Discurso - Inauguração da Estação de Tratamento de Água 20132403

De Infogov São Paulo
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Discurso - Inauguração da Estação de Tratamento de Água

Local: Embu-Guaçu - Data: 24/03/2013

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Discurso Alckmin.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos. Cumprimentar o nosso prefeito anfitrião Clodoaldo, a Christiane, sua esposa, presidente do Fundo Social de Solidariedade. Manoel do Posto, nosso vice-prefeito. Vereadora Maria do Céu, presidente da Câmara Municipal, deputado federal Arnaldo Faria de Sá. Deputada Ana Alice Fernandes, o deputado Osvaldo Virgínio. O secretário de Recursos Hídricos, deputado Edson Giriboni. Prefeito de Taboão da Serra, o Fernando Fernandes. De Juquitiba, o Francisco. De São Lourenço da Serra, o Fernandão. Dra. Dilma Pena, presidente da Sabesp. Vereador Ricardo Nunes, vereador em São Paulo e senador. Senador Ricardo Nunes da capital. Paulo Masato, diretor metropolitano da Sabesp, toda a equipe da Sabesp aqui presente. Coronel Dimítrios Fyskatoris, comandante da região. O vereador Miro, abraçando aqui todos os vereadores. Padre Jean Carlos, padre Eleomar Nascimento, pastores aqui presentes, secretários e diretores aqui da prefeitura, alunos, os jovens aqui que nos alegram com suas presenças. Amigas e amigos. Nós estamos, quantos anos vai fazer Embu? Quarenta e oito, um broto, não é? Jovem, novinha. Mas, um município dos mais importantes do nosso estado. E nas vésperas do aniversário da cidade nós temos a alegria de entregar aqui a estação de tratamento de água. O prefeito Clodoaldo colocou bem. Quando eu estive aqui há uns anos atrás, ele colocou, e eu falei: Puxa, mas não é justo, um município que o Rio Embu-Guaçu deságua na Represa de Guarapiranga e responde por 30% da água da Guarapiranga, que abastece a cidade de São Paulo, quem dá água não tem água, tem problema de falta de água. Porque não tinha estação própria, então dependia da ETA do Alto Cotia. Aí ficando dependente da ETA, da estação de tratamento de água do Alto Cotia, quando tinha problema, quem está no fim da linha, acaba a pressão ficando baixa e faltava água. Então, agora a água é captada, uma parte dela aqui no Rio Embu-Guaçu, é tratada aqui mesmo, são 100 litros por segundo, e mais dois poços artesianos de segurança. Então, praticamente resolveu o problema de água da cidade, e água de qualidade. É abrir a torneira e tomar a água. A água da Sabesp é água testada, aprovada, é água de qualidade. E água é saúde, 70% do corpo humano é água. Um bebê 80% é água. A gente vai ficando mais velho e vai ficando mais enxuto, não é? Mas é uma grande conquista. E a gente resolve um problema e já corre para resolver outro. Então, agora é completar a rede para a gente chegar a 100% de abastecimento e tratar o esgoto. Nós queremos Embu-Guaçu, que está aqui nessa beleza de Mata Atlântica, seja um município 300%, Clodoaldo. Hoje têm quantos por cento de esgoto? 55%. [Ininteligível]. Mas, 55% é baixa a cobertura. Então nós vamos levar até o ano que vem a 70% e a nossa meta é 100%. Do que já é coletado, já é tratado 100%. O estado de São Paulo vai ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o saneamento, 100% de água tratada, nós praticamente já estamos completando. Até o ano que vem, 100% de esgoto tratado, coletado e tratado em todo o interior do estado, nos municípios operados pela Sabesp. 2016, todo o litoral de São Paulo, e até 2018/2019, toda a região metropolitana. Então até 2014, ano que vem, nós passaremos, Clodoaldo, para 70% do esgoto já coletado e 100% tratado. E 2018 a cidade estará 300%, toda ela com saneamento básico, água e esgoto. Então, seu pedido aqui nós vamos acelerar. E vamos trazer para cá o Se Liga na Rede. O que é isso? Às vezes você faz a rede coletora no bairro, faz o emissário, leva para a estação de tratamento de esgoto, tem bomba de recalque porque às vezes não dá a altura, todo o investimento, mas a pessoa não liga a sua casa na rede porque não tem R$ 1.800 para pagar pedreiro, comprar material para fazer o serviço. Então, para as famílias que ganham até três salários mínimos nós vamos fazer de graça. Então, o governo paga 80% e a Sabesp paga 20%. Então sai de graça. Então, os agentes da Sabesp visitam os bairros, põem lá um corante no vaso sanitário, aperta para verificar onde está indo o destino do líquido do vaso sanitário. E aí verifica, se não estiver ligado na rede e for famílias de menor poder aquisitivo a gente faz de graça, e já faz a ligação. [Ininteligível] uma vez nós fizemos uma aqui no Grajaú, uma ligação em quatro casas. Tinha uma casa em cima, duas embaixo e uma no fundo. Então, com uma ligação quatro famílias já foram ligadas. Então é o Se Liga na Rede. Porque às vezes você gasta um dinheirão para fazer o investimento, mas não adianta nada ter a rede se a pessoa não faz a ligação à rede. Então, nós vamos fazer, além do investimento em esgoto, trazer para cá também o Se Liga na Rede. Hoje, assinado aqui o contrato, Clodoaldo, a Sabesp vai disponibilizar em duas parcelas R$ 7 milhões para saneamento, para drenagem, para recuperação de matas ciliares, parques, aqui no município. Então, esse dinheiro é parceria, passa para a prefeitura, mas para aplicar em questões relacionadas ao saneamento básico. E o Parque da Várzea nós vamos fazer um grande investimento. Embu-Guaçu tem um grande potencial turístico, porque é muito perto de São Paulo, pertinho, eu vim para cá hoje cedo em... Na verdade, eu já estava aqui no Morumbi, mas vim em 40 e poucos minutos. Então ela é muito perto de São Paulo e com essa beleza... fim de semana. Com essa beleza de clima, de Mata Atlântica, de água, então, qual é a vocação econômica? Turismo, restaurante, hotel, posto de gasolina, serviços, você movimenta a economia da cidade. Agricultura. Nós podemos fazer uma parceria, Clodoaldo, para incentivar mais a horticultura, flores, frutas, enfim, outro foco econômico. E indústria pode, desde que não seja poluente. Determinados tipos de indústria, economia criativa também pode. E nós liberamos também..., aqui estão sendo feitos quantos apartamentos..., casas ou apartamentos? Trezentos e sessenta apartamentos. Então, o quê que acontece? O Minha Casa Minha Vida tem um teto, esse teto quando é região metropolitana de São Paulo fica difícil. Porque você tem que comprar o terreno, fazer infraestrutura, construir os apartamentos e o valor não fecha. Então dá para fazer lá no interior, lugar mais distante, mas aqui que precisa mais não dá. Então nós assinamos com a presidenta Dilma, nós estamos colocando no Minha Casa Minha Vida a fundo perdido, não é empréstimo, é dinheiro que vai e não volta, só para ajudar as famílias de menor renda. Habitação de interesse social. Até R$ 20 mil por unidade. Aqui deu... Aqui quanto foi? Deu R$ 17 mil por unidade. São quantas? [Ininteligível] Não, vamos fazer a conta aqui. Dez mil... Imagine o seguinte, se fosse R$ 1 mil, 360, você que é engenheiro aí, 360 vezes mil, R$ 360 mil. Dez mil, R$ 3,6 milhões. R$ 17 mil, está certo, vai dar uns R$ 5 milhões, R$ 6,120 milhões. Nós estamos colocando para viabilizar o conjunto. Aliás, um fato interessante: a gente tem três meses de campanha para colocar todas as divergências e todas as diferenças, depois nós temos o dever de, durante quatro anos, buscarmos toda a convergência e toda a parceria depois que a população decidiu. Então nós estamos ajudando aqui o Minha Casa Minha Vida na região metropolitana para viabilizar, colocando R$ 20 mil por unidade. Ele colocou aqui, o Arnaldo, e com razão, a questão do transporte, nós estamos recuperando as rodovias. Já recuperamos Embu-Guaçu – São Paulo, estamos recuperando até Itapecerica, todas elas vão ficar com padrão, acostamento, terceira faixa, recapeamento, sinalização perfeitas. Implantamos o Bom, então integrou o ônibus com o trem em Grajaú, e integrou com metrô em Capão Redondo. Eu queria dizer o seguinte, o metrô Capão Redondo, que é a linha 5, ele só vai até Santo Amaro. Nós estamos fazendo agora 11 estações. A primeira, Adolfo Pinheiro, vamos entregar em 12 meses, e depois vamos entregar mais dez. Pega toda aquela área de hospitais, Hospital São Paulo, Hospital do Servidor, Hospital Edmundo Vasconcellos, AACD, são dez, vai até Chácara Klabin. Vai até a linha norte – sul do metrô. Esta linha 5, nós estamos fazendo então no sentido Santo Amaro até Chácara Klabin, e vamos..., é a próxima etapa, já mandei fazer o projeto executivo, do Capão Redondo para o Jardim Ângela. E aí vai ajudar aqui Embu-Guaçu. Então, é o primeiro passo é vir para o Jardim Ângela. Aí nós já vamos fazer uma integração mais próxima aqui com vocês. E vou ver, Clodoaldo, os dois pró-polos da EMTU, para a gente fortalecer mais aqui. O prefeito colocou também aqui a companhia da Polícia Militar, vou avaliar direitinho. A questão do Rodoanel. O Rodoanel quando foi concebido era para interligar dez autoestradas, autoestrada fechada. Então ele interliga dez. Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares, Regis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Airton Senna, Dutra e Fernão Dias. Dez. Fechou 180 quilômetros. Vai tirar 17 mil caminhões por dia de São Paulo. Que é o chamado trânsito de passagem. Interliga o mais importante aeroporto brasileiro que é Cumbica, o mais importante aeroporto. Aliás, nós já estamos terminando a Linha Leste, o tramo leste do Rodoanel, vamos entregar em março do ano que vem. E já começamos na semana passada o tramo norte. A deputada Ana Alice lembrou que nós assinamos com os prefeitos, os 645 prefeitos, R$ 2.045.000. Só no trecho norte do Rodoanel nós abrimos uma concorrência pública internacional. São seis lotes, seis frentes simultâneas, têm 20 quilômetros em túneis para não afetar a Cantareira. Essa concorrência o mundo inteiro veio participar. Nós economizamos nesta obra, só nessa obra, R$ 1,2 bilhão a menos para o povo de São Paulo. Então, 60% do que nós vamos investir nos 645 municípios saiu só da economia do tramo norte. Estava previsto R$ 5,1 bilhões, é 1/3 federal, o governo federal, e 2/3 o governo do estado, e nós assinamos os contratos por R$ 3,9 bilhões. Economizamos R$ 1,2 bilhão. E eu vou verificar... Então a gente tem que ir com precisão cirúrgica para não tornar o Rodoanel uma avenida. Então tem que ter bastante cuidado, mas eu vou verificar como nós estamos verificando no ABC. O quê que nós estamos fazendo no ABC? É uma entrada e saída e o restante é tudo marginal. Para o pessoal não ficar usando como trânsito local. Então tem uma entrada e saída e depois a gente faz uma marginal que atende todas as demais cidades. Eu queria também dizer o seguinte, especialmente para os jovens: Vamos trazer a ETEC para cá. Então, vocês já podem... E se você arrumar o local é mais rápido ainda, senão nós vamos ter que construir. Mas, se tiver, por exemplo, sala ociosa à noite..., então, tem muita sala ociosa à noite, a gente já começa. E nós estamos agora com o integrado. O quê que é o integrado? O aluno faz... A ETEC é um ano e meio, o ensino médio é três. Então ele faz junto, e ele sai com os dois diplomas. Então ele não precisa terminar o ensino médio para depois fazer o técnico, ele já faz junto, é o integrado, e já sai com o diploma do médio e do técnico. E o técnico, cada cinco jovens que fazem o técnico, quatro já saem empregados. E a FATEC, de cada dez, nove já saem empregados. Aí quem faz a ETEC depois se quiser continua e faz o curso superior. Então, a ETEC também está resolvida, nós vamos passar o dinheiro do Fumefi, vai dar R$ 1 milhão, não é isso, Clodoaldo? R$ 1 milhão para asfalto, ajudar aí os bairros, infraestrutura urbana, arrumar a cidade. Já assinou a Creche Escola, não é isso? Já assinou? Já entregou a documentação. Vai dar R$ 1,5 milhão. Nós vamos ter aqui uma creche para as mamães poderem ter segurança em deixar seus filhos. E o Centro Dia do Idoso. Todas as cidades com menos de 50 mil habitantes, o Centro de Convivência do Idoso. Todas. E acima de 50 mil habitantes, que é o caso aqui de Embu-Guaçu, o Centro Dia. O idoso chega de manhã, fica até a noite. Já tem o Centro de Convivência, então é um programa importante para os idosos. E estamos licitando, Arnaldo, o transporte dentro do estado de São Paulo, dentro do estado. Por exemplo, quem quiser ir visitar um parente em Ribeirão preto, quem quiser ir a Santos, quem quiser..., enfim, dentro do estado não tem o bilhete do idoso. Tá certo? Ele é municipal e é metropolitano. Então, na licitação que nós estamos fazendo da Artesp, todo ônibus vai ter que deixar, os de longa distância, dois lugares para idosos, gratuitos. Então, quem ganhar já a licitação... Então os idosos vão poder viajar gratuitamente. Idoso é a partir de 65. E mulher? Setenta? Ué, mulher vive mais que homem. Quem vive mais, homem ou mulher? Mulher. Mulher vive quantos anos a mais do que nós homens? Cinco ou seis anos. Um dia desses eu fui à Vila Prudente, num clube da terceira idade, tinha 200 pessoas, média de 85 anos de idade. Só mulher. Os homens já tinham morrido todos. E o nome do clube era As Sapecas. Mas quero deixar um grande abraço. Viu, Clodoaldo, conte conosco aqui. Vamos trabalhar juntos. O parque. Nós vamos passar lá para ver o parque, nós vamos revitalizar. Você vai deixar o Parque da Várzea aí brilhando para a população. Toda cidade, ela tem aquele point, não é? Aquele lugar bacana. Você pega São Paulo, é o Ibirapuera. Nova Iorque é o Central Park. Pindamonhangaba é o Bosque da Princesa. Toda cidade tem um lugar que é de uso comum das pessoas, um lugar muito bem cuidado, arrumado, lugar gostoso, agradável. Então nós vamos deixar o Parque da Várzea brilhando. E também está em obras a estrada da Barrinha, a pavimentação que liga Embu-Guaçu até São Lourenço. E também tivemos aqui várias vicinais, não é, Clodoaldo? Várias. Foram três ou quatro. Quatro vicinais que também foram recuperadas. E acho que a gente pode fazer uma boa parceria para apoiar a agricultura aqui, turismo e também empresas de economia criativa, novos polos [ininteligível]. Parabéns Embu-Guaçu!