Discurso - Homenagem ao Centenário de Nascimento do Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini - 20121705

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição do discurso da Homenagem ao Centenário de Nascimento do Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini e Inauguração da Exposição "Zerbini, o Homem, o Cirurgião e o Cientista"

Local: Capital - Data: 17/05/2012

MESTRE DE CERIMÔNIA: ...Governador do Estado de São Paulo. GOVERNADOR GERALDO ALCKIMIN: Bom dia a todas e a todos! Saudar o Professor Giovanni Cerri, secretário do Estado da Saúde; Ministro Adib Jatene; professora Linamara Battistella, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência; deputados; José Anibal, secretário de Energia; Edson Aparecido, secretário do Desenvolvimento Metropolitano; Pedro Tobias, nosso colega, médico, deputado pela região de Bauru, deputado Wilton Flávio, nosso colega; professor Mário [ininteligível], pró-reitor da USP; professor José Otávio Costa Auler, diretor da faculdade; professor Fábio Jatene, diretor... Presidente do conselho, diretor do Incor; professor Roberto Kalil, diretor da divisão clínica do Incor; professor Marcos [ininteligível], superintendente do HC; professor Noedir Stolf, orador aqui da exposição, nos brindou com sua palestra; Ricardo Zerbini, filho do professor Zerbini, pessoa que quero saudar toda família; professores, [ininteligível], todos amigos aqui do Incor. Uma alegria, nos 100 anos da Faculdade de Medicina, no centenário da faculdade e o centenário de nascimento do professor Zerbini, a gente fica muito feliz. A USP é um orgulho paulista, se existe orgulho injusto, esse [ininteligível] que uma universidade mantida exclusivamente com dinheiro da população de São Paulo, que é hoje a melhor universidade do estado, a melhor do país, a melhor da América Latina e entre as melhores do mundo. E dentro da Universidade de São Paulo, a Faculdade de Medicina é o top do top, brilha como estrela da maior grandeza, fez de São Paulo esse grande centro de ciência, de pesquisa, de inovação e de serviços de saúde. E comemorar o centenário, junto com o centenário do professor Zerbini. Os homens passam, mas as instituições ficam. E aqui está uma grande instituição, que é o Incor. E a melhor homenagem que nós podemos fazer ao professor Zerbini é melhorar, avançar. Então vamos liberar [ininteligível] o professor [ininteligível] que já tem uns 69 milhões para a gente ampliar quase dobrar o terceiro bloco. O terceiro bloco do Incor, toda a área de emergência, toda a área de centros de pesquisa, modernizar o sétimo e oitavo andar do segundo bloco. Toda a área de ciência e os equipamentos, né? Coisa muito rápida, né? Quer dizer, a cada dia são novas tecnologias, a modernização de todos os equipamentos dessa instituição. E queria trazer uma palavra aqui de carinho ao Ricardo, a família. Eu nasci em Pindamonhangaba, mas a minha família todinha é de Guaratinguetá. Os guaratinguetaenses não são fracos não, viu? Até o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão é de Guaratinguetá. Guaratinguetá tinha um time muito formoso, Esportivo de Guará. Teve uma época áurea, depois afundou de vez. Aí há uns cinco, seis anos atrás, a Esportiva andou dando uma recuperada. Então o pessoal: olha, foi o primeiro milagre do Frei Galvão, né? Mas o fato é que eu aprendi desde pequeno com a minha vó o carinho que ela tinha pela Dona Ernestina. Mãe do professor Zerbini, e o respeito de todos pela família. Aliás, acabei de ler um livro mês passado, chamado General Zerbini, Honra e Lealdade. Um livrinho pequeno, escrito pela sua esposa Terezinha Zerbini. Mas retrata a formação e caráter. Era um injustiçado, mas a formação de caráter do General Zerbini, irmão do nosso professor e grande cirurgião. E o professor Zerbini, o Rubens Cury que está aqui conosco, fez residência aqui, cardiologista, trabalha conosco no Governo. E ele dizia que eles residentes tinham que acordar de madrugada. O Zerbini, 6h30 da manhã já estava no hospital para começar a passar visita. E que ele foi cobri para os colegas [ininteligível] e esse adiava um pouquinho, podia ser um pouquinho mais tarde, agradou muito, elogiou muito o professor Zerbini com jeito fez o pedido. Aí o Zerbini [ininteligível] escritor tecnicamente no próprio dia e depois completou: olha meu filho, nada resiste ao trabalho. E essa frase ficou como da turma dele dos cardiologistas aqui do Incor. Aqui foi dito muito bem da sua disciplina... E o Zerbini era uma pessoa muito cativante, ele tinha uma aura, assim, de santidade, [ininteligível]. E me lembro quando vereador em Pindamonhangaba, olha só, e ele no auge do transplante, fiz um currículo despretensioso... Olha, nós vamos fazer em Pinda a semana Emílio Ribas. Emílio Ribas nasceu em Pindamonhangaba, Osvaldo Cruz nasceu em São Luiz do Parantin. Vamos fazer a Semana Emílio Ribas e você podia dar uma palestra para a gente. Ele foi. Quando vi, à noite, chega lá o professor Zerbini, cinco minutos antes na Câmara de Pindamonhangaba para dar uma palestra. Eu me lembro que ele relatava os momentos heroicos e que estenose mitral era com o dedo, punha um anel, uma laminazinha, enfiava o dedo e alargava a válvula mitral. Olha o quanto a medicina evoluiu. Momentos heroicos. Me lembro da lei de doação e transplantes de olhos. Eu fui atrás do professor, eu era deputado federal, para ele me ajudar, eu era o relator da lei. E ele me disse: olha, Alckmin, parente de doente não é problema, não esqueça [ininteligível] da França em que o cadáver é do Estado. Não precisa. O problema de transplante são os médicos e os hospitais, não são os parentes. Porque precisa cuidar do órgão, porque se tem morte cerebral, mas precisa manter rim, coração, tudo em perfeitas condições, UTI, terapia, dedicação, para poder não perder os órgãos. E nós fomos gravar com a Rede Globo, com ele para nova lei de doação e transplantes de órgãos. E o Zerbini era amigo do Grota, José Grota Filho foi deputado por Guaratinguetá. E o Grota convenceu o Zerbini a comprar uma fazenda entre Guará e Cunha, em um bairro chamado Rocinha, Fazenda Cachoeira Grande. E realmente era grande a cachoeira. Se você abrisse a porta do terraço da casa ninguém conversava. Tamanho era o barulho da cachoeira. E um grande suinocultor. Então tivemos grande dificuldade em gravar, porque os porcos não paravam de fazer barulho. Dá ração para o porco, vê se acalma o porco. Figura admirável. [ininteligível] dizia que há grandes homens, que perto deles todos se sentem pequenos, mas que o verdadeiro grande homem é aquele que perto dele todos podem se sentir grandes. Zerbini tinha essa capacidade. Da simplicidade, da humildade, da maneira cativante, e tinha como aqui foi dito, a paixão pelo tênis. Dizem que ele não gostava de perder. Então ele convidava todo congresso de cardiologia... professor Pablo que está aqui, que era mais jovem que ele e craque, toda vez era o Pablo, aí ele ganhava todas através do Pablo. Enfim, belíssimos ensinamentos de vida; belíssima instituição fruto de um trabalho coletivo e a gente fica muito feliz de dizer que São Paulo é orgulhoso das instituições e dos homens que a criaram. Muito obrigado!