Discurso - Palestra para alunos da Fundação Salvador Arena 20132705

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Discurso - Palestra para alunos da Fundação Salvador Arena

Local: São Bernardo do Campo - Data:27/05/2013

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cumprimentar a Regina Célia, agradecer as suas palavras; o presidente do conselho da Fundação; o professor Herman Voorwald, secretário do Estado da Educação de São Paulo; os deputados Orlando Morando e Alex Manente; os membros do conselho curador; professores; alunos; alunas; amigas e amigos. Eu quero dizer da alegria de conhecer aqui a instituição, um belíssimo exemplo de excelência, participação. Acho que o Salvador Arena, lembro que meu pai dizia que na vida, não basta viver, é necessário conviver e participar. Então, um grande exemplo de uma pessoa que fez da sua vida servir, ajudar os outros.

Tolstoi dizia que a verdadeira vocação de cada homem, de cada mulher, é servir as pessoas. E ele serve mesmo depois de falecido, através de seu legado, através dessa instituição. Quero deixar aqui o meu compromisso à Regina, à toda a equipe, aqui o [ininteligível], o Luiz Marinho, nossos parlamentares da região, vamos nos empenhar totalmente para que a indústria termomecânica possa ter todas as condições tributárias para a sua expansão da indústria que é hoje [ininteligível].

E nós estamos indo daqui entregar a quinta faixa e a sexta faixa da Imigrantes, nós vamos entregar uma ampliação 15% do sistema da rodovia Imigrantes, então daqui nós vamos lá entregar a quinta e a sexta faixa. Até ontem eu diria que era para ir ver os shows do Neymar na Vila Belmiro, nós perdemos o Neymar. Mas, eu preparei aqui umas telas. Enquanto ele prepara aqui, só uma palavrinha: Vocês estão fazendo ensino médio e superior, não é isso? Mecatrônica, Sistemas, Alimentos, Processos Gerenciais. Então, eu preparei aqui meia dúzia de telas, então em uma visão um pouco mais ampla de infraestrutura do estado e um pouco da economia de São Paulo e do serviço. O estado de São Paulo tem tamanho de país. Nós temos 42 milhões de habitantes, o estado de São Paulo tem uma população maior do que a Argentina, 42 milhões. E tem um PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas que são produzidas durante um ano, que era igual a Argentina há 20 anos atrás. Hoje a Argentina tem um PIB em torno de 400 e poucos bilhões de dólares. Dá para ver bem? Como é que passa aqui? Obrigado! Aqui dá para ter uma ideia boa, então nós temos o Produto Interno Bruto da Argentina hoje é UU$ 446 bilhões, o estado de São Paulo é quase UU$ 800 bilhões. Então em 18, 15 anos, nós que tínhamos o tamanho da Argentina em termos de Produto Interno Bruto, hoje temos uma economia duas vezes a economia da Argentina. Então, a primeira economia da América do Sul é o Brasil; segundo é São Paulo; terceiro é Argentina; quarto, Colômbia, e assim por diante. Aqui mostra a renda per capita, temos uma renda per capita também bem superior à média brasileira e bem superior também ao segundo país da América do Sul. Aqui mostra que nós somos... Se São Paulo fosse um país, seria a 18ª maior economia do mundo, nós somos o primeiro produtor mundial de açúcar e álcool, grande produtor de cana-de-açúcar, açúcar e álcool, o maior produtor do mundo e o maior produtor de suco de laranja, nós temos o maior pomar cítrico do mundo no estado de São Paulo, maior que a Flórida.

Aqui, mostramos investimentos, o estado deve investir esses quatro anos R$ 93,6 milhões e em Parcerias Público Privadas, eu vou mostrar um pouquinho em seguida, perto de R$ 50 bilhões. Aqui mostra a nossa rede de ensino técnico e tecnológico de Etecs e Fatecs, escolas técnicas, são 208, 226 mil alunos e 121 cursos e as faculdades de tecnologia. Aqui mostra sua disposição, estão bem distribuídas ao longo de todo o estado, o estado mantém ainda gratuitamente também, três universidades, a USP, a Unesp e a Unicamp, sendo que elas estão entre as melhores universidades do país, a USP uma das melhores do mundo. E aqui, cursos rápidos também. Então, são cursos tanto Etec, Fatec, como a universidade, você tem o vestibular, o Via Rápida não, são cursos de 100 horas, 80 horas, 150 horas que não tem vestibular e não precisa ter diploma, qualquer pessoa que queira fazer o curso rápido, ele pode se inscrever. Curso de costureira, bordadeira, construção civil, azulejista... Enfim, as necessidades maiores. E a pessoa que estiver desempregada recebe R$ 330,00 durante aqueles 30 dias para ela poder se dedicar ao curso. Aqui, pesquisa, esse é um fato importante! Os países que mais investem em pesquisa no mundo é Israel - país pequeno, investimentos maciços de pesquisa; Suécia; a Coreia do Sul, maior quantidade de recurso; Japão; Estados Unidos; Alemanha; aqui é o CDE; Austrália; França; aqui o Brasil e aqui São Paulo. Então, São Paulo investe mais em pesquisa e desenvolvimento, o estão de São Paulo, do que a Espanha, Itália, Rússia, Brasil, África do Sul, Índia, Argentina, Chile, México. O estado de São Paulo até o final do séc. XIX, no final de 1800 e pouco, era um estado pequeno. São Paulo tinha 100 mil habitantes – a cidade de São Paulo – e foi indústria, pesquisa, desenvolvimento que deu um impulso grande ao estado, obviamente alicerçado na economia do café.

Nós investimos por ano, perto de R$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento através da FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa. Aliás, Virgínia, quero deixar aqui, a FAPESP pode ser boa parceira aqui da Fundação para bolsa de estudos para pesquisadores e como financiadora de pesquisa aqui na instituição. Então, a FAPESP é parceira das universidades, das escolas, da indústria, no sentido de fazer pesquisa de desenvolvimento. Aqui, os parques tecnológicos, antigamente, você tinha uma rodovia, fazia-se o loteamento – um monte de divisão de terras – para a indústria se instalar ali [ininteligível]. Hoje, se procura ter um site, um local onde você tenha indústria, você tenha então, universidade, você tem institutos de pesquisa, você tem incubadora de bases tecnológicas e tem toda a infraestrutura para a pesquisa e o desenvolvimento. Então, alguns exemplos de parque tecnológico: São José dos Campos, Parque Tecnológico Aeronáutico e Aeroespacial, então, você faz grande pesquisas e desenvolvimento na área de aeronáutica/aeroespacial. São Carlos, muito na área de biomedicina; Campinas, TIC, Tecnologia de Informação e Comunicação; Piracicaba, energia, bioenergia. Você, através da cana-de-açucar, produzir biomassa, eletricidade [ininteligível]; Sorocaba é o parque metal-mecânico; Ribeirão Preto, indústria hospitalar. Então, a gente incentiva a criação de parques tecnológicos. Nós já temos hoje, um grande parque tecnológico, são 19 parques tecnológicos, no sentido de estimular empresas de alto valor agregado na ponta da tecnologia.

Aqui, mostrando o indicador de saúde pela OMS, Organização Mundial de Saúde, é mortalidade infantil. Esse é o mais importante. Então, nós tivemos uma redução, em 20 anos, de 31 mortes por 100 mil habitantes, para 11. Em muitos municípios é até menos de um dígito, que é nível europeu. Ou seja, caiu muito a mortalidade infantil. E aumentou a expectativa de vida, nós estamos vivendo mais. Então, no Brasil, nós temos uma expectativa de vida – olha que espetáculo: Em 1940, a expectativa de vida era 41 anos, a expectativa de vida média. Porque morria muita criança em 1940. Morria muita criança e era comum a mamãe dizer: “tive quatro filhos, vingaram três”, “tive oito filhos, vingaram seis”. Morria muita criança e não existia antibiótico. Então, morria de tuberculose, hanseníase. A gripe espanhola matou no Brasil em 1918, 300 mil brasileiros, a gripe espanhola. A expectativa de vida hoje é em torno de 73,5 anos, em São Paulo é 75 anos. Expectativa de vida média. Agora, quem passa dos 30, é mais de 80%, porque infelizmente morre muito jovem em fim de semana : sexta, sábado; com a motocicleta, acidente de carro, tiro, droga. Não é doença, é causa externa. Então, quando passa dos 30, sai da chamada vulnerabilidade juvenil, aí vai para mais de 80%. Aí, essa curva vai subindo, o que é muito bom. Essa é uma tendência.

E aí, mudou o Brasil. Então, o Brasil que era um país jovem, uma pirâmide demográfica de base larga, um país jovem, hoje é um país maduro e caminha para ser um país idoso. Então, essa é uma mudança que o mundo está passando. O Brasil, país em desenvolvimento, também. O Brasil que era um país jovem, muito jovem, de poucos idosos, hoje é um país maduro e caminha para ser um país idoso, como são os países mais desenvolvidos. Aqui mostra também, as causas de morte e mortalidade em São Paulo, são iguais às do mundo todo, a primeira causa de morte é coração e grandes vasos, a segunda, neoplasias – são cânceres, muito ligado a idade. Vejam que está aumentando. Por que não tinha tanto câncer antigamente? Porque as pessoas morriam cedo. Câncer é uma doença ligada à idade. Nós homens, com 80 anos de idade, de cada 10, sete terão câncer de próstata. E se chegássemos a 120 anos, todos teríamos. É impressionante como é ligado à idade! Então, à medida que a população envelhece, você tem um aumento de neoplasias.

Aqui, causa externa: Vejam que eu marquei uma queda aqui muito grande na causa externa. Causa externa não é doença, é morte violenta: afogamento, tiro, droga, desastre de automóvel, morte não por doença. Por que caiu fortemente? Porque nós tínhamos 13 mil homicídios por ano no estado de São Paulo. Baixou para 12, 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, no ano passado foi 4.800. Por isso que caiu. Quem que deixou de morrer? O jovem. Porque é o jovem que é o jovem que morre mais por causa externa. Tanto é que hoje, a maior causa externa de morte é acidente rodoviário: atropelamento de carro, é moto, é desastre de veículo. Essa é a maior causa, na frente de homicídio.

Aqui mostra um pouco das Unidades dos AMES, das Unidades Laboratoriais na parte de saúde. Aqui, para vocês: nós temos em São Paulo – aqui está a capital –, 11 milhões de pessoas, e na região metropolitana, incluindo aqui o ABC, 22 milhões de pessoas. Então, nós somos a terceira metrópole, a terceira região metropolitana do mundo. A primeira é a grande Tóquio, no Japão, com perto de 32 milhões, mais ou menos. A segunda é Nova Deli, na Índia. Vejam que a Índia tem 1,1 bilhão de pessoas. O Brasil tem 200 milhões. A terceira região metropolitana do mundo é São Paulo, 22 milhões. Depois, a quarta é Mumbai, na Índia, a quinta é a Cidade do México, a sexta Nova Iorque, a sétima é Xangai, na China. Então, São Paulo é a terceira. E a nossa frota de carros há 11 anos atrás: 12 mil veículos. Hoje, é 24 mil veículos. Ela dobrou em 11, 12 anos, então haja congestionamento. Então, o que é o Rodoanel? É procurar tirar o trânsito de passagem pela cidade da região metropolitana. Imagine um caminhão que vem, aqui esta Santos, aqui está a Imigrantes, aqui está Anchieta, Imigrantes e Anchieta; aqui está o porto, o porto de Santos. Um caminhão que vem de Campinas, que vem do Mato Grosso, de Goiás, da região do Centro-Oeste para chegar no porto, ele tinha que atravessar tudo isso aqui para poder chegar no porto. Um caminhão que vem do Rio de Janeiro, do Nordeste do Brasil, do Vale do Paraíba, tem que passar aqui por dentro. Quem vem de Sorocaba, vem por aqui. Quem vem de Curitiba, tudo passando por dentro da cidade. Então o Rodoanel ele ligou a Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares, até a Régis Bittencourt, o trecho oeste tá pronto. O Sul ligou a Régis Bittencourt que vai para Curitiba, para o Sul, até Imigrantes, a Anchieta e parou aqui em Mauá, está aqui Mauá. Agora nós vamos entregar o ano que vem o trecho Leste que vai de Mauá até a Ayrton Senna e até a Dutra, a linha entre Guarulhos e Arujá. E já estamos em obra com o trecho Norte, que sai aqui de Guarulhos, aqui da Ayrton Senna e vem e fecha aqui na Bandeirantes. Então, nós vamos fechar 178km de rodoanel metropolitano, então liga aqui o maior aeroporto do país que é Cumbica aqui em Guarulhos, com o maior porto do país que é Santos, você liga tudo por fora, imagina que tire 17 mil caminhões da cidade e da região metropolitana. Aqui mostra um trecho Norte que está em obra, aqui é Fernão Dias que vai para Minas Gerais, aí integrou as 10 autoestradas que chegam em São Paulo.

Aqui mostra, nós temos um grande porto que é Santos, onde saem aí, as grandes peças de metalurgia, metal mecânico, indústria automobilística, eletrônica, enfim. E temos o porto menor, mas também importante, que é em São Sebastião, está aqui São Sebastião. Esse calado aqui, é muito profundo. Por que é que a Petrobrás está em São Sebastião? Porque o calado de Santos é oito metros, nove metros, chega a 10, no máximo 12. Aqui tem calado de 16, 18 metros, então navios muito grandes podem chegar ao Porto de São Sebastião. Nós estamos duplicando a Tamoios, em dezembro ela está pronta, estamos começando esse mês o contorno de Caraguá para Ubatuba até São Sebastião, o túnel, e depois a serra, estamos licitando agora no meio do ano uma nova autoestrada, uma nova Tamoios, como tem a nova Imigrantes. Aqui a ligação, aqui mostra bem Caraguatatuba, São Sebastião, aqui o porto. Então, esse porto vai ser muito ampliado, o Porto de São Sebastião, para atender o Pré-Sal. Aqui o ferroanel, todo mundo está vendo na televisão o problema do Porto de Santos, é muito caminhão, então [ininteligível] é caminhão demais, então nós precisamos de outros modais de transporte que não caminhão, e o melhor modal é ferrovia. O transporte ferroviário está aumentando, está aumentando fortemente, a indústria ferroviária brasileira se recuperou. O problema é que tem que de novo, passar por São Paulo. Então, o trem que vem lá de Campinas, do Mato Grosso, que vem lá do Mato Grosso do Sul, ele passa pela Luz, passa no Centro da cidade, aqui pela Luz. Então, você imagina, o nosso trem de passageiros, CPTM, transporta 2,7 milhões por dia, então a distância entre um trem e outro é três minutos, três minutos. Como é que vai passar um trem de carga? Então, ele só passa de madrugada, mas cada vez está menor o espaço da madrugada. E ele estraga a ferrovia porque ele é muito pesado, às vezes e lá afasta o trilho e você tem problema. Então, nós estamos como o governo federal, trabalhando para fazer o ferroanel Norte, o tramo Norte. Então ele sai daqui de Campinas e vem parar aqui em Manoel Feio, aqui em Itaquaquecetuba; e o tramo Sul, ele sai de Ribeirão Pires, Mauá, vem até Parelheiros e Embu Guaçu. Então você fará o tramo Sul, o tramo Norte, e aí você fecha o ferroanel dando grande eficiência para o transporte de carga. O trem de passageiros é do estado, então é a CPTM, ela tem o trem de passageiros, nós estamos ampliando bastante, comprando os novos trens. E tem uma outra companhia que é o metrô, então a CPTM transforma 2,7 milhões por dia, e o metrô cinco 5,3 milhões por dia. Nós transportamos oito milhões passageiros/viagem/dia.

Aqui mostra as obras todas, a Linha 2 é o monotrilho, sai daqui da Vila Prudente e vai lá para a Zona Leste: Oratório, São Mateus, até Cidade Tiradentes. A Linha 4 é amarela, sai da Luz, percorre toda a cidade e vai atender o estádio do Morumbi, Francisco Morato. A Linha 5 é a que sai em Santo Amaro e vem até Santa Cruz aqui na Norte-Sul. A Linha 6 é essa aqui que está em obra, em obra, em obra; e operando uma parte dela já. A Linha 6 está em PPP, é uma nova linha, sai do centro de São Paulo, São Joaquim, vai até Freguesia do Ó, em Brasilândia, na Zona Norte. A Linha 15, perdão, a Linha 2 é a que o prolongamento dela está em licitação, vai lá pra Guarulhos, e a Linha 15 é a que vai para a Zona Leste, Cidade Tiradentes. A Linha 17 é a linha que sai do Aeroporto de Congonhas, quem passar a Av. Roberto Marinho vai verificar e vai até também Tucuruvi. Então, nós vamos ter os dois aeroportos ligados pelo sistema metroferroviário. O ano que vem já Congonhas e depois Cumbica, tudo com trem ou metrô.

APRESENTAÇÃO DE VÍDEO: “Está nascendo para ser muito mais do que uma alternativa de transporte dentro do grande ABC. Ela será mais uma conexão entre o ABC e a região metropolitana de São Paulo, favorecendo mais de dois milhões de pessoas, dessa vez através de metrô. A nova linha vai transformar a vida de muita gente, transportará inicialmente, 300 mil passageiros por dia, ligando os municípios de São Paulo, Santo André, São Bernardo e São Caetano. Serão 14,3km de extensão passando por duas novas estações, em Tamanduateí, na Zona Leste de São Paulo, até o Paço Municipal, no centro de São Bernardo. A Linha 18 estará reintegrada ao sistema metropolitano de transporte passando por avenidas importantes. Na estação Tamanduateí ela integrará a Linha 2 Verde do metrô, além da Linha 10 Turquesa da CPTM. Na estação Afonsina, unirá a futura Linha 20 Rosa de metrô. No Paço Municipal de São Bernardo a linha integrará também o corredor metropolitano São Mateus/Jabaquara e no percurso, vai servir a um bairro populoso e carente de transporte: Heliópolis. Ao passar pelo Córrego dos Meninos, a nova linha vai promover a requalificação urbana no entorno das avenidas Lauro Gomes e Guido Aliberti, unindo definitivamente, os dois lados, hoje cortados pelo córrego. O modelo de construção da obra será uma PPP, Parceria Público-Privada e ainda contará com a tecnologia de leitor [ininteligível] contra o crime. Com traçados e estações elevadas. Com 25 trens, a frota será equipada com ar-condicionado, câmeras de segurança e acessibilidade para pessoas com necessidade especiais. Toda a operação será automatizada, sem presença de condutores. E o trem terá passagem livre entre os carros, como já acontece na Linha 4. O percurso Paço Municipal – Tamanduateí levará 22 minutos. Como a linha será integrada a outras, do Paço Municipal à Paulista, por exemplo, o Marcos vai levar 44 minutos, 39 a menos do que ele gastava antes. E vai ter muito estudante chegando mais cedo em casa, porque a nova linha passará também por muitas universidades. E com o metrô leva desenvolvimento por onde passa, toda a área do entorno da Linha 18-Bronze poderá se transformar, atraindo novas empresas, novos comércios, novas residências, novas oportunidades e novos empregos.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A complementação aí. Nós já estamos estudando o projeto inicial era essa primeira fase, já saiu a PPP. Nós já estamos estudando chegar até Djalma Dutra e aí, esse trecho do Passo até Djalma Dutra passa aqui do lado, não é isso? Ah, perfeito, perfeito! Então, só recapitulando: Nós estamos estudando para incluir já na primeira fase não parar no Paço, mas parar em Djalma Dutra. É. Av. Prestes Maia. Aí já fica mais próximo aqui, ou seja, o aparelho, então já vai chegando aqui o monotrilho, que é a Linha 18, que é o metrô... Daí chega aqui do lado. A Djalma Dutra já tem uma vantagem, você já entrega uma integração de moldagem melhor. E aí na segunda fase até Alvarenga, já fica aqui mais próximo.

Aqui mostra o porto de São Sebastião, que é um dos grandes portos do mundo. Aqui em Guarujá. Vicente de Carvalho, aqui, Santos. Essa é a Ilha de São Vicente, que fica Santos e São Vicente onde fica Santos e São Vicente. E aqui a Ilha de Santo Amaro onde fica o Guarujá. Aqui é uma travessia de barco, de ferry boat, não sei se alguém já atravessou ali; Santos, Guarujá. E travessia também... É uma das maiores travessias do mundo. Então, você imagina toda hora passando aqui barco para ligar um lado ao outro, carro, ferry boat, balsa e os navios aqui [ininteligível] não é possível. Então, nós estamos terminando o projeto, vamos licitar ainda esse ano um túnel, vai ser uma das grandes obras de engenharia ligando Guarujá à Santos. Esse túnel passa a pé, bicicleta, moto, carro, ônibus e trem. Porque o VLT ligando Santos à São Vicente já começa a obra em 20 dias. Nós vamos ter um Veículo Leve sobre Trilho ligando Santos, São Vicente e Praia Grande. E esse VLT vai passar aqui e vai até o Guarujá para levar e integrar as cidades com Veículo Leve sobre Trilho. Aqui só exemplos de PPP: A Linha 6 é uma PPP, é aquela que eu falei que vai de São Joaquim a região Norte. Aqui saneamento básico. Nós temos que cada vez buscar água mais longe, porque nós temos 22 milhões de pessoas a 700 metros de altura, a maioria das grandes cidades do mundo está a beira mar, a zero metro, lá na beira do mar. Então tem muita água. Nós não temos água, nós estamos muito alto, nós estamos em um planalto. Então você vai buscar água cada vez mais longe. Então vamos buscar em Minas Gerais, sistema Cantareira. Agora por essa PPP, vamos buscar agua lá no Alto do Ribeira, em Juquiá. Trazer cinco metros cúbicos por segundo de água pra São Paulo. Aqui a FURP, Fundação do Remédio Popular. É uma fábrica, também já estamos terminando a Parceria Público-Privada.

Habitação, isso aqui é São Paulo; nós vamos ter 1.000 unidades habitacionais na região do centro expandido. Aqui Casa Paulista aqui no ABCD. Aqui nos assinamos com a presidenta Dilma uma parceria, então o Minha Casa Minha Vida para quem ganha três salários mínimos, a gente coloca até R$ 20 mil por unidade, como subsídio para ajudar famílias de menor renda poder ter acesso à casa própria. Então, aqui na região nós temos 3.046 nesta parceria.

Aqui, nós temos... Aqui, para já ir encerrando, o Pré-sal. Então só para entender um pouco: Nós temos aqui, antigamente a América do Sul, América e a África eram um continente só. Então, América e a África eram grudados. Aí, milhões de anos atrás, começou a separar e entrar a água do mar. Então ficou esse Oceano Atlântico, que não existia no passado. África e América eram um continente só. Quando era um continente só, vai morrendo animal, matéria orgânica, corpo humano, os animais, o mundo animal é formado de composto orgânico, carbono, química orgânica é a química do carbono. Então deposita carbono. Morrem vegetais: árvores, flores, raízes, flores deposita tudo, matéria orgânica. Orgânica é carbono, vai depositando carbono. Petróleo é carbono, não é? O gás natural é carbono, então tudo carbono. Separou, entrou a água do mar e a água do mar formou uma camada de sal. Então você tem ali a 5 mil metros mais ou menos, uma camada de sal. Aqui está a superfície da água, aqui você tem a água, então você tem a 5km mais ou menos de profundidade uma camada de sal. Tudo que a Petrobrás e as empresas tiraram de petróleo e gás até agora, foi acima da camada de sal, chamado “Pós-sal”. Então, ele é mais perto da costa, 100km, 150km e não tão profundo. A Bacia de Campos, lá no rio; Merluza, aqui em Santos; tudo mais raso, mais raso entre aspas: 3km de profundidade. E mais perto da costa. O petróleo que agora é tirado do Pré-sal, abaixo da camada de sal, ele é a quase 7 mil metros de profundidade, 7km tem que chegar ali e furar a camada de sal; está abaixo do sal e longe da costa, 300km mais ou menos. Então a logística: helicópteros, navios, plataformas é muito mais complexa. Então, nós temos aqui a camada de sal, aqui tem uma espessura de um a dois quilômetros de sal, camada de sal. Tem o petróleo Pós-sal, que é a maioria das reservas do Brasil, maioria das nossas reservas são Pré-sal. E você tem aqui o Pré-sal que é abaixo da camada de sal. Então, aqui dá para entender bem. Veja o seguinte: aqui está São Paulo; aqui está Ilhabela; aqui está São Sebastião; aqui está Santos; aqui está o Rio de Janeiro, Paraty; aqui é Bacia de Santos. A Bacia de Santos, ela pega cinco estados. Ela pega Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo; cinco estados. Mais as grandes jazidas estão aqui: São Paulo e Rio de Janeiro. Então essas bacias aqui, Lagosta, Merluza, tudo isso aqui é Pós-sal, é o que a gente vinha tirando, mas não é muito. Agora, as grandes descobertas estão no Pré-sal. E agora a maior descoberta, também no Pré-sal e também na Bacia de Santos. Para ter uma ideia, imagina-se hoje que a gente tenha uma reserva no Brasil de 5, 6 bilhões de barris de petróleo. O reservatório, a jazida Libra, que foi descoberta agora, imaginava-se que poderia ter 4 bilhões de reservas retiráveis de petróleo, porque tem coisa que você não tira, economicamente não vale a pena. Você precisa por pressão para o petróleo subir. E chega um determinado ponto, você para de tirar porque é antieconômico. Imagina-se que essa jazida Libra, ela possa ter entre 8 e 12 bilhões de barris de reserva de petróleo. Isso é mais do que tudo que foi descoberto até hoje. E é na Bacia de Santos. Então nós vamos ter uma indústria metal mecânica, equipamentos, geradores, navios, plataformas, gigantesca, para poder atender a toda essa demanda. Há uma expectativa da Petrobrás de investimento aí de R$ 66,7 bilhões de investimento. E para encerrar, com o empate de ontem... Esse devia ser um tema proibido, mas fazer o quê? A Copa do Mundo é em 2014, é o ano que vem. Então a abertura da Copa do Mundo vai ser em São Paulo. Nós vamos ter também um jogo intermediário e um jogo das finais. E o encerramento, no Rio de Janeiro. Então, você para fazer a abertura da Copa, precisa ter um estádio com 65 mil lugares. Nós não temos. Então, o novo estádio do Corinthians, aqui em Itaquera, na Zona Leste, o novo estádio, ele terá 45 mil lugares permanentes. Mas ele terá 20 mil a mais para poder fazer a abertura da Copa do Mundo e os jogos principais. Então nós teremos na Zona Leste, aqui no polo de Itaquera, nós teremos aqui o novo estádio. Não tem dinheiro público, ele é totalmente recurso privado. A parte do governo é o acesso. Então, será um dos poucos estádios do mundo que tem uma estação de trem e uma estação de metrô na porta, que já existe em Itaquera, é a Linha 3 do metrô, tem uma estação em Itaquera, e a Linha 11 da CPTM, tem uma estação também na porta. Então, o que nós estamos fazendo é investindo no trem, investindo no metrô, na modernização e nos acessos. E aí nós vamos poder ter aqui um novo estádio, um grande estádio, não só para a Copa do Mundo, mas para grandes eventos na região metropolitana de São Paulo. Aqui mostra bem, que ele já está bem adiantado, rigorosamente dentro do cronograma e é um evento também importante no caso de São Paulo.

Mas eu quero deixar um grande abraço para vocês, pedir licença para a gente poder ir lá entregar as obras da Imigrantes. Dizer que estudem bastante! Eu fui assistir um filme aqui da Fundação, da universidade, da escola, e gostei muito! Vi que aqui tem área tecnológica, ensino de Inglês, não é isso? Espanhol. E eu ouvi uma boa, dia desses, de um sindicalista: Que um ratinho está correndo em uma sala e o gato grandão, ia devorar o ratinho. Então o ratinho não tinha escapatória. Chegou em um canto da sala o ratinho da sala ia ser devorado pelo gato. O que fez o ratinho? Começou a latir. E a hora que ele começou a latir, o gato fugiu. Então moral da história: se ele não soubesse uma segunda língua, estava... Bons estudos!