Discurso - Sindusfarma 20133004

De Infogov São Paulo
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Discurso - Sindusfarma

Local: Capital - Data:30/04/2013

LOCUTOR DESCONHECIDO: Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho.

LOCUTOR DESCONHECIDO: Convidamos o senhor para fazer uso da palavra, por gentileza, Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa noite. Boa noite a todas e a todos. Estimado presidente do Sindusfarma, Cleiton de Castro Marques; o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Augusto Mussolini; o Martin Nelzow, vice-presidente; Maurizio Billi, também vice-presidente. Eu queria saudar aqui o Dirceu Barbano, presidente da Anvisa; ministro Luiz Carlos Borges da Silveira, aqui também homenageado; os deputados Arnaldo Faria de Sá, Walter Ihoshi, Maria Lúcia Amary, Rafael Silva; todos os homenageados com o Colar Cândido Fontoura; presidentes de entidades de classe; profissionais da área farmacêutica; amigas e amigos. Duas palavras, presidente, a primeira de agradecimento, para mim é uma grande honra, até como colega de profissão da área de saúde, receber aqui este colar e testemunhar a importância da indústria farmacêutica no mundo e no Brasil. Eu estava vendo ali a placa, 1933, quando foi fundado o Sindusfarma. Nessa época, foi logo após a Revolução de 32, aquele Brasil rural que a expectativa de vida média era de 41 anos de idade, que a mortalidade infantil era de quase 150 por mil nascidos vivos, que se morria de moléstia infectocontagiosa, de tuberculose, de mal de Hansen, de gripe. A gripe espanhola, 14 anos antes, matou 300 mil brasileiros, inclusive o presidente da República morreu de gripe espanhola, o presidente Rodrigues Alves. Hoje, graças às moléculas, à ciência, à química, à farmacologia, nós vivemos um outro mundo, expectativa de vida, 73, 75 anos em São Paulo. Quem passa dos 30 anos, vai para mais 80, porque sai da vulnerabilidade juvenil. Mortalidade infantil, na maioria dos nossos municípios, é um dígito, e, com os avanços da ciência e da Sindusfarma, nós vamos passar de cem anos. As mulheres não morrerão mais. E quero aqui dizer do meu compromisso, 80 anos de sucesso em benefício do povo, da saúde, da vida, 48 mil empregos diretos no estado de São Paulo, quase 400 mil empregos indiretos, uma indústria importantíssima do ponto de vista de saúde, social e econômico. Nós tiramos, agora, há poucos dias, em março fizemos o decreto reduzindo de 18 para 7% o ICMS para soluções parenterais, e já combinei com o presidente Cleiton para a gente sentar na semana que vem, tomar um café, para analisar a questão do ICMS. Eu estou indo quinta-feira cedo para um encontro com a presidenta Dilma, está se discutindo a mudança das alíquotas interestaduais, que hoje é 12 e 7, era para ser tudo 4, alíquota única, simétrica em 4%, baixa para evitar a guerra fiscal, mas parece que vai ficar em 7 e 4, o que já é bem melhor do que 12 e 7. E nós vamos aí com esse novo quadro, que deve se clarear em 30, 60 dias, das alíquotas de ICMS, a gente sentar e verificar o que a gente pode avançar mais. Nós estamos investindo, esse ano, só em compra de medicamentos, R$ 1,8 bilhão do estado e R$ 1,2 bilhão de repasse federal, então, R$ 3 bilhões de compras na área de medicamentos no estado de São Paulo. Estamos fazendo uma PPP, quero convidar aqui a iniciativa privada, para a logística de medicamentos. Nós queremos passar toda a logística de medicamentos do estado para a iniciativa privada, parceria público-privada de 30 anos. Estamos também por PPP chamando a iniciativa privada para operar a nossa fábrica da Furp em Américo Brasiliense. A fábrica de Guarulhos é operada pela Furp, que, aliás, é associada aqui do Sindusfarma, e nós vamos fazer uma PPP, já está na fase de lançamento do edital agora em maio, esperamos em outubro já assinar o contrato para que a fábrica de Américo Brasiliense seja operada pela iniciativa privada. E fizemos também com o Ministério da Saúde várias PDPs, junto com laboratórios privados. São sete PDPs importantes para novos medicamentos e avanços nessas áreas. O Instituto Butantã, que hoje se filiou ao Sindusfarma, que é o maior instituto soroterápico, ele... Estamos comprando 28 milhões, Arnaldo Faria, de ovos. Nós comprávamos a vacina contra a gripe do Instituto Pasteur, na França, e esse ano, pela primeira vez, estão produzindo sete milhões de vacinas aqui em São Paulo, no Butantã, e o ano que vem chegaremos a 20 milhões de vacinas contra a gripe, poderemos atender o Brasil e até exportar para outros países. E os hemoderivados, que nós também trazemos da França, importados, caríssimos, temos aqui uma fábrica de hemoderivados, e o governo federal tem a Hemobrás. Então, estamos juntando as duas para fazer um investimento de US$ 290 milhões para produzir os hemoderivados, podemos trabalhar com 150 mil litros de soro aqui também na Fundação Butantã, aqui em São Paulo. Mas quero trazer o meu compromisso com esse setor tão importante para a vida dos brasileiros, dos paulistas, cumprimentá-los pelo extraordinário trabalho que desenvolvem e agradecer a honra de receber aqui o Colar Cândido Fontoura. Muito obrigado!