinha, US$ 1.800, US$ 1.900 o quilo de pasta, compra onde quiser, cabeleireiro, À vontade, aí entra de novo a vontade também no Brasil. Aí tráfico de armas, todo dia, nós estamos pegando fuzil, isso não é fabricado no Brasil. Então você tem tráfico de arma, tráfico de droga. E nós ficamos aqui com 205 mil presos, pegando o magrinho, pegando o traficante. Porque o grande narcotraficante não está aqui na Cracolândia, ele está longe. Então é preciso ter uma ação. Tráfico de droga, tráfico de arma é crime federal, o problema não é de São Paulo. Nós produzimos cana, laranja, soja, milho, trigo, café, nós não produzimos cocaína. Como é que isso está chegando aqui? Eu aprendi em medicina: "sublata causa, tollitur effectus" - "suprima a causa, que o efeito cessa". Nós atuamos no efeito, agora é preciso ver a origem do problema. Homicídio caiu, eu acho que vai cair mais forte esse ano, a gente acompanha diariamente. Latrocínio, nas últimas 24 horas foram 9 homicídios, portanto, abaixo das 12 e zero latrocínio. Latrocínio ainda é pior, porque o sujeito mata para roubar. E aí vem a questão do menor. Esse jovem que roubou o celular e matou a pessoa, ele pode matar 1, 2, 3, 4, 5, não passa de 3 anos pelo ECA e sai com a ficha limpa. Evidente, o Estatuto da Criança e do Adolescente ele é uma lei boa para proteger a criança e o adolescente, mas ele não dá resposta para o reincidente grave. E não é ladrão de galinha, os reincidentes da Fundação Casa 11% é homicídio. Matando as pessoas, não é caso... furtinho, é caso grave, 11%. Então eu fui ontem à Brasília, entreguei na mão do presidente da Câmara, presidente do Senado, e disse: eu sou favorável mudar a maioridade penal, mas isso implica mudar a Constituição brasileira. Aí pronto, alguém vai dizer que é Cláusula Pétria, vai para o Supremo Tribunal Federal, vai ser uma novela. Embora eu fiz um estudo, país em desenvolvimento, tudo é 16 anos. Pega Argentina, pega Bolívia. Estados Unidos, estados americanos, quase tudo 16, alguns até menos. Pega Europa: França, Itália, 16. Escandinávia. Nós demos ao jovem de 16 anos a possibilidade de escolher o presidente da República. Por quê? Porque entendemos que tem mais precocidade, maturidade. Quem tem direito, tem deveres. Então, sou favorável à mudança, mas como implica mudança da Constituição e o governo é contra, e só passa no Congresso o que o governo quer, porque a oposição hoje na Câmara de 513 deputados nós somos 80, nós temos 15% dos votos da Câmara e menos que isso no Senado Federal, então a oposição não tem nenhuma possibilidade de ganhar nada. Se o governo quer, ele aprova, se não quer não aprova. Mas acho que a mudança do ECA é mais possível. O que nós propusemos? 4 mudanças: Primeiro, o que é 3, vira 8 anos. Então esse adolescente que matou 1, 2 ou 3 é 8 anos privação de liberdade. Segundo, completou 18 anos isola, separa, não fica mais na Fundação Casa junto com os outros. Fundação Casa é para criança e adolescente. Quem tem 21 anos de idade não é nem criança, nem adolescente. O que está fazendo lá? Dos 9 mil adolescentes que nós temos na Fundação Casa, 20%, 1.780 tem mais de 18 anos de idade. Então separa, regime especial de entendimentos. Pode ficar lá mesmo na Fundação, mas totalmente separado; 3º, maior que use o menor, porque o pessoal está usando o menor. Qualquer coisa foi o “de menor”, pronto, é ele lá que assume a culpa. Então, usou o menor, agrava a pena dele. O sujeito vai roubar um automóvel, vai assaltar aqui com o menor junto, a pena dele é agravada. E saúde mental. A gente pega o caso do Champinha, o Champinha já devia ter saído, por que ele já está mais de 3 anos. Só que não pode. Ele tem um rebaixamento mental e oferece risco. Então foi feita uma interdição. O que nós estamos pondo na lei? Olha, saúde mental, caso de distúrbio mental precisa ter tratamento, não pode ser liberado. Então são 4 propostas, eu acho que todos os líderes vão assinar. Se eles assinarem o Regime de Urgência, isso vai direto para o Plenário e pode ser aprovado ainda até o mês de junho. Essa é a nossa expectativa. Se tiver pressão da sociedade. Um dia na Fundação Casa, em Marília, o adolescente mata o outro: “pá”. Aí o jornalista entrevista o promotor da Infância e da Juventude: “Por que isso ocorreu?” Ele falou: “olha, lá não tinha superlotação, todos os funcionários trabalhando, a unidade é nova – São Paulo é o estado que mais investe na ressocialização de adolescente – agora, por que ele fez isso? Pela certeza de impunidade. Ele já está com 3 anos, não vai aumentar um dia, vai ficar do mesmo jeito”. Então, a impunidade estimula o delito, não educa, não tem limite. Então nós propusemos lá, a mudança. A outra, nós estamos fazendo um esforço grande para ter o policiamento maior nas ruas, inclusive com motocicleta aqui em São Paulo, estamos fazendo um trabalho com as prefeituras municipais do mundo inteiro, polícia local, o estado só tem autoestrada, grandes eventos. Se pegar o livro do Giulianni, quando foi prefeito de Nova Iorque, metade do livro dele é sobre segurança, é tudo municipal. É ação no território, é local, é no bairro. O Brasil que inventou uma coisa diferente, que tem dez polícias aqui, fragmentação é impressionante, só mudando a Constituição federal. Nós estamos trazendo as prefeituras juntos. Eu fui à Indaiatuba, caiu 60% o roubo de carga. Aí chamei um prefeito lá, o Reinaldo Nogueira. Reinaldo, como é que caiu aqui os 60%? Jundiaí tem um sistema de monitoramento de vídeo, eu também tenho, então é que nem pescar lambari: O cara entrou aqui com o carro roubado, e “tuc” pega. Ladrão é oportunidade: “Está difícil, eu caio fora. Facilitou, eu tenho ação”. Então você tem que ter um esforço maior. Enfim, nós estamos redobrando os esforços aqui. Aumento da Polícia Militar com policiamento ostensivo. Fortalecimento da investigação na Polícia Civil e perícia técnico científico. E a outra é mudar a legislação. Que em muitos casos você prende e solta, prende e solta, prende e solta. Você tem que ter uma mudança de legislação, e um grande empenho na questão da droga. Porque a droga causa na saúde, uma epidemia, e causa na segurança outra epidemia. Então é preciso uma ação conjunta. A Eliane sobre o Tietê. Eu não coloquei o slide porque senão ficaria muito longo. Nós avançamos muito na água. Não falta água para ninguém. Antigamente tinha rodízio de água. E pode abrir a torneira e tomar água porque a água é de qualidade. Depois, coletar esgoto. Tirar de perto da casa da pessoa. A outra é tratar o esgoto. Esse é o desafio maior. Então, eu vi o Globo Ecologia de sábado, estava fazendo a barba, assistindo o Globo Ecologia, tinha lá, “O Brasil no ritmo que está indo, vai universalizar o saneamento”, universalizar o saneamento é 100% de água, 100% de esgoto coletado, 100% de esgoto tratado, “em 2126”. No ritmo atual. 2126. Nós vamos universalizar o saneamento, pode cobrar, e fizemos um convênio esta semana com o Movimento Brasil Competitivo, e o pessoal do Falconi vai monitorar metas, transparência, acompanhamento. O ano que vem, 2014, universalizado o interior de São Paulo, os municípios operados pela Sabesp, que é a grande maioria. Todos 300%. Tem região do médio Tietê, que eu estive no sábado, já está com quase tudo com estação de tratamento de esgoto. O litoral de São Paulo, 2016 você atinge a universalização. E a região metropolitana, em 2019. A mancha de poluição estava lá em Barra Bonita, hoje ela está em Salto. Então ela retrocedeu 160 quilômetros. É que aqui é difícil de perceber. Agora, imagine que nós... completando, todo o esgoto tratado, o rio pode continuar poluído pela poluição difusa: pneu, motocicleta, sofá, pet, plástico, papel. É um lixão! Vai tudo para lá, é o ralo de São Paulo. Então é preciso educação ambiental, jogou coisa no chão, choveu, vai parar dentro do rio. E precisa que as prefeituras das 39 cidades da região metropolitana manter a cidade limpa. Eu passo, às vezes, em alguns lugares em São Paulo, aqui perto no centro expandido, uma sujeira que é um negócio de louco. E eu já fui prefeito. Tudo bem, você não tem dinheiro para fazer uma obra extraordinária, mas varrer rua e manter a cidade limpa e conservada é o mínimo. Porque isso termina dentro do rio. Então nós temos duas tarefas, por isso estou otimista e, cobre. O rio nasce aqui em Salesópolis, água ótima, Salesópolis, Biritiba. Chega em Mogi - que não é Sabesp, é prefeitura - é aquela descarga de 600 mil pessoas de esgoto. Suzano, leva outra bordoada. Guarulhos, aí é 1,3 milhão. E aí vem São Paulo, aí para péssimo, até Pirapora do Bom Jesus. Pirapora já dá uma chacoalhada na água ali naquelas quedas de água e ele já fica ruim. Aí vai até Salto, aí passa para boa, e quando chega em Ibitinga, ótimo. Por que quê aqui é mais difícil? Aqui é mais difícil, porque quando você fala no Tâmisa em Londres, o Sena em Paris, rios de foz perto do mar, um mar de água. Aqui não tem água, é um corregozinho o Rio Tietê. Porque ele nasce aqui em Salesópolis, quando passa aqui tem dez metros cúbicos por segundo, quando deságua no Paranazão, tem 200. Se São Paulo fosse lá em Panorama não tinha poluição. Diluía tudo. Então, aqui é mais difícil. Mas nós vamos chegar lá. Hoje estamos com 70% de esgoto coletado, nós temos que chegar a 100%. Estamos com 84% de esgoto coletado, chegar a 100%. Ali eu observei o seguinte: o pessoal da Sabesp foi lá, o Walter é professor da matéria, projeto Tietê, R$ 2 bilhões, financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, 300 quilômetros de rede, 20 quilômetros de adutoras, estações de recalque, um emissário que é maior que o metrô. Chega lá na estação de Barueri, ótimo! Dona Maria ligou o esgoto da casa dela? Será que a dona Maria ligou? Porque ela não tem R$ 1.700 para contratar o pedreiro, quebrar o piso, comprar o material e fazer a ligação. Então não adianta. Então, criei um programa chamado Se Liga na Rede. Quem ganha até três salários à ligação é gratuita. Nós vamos lá, tem umas equipes de visitadores, põe o corante no banheiro aperta a descarga e vê para onde está indo a descarga. Não está ligado. Opa! Vai lá e faz à ligação de graça, 80% o estado está pagando e 20% a Sabesp. Senão não adianta. Você faz um investimento bilionário, mas a pessoa não liga porque não tem dinheiro. Pode confiar que nós vamos chegar lá! A Cláudia, as mulheres. As mulheres estão avançando em todas as áreas, eu quero aqui fazer um elogio. Nós temos 240 mil presos. Quantas são mulheres, quantos são homens? 95% homens por cento, homens. Mulher, 5%. E ainda é a má companhia dos homens! O [ininteligível] colocou a questão do ICMS. Nós estamos avaliando. A substituição tributária é uma coisa boa, por que como é que eu vou controlar cada posto de gasolina? Difícil. Então, aquele que sonega quebra o sério. Concorda? Porque é concorrência desleal. Então, como é que eu controlo todas as farmácias? O cara que não age direito quebra a rede que é séria. Então a substituição tributária é uma garantia de concorrência leal, porque eu não vou cobrar na ponta, eu vou cobrar lá na indústria. Eu faço uma substituição tributária, que é mais fácil controlar. O problema é a chamada margem. Então nós estamos verificando. E nós não fazemos, quem faz é a USP, quem faz é a GV. Mas nós estamos buscando caminhos aí para a questão da substituição tributária e normalizar a questão dos prazos aí. O Fernando Alves, a logística. Eu acho que esse é o grande problema do Brasil, um país continental, os custos, o Brasil ficou caro antes de ficar rico. E geralmente é sempre depois, fica rico que fica caro. [ininteligível] carro chique, seguro alto, casa na praia, ter barco, e não sei o quê. E vai ficando caro. Nós ficamos caros antes de ficar rico. Se começou a perder competitividade. Agora tem que... E o pior é que a perspectiva de futuro é sombria. O Brasil senão... Hoje não dá para perceber muito, pleno emprego, a coisa está indo, mas os pressupostos macroeconômicos ruins. O que indica que vamos ter problemas na frente. O México, hoje, é mais competitivo do que a China. Precisamos abrir o olho para ver quem é o concorrente e fazer um esforço grande nas chamadas reformas estruturantes. E, finalmente, esse é o objetivo, Almir, do fórum. Eu instalei o Fórum Paulista de Competitividade. São Paulo tem que ser o exemplo de competitividade, então: o comitê recursos humanos, um comitê de inovação tecnológica, pesquisa de desenvolvimento; um comitê de logística, porque nós temos que melhorar a logística junto com o setor privado; um comitê de desburocratização, hoje pequena e média empresa, você diz que é difícil abrir, mas fechar empresa é possível, não é isso? Nós fizemos o pequeno auto declaratório: você declarou que fechou, está fechado! Auto declaratório, depois a Fisco vai correr atrás, se quiser documento, tal. Então esse comitê de desburocratização, tem tudo que a gente pode melhorar, e o 5º: competitividade. Instalamos 5 câmaras de trabalho, é de trabalho, junto com a iniciativa privada, com as entidades para a gente poder avançar. Mas eu quero deixar um grande abraço, agradecer muito aqui a paciência de vocês, eu fiquei muito honrado, muito obrigado!