Discurso - Núcleo de Altos Temas Secovi - 20122509

De Infogov São Paulo
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Transcrição do discurso no Núcleo de Altos Temas Secovi

Local: Capital - Data: 25/09/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Cumprimentar o coordenador do NAT, o Romeu Chap Chap e a Dra. Ivone; o João Crestana, o Ricardo Iasbek, o Sérgio Mauadi e o Paulo Germanos, todos ex-presidentes do Secovi; Desembargador nosso acadêmico, José Renato Nanini; deputado federal Arnaldo Farias de Sá, nosso secretário de Estado; Linamara Batisttella e Andrea Calabi e Márcio Aith; Orlando Almeida, secretário do Município; Basílio Jafet, presidente do Capítulo Nacional da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias; Miguel Inácios, o Alexandre Marques Tirelli. E quero agradecer aqui a homenagem, muitíssimo obrigado fiquei muito honrado e feliz com a distinção; Ramalho da Construção, Ulisses Sales, Omar Milar, diretoria aqui do Secovi, dirigentes de entidades de classe, empresários do setor imobiliário, amigas e amigos. Primeiro cumprimentar aqui o NAT, o NAT nos dá um belo exemplo, diz que na vida não basta viver, é necessário conviver e participar, então eu fico muito honrado. Depois dizer da alegria, abraçar aqui o seu coordenador, o Romeu Chap Chap. Eu perdi a minha mãe com nove anos e em casa, mamãe tinha problemas de pulmão e em casa aprendi com meu pai um enorme carinho pelo Dr. Chap Chap, Dr. Alberto Chap Chap. Eu gravava na minha infância assim, aquele médico maravilhoso que num momento difícil de poucos recursos da medicina cuidou da minha mãe, e depois já adulto vim a conhecer o Dr. Chap Chap, só que não era o doutor da medicina, mas das casas. Sua Excelência a moradia né, o urbanismo Dr. Chap Chap e eu fico muito feliz aqui com o convite. Eu vou procurar com duas palavrinhas aqui até pra não cansá-los, algumas questões de São Paulo que me parecem relevantes. Então, a primeira aqui, eu me lembro que há vinte anos atrás, a gente dizia que São Paulo tinha o tamanho da Argentina, dizia olha, São Paulo tem o tamanho de país, São Paulo é uma Argentina, hoje nós temos, a população da São Paulo um pouquinho maior, mas o PIB do Estado de São Paulo quase o dobro o do PIB da Argentina e a renda per capita, em dólar também quase o dobro. Então, aliás, Linamara Batisttella, nós conversávamos a pouco agora na Paraolimpíada, 70% das medalhas da Paraolimpíada foi chamado time São Paulo. Se São Paulo fosse um país seria o oitavo do mundo na Paraolimpíada. Aqui o nível de investimento do estado nós estamos aí na faixa dos 20 bilhões de reais, incluindo aí investimentos do orçamento, empresas estatais e financiamentos. Aqui um slide que o Calabi gosta muito, que mostra o esforço fiscal do estado. Hoje o grande problema dos países do mundo é endividamento né, você separa os países que estão muito endividados e os que estão menos endividados. Além de responsabilidade fiscal, diz que a relação entre a receita corrente líquida e a dívida não pode passar de 2, nós estávamos em 2,27 aí o Senado nos deu até 2015 pra chegarmos a 2 e hoje nós estamos em 1,4 e numa curva cadente, 1,4. Tanto é que no último PAF, Programa de Ajuste Fiscal, o Governo Federal nos deu um espaço de 12 bilhões de novos financiamentos: Banco Mundial, BID, BNDS, CAF, Agência Japonesa, Jaica, para investimentos no estado. Então um forte ajuste fiscal, sem aumentar imposto, até reduzindo alíquotas, e que trouxe bons resultados. Aqui na área de ensino técnico e tecnológico, nós conversávamos a pouco de falta da qualificação profissional, então nós temos uma grande rede que são da rede do sistema Paula Souza, são 55 faculdades de tecnologia cursos de três anos, mais rápidos e todos eles com altíssima empregabilidade. Desde, vamos dar um exemplo, como o nosso tempo e o tempo de mudança veloz. Nós somos o maior produtor de cana do mundo, o Estado de São Paulo, teve até novela né, o cortador de cana, hoje desapareceu porque é quase tudo máquina, você não pode mais queimar e não podendo queimar não pode cortar manual, então máquina, sumiu, desaparece uma profissão, cortador de cana; em compensação nós temos uma Fatec em Pompeia, ao lado de Marília, essa Fatec o curso é tecnólogo em mecânica de agricultura de precisão. Esse curso só tem em Oklahoma nos Estados Unidos e aqui em São Paulo. Ou seja, essas máquinas modernas são tão sofisticadas que você tem que ter profissionais muito qualificados. E temos as chamadas ETECs, são cursos de um ano e meio, cursos mais rápidos de um ano e meio que são os chamados técnicos, não é, pós-médio. E o Via Rápida Emprego que são cursos de 80, 100 horas. Aqui mostra a rede de ETECs e FATECs espalhadas pelo estado inteiro, industrial, mecatrônica, autotrônica, toda parte industrial, agrícola, fazendas onde o aluno mora na fazenda, é internato, ele mora lá, estuda o dia inteiro toda a parte agrícola, e serviços, não é, temos muitos cursos técnicos de serviço. Aqui eu chamaria a atenção para as engenharias. Nós fizemos o entendimento das três universidades paulistas para ampliar as engenharias, então a USP levou para Santos, para a baixada a Poli, então a escola de engenharia da Poli que tem mais de, a Poli é 1990, aqui tem muito aluno da Poli aqui? 95, acho a Poli, né? 96. A engenharia da Poli é 1996... 1893, porque o IPT é de 1898 e foram os engenheiros da Poli que criaram o gabinete de resistência de materiais, que deu origem ao Instituto de Pesquisa Tecnológicas, 1893. A Poli levou a engenharia de petróleo e gás para a baixada santista, então temos hoje a Poli e a USP lá em Santos. A Unicamp criou vários cursos na área de engenharia de telecomunicação, engenharia de sistemas, engenharia ambiental, engenharia física, e a Unesp, 11 cursos. Nos campi da Unesp, engenharia agronômica, engenharia civil, engenharia de computação, enfim, são 11 engenharias. Então fizemos um esforço grande para aumentar as engenharias até porque engenheiro reduz custo, não é, que é tudo que o Brasil precisa. Aqui uma boa notícia, nós estamos vivendo mais e melhor, nós somos hoje com Santa Catarina o mais alto, mais alta expectativas da vida média do Brasil. A nossa expectativa de vida média, 74,8 anos de idade. Quem passa dos 30 sai da vulnerabilidade juvenil, então vai embora, aí vai para mais de 80 porque morre muito jovem em fim de semana, não de doenças, não é? Quando a gente fala 74,8, claro que as mulheres um pouco acima e nós um pouco abaixo. Um dia desse eu fui num clube da terceira idade na Vila Prudente, média de idade ali era uns 84 mais ou menos, umas 200 pessoas, só mulheres, os homens já tinham morrido todos. Aqui a queda da mortalidade infantil. O Brasil tinha em 1940, 140 mortes por mil nascidos vivos. Era comum uma mamãe dizer, tive cinco filhos, vingaram três. Morria muita criança. Hoje São Paulo é 11,5, boa parte dos municípios é um dígito que é nível europeu, quer dizer, 8, 9, nível europeu. A maior causa hoje é... antigamente era moléstia infectocontagiosa, era o Jeca, gastroenterocolite aguda, aquelas diarreias, vômitos, a criança desidratava, pegava infecção acabava morrendo. Hoje tem um pouco de prematuridade. Então, se os nossos colegas médicos ajudarem não fazendo tanta cesariana, nós conseguimos reduzir um pouco da prematuridade e ainda abaixa aqui mais depressa. Mas estamos aqui caindo de novo junto com Santa Catarina os menores índices do Brasil. Aqui é homicídio. Nós tínhamos em 1999, 35,2 homicídios por 100 mil habitantes, ou seja, em 1999 morreram 12.800 pessoas por homicídios. A primeira causa de morbimortalidade no mundo, de doença e morte, é coração e grandes vasos, em queda. Aliás, muito mais do que os hospitais chiques e os médicos, bons hábitos fazem muita pela saúde. Cigarro mata no mundo 3,4 milhões de pessoas, a vida sedentária mata 3,8 milhões de pessoas. A falta de exercício, de ginástica, a vida sedentária mata mais que o cigarro. E isso são bons hábitos, apenas bons hábitos. A primeira causa é coração e grandes vasos, a segunda câncer, a terceira não é doença, a terceira é causa externa e acidente, e a primeira causa externa era homicídio, era tiro, arma de fogo, hoje a primeira causa externa de morte em São Paulo é acidente rodoviário. Pela primeira vez os acidentes de moto, de carro, atropelamento superaram os homicídio porque nós saímos de 12 mil para 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5... o ano passado foi 4.300 homicídios. Claro que furto e roubo é mais complicado, chamado crime desorganizado, ou seja, grandes cidades, mal ocupação urbana, mas os crimes contra a vida, latrocínio e homicídio tiveram uma queda enorme. O Brasil tem 24 homicídios por 100.000 habitantes, São Paulo tem 10. A Organização Mundial de Saúde diz que acima de 10 é epidemia. Você tem caráter epidêmico, então tem que tá abaixo de 10. O Brasil tem 24. Algumas capitais brasileiras são 60 homicídios por 100.000, 70, 80. Alguns países, o México divida com Estados Unidos, do Norte do México é 140, 130 homicídios por 100.000 habitantes. Aqui um pouco sobre mobilidade urbana. Nós temos 42 milhões de pessoas no estado em 250.000 quilômetros quadrados, metade, 21 milhões em 250.000 km, esparramado pelo estado inteiro. E a outra metade, 21 milhões em 8.000 quilômetros quadrados. É a terceira metrópole do mundo. A Grande Tóquio com 30 milhões, a Grande Nova Délhi, na Índia com 22 milhões, a Grande São Paulo com 20 milhões em 8.000 quilômetros quadrados. O mundo moderno como disse aqui o Cláudio Bernardes, ele é urbano, porque o emprego tá na cidade, você mecaniza a agricultura mecanizada. A indústria robotizada, emprego cada vez mais em serviços e isso é típico das cidades. E metropolitano, porque isso será bom se nós conseguimos ter ciência, mobilidade, qualidade de vida. Água, esgoto, escola, hospital, mobilidade. Então, nós queremos fazer de São Paulo a capital Latino-americana do transporte de qualidade sobre trilhos; trem, Metrô e o monotrilho. Todos os investimentos grandes do Estado vão ser nessa área. Então, aqui nós temos o Metrô, nós vamos mostrar em seguida. Nós estamos comprando pela CPTM... O Brasil teve um ano que produziu a 20 anos atrás, zero carro de trem pra passageiros, zero. Nós estamos fazendo numa compra, são 520 carros para a CPTM, 520 carros, 0 km. Estamos com três fabricas de trens aqui em São Paulo, a maioria na região de Hortolândia ali de Campinas. Cada trem são oito carros. Todos eles aquele corredor contínuo, né? Você tá no primeiro ou último carro você vai andando por dentro dele com o trem andando. Ar-condicionado. Motorização do trem antigo era um motorizado e dois carros sem motor, agora é 50%, um motorizado, não, um motorizado, não. Então, os trens são novos, modernos. Nós transportávamos 700.000 passageiros/dia a 15 anos, hoje transportamos 2,7 milhões por dia e o Metrô 4,5, dá 7,2 milhões. Nós achamos que vamos em dois anos a 10 milhões passageiros/dia. Aqui a aquisição dos trens, aqui mais 90 carros que foram comprados em trens lá pra CPTM. Aqui mostram algumas linhas. Essa aqui é a linha do metrô, essa aqui é a Norte-Sul, aqui de Tucuruvi até Jabaquara. Aqui nós temos a Linha 5, aliás, perdão, a Linha 4, que é a amarela que tá aqui. A 3, a 1, a 2 vem aqui pra Cidade Tiradentes , aqui vai ter o slide melhor. Aqui nós vamos ter a Linha 4, que sai da luz e vem até Vila Sônia. Então, essa linha nós vamos entregar mais cinco estações. Aqui mostra a Linha 15. A Linha 15 é a que vem até a Cidade Tiradentes. Ela sai daqui de Vila Prudente, são 24 km de monotrilho, tá bem adiantado essa Linha. Nós vamos entregar até o final do meu mandato até o meio dela que é aqui Sapopemba e São Mateus. Em mais um ano nós chegaremos aqui em Cidade Tiradentes. A 17 é a linha que sai do aeroporto de Congonhas, vem até a marginal do Rio Pinheiros, depois passa pra o outro lado e encaixa lá com a amarela. A linha 5 é a que tá parada aqui em Santo Amaro, Largo Treze e ela virá até Chácara Klabin integrando com a Norte-Sul. Hoje nós temos em obra a Linha Amarela, que é a Linha 4, a Linha 2, que é a agora a nova 15, que vem para a zona leste, duas. O monotrilho do aeroporto, três. E a Linha 5, que é essa linha grande, são 11 estações, passam por 10 hospitais, quatro linhas de Metrô simultânea. Aqui como ficará. Nós temos hoje 72 km de metrô, nós vamos passar o governo com 102 km e deixando 95 km em canteiro de obras. Quatro obras de metrô simultâneas; e três, estamos licitando no final do ano, é a Linha 6, que vai de São Joaquim até lá Freguesia do Ó, Brasilândia, chega até Pirituba, então a Linha 6, uma nova Linha. A linha 18 que vem para São Bernardo do Campo. Ela sai daqui de Tamanduateí e vem até São Bernardo do Campo. E a Linha 2 que sai também de Vila Prudente e vem até Tiquatira até a Dutra aqui, depois vai virá para Guarulhos. Então, são sete linhas simultâneas de metrô. Aqui incluindo também os trens. Aqui o Ferroanel Norte. O trem hoje de carga passa dentro de São Paulo pela Estação da Luz. Então, nós vamos fazer junto com o Governo Federal o Ferroanel Norte, ele sai aqui de Jundiaí e vem pra Manuel Feio. Então, tira o trem de carga da Estação da Luz. Inclusive quem toma o trem vê que tem um espaço perigoso ali, porque a bitola da carga e do trem passageiro o é diferente. Então, tirar o trem de carga do centro de São Paulo. Ferroanel Norte de Jundiaí até Manuel Feio, e o sul ligando aqui Leste-Oeste aqui com o Ferroanel. Os dois convênios já assinados com o Governo Federal e os projetos vão sendo concluídos. Aqui os trens regionais, nós vamos ter trens São Paulo - Jundiaí, São Paulo - Sorocaba, São Paulo - ABC, e São Paulo - Santos. O primeiro, já licitamos o projeto executivo, é São Paulo - Jundiaí. É um trem expresso da Água Branca até Jundiaí, em 25 minutos sem parada. Ele não para, vai direto 25 minutos. Hoje nós temos uma linha de trem, que sai de São Paulo vai para Jundiaí, ela tem 55 km e 17 paradas. É um trem de subúrbio, 'devagarinho'. Esse não terá parada e reduz 8km à distância, porque ele terá 20km em túnel. Então ele reduz, ao invés de levar 55 km vai ser 47 km e ele vai direto São Paulo a Jundiaí. Está aqui, o VLT na Baixada Santista. A Baixada Santista nós já licitamos já a obra, devemos começar em 60 dias, o veículo Leve sobre Trilho, ligando Santos a São Vicente, depois Praia Grande. E do outro lado Guarujá. O túnel entre Santos e Guarujá já será projetado, uma das grandes obras de engenharia do país, será projetado para passar o VLT debaixo do canal no Porto de Santos. Aqui é o nova Tamoios. O litoral cresce enormemente porque emprego, não é, turismo, hotel, restaurante, construção civil, muita casa, pré-sal, porto, é o ritmo de crescimento enorme do litoral. Então nós já duplicamos a Imigrantes, mas temos que duplicar a Tamoios. Então a Tamoios é de São José dos Campos a Caraguá. Já está em obra 49 km. Tem 2 mil homens hoje trabalhando nessa obra, nós estamos dentro do cronograma. E estamos aprovando o licenciamento ambiental para fazer a descida da serra, são 22 km, uma nova Tamoios, é que nem Imigrantes, uma pista desce e a outra sobe, não dá para duplicar do lado em plena Serra do Mar. E aqui embaixo o contorno em Caraguatatuba, contorno para Ubatuba até Massaguaçu, e São Sebastião até dentro do porto. Nós vamos fazer túneis, nós vamos chegar dentro do porto. Devemos já licitar a obra do contorno norte, para Ubatuba, do contorno Sul para São Sebastião, e em seguida do trecho da Serra. Essas obras todas são executadas pela Dersa. Aqui mostra a Martin de Sá, quer dizer, nós vamos tirar o trânsito de Caraguá, aqui bem antes de Caraguá, a Fazenda dos Ingleses, aqui tem os grandes investimentos da Petrobras, é o maior centro de gás do pré-sal, aquela área que era lá da fazenda dos Ingleses. E aqui nós teremos, então, a nova pista e aqui tudo é túnel para São Sebastião, e uma nova pista para Ubatuba. O Rodoanel, já está pronto a asa oeste, ligando Bandeirantes, Anhanguera, Castelo, Raposo, Régis Bittencourt; e asa sul, Imigrantes, Anchieta até Mauá. Está em obra, de Mauá até a Dutra, então isso aqui tudo está em obra. Nós vamos entregar em maio de 2014, ligando Ayrton Senna e a Dutra, paramos aqui. E estamos terminando a licitação do norte. Tem 18 consórcios do mundo inteiro disputando a licitação. São sete trechos, devem começar a obra em 60 dias. Aqui é convênio com o governo federal, 1/3 dinheiro federal, 2/3 do estado. O leste é só o estado. Aí nós vamos passar aqui, Fernão Dias... E aqui é Fernão Dias, e aqui vamos chegar na Bandeirantes. Aqui quase tudo é túnel na Cantareira. Nós vamos ligar, então, o maior aeroporto do Brasil, que é Cumbica, com o maior porto do Brasil, que é Santos, sem entrar em São Paulo, tirando todo o trânsito de passagem e caminhões pelo Rodoanel. O Rodoanel inteiro 184 km, circundando a região metropolitana. Aqui um exemplo só de estrada que está sendo duplicada, Euclides da Cunha. São 158 km entre Mirassol, perto de Rio Preto, até a ponte divisa com o Mato Grosso do Sul. Então quem entrar em São Paulo vindo do Mato Grosso do Sul, tudo duplicado até Rio Preto. Aqui mostra de novo Euclides da Cunha, em 60 dias vai ser inaugurada. A obra está 90% pronta já. Aqui é a ligação Santos - Guarujá. Nós temos aqui a maior travessia de balsa do mundo, aqui no canal, e o maior porto da América do Sul. Então, cada vez mais é conflitante, os grandes navios entrando no canal, no porto, e aquela ferry boat ali, as balsas atravessando. Então surgiu uma ideia de fazer ponte, só que a ponte tinha que ser muito alta porque os navios são cada vez maiores, então a ponte ia limitar o porto. E se fica muito alta, limita o aeroporto, aquilo é uma confusão. Então... Túnel, estudos todos mostraram que a melhor solução técnica era o túnel, a obra já, o projeto já está sendo feito pelas empresas de engenharia e em seguida nós vamos licitar essa obra. O túnel ligando Santos a Guarujá e um túnel para ir a pé, de bicicleta, de motocicleta, de carro, de ônibus, de caminhão e o trem. O VLT é uma obra gigantesca, ligando a margem direita e a margem esquerda do porto Santos e Guarujá. Aqui a hidrovia Tietê – Paraná, nós temos 2.400km de hidrovia, mas as pontes foram antigas. Então quando vem a barcaça, o comboio para e tem que passar uma barca por vez, isso leva 50 minutos à uma hora cada ponte para ser atravessada. Tira a competitividade da hidrovia que está transportando dois milhões de toneladas/ano, que é muito pouco, a nossa meta é chegar a 16 milhões de toneladas/ano. Então nós fizemos um convênio também com o governo federal, então implodindo o centro da ponte. Então, a gente passa aqui de 40 metros para 120 metros de vão livre. Então, o comboio passa direto, não perde um minuto. Nós vamos ganhar muita eficiência na hidrovia Tietê – Paraná. Aqui mostra a hidrovia, ela virá até Piracicaba, então, a hidrovia está parada ali em Anhembi e ela vem até Piracicaba por várias eclusas aqui, e em Piracicaba encaixa no trem. Então você sai com a soja, com açúcar, com o que for do oeste do Brasil, Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo e vai para o porto de Santos sem um caminhão, só com hidrovia e ferrovia. Aqui o porto de São Sebastião, o porto de São Sebastião tem um calado maravilhoso, por isso a Petrobrás está lá, um calado muito profundo, mas não tem ferrovia, por isso nós estamos duplicando a Tamoios, e vai ser uma importante retaguarda para a Petrobrás, Supply Boat para o pré-sal. Estamos com as obras bastante adiantadas. Aqui a estrutura de logística, todos os terminais modais. Aqui alguns investimentos. Acabou de ser inaugurada a Toyota, lá em Sorocaba, 11 fábricas aqui em volta, as chamadas “Sistemistas”. Onze fábricas aqui, aliás, esse corredor Raposo Tavares – Castelo Branco é impressionante. A Foxconn acabou de assinar conosco, vai fazer a fábrica de componentes eletrônicos para desktop, tablet, celular, enfim, 5.000 funcionários para começar, e vai chegar a 10.000 funcionários. Itu, impressionante esse eixo da Castelo, é uma fábrica do lado da outra. A outra é a Hyundai, vai inaugurar daqui um mês, em Piracicaba, é uma grande indústria também. Temos também de ônibus, a Comil em Lorena, uma chinesa, a Cherry, em Jacareí, são quatro montadoras, uma inaugurada e três em obras, aqui no estado de São Paulo. Aqui o Parque da Serra do Mar; quem vai para o litoral, vê na Anchieta aqueles bairros cota. As estradas antigamente demoravam muito, então a família vinha e morava ali do lado, demorava 10 anos para fazer uma estrada, então ficavam bairros, o bairro cota 95 metros, Cota 200, 200 metros do mar, Cota 400, 400 metros do mar, em plena Mata Atlântica, em plena área de preservação ambiental. Então, nós estamos fazendo as casas em Cubatão, conjuntos residenciais, as famílias vão saindo, dia 21, Dia da Árvore, começamos a plantar, serão um milhão de árvores, vai recuperar toda aquelas áreas de bairro Cota, áreas de risco vão ser reflorestadas, e as famílias já estão sendo transferidas, já foram transferidas 2.500 famílias. Programa Casa Paulista, eu queria agradecer o Secovi, porque nós sempre entendemos o seguinte: O governo não deve ser construtor, não é, CDHU, fazer predinhos, aí o próprio governo financia para pessoa pagar em 30 anos com dinheiro do orçamento, nós não temos Fundo de Garantia, não temos... Não somos bancos, então você tirar dinheiro do orçamento. Então, a Casa Paulista o que é? Assinamos com a Presidente Dilma, final do ano, proposta até do Secovi, para complementar o “Minha Casa, Minha Vida”. O teto era R$ 65 mil, como é que você com R$ 65 mil compra um terreno em São Paulo, faz infraestrutura, faz o apartamento? Não tem mágica. Agora aumentou para R$ 76 mil, mas, mesmo assim, nas regiões metropolitanas é difícil. Então, você vai fazer casa em Lagoinha, que precisa pouquinho, e onde mais precisa não vai fazer, porque não dá para fazer. Então, nós fizemos um entendimento e fazer 100 mil apartamentos, nós entramos com R$ 20 mil a fundo perdido, para famílias de baixa renda. Pra fazer casa para quem tem dinheiro, não há problema, problema é família de baixa renda. Então nós entramos com R$ 20 mil, até R$ 20 mil de subsídio, a fundo perdido, pelo Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social. Ontem começamos em Guarulhos, tive lá, 2.240 apartamentos em Guarulhos, assinamos com a Caixa Econômica Federal, a nossa parte vai ser R$ 35 milhões de reais. Então, o Programa Casa Paulista, programa dos servidores, vamos fazer uma PPP para 10 mil unidades no centro expandido de São Paulo, aproveitando toda a infraestrutura, e temos hoje 40 mil em construção. Aqui lá na... A Serra do Mar que vai ser toda ela recuperada, a Mata Atlântica que vai do Oiapoque, lá no Amapá, até o Chuí, no Rio Grande do Sul, sobrou 7% da Mata Atlântica brasileira remanescente. São Paulo tem 15%, nós temos o dobro da Mata Atlântica do Brasil, e vamos aumentar um pouquinho. A Mata Atlântica é a principal biodiversidade do mundo, são 8.000 espécies da flora brasileira, e quase 2.000 espécies da fauna brasileira. Aqui a Várzea do Tietê, vale a pena aqui uma questão que foi aqui bem colocada pelo Chap chap, o Tâmisa e o Senna são rios de foz, perto do mar, Paris, Londres, está perto do mar, muita água; nós somos rios de cabeceira, o Tietê nasce aqui em Salesópolis, quando passa por São Paulo é um riachozinho, não tem água nenhuma, 700 metros de altitude. Se São Paulo tivesse lá em Pandorama, no baixo Tietê, não tinha poluição nenhuma, estava tudo diluído, o problema é que não tem água é rio de... esse é o nosso... Nós vamos buscar água em Minas Gerais, você não tem no mundo, a não ser na cidade do México, cidade com 20 milhões de pessoas a 700 metros de altitude, não tem água em São Paulo! A Cantareira é água de Minas que vem por represas, bombeamentos, e nós estamos fazendo um esforço de redução de desperdício. O Japão é 12% de perda física de água, nós temos estados brasileiros que é 40%, São Paulo é 23% e nós fizemos um entendimento, financiamento da Jica de tecnologia japonesa para chegar nos 12%. Então, nós vamos economizar aí, com perda física, algo aí em torno 5 metros cúbicos por segundo que equivalem ao investimento aí de R$ 3, 4 bilhões só com eficiência. E recuperar a várzea, então já assinamos com o BID o financiamento da Barragem da Penha até divisa com Itaquá é a primeira etapa. Tiramos 2 mil famílias da beira do rio, refazemos a várzea, refaz a várzea, desaterra aquilo tudo, então fica o piscinão natural de reservação, a várzea pertence ao rio, refaz a mata ciliar e programas de esportes: ciclovias, lazer, enfim. A segunda fase vai até Suzano e a terceira fase chega ao nascimento do Tietê, que é Salesópolis. O ano passado, o rio não saiu da calha, o ano passado e este ano, nós vamos completar 5 milhões de metros cúbicos de material assoreado tirado do Tietê, a batimetria volta a quando entreguei o rebaixamento da calha, então pode sair da Calha? Pode, mas o prazo de recorrência é 50 anos, é só uma chuva que ocorrer a cada meio século, mas aí também não adianta sair da calha, porque vai estar tudo inundando, né, mas grande segurança. E aqui, pra quase encerrar as PPPs, nós vamos fazer um grande investimento de PPP, Mobilidade Urbana: metrô, trem, trem expresso, monotrilho, VLT, grande parte em PPP, outras obras públicas. Aqui Logística e Transporte: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, vamos lançar em 60 dias o nosso programa de concessão, nós temos 31 aeroportos, mas tudo PPP: é Rio Preto, Ribeirão Preto, Marília, são grandes aeroportos crescendo muito, pra melhorar a infraestrutura e avançar. Produção de água, aqui já assinamos uma PPP, São Lourenço pra reforçar mais 5 metros cúbicos por segundo na região do Alto do Ribeira, aqui pra São Paulo. Saneamento: esgoto do litoral, reservatório, calha do Tietê, PPP para manutenção permanente de calha e dos piscinões. Aqui Habitação área central de São Paulo, são 10 mil unidades. Aqui complexos prisionais: Penitenciaria e Saúde, são 5 hospitais as PPPs sai em 30 dias: Sorocaba, São José, o Hospital da Mulher vai para o Centro de São Paulo, lá pra área da Nova Luz são 05 hospitais novos. Educação toda área digital, Parque Tecnológico, Complexo Imigrantes vence no ao que vem o Parque da Água Funda lá da Imigrantes, então nós estamos relicitando e estamos tirando a Secretaria da Agricultura pra lá. A Secretaria da Agricultura vai para o prédio lá de onde era o Votorantim, atrás do Teatro Municipal o Hotel Explanada, e toda aquela área da Secretaria da Agricultura triplica o Parque lá da Água Funda, lá da Imigrantes, grande centro de eventos, também. Aqui Pátio Legal, Fórum, os sistemas de arrecadação. Aqui o pré-sal, a Bacia de Santos pega Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio e Espírito Santo, mas as grandes jazidas de petróleo e gás estão em São Paulo e Rio Janeiro, então nós vamos ter investimentos vultosos aqui na área de petróleo e gás no estado de São Paulo. E finamente o último slide sobre a Copa do Mundo, a abertura dever ser aqui em São Paulo, os principais jogos lá em Itaquera, nós não vamos por um centavo no estádio, zero, zero, zero. Mas, o nosso investimento são na área da região: a Nova Radial Leste vai encaixar melhor na Jacu–Pêssego, mergulhão ali em Itaquera, ligação Leste-Oeste, você vai ter um viaduto passando sobre radial, sobre o trem, sobre o metrô vamos melhorar todo o complexo viário. E a Linha-3 do metrô que hoje está em 110 segundos, vai passar pra 85 segundos o intervalo, e o trem de 5 minutos passa para três minutos. A FIFA exige 80 mil passageiros/hora, nós vamos oferecer 114 mil passageiros/hora, 50% a mais quase do que FIFA exige, isso esvazia o estádio em 40 minutos, sem um automóvel, só com trem e metrô. Você tem uma estação de trem na porta de Itaquera, que a Linha-11 da CPTM e uma estação de metrô, que é a Linha-3 do metrô. Enfim, mas eu quero é... Aqui, só último, Cumbica com o Expresso Guarulhos, um trem vai sair aqui do Brás, Tatuapé, Engenheiro Goulart, Cecap, aqui Guarulhos e chega dentro do aeroporto, espero entregar no meu mandato o trem rodando aí, a Linha-3, Expresso Guarulhos. E Congonhas, Congonhas aqui o Monorail aqui de Congonhas indo pra o Morumbi e vindo pra Jabaquara integrando com a Linha Norte-Sul do metrô, aqui nós dependemos da prefeitura prolongar a Avenida Roberto Marinho, porque o monotrilho vai passar em cima da avenida, e nós teremos então os dois aeroportos ligados com o sistema Metro ferroviário. Mas quero é agradecer aqui o convite, agradecer aqui a presença honrosa de vocês, se puder responder alguma pergunta, ainda temos um minutinho aí.



REPÓRTER: Mas é o seguinte: pessoal falou da região norte, por duas vezes eu vi nos jornais a informação que Itanhaém receberia uma ampliação do aeroporto, e aquela estrada ligaria aqui em Parelheiros, tornando então a terceira descida para Baixada, isso tem sentido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Em relação ao aeroporto, eu quando deixei o governo, em 2006, ganhei uma página, Arnaldo, de um dos grandes jornais de São Paulo, de crítica, dizendo: Olha... Mostrando o aeroporto de Itanhaém, que nós duplicamos lá a pista, hangar, um investimento grande em Itanhaém, é o único aeroporto do estado na Baixada, que o outro é Ubatuba, e a página inteira era de critica, a coisa superdimensionada, elefante branco. Hoje, o aeroporto de Itanhaém não é suficiente para helicóptero, ficou desse tamanhinho, veja como a gente tem que pensar um pouquinho mais, olha um pouquinho mais para frente, quer dizer, hoje, ele é totalmente... Precisa ser ampliado para ontem, para ter uma ideia do crescimento da Baixada. Então o aeroporto vai ter mais investimentos, embora ele tenha limitações ali pelo seu tamanho, já teve e terá mais investimentos. Em relação à Baixada, o sistema Anchieta-Imigrantes, nós fizemos a outra pista da Imigrantes, então uma pista desce e a outra sobe, e o Rodoanel também, agora estamos investindo lá embaixo, nós vamos tirar até o ano que vem todos aqueles semáforos da Imigrantes lá em São Vicente, vai ser tudo túnel, viaduto, some tudo, vai melhorar muito o retorno para São Paulo, o sistema viário, vamos ampliar fortemente a Domênico Rangoni para chegar em Cubatão no pólo petroquímico, refazer o Trevo da Anchieta com a Domênico Rangoni, vamos ter que duplicar até Bertioga, enfim, têm vários projetos bem encaminhados. Agora, o nosso projeto é fazer um trem para Santos. Então, são quatro trens regionais, um trem que é o que está mais adiantado, São Paulo–Jundiaí, e em comum acordo ANTT, com o governo federal. Vamos competir com o TAF, o trem bala, o trem bala em Campinas não para, se o trem bala começar a parar, ele não é bala, ele vai ter média velocidade, que é o que deveria ser desde o início, mas optou-se por alta velocidade, tudo bem, então não pode parar. Então é Campinas, São Paulo, Guarulhos, no máximo São José, Volta Redonda e Rio de Janeiro. Então no primeiro trem, São Paulo–Jundiaí sem parar, do expresso. Segundo, São Paulo–Sorocaba. Nós já estamos prolongando o nosso trem que para em Itapevi, que é a linha-8 até Amador Bueno. Amador Bueno são mais três estações, mais 09 km, está quase pronto já, aí vamos ter um expresso para Sorocaba. O terceiro é Santos, então você levar um trem para Santos, existe um estudo para fazer Parelheiros–Itanhaém? Existe. Só que o problema ambiental hoje, não é fácil. Olha que o Quércia lá trás tentou fazer aquela Rodovia do Sol, lembra? Jacareí lá para Caraguá. Foi o único caso que o governador foi derrotado no Consema. Então você tem dificuldade ambiental. A nossa proposta mais imediata é o trem para Santos e o outro para o ABC, mas nós tínhamos 12 milhões de veículos há 10 anos, é ontem, 10 anos, hoje 23,5 milhões. Então nós temos que buscar alternativas de alta capacidade, trem, monotrilho, o VLT, metrô, fazer um esforço concentrado para passageiros e para carga. Mas eu quero ser rigoroso aqui no horário, agradecer ao Paulo Germano, e dizer ao Claudio Bernardes, ao Chap chap, todos vocês, do meu entusiasmo de estar aqui. Eu aprendi o seguinte: Governo não é importante, a coisa é prestar serviço, governo não é importante, governo é braço político. O importante é a nação, é a sociedade civil. Sociedade civil, a nação é a nossa língua, a nossa cultura, a luta dos que já morreram, é muito mais do que governo, isso é que é importante. Então a organização da sociedade civil nesse núcleo de altos termos, você discutir, participar, criticar, colaborar, é isso que faz a diferença. Estados Unidos, que é o país mais rico do mundo, é o campeão do trabalho voluntário, voluntário, ou seja, participação. Então é com enorme alegria que eu quero agradecer o honroso convite, principalmente a presença de cada um de vocês. Muito obrigado.