Discurso - Inauguração do AME, Anúncio de Obras para o Novo Hospital Regional de Jundiaí e Descerramento de Placa de Reforma e Adequação de Delegacia de Investigações Gerais - 20120405

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso da Inauguração do AME, Anúncio de Obras para o Novo Hospital Regional de Jundiaí e Descerramento de Placa de Reforma e Adequação da Delegacia de Investigações Gerais

Local: Jundiaí - Data: 04/05/2012

MESTRE DE CERIMÔNIA: Governador que hoje realiza três eventos aqui na região, em seguida vai a Sumaré e logo após em Indaiatuba. Com a palavra o governador Geraldo Alckmin.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Quero dizer da alegria de nos encontrarmos aqui no AME, aqui em Jundiaí. Cumprimentar o nosso prefeito anfitrião, o prefeito Miguel Haddad; a Maria Rita, presidente do Fundo Social de Solidariedade; vereador Júlio Cesar de Oliveira, presidente da Câmara; saudando todas as vereadoras e vereadores da cidade e da região; deputado federal Luiz Fernando Machado; deputado estadual, ex-prefeito, Ary Fossen; deputado estadual, também ex-prefeito, Beto Tricoli; professor Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde; padre [ininteligível] Querubim, superintendente da Cruzada Bandeirante São Camilo; prefeitos, a Maria de Fátima, de Jarinu; o Eduardo, de Várzea Paulista; o Armando Hashimoto, quero cumprimentar o Armando pelo novo Hospital das Clínicas, lá de Campo Limpo; o Beto Zen, de Morungaba; doutor Licurgo Nunes Costa, diretor do DEINTER de Campinas; Dr. Ítalo Miranda Júnior, delegado seccional aqui de Jundiaí; doutora Márcia Bevilacqua, diretora regional de Saúde; a doutora Gleice Giroto, diretora aqui do AME; Tenente-coronel César Branco de Araújo, nosso comandante aqui da região; major Aluízio Queiroz, aqui do batalhão; amigas e amigos; profissionais da área de saúde, lideranças aqui da comunidade. É uma grande conquista, viu Haddad, e nós estamos muito felizes. Conquista para Jundiaí e para o aglomerado urbano dos sete municípios, para a gente poder hierarquizar mais o sistema. Nós vivemos num mundo de mudanças muito rápidas, é um mundo impressionante, como ele vai se alterando. Uma mudança no mercado de trabalho, pegar só a China e a Índia, elas incorporam ao mercado de trabalho, a cada dois anos, uma Argentina, 40 milhões de pessoas. No mercado de trabalho e no consumo. Mudança no mercado de trabalho para as mulheres. Nossas titias, vovós, tinham três ou quatro profissões. Hoje, as mulheres estão em todas as profissões. E liderando! O João Dória, que é meu amigo, outro dia eu falei com ele: João, eu precisava... Eu falei: João, você já ganhou muito dinheiro, ajuda um pouco o Estado de São Paulo que te deu tanta oportunidade, venha ajudar o governo, trazer seu talento, sua energia. Ele falou: “Não, eu estou me preparando. De repente, daqui um ano eu posso deixar as minhas empresas. Eu tenho 14 empresas, eu coloquei 14 CEOs, 14 mulheres, a 14 para dirigir as empresas.” Então, uma mudança no mercado de trabalho impressionante no mundo inteiro. A segunda, tecnológica. Ontem me perguntaram: “o senhor é a favor ou contra a Hora do Brasil?”. Eu falei: isso é do tempo do século passado! O que é que é? É para prestar contas e levar informação? A rede de computadores, é internet, é rede social. Você tem mil maneiras de prestar contas, de se comunicar. Nós vivemos num outro mundo, que ficou menor, mais rápido, interligado. Então, mudança tecnológica. Ambiental. Se os sete bilhões de pessoas do planeta, Beto Tricoli, quiserem ter o padrão americano, dos Estados Unidos, precisa quatro planetas Terra. Quatro planetas Terra! Tá aí o aquecimento global, falta de recursos naturais. E a quarta grande mudança do nosso tempo é demográfica. O Brasil é um exemplo disso, um país que era jovem, e hoje é um país maduro, e vai ser um país idoso, o que é ótimo! E as pessoas com qualidade de vida. Então, é um outro mundo que nós estamos vivendo. E esse tem um impacto direto na saúde. Então, não caiu a ficha ainda de que saúde tem que ser prioridade 1, 2, 3, 4, 5. E que prioridade sem dinheiro é discurso, não é prioridade. Tem que ter dinheiro, tem que ter orçamento. Se não tem dinheiro, não tem orçamento, não tem discurso, não tem prioridade. Precisa ter dinheiro, e custa dinheiro... As coisas ficaram caras, e as pessoas vivem mais e com qualidade de vida. O Brasil de 1940, a expectativa de vida média eram 43 anos de idade. Hoje é 73! As mulheres, em média, vivem mais do que nós sete anos. Nós estamos tirando a diferença, né? Mas ainda... Por que é que as mulheres vivem mais? Primeira causa de doença e morte, morbimortalidade é... Primeira? Coração e grandes vasos. Estrógeno progesterona, os hormônios femininos protegem o sistema cardiovascular. Depois da menopausa, cai um pouco a proteção, mas ainda continua. Então, se for agora lá no Incor, de cada dez leitos da unidade coronariana, sete são homens. Segunda causa é... Câncer, que vai ser a primeira em 30 anos. Tá crescendo. Por que é que tá crescendo o câncer? Porque ele é ligado diretamente à idade. Com 80 anos de idade, nós homens, de cada dez, sete vamos ter câncer de próstata. É a idade, diretamente ligado à idade. A boa notícia é que é uma doença curável. Você trata, cura, e a pessoa vai morrer de outro problema. A terceira é acidente. E aqui os homens morrem muito mais. São os jovens. Os jovens, sexta, sábado e domingo. Não morre de doença. Motocicleta, carro, droga, tiro, violência. Aí é que está a grande diferença. Na medida em que for caindo a violência juvenil, os homens vão diminuindo a diferença para as mulheres. Sistema carcerário. Nós temos 188 mil presos. O mundo é meio a meio homem e mulher. Nós deveríamos ter 50% de mulheres. Nós temos 4,5% de mulheres. 95% da população carcerária é homem. E os 4,5% de mulheres é a má companhia dos homens. Mas o fato, o fato é que nós estamos num outro mundo. Por isso nós estamos, Miguel Haddad, celebrando hoje aqui aquilo que há de mais importante para a população. Antigamente a gente fazia pesquisa, olhava a pesquisa, como é que era? Cidade pequena, emprego. Primeira prioridade das pessoas era emprego. Cidade grande, violência, segurança. Hoje pode pegar do Oiapoque, lá em cima no Amapá, até o Rio Chuí, no Rio Grande do Sul. Saúde, saúde, saúde, saúde. Mudou. Nós vivemos num outro mundo. Por isso a gente fica feliz de estar aqui, porque o AME vai ajudar nas duas pontas: ele vai ajudar na resolutividade das Unidades Básicas de Saúde e ele vai ajudar a diminuir a visão hospitalocêntrica, que infelizmente existe. Hospital é para operar, opera e sai, e internar caso grave. Só! Mas todo mundo quer ir para o... Hospital é coisa restrita. Por que é que todo mundo vai para o hospital? Porque a atenção básica não funciona. É a política de saúde do ‘ao’. Ele tem medo de tomar processo, tem medo de assumir responsabilidade, tem medo de errar no diagnóstico. Ao neurologista, ao ortopedista, ao neurologista, ao laboratório, ao hospital. Ao tudo, menos ele por a mão no paciente. Isso é a realidade. Não pode. A rede básica tem que funcionar, senão não vai ter hospital que comporte. Nós precisamos qualificar melhor a equipe, equipes multiprofissionais, ter mais resolutividade. O AME vai ajudar muito, não só a Jundiaí, como as sete cidades. E hoje está aqui a construtora... Já assinamos, Miguel Haddad, o contrato do hospital, 35 milhões. A gente imagina mais uns 17 milhões de equipamento. Quando é que começa a obra, [ininteligível]? Uma semana. Então, olha, tem uma semana para começar a obra. Foi feita a licitação, contrato assinado, 35 milhões, e nós vamos investir mais uns 17 milhões em equipamento. Então uma semana, obra já começando. A outra obra é a marginal aqui da Anhanguera. Nós saindo daqui estamos indo a Sumaré, mas, na realidade, vai ter obra de Jundiaí até Louveira, Valinhos/Campinas, Sumaré/Americana/Hortolândia. Faixas, abrir muito a Anhanguera. Novas faixas, viadutos, marginais, passarelas. Um grande investimento, 142 milhões para o sistema viário. E a segurança pública, a inauguração da ampliação do prédio da delegacia, da DIG, não é, da Delegacia de Investigações Gerais, a DIG, e a cidade vai receber, a formatura é 25 de maio, nove investigadores, sete escrivães. São 16 só para Jundiaí. Em Campinas vão ser 37, mas só aqui a cidade. E estamos abrindo outro concurso para a Polícia Militar. O José Saramago dizia que uma grande obra é fruto de muitas mãos. Então eu quero aqui agradecer ao professor Giovanni Cerri, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, dedicando 24 horas aí a essa tarefa hercúlea, que é segurar a peteca da saúde. Agradecer aos nossos deputados, o Beto Tricoli, grande companheiro lá na Assembleia. Muito obrigado, viu, Beto? Ary Fossen, essa figura cativante do nosso professor, o Ary Fossen. Esse jovem bonitão, que é o Luiz Fernando Machado, brilhante deputado federal. Vocês estão de parabéns lá em Brasília. Agradecer aos nossos prefeitos aqui da região, o Eduardo, a Fátima, o Beto Zen, o Armando, especialmente o nosso prefeito Miguel Haddad. Agradecer ao Miguel Haddad, que é um grande parceiro, grande parceiro. Dizer que nós temos aqui um contrato de gestão 100% pago pelo Estado. Fazer prédio é fácil. O Instituto do Câncer de São Paulo, qual o orçamento dele esse ano? Duzentos e vinte milhões, sem colocar um tijolo ou comprar um equipamento, só para manter um hospital, nós temos 90, um hospital. O que você gasta num prédio você gasta em 18 meses de custeio. É fácil fazer prédio, o problema é o custeio. Quando você asfalta uma rua, entregou a obra acabou a despesa e ainda pode cobrar. Agora, a saúde não e ela é cara. E nós escolhemos aqui no contrato de gestão um grande parceiro que são os camilianos. Tem a expertise e competência e quem vai segurar a peteca aqui é ganho. Gleice, é ela que vai segurar a peteca aqui com a equipe e eu tenho certeza vai fazer um grande trabalho. E o Miguel Haddad com a gente e com esse esforço todo, esse novo mundo que nós estamos vivendo e um extraordinário ganho demográfico, o que não aconteceu em milênio aconteceu nos últimos 60 anos, antibiótico, a penicilina mudou o mundo. Antigamente se morria de gripe. A gripe espanhola matou, em 1918, 300 mil brasileiros. Matou, inclusive, o presidente da República. Morria de tuberculose. Era tudo moléstia infecciosa, criança morria de tétano umbilical. Hoje mudou tudo. Então, com esses novos avanços da ciência, nós vamos chegar a 100 anos de idade e as mulheres não morrerão mais.

Um abraço.