PANDEMIA - Avanço do coronavírus no interior dobra em relação à capital paulista 20202506

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PANDEMIA - Avanço do coronavírus no interior dobra em relação à capital paulista

Local: Capital - Data: Junho 25/06/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DO SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Estamos iniciando aqui nossa 78ª coletiva de imprensa. São 12h46. E muito obrigado pela presença de vocês, muito obrigado pela presença de repórteres e cinegrafi stas que estão aqui conosco e como emissoras que estão fazendo essa cobertura. Gostaria de iniciar a colocação dos números de hoje. Só no Brasil, 1 milhão, 188 milhões 631 casos e 53.830 casos de óbitos. E no estado de São Paulo, casos confirmados: 248.587 e óbitos 13.759. De ontem para hoje, tivemos um acréscimo de 3,9% no número de casos e de 3% no número de óbitos. Pacientes internados somam todos, em leitos de UTI 5.608 pacientes e enfermaria 8.369 pacientes. São pacientes com casos confirmados e confirmados. Isso levou a uma taxa de ocupação do s leitos de UTI no estado de São Paulo de 65,5% e na Grande São Paulo 67,9%. E hoje, nós temos 40. 859 altas hospitalares confirmadas em nossos serviços de saúde, portanto, passam 40 milhões de pacientes internados que tiveram alta para casa. Os números relacionados aos casos no estado de São Paulo, os 248.587, aqui neste gráfico que é projetado até o final de junho, estamos dentro do espectro de variação deste gráfico. Com relação a óbitos também, esses 13.759 estão dentro do espectro de variação. E aproveitando, me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidemia muito avassal adora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. passamos cerca de 40 mil pacientes internados que tiveram alta para casa. Os números relacionados aos casos no estado de São Paulo, os 248.587, aqui neste gráfico que é projetado até o final de junho, estamos dentro do espectro de variação deste gráfico. Com relação a óbitos também, esses 13.759 estão dentro do espectro de variação. E aproveitando, me soli darizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidemia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, de um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. passamos cerca de 40 mil pacientes internados que tiveram alta para casa. Os números relacionados aos casos no estado de São Paulo, os 248.587, aqui neste gráfico que é projetado até o final de junho, estamos dentro do espectro de variação deste gráfico. Com relação a óbitos também, esses 13.759 estão dentro do espec tro de variação. E aproveitando, me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidemia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. aqui neste gráfico que é uma projeção até o final de junho, estamos dentro do espectro de variação deste gráfico. Com relação a óbitos também, esses 13.759 estão dentro do espectro de variação. E aproveitando, me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidemia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, de um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. aqui neste gráfico que é uma projeção até o final de junho, estamos dentro do espectro de variação deste gráfico. Com relação a óbitos também, esses 13.759 estão dentro do espectro de variação. E aproveitando, me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidem ia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epidemia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível]. me solidarizando com as famílias que perdem os seus entes queridos nessa epi demia muito avassaladora que nós temos aqui no estado. Esses são os números que você deseja apresentar a você e a seguir, solicita ao Dr. Paulo Menezes que faça seus comentários a respeito, também, um projeto de voluntariado que temos para nossos [ininteligível].

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE ESTADUAL DE DOENÇAS DE SÃO PAULO: Muito obrigado secretário, boa tarde a todos. A Secretaria de Saúde e suas unidades têm recebido uma procura grande de pessoas interessadas em contribuir para esse enfrentamento da pandemia de diversas formas. E a partir dessa demanda, foram organizados dois projetos chamados Voluntários da Saúde. São projetos que vão acontecer nos hospitais da administração direta da Secretaria de Saúde. O primeiro deles, [o próximo, por favor], é um projeto dos hospitais da administração direta da Grande São Paulo e Santos. É um projeto para voluntários acadêmicos da área de ciências da sa úde. Podem ser candidatos tanto estudantes de cursos dessas áreas, como graduados nessas áreas da saúde que tem de 18 a 59 anos. Eles irão atuar, aqueles que se candidatarem, vão atuar junto às áreas correspondentes a sua formação, nos hospitais listados ali a direita. São 420 vagas, 30 vagas por unidade, nos 13 centros, não são só hospitais, incluem também o Instituto Adolfo Lutz, a vigilância epidemiológica e a vigilância sanitária e o centro de referência e treinamento CRT Aids. As áreas são diversas, de assistência social, biologia, biomedicina e assim por diante e os voluntários, então, podem trabalhar com os profissionais das respectivas áreas. Os interessados devem entrar no site www.saude.sp.governo.br e fazer a sua inscrição na área e no serviço de interesse. [Pr& oacute;ximo, por favor]. O segundo projeto é um projeto para voluntários gerais, também pessoas interessadas de 18 a 59 anos que irão participar em diversas atividades, como receber e entregar materiais, recepção ao atendimento, call center, orientar usuários e atividades administrativas. Os hospitais que vão participar estão também listados, são 10 hospitais com 30 vagas por unidade, num total de 300 vagas. E os interessados, então, podem se inscrever também no mesmo site, escolhendo qual a unidade de interesse. Então, acho que esse era o anúncio aqui. Muito obrigado, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Por favor divulguem e todos aqueles que tiverem interessados serão muito bem-vindos nestes dois projetos que atingem os profissionais de saúde e também pessoas interessadas na atividade de voluntariado. Por favor, Dr. João Gabbardo, seus comentários e sua fala.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Boa tarde secretário, boa tarde a todos presentes e quem está assistindo a entrevista coletiva. O meu comentário hoje é a respeito de uma das perguntas feita nas últimas coletivas sobre como é que nós estávamos monitorando esse movimento que a gente, repetidas vezes, tem falado de redução na velocidade da transmissibilidade da doença na capital do estado e o aumento que vem ocorrendo no interior do estado. Então, vamos lá. Aquele número lá, 113.261, que é o de cor roxa, são os dados da capital. Então, até ontem, ontem nós tínhamos 238.882 no estado de São Paulo. Destes 238 mil, 113.261 casos ocorreram na capital. O interior doestado, ontem já apresentava 125.561 casos. A segunda informação referente ao número de óbitos é bastante significativa, porque ontem o número de óbitos cumulativo, em todo o período da pandemia, a capital apresentou 6.675 e o interior do estado ultrapassou este número, com 6.677 óbitos. Como que a gente percebe essa movimentação, essa migração, essa desaceleração na capital e o aumento esperado no interior. Vejam a incidência de casos na capital, nós tínhamos, ontem, 9.244 casos confirmados para cada um milhão de habitantes na capital, enquanto que no interior nós temos 3.729 casos confirmados para cada um milhão de habitantes. A diferença é muito grande nessa taxa de incidência de casos quando comparado no inter ior com a capital. Isto nos leva a acreditar e projetar o aumento significativo que nós teremos no interior do estado. Porque a tendência é que essa incidência, essa diferença na incidência deva reduzir. Ela já reduziu bastante. Só para ter uma ideia, no início, lá por abril, dia 10 de abril, ali o gráfico mostra dia 11 de abril, a diferença na incidência de casos da capital para o interior era de 8,6 vezes maior. A capital tinha quase nove vezes mais casos confirmados do que no interior. Essa diferença que era de nove vezes caiu, na data de ontem, para 2,5, então, era 7,3, caiu para 2,5. Em relação aos óbitos, a mesma situação, nós tínhamos, na capital, 544 óbitos por milhão de habitantes, a incidência de óbito no interior é de 198. Vejam a diferença, 544 para 198. Lá em 11 de ab ril nós tínhamos nove vezes mais óbitos, a taxa por um milhão de habitantes era nove vezes maior na capital e ela caiu, na data de ontem, para 2,7. O gráfico também mostra isso. Então, é esperado, os dados apontam para isso, essa desaceleração no número de óbitos e no número de casos confirmados. Obviamente que nós temos que retirar daí o aumento de testagem por exame sorológico, porque isso pode influenciar no aumento do número de casos, mas quando se faz a limpeza desses dados retirando os resultados correspondentes aos exames sorológicos, essa taxa de transmissibilidade, ela tende a reduzir bastante na capital, assim como a gente imagina, no nosso cenário está previsto, o aumento nos dados do interior do estado. Era isso, secretário, que a gente queria mostrar nesse comentário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado Dr. João Gabbardo pelos esclarecimentos a respeito dessa relação óbito/caso interior e capital. Por favor, Dr. Carlos Carvalho, seus comentários.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 EM SÃO PAULO: Obrigado secretário, boa tarde a todos. Vamos aproveitar esse momento para comentar dois fatos positivos. Na data de ontem para hoje, tem duas condições que eu queria comentar. A primeira, relacionado ao Hospital das Clínicas, instituição da qual eu faço parte, que desde o dia 30 de março, quando montou a sua estrutura Covid progressivamente atingindo 300 leitos para UTI e 500 leitos para pacientes graves que precisam de internação, precisam de algum suporte ventilatório, mas não necessitam de terapia intensiva, passaram pelo hospital mais de 3.170 pacientes. E de ontem para hoje, ontem, na realidade, recebeu alta José Batista de Almeida, que é diretor do serviço da divisão de arquivo médico do hospital, onde ele trabalha a mais 28 anos. É um funcionário bastante popular, bastante querido no nosso hospital e ele conseguiu se recuperar e ter alta depois de 45 dias de internação, sendo 41 dias em terapia intensiva. Então, estamos muito felizes, todos nós funcionários e colegas do HC por esse sucesso na alta do José Batista. E um outro fato bastante positivo que queríamos chamar a atenção é ocorrido no Hospital de Campanha do Ibirapuera. Esse hospital iniciou o seu funcionamento em 1º de maio, por lá já passaram mais de 1.370 pacientes e de ontem para hoje, ocorreu a milésima alta. Mil pacientes que tiveram lá internados que se receberam alta, que se recuperaram e puderam voltar para casa. Então, eu queria chamar até um peq ueno vídeo que mostra a alta da paciente Terezinha que, na segunda-feira, vai completar 70 anos de idade, e vai poder comemorar junto com seus familiares.

[Aplausos].

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Então, é muito emocionante, é muito bom compartilhar esses momentos, onde um indivíduo, um paciente, que esteve numa situação crítica, consegue se recuperar, é uma vitória pra ele e pra sua família, assim como pra toda a equipe assistencial, que trabalhou no cuidado desses pacientes. Obrigado, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência do Estado de São Paulo, acho que uma situação de grande emoção e de vitória, vamos dizer assim, que o estado tem com relação ao enfrentamento desta epidemia, dois mil casos em um, mil casos no outro. Muito obrigado, Dr. Carlos. Por favor, Dr. Marco Vinholi, secretário do estado do interior, por favor.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann, boa tarde a todos. A medida que o Covid-19 vai tendo no interior um impacto mais forte, se torna cada vez mais contundente a ação dos gestores municipais, aqueles gestores que, ao invés de atuarem com populismo, atuam com a técnica, com a ciência e com responsabilidade, através desse enfrentamento que nós estamos fazendo aqui no Estado de São Paulo. Então, eu queria aqui cumprimentar os mais de 50 prefeitos que, nesse período, tomaram a medida de aumentar as restrições nas suas cidades, vendo a lógica local, a necessidade local, e produzindo, então, um resultado impactante pra sua cidad e, em nome de cinco cidades que fizeram isso nessa semana, município de Bauru, o município de Rio Claro, de Mogi Guaçu, de Campinas e de Sorocaba. Então, os bons exemplos devem ser exaltados, os prefeitos, os gestores, de modo geral, tem buscado melhorar cada vez mais o combate no seu município, e esses exemplos administrados por essas cidades, e as mais de 50 cidades que fizeram isso ao longo da última semana, merecem o nosso cumprimento. Eu queria aqui, rapidamente, falar um pouquinho sobre o trabalho que o governo do estado fez durante esse período, no que tange à distribuição de EPI's. Vamos lembrar, no início dessa pandemia, a dificuldade das prefeituras adquirirem os EPI's, desde os mais básicos, como álcool em gel, máscaras, luvas, aventais, de como nós avançamos nesse período. O governo do estado investiu mais de 60 milhões de reais em EPI's, e só o sistema prisional aqui do Estado de São Paulo produziu 3.7 milhões de máscaras, 25 mil aventais e dez mil protetores faciais. Todos esses EPI's distribuídos aqui na nossa rede estadual, e também agora, anunciando hoje, a distribuição de dois milhões de máscaras N95, que é a máscara utilizada nas UTI's, e 1.5 milhão de máscaras cirúrgicas parar os hospitais públicos e os filantrópicos, Santas Casas de todo o interior do Estado de São Paulo. Então, a medida que o Covid vai se tornando mais contundente no interior, o estado apoia também com esses equipamentos, três milhões e meio de máscaras sendo distribuídos ao longo dos próximos dias nos hospitais do interior do estado. Também atualizando, na última segunda-feira, nós apresentamos aqui, corroborando com o q ue disse o Dr. Carlos Gabardo, agora a pouco, João Gabardo, perdão, de que o Estado de São Paulo agora, no acumulado de 75 dias, ultrapassou em número de óbitos a capital, o interior do estado ultrapassou a capital em número de óbitos, e agora também a gente demonstra aceleração em torno de novos casos, apresentamos na última segunda-feira o crescimento de 14,5% superior na semana entre o dia 15 e 21, e nessa semana, com números do dia 21 ao dia 24, um crescimento de quase o dobro do que se deu na semana passada, de novos casos no interior, portanto, essa aceleração tem se dado em novos casos e em novos óbitos também, nós temos aqui alertado o interior do estado, apoiado, aumentando uma capacidade hospitalar em todo o território, são mais de 2.266 respiradores distribuídos nesse momento, e também com EPI's anunciados hoje.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi, secretário do desenvolvimento regional do Estado de São Paulo. E agora vamos ouvir Patrícia Ellen, secretária de estado de desenvolvimento econômico. Por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, secretário Germann. Gostaria de reforçar a mensagem que foi trazida aqui, tanto pelo João Gabardo, pelo secretário Vinholi, Dr. Carlos, sobre o momento que nós estamos vivendo, né, na capital, como o secretário Vinholi já colocou, e já era esperado, nós temos, hoje, um número de casos, nesses últimos sete dias, com relação aos sete dias anteriores, uma estabilidade, casos totais, incluindo o PCR sorológico, na verdade com uma redução de menos 14%, né, os novos casos, com relação a semana anterior, houve uma leve redução, mas vam os assumir essa estabilidade, né, por outro lado, aqui, internações, também houve uma redução de novas internações, de 7%, e de óbitos também houve uma redução de 1.5% com relação aos sete dias anteriores. Esses dados, são dados relativos ao dia 24 de junho, né, então a gente tem esses sete dias versus sete dias anteriores, amanhã é o dia de reclassificação no Plano São Paulo, nós traremos os números atualizados até hoje. Mas os dados comprovam de formas diferentes essa visão de estabilidade na capital, por outro lado, um crescimento bastante expressivo no interior, de casos, né, de internações, e de óbitos, nós já havíamos falado sobre isso algumas vezes aqui, e eu finalizo a minha participação hoje reforçando que, em ambos os casos, seja na capital, na região metropolitana, ou no interior, nós precisamos relembrar que a recomendação pra população em geral é a quarentena, nós seguimos a quarentena no nosso estado, e o isolamento social do dia 24 de junho comprova essa manutenção, na capital nós temos 47%, no estado 46%. Então, finalizo com esse reforço desse pedido pra população, estamos num momento importante, a gente manter essa estabilidade na capital, região metropolitana, e conter o crescimento no interior, depende muito de cada um de nós, e é muito importante que a gente faça a nossa parte e volto aqui a fazer um apelo especial às mulheres, que tem tido um papel tão importante nesse processo, né, de explicar pra população, pras suas famílias a importância da colaboração de cada um de nós, com o distanciamento social, o respeito à quarentena, e também o uso das máscaras, né, a gente tem sido um exemplo de colaboração, de uso das máscaras, muito importante a gente manter esse processo, esse respeito a todos esses novos hábitos aqui de contenção da pandemia nas próximas semanas também. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia Ellen, reforçando sua fala, fique em casa, salve-se em casa, use máscara quando necessário sair. São 13 horas, dez minutos. Então, vamos iniciar as perguntas e o primeiro veículo é a CNN, Roberta Russo, por favor. Boa tarde.

ROBERTA RUSSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Gostaria que vocês falassem um pouco mais nessa comparação de casos do interior do Estado de São Paulo e da capital, qual é a projeção que vocês fazem em relação a essa estabilidade que foi comentada na capital paulista? A projeção que vocês fazem segue sendo de um platô na capital, nas próximas semanas, ou um possível agravamento por causa da situação no interior? Eu queria que vocês explicassem um pouco melhor isso. Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, vamos esclarecer um pouco mais, por favor, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Bem, amanhã esses dados serão apresentados de uma forma mais detalhada, né, mas eu posso apresentar alguns indicadores que comprovam essa redução na velocidade da transmissão da doença na capital e nos óbitos. Ontem nós recebemos um relatório de uma das grandes redes de hospitais privados aqui da capital, dizendo que, nos últimos, o menor número de pacientes internados nessa rede, com Covid, desde a metade de março, então, houve, de 15 de março em diante houve um crescimento, começou a ter uma redução, e ontem, nos dois últimos dias, o número de pacientes intern ados nessa rede de hospitais privados foi a menor de todo este período. Segundo indicador, a central de leitos, que coordena toda a regulação dos leitos de UTI aponta que nas últimas semanas, na capital, tem ocorrido um decréscimo sustentado na solicitação de leitos pra internação, tanto em leitos de enfermaria, como em leitos de tratamento intensivo por Covid. Nesses últimos dias, todos os relatórios apresentam um aumento gradativo na disponibilidade de leitos de UTI na capital. Então, é um conjunto de indicadores que nos comprovam essa redução na pressão sobre o sistema de saúde, decorrente, por óbvio, da diminuição na transmissibilidade da doença. Então, amanhã, provavelmente, a secretária Patrícia apresentará esses dados, de todas as regiões, e poderá detalhar mais os indicadore s, tanto de transmissibilidade, quanto de utilização e capacidade de atendimento.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência. Vamos ouvir agora Dr. Carlos Carvalho, pra fazer algumas observações.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DE SÃO PAULO: Só uma observação adicional, com relação ao interior, nós temos no comitê saúde feito reuniões frequentes e existem membros do comitê de saúde que são professores e são ligados às universidades estaduais, que estão distribuídas no interior do estado, e eles têm informações regionais diretas do que está acontecendo, além de todo o contato que o conselho municipalista, que é coordenado pelo secretário Vinholi, traz de informações. Então, isso tá sendo visto, essas demandas que estão crescentes, estão sendo analisadas pe la Secretaria da Saúde, o secretário José Henrique Germann tem atuado tanto na ponta de oferecer recursos regionais, locais, pra melhorar a assistência, quanto tem sempre a possibilidade, como ele sempre explica, de ser um sistema de vasos comunicantes, de, sendo necessário, existem vagas na região ou mesmo aqui na capital pra, eventualmente, absorver casos que venham a acontecer no interior. Então, está sendo, está tendo uma atuação nessas duas pontas. E uma outra atuação, como o Paulo Menezes informou, estão sendo feitas cada vez mais testagens pra se encontrar casos positivos, casos de doença atual, não só testagem sorológica, mas principalmente testagem de doença aguda pelo PCR, e pra rapidamente esse paciente ser isolado, assim como os seus contactantes, pra tentar bloquear, principalmente no interior, onde a epidemia tá um pouco mai s acelerada nesse momento.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Por favor, Marco Vinholi, suas considerações.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adicionar que o Dr. Paulo Menezes anunciou o envio de 250 mil testes pra todo interior do estado, e desses, muitos já foram entregues ao longo dos últimos dias, as regiões de São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba, São João da Boa Vista, Piracicaba, Vale do Paraíba, grande São Paulo, e Barretos, todas essas regiões já receberam, e as outras ao longo dos próximos dias também vão receber, portanto, aumentando a testagem pelo interior paulista também.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Muito obrigado, Roberta Rute, pelas suas perguntas. Próximo veículo, TV Cultura, repórter Maria Manso. Boa tarde, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Diante desse agravamento da doença no interior, e a estabilização aqui na capital, a nossa cabeça de leigo já começa a imaginar: "Então vamos desmontar os hospitais de campanha aqui da capital, e vamos levar para o interior, já que São Paulo é um estado muito grande, e o transporte de pacientes de lá até aqui, pode inclusive provocar um agravamento". Isso é pensado, levar toda a estrutura de hospitais de campanha e profissionais para o interior? E só mais uma questão, ontem quando foi apresentado o plano de retomada da educação, eu fiquei com uma dúvida, o doutor Aroldo, a princípio, disse que todos os pr ofissionais ligados às escolas, seriam testados, e o senhor doutor Germann, disse que só os que tiverem sintomas. Como exatamente vai ser esse protocolo? Por favor.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, obrigado, Maria Manso, pela sua pergunta. Com relação aos hospitais de campanha, o estado tem outros hospitais de campanha, e o nosso do Ibirapuera, mais o que está em Heliópolis, nós vamos manter, até que os níveis de internação sejam melhores. Vale dizer também que esses hospitais são relacionados a doentes internados em enfermaria, não são hospitais de campanha de UTI. O Heliópolis, por ser uma AME e ter uma estrutura diferente, lá nós temos leitos de UTI também. Mas no Ibirapuera, não. Então gostaria também, para responder a segunda pergunta, acho que o do utor Carlos Carvalho e o Paulo Menezes.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Bom, eu acho que foram duas colocações aparentemente distintas, mas elas são convergentes. Quando se fala na testagem de todos os professores, obviamente está se falando na testagem sorológica. E a testagem dos sintomáticos é a testagem que identifica casos agudos que requerem ação, ação no sentido de isolamento, de levantamento de contatos, e eventualmente de acompanhamento médico, se necessário. Então nós estamos trabalhando com a Secretaria de Educação para acerta essas duas estratégias da melhor forma possível.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CONTROLE ESTADUAL DE DOENÇAS DE SÃO PAULO: Basicamente, isso que foi discutido dentro do grupo que tinha o pessoal da Secretaria de Educação, a equipe do Rossieli, com a equipe do comitê de saúde, e com alguns líderes das áreas que trouxeram as suas demandas, para chegar nessa conclusão, e no estudo que foi apresentado ontem, e que no mês de julho vai gerar a publicação do decreto. Então essa parte da testagem é uma parte que envolve a segurança das crianças e dos adultos que são os alunos, e envolve um protocolo também desse percentual antes de ele sair de casa para vir para a escola, e envolve a segurança dos profissionais que v&atild e;o estar em contato com as crianças, em todo o momento dentro da escola. Não só os professores, como também todos que trabalham na área da escola e vão ter contato com os alunos. Então a segurança desse pessoal, assim como a segurança dos alunos, está na mira, e foi bastante discutida, está sendo bem equacionada, para em um momento exato que vai ser aí a partir de setembro, tem uma data prevista, mas não tem uma data definida, que vai depender da evolução da epidemia ao longo do tempo nessas próximas semanas, isso vai estar mais bem detalhado, e será adequadamente apresentado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Maria Manso, pela sua pergunta. Obrigado pelos esclarecimentos. Próximo veículo, Rede TV, repórter Estela Freitas. Boa tarde, Estela.

ESTELA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu vou pegar esse gancho também do anúncio de ontem, da reabertura das escolas, com a previsão para o dia 8 de setembro, e isso na condição de que todo o estado esteja na fase três, amarela. Então a partir de 10 de agosto, por aí, as regiões que não estiverem no amarelo terão que entrar no amarelo. E eu queria entender, com base nos estudos do comitê de saúde, como é que foi feita essa previsão? Considerando o agravamento nesse momento no interior, os números subindo, a gente considera o número geral do estado inteiro. Então como é que chega à essa conclusão prevista, para em agosto todo o estado j&a acute; estar no amarelo, considera também uma possível nova onda por conta da flexibilização que acaba causando nas pessoas aí uma sensação de falsa segurança, e acaba aliviando um pouco? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Por favor, Patrícia Ellen, e depois doutor Carlos.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: O plano que o secretário Rossieli apresentou, ele é muito cuidadoso e foi discutido bastante com o centro de contingência, o doutor Carlos pode comentar também. Exatamente por isso é uma data prevista, ela só vai acontecer se as regiões estiverem exatamente no amarelo, como você fez esse cálculo estimado, a partir do início de agosto, para que tenhamos uma estabilidade por 28 dias. Se estivermos com um momento de preocupação diferente disso, então a data ela é em função desses 28 dias no amarelo, e nós não estamos em função da data. Então exatamen te todo o plano, inclusive, ele foi feito exatamente com esses gatilhos, quando nós dissemos que ele é um plano de gestão e convivência com a pandemia, é exatamente por isso, nós temos gatilhos para avançar e para também endurecer as medidas restritivas. Isso também vale para a educação.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Doutor Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Só complementando aqui o que a secretária Patrícia Ellen falou, dentro da distribuição do comitê de saúde, e isso em uma resposta ontem, uma pergunta, eu expus isso de forma clara, do comitê de saúde não saiu uma data porque não temos uma data, nós dependemos dessa evolução, como a secretária Patrícia falou. Agora, do ponto de vista da Secretaria de Educação, eles precisavam colocar um momento para poderem se organizar, principalmente do ponto de vista logístico de compra de materiais, compra de EPI, compra de alimentos para poder gerar as merendas. Então eles precisavam de uma previsão para poder se organizar para a partir de uma data isso vir a ocorrer. E na previsão deles, eles acreditavam que a partir de 8 de setembro eles já poderiam estar preparados para esse momento de abertura. Mas aquilo foi um exemplo, foi uma data prevista, mas a realidade vai depender dos acontecimentos nessas próximas semanas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Estela, pelas suas perguntas. Próximo veículo, TV Gazeta, Marcelo Baseggio. Boa tarde, Marcelo.

MARCELO BASEGGIO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Uma primeira pergunta é em relação ao rastreamento de contatos de pessoas infectadas pelo Coronavírus no estado de São Paulo, o doutor Paulo Meneses falou que não trabalha com o sistema de rastreamento via celular. Muitos países vêm utilizando um aplicativo para rastreamento desses contatos. Eu queria saber o que vem impedindo o governo do estado a trabalhar com esse rastreamento de contatos? E outra pergunta é em relação à antecipação que o Bruno Covas fez ontem, da reabertura de bares e restaurantes que deve acontecer provavelmente amanhã. Caso isso realmente ocorra, o que vem preocupando muita gente na reabertura de bares, em espec&iac ute;fico, é o consumo de bebida alcoólica, que pode fazer com que as pessoas se tornem mais negligentes, e acabem abandonando, muitas vezes, as medidas de prevenção, conforme esse consumo de bebida alcoólica for alto. Eu gostaria de saber de vocês se há alguma medida para talvez vetar esse consumo de bebida alcoólica na intenção de manter o bom-senso coletivo por parte dessas pessoas que frequentarem bares e restaurantes? Muito obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos começar com a Patrícia Ellen, depois o Paulo Meneses, e em seguida o Marco Vinholi.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou comentar junto com o doutor Paulo, pelo ângulo tecnológico, como é que a gente está trabalhando com essas ferramentas. Nós temos ferramentas para na fase inicial, ter o contato direto com as pessoas que estejam desenvolvendo sintomas. A gente tem depois de uma nova etapa, uma vez realizado o teste, se deu positivo, qual que é o tipo de apoio para isolamento, quarentena. E na sequência, como é que você acompanha as pessoas que estão com sintomas positivos em asa. A gente tem uma forma de fazer isso com tecnologia, com alta tecnologia, e a outra parte com a tecnologia humana. Nós temos o benefício no Brasil, no estado de São Paulo, de termos todo um sistema de saúde muito bem organizado, com vigilância epidemiológica estadual e municipal. Muito desse trabalho que foi perguntado, ele já está sendo realizado, quando dá inclusive um resultado positivo, a vigilância epidemiológica municipal entra em contato com a pessoa, dá toda a recomendação, se não tem sintomas, ficar em casa. Pergunta aos familiares que tiveram contato, dá instruções sobre isolamento, então isso já está acontecendo. O que está sendo realizado agora pelo governo do estado, e é uma iniciativa colaborativa aqui do gabinete de crise com a vigilância epidemiológica, é começar a centralizar todas essas informações, para que a gente consiga priorizar distribuição de kits, realização de testes, isolamento no âmbito estadual, de uma forma cada vez mais efetiva. Então essas ferramentas existem, estão sendo utilizadas. A discussão é quais são as ferramentas adicionais que a vigilância epidemiológica está implementando. Então o que a gente está trabalhando juntos agora? Houve um processo muito avançado de dados da plataforma que o secretário Dimas Covas está liberando. Então, a rede estadual de testagem, criada e hoje sob o comando do Dimas Covas, tem plataforma de dados agora, com inteligência artificial, pra fazer mapa de calor, onde que os testes positivos estão acontecendo, e é esse trabalho que vai ser monitorado com mais intensidade daqui pra frente. E adicionalmente, o Dr. Paulo está trabalhando pra fortalecer esse apoio às vigilâncias. E pra finalizar, a gente também fazer o trabalho de monitoramento dos casos, dos testes negativos realizados no setor privado também, que a gente já trouxe pra vocês aqui há algumas semanas. A primeira etapa foi a resolução, reforçando a obrigatoriedade, e a última etapa está sendo agora o trabalho da Vigilância Epidemiológica de adição de uma plataforma tecnológica conectada ao eSUS, ao eSUS VE, para que a gente tenha maior agilidade na extração das informações. Então, a gente está adicionando uma camada a mais de tecnologia pra agilizar e aumentar a eficiência do trabalho que já é feito na ponta pelos nossos agentes de saúde, pelas vigilâncias epidemiológicas estadual e municipal, que a maioria desses outros países do mundo não tem esse modelo. Tirando o Reino Unido, que tem ali o [ininteligíve l], a gente tem aqui um SUS que funciona, que é integrado, e a gente está fortalecendo esse trabalho agora com essas tecnologias.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO : Por favor, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO : Sobre uma questão da capital, o prefeito Bruno Covas colocou exatamente o que a gente fala todos os dias: os índices são atualmente gratuitos, os índices aqui da capital e da Grande São Paulo, e dentro desse prazo, uma expectativa de que forma irá encontrar o número no dia de hoje e amanhã será anunciado pelo governador. Então, não foi colocado nenhum tipo de antecipação, mas sim os números são [ini nteligíveis] até agora, e uma expectativa dentro disso. Acho que é muito claro que forma é esse processo avançado, que forma ou o Centro de Contingência analisa todos os dados, e amanhã, 12h30, o governador João Doria anuncia para todo o Estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Muito obrigado, Marcelo, pelas perguntas. E próximo veículo, TV Record, repórter Daniela Salerno. Por favor. Boa tarde, Daniela.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta é em relação ao interior. Pelo que a gente vem acompanhando, aumento expressivo dos casos, mas a gente também sabe que o interior está ou na fase laranja ou na vermelha, então não é ainda uma flexibilização, e que os leitos ainda têm espaço, 65% hoje, pelos dados que vocês passaram. Então eu pergunto: onde está o problema no interior? O que falta para melhorar a taxa de transmissão? Seria um isolamento mais firme? A taxa de isolamento está baixa? Qual é o problema? Ou se esse é o caminho natural do vírus e isso já era esperado? O que a gente pode esperar para o próximo mês? Até pens ando, uma colega perguntou, até pensando se isso não vem de novo pra São Paulo como uma segunda onda. Então qual é o caminho que a gente pode esperar para os próximos meses? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Por favor, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional inicia aí a resposta, por favor.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Repassando aqui um pouco dos dados do interior, a gente já pode verificar que nenhuma região tem mais de 80% de ocupação. Então, isso delimita o avanço que houve no aumento da capacidade hospitalar colocada, e você tem aqui os respiradores, o dobro de leitos instalados nesse período, mais do que o dobro, porque ainda evolui dia após dia. Então, a capacidade hospitalar está posta e está avançando. Nenhuma pessoa ficou sem atendimento e não ficará durante a pandemia. A evolução da pandemia, e daí o Plano São Paulo é muito profissional nisso, nos permite verificar as dist inções entre as regiões. A região do Vale do Paraíba é completamente diferente de Presidente Prudente, por exemplo. A Baixada da região de Barretos. Então, através disso, nós avaliamos aonde nós estamos tendo uma questão de evolução de internações, de evolução de óbitos e de evolução de casos. O isolamento social é a grande prática para melhorar a questão da evolução da pandemia, utilização de máscaras é uma prática importante, mas também, quando a gente olha para os óbitos, toda uma questão hospitalar, que aquela região tem produzido. Posso registrar aqui também, a Baixada Santista tem tido um bom índice no seu tratamento hospitalar. Os hospitais de lá têm feito um bom resultado e a letalidade ali de quem v ai para a UTI, da Baixada, consegue ser uma letalidade superior a outras regiões. Então, cada uma dessas regiões tem questões distintas, mas registrando: o isolamento social, a utilização de máscaras e o cuidado que as pessoas devem ter é a questão fundamental para melhorar a evolução da pandemia.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado. Dr. Paulo Menezes, por favor.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Reforçando, nós já vínhamos observando, ao longo dos últimos meses, que o interior sempre manteve um nível de isolamento social menor do que o da capital, a Grande São Paulo. O vírus essencialmente se transmite de uma pessoa pra outra, então se as pessoas se encontram mais, há maior transmissão. Aquele momento, o interior ainda tinha um número de casos relativamente pequeno e talvez a população não tenha tido a clareza do risco e da importância do isolamento social. Acho que uma das coisas que a gente espera é que melhorem os níveis de isolamento social no interior. Em relação à segund a onda, ela é sempre uma preocupação, uma preocupação em todos os países aonde a curva começou a decrescer. É uma preocupação, porque o vírus continua aqui, especialmente, o vírus continua circulando, mas tivemos, por exemplo, na China, recentemente, casos depois de um período sem identificação de novos casos. Então, a gente está aprendendo, e o risco de uma segunda onda pode ser tanto porque pessoas vêm de outra região, onde ele está circulando... Agora, nesse momento, é uma preocupação nossa fazer a curva decrescer em todo o Estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, muito obrigado, Daniela, pela sua pergunta. Penúltimo veículo de hoje é SBT, Fábio Diamante. Boa tarde, Fábio.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Secretário, eu vou fazer uma pergunta, acho que talvez o secretário Vinholi possa explicar pra gente. Queria saber especificamente qual é a situação das regiões que estão em vermelho. Se nesse período, de quando elas regrediram pra cá, se o Governo já identifica uma melhora, se está estacionado e se surgiu alguma nova região que hoje chame a atenção. Inclusive, se o senhor me permite, alguma cidade maior, como aconteceu no caso de Sorocaba e Campinas, que, apesar da região não estar numa situação tão ruim, elas acabaram se destacando negativamente. Eu queria saber se existe mais alguma região que preocupe o governo além das que já estão em vermelho. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado. Por favor, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: As regiões, de modo geral, Fábio, que foram pro vermelho e tiveram aí um cumprimento do Plano São Paulo, desde o primeiro momento, tiveram uma melhora já consistente, caso de Ribeirão Preto. Vem melhorando. Não posso cravar aqui, amanhã, se vai seguir na fase, se vai avançar, mas a gente viu uma melhora ao longo desses dias, isso foi nítido, o que corrobora com a necessidade de aumentar as restrições quando tem uma evolução da pandemia crescente naquela região. Nós acompanhamos ao longo dos últimos dias a questão de Sorocaba e de Campinas, né? Elas se mostraram como regi&oti lde;es preocupantes, os prefeitos agiram imediatamente, na sexta nós fizemos a recomendação, no sábado já anunciaram. Vários municípios da região de Campinas fizeram da mesma forma, eu acho que pelo menos mais uns dez municípios. E eu acho que isso vai impactar nos números que nós vamos divulgar amanhã. Então, a gente consegue enxergar naqueles que agiram no momento adequado uma melhora, caso de Campinas, caso de Sorocaba, caso de Ribeirão Preto. Em Prudente, em Barretos, em Registro e em Marília, nós vamos trazer amanhã os números fechados, eu queria pedir para a secretária Patrícia Ellen complementar também, ela já tem alguns números de hoje, mas ao longo dos últimos dias a situação veio se agravando. Então isso foi nítido pra nós, vou pedir pra Patrícia complementar , se tem algum dado adicional.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, Vinholi. Além das regiões mencionadas, uma pessoa tem uma preocupação maior com a região de Franca. Pegando os dados até o dia 24 de junho, uma pessoa teve em Franca aqui um crescimento de internações com relação à semana anterior de 15%, e um crescimento de casos bastante expressivos também. A gente sempre lembra que as internações são o nosso principal balizador ali. Na região de Piracicaba, também houve um crescimento expressivo de internamentos e óbitos, então o crescimento de internações, com relação à semana anterior, foi de 6% mais, e também de óbitos, às vezes quando o número de óbitos é menor, faz bastante diferença, mas teve crescimento de 100% com relação à anterior. Então Franca, Piracicaba, estamos monitorando aqui Araçatuba, para ver como se comporta, mas também teve um crescimento de internações na região de Araçatuba, de 23% a mais com relação à semana anterior. Então, complementando o secretário, essas outras três regiões, a pesso a está monitorando bastante perto também.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO : Ok, muito obrigado. São 13h38, vamos encerrar aqui a coletiva de hoje, esperando o que estamos esperando aqui amanhã, com uma nova coletiva às 12h45, com a presença do governador João Doria. E lembrando sempre, fiquem em casa e usem máscara se for necessário, quando sair. Muito obrigado.