Discurso - Programa de inclusão com Mérito do Ensino Superior Público Paulista (PIMESP) 20122012

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Discurso - Programa de inclusão com Mérito do Ensino Superior Público Paulista (PIMESP)

Local: Capital - Data: 20/12/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Bom dia a todas e a todos. Estimada secretária de estado da Justiça, professora Eloisa Arruda; secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Quadrelli; professor João Grandino Rodas, Magnífico Reitor da USP, presidente do CROESP; professor Fernando Ferreira Costa, Magnífico Reitor da UNICAMP; professor Ricardo Rached, pró-reitor e reitor em exercício da UNESP; professor Carlos Vogt, presidente da UNIVESP; professora Laura Laganá, superintendente do Centro Paula Souza; chanceler professor Celso Lafer, presidente da FAPESP; professor Carlos Antônio Luque, presidente da FIP; professora Maria Helena Guimarães de Castro, diretora executiva da Fundação SEADE; Dr. Ruy Altenfeder, presidente do CIEE, Centro de Integração Empresa Escola, nosso sempre secretário de estado; professora Francisca Rodrigues, diretora administrativa e acadêmica da Faculdade Zumbi dos Palmares, representando o nosso reitor José Vicente; Dr. Zito, Mario Antônio Zito de Alvarenga, presidente do Conselho Estadual da Comunidade Negra; pró-reitores, dirigentes, professores, lideranças da nossa comunidade, amigas e amigos. Hoje estamos dando um passo importante, que é a proposta que será levada às universidades nossas, estaduais paulistas. Elas, as universidades, já têm um programa de inclusão, a USP, a UNESP e a UNICAMP. Vários modelos, o Profis, pontuação acrescida, várias ações afirmativas. A FATEC, o Centro Paula Souza, 75% dos alunos já são oriundos de escola pública, 75%, mas nós queremos ter um programa mais abrangente e de estado, ou seja, para todos, que englobará as três universidades, o Centro Paula Souza e as Faculdades Isoladas: a Faculdade de Medicina de Rio Preto, a FAMERP e a Faculdade de Medicina de Marília, a FAMEMA. Nós teremos três anos para chegar a esses objetivos, no primeiro ano, 2014, e, portanto, tudo precisa estar elaborado, preparado e aprovado até abril, agora, no máximo maio, para vigorar já em 2014. Nós teremos, em 2014, 35%, no mínimo, de alunos de escola pública nas universidades, FATEC, e Faculdades FAMEMA e FAMERP, 35%, já em 2014; 2015 43%, alunos de escola pública e, sempre, dentre os alunos de escola pública, através do IBGE, o percentual de pretos, pardos e indígenas. E, finalmente, 2016, 50%. Por curso, por turno. Então, já em 2014, 35% dos alunos da Faculdade de Medicina da USP, da Engenharia da Poli, do Largo de São Francisco, todos já estarão dentro desta regra. Por curso e por turno; turno noturno, turno diurno, dependendo do curso. E aí, além disso, temos mais dois grandes passos: um é a criação do Instituto Comunitário de Ensino Superior; então, nós estamos criando um novo curso superior, de 2 anos, professor Carlos Vogt lembrou bem, os Estados Unidos... Nós temos no Brasil, de alunos de 18 a 24 anos de idade, só 15% no ensino superior, de 15 a 24 anos de idade; os Estados Unidos têm 40%, a Coreia tem 70%, nós só temos 15%. Os Estados Unidos, que tem 40%, 16 milhões de formados no curso superior são “community colleges”, são os “colleges”. Então, nós vamos oferecer uma oportunidade nova, que é curso superior, o “college”, o Instituto de Ensino Superior, de 2 anos, já tem o diploma de nível superior. Ele é metade virtual e metade presencial. Presencial. Estamos aumentando no ensino superior duas mil vagas a mais, quer dizer, do que existe hoje no estado de São Paulo, nós estamos criando mais duas mil vagas a mais e estamos criando uma outra possibilidade, que é o ensino superior de 2 anos e que vai garantir a esses alunos, sem vestibular, o ingresso automático nas universidades, desde que ele tenha tido aproveitamento mínimo de 70%. Não tem mais vestibular, no primeiro ano ele já pode estar na FATEC e depois de dois anos já estar na universidade. E ele vai escolher o curso de acordo com sua... Com o mérito. Quem tiver as melhores notas do Instituto de Ensino Superior vai escolher as carreiras mais disputadas, mas todos os 2 mil já estarão automaticamente dentro da universidade. Já está com diploma de ensino superior e abate todos os créditos, todas as disciplinas do curso que ele queira fazer. O outro curso superior já abate todos esses créditos do curso feito no College, no Instituto do Ensino Superior. E o aluno que... O que é que nós estamos focando? O aluno que não entraria. Esse, nós estamos trazendo para o College, dando a ele o diploma de Ensino Superior e garantindo a ele o acompanhamento, se ele quiser, em outros cursos das universidades. E a outra é a bolsa, que não adianta garantir uma vaga para um aluno entrar em uma universidade, que depois ele vai desistir. Ou ele desiste porque não acompanha, porque não está preparado, ou desiste porque não tem como se manter. Ele tem uma frustração. Então, nós estamos criando um fundo especial, garantindo uma bolsa no Instituto Comunitário de Ensino Superior e também na universidade, garantindo a ele que possa fazer o seu curso até o fim, estar plenamente formado. Então, eu acho que nós estamos agregando aí valores importantes para a sociedade, dando mais oportunidades, estabelecendo critérios fortes de inclusão social e ao mesmo tempo, de plena capacitação para ele poder ter um bom desempenho escolar. Isso vale também para o Centro Paula Souza, vale para a Faculdade de Medicina de Marília e vale para a Faculdade de Medicina de Rio Preto. Ou seja, todo o Ensino Superior. Quero aqui destacar a enorme parceria, proposta, amadurecimento dos nossos reitores das nossas universidades. Professor Grandino Rodas, presidente do CROESP, colocou bem, que a universidade não pode estar longe do seu tempo. A universidade não pode ser só universal no conhecimento, ela precisa ser também universal na sua abrangência, especialmente na sua abrangência social. Destacar enorme participação dos nossos reitores, das nossas universidades. São um orgulho, justo, do estado de São Paulo. Da FAPESP, sempre com enorme contribuição. Esperamos a nossa FAPESP cada vez mais presente conosco. São Paulo é o único estado do Brasil, a Constituição fala em 25% para educação, todo mundo dá um jeitinho de investir menos. Um diminui, abre uma brecha na lei aqui, o outro cria desvinculação de receitas da União, [ininteligível], tudo para tirar dinheiro da educação. São Paulo é 30%, e se incluir a FAPESP é 31%. Então, nós somos exemplo de quem investe para valer. Há uma grande diferença entre discurso e ação. Sem orçamento é só discurso, mas na prática, precisa ter recursos para avaliar. Agradecer a Eloisa Arruda, a nossa secretária da Justiça, tem feito um belíssimo trabalho. Dizer do nosso entusiasmo com a UNIVESP, Carlos Vogt, imagina-se 20 anos, no mundo, que mais da metade dos formados de ensino superior no mundo serão pela internet. Hoje quem quiser entrar numa aula do MIT, entra aqui, daqui de São Paulo. Entra e assiste uma aula do MIT. Então, acho que a UNIVESP vai trazer uma forte presença nova no ensino superior de São Paulo e boa parceira aqui deste trabalho. Mas quero deixar um grande abraço e dizer que a proposta amadureceu para ser submetida aos nossos conselhos universitários e com grande benefício para a educação e para o futuro de São Paulo. Muito obrigado!