Discurso - Lançamento do edital de Parceria Público Privada (PPP) para a unidade da FURP de Américo Brasiliense 20132005

De Infogov São Paulo
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Discurso - Lançamento do edital de Parceria Público Privada (PPP) para a unidade da FURP de Américo Brasiliense

Local: Guarulhos - Data:20/05/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar o professor Giovanni Guido Cerri, secretário de estado da saúde; o deputado federal Carlos Roberto; Dr. Flávio Vormittag, presidente da FURP; Paulo Tokozumi, prefeito de Suzano; o Acir Filó, prefeito de Ferraz de Vasconcelos; o João Roberto Rocha Moraes, secretário municipal do governo, representante do prefeito de Guarulhos; Sebastião Almeida; a Teresinha de Jesus Andreoli Pinto, presidente do Conselho Administrativo da FURP; Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos; coronel Glauco, comandante da região; conselheiros; toda a equipe aqui de colaboradores; amigas e amigos. Nós temos dois fatos aí importantes nesses 39 anos da FURP, o primeiro é a fábrica de Américo Brasiliense, que amanhã, hoje tá sendo assinado a PPP e o setor privado deve investir lá na fábrica R$ 150 milhões, pagará o aluguel e vencerá a licitação quem nos fornecer os medicamentos por menor preço. Essa PPP é uma Parceria Público Privado importante que vai trazer um grande investimento para o estado. Ela estará no Diário Oficial amanhã, tem 60 dias para consulta pública, e depois de 60 dias é publicado o edital. A segunda, o segundo fato importante é esta fábrica aqui de Guarulhos, eu conversava com o Dr. Flávio Vormittag, essa é uma indústria que produz bastante, mas de baixo valor agregado, então ela não fatura R$ 200 milhões por ano, R$ 190 milhões, R$ 195 milhões por ano. Nós vamos deixar Américo Brasiliense com a parte de genérico, e aqui alta tecnologia e alto valor agregado, então faturamento aqui da FURPS de Guarulhos, que é de menos de R$ 200 milhões, o ano que vem ela deve faturar a mais de medicamentos, R$ 394 milhões, o ano que vem só, produzindo medicamentos importantíssimos, né, de grande valor agregado e de alta tecnologia. E mais R$ 126 milhões já o ano que vem, em produtos para a saúde. O COE que é micromola de platina para embolização de aneurisma cerebral, equipamentos importantes para cirurgia de aneurisma cerebral; DIU, dispositivo intrauterino e aparelho auditivo. Então, somando os dois, a FURP deve faturar o ano que vem R$ 520 milhões a mais, quase que triplica. Estou certo [ininteligível]? Quer dizer, a FURP aqui fatura em torno de menos de R$ 200 milhões e com esses PDPs, né, PDP é Parceria do Desenvolvimento Produtivo, então com os PDPs nós deveremos dar um salto, passando de 200 para praticamente R$ 600 milhões em medicamentos e mais R$ 126 milhões em equipamentos, né, aparelhos auditivos, aparelho, dispositivo intrauterino, ou para cirurgia de embolização de aneurisma cerebral. Então, serão perto aí de R$ 520 milhões a mais, né, quer dizer, é um salto histórico, e alta tecnologia, quer dizer, produção de medicamentos de tecnologia mais de ponta aqui para São Paulo. Então a gente fica muito feliz, queria cumprimentar aqui o professor Giovanni Cerri, nosso secretário da saúde; agradecer ao nosso ex-diretor, o Goldmann que tá aqui conosco. [ininteligível], é meio parecido, né? E agradecer ao nosso presidente, cumprimentar aqui todos vocês, nós temos um grande dever, a FURP ano que vem vai completar 40 anos, então ela precisa completar 40 anos ainda mais forte, no sentido de produzir mais, medicamentos de alta tecnologia, de grande valor agregado, isso faz a FURP crescer, que é muito bom para toda a família aqui, toda equipe aqui da FURP, bom para São Paulo, vai ser o principal laboratório público de medicamentos da América Latina, e de outro lado é bom para ciência. Se a gente for verificar, o mundo moderno teve grandes conquistas, né, veja a tecnologia, quem tinha um celular há 20 anos atrás? Ninguém tinha. E quem tinha, se caísse no pé quebrava o pé, porque era um tijolo, né? Hoje você pega um aparelhinho desse tamaninho, é impressionante a capacidade. Mas, eu diria que o avanço da ciência mais importante foi na química, foi nas moléculas. Em 1918, morreram no Brasil 300 mil brasileiros de Gripe Espanhola, até o presidente da república morreu, Rodrigues Alves, morreu que nem o Dr. Tancredo, ele foi eleito e não tomou posse no segundo mandato, morreu em 1918 de gripe espanhola. As pessoas morriam de tuberculose. Porque que Campos do Jordão chegou a ter 16 sanatórios? Porque não tinha tratamento, então tinha que levar a pessoa para um local alto, frio para ver se o bacilo de coque proliferava menos e se a pessoa podia viver um pouco mais. Então antibiótico, a penicilina mudou o mundo, mudou o mundo, as pessoas se... Aqui em Guarulhos você tinha um sanatório [ininteligível] as colônias, pegava famílias inteiras e ficava numa fazenda presa, porque não tinha tratamento para hanseníase. Então o avanço da ciência, da química, da molécula, né, o avanço cientifico possibilitou esse extraordinário ganho de vida. Em 1940 as pessoas viviam quantos anos? Expectativa de vida média, vivia 43 anos no Brasil, 43 anos, pessoas morriam muito jovens. Se pegar o império romano, a expectativa de vida era 26, 27 anos. Hoje a expectativa de vida média no Brasil é 73, São Paulo 75, se passar dos 30 sai da vulnerabilidade juvenil e vai para mais de 80, se for mulher não morre mais, né? As mulheres vivem mais do que nós homens, não é isso? Porque que mulher vive mais do que homem? Quero cumprimentar o nosso sempre deputado, professor Antônio Veronesi, chanceler aqui na universidade aqui de Guarulhos, muito obrigado pela presença. Porque que a mulher vive mais? Marido bom. Qual a primeira causa de mortalidade, porque que se morre? Primeiro, a principal, coração e grandes vasos. Os hormônios femininos, estrógeno e progesterona protegem mais o sistema cardiovascular, então até a menopausa, os homens tem muito mais problemas cardíacos do que as mulheres. Depois, mas sempre tem uma proteção maior. Segunda causa qual é, de morte? É câncer, e está aumentando, porque o câncer é uma doença ligada a idade. Porque que antigamente não tinha tantos casos de câncer? Porque as pessoas morriam cedo, não dava tempo, né, o câncer é mais para idade, então a segunda é câncer. Quem tem mais, homem ou mulher? É igual, só varia o órgão, né? Mulher, a mama, depois pulmão, se for fumante, se não tubo digestivo. Homem, próstata, pulmão se for fumante, senão tubo digestivo. Aliás, o primeiro é pele, né, mas é que pele é difícil matar, porque a maioria são carcinomas que não dão metástase, então não é tão grave, mas é o primeiro em termos de incidência. Mas o fato é que o avanço da química fez a expectativa de vida do mundo disparar, então antigamente uma pessoa com 50 anos, 60 anos era idoso, hoje é um broto, né? Está certo, mudou, mudou totalmente. Aliás, quem é idoso? Idoso é quem tem pelo menos 10 anos a mais do que nós. Para quem tem 40 e quem tem mais de 50, quando chegar nos 50 é quem tem mais de 60. Quando ele chegar nos 60 é quem tem mais de... Vi sempre empurrando. E esse grande avanço se deveu a química, se deveu a (ininteligível), as moléculas, é impressionante a eficácia, né, do avanço da ciência. Está em um outro mundo, no mundo a gente pode viver mais e viver melhor, mas há necessidade de investimento, pesquisa, pesquisa de ponta, e São Paulo subiu nos termos aqui, quantos por centos a indústria farmacêutica no estado de São Paulo? Mais de 55%, então o país da indústria farmacêutica está em São Paulo, mas nós temos que suar a camisa para não perder essa pole position, e a FURP não pode, uma fundação com essa expertise, só produzir valor agregado baixo, ele produz muita quantidade, mas ainda é pouco, então a grande mudança é essa, nós vamos passar de 190 milhões de faturamento, no ano que vem para perto de 700 milhões de faturamento, e casando os novos PDTs de medicamentos e de produtos para saúde, tanto aí na ponta da tecnologia e do valor agregado. Mas quero deixar um grande abraço e cumprimentá-los todos pelo trabalho, muito obrigado!