Discurso - Inauguração da PCH (Pequena Central Hidroelétrica) 20142312

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Inauguração da PCH (Pequena Central Hidroelétrica)

Local: Região Metropolitana de São Paulo - Data:Dezembro 23/12/2014

[Aplausos]

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. Bom dia a todos e a todas. Quero cumprimentar o nosso prefeito, o prefeito de Pirapora do Jesus, Gregório Maglio, dona Elizete Maglio, que preside o Fundo Social de Solidariedade; o vereador Rodrigo Alemão, presidente da Câmara. O vice-prefeito, o Trofino, está aqui conosco, também secretário. Quero cumprimentar o nosso Márcio, o Mroz, o nosso secretário de Estado de Energia e também aqui lembrar o trabalho do Zé Anibal, que foi o secretário estadual de Energia; e saudar aqui o Márcio Rea, secretário do estado de Recursos Hídricos e Saneamento em exercício; Paulo Ricardo Cunha, secretário adjunto de Energia; o Marcos Neves, deputado estadual, prefeitos aqui presentes. O prefeito de Gália, o Nilton, está aqui conosco; de Santa Branca, o Adriano; de Araçariguama o Roque Hoffmann; Ricardo Borsari, presidente da EMAE, saudando aqui todo o time da EMAE; ministro José Gregório, nos alegra aqui com sua presença; nosso sempre deputado Francisco Rossi; constituinte, meu colega e ex-prefeito de Osasco, Nilton Flávio; o padre Sílvio Andrei. Eu cheguei um pouco antes e fui ao santuário lá de Pirapora em que participo. Pirapora aqui do Bom Jesus, a imagem do Bom Jesus foi encontrada aqui no rio Tietê, oito anos após a imagem de Nossa Senhora no rio Paraíba, e o padre Sílvio, com o seu carisma, sua dedicação é impressionante como aumentou o número de romeiros aqui do santuário. Parabéns pelo trabalho padre Sílvio. Quero cumprimentar o pastor Edemilson Chaves, vereador da capital, está aqui conosco; o presidente da Cesp, Almir Fernando Martins; ex-prefeito de Salto, meu xará, Geraldo Garcia; Dra. Patrícia Barros, delegada titular do município; Dr. Fernando Camargo, delegado de Carapicuíba; tenente Rafael Lara. Cumprimentar o Marlos Dalistela, Dalistela o Marlos? Daustela. O Marlos Daustela, presidente da S.A. Paulista e líder do consórcio que construiu essa grande obra, aqui chegou a ter 460 trabalhadores e trabalhadoras, aqui construindo essa grande hidrelétrica, aqui não é uma pequenina, uma PCH, acho que é uma média, né? Porque PCH é um megawatt, dois megawatts, aqui vai ser produzido até 25 megawatts que significa uma cidade de 300 mil habitantes. Abastece duas Pindamonhangaba, é uma gigante, né? Cumprimentar aqui os conselheiros da EMAE, diretores, funcionários, todo o time do setor de energia, trabalhadores desta grande obra. Não é todo dia que a gente inaugura uma hidrelétrica, né, e já começa a operar. Já está faturando já, né? Ela deve ter um faturamento de dois e meio milhões/mês, ela deve se pagar em dez anos? Dez anos o investimento está pago, aqui foi investido 158 milhões de reais, 100% da EMAE do governo do Estado. BNDES é financiamento. Cem por cento governo do Estado. A EMAE, sua parte acionária, 40% da EMAE é governo do Estado, 40% é Eletrobrás é Federal, e 20% são acionistas minoritários, é esparramado. Nós já operamos aqui uma hidrelétrica, que é a hidrelétrica de PCH de Rasgão, ela gera 22 com mais 25 vai para 47, e em Salto, terra do Geraldo, nós operamos Porto Góes, 24,8 e temos agora mais três projetos para frente. Aqui em Santana do Parnaíba, não eu sei, em Santana como é que chama? Edgard de Souza. Então em Edgard de Souza nós temos um projeto para produzirmos aqui 21 megawatts. Nós vamos tentar a concessão para em 12 meses, 12 meses já estar começando a obra, então mais uma hidrelétrica, 21 megawatts aqui do lado em Edgard de Souza. Em Santa Maria da Serra nós vamos prolongar a hidrovia para Piracicaba. Então tem que ter barragem e eclusa para os barcos, as barcaças chegarem a Piracicaba. Essas barragens também produzirão energia. Então Santa Maria da Serra, mais 15 megawatts e Anhembi, no Tietê, mais 30 megawatts. Então três projetos e mais três PCHs que já estão encaminhadas. Nós vamos correr o máximo para poder implementá-las. Energia renovável, renovável porque o rio está sempre passando, então gera energia renovável. Hidroelétrica, que é a mais barata comparada à termoelétrica, energia nuclear, eólica, tudo isso; renovável, de custo menor, dentro do centro de consumo. Nós temos aqui 22 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Feita em tempo recorde, entrega dentro do prazo, era dezembro, estamos entregando em dezembro operando. Então uma grande conquista. O Gregório está feliz, porque já recebeu o ISS, agora vai receber o ICMS, que ele já estava calculando quanto vai ser, já gastou por conta e fez aqui o pleito do pronto-socorro. O estado entra com o prédio e ele com a mobília. Isso aí me faz lembrar um médico em Pindamonhangaba, Zé Gregório, tinha um médico em Pinda chamado Dr. Lessa que tinha fama de muito econômico. Então contam que um alfaiate de nome Pascoal foi no Dr. Lessa, isso há 70 anos atrás [...], aí fez a consulta tal, na hora de ir embora, o Pascoal falou para ele: "Dr. Lessa, eu não tenho como pagar o senhor, mas eu sou alfaiate. Então se o senhor quiser que eu pregue um botão, você pode me acionar. Eu estou à disposição se eu puder ajudar". "Tá bom". Aí no outro dia, o Dr. Lessa pôs um botão no envelope e mandou para ele. Falou: "Olha, faça um terno e aproveite o botão". [Risos]. Entrou com o botão e ele com o terno. Mas nós vamos ajudá-lo, você vai procurar o Davi Uip, que é o nosso secretário da saúde, senta com ele lá, tudo parceria. A gente faz em etapas, mas se Deus quiser, Pirapora do Bom Jesus vai ter um pronto-socorro novo, não é só prédio, mas atendendo...

[Aplausos].

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... Bem a população. Aqui tem o problema da espuma, porque ainda temos muito detergente, poluição na água. A hora que a água cai, é como ligar um liquidificador, gera espuma. Nós fizemos uma estação de tratamento de esgoto que não tinha, Pirapora não tinha esgoto tratado. Fizemos aqui uma estação de tratamento de esgoto da Sabesp, hoje é 100% tratado. Com a hidroelétrica também a questão da espuma quase que resolve, também já minimizou o problema. E tratar esgoto, tratar esgoto, perseverar, perseverar. A mancha de poluição estava em Barra Bonita, Barra Bonita. Ela retrocedeu 140 km. Hoje é Salto, né Geraldo? Salto. Mais uns, eu diria cinco anos, ela vai vir para cá, ela vai voltando, vai recuperando. A meta é o Tietê, em São Paulo, ser classe II. Nos já temos já, em Salto, peixe, até aqui em Cabreúva já começa a ter vida e oxigênio no rio. É perseverar nesse trabalho. Alguns comparam, falam: "Não, mas Tâmisa em Londres, o Sena em Paris, foi mais rápido". Só que o Tâmisa em Londres, o Rio Sena em Paris são rios de foz. Seria como se São Paulo estivesse lá em Panorama na beira do Paranazão. Não existiria poluição nenhuma, dilui tudo, muita água. São Paulo está a 700 metros de altitude. Planalto de Piratininga, muito alto, e não tem água. O Rio Tietê nasce aqui em Salesópolis. Então, quando ele passa por São Paulo é um corregozinho. É dez metros cúbicos para diluir 40 de esgoto. Quando chega ao baixo Tietê, lá próximo da foz do Rio Paraná, é um gigante, dilui tudo. Então, é totalmente diferente comparar rios de foz como é o Sena em Paris, o Tâmisa em Londres, com rio de cabeceira. Demora mais porque é muita gente. Ontem eu estava vendo no jornal, acabou de ser publicado, a maior região metropolitana do mundo é Tóquio, 32 milhões de habitantes. A segunda maior região metropolitana do mundo é Xangai, na China, 24 milhões. E a terceira maior região metropolitana do mundo é São Paulo e Mumbai, na Índia, 21,5 milhões de habitantes. Terceira metrópole do mundo, a Grande São Paulo, a 700 metros de altitude. Então, é muito demorado, porque você tem que tratar muito mais, porque tem muito pouca água para diluir o esgoto. Mas, perseverando nesse trabalho, essa mancha, ela vai voltando. Nossa meta é universalizar o saneamento no interior de São Paulo, nos municípios operados pela Sabesp, agora no primeiro semestre do ano que vem, 100%. O litoral de São Paulo, 2016. E a Grande São Paulo, 2019, no máximo 2020 nós termos universalizado o saneamento. E hoje o rio, além de ser fonte de abastecimento, ele gera energia elétrica importante para todo o estado e ajudando o Brasil, né, no momento de dificuldade do setor elétrico. Então, é uma grande alegria, cumprimentar aqui o Miroz, nosso secretário de Energia, cumprimentar o Borsari, que preside a EMAE, cumprimentar, agradecer ao Zé Aníbal, que nos ajudou muito também, o Milton Flávio, que trabalha na área fotovoltaica. Aliás, ontem nós inauguramos antes do Natal, entregamos a chave, a casa para 316 famílias em Paraguaçu Paulista e Queiroz, e todas as casas da CDHU já vem com energia solar, todas, todas, com energia solar. Evita de gastar energia, né, poupa energia, sustentabilidade e ao mesmo tempo a conta de luz vai lá para baixo, porque o que gasta eletricidade é chuveiro, então à medida que você tem aquecimento solar, você tem aquecedor solar, você reduz enormemente a conta de luz. Agradecer ao Marcos Neves, deputado que tem nos ajudado muito lá na Assembleia, a gente precisa destacar também o lado positivo. Agora, na quinta-feira foi a sessão de votação da lei orçamentária, do salário mínimo regional, de todos os projetos, eram seis projetos. Acabou às três da madrugada, o deputado Antônio Salim Curiati, o Dr. Curiati, ele está com oitenta e? Oitenta e quatro anos, e ele lá duas e meia da manhã caiu e machucou o rosto, não foi embora enquanto não acabou a votação. Eram três horas da manhã, ele machucado lá com 84 anos, ficou até que o líder falou: “pode ir embora, acabou”. Enquanto não ele... Responsabilidade! Então agradecer a toda a Assembleia cumprimentando Marcos Neves, e o meu sócio aqui o Gregório, meu sócio aqui na, ele vai entrar com, não vai mais que o botão vai, a linha também. Grande abraço, parabéns!

[Aplausos]. [[]]