Entrevista - Entrevista com o Governador Geraldo Alckmin em Campinas - Balanço Geral (Record TV Campinas) 20170506

De Infogov São Paulo
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Entrevista - Geraldo Alckmin em Campinas - Balanço Geral (Record TV Campinas)

Local: Campinas - Data:Junho 02/06/2017

Entrevista com o Governador Geraldo Alckmin em Campinas

BALANÇO GERAL/RECORDTV/CAMPINAS Data Veiculação: 05/06/2017 às 13h06

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ÂNCORA: Meu amigo, minha amiga, são mais de 60 cidades, um balanço positivo. Muito obrigado pela gigante audiência. E nesse momento, para todo esse nosso ‘interiorzão’ de São Paulo, vamos conversar com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin ao vivo. Boa tarde, governador.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Boa tarde.

ÂNCORA: Prazer em vê-lo mais uma vez.

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: é uma satisfação estar no Balanço Geral.

ÂNCORA: Muito obrigado. Governador, recentemente foram nomeados e já tomaram posse vários cargos do Estado de São Paulo inteiro, da Polícia Civil. Então, nós estamos mostrando aí vários casos e sempre a importância da investigação, né, para literalmente aquilo que a gente fala todos os dias, para trazer o mínimo de sensação de segurança para o cidadão de bem. E quando o esquema criminoso todo é investigado e os criminosos são punidos, isso vai trazendo a todos nós uma sensação de mais segurança, qual a importância dessas nomeações? E mais, existe a previsão de novos delegados, de novos peritos, de novos escrivães para o Estado de São Paulo?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Existe, Jair do Prado. Nós já nomeamos, delegados, investigadores, escrivães e polícia técnico científica. Agora esses já estão trabalhando, e nomeamos, eles foram para a Acadepol, então, depois da nomeação faz 90 dias de academia de polícia. Então, daqui 90 dias, no mês de julho, agosto, nós teremos outra leva grande de delegados, investigadores, escrivães e técnico-científica, e três conquistas para a região, o Baep, que é a rota de Campinas da região de Campinas, já está instalado, a Delegacia de Defesa da Mulher, a DDM, também instalada e a segunda delegacia seccional. Então, três conquistas, importantes para a região, o Baep, que é a rota da Polícia Militar da região, a DDM, delegacia de defesa da mulher e a segunda seccional. Já veio um grupo de novos policiais e em agosto nós teremos outro grupo grande saindo da Acadepol para vir para a região.

ÂNCORA: Muito bem. Governador, nós temos um novo projeto no Estado de São Paulo que contemplou duas das cidades aqui da região que é o MIT, né? O Município com Interesse Turístico e as duas cidades nessa primeira fase do projeto são exatamente pedreira e Jundiaí. Qual a importância e se existe um cronograma de expansão disse para novos municípios dentro desse programa?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Existe, Jair do Prado, além de Jundiaí e de Pedreira nós teremos 140 municípios do Estado de São Paulo de interesse turístico. O grande desafio hoje é emprego e o turismo, setor de serviços, ele emprega muito. Ele distribui renda, muita pequena empresa tem um papel relevante, social e econômico. Então, os primeiros 20 já foram assinados, dois na região de Campinas, Jundiaí e Pedreira. Nós vamos ter mais 120, aliás, falando em Pedreira, dar uma boa notícia ao telespectador no Balanço Geral, que são as duas represas. Saiu no Diário Oficial de sexta-feira a aprovação da CAF, nós estaremos lançando a edital já no máximo em dez dias para dois grandes reservatórios de água para a região de Campinas. Um em Pedreira e outro em Amparo. Então, a região vai ficar com uma segurança hídrica muito maior. E em dezembro fica pronta a ligação do Rio Paraíba com o Cantareira, a represa do Jaguari, que é do Paraíba, com a represa Atibainha, que é do Cantareira. Então, um super reforço aqui na questão das águas.

ÂNCORA: Então, a previsão para os dois reservatórios, ou seja, para a implantação do projeto já nesse segundo semestre?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós já fizemos o projeto, já fizemos o licenciamento ambiental e já assinamos o financiamento. Aí vamos licitar a obra, são 204 milhões de dólares, mais de 600 milhões de reais nas duas grandes barragens, dois grandes reservatórios. Trinta meses de obra. O que fica pronto este ano é a ligação do Jaguari com o Atibainha, ou seja, as águas do Rio Paraíba vão reforçar a Cantareira e reforçamos a outorga por mais dez anos, dando mais segurança aqui para a região de Campinas.

ÂNCORA: Esses projetos todos, governador, dentro de uma perspectiva futura, nós estamos falando de algo que está prevendo quanto de tempo, de segurança hídrica, até porque é um assunto dos mais relevantes em função do triênio que nós vivemos, 2014, 2015, comecinho ali de 2016 com estiagem que castigou muito, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós tivemos em 2014 e a maior seca dos últimos cem anos, a maior seca tinha sido em 1952 e 2014 choveu a metade de 1952. A região de Campinas será um super sistema porque aqui não tem reservação de água, você pega fio d'água. A hora que para de chover o rio abaixa e você fica sem água, com as mudanças climáticas, nós precisamos, quando chove demais, guardar água para quando chove de menos, ter água reservada. E as mudanças climáticas, você tem chuva demais ou seca demais. Então, o caminho é fazer uma coisa que já devia ter a região, que são grandes reservatórios de água que serão as duas barragens de Pedreira e Amparo.

ÂNCORA: Muito bem. Estamos ao vivo, Balanço Geral nesta segunda-feira com você entrevistando a governador do estado, Geraldo Alckmin. Governador, eu sei que a área da saúde é uma área muito sensível para o senhor e até pela sua origem, né, como médico, né? Agora, nós temos enfrentado nos últimos tempos e há uma demanda muito grande, as pessoas reclamam muito quanto à falta de medicamento, e aí a gente houve muito dizer: " Olha, isso vem através do...". E é. É uma federal, do Governo Federal e nem sempre essa verba tem sido suficiente, nem sempre a listagem de medicamentos, ela tem contemplado os estados, não é algo aqui só do Estado de São Paulo, dos estados da União e também dos municípios. E nós temos percebido que há uma dificuldade muito grande hoje das pessoas conseguirem determinados remédios e principalmente o chamado remédio de alto custo. Como é que a estado está trabalhando isso? Qual o envolvimento com o Ministério da Saúde para tentar minimizar esse problema?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós investimos por ano, Jair do Prado, perto de 2,4 bilhões de reais só de cesta de medicamentos, através dos medicamentos. Alguns medicamentos nós recebemos do Governo Federal. Então, você tem às vezes algumas faltas que às vezes é o Governo Federal que não nos passou medicamento, porque nós não compramos, nós recebemos do Governo Federal. Ou aqueles que nós compramos às vezes há um atraso de entrega do fornecedor, mas está cada vez diminuindo mais, a gente está fazendo um esforço para diminuir essa falta. Boa notícia, nós vamos ter agora no mês de junho, neste mês agora a inauguração de um grande AME em Amparo. Então, toda aquela região das águas, né? Serra Negra, Águas de Lindoia, que vem tudo para a Campinas, vai ficar lá em Amparo, um grande ambulatório médico de especialidades. Em Campinas já estamos licitando um AME Mais, que o AME cirúrgico, ele não só faz consultas, exames, como ele opera também, um AME cirúrgico e o Caps. Hoje nós temos o problema das Cracolândias, né, do dependente químico. Então, a Caps é ambulatório psicossocial para área da saúde mental. Então, vai ser junto, o AME Mais e mais a Caps, isso nós estamos licitando Campinas. E amparo já inaugura a Unicamp que vai operar o novo ambulatório, o AME de Amparo.

ÂNCORA: Muito bem. O Balanço está ao vivo com você, entrevistando hoje o governador Geraldo Alckmin. E atenção, o senhor falou na questão dos Caps, né? De trabalhar junto, né, ao usuário de entorpecente, né? Ao dependente químico. A Folha de São Paulo fez uma pesquisa através do instituto Datafolha nesse final de semana mostrando que 80% das pessoas, né, aprovaram as medidas que foram tomadas com relação à Cracolândia em São Paulo, como é que o senhor analisa isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, eu vejo que as medidas foram corretas, nós temos que de um lado combater duramente com o tráfico de drogas, prender o traficante, aliás, pegamos lá da Cracolândia em São Paulo armamento, até armamento pesado ali dentro da chamada Cracolândia. Então, combate ao tráfico de drogas e o Governo Federal tem que entrar na luta porque São Paulo produz cana, laranja, café, soja, não produz cocaína, isso tudo vem de fora. Então, tráfico de drogas e tráfico de armas tem que ter polícia de fronteira para poder segurar esse tráfico. E o dependente químico é doença, precisa ser tratado, dar a mão a ele, oferecer. Nós temos 245 vagas aqui na região de Campinas, chamadas comunidades terapêuticas e o doente concorda em ser internado como bem abordado. E dos foram internados, 60% voltou para a família, a vítima é um jovem do sexo masculino de baixa escolaridade.

ÂNCORA: Muito bem. Atenção o Balanço está ao vivo com você, muito obrigado pela gigante audiência e o governador Geraldo Alckmin ao vivo nessa segunda-feira. Governador, os números da economia, pelo menos nesses primeiros números, primeiras análises dão conta de uma leve recuperação econômica. Agora, nós vivemos um panorama que essa recuperação, ele está paralela, a análise dela é feita de forma paralela à crise política, né? Aliás, essa é uma semana decisiva quando a TSE julga a chapa Dilma/Temer. Como é que o senhor analisa esse momento político e também econômico do país?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, em relação à economia, Jair do Prado, depois de três anos de queda de emprego, queda de emprego, queda de emprego e queda do PIB, pela primeira vez esse ano o PIB cresceu, pouco ainda, mas cresceu e também o emprego cresceu. Entre aqueles que perderam emprego e os que ganharam, houve um saldo positivo, muito ajudado pela agricultura, a agropecuária e São Pedro, né? O clima bom. O clima bom ajudou para ter uma safra recorde. Eu estou mais otimista, eu acho que a tendência da economia é no segundo semestre agora já melhorar um pouco, a indústria também começar a contratar. Nós estamos lançando em São Paulo um grande programa de concessões. Hoje obra gera muito emprego, então, estrada, aeroporto, porto, moradia popular, água, esgoto, é muito emprego, é importante. A política não pode prejudicar. Então, a gente precisa ter responsabilidade de proteger o Brasil, proteger o emprego, né? A economia está começando a melhorar e aí recuperar o emprego e o salário.

ÂNCORA: Muito bem, governador. Mais uma vez muito obrigado pela presença.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jair do Prado.

ÂNCORA: Queria que o senhor deixasse um último recado aqui para o nosso telespectador.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, é uma alegria voltar aqui à Record. Cumprimentar pelo seu primeiro trabalho, o Balanço Geral. Dizem que uma boa imprensa é a sociedade conversando consigo própria. Parabéns pelo trabalho.

ÂNCORA: Muito obrigado, um abraço.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Um abração.