Discurso - Liberação de recursos do Programa Microbacias II Acesso ao Mercado - 20122109

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso na Liberação de recursos do Programa Microbacias II Acesso ao Mercado

Local: Capital - Data: 21/09/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde a todas e a todos. Saudar a doutora Mônika Bergamaschi, secretária de Agricultura e Abastecimento; o doutor José Carlos Rosset, coordenador da CAT; [ininteligível] Meireles, diretor da FAESP e do CNPT; e quero saudar aqui o doutor Fabio Meireles, nosso presidente; prefeito de São Miguel Arcanjo, Antônio Mossin; prefeito de Ribeirão do Sul, José Carlos Martins; prefeito de Tambaú, o Antônio Agassi; João Fidélis, presidente da Federação das Associações de Produtores Rurais das Microbacias do Estado de São Paulo. Cadê o João Fidélis? Está aqui.Dá uma cadeira para o João Fidelix, senta lá com o pessoal. João Fidélis, cumprimentando toda federação; o Marco Antônio Miziara, gerente de mercado do Banco do Brasil, quero saudá-lo também, muito obrigado Marco Antônio; Emílio [ininteligível], presidente da Associação Brasileira do Associetivismo, muito obrigado, cumprimentar aqui o Emílio. Sérgio Lange, muito obrigado pelo café, presidente da Associação dos cafeicultores de montanha; o Francisco Takahiro Yamashita, muito obrigado pelas lembranças, presidente da Cooperativa Agrícola SulBrasil de São Miguel Arcanjo; os presidentes de Associações e Cooperativas, técnicos da área agrícola, agricultores. É uma grande alegria recebe-los aqui hoje. Nós estamos dando um passo importante, porque o grande desafio da agricultura familiar e da agricultura em geral é renda. O agricultor sabe trabalhar, gosta de trabalhar, acorda cedo e trabalha duro. A nossa tarefa é melhorar a sua renda, fazer com que ele possa ter uma renda melhor. O Sérgio Lange colocou uma coisa importante, que é qualidade, nós podemos ter qualidade. Eu perguntava a ele quanto custa uma safra de café, quatrocentos e poucos reais. Café de qualidade como é das altas montanhas da Divinolândia, mais de mil reais. Então uma boa alternativa, a primeira é qualidade, a outra é agregação de valor, você procurar agregar mais valor para ter mais renda. E a outra, é união, associativismo e cooperativismo para ter acesso ao mercado, porque se não o produtor trabalha, trabalha, trabalha e tem renda pequena. E quem comercializa e põe no mercado, tem renda grande só fazendo a transação. Então é você dar mais um passo, não dá para todo mundo fazer tudo, então o associativismo e o cooperativismo permitem através dessa união, você tem escala, tem força, tem acesso ao mercado e tem mais renda. Eu fico muito feliz, e nós estamos aqui nesse programa, Dra. Mônica explicou, colocando um subsídio importante, quer dizer, o governo tá apoiando, com o primeiro programa de Microbacias I, procurou melhorar o solo. Então, a recuperação das bacias hidrográficas, então curva de nível, terraciamento, recomposição de matas ciliares, destino adequado das águas, calcariamento, ou seja, tratou dos solos e das microbacias. Esse segundo programa, Microbacias II, é renda, acesso ao mercado, aí apoiar as cooperativas, associações, bons projetos de agregação de valor, estradas rurais pra fazer escoamento dessa produção, nós vamos investir muito em estrada rural, e descensão rural, assistência técnica. Ninguém sabe tudo, então a gente traz bons técnicos pra nos apoiarem nesse trabalho, nós vamos reforçar muito [ininteligível], a assistência técnica. Então, por exemplo, esse projeto aqui de Divinolândia, e eu sou consumidor, viu, Sérgio, todo dia o pessoal que trabalha comigo sabe, eu fui agora a Cubatão, eu tô chegando de Cubatão, porque hoje 21 de setembro é dia do quê? Da árvore. Quem instituiu o Dia da Árvore? João Pedro Cardoso, um engenheiro agrônomo. Onde nasceu João Pedro Cardoso? Cidade mais importante do Brasil. Pindamonhangaba. Olha, acertou! João Pedro Cardoso é meu conterrâneo, ele plantou uma árvore, uma palmeira, há oitenta anos atrás em Araras, no dia 21 de setembro. Hoje é o Dia da Árvore. Aqui na Mata Atlântica, a Mata Atlântica é aquela que é logo após o mar, né, Oceano Atlântico. Então, você tem a costa brasileira desde o Chuí, lá no Rio Grande do Sul, até o Oiapoque, lá no Amapá. Então, toda a costa brasileira tem uma mata do lado da costa, né, que é do lado da praia até a serra, que é a Mata Atlântica. Infelizmente, ela foi devastada, então só sobrou de Mata Atlântica no Brasil, 8% só; no estado de São Paulo, o dobro, 15% quase, um pouquinho mais até de Mata Atlântica. E nós estamos recuperando. Então, aqui na descida da serra pra Santos, para o litoral, as estradas antigamente demoravam muito, então quando foi fazer a Anchieta, demorou quinze anos. Então, os trabalhadores vinham e moravam ali do lado da estrada, mulher, tinham crianças, ficava família, então pra fazer Anchieta, tem o chamado bairros cota. Então, ficou uma turma na cota noventa e cinco, noventa e cinco metros acima do mar, um monte de casa; cota duzentos, um monte de casa; cota quatrocentos, plena Serra do Mar, e tudo na área do Parque da Serra do Mar. O que nós estamos fazendo em área de risco, porque tem deslizamento, soterramento, estão transferindo as famílias para áreas seguras lá em Cubatão, três conjuntos: Parque dos Sonhos, Ruben Lara e Parque Harmonia. Transfere as famílias, dá o apartamento, entrega a chave e recompõe a mata atlântica. A mata Atlântica tem oito mil espécies diferentes, é a maior biodiversidade do planeta. Então nós começamos hoje, nós vamos plantar um milhão de árvores, Pau Brasil, Pau [ininteligível],Canela, Jatobá, Manacá da Serra, todas as árvores da Mata Atlântica, que é o dia da árvore. E, fico feliz de nessa data tão importante, a gente está apoiando os agricultores. O Lange, o Sérgio Lange falava aqui da qualidade e a associação dos cafeicultores de montanha, que é café de muita qualidade, é o projeto de R$ 1, 142 milhão. Esse projeto será pra certificação do café, instalação de equipamentos de reconstrução de unidade física, construir lá a unidade, instalação de equipamento de benefício, embalagem do café, armazenamento do café para obter melhor qualidade, e com vistas à exportação, inclusive. A Associação está pondo R$ 342 mil, nós estamos colocando R$ 799 mil, ou seja, 70% de reembolso é o Governo e 30% o agricultor. Então um projeto de R$ 1. 142 milhão, nós estamos ponto R$ 799 mil e a Associação entra com uma contrapartida, ela faz um reembolso de 30%. A Associação cooperativa que tiver menos de 50% de agricultura familiar não entra, não pode entrar. Se ela tiver de 50 a 70%, ela reembolsa só 50%, nós pagamos a outra metade, não precisa pagar. E se ela tiver mais de 70% de agricultura familiar, só reembolsa 30%, nós arcamos com 70%. E outro exemplo que nós estamos assinando hoje aqui, a Associação dos cafeicultores, aliás, Cooperativa Agrícola Sul Brasil de São Miguel Arcanjo, packing-house, os produtos vão ser classificados, embalagem, armazenamento e distribuição no mercado de frutas, recebe a fruta, certifica, embala, armazena adequadamente e vai até o mercado final, para melhorar a renda. Então a cooperativa é o projeto de R$ 1,158 milhão. A cooperativa entra com R$ 358 mil e nós estamos cobrindo a fundo perdido com R$ 800 mil. E nos dois casos 70% o governo banca. A associação cooperativa entra com 30% e a exigência que tem a agricultura familiar. Com isso nós vamos melhorar a renda da agricultura familiar fazendo com que possa ter mais qualidade os seus produtos, melhor valor e agregar valor e você poder avançar. Mas eu dizia que estive lá em Cubatão e então fui tomar um café. Eu sempre vou no boteco, numa padaria ali por perto tomar um café. Eu sou um grande consumidor então do seu produto, viu, ô, Sérgio. Dos cafés de qualidade. Essa história de consumidor, o Tasso Jereissati conta que ia lá o prefeito, não é nenhum dos três ali, ia lá um prefeito do Ceará que gostava de uma purinha, né? Aí o Tasso falou para os amigos: “Ó, não deixa ele beber nada, porque hoje vai ter aí um comício, comício importante, vem muita imprensa, não deixa ele aprontar. Tomem conta dele”. Mas não teve jeito. Ele tomou umas. Aí chegou no comício e falou: “Dizem, prefeito, dizem que eu sou cachaceiro, mentira. Cachaceiro é quem faz cachaça. Eu sou consumidor”. Mas eu sou consumidor de café. Mas, olha muito feliz de recebê-los. Essa é a primeira chamada, né, Mônica? A primeira, nós vamos investir nesse programa U$ 130 milhões. O dólar tá dois? Dois. São R$ 260 milhões. É o melhor programa que tem, porque sem renda não tem agricultura. Não há hipótese de alguém ficar no campo, poder trabalhar se não melhora a sua renda. Esse é o bom caminho pra evitar o inchaço das cidades e pra gente poder avançar. E aproveitem enquanto vocês têm um governador agricultor familiar, que eu sou da área. Meu pai era veterinário, então eu até os 16 anos de idade eu o morei na zona rural, nunca morei na cidade. E em Pinda, minha cidade de Natal, onde eu nasci e minha família mora, eu não tenho casa na cidade também, só lá no sitiozinho. Quando jovem, Mônica, eu tinha horta com um pessoal lá da fazenda. E a gente vendia as hortaliças, alface, chicória, couve, tudo, para os restaurantes da beira da Dutra. A Dutra, a estrada Rio/São Paulo. Depois produzi frango, tive uma granjazinha pequenininha. Aí a gente matava o frango, limpava o frango, punha nas caixas e vendia em Aparecida, porque a terra de Nossa Senhora tem 150 pequenos hotéis. Então, eu tinha uma demanda muito grande. E lá na chacrinha eu cheguei a tirar leite, só que era pouca vaca, tirava uns 80, 90 litros e começou a secar. E o leito começou a baixar, com oitenta, sessenta, quarenta, quando chegou a vinte e cinco, o carreteiro, o caminhão do leite, falou lá pro Bidú que trabalhava comigo, falou: “Olha, fala pro Sr. Geraldo, que amanhã...”, chamava Ercid Miranda. “Ercid Miranda vai trazer açúcar e vai beber o leite aqui, não vai levar, né”? Mas, eu quero dizer depois da minha aventura com leite, eu gostava de gado Jersey, até hoje tenho uma vaquinha Jersey, e meu pai era um grande defensor do Jersey [ininteligível]. O Jersey é um animal que produz muito e come pouco, casco bom, né, casco muito bom, úbere perfeito, você corrigir úbere de uma vaca põe touro Jersey, precoce, dezesseis meses já tá cobrindo, longeva, vaca com dezessete crias, enfim. Então, eu tinha Jersey, e o meu vizinho era muito chique e tinha gado holandês de transplante de embrião, animais de exportação, coisa chique e tal. Meu compadre, eu batizei o filho dele. E o tourinho Jersey pulou a cerca e “tumba” na vaca, na vaca chique do vizinho. Aí, o vizinho ficou uma arara, né, aí meu compadre foi lá: “Pô, compadre, isso é um absurdo verdadeiro esse negócio de Jersey, isso aqui não tem competência pra criar holandês e tem vergonha de criar cabrito. Pare e pense [ininteligível]”. Bom trabalho a todos!