Discurso - Palestra de Abertura do VII Seminário de Gestão de Cidades em Tempos de Integração Regional 20132204

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Discurso - Palestra de Abertura do VII Seminário de Gestão de Cidades em Tempos de Integração Regional

Local: São José dos Campos - Data:22/04/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO:Bom dia a todas e a todos!

LOCUTORES DESCONHECIDOS: Bom dia!

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Dizer da alegria de nos encontramos aqui na FAAP. Cumprimentar o nosso prefeito anfitrião, prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida; vereadora Amélia Naomi, presidente da Câmara Municipal, gostaria de saudar aqui todos os vereadores; o Antônio Dias Bueno Guillon, diretor presidente da FAAP. Professor Victor Mirshawka, diretor da FAAP; deputado federal, Emanuel Fernandes; deputado estadual, Alexandre da farmácia; o Dr. Saulo de Castro Abreu Filho, Secretário de Logística e do Transporte. Prefeita de Cruzeiro, Ana Karin, que é a presidente do CODIVAP; prefeito de Jacareí, o Amilton Ribeiro Mota; prefeito de São José do Barreiro, José Milton Serafim; ex-prefeito de São José dos Campos, o Eduardo Cury. O Edson de Oliveira, vice-prefeito de Taubaté; o gestor aqui do campus da FAAP, Professor Rubens Vinha Júnior; Laurence Casagrande, presidente da Dersa; Clodoaldo Pelissoni, superintendente do DER. A madre Tereza, Isabel, a irmã ali juntamente, irmã Maria Lúcia, nesse tempinho temos pequenas missionárias, Maria Imaculada do Hospital Antonino Amargo. Secretários municipais, professores, alunos, amigas e amigos. Primeiro dizer da alegria de encontrar nos encontrarmos aqui para uma conversa, né, uma reflexão, um bate-papo sobre o nosso estado de São Paulo e sobre a nossa região, uma das mais importantes regiões do país, entre São Paulo e Rio de Janeiro, emoldurada aqui pela Serra da Mantiqueira e pela Serra do Mar, esse maravilhoso rio Paraíba perto do sul, e uma população extremamente acolhedora. E Monteiro Lobato disse sobre a nossa região que aqui é terra roxa do talento e da aptidão. Até eles me mostravam a pouco, o Elias e a outra emissora aqui, que a Tribuna do Norte de Pindamonhangaba, ele é a sétima, o sétimo jornal mais antigo do Brasil. O primeiro é o Pernambuco, Recife, o Diário de Pernambuco, o segundo é o Jornal do Commércio do Rio de Janeiro, o Estadão aqui em São Paulo, o Jornal de Niterói, e o sétimo é a Tribuna do Norte, que continua, 1877. E Vitor Hugo dizia que o diâmetro da imprensa é o diâmetro da civilização. Então essa região foi a riqueza de São Paulo, e nós devemos muito aqui ao Vale do Paraíba. Se dizia no passado, no século XIX, que o Brasil é o café e o café é o Vale do Paraíba, Paulista e fluminense. São José, a pequenina São José, cidades históricas, Taubaté é o berço de toda a região, a imperial cidade de São Luís do Paraitinga, Vale Alto lá do Barreiro, foi a segunda receita da província de São Paulo, segunda receita da província de São Paulo. Dizia que quando foi fazer empréstimo no Banco do Gomes exigiam o aval dos cafeicultores de [ininteligível]. Francisco também mostrou que a gente não pode ter a economia alicerçada num pilar só, é preciso diversificar a atividade econômica, e essa é a riqueza da nossa região. Uma indústria extremamente sofisticada de Van Gogh, com o setor de serviço extremamente puxante, estamos aqui na capital da educação, saúde, turismo, maior centro de peregrinação religiosa da América Latina, que é Aparecida, várias serras, agronegócio importante, é preciso especialização, aproveitar esses lixos para importantes mercados no agronegócio, e uma boa logística para desenvolver. Nós criamos e instalamos o mês passado o Comitê Paulista de Competitividade, com cinco câmaras. Uma câmera recursos humanos, toda parte de educação e de formação profissional, recursos humanos. Uma câmara, logístico e infraestrutura: portos, ferrovia, aerovia, ciclovia, enfim, a integração dos bairros coloniais. A terceira, pesquisa e inovação tecnológica, toda a área de pesquisa de acordo com graduado da ciência. A quarta, desburocratização, ou seja, nós muitas vezes criamos o excesso de regras e às vezes é do judicial. Aliás, eu já fui parlamentar e há um equívoco, às vezes se mede o trabalho do parlamentar pela quantidade de leis aprovadas, não é a quantidade, mas é o objetivo, enfim, a segurança jurídica. E a quinta, competitividade, basicamente a questão tributária. O Brasil está envolvendo tributário do complexo, e isso muita competitividade é de imprensas. Mas eu separei aqui meia dúzia delas para passar, eu acho que podem dar uma noção aqui melhor. Primeiro mostrando um pouquinho sobre o tamanho de São Paulo, quer dizer, o nosso...

LOCUTORA DESCONHECIDA: Vai ser bom hein.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: (inaudível), é aqui embaixo. Aonde que aperta, no meio? Aqui só mostramos o tamanho do estado. São Paulo tem 42 milhões de habitantes, uma população maior do que da Argentina. Tem tamanho de país, o estado tem próximo, né, tem o (ininteligível) do Brasil, palavra do próprio país. Aqui mostrando o PIB, e aqui fala do crescente. Há 20 anos atrás, eu me lembro quando Mário Covas subiu do estado...

LOCUTOR DESCONHECIDO: Tem que mandar para o outro.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: ...A gente brincava e dizia “olha, São Paulo tem o mesmo PIB da Argentina”. Mas tem uma vantagem sobre a Argentina, é que está dentro do Brasil. Mas hoje é o fato em que é quase duas vezes o PIB da Argentina, então São Paulo é a segunda economia da América do Sul. Brasil, São Paulo; ficou lá pra trás a Argentina, e vem Colômbia e demais países. Aqui, renda per capita, nós temos uma renda per capita também extremamente elevada. Aqui, se São Paulo fosse um país nós teríamos a 18ª maior economia do mundo, o estado de São Paulo, somos o primeiro produtor mundial de açúcar e de álcool, e etanol, e o primeiro produtor mundial de suco de laranja, mais até do que a Flórida, dos Estados Unidos. Somos o primeiro aqui, somos o primeiro produtor brasileiro, o primeiro produtor brasileiro de ovos; primeiro produtor brasileiro de flores; primeiro produtor brasileiro de frutas; primeiro produtor brasileiro de borracha; primeiro exportador de carne bovina, nós não temos o maior rebanho, mas nós trabalhamos aqui a carne pra exportar. Então, o Brasil é o maior exportador do mundo de carne bovina, passou o Estados Unidos e passou a Austrália, e São Paulo é o maior exportador brasileiro, e também de máquinas agrícolas. E isso que muitas vezes a gente não sabe também o tamanho e a eficiência da agricultura de São Paulo. Aqui mostra um trabalho importante que é a recuperação financeira do governo do estado, alguém de responsabilidade fiscal estabeleceu como dois, o limite entre a receita, a dívida e a receita corrente líquida. Então, se eu tenho uma receita de R$ 100 bilhões, a dívida não pode passar de R$ 200 bilhões, ou seja, a relação dívida sobre receita [ininteligível] não pode passar de dois. Os municípios, 1,2, então o município não pode passar 1,2 e o estado não pode passar de dois. Veja que nós estávamos acima, 2,27, 2,24, 2,23, e hoje nós estamos bem abaixo, então despencou a dívida de São Paulo em relação a sua receita. E agora vai cair mais, porque nós pagávamos até agora, isso é contrato da década de 90, nós pagávamos IGBDI mais seis, porque pagamos 20% da dívida a vista, uma conta gráfica; Eletropaulo, CPFL, Banespa, colocou os ativos do estado, vendeu, pagou o governo federal, então nós temos juros de 6%. Quem pagou 10% da dívida, 7,5; quem não pagou nada, 9%. E a correção é IGP-DI, o ano passado o IGP-DI foi oito, oito e pouquinho, oito mais seis, 14%, muito elevado. Pra ter uma ideia nós contraímos financiar o Banco Mundial a 0,8%, 0,8. Agora com a proposta do governo federal que deve ser votado no congresso nacional, será IPCA mais quatro, ou Celic, a menor, então hoje será a Celic, então baixa de 14, pra 7,5, quer dizer, reduz praticamente a metade. Então as nossas dívidas, tanto dos municípios, quanto dos estados, elas vão cair mais depressa, né, vão ter uma queda mais depressa. Aqui mostra, então, a recuperação da capacidade de investimento do estado, reduzimos imposto, caiu a dívida e recuperou a capacidade de investimento. Nós deveremos investir R$ 93,6 bilhões, ou seja, o estado investe em média mais de R$ 20 milhões por ano. E temos 30 projetos de PPP, que a gente espera ter com a iniciativa privada perto de mais R$ 50 bilhões de parceria público privado. Aqui eu separei alguns slides de logística que interessam a nossa região aqui do Vale do Paraíba. Já está pronto o Rodoanel Leste, ligando a Bandeirantes, Anhanguera, Castelo, Raposo, Régis Bittencourt; cinco autoestradas. Tá pronto o Rodoanel Sul; Imigrantes, Anchieta, e chega ao Porto de Santos, que é o maior porto da América do Sul. Entregaremos em março do ano que vem o trecho Leste, que chegará na Ayrton Senna e na Dutra, entre Guarulhos e Arujá. Então, dentro de um ano nós entregaremos esse trecho Leste, esse trecho foi concessão, não colocamos um centavo lá, até a desapropriação é paga pela iniciativa privada, e o setor privado ainda pagou ao governo, que é uma concessão onerosa, R$ 352 milhões para ter a concessão. Essa obra tem todos os cuidados ambientais, aqui tem muita várzea, aqui perto de Suzano, então a vista ela levanta-se um metro e meio, vai embora, tem 12 km levantada pra não interferir na micro drenagem e na questão das águas e das várzeas. Então, teremos o trecho Leste do Rodoanel, teremos o trecho Leste até o ano que vem, antes inclusive da Copa do Mundo, porque a abertura da Copa do Mundo vai ser aqui no Itaquerão, na Radial Leste que liga aqui Jacu Pêssego, então essa asa aqui do trecho Leste do Rodoanel também ajuda o acesso a região leste de São Paulo. E contratamos o último trecho, que é o norte, são seis frentes de trabalho simultâneas, as seis ao mesmo tempo, essa não é privada, essa é obra pública, um terço é recurso federal e dois terços recursos estaduais. Fizemos a concorrência pública, grande parte aqui é túnel, no caso da Serra da Cantareira, aqui tá o Aeroporto de Cumbica. Então, o Rodoanel Metropolitano, 178 km de Rodoanel vai integrar o maior aeroporto do país, que é Cumbica, com o maior porto do país, que é Santos, por fora de São Paulo, deve tirar 17 mil caminhões/dia do centro de São Paulo, que é um trânsito de passagem. Quem vem, por exemplo, aqui da Dutra, ou da Ayrton Senna, pra ir pra Régis Bittencourt, pra Curitiba, pro Sul do Brasil, pra Raposo, pra Castelo, tem que passar por dentro da cidade, não tem jeito, porque não existe ainda nenhum dos dois tramo do Rodoanel, ainda agora nós vamos fechar o Rodoanel Metropolitano. São 43,5km aqui no trecho Leste, e aqui o Norte, o Norte vai ligar a Dutra com o aeroporto, já tá previsto 3,5km de pista pra chegar dentro do aeroporto, qualquer lugar que pegue o Rodoanel você chega dentro do aeroporto, uma pista expressa do Rodoanel. Aqui a Fernão Dias, era a última autoestrada, tem 10 autoestradas que chegam a São Paulo, aí as 10 vão estar interligadas. E termina aqui na Bandeirantes, na antiga estrada velha de Campinas e depois a Bandeirantes; e aí fecha tudo. Esse trecho aqui, que é obra curta, nós economizamos R$1,2 bilhão de reais. A obra física era pra ser contratada por 5,1, contratamos por R$3,9 bilhões. Concorrência pública internacional; veio um consórcio do mundo inteiro disputar; o preço baixou. Economia de 1,2 bilhão de reais, Governo Federal com o Governo do Estado. Quem fez a licitação foi a Dersa e a obra já está iniciada com seis frentes de trabalho simultâneas. São... Cadê o Laurence? Já foram dois meses, 34 meses. Aqui a Tamoios. Essa é uma outra ligação estratégica, porque vai ligar o vale ou o litoral e é uma das regiões que mais cresce. E especialmente ela vai ligar Caraguatatuba que tem estação de tratamento de gás, toda forma de gás; e São Sebastião. Região que pode crescer muito. São Sebastião tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é o calado natural, por isso que a Petrobras tá lá, no terminal de Petrópolis. Calado bem profundo, navios de grande porte. Uma desvantagem, não tem ferrovia; isso é um grande problema. Mas a duplicação da Tamoios vai ajudar. Ela vai do contorno de Caraguá, vai ajudar a questão do porto. O porto chegou ao ano passado ao seu recorde, 870 mil toneladas ano e pela primeira vez não deu prejuízo ele passou a dar lucro, entrou no azul. Nós achamos que já vamos pra 1 milhão de toneladas ano e vai ter um crescimento maior. A Tamoios nós fizemos em três etapas pra ganhar tempo. Porque nós vamos ter que fazer uma nova autoestrada na Serra do Mar, como foi feita a Imigrantes. As Imigrantes têm uma pista que sobe e uma pista que desce. É uma outra autoestrada. E a questão ambiental hoje não é fácil. Então, pra ganhar tempo nós separamos em três etapas. O que era só duplicar, que é até o Alto da Serra, o contorno de Caraguá, cujo, o licenciamento tá mais rápido. E finalmente a nova estrada na Serra, cujo, o licenciamento deve ser feito ainda nesse primeiro semestre. Nesse trecho aqui, que é a nova Tamoios, ela tem 49 km duplicado. Dia 25, quinta-feira, vamos entregar os primeiros 3 km duplicado: Km 49, 40 e 41, lá em Paraibuna e até dezembro nós teremos ela totalmente duplicada até o Alto da Serra. Aliás, esta obra tivemos o desconto de 32% da licitação; economia de R$ 261 milhões. Aí vem o contorno. O contorno tem 7 km pra Ubatuba... Qual que é a praia aqui? Martins de Sá e vem pra São Sebastião até dentro do porto. São 31 km, grande parte em túnel. E a Nova Serra, a Nova Tamoios, 22 km na fase final do licenciamento ambiental. Aqui mostra o trecho da Serra. Esse é o que nós estamos tirando o licenciamento ambiental, 21,5km de uma nova autoestrada, 12,6km em túneis e 12,5 em viaduto. Nós vamos ter praticamente 15 km artificial; ou túnel ou viaduto. Só 6 km aproveitando aí o piso. Aliás, pra ter uma ideia disso tudo, houve uma tromba d’água no Alto da Serra em janeiro, agora, lá em Santos; o Alto da Serra do Mar. Comprometeu Anchieta, interditou Anchieta e interditou a Imigrantes [ininteligível] a Imigrantes nova [ininteligível]. Ela tem ISO 14.001. ISO 14.001 é qualidade dos cuidados ambientais. É tudo túnel ou pista elevada. Não mexe na Serra, praticamente não mexe na Serra. Essa será a Nova Imigrantes. Essa nós deveremos fazer uma PPP e deveremos quando tentar assinar o contrato, começar a obra ainda este ano. Aqui o contorno. O contorno de Caraguatatuba, nós vamos assinar um contrato agora no final dessa conversa nossa. São 36,9km, dividida em quatro lotes. De novo, 32% de desconto; economia de R$ 638 milhões. Contrato assinado hoje, 22 de abril. Em maio, começamos as obras. No lote um e dois, nós vamos entregar ainda o ano que vem. O três e o quatro em túneis até 2016. Aqui mostra bem o contorno, aqui Martins de Sá, então são 6,2km de uma nova estrada, até aqui no entroncamento com a Nova Tamoios, que se dará no campo da Fazenda dos Ingleses, perto da estação de gás, lá em Caraguatatuba; aquela área ali Penido. Aqui vem de Caraguá para São Sebastião; uma nova estrada. Veja que ela é praticamente uma nova estrada. A atual ela vem ganhando o mar. Se vocês lembrarem, ela [ininteligível] então ela vem ganhando a praia. A nova vem por dentro [ininteligível] aqui os vermelhos são túneis. E aqui obras de artes também. Então, uma nova estrada e toda a formação ambiental e isso vai ter uma grande importância logística, porque chega ao ponto de São Sebastião. E chega a Caraguá, que é a grande área de gás do pós-sal e do pré-sal. Aqui nós estamos investindo, hoje, aqui na região perto de R$1 bilhão, nós vamos recuperar todas as SPs. Jacareí/São José, Jacareí/Guararema, São José, Monteiro Lobato, Caçapava, Taubaté. Toda a Rio-São Paulo. Em Cruzeiro, já dá... A ponte, ligação com Minas Gerais. Tão fazendo agora a ligação [ininteligível], depois Cachoeira Paulista com vário histórico, toda a rodovia dos Tropeiros, já recuperamos [ininteligível] até Barra Mansa e depois Barreto [ininteligível] Silveira. Nós vamos deixar toda a malha aqui do estado, as SPs todas elas bem recuperadas e também as vicinais. Temos aqui um grupo de vicinais que vão ser pavimentadas e muitas delas serão mantidas pela concessionária da Ayrton Senna Carvalho Pinto. Obrigação da concessionária, inclusive a manutenção do grupo de vicinais. Aqui o Ferroanel, esse é o grande problema de logística, nós temos um modal muito em cima de caminhão, então vira e mexe o Porto de Santos tem problema, porque desce aquela quantidade de caminhão, aí não consegue operar o terminal, não tem pátio de estacionamento, para na estrada e causa um problema grande nas rodovias. Qual o caminho? Fortalecer os outros modais. Aliás, pra ter uma ideia do rodoviarismo, nós tínhamos há 11 anos atrás, 12 milhões de veículos no estado de São Paulo, hoje nós temos 23,5 milhões de veículos, dobrou em 11 anos. Então a ideia é fortalecer muito o modal ferroviário; então Santos tem ferrovia, tem duas até, ferrovias, chegando lá, o problema é atravessar São Paulo. Por quê? Porque a ferrovia tem que passar pelo centro de São Paulo. Todo trem de carga passa pela Estação da Luz. A CPTM transportava há 20 anos, 18 anos, 680 mil passageiros/dia, hoje transporta 2,5 milhões de passageiros/dia. O intervalo entre trens era cinco minutos do rush, passou pra quatro, ficará em três minutos, é um trem a cada três minutos. E o trem de carga é muito pesado e muito longo, então vira e mexe você tem um problema. “Olha, deu um problema na linha tal da CPTM”. É porque o trem de carga de madrugada, com aquele peso às vezes alarga um pouco a ferrovia e aí você tem problema de operação do trem mais rápido. Então, qual o caminho? Fazer a, do mesmo jeito que tem o Rodoanel, o Ferroanel, tirar o trem por dentro da cidade passando por fora. Então existem duas propostas, Ferroanel Norte e Ferroanel Sul, esse Ferroanel Norte e Ferroanel Sul, o Ferroanel, ferrovia, é federal e a operação é privada. Então, o que é que nós propusemos ao governo federal? Aqui tá Perus, São Paulo, e aqui tá Manuel Feio; São Paulo com Itaquá. Então aqui passa o Rodoanel, nós fazemos do lado o Ferroanel, aí o governo federal vai economizar perto de R$ 1,2 bilhão, R$ 1,3 bilhão, tá indo muito bem. Então a empresa brasileira de projetos, lá o Bernardo Figueiredo, nós deveremos, nos propusemos a fazer projeto terraplanagem e a parte de licenciamento ambiental. Então ganharia um tempo enorme aqui, o Ferroanel Norte, e depois o Ferroanel Sul, Rio Grande da Serra até Evangelista de Souza; aí vai explodir a ferrovia no bom sentido. Em termos de capacidade, de carga chegar rapidamente, e ao mesmo tempo tirar o caminhão das estradas; Ferroanel Norte, Ferroanel Sul. Aqui o maior porto do Brasil é Santos, é um dos maiores portos do mundo, aqui é o canal do porto, então vocês imaginem navios cada vez maiores entrando no canal, e a travessia de lanchas, ferry boat e catraia. Catraia é um barquinho com motorzinho descoberto, ele passa por dentro e sai lá no mercado de Santos. Tem a catraia, têm as lanchonas, nós acabamos de entregar agora uma lancha com ar condicionado, poltrona, parece uma cabine de avião; 370 lugares, inclusive bicicletário, que antes o sujeito tinha que ficar agarrado na bicicleta, agora ele põe a bicicleta no bicicletário, senta naquela poltrona, igualzinha de avião, um pouquinho mais alta e tal, ar condicionado, [ininteligível], bem caprichado, e ferry boat. Essa é uma das maiores travessias do mundo, Santos/Guarujá, a maior travessia marítima do mundo, não tem jeito de continuar. Imagine navio passando aqui sem parar e a turma atravessando aqui, então se estudou, nós vamos fazer uma das maiores obras de engenharia do país que é um túnel, uma ligação seca, esse túnel ligando Vicente de Carvalho/Guarujá, até Santos, passará a pé, bicicleta, moto, carro, ônibus, caminhão e trem, porque existe aqui o VLT, nós já estamos fazendo o veículo leve sobre trilho, começa em 30 dias a obra, vai ligar Santos, São Vicente, Praia Grande, e passa dentro do túnel e vem pro Guarujá; o VLT, veículo leve sobre trilho. Essa obra, acabamos de contratar uma consultoria da Holanda, e já está sendo feito o projeto executivo, deveremos licitar ainda este ano o túnel, ligação seca, Santos/Guarujá. Aqui o nosso porto, o nosso porto é um porto [ininteligível] natural comparado com Antuérpia na Bélgica, e tem um problemão que é não ter ferrovia. Mas agora com a nova Tamoios, contorno, tuneis, acesso melhor, ele pode crescer bastante, e também dutovia. Dia 29 de abril, ou seja, segunda-feira que vem, abre o Agrishow em Ribeirão Preto, que é o maior, lembra que o Brasil, São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar e o maior produtor de álcool do mundo, e o nosso álcool é eficiente porque o álcool americano é feito a partir de milho. Imagine, milho, proteína, alimento nobre usado pra fazer combustível. O álcool europeu é feito a partir de beterraba; o nosso é cana-de-açúcar. Então, todo álcool vem de caminhãozinho, tudo de caminhãozinho, vai ser inaugurado segunda-feira o primeiro alcoolduto do país; Ribeirão Preto até Paulínia, dá uns 300 km de alcoolduto. Uma união foi feita, Petrobrás, Cosan, Uniduto, Odebrecht, Camargo Correa; são seis grandes grupos. Pra ter uma ideia do tamanho da dutovia, eu fiz um decreto pra diferir o ICMS do álcool, porque a quantidade de álcool que vai ficar parado dentro do tubo, 300 km de álcool, é uma fortuna. Então nós vamos diferir o ICMS pra não cobrar ICMS que tá dentro do duto, [ininteligível]. Então vai inaugurar agora até Paulínia, de Paulínia a Santos, Paulínia a São Sebastião, você tem os polidutos da Petrobrás, que você pode utilizar pra álcool, então isso vai ajudar muito a melhorar o Porto de São Sebastião, ele pode dar um grande [ininteligível]. O que é que nós estamos fazendo agora? Nós vamos passar de 400.000m² pra 1,2 milhão de metros quadrados. O primeiro berço nós devemos licitar, fazer concessão do primeiro berço, e o quarto pátio de estacionamento agora este ano, foi iniciativa privada, e com a nova Tamoios a iniciativa privada se anima, e o píer, o berço já será sobre pilotis, que será sobre o mar, não em área aterrada, mas sobre o mar. Nós poderemos passar de um milhão pra três milhões de toneladas, ou seja, triplicar rapidamente o Porto de São Sebastião. Aqui é a hidrovia, nós temos uma hidrovia fantástica, 2.400km do Tietê e do Paranazão, ela começa lá em Anhambi, no meio do estado, e vai até o Paraná, sobe para o Rio... Rio Grande, que é divisa com Minas gerais... Digo Paranaíba, lá de Goiás, aquele triângulo, né, aquele triângulo lá de Minas, e vai até Itaipu. Se não fosse a barragem de Itaipu, se lá tivesse inclusa, nós chegaríamos até Buenos Aires, ou até Montevidéu, onde o Santos ganhou do Penharol e foi campeão da libertadores de 2011. A hidrovia Tietê/Paraná, que ela deu um problemão, é que as fontes são antigas então é cheia de buraco, aí vem aquela barcaça com 30 conjuntos de barcos e tem que parar e passa um, volta e pega o outro, um por um porque se passar de uma vez, com o vento, ela oscila e bate no pilar. Então nós estamos implodindo o centro das fontes uma por uma, antigamente levava sete meses interditada a rodovia, agora é quantos dias, o Saulo?

LOCUTOR DESCONHECIDO: 15 dias.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: 15 dias. Você faz a ponte aqui na beira do rio, do Tietê, constrói a ponte, asfalta a ponte, prontinho, encaixa ali do lado, aí implode a ponte antiga e 15 dias você põem a ponte no lugar e já está asfaltada até o trânsito. Fizemos um convênio com a Presidenta Dilma, 1,5 bilhão, 1,7 bilhões, bilhão, 900 milhões da união e 800 milhões do governo do estado. Em devotamento, lugares pra aprofundar um pouco, cria impacto, a hidrovia pegar profundidade melhores, e tem as fontes e tem o prolongamento da hidrovia até Piracicaba, nós vamos fazer duas barragens, e aí a hidrovia chega até o distrito de Artêmis em Piracicaba, e já encaixa na ferrovia. Então você vai poder tirar os grãos do oeste de São Paulo, do oeste brasileiro, do centro-oeste, levar cimento, trazer álcool, tudo por hidrovia. Chagando em Piracicaba já encaixa na ferrovia do estado de Piracicaba e vai até o porto sem um único caminhão. Aqui o modal que mais cresce que é avião, né? É o que mais cresce hoje é o modal aeroviário. O aeroporto de Cumbica transportou o ano passado 34 milhões de passageiros. O segundo aeroporto brasileiro é São Paulo de novo, Congonhas, 12 milhões. O terceiro é Galeão no Rio. Então os dois primeiros estão em São Paulo. Nós temos 28 aeroportos estaduais, o maior Ribeirão Preto, Rio Preto, Prudente, Marília, então todos esses aeroportos nós estamos investindo, balizamento noturno, novos terminais, ampliação de pista. ambulift, começamos em Presidente Prudente sexta-feira. Ambulift, se chegar uma pessoa, um cadeirante, como é que sobre no avião? Tem que pegar no colo, aquela dificuldade, todos os nossos aeroportos do estado, todos, todos, que operam linha aérea tem o ambulift, cadeirante entra ali, elevador, encosta, coloca lá dentro com segurança, conforto, respeito, ou seja, nós estamos investindo forte em todos os aeroportos estaduais, e estamos inclusive estudando modelo de concessão desse modelo. Aqui o saneamento, e a boa notícia aqui no Vale do Paraíba, o rio Paraíba está se recuperando rapidamente, já ele é viscoso em toda a sua extensão, vocês podem confirmar, por exemplo, a história de pescador, né, o que quê, peixe aqui da região, lambari, bagre, tilápia, até a nossa meta é universalizar o saneamento, universalizar o saneamento no interior até 2014, no litoral 2016, na região metropolitana 2019; 100% de água tratada, 100% de esgoto coletado, 100% de esgoto nos municípios operados pela Sabesp. E estamos ajudando os municípios de São Paulo, Aparecida é próprio, nós estamos bancando 100% da estação de tratamento de esgoto por um programa tratado Água Limpa Cunha, Cunha é próprio, nós sabemos, nós vamos bancar todo o tratamento de esgoto. Então a gente está procurando apoiar os municípios que não são Sabesp, e os nossos todos teremos 100% de esgoto tratado. E no litoral até 2016. E o rio Paraíba do sul estará um rio bastante viscoso, hoje ele já está oxigenado, ele tem vida, recuperou enormemente o Paraíba. Aqui mostra bem a questão da oxigenação, né, veja que o rio, ele vem com uma oxigenação extraordinária, ele nasce... A Paraíba é o encontro do Paraitinga e do Paraibuna. O Paraibuna... O Paraitinga nasce entre Areias e Silveiras ali, o Paraitinga. O Paraibuna lá em Cunha, os dois se unem na represa de Paraibuna. E a partir daí é Paraíba. Então ele nasce aqui na serra, ele vem pra São Paulo, nasce lá perto do rio, vem pra São Paulo pela serra do mar, torna forte em serra do mar, se une na represa de Paraibuna e faz uma curva ali em Santa Branca e... Aliás, o Paraíba vai até Guararema, Guararema não é tietê, Guararema é bacia do Paraíba, então está limpinho, ainda no... Aí começa entrar nas grandes cidades, Jacareí, São José, Caçapava e sofre um pouco, mas com os investimentos em esgoto, São José há 15 anos atrás tratava coisas de 4%, imagina uma cidade desse tamanho, maior cidade do país, tratava 4%, nós vamos chegar até o ano que vem praticamente 100%. Depois ele vai bem, ele vai embora. E a partir de Cachoeira... Onde deságua o Paraíba? Onde?

LOCUTOR DESCONHECIDO: Campos.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso. Na república de Chuvisco. Chuvisco é um doce muito bom que tem de coco, (inaudível) e chama chuvisco, também o Campo dos Goitacazes, terra ali (ininteligível), República do Chuvisco, e ele deságua em Campos, lá quase na divisa com o Espirito Santo, Rio de Janeiro/Espirito Santo. E ele é um rio nacional, federal, porque ele tem bacia em três estados: nasce em São Paulo, recebe as águas da zona da mata de Minas e percorre o Rio de Janeiro, e ele abastece a cidade do Rio de Janeiro, Guandu, ele tira uma parte da água do Paraíba para o Guandu. Aqui o litoral, que são investimentos importantes, 2016 nós teremos o litoral de São Paulo universalizado de esgoto. São 390 km de coletora, 26 mil novas ligações, 15 estações de tratamento, porque é mais caro e mais difícil, você tem várias praias, né? Então é diferente de uma cidade só que você faz uma estação, coleta tudo e trata e acabou. O litoral é muito mais caro e mais difícil. Aqui os novos trens, nós temos um estudo pra voltar os trens regionais, é um cruz, ela faz Americana, Campinas, Jundiaí, São Paulo, Santo André, Santos; essa é a vertical. A horizontal: Sorocaba, São Roque, Osasco, Barueri, São Paulo, Guarulhos, São José dos Campos, Taubaté. Então, você tem uma cruz, esses são os trens regionais, é uma PPP, e ela tá sendo formatada essa PPP. Nós compramos pra CPTM 105 carros, perdão, 105 trens, cada trem tem oito carros, então 840 carros 0 km, a indústria ferroviária em São Paulo deu um salto, ressuscitou. Teve um ano que o Brasil inteiro comprou 22 carros de trem de passageiros, nós compramos 840 carros novos para o trem de passageiros. Aqui metrô, nós estamos com quatro obras simultâneas de metrô, a Linha 2 que vai lá pra Cidade Tiradentes, monotrilho; a Linha 4, já tá cinco estações prontas, aquela mais moderna, a amarela, vamos entregar agora São Paulo, Fradique Coutinho, Higienópolis, Oscar Freire e depois Vila Sônia. A cinco também está em obra, vai de Santo Amaro até norte/sul, até Chácara Klabin. A seis é PPP, tá sendo lançada, corta a cidade inteira, vai pra zona norte de São Paulo, passa embaixo do Rio Tietê. A quinze, ela tá em licitação, ligando Vila Prudente até Guarulhos, [ininteligível] da Dutra. A 17 tá em obra, quem passar pelo Aeroporto de Congonhas, aquele monotrilho em cima da Av. Roberto Marinho, ano que vem tá inaugurado. Então você vai aqui pelo Aeroporto de Congonhas por monotrilho; e a 18 vai pra São Bernardo do Campo, tá em processo de lançamento da PPP. Aqui, nós queremos todos os aeroportos ligando o sistema metro ferroviário, então Congonhas é monotrilho, e a 17 fica pronta no ano que vem. Cumbica é a Linha 13 da CPTM, sai daqui de Engenheiro Goulart, uma estação em Cecap e já chega no aeroporto. E tá projetado pra ser o mesmo lugar da nossa estação da CPTM, trem, o TAV, o trem de alta velocidade, tudo no mesmo lugar já previsto e acertado lá. Aqui as PPPs, só pra dar um exemplo, o metrô, são várias linhas por PPP. Aqui saneamento, nós não vamos tirar água do Paraíba, houve uma discussão aqui, a nossa opção foi pegar água no São Lourenço, no Alto Ribeira, a PPP já tá há 25 anos com sessão administrativa, 1,6 bilhão, é no Alto Juquiá, lá no Alto Ribeiro nós temos que gerar 5m³/s de água a cada cinco anos, então nós vamos buscar água lá no São Lourenço. São Paulo tem 22 milhões de pessoas na região metropolitana, a 700 metros de altura, não existe água praticamente, então vamos buscar água em Minas, buscar água no São Lourenço. Aqui, habitação, Casa Paulista, nós fizemos um convênio com o governo federal para habitação de interesse social a gente põe R$ 20 mil reais por unidade, assinamos 100 mil unidades, são R$ 2 bilhões nessa parceria. Aqui, saúde, a Furb, nós temos uma fábrica em Guarulhos, e uma segunda fábrica em Américo Brasiliense, essa será alterada pela iniciativa privada, em cinco, seis meses já tá operando na fábrica. Aqui, quatro hospitais novos por PPP, um em São José dos Campos, a prefeitura nos doou o terreno na Vila Industrial, Parque Industrial; uma em Sorocaba; um Hospital da Mulher, que vai ser a antiga cracolândia, na região da Nova Luz em São Paulo, hospital pra mulher, e o outro é na USP, no Hospital das Clínicas, o Hospital Olhos, Ouvido, Nariz e Garganta; quatro hospitais por PPP, o setor privado constrói, equipa e opera a parte cinza, não a parte branca que é a parte médica de enfermagem, enfim, mas a parte de segurança, limpeza, tudo privado. Nós deveremos lançar a PPP em questão de 60 a 90 dias. Aqui o curso Via Rápida, a gente tem curso de um mês só, curso rápido, não precisa ter diploma, não precisa ter vestibular, nada, quem quiser vai desde garçom, cozinheiro, chapeiro, [ininteligível], costureira, pedreiro, azulejista, tem uma quantidade enorme, são 150 cursos diferentes e quem tiver desempregado a gente paga uma bolsa de R$ 330,00 pra pessoa fazer o curso. Aqui as ETECs e FATECs, temos 208 escolas técnicas e 56 faculdades de tecnologia com alta empregabilidade. O camarada sai com, cada cinco da ETEC sai quatro contratados, cada 10 na FATEC, nove contratados. Aqui na região nós temos 11 escolas técnicas e sete faculdades de tecnologia; uma no litoral, uma FATEC, uma em Jacareí, São José dos Campos, Taubaté [ininteligível] vão começar o prédio novo em uma semana. Aqui a parte das universidades, nós tínhamos três faculdades isoladas, Faenquil Lorena; Famema Medicina, Marília e Famerp Medicina, Rio preto; conseguimos a Faenquil por dentro da USP. Faculdade isolada fica [ininteligível], universidade tem pesquisa, tem escala, estrutura. A Faenquil conseguiu passar pra USP, a Famema e a Famerp ainda não conseguimos, mas ao menos a Faenquil já passou e isso deu uma bela ampliação no polo de engenharias de Loreno, e a UNESP em São José terá uma nova engenharia ambiental. Aqui, pesquisa, isso é um fato interessante que pouca gente sabe. Se São Paulo fosse o país, ele investe mais em pesquisa do que a Espanha, a Itália, a Rússia, o Brasil, a África do Sul, a Índia, a Argentina, Chile e México; e o estado investe em pesquisa e desenvolvimento. O governo do estado, empresas privadas, empresas privadas e governo federal. Então, origem dos gastos de pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo, 60% é o setor privado que investe em pesquisa e desenvolvimento; 23% o estado, 14% o governo federal e 14%, e mais um pedacinho do ensino superior privado. Então aqui, grandes investimentos aqui, pesquisa e desenvolvimento. A Fapesp investe um bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento, nós reservamos 1% do ICMS só pra pesquisa e desenvolvimento. No ano passado nós repassamos R$ 938 milhões em pesquisa e desenvolvimento. Aqui os parques tecnológicos, aí São José dos Campos é campeão. Antigamente o que se fazia? Pegava um terreno na beira da estrada, picotava em pedacinhos, venha montar a sua fábrica aqui. Hoje em dia as coisas são muito mais sofisticadas, especialmente empresas de vanguarda. Você precisa ter universidade dentro, precisa ter institutos de pesquisa, precisa ter laboratório, precisa ter uma [ininteligível] de empresas, então o Parque Tecnológico de São José é mais consolidado, tem o maior sucesso em fila de empresas, querendo vir pra cá, e acabamos de credenciar agora, São Carlos. Aqui o Parque Tecnológico São José, voltado muito à área de tecnologia aéreo aeroespacial, saúde, energia, águas e saneamento ambiental. Casa Paulista, aqui na região que nós temos feito, só aqui em São José, eu acho já temos 1.500, né, Calinhos? Aqui, unidades, e mais... 900 e?

CARLINHOS DE ALMEIDA, PREFEITO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: Temos 1.404!

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Temos 1.404 é isso aqui... Temos Casa Paulista, e temos também CDHU e temos um programa de 5 mil unidades só pra São José. Aqui, os investimentos aqui na região, aqui um pouquinho sobre Rota Franciscana, Frei Galvão e os passos de Anchieta. Aqui homenagem ao Frei Galvão, o nosso primeiro santo que nasceu Guaratinguetá, e aqui a rota: sai de São Paulo, de São Luiz do Paraitinga, sai de Bananal, enfim, as várias Rotas Franciscanas! Aqui a do Padre Anchieta, ele sai de Peruíbe e vem até Ubatuba, onde ele celebrou a Paz de Iperoig entre os tamoios, os índios tamoios do Litoral dos Portugueses, e onde ele escreveu o poema A Virgem. O Padre Anchieta é um injustiçado, porque a ordem para ser santo é: venerável, cervo de Deus, beato e santo, né, a canonização, certo? São quatro, e você vai subindo, né, um processo totalmente rigoroso! Então primeiro venerável, o Padre Anchieta já passou; depois cervo de Deus, já passou; depois beato, parou. O anterior, Frei Galvão, pá, foi direto, por quê? Porque pra passar de beato... Até beato é virtude é vida santificada, uma vida santificada, Madre Paulina que chegou a Santa, enfim, vida santificada. De beato para santo é milagre, você tem que comprovar o milagre. Oh Frei Galvão com a pílula, aquela fila de gente todos os dias tomando a pílula, daqui a pouco a aparece o milagre. O coitado do beato Anchieta, nós precisamos fazer uma campanha pra ele. Se o pessoal não pedir, alguém tem que estar doente, pede, ‘meu beato Anchieta, me ajude!’, porque, se não comprovar o milagre, o coitado não vai passar de beato. Tem vários brasileiros, e Frei Galvão foi o primeiro, legal, mas tem uma fila! Tem aquele Padre Donizetti lá de Tambaú, eu fui! A Nhá Chica é em Minas, né, mas aqui vai pedir. Padre Rodolfo! Padre Rodolfo, o Padre Donizetti, eu fui à missa que ele passou, eu acho que foi de venerável para cervo de Deus, ele ainda não é beato, a missa demorou quatro horas, dai falaram, ‘eu, não sei o Padre Donizetti vai chegar a Santo, mas nós já estamos a caminho!’. Aqui, um pouco da recuperação de São Luiz de Paraitinga e pra encerrar aqui, o protótipo. Então a Bacia de Santos, ela vai desde Santa Catarina até o Espirito Santo, são cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio e Espirito Santo, então chama a Bacia de Santos, mas pega cinco estados, mas o grande as jazidas de petróleo e gás estão em São Paulo e Rio de Janeiro, grande parte das jazidas estão aí. O pós-sal, ele é até 200 quilômetros, 150 quilômetros de distância, então ele é mais perto da costa, e ele é mais acima da camada de sal. O pré-sal, ele ia mais longe, 300 quilômetros da costa, a logística, helicóptero, as plataformas são muito mais complexas, porque isso o Porto de São Sebastião é de um padrão extraordinário, com [ininteligível] da Petrobrás, e ele é muito profundo, tem que furar a camada de sal. Até agora, nós tiramos petróleo acima da camada do sal, agora nós vamos tirar petróleo abaixo da camada de sal, 5 mil metros de profundidade. Isso tudo gera emprego só no litoral! Nós vamos inaugurar uma fábrica em Piracicaba que é só de geradores para petróleo em alto-mar. Gerador, só para fabricar gerador. Então aqui, então as grandes jazidas do pré-sal, isso vai depender muito do ritmo de investimento, mas eu diria o seguinte para vocês, que são mais jovens aí, quem for governador aí em 2022 e 24 está com o burro na sombra, São Paulo vai ser o estado, ainda mais rico. E, nós conseguimos segurar no Supremo Tribunal Federal a questão da distribuição dos Royalties, no Supremo Tribunal Federal, porque dissemos, ‘olha, você pode discutir daqui pra frente à maneira que vai distribuir, mas aquilo que já está licitado, contratado é a regra da época!’, então, não pode mais mexer. Isso vai garantir, pra ter uma ideia, não é o que estado vai arrecadar, só a diferença até 2020 dá R$4 bilhões, só a diferença entre uma lei e outra, o estado terá a mais R$ 4 bilhões. Então o estado de São Paulo terá, quando entrar essa força grande do petróleo uma situação financeira excepcional. Aqui, mostra bem o que levou 50 anos, praticamente 54 anos para se conseguir de produção de petróleo, você pode sim, investir, conseguir no pré-sal em 16 anos. Aqui mostra a unidade de tratamento de Gás de Monteiro Lobato e de Caraguatatuba, então aqui nós temos aqui a grande unidade, ela já está processando 10.000.000 metros cúbicos de mexilhão, de [ininteligível] e lula e vai ser a grande produtora de petróleo... De gás, especialmente de gás em Caraguatatuba. Aqui, mostra bem, aqui está à unidade de tratamento de gás, aqui está o pós-sal, aqui está o pré-sal, mexilhão e pós-sal, lula, [ininteligível], Piraputanga, [ininteligível], Tambaú é tudo aí. Já tem um [ininteligível] agindo, ó, Tambaú e vai tudo pra unidade tratamento de gás. Muito obrigado. As Santas Casas passam por grande dificuldade, porque a tabela do SUS... Antigamente, eu me lembro, no tempo do INAMPS, eu era prefeito em Pindamonhangaba, década de 70. Pinda tinha a Santa Casa, uma bela Santa Casa de 170 anos, e os médicos criaram o hospital particular, o Hospital Pindamonhangaba, e eu era anestesista, prefeito, eu operava nos dois, eu dava plantão nos dois, Santa Casa e Hospital Pindamonhangaba. Um dia eu chego para fazer uma cesariana no Hospital Pinda e tem uma placona assim, e eu já era candidato a deputado estadual, pré-candidato: “Os médicos e funcionários desse hospital apoiam: federal, Salvador, [ininteligível] - se não me engano -, estadual...”. Tudo de São Paulo. Aí entrei, fiz lá a minha anestesia, a hora que eu estou saindo, o Dr. Nilton, que era o diretor, me chamou: “Geraldo, você viu a placa lá fora?”. Eu falei: “Eu vi”. “O negócio é o seguinte, se nós não tivermos o convênio do INAMPS, vai quebrar, a gente não aguenta mais. Nós precisamos ter esse convênio de todo jeito. E, para conseguir o convênio do INAMPS, depende da Arena, depende do governo federal - período militar -, então, ninguém vai votar nesses deputados, mas nós temos que pôr a placa lá, porque, se não puser a placa lá, não vai sair o convênio”. Vejam só a disputa que era. Hoje, você conseguir alguém atender pelo SUS, mas nem... [ininteligível] Santa Catarina lá em São Paulo, aí perguntei: “Quantos por cento de SUS?”. “Zero.” Nem com a promessa de ir para o céu eles querem. Então, o que está acontecendo? As Santas Casas estão quebrando e a rede pública vai ficando... Qual era a lógica do passado? Cidade pequena, falta de emprego; cidade grande, segurança. Hoje, você pega do Oiapoque ao Chuí, a primeira reclamação é saúde, 50%, 50, a segunda é 20%, é a metade da... É um outro momento que nós estamos vivendo, uma crise de financiamento, pela mudança demográfica. O Brasil está ficando um país idoso, o mundo inteiro é assim, o país ficando idoso, a medicina sofisticada, doenças degenerativas e custo elevado. Então, falta de financiamento, falta de recurso. Então, São José precisa, pelo tamanho da cidade e o tamanho da região como uma referência. Não falta hospital para quem tem dinheiro, agora, para quem depende do SUS, aí é uma dificuldade, você tem filas enormes. A mesma coisa o litoral. O litoral tem quatro cidades. O que eu estou pensando em relação ao litoral? Fazer o que nós fizemos em Taubaté, nós pegamos o hospital que estava com enorme dificuldade. Então, o que nós podemos fazer no litoral? Construir um hospital novo ou desapropriar a Santa Casa de Caraguá. É estatal, é SUS, é 100%, resolvido e vamos em frente. Então, esse já é mais rápido. Então, o que se está discutindo hoje? Ou nós assumirmos a Santa Casa de Caraguá ou construirmos um outro hospital no litoral. Isso está fechando os estudos. Finalmente, em relação ao turismo, Copa do Mundo. A abertura da Copa vai ser um São Paulo, vamos ter jogos intermediários e vamos ter uma das finais. O estádio é do Corinthians, o gol do Neymar e vamos em frente. Quantas Seleções são? Trinta e duas. Vamos tirar a do Brasil, então vamos ter 31 de fora. Para onde elas vão? São José está disputando, não está? Vocês estão disputando, então, os Centros de Treinamento. A Alemanha vai para um lugar, a Itália para outro, a Argentina, Estados Unidos, Espanha. Então, nós acreditamos que 40 a 50% das Seleções do mundo ficarão em São Paulo, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Santos, Mogi das Cruzes, Barueri, Araraquara. E o que precisa ter a cidade? Aeroporto perto, rede hoteleira, e uma rede hoteleira que tope, porque, às vezes, a rede hoteleira fala: “Não, eu não quero ficar um mês aqui imobilizado, não me interessa”. Você precisa compatibilizar interesse econômico. E ginásios de esporte, academias, enfim, infraestrutura esportiva. São José é uma dessas cidades. Aqui no Vale do Paraíba, eu acho que é Campos do Jordão, Taubaté e São José, se não me engano. Você tem aqui Mogi, São Paulo, obviamente, tem Campinas, enfim, são... Nós temos... Tem um catálogo que a gente disputa, e eles já estão visitando. E eu estou bastante otimista. O estádio ficará pronto, não tem nenhum problema. A questão de acesso, não tem estádio no mundo que tem uma estação de metrô e uma estação de trem na porta, tem duas estações na porta do estádio. A FIFA exige 70 mil passageiros/hora, nós vamos oferecer 110 mil passageiros/hora. Nós esvaziamos o estádio em 36 minutos se todo mundo pegar trem e metrô, então, você tem as condições. Temos o problema de aeroportos, isso existe, mas está todo mundo trabalhando para minimizar ao máximo. O maior problema do aeroporto é pátio para parar avião, por incrível que pareça. Um dia, eu estou chegando em Ribeirão Preto, [ininteligível] em Campinas, Viracopos, aí o piloto fala: “Não dá para descer”. “Mas como não dá para descer?” “Não, não pode descer, tem que ir para São Paulo” “Não, o que está havendo?” “Não tem onde parar o avião.” “Então, você negocia que a gente desce e o avião já decola.” Aí deixaram. Não tinha onde parar. Aí você tem problema aeroportuário, temos que investir forte na questão das aerovias e aeroportos, mas são bons problemas, porque são problemas do desenvolvimento, da melhora da renda, enfim, do crescimento do país. Mas quero aqui agradecer ao [ininteligível], agradecer ao prefeito, agradecer a cada um de vocês, [ininteligível] muito honrado. Eu fiquei feliz porque tem uma história de um crítico literário chamado Agripino Vieira. Então, ele, apresentado a uma moça, ele disse para ela: “Nós já nos conhecemos, nós já dormimos juntos, foi na conferência do professor Pedro Calmon”. E ninguém dormiu.