Discurso - Reforma do auditório Espaço da Cidadania “André Franco Montoro” + Abertura da exposição Franco Montoro 100 anos + Restauro do saguão da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania 20161609

De Infogov São Paulo
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Discurso - Reforma do auditório Espaço da Cidadania “André Franco Montoro” + Abertura da exposição Franco Montoro 100 anos + Restauro do saguão da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania

Local: [[]] - Data:Setembro 16/09/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todos e a todos, quero cumprimentar nosso anfitrião, secretário do Estado da Justiça e Defesa da Cidadania, Dr. Márcio Elias Rosa, Dr. Mágino Alves Barbosa Filho, da Segurança Pública, deputado federal Floriano Pesaro, do Desenvolvimento Social, Dra. Linamara Rizzo Battistella, da Pessoa com Deficiência, dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dr. Paulo Gustavo Maiurino, do Esporte, Lazer e Juventude, Dr. Jean Paulo Smanio, procurador geral de Justiça do estado de São Paulo, Dr. Clóvis Santinon, vice-presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado, Dr. Davi Eduardo Depiné Filho, defensor público geral, Dr. Luiz Souto Madureira, secretário adjunto e presidente do Fundo do Interesse Difuso, o FID, Fernando Montoro, filho do nosso queridíssimo governador André Franco Montoro, Dr. Marcos da Costa, meu presidente, estou pedindo inscrição na OAB, presidente da OAB/SP, Dr. João Batista de Andrade, presidente da Fundação Memorial da América Latina, concedeu aqui a exposição, Paulo Solano, presidente do Museu a Céu Aberto, responsável... Um dos responsáveis pelo restauro aqui do prédio. O Thiago Carvalho, curador da exposição Franco Montoro Cem Anos, Gleidson Azevedo, sargento, nosso maestro do Coral da Camerata da Polícia Militar, presidentes de autarquias, fundações, os nossos conselhos aqui presentes na Secretaria de Justiça, amigas e amigos. Hoje é um dia muito feliz, primeiro que esse centrão de São Paulo é muito gostoso, né? Eu sou um apaixonado aqui pelo centro. E é preciso recuperar aqui a região central. Prédios históricos como o Dr. Márcio colocou, do século 19, 1991, aqui era a Secretaria da Agricultura, e do lado a Secretaria da Justiça. São Paulo tinha naquela época 65 mil habitantes, 65 mil habitantes. Aliás, eu li um estudo um dia desses, Márcio, e que São Paulo é uma das poucas metrópoles do mundo que não foi capital política. Se você pegar do México para baixo, todas as grandes cidades foram capitais políticas: Cidade do México, Buenos Aires, tudo política, Rio de Janeiro. São Paulo não, aqui é terra do trabalho. Se fez pelo empreendedorismo, né, oportunidade de trabalho, por isso que é um estado que não dá muita bola para a coisa chapa branca, né? São Paulo é um estado que não dá bola para autoridade, para coisa oficial, é um estado diferente, né, um estado da produção, do desenvolvimento. E hoje a região metropolitana com 22,5 milhões de pessoas, nós vivemos na terceira maior metrópole do mundo. E temos que preservar a história. Então foi feito primeiro o restauro da parte externa dos dois prédios também com recurso do FID, e aqui quero agradecer a Secretaria de Justiça, o Ministério Público, o Poder Judiciário, porque não é dinheiro do governo, é dinheiro de compensações ambientais, infrações devidas em processos, mitigações de problemas ocorridos. Nós já investimos perto de R$ 160 milhões através do FID, desde restauro de prédios históricos, até parques, áreas de matas ciliares, áreas de lazer, recuperação de áreas históricas. Então um trabalho muito bonito, são mais de 60 municípios hoje que têm bons projetos aprovados pelo Conselho de Fundo de Interesse Difuso. E hoje essa beleza de prédio aqui no século 19, projeto de Ramos de Azevedo, a sua parte interna, quase R$ 3 milhões recuperados. Aqui do lado, na Rua Boa Vista, nós compramos oito prédios, na Boa Vista, na XV de Novembro, e para trazer o governo aqui para o centro. Deixamos de pagar aluguel lá no Jardins, caríssimo, e com metade do dinheiro do aluguel nós pagamos as prestações para o Banco Itaú e ficamos dono aqui de oito prédios aqui no centro de São Paulo e trouxemos 2 mil funcionários para trabalhar aqui no centro de São Paulo, ajudando a revitalizar. Aí temos a... E a Secretaria da Agricultura, que estava lá no fim do mundo, voltou para o centro de São Paulo, nós compramos o prédio da Votorantim, chamado Hotel Esplanada, atrás do museu... Do teatro, atrás do Theatro Municipal, um prédio belíssimo, estava perfeito, lá está instalado e funcionando a Secretaria da Agricultura, trouxemos mais 750 funcionários para trabalhar no centro de São Paulo. E lançamos a PPP da Habitação que é no centro de São Paulo, a primeira PPP. Os primeiros prédios vamos entregar agora em novembro, prontinho já na Rua das Noivas, Rua São Caetano. Aliás, bem escolhido, né, que dizem que quem casa quer casa, então primeiros prédios na Rua das Noivas. E vamos começar, se Deus quiser, este mês, este mês nós vamos começar 1.200 apartamentos em frente à Sala São Paulo onde foi a antiga rodoviária de São Paulo, em plena ex-Cracolândia ali na Nova Luz, vai ajudar também a revitalizar toda aquela região da Nova Luz, do Bom Retiro. E não é só apartamento, tem comércio, é uma PPP, comércio, apartamento e uma grande área cultural, que tá ali a área da cultura ali da Pinacoteca, da Estação da Luz, da Sala São Paulo. E outros projetos irão começar também para trazer de volta as pessoas para morarem no centro de São Paulo. Se as pessoas não voltarem a morar aqui no centro, não vai recuperar. À noite fica vazio, ermo, e piora a segurança. De outro lado, melhora o transporte. Eu levei hoje do Morumbi até aqui, uma hora e vinte. Uma hora e vinte. Então, nós só vamos conseguir melhorar a questão do transporte, da mobilidade urbana, não é só com uma visão transporteira, mas é de planejamento urbano, aproximar o trabalho e a moradia. A região da Sé tem 17% dos empregos da cidade de São Paulo, e tem 6% dos moradores, e aí recupera a região. Esse é mais um esforço e um prédio muito bonito. E estamos aqui numa região histórica, aqui nasceu São Paulo. O Pátio do Colégio e a Justiça, aliás, o binômio de São Paulo, a educação e a Justiça. O binômio das sociedades civilizadas, a marca civilizatória, né, a educação e o convívio em sociedade; a Justiça. Então a gente fica muito feliz, e ao mesmo tempo no centenário do governador Franco Montoro, nosso querido Dr. André nasceu em 1916, o centenário do Dr. André Franco Montoro, a exposição Franco Montoro. E todos nós lembramos com muito carinho e boas lembranças, bons exemplos da convivência com o nosso queridíssimo governador Montoro. E ele dizia assim: “Repita. Repita”. Então, era, quando ele foi candidato a governador, descentralização, participação e geração de emprego. Descentralização, participação e geração de emprego. Veja como é atual, não é? Descentralização. Um país marcado pelo centralismo, você liga a televisão: “Brasília, Brasília, Brasília, Brasília”, isso não funciona num país das dimensões continentais do Brasil. Ruy Barbosa dizia que o Brasil é federativo por natureza, ele tem uma natureza de federação. Então, descentralizar, colocar mais perto da população, sob os olhos do cidadão. Participação. Hoje, o fato novo da sociedade é o terceiro setor. A Sociedade Civil organizada, ela que faz toda a diferença. Os Estados Unidos é o país mais rico do mundo, é o que tem mais trabalho voluntário, não é? Montoro dizia: “Não basta viver, é necessário conviver e participar”. E geração de emprego. Não há nada mais atual do que gerar emprego, gerar emprego, renda, renda, esse tem que ser o esforço permanente. E uma pessoa de boas tiradas, não é? Tem até se ouvido do presidente Temer. Michel Temer foi o procurador, quando Montoro [ininteligível - 00:01:51] era governador, e aí alguns procuradores foram lá, procuradores do Estado, pedir aumento, aumento salarial, e o governador Montoro ouvindo e tal. E tinha um que tinha sido colega, o Fernando, do seu pai e, portanto, tinha mais intimidade, chamava de André, “André, está tudo bem? André, tal”, André para cá, André para lá, aí esse amigo do Montoro falou: “Olha, está muito difícil. Eu separei da minha mulher e nós precisamos de aumento porque a coisa está muito difícil”. Aí na hora de ir embora, o rapaz voltou de novo, o Marcos falou, e chamava de André: “André, o que você me responde do aumento?”, ele falou: “Olha, eu recomendo que você volte para a sua mulher”, viu? Isso era o nosso querido Franco Montoro. Boas lembranças, bons exemplos. Parabéns a todos. [[]]