Discurso - Inauguração de Packing house para produtores de Adamantina 20162807

De Infogov São Paulo
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Discurso - Inauguração de Packing house para produtores de Adamantina

Local: [[]] - Data:Julho 28/07/2016

MESTRE DE CERIMÔNIA: Senhor Geraldo Alckmin.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde! Boa tarde a todas e a todos! Quero cumprimentar o Dr. Pacheco, nosso prefeito, nosso anfitrião. Dr. Pacheco já fez dois partos hoje e tem mais um esperando, né? Precisar de um anestesista me avise, viu? Deputado federal Arnaldo Jardim, secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento; Dr. Márcio Elias Rosa, secretário de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania; Dr. Romildo Campelo, secretário de Estado e do Turismo; Deputados estaduais, o Ed Thomas e o deputado Cássio Navarro; Os prefeitos, de Lucélia, o Saldanha; Salmourão, o Zé Luiz; Mariápolis, o Ismael; São João do Pau D´Alho, o Manuel Pereira; Parapuã, Samir, que preside a associação dos municípios, da nova alta paulista; prefeito de Pracinha, o Marcelo; Rinópolis, o Valentim Trevizam. Laércio Rossi, ex-prefeito aqui do município. Professor Wendel Cléber Soares, diretor geral da FAI, Faculdades Adamantinenses Integradas. O Dr. Domingos Lazaretti Neto, delegado seccional. Major Ezequiel, subcomandante. O José Carlos Rossetti, coordenador da nossa CAT. Os dirigentes regionais da CAT, de Dracena, o Luiz Alberto Peloso; de Tupã, o Júlio Simões. O Maurício Conhab, chefe da casa da Agricultura aqui de Adamantina. O Marceo Yoshida, diretor do escritório de defesa agropecuária. A professora Vera Kazu, diretora de ensino. O Antônio Carlos de Oliveira, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais. Diniz Martins, presidente da Apae. O Rogério Guilherme Muller, gerente-regional de varejo do Banco do Brasil. O Luiz Mário Garcia Lopes, produtor rural que recebeu trator de número seis mil do nosso programa Pró Trator. O Antônio Manzano de Oliveira, presidente da Associação Passiflora, homenageado aqui no Dia do Agricultor. A Valdineia Testa e o José Gildomar Testa, também aqui homenageados no Dia do Agricultor. Os produtores rurais que receberam os equipamentos, o Valmir Alcântara Franco, a Gislaine Oliveira Gomes, o Edson Tauano, o Edmarcos Senedese, o Dagoberto Vieira; amigas e amigos. É uma grande alegria vir Adamantina. Nós estamos vindo de Ilha Solteira, onde, com o presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Paulo Dimas, e o nosso secretário da Justiça, Dr. Márcio Elias Rosa, entregamos um belíssimo Fórum, novo prédio com ótimas instalações, nova Vara já instalada, lá em Ilha Solteira. E aqui em Adamantina a comemoração do dia 28 de julho, que é o Dia do Agricultor. Esse povo que acorda cedo, né? Meu pai era veterinário, então, ele brincava, né? Falou: “Sete horas da manhã já tirei o leite, soltei o bezerro e fiz o queijo”, né? Então o pessoal do trabalho, né? Trazer uma grande homenagem aqui pra vocês. E a melhor homenagem que a gente pode fazer ao agricultor é sendo parceiro, trabalhando pra melhorar a sua qualidade de vida e a sua renda. E aí, o programa Micro Bacias II tem esse objetivo, fortalecer o associativismo, fortalecer o cooperativismo, e melhorar a renda do nosso agricultor. Agregando valor na sua produção, e ele podendo ter uma renda melhor e oferecer produtos com melhor qualidade. Então, aqui nós tivemos entrega pra associação, que é a Passiflora, da Packing house, que é dedicada a olericultura. Um galpão com câmara fria, congelamento, centrifugador, lavadora hidrodinâmica de vegetais, balança digital, caminhão baú isotérmico, enfim, todas as condições para dar mais um passo na Packing house. Não só produzir a olericultura, mas também já dar um passo a mais na cadeia produtiva melhorando a renda e entregando um produto já embalado, um produto com todas as condições da sua utilização. Também para Juqueirópolis, Dracena e Oswaldo Cruz, novos equipamentos como a colheitadeira mecanizada de café. E essa é uma região historicamente, né, importante produtora de café. Também, no caso de Dracena, laticínios, né? O leite tem uma cadeia produtiva longa, né, então vai permitir o caminhão baú, você manter o resfriamento do leite, a qualidade do leite, a produção do queijo, pra você também já dar um passo também na indústria, você conseguir dar mais um passo não só produzindo o lei, mas também fabricando queijo através do apoio desse programa. Em média em torno de um milhão de reais, chega até um milhão e meio, para as associações e cooperativas. Dos quais, geralmente 60%, né? Setenta por cento é por nossa conta. O Estado é que está bancando. E é reembolsável, é não reembolsável. O Estado é que banca, não precisa pagar. E a contrapartida é do produtor, da associação ou da cooperativa. Também Juqueirópolis, Packing house para processamento, para armazenamento, transporte de frutas, também caminhão baú, enfim, programas aí importantes para todos esses municípios. E a entrega do trator de número seis mil. Ou seja, esse programa Pró Trator, o sonho, né, de todo agricultor é ter um trator, né? Que às vezes é o sonho de consumo, né, de quem vive na cidade é ter um carro chique, né? Mas de quem vive no campo é poder ter um trator que lhe permita aí fazer com mais independência o seu trabalho. E esse programa é mais do que juros zero, porque ele é juros zero, mas ele não tem correção monetária. Então, quando eu empresto R$ 60 mil, R$ 70 mil, é juros negativo porque eu não vou pagar nem a correção monetária. Só com a correção monetária você já ganha já uma parte importante. Dois anos de carência e até mais seis anos pra pagar. Então, possibilita que o pequeno agricultor, ele possa ter acesso, comprar o seu trator e poder ter uma produtividade, né, um atividade muito melhor na atividade rural. Já é o de número seis mil. Nós temos o Pró Trator e o Pró Implemento. Então, a gente também financia a grade, a carreta, o arado, enfim, os implementos também agrícolas para a produção. O Arnaldo Jardim colocou muito bem, o que está segurando aí a peteca da economia, o emprego, é o agronegócio, é a agropecuária. É ela que está conseguindo segurar o emprego e ajudar o Brasil nesse momento de grande crise econômica que o país atravessa já pelo terceiro ano consecutivo com o PIB negativo, ou seja, com uma enorme perda de renda. Nós viemos aqui pra entregar esses equipamentos, estes programas. Queria também destacar a Lupa. Alias, dar os parabéns, porque esta região foi a que o CAR foi mais bem sucedido, o Cadastro Ambiental Rural, todo mundo praticamente fez, um dos mais altos índices de São Paulo foi aqui na região, Dr. Pacheco. E estamos lançando agora em agosto a Lupa. O último levantamento que havia sido feito no Brasil pelo IBGE tinha sido em 2006, de censo agropecuário. Nós... E o Governo Federal adiou, através do IBGE, o censo agropecuário. Então, nós vamos fazer em São Paulo, a partir de primeiro de agosto, a Lupa, que é o nosso censo agropecuário do Estado de São Paulo. Pra quê? Pra ter planejamento, pra estimular os produtores, pra fazer boas parcerias nas várias atividades agrícolas e pecuárias do Estado de São Paulo. Quero cumprimentar e agradecer o Arnaldo Jardim. O Arnaldo é um grande secretário da Agricultura, faz com enorme empenho e competência esse trabalho. Lá em Brasília, na Câmara Federal, o Ed Thomas e o nosso... O Cássio Navarro, ele fazia um grande trabalho na frente agropecuária, na defesa da agropecuária, e agora aqui em São Paulo dirigindo a importante secretaria da Agricultura. Agradecer o Navarro, Cássio, e o Ed Thomas. Também trazer aqui uma palavra de solidariedade ao Mauro Bragato. Uma pessoa correta, honesta, trabalhadora, que fez um belíssimo mandato. E também cumprimentar o Dr. Pacheco, que está fazendo aí uma transição, né, com enorme firmeza num período difícil. Aqui nós temos vários prefeitos que estão terminando o seu mandato. E governar com dinheiro é moleza, agora ,governar sem dinheiro é uma parada dura, né? Porque o setor público é muito mais engessado pelas leis, muito mais difícil. O deputado federal lá do Ceará, Danilo Forte, né? Ele diz o seguinte: Que lá cinco candidatos a prefeito, quem tirar quinto lugar assume. É castigo, né? Não é fácil, né? Tempos difíceis. Mas nós temos que nos mirar, nos espelhar, ir na proa dos agricultores. Só tem um jeito, é acordar mais cedo, trabalhar mais ainda, ser mais eficiente naquilo que a gente faz pra ajudar o Brasil a passar por essa dificuldade. E vai melhorar. Eu já acho que o segundo semestre as coisas devem melhorar, se Deus quiser, a economia começar a reagir. Alguém pode perguntar: “Mas qual a segurança de que as coisas vão melhorar?”. Então, eu me lembro do Marco Maciel, Dr. Pacheco. Marco Maciel me contou uma vez que em Pernambuco um grande agricultor tinha plantado bastante e ficou apavorado, porque podia não chover. Aí consultou a Embrapa: “Chove ou não chove?”. Aí os técnicos da Embrapa disseram: “Não chove”. Ele, apavorado, consultou o INPE, CPTEC, estudo de meteorologia. “Chove ou não chove?”. Pessoal estudou: “Não chove”. Ele, apavorado, foi pra fazenda, chamou o Zé Vitor. Zé Vitor, trabalhava com ele há muito tempo: “Chove ou não chove?”. Zé Vitor olhou para o céu, olhou, olhou: “Chove, doutor”. “Mas Zé Vitor, a Embrapa diz que não chove, o INPE, como é que você tem tanta certeza que vai chover?”. “Ué doutor, é que se não chover nós tá frito, né?”. A economia vai melhorar.

MESTRE DE CERIMÔNIA: Nós teremos agora encerramento de placa inaugural com nosso governador, o secretário Arnaldo Jardim, também prefeito Dr. Pacheco, aqui de Adamantina, pra que se dirija próximo à placa. [[]]