Discurso - Lançamento dos Planos de Despoluição da RMSP e Requalificação Urbana e Social das Marginais do Sistema Tietê-Pinheiros 20131504

De Infogov São Paulo
Revisão de 12h28min de 18 de junho de 2013 por Biacotrim (discussão | contribs)
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Lançamento dos Planos de Despoluição da RMSP e Requalificação Urbana e Social das Marginais do Sistema Tietê-Pinheiros

Local: Capital - Data:15/04/2013

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde. Boa tarde a todas e a todos. Quero saudar o diretor do Movimento Brasil Competitivo, Dr. Erik Sasdelli Camarano, agradecendo a grande parceria com essa Ocip que é um exemplo de reunir lideranças, né, para bons projetos, muito obrigado. Agradecer ao Carlos Alberto Sicupira, o fundador e conselheiro da Fundação Brava, também grande parceiro nosso; os nossos secretários do estado, Edson Aparecido, Bruno Covas, Edson Giriboni, José Anibal, João Carlos Meirelles, Andrea Calabi e o coronel Marco Aurélio; deputados estaduais, Rita Passos, Roberto Tricoli e Aldo Demarchi, Ricardo Teixeira, secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, representando o prefeito da capital; Rodolfo Costa e Silva, coordenador do comitê executivo; prefeitos aqui presentes, abraçando o prefeito de Vargem Grande Paulista, o Roberto Rocha; o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, a ABES, o Dante Ragazzi Pauli; Camil Eid, presidente do Instituto de Engenharia; Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica; Nádia Paterno, diretora da Divisão de Energia e Saneamento da Fiesp; Bruna Lombardi; saudando aqui todos os artistas, ativistas ambientais; agradecer aqui a Fundação Brava, a JHSF, a Globo, as parceiras iniciais com o Movimento Brasil Competitivo nesse trabalho e dizer o seguinte: nós pensamos, pensamos, qual seria o projeto mais significativo pra São Paulo, pra gente fazer essa parceria com o MBC no sentido de estabelecermos aqui uma ação conjunta, com metas, objetivos, datas, resultados, cobrança, transparência, e que fosse importante pra todo o nosso estado. E aí, chegamos à conclusão que é o Rio Tietê, esse rio que nasce aqui do lado, ao invés de ir pro mar, não é que ele seja do contra, mas ele vai pro outro lado, vai pro interior de São Paulo porque é a favor de São Paulo, desagua lá no Paranazão. A cidade nasceu em torno do rio, se a gente for ali na 25 de março, tem a Ladeira Porto Geral, e não é a toa, é porque ali tinha um porto, né, era o porto, as águas do Tamanduateí, as várzeas ali do Tamanduateí. Aqui no Pinheiros tinha navegação pra levar a mercadoria pra Santo Amaro, lá no Tamanduateí pra trazer as mercadorias do ABC, a cidade nasceu entre rios, né, e o rio faz parte da cidade. Lamentavelmente a questão do esgoto, da poluição, e a ocupação desordenada do solo, especialmente das várzeas fez com que nós estivéssemos o grave problema de enchentes, e de outro lado o rio poluído. Então, o esforço é recuperar. Então, primeiro a questão da enchente, uma grande obra que terminou em 2005, que foi o rebaixamento da calha do Tietê desde a Barragem da Penha até o Cebolão, são 24km de aprofundamento de três metros de profundidade com 14m de largura, explodimos até rocha lá, e com isso aumentou muito a capacidade de reservação do Tietê. Voltamos a batimetria original agora no fim do ano passado, né, Geriboni, tiramos cinco milhões de metros cúbicos de material assoreado, do Pinheiro, do Tietê e na circunvalação do Parque Ecológico, e completamos o segundo ano sem enchentes. E não vou dizer que nós não teremos mais enchente mantendo a batimetria, mas o prazo de recorrência é 100 anos, o Tietê mantido a batimetria, limpo na batimetria do rebaixamento da calha, só sairá da calha com uma enchente a cada 100 anos, do ponto de vista histórico e do ponto de vista de engenharia. Nunca se faz uma obra pra não dizer que não há hipótese, mas o prazo de recorrência é de extrema garantia, e uma obra de extrema importância. E os piscinões, que são as várzeas modernas, porque a várzea foi ocupada, todo mundo sabe que no verão o rio sobe e alaga a várzea, não tem mais várzea, vai alagar a pista; marginal, a casa das pessoas, indústria, comércio; vai alagando tudo. Então, piscinão é a várzea moderna, é uma gambiarra muito cara, mas que ajuda, porque naquele pico da chuva segura a água, depois que passa a tempestade, bombeia a água de volta pro rio. Nós não tínhamos nenhum piscinão, hoje temos 31 piscinões e estamos fazendo uma PPP, uma Parceria Público Privada, pra fazer mais piscinões e a manutenção dos piscinões, manter limpo, máquinas em dia, bomba, segurança, manutenção e os novos piscinões. Depois as eclusas, todo mundo lembra, não todo mundo, mas os carecas como eu lembram que quando se passava na Marginal do Rio Tietê, tinha aquelas montanhas de lama e pneu na beira da margem do rio. Por quê? Tem que tirar todo ano, 500 a 600.000m³ de material assoreado, vai tudo pra dentro do rio: sofá, motocicleta, pneu; aí tem que tirar. E areia, porque muita energia, a água chega muito depressa pelo asfalto e arrasta tudo isso. Tira, põe na margem do rio, e de madrugada caminhão levando embora, nunca mais se viu o caminhão e nem aquelas montanhas, e essa cidade ganhou um jardinzinho, estreitinho ali, meio apertadinho, mas ganhou. Então, quem passar na Marginal vê que tem vedélias, flores e pequenas árvores da Mata Atlântica. Por quê? Porque hoje todo o material assoreado é tirado por barcaça, tem uma eclusa no Cebolão, que foi feita, então a barcaça vem, faz a eclusagem e vai embora pra Carapicuíba e de lá vai o destino do material assoreado, inclusive a areia é reaproveitada. Nós vamos fazer agora a segunda eclusa, que é na Penha, e vamos prolongar a hidrovia lá pra Itaquaquecetuba, só o que nós vamos economizar de transporte do desassoreamento da circunvalação do Parque Ecológico, que vai ser um piscinão natural, nós vamos pagar a eclusa, então já tá sendo licitada a eclusa, vamos ter a segunda eclusa, estamos fazendo gradativamente uma hidrovia aqui, e tornar o rio, a enchente mais difícil. Depois recompor a várzea que pertence ao rio, então, Parque Várzeas do Tietê, já tá licitado pelo BID, financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da Barragem da Penha até o Rio Três Pontes, divisa com Itaquaquecetuba, ali vão remover duas mil casas, que estão em área de risco, e vamos tirar o aterramento pra voltar o rio natural. E teremos ciclovia, campos de futebol, áreas de lazer, áreas de convivência, áreas verdes, no Parque Várzeas do Tietê, na segunda etapa vai até Suzano, e na terceira etapa vai até a nascente do rio em Salesópolis. E aqui, e junto com essas ciclovias aqui no Pinheiros, a ligação da USP com o Parque Villa Lobos. A ciclopassarela que o Edson e o Rodolfo falaram, uma gigantesca de uma ciclopassarela, que vai interligar a USP com o Parque Villa Lobos, inclusive, derrubar o muro da USP para integrar melhor a USP ao Rio Pinheiros. De outro lado, estamos ampliando a ciclovia pela primeira vez na margem esquerda do Pinheiros, junto com a Bayer, que nos financiou, nos deu, totalmente paga por ela, uma ponte sobre o Canal do Guarapiranga e nós vamos então ter uma grande ciclovia, inclusive os trabalhadores da fábrica vão poder ir de bicicleta e na margem esquerda, na margem de cá do Rio Pinheiros. E o grande desafio nosso é esgoto. Eu estava verificando aqui os estudos aqui da CETESB, o rio nasce em Salesópolis, qualidade da água, ótima, até Biritiba; Salesópolis e Biritiba. Aí, Mogi das Cruzes e Suzano, já recebe uma carga brutal de esgoto “in natura”, não tratado, e já cai para ruim. Aí vem, Itaquaquecetuba, Guarulhos. Guarulhos tem 1.200 milhão de pessoas, e aí quando entra em São Paulo, péssima; aí, vem péssima até Pirapora do Bom Jesus, então durante as várias tomadas aqui de São Paulo, está péssima. Quando chega aqui em Barueri, quando chega em Pirapora - acho que o santo também é forte, não é? “Bom Jesus de Pirapora”- passa de péssimo para ruim, e vai ruim; Pirapora, Salto, Tietê, Laranjal. Botucatu a água já está boa, em Botucatu. Aí Botucatu, São Manuel, Barra Bonita, Ibitinga; ótima. E aí, ela vai ótima até Bacia do Prata. Eu coloco isso porque o grande desafio nosso está aqui na região metropolitana, onde o rio tem pouquíssima água, pouquíssima água, é rio de cabeceira, nós estamos a 700m de altura, com 22 milhões de pessoas. Então quando comparam ao Sena, ao Tâmisa, é uma comparação inadequada, porque o Tâmisa e o Sena são rios de foz, beira, pertinho do mar, muita água, então dilui tudo. Se São Paulo estivesse lá em Panorama, na beira do rio, no baixo Tietê, não tinha poluição, estava tudo diluído. Acontece que tem uma terceira metrópole do mundo a 700m de altura do mundo sem água, o Rio Tietê quando passa aqui é um córrego quase, muito pouca água para diluir todo o esgoto. Então o trabalho é redobrado, então nós estamos avançando bastante, passamos de 24% de esgoto tratado na região metropolitana pra 70%, e agora a meta é chegar a 100% de esgoto coletado, 100% de esgoto tratado. O estado de São Paulo, eu estava vendo uma matéria no Globo Ecologia de sábado, bem cedinho, 6hs30 da manhã. Então estava lá no Globo Ecologia, uma tomada. O Brasil no ritmo que vai, ele terá o saneamento universalizado, no ritmo atual em 2196. O estado de São Paulo terá universalizado o saneamento no interior, os municípios operados pela Sabesp, a maioria esmagadora, no ano que vem, 2014; em 2016, o litoral de São Paulo; e 2019 a região metropolitana de São Paulo. Em seis anos, se Deus quiser, nós teremos o estado 300%: 100% de água tratada, 100% do esgoto coletado e 100% de esgoto tratado. Então, é um esforço grande, nós queremos ser cobrados, queremos eficiência e queremos transparência. Então, tivemos a humildade e a sabedoria também de ir buscar um grande parceiro que é o Movimento Brasil Competitivo, quero agradecer aqui todos os que colaboram, patrocinam, essa Ocip, pra trabalhar conosco, dizendo: “Olha, isso aqui precisa acelerar, isso aqui não está cumprindo, isso aqui está indo bem, e a gente fazer um acompanhamento permanente desse trabalho. O rio é maravilhoso, todas as cidades nossas nasceram, a vida se deu em torno dos rios, Piracicaba, a grande cidade; Pindamonhangaba, em tupi-guarani quer dizer “local que se fabricam anzóis”, os rios os índios viviam da pesca. Tem um filme muito bonito, um filme de animação para adultos, que foi lançado agora há uma semana, chamado “Uma história de amor e fúria”, então conta um pouco a história do Brasil, começa em uma briga entre tupinambás e tupiniquins; depois passa pela balaiada no Maranhão; passa pelo período a ditadura militar e vai indo, e chega em 2100, e a briga é pela água. O problema é água, água. Então nós temos que recuperar as nossas bacias, os nossos recursos hídricos, Sustentabilidade, Meio Ambiente e essa é uma tarefa de todos. Começou lá atrás, né, um projeto de mais de 20 anos, mas que se nós perseverarmos, tivermos bons parceiros, nós vamos avançar. Então eu quero agradecer aqui a todos os secretários, cumprimentando o Edson, o Rodolfo, e especialmente o Movimento Brasil Competitivo, e principalmente a presença de vocês! Quem tem um feeling como esse aqui de São Paulo, vai marcar gol e eu quero acrescentar que esse é o ano do peixe, não é? Um Abraço!