Discurso - Inauguração da Colônia de férias da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo - 20120505

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Inauguração da Colônia de Férias da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo

Local: Praia Grande - Data: 05/05/2012

MESTRE DE CERIMÔNIAS: ...governador do Estado de São Paulo. Muito bem. Encerrando então a nossa cerimônia, passamos a palavra, Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Cumprimentar a todos vocês, nosso presidente da Federação, parabéns pela inauguração desse belíssimo prédio aqui da Colônia, aqui em Praia Grande, o Cláudio Magrão; o prefeito anfitrião, Roberto Francisco; nossos ex-presidentes aqui homenageados, o Argeu Egídio de Souza; o Santos, Santos que dá nome à Colônia e o José Firmo, que dá nome auditório; deputado federal Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical; deputado federal e ex-prefeito aqui de Praia Grande, Alberto Mourão; vice-prefeito Arnaldo Amaral; nosso sempre deputado Cássio Navarro; Carlos Ortiz, secretário de Emprego e Relações do Trabalho; prefeito de Bertioga, o Orlandini; Chiquinho, vice-presidente; Danilo, presidente da Força Sindical; o Edson Venâncio, secretário-geral da Federação; o Eliseu Costa, tesoureiro; Miguel Torres, presidente do Sindicato e da Confederação Nacional e sua filha, essa menina linda que é a Dominique; o Serginho Leite; o Waldir Pestana; a Mônica Veloso; líderes sindicais. Amigas, amigos, a palavra é telegráfica, mas dizer que não pode haver um lazer maior do que sol e praia, não é, do que estar ao lado do mar. Ainda mais este ano, que é o ano do peixe, não é? Mas dar os parabéns e dizer que... Olha, trabalhar é trabalhar, mas descanso é descanso, não é? E aqui é um lugar maravilhoso, a Praia Grande. E para ficar melhor ainda, nós já assinamos o convênio aqui com o Roberto Francisco, para ele investir aqui na Avenida Presidente Kennedy, que é uma das grandes avenidas da Praia Grande, na urbanização e o que chega até aqui à Avenida dos Metalúrgicos e aqui à região da colônia que hoje é inaugurada. Trazer um abraço muito afetivo ao Argeu, que eu conheço de longos anos e ao José Firmo, meu amigo de 30 anos de Cruzeiro, nós somos da mesma região do Vale do Paraíba, comandantes de grandes lutas, de grandes batalhas e de grandes conquistas. A gente fica feliz. Nós é que estamos felizes, Argeu e Firmo, de poder homenageá-los aqui. E parabéns ao Magrão, pela iniciativa dessa justíssima homenagem. Dizer ao Paulinho que o que aconteceu de positivo pelo emprego no Brasil e contra a desindustrialização, que o Mourão aqui tão bem falou, foi fruto da luta sindical. Foi a resolução 72, acabando com a farra dos importados. Essa é a única coisa positiva que aconteceu e foi fruto da luta do Paulinho, dos trabalhadores dos sindicatos. Como é que funcionava a coisa? Todo mundo paga imposto: indústria nacional e o que vem lá de fora da China. Só que alguns estados, para ganhar um dinheirinho, abriam mão do dinheiro do importado, que a indústria brasileira não tinha esse benefício. Então para ficar mais barato... Você já tem o problema dos juros, já tem o problema do câmbio, já tem a carga tributária, a ainda precisa pagar imposto, ninguém consegue competir. E eles não estavam vendendo para o Brasil, nós não estávamos importando coisas para melhorar a produtividade. Não. Era só manufatura, produto acabado, prejudicando o emprego aqui no Brasil, fechando empresa e indústria, que é importantíssima para agregar valor para melhorar salário, para o país dar um salto de qualidade. Então a gente fica muito feliz. Quero aqui cumprimentar o Ortiz, que tomou posse, já no outro dia salvou 500 empregos aí desse trabalho articulado com os sindicatos. Nós vamos chegar, Ortiz... Agora, Paulinho, junho, não é? Um bilhão de financiamento do microcrédito, o Banco do Povo. Baixamos os juros para 0,5% e R$ 1 bilhão já foi emprestado para pequenos empreendedores para poder montar o seu negócio, comprar máquina, cabeleireiro, salão, enfim, para o microcrédito. E a inadimplência, Magrão, é menos de 2%. Menos de 2%. O Mário Covas dizia: “Rico, quando deve, vai para Paris. Mas pobre, quando deve, não dorme de noite.”, não é? Paga a conta. Vamos chegar agora a R$ 1 bilhão. Estamos reduzindo a carga tributária. Fizemos agora para a indústria do couro, do calçado; semana passada já fizemos para a indústria do papel e celulose. Estive no Agrishow e está batendo recorde de vendas de máquinas na área metalúrgica, importantíssima. Reduzimos para 0% os juros para o pequeno e médio agricultor comprar trator e implemento agrícola. Deve passar de R$ 2,5 bilhões as vendas, o que vai garantir uma grande produção. Devemos inaugurar o ano que vem em Hyundai em Piracicaba, Toyota em Sorocaba, Sherwin em Jacareí, Daewoo em Americana e muitas indústrias de máquinas também. O Supremo Tribunal Federal teve uma decisão importante em relação à guerra fiscal. Então nós estamos otimistas e vamos investir forte, como disse o Ortiz, na questão da qualificação profissional. Mas quero é deixar um grande abraço ao Magrão. Parabéns a ele. As coisas não caem, não acontecem por mágica. É fruto de luta. E os trabalhadores trabalham. E os trabalhadores contem conosco: segunda, sexta, sábado, domingo, podem ligar de noite, de madrugada que nós estamos aí para servir, para trabalhar para que São Paulo possa avançar ainda mais. E eu vou encerrar deixando aqui um abraço para o nosso presidente, o Magrão. Porque o Mário Covas, prefeito, me ensinou o seguinte: “Nunca cometa três pecados: não se fura a fila, não se interrompe partida de futebol e não se atrasa o churrasco”. Um abraço a todos.