Discurso - Pacote de fortalecimento da Educação 20130507

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Discurso - Pacote de fortalecimento da Educação

Local: Capital - Data:10/07/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia! Bom dia a todas e a todos! Queria cumprimentar o professor Herman Voorwald, secretário de Estado da Educação; deputado Davi Zaia, secretário de Estado de Gestão Pública; professor João Palman, secretário-adjunto; o Paulo Matias, coordenador do Programa da Família; o Técio Rodrigues, professor de educação física da Escola Estadual José do Amaral Mello, da Zona Norte; o Fernando Padula, chefe de gabinete; dirigentes regionais; professoras; professores; amigas e amigos. É uma grande alegria, 59 mil é uma cidade, não é? Cidade média. É um passo extremamente importante para a Educação. Temos vários investimentos: prédio, tecnologia... Mas o mais importante é investir no professor. Nós temos bons recursos humanos, professor faz toda a diferença. E esse concurso será feito agora no segundo semestre e nós vamos chamando na medida da necessidade, com mais 34 mil que já foram nomeados serão 93 mil professores. Também, como dito aqui pelo professor Herman, nós já estamos fazendo a nomeação de 418 analistas administrativos, 400 de tecnologia, 127 oficial administrativo, 87 já estão sendo chamados para executivo público e nomeando 937 agentes de organização escolar. E também sancionando a lei do plano de cargos e salários e que permite, inclusive ao professor, na própria rede passar das 40 horas e trabalhar conosco outros períodos e outras atividades, o que também é um “ganha-ganha”, é bom para a rede e é bom para o Estado e para a sociedade. Eu vejo com grande otimismo e grande confiança, Herman, o avanço da Educação. Grande otimismo. Em medicina, a gente tem diagnóstico e prognóstico, então você tem o diagnóstico: “olha, aqui tem um sintoma, fiz um exame anato patológico, você tem um carcinoma espinocelular”. Mas, para o paciente, o que interessa não é matar a sua curiosidade, é o prognóstico. E daí, eu vou morrer esse ano, eu vou viver mais 30 anos, eu vou ter boa qualidade de vida? O que interessa é o prognóstico, como é que a gente vê para frente. E eu tenho dito que, na administração pública, nas várias áreas que são responsabilidade do Estado para atingir o bem comum, para melhorar a vida das pessoas, o setor que eu vejo com mais possibilidade de nós avançarmos é a Educação. Em todos os sentidos. Por quê? O Brasil, as prefeituras têm que... O Governo Federal investir 18% em Educação, os municípios e os estados 25%. Prioridade sem dinheiro, sem orçamento é só discurso, isso é só discurso, boas intenções, mas realidade precisa de orçamento, precisa ter... Governar é escolher, o dinheiro nunca dá para tudo, que nem na casa da gente, então você vai e aperta aqui, aperta ali, o que é mais urgente, tal. Então, existe um único ente federativo no Brasil, nos 27 estados, Governo Federal e nos 5.500 municípios, um que investe 30% em Educação, que é o Estado de São Paulo. Existiam dois: o Estado de São Paulo e a cidade de São Paulo. A cidade de São Paulo mudou, também foi para os 25%. Hoje só tem um, 30%. É há uma mudança de perfil demográfico. O Brasil que era um país jovem, ele é hoje um país maduro e ele caminha para ser um país idoso, porque é a tendência do mundo moderno, dos países desenvolvidos. Então, todo ano diminui 2% o número de alunos. A minha esposa, a Lú, é a sétima filha de onze irmãos, minha sogra teve onze filhos. Hoje as famílias têm no máximo... É 1,8, e ainda empurram para frente. Antigamente, as mulheres eram mamãe com 18 anos, hoje 30 ainda é cedo, então vai meio que empurrando. E nós não vamos reduzir, São Paulo vai manter 30%. Nos orgulhamos disso, é o único, e se concluir a Fapesp, que é pesquisa e desenvolvimento, que grande parte vai para pesquisa em universidade, a educação superior, a Unesp é a prova disso, a USP, a Unicamp, é 31% que nós investimos. E o número de alunos diminui, o país cresce, o Estado cresce, você vai ter um per capta cada vez melhor. Isso vai nos possibilitar valorizar os nossos recursos humanos acima da inflação sobre com ganhos reais, crescentes e vai nos possibilitar avançar no oferecimento de uma educação de melhor qualidade. Então, por exemplo, escola de tempo integral. Então nós vamos ter espaço físico, prédios, professores, instrumentos, equipamentos para poder o aluno ficar os dois períodos na escola e ter um aprendizado ainda melhor. Tecnologia, parte de informática, eletrônica, avanços digitais, capacitação dos nossos recursos humanos, um conjunto de fatores que eu acredito que a gente vá poder avançar. Então não é só uma torcida, mas é muita confiança de que trabalhando com seriedade, com competência, educação, compromisso de São Paulo, a gente traz as melhores consultorias, expertises para também nos apoiarem, ouvir a rede, ouvir quem está no dia a dia com os professores. Diz que quem ouve mais erra menos! Essas manifestações que nós estamos vendo no Brasil é exatamente isso: “olha, nós queremos ser ouvidos!”. Não basta democracia representativa, nós queremos participativa, queremos participar das decisões, criticar, opinar, corrigir. Então eu vejo com confiança e acho que hoje estamos dando mais um passo no sentido de a gente poder ter a melhor educação do país, estar lá ombreando com os país da OCDE, entre os melhores processos educacionais do mundo, em benefício dos nossos jovens, das nossas famílias, em benefício da educação e em benefício do país. Bom trabalho a todos!