Discurso - Seminário "Construindo o Caminho Rumo à Segurança Rodoviária" - 20122208

De Infogov São Paulo
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Transcrição do dicurso no Seminário "Construindo o Caminho Rumo à Segurança Rodoviária

Local: Capital - Data: 22/08/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Saldar o presidente do BID, Luiz Alberto Moreno; o Dr. Jean Todd, presidente da FIA; prefeito anfitrião, Gilberto Kassab; governador, colega de Santa Catarina, Raimundo Colombo; vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho; Emerson Fitipaldi e Felipe Massa, nossos pilotos campeões; Maria Cristina Alcântara Hoffmann, representante do Denatran, do Ministério das Cidades; Michelle Yeoh, embaixadora mundial em segurança viária; prefeito de Blumenau, Kleinübing, Dr. Jorge Gerdau Johannpeter, amigas, amigos. Parabenizar o BID e a FIA pela iniciativa. Nós vivemos hoje uma verdadeira epidemia, do ponto de vista de acidentes. A primeira causa de morbimortalidade hoje no mundo é coração e grandes vasos, a segunda é câncer, e aumentando, que é relacionado ao aumento de expectativa de vida; a terceira não é doença, a terceira causa de morbimortalidade é causa externa, são os acidentes. E aqui em São Paulo, há dez anos atrás, esta causa externa era homicídio, era tiro, era arma de fogo; nós tínhamos 12,8 mil homicídios por ano. Isso foi caindo, 11, 10, nove, oito, sete, seis, cinco... Ano passado 4,3 mil. Reduziu a um terço os homicídios. Então, hoje, a maior causa de morbimortalidade externa é acidente rodoviário; ela ultrapassou os homicídios. A nossa frota, em 10 anos, dobrou, nós passamos de 12 milhões de veículos para 23,5 milhões de veículos. Sendo que boa parte disso, inclusive, 47 milhões, motocicletas. Então, esse é o tema, que eu diria como médico, de saúde pública, tendo em vista a importância que tem. É uma vacina, né, pra prevenir... salvar vidas e prevenir sequelas. A questão da engenharia rodoviária, ela é importante, porque a frota aumenta fortemente, e aqui o BID tem sido um grande parceiro pra duplicar rodovias que precisam ser duplicadas, os ‘guardrails’ separando as rodovias, com as obras de arte pra evitar cruzamentos em locais perigosos, as ciclovias, passagem de pedestres, há muito atropelamento... Enfim, são obras importantes. Reduziu no Brasil, especialmente em São Paulo também acidente pela Lei Seca. A proibição de bebida alcoólica e o bafômetro e a fiscalização com o bafômetro ajudou muito pra tirar quem bebe do trânsito. E nós aprovamos uma nova lei aqui em São Paulo proibindo consumo, venda e consumo de bebida alcóolica pra menor de 18 anos. Os jovens estavam bebendo com 13 anos de idade; consumindo bebida alcóolica e com grande chance de alcoolismo na idade adulta. Então, nós fazemos blitz permanentes em hotéis, bares, restaurantes, postos de gasolina, ininterruptamente. Foram 205 mil ações junto ao setor produtivo no sentido de coibir a questão da bebida alcóolica. Os supermercados de São Paulo vão chegar a 100% com um software que, quando vende a bebida alcóolica, trava o caixa e, se a pessoa acha que tem menos de 25 anos de idade, ela tem que apresentar o documento. Se não tiver o documento. Se não tiver o documento, não vende, porque é uma relação direta do alcoolismo e de dirigir alcoolizado também com os acidentes. Mas, especialmente, eu diria que são campanhas educativas e, de outro lado, fiscalização nesse trabalho. E eu não tenho dúvida de que o empenho dos governos, da sociedade civil, vai fazer toda a diferença. Quer dizer, é perfeitamente possível a gente ter um ganho fantástico do ponto de vista de vida, de expectativa de vida, de qualidade de vida. Porque não é doença de que as pessoas estão morrendo, mas de impactos. E aqui quero encerrar fazendo uma homenagem às mulheres, porque sempre se teve, Kassab, Luiz Alberto Moreno, essa história de que mulher não dirige bem, não é? Essa aleivosia. Mas, na realidade, as mulheres têm aqui em São Paulo, os homens, 65% da CNH, Carteira Nacional de Habilitação; 65% os homens. Mas os acidentes graves, 94% são os homens que estão envolvidos. E mais grave ainda, são jovens, e jovens adultos; 70% das mortes é até 44 anos de idade. Então, é uma tarefa que eu diria coletiva da sociedade. E essa década da ONU para a redução dos acidentes, São Paulo, nós já temos um grupo de trabalho em várias áreas, reunindo 12 secretarias de estado, e um monitoramento permanente pra identificar todo esse trabalho, e trabalharmos integrado. E com os municípios, também, tendo em vista que a questão das áreas urbanas também preocupa mais. Parabéns a todos!

Bom trabalho!