Discurso - Lançamento do Plano Paulista de Energia 20131807

De Infogov São Paulo
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Discurso - Lançamento do Plano Paulista de Energia

Local: Capital - Data:18/07/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos . Quero cumprimentar o deputado José Anibal, o secretário de energia, Mônika Bergamaschi da agricultura, Nelson Baeta, desenvolvimento econômico, Dr. Meireles de assuntos estratégicos, deputado federal Arnaldo Jardim, autor do projeto de lei que criou o conselho estadual de política energética, professor José Goldember, membro do conselho estadual de política energética do estado de São Paulo [ininteligível] quero saudar aqui todos os conselheiros. Deputado Barros Munhoz, líder do governo, ministro José [ininteligível] que nos alegra com a sua presença, o presidente da Cesp, Mauro Arce. O Dr. Fernando Landgraf, presidente do IPT, a Silvia Calou presidente da Arsesp, agencia reguladora. Dr. Milton Melo Santos, presidente da agência de desenvolvimento do estado, Desenvolve São Paulo. Prefeitos, aqui, quero saudá-los cumprimentando o prefeito da [ininteligível] o Manu, o legislativo saudando o vereador Aurélio Nomura. A Elizabeth Faria, presidente da Única, saudando todo o setor produtivo. Os membros do conselho estadual, representantes de entidades, a universidade, institutos de pesquisa, amigas e amigos. É uma grande alegria hoje. Estamos lançando aqui o plano estadual de energia, o plano paulista. Nós já temos muito a comemorar. O mundo tem 12,55 de energia renovável, o Brasil tem 45,5% e o estado de São Paulo 55,1%. O professor Goldemberg colocou bem, São Paulo esta para o Brasil como a Califórnia esta para os Estados Unidos. E nós queremos avançar mais, nossa meta até 2020 é chegarmos a 69% de energia renovável. Então, o plano estabelece como nós poderemos fazer para atingirmos esse objetivo. E de outro lado ir ao encontro da lei de mudanças climáticas, que é uma lei extremamente ousada no sentido dos seus objetivos de redução dos gases de efeito estufa e aí um conjunto de medidas que vamos avançando. Queremos o maior benefício do Pré-sal com um bom planejamento, por isso já instalamos, já esta criada na Baixada Santista o Parque Tecnológico lá da Baixada unindo a universidade. A USP levou para Santos a escola politécnica para Santos, então unir a universidade, os institutos de pesquisas, empresas, todos juntos para termos um maior beneficio e de outro lado estarmos aí na Vanguarda da Sustentabilidade, né? Do desenvolvimento sustentável. Então, o nosso plano hoje lançado estabelece metas importantes para a área de transportes. Hoje São Paulo é uma das cidades mais motorizadas do mundo, então nós temos metas importantes e o deputado Arnaldo Jardim colocou bem que nós fomos nos últimos anos, o Brasil, na contramão de uma grande conquista, nós somos o país do motos flexfel, do carro bi-combustivél, um exemplo para o mundo. E tínhamos um diferencial importante entre a gasolina e o álcool. A Petrobrás o governo congelou a gasolina durante um bom tempo e ainda acabou com a [ininteligível] então só São Paulo fez o caminho que me parece correto. Nós mantivemos os 25% do ICMS da gasolina e reduzimos o etanol para 12%, beneficiando o consumidor final. Então hoje no mercado interno brasileiro o consumo de etanol, uma energia limpa, renovável, verde, 70% é São Paulo, praticamente, em razão desse importante diferencial de natureza tributária. Então o nosso compromisso com a questão que 90% dos carros rodarem com o etanol, o nosso trabalho no sentido de aumentar em 10% a adição de biodiesel no diesel. Então fazer um trabalho no sentido de aumentar o etanol no carro flexfel no país inteiro, lutar para isso, por 10% a mais do biodiesel no diesel. A expansão do transporte elétrico aqui na região metropolitana. O metrô tem 74 km, nós temos hoje em obra 55 km, em obra e temos mais três licitações em andamento Linha-6 do metrô que saí de São Joaquim e vai até Freguesia do Ó e Brasilândia e lançando, já também licitada, a Linha-2 que vai de Vila Prudente até Tiquatira e vamos lançar também o metrô que a Linha que vai para São Bernardo do Campo. É um grande investimento. Em termos de trem nos compramos 105 trens, cada trem tem 8 carros, foram 840 carros novos, zero quilômetro, todos elétricos, VLT da Baixada Santista, Veículo Leve Sobre Trilhos, elétrico [ininteligível] do corredor de trólebus, elétrico, ou seja, substituí o combustível fóssil por eletricidade. Um grande investimento em transporte de alta capacidade e qualidade na região metropolitana. Aliás, nós estamos transportando hoje de trem e metrô 7,8 milhões de passageiros viagem/dia. É 72% do Brasil. O Brasil inteiro tem 28% de passageiros, tem capital que há 15 anos esta construindo metrô nunca transportou uma pessoa, nós transportamos por dia 7,8 milhões passageiros viagem/dia. Além disso, a questão da carga, diminuiu o transporte por diesel, por caminhão. A hidrovia Tietê/Paraná que tem 2400 km estamos substituindo todas as pontes. Assinamos com a presidente Dilma um convênio de R$ 1,7 bilhão na hidrovia e ela será estendida até Piracicaba, o distrito de [ininteligível] e aí encaixa na ferrovia, vai direto para o porto de Santos. Há uns 10 anos atrás a gente levava seis meses para uma ponte ficar uma ponte para hidrovia implodindo o meio da ponte, hoje é feita a interrupção em 14 dias. Constrói a ponte na margem, encaixa do lado, implode a antiga no meio, ela passa para o lugar da outra, já está até asfaltada quando ela é colocada. Em duas semanas e a interrupção da rodovia para substituir a ponte. O derrocamento da hidrovia e as novas barragens para a hidrovia chegar em Piracicaba. E na segunda fase, ela virá para Salto, também no Rio Tietê. A carga por ferrovia, terminando os estudos do ferroanel, para faze junto com o rodoanel norte. O governo federal economizará R$1,4 bilhão fazendo a asa norte do ferroanel junto com o rodoanel, tira também caminhão. E dutovia, porque todo álcool... Nós somos o maior produtor de álcool e açúcar do mundo, o estado de São Paulo, todo álcool de caminhão para Santos. Já está pronta a dutovia entre Ribeirão Preto até Paulínia, prontinha; nós até já assinamos retirando o ICMS do lastro do álcool. Imagine o quanto de álcool vai estar dentro do tubo entre Ribeirão e Paulínia; então não tem sentido cobrar o imposto daquele álcool que vai ficar no lastro do sistema, então nós tiramos todo o ICMS. Então a dutovia, as dutovias vão crescer muito, ferrovia, hidrovia e essa integração dos vários modais. Depois queria destacar também a questão das nossas hidroelétricas, a CESP está saneada, recuperada, melhorando a eficiência da sua produção de hidroelétrica. A EMAE com novas PCHs, o lançamento do mapa eólico, nós temos as maiores fábricas de [ininteligivel], de motores aqui em Sorocaba e em muitas cidades. Energia solar, hoje todos os conjuntos habitacionais da CDHU, todos vêm com energia solar nas casas. Aqui no futuro parque, do lado do Villa Lobos, nós vamos ter um parque novo, Cândido Portinari; nos dois parques nós teremos energia solar fotovoltaica. Queria destacar muito a biomassa. José Aníbal deu um dado importante: hoje já produzimos cinco mil megawatts, poderemos chegar a doze mil, sete mil; Belo Monte produzirá seis e quinhentos. É mais do que Belo Monte, dentro aqui de São Paulo, aqui dentro de São Paulo através de biomassa. Um, grande esforço também... Nossa meta é ter ganhos de eficiência na área industrial, 5%; e na energia residencial, 10%. Então, tiramos também o tributo para modernização das usinas para produzir energia por biomassa, retrofit, novos equipamentos também para a área eólica e para a área fotovoltaica. Mas eu quero é reiterar aqui o nosso compromisso no sentido de estarmos na vanguarda, e quero agradecer a participação do conselho de política energética. Quem ouve mais, erra menos; governo moderno é aquele que interage , não impõe, mas ele dialoga, discute, interage, ouve para poder acertar mais. E o compromisso de São Paulo com a susbtentabilidade; nós não devemos ser imediatistas, mas devemos ter a sustentabilidade e aproveitar o conhecimento, a ciência, a universidade, a pesquisa para promovermos esse desenvolvimento do nosso estado. Quero fazer um agradecimento muito especial para o professor Godenberg. Professor, quando era o nosso secretário de meio ambiente, nós reinauguramos a estrada velha de Santos, tão cantada em prosa e versa pelo Roberto Carlos, 'as curvas da estrada de Santos'. E descemos a pé, 14 km, e o secretário dos transportes – na época, um fumante inverterado – depois de cinco minutos de caminhada pediu uma van. E o professor Godenberg chegou depois de 14 km, lépido lá em Cubatão né. Mas, saudar né, é um orgulho para a gente tem um professor, um cientista, um homem público com a experiência e o espírito público do professor Godenberg. Muito obrigado. Agradecer ao Zé Aníbal, fazendo um belíssimo trabalho na Secretaria de Energia; agradecer ao Arnaldo Jardim, que como deputado estadual, homem de visão, há onze anos atrás foi quem aprovou a lei aqui do conselho de política energética. E tudo o que nós precisamos é de energia limpa, renovável para o desenvolvimento sustentável de São Paulo. Muito obrigado.