PANDEMIA - Estado de SP registra 20,8 mil óbitos e 452 mil casos de coronavírus 20202307

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

PANDEMIA - Estado de SP registra 20,8 mil óbitos e 452 mil casos de coronavírus 20202307

Local: Capital - Data: Julho 23/07/2020

Soundcloud

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Hoje nós damos início à 98ª coletiva de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, em conjunto com o Governo do Estado de São Paulo, trazendo hoje boas notícias. Uma diminuição do número de mortes em quase 8%, o que daria 89 casos a menos no perí odo de domingo até hoje, quinta-feira. Portanto, nós temos cinco dias em que houve uma redução do número de casos, se comparado à mesma semana epidemiológica e o mesmo período da semana anterior. Ao mesmo tempo, tivemos 302 mil pacientes recuperados, sendo que 60 mil pacientes receberam alta hospitalar, retomando e retornando às suas casas, junto de suas famílias. Isso é algo relacionado intimamente ao trabalho fundamental que foi dado pelos profissionais da área da saúde, que puderam, de forma bastante qualificada, assistir, atender à toda essa população. Temos que hoje comemorar a alta nº 1.500 do Hospital de Campanha do Ibirapuera, lembrando que desde o dia 1 de maio, o Ibirapuera já recebeu, hospitalizou cerca de 2.060 pacientes, e, a partir disso, mostrou uma redução realmente bastante qualificada do número da sua ocupaç ão, permitindo inclusive hoje que nós tenhamos a possibilidade de, nos últimos 10 dias, de acolher em 50% dos pacientes que ali estão, na data de hoje, pacientes que vieram do interior, especialmente de regiões de Campinas, regiões como Piracicaba, regiões essas que tiveram então um incremento do número de casos. Piracicaba em si aumentando a ocupação dos seus leitos em unidade de terapia intensiva para quase 84%. E essa medida de acolhermos no hospital de campanha impediu que houvesse uma sobrecarga no sistema de saúde daquelas regiões, principalmente no que tange às unidades de terapia intensiva. E com isso, trazendo essa notícia boa. Uma outra notícia boa: Ontem nos espantou a todos, especialmente a mim, o número de casos que nós tivemos, uma elevação absoluta mente espantosa, e que fez com que eu, pessoalmente, em conjunto com toda a equipe que aqui está, fizéssemos uma diligência em relação a dados, para entender. Ora, se nós temos um número de dados que vem, numa faixa diária, de 7.500 casos novos-dia, e eu passo a ter 16.777, algo aconteceu. E nós observamos que, a partir do dia 17 de julho, esses números baixavam para 5.000 casos, 6.000 casos, quer dizer, sempre 2.000 a 2.500 casos a menos do que aquelas médias diárias. Aí, já suscitou uma possibilidade de problemas, e que realmente foram confirmados. O Dr. Paulo Menezes vai poder explicar com muito mais atenção a questão relacionada ao fato do que o DATASUS, do Ministério da Saúde, mostrou instabilidade, dificultando a inserção dos casos leves dos municípios para essas contabilizações. Então, com isso, t odos esses dados que ficaram represados acabaram sendo lançados de uma vez só. Hoje, os números não são diferentes. Nós vamos perceber que nós passamos a ter cerca de 12.000 casos, o que mostra ainda um número acima daqueles que nós costumeiramente vínhamos vendo. Então, possivelmente essas cifras, que mesmo menores do que ontem, ainda são muito elevadas em relação aos números das semanas anteriores, recebem realmente bastante atenção e cuidado. O importante é que nós estaremos sempre vigilantes e traremos, de forma bastante transparente, todos os dados. Nós entendemos que realmente a informação, com transparência, com legitimidade, é a melhor forma de combater essa pandemia. Falando um pouquinho do número de casos que nós temos hoje no Brasil, nós temos 2.227.514 casos, infelizmente contabilizando 82.771 casos. Lembrando que esses são os dados de ontem, que foram dados pelo consórcio... O período da noite, nós não temos essa atualização, uma vez que elas são realizadas sempre no período da noite. E nós, com relação ao Estado de São Paulo, nós tivemos 452.000 casos e, ao mesmo tempo, 20.894 vidas que se perderam, em decorrência dessa doença. Nós temos o componente de ocupação, e essa ocupação já ainda cai mais em relação.... Ontem a Grande São Paulo ainda se mantinha em 63%, 67% das UTIs do estado e passamos a ter, como disse, 302.000 casos recuperados, com mais de 60 mil altas, precisamente 61.799 altas hospitalares. Próximo slide, por favor.

Importante sempre nós lembrarmos: a testagem é fundamental. Eu não consigo definir número de casos se eu não testar. Se eu não testar, eu digo: não temos casos, então o número cai, e essa não é a realidade. Nós temos que estar sempre assegurados de dados. Os casos são baseados nas testagens. Cada vez mais se testando. Para se ter uma ideia, os casos que foram definidos dia, como eu disse, 12.561, são casos ainda no numerário alto, não é o numerário que nós queremos. Vamos avaliar se eles ainda se relacionam à questão dos dados represados, frente ao DATASUS e, por outro lado, a testagem é cada vez maior, se mostrando presente no nosso meio. Próximo, por gentileza. Ontem nós já havíamos falado em termos de projeção. A despeito daquele número acelerado, nós entendemos que aquele número existe. Nós não estamos falando que esse número não existiu, mas ele deixou de estar diluído nos dias para ser lançado num dia só. De toda forma, no cômputo da projeção daquilo que nós esperávamos até o final, a segunda quinzena de julho, esses números ainda representam um numerário baixo, abaixo dessa média que nós esperávamos, que é variável entre 510.000 e 600.000. Portanto, nós estamos hoje, no dia 23 de julho, uma semana antes do término do mês, ainda bast ante abaixo daquele número esperado. Próximo, por gentileza. E quando nós falamos de óbito, nós realmente temos um número também abaixo, nós imaginamos que à medida que esses 7% de casos, 7% a 8% de casos, em regressão, estejam sendo, sim, mantidos, e mais, espera-se que diminua cada vez mais o número de óbitos, e o número de óbitos, ele vai diminuir à medida que existam realmente leitos de unidade de terapia intensiva, que existam respiradores disponíveis, que a qualificação da assistência médica, precoce, de uma forma bastante iniciada, assim o faça para garantir que o programa de saúde de salvar vidas seja realmente mantido. Muito obrigado. Vamos dar sequência &agrav e;s colocações. Eu gostaria de convidar Dr. Paulo Menezes, coordenador do comitê de Centro de Contingência do Covid-19 de São Paulo, para falar.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, secretário. Boa tarde a todos. Eu vou primeiro dizer um pouco mais sobre essa questão das informações, sobre casos confirmados nos últimos dias. O Sistema de Informação em Saúde, utilizado para contabilizar casos de Covid-19 no país todo, ele envolve dois bancos de dados, um pra casos internados, chamado SIVEP-Gripe, e o outro para casos leves, chamado eSUS-VE. O volume de informação nesse banco eSUS-VE é muito grande. Pra se ter uma ideia, só no Estado de São Paulo a gente está falando de algo que chega próximo a dois milhões de notificações atualmente. Então, é um sistema pesado e que apresentou instabilidade desde quinta-feira. Como é que ele funciona? Os serviços de saúde dos municípios, principalmente, quando atendem alguém suspeito, eles, posteriormente ao atendimento, fazem a notificação, se colhe material pra fazer testagem. Esse resultado volta através de um outro sistema, a Vigilância Epidemiológica dos municípios então acerta a notificação e ela vira um caso confirmado. Esse é um processo que leva alguns dias e é feito continuamente. De quinta-feira, ao longo do fim de semana, até segunda-feira, os municípios tiveram muita dificuldade de atualizar os dados no sistema de notificação de casos leves, o eSUS-VE. Inser ia os dados na notificação e não era possível salvar, ou se salvava sem data de confirmação, o que não permitia a atualização dos números. Por isso que quando a gente olha os números de casos de quinta-feira até terça-feira, eles realmente caíram e, a partir de solucionado o problema, no nível central, isso aconteceu em todo o país, todas as regiões do país, os chamados centros de Vigilância de todo o país se manifestaram sobre essa dificuldade, e a partir de terça-feira os municípios então recomeçam a atualizar as notificações de casos confirmados. Isso não ocorre num dia só, então ontem nós tivemos mais de 16 mil casos confirmados, hoje mais 12 mil e é possível inclusive que até amanhã a gente ainda tenha algum rescaldo de notificaç& otilde;es que ficaram pendentes ao longo daquele período. Então essa é a principal explicação para esse problema desse aumento súbito no número de casos confirmados por dia.

Além disso, eu quero só acrescentar que o Centro de Contingência continua trabalhando, revendo os indicadores do Plano São Paulo. Amanhã, nós temos aqui a nova avaliação quinzenal das regiões de saúde, vamos apresentar e também devemos apresentar alguns pequenos ajustes no Plano São Paulo, sugeridos pelo Centro de Contingência. Acho que seriam esses os comentários. Muito obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Dando seguimento a essa coletiva, Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de Centro de Contingência do Covid-19 do Estado de São Paulo. Por gentileza, Dr. João.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos que estão acompanhando a coletiva. Eu vou mostrar alguns dados, dando continuidade a esse processo nosso de absoluta transparência na apresentação dos números, e também para corroborar com a fala do secretário sobre este aumento que nós tivemos ontem, do número de casos confirmados. Aqui, a gente apresenta as médias móveis das últimas semanas, são 45 dias que nós apresentamos. Vocês vej am no gráfico superior, que mostra em rosa, que mostra o número de novos casos, nas colunas, como nos últimos dois dias se destacam, e como nos dias subsequentemente anteriores a esses dois dias, o número de casos foi muito baixo, exatamente por todas as razões apresentadas já pelo secretário e pelo Dr. Paulo. Isso, quando a gente analisa a média móvel dessa semana, que está em 7.137, aquele desenhozinho vermelho deve ficar um pouco mais pra baixo, na apresentação ele se movimentou. Comparando a última média móvel, média móvel de hoje, 7.137, se nós compararmos com a média da semana anterior, ou seja, de 14 a 7 dias, ela era de 7.476. Então, a gente tem uma redução no Estado de São Paulo de 5% nos casos confirmados, desta semana, comparando dia 17 até o dia 23, com a semana anterior, que era do dia dez de julh o até o dia 16, e embaixo nós podemos já analisar também a média móvel dos óbitos, nós estamos com 265 óbitos e na semana anterior estávamos com 274 óbitos, o que mostra uma redução de 3% no número de óbitos no estado. Próxima. Na capital, e essa é uma informação que a gente tem dado reiteradas vezes aqui, que a capital tem um comportamento diferente do interior, o que é totalmente, está totalmente previsto no nosso plano, vejam que na capital a redução é maior, houve uma redução desta semana, comparado com a semana anterior, de 26% no número de casos confirmados, 26%, e o número de óbitos, na capital, reduziu em torno de 18%, então, esse é o dado da capital, que mostra a redução, tanto no número de casos, quanto no número de ó bitos. Próximo. Na região metropolitana já é uma situação intermediária, entre o que nós temos na capital e o que nós temos no interior. Na região metropolitana, nós estamos essa semana com 1.325, na semana anterior estávamos com 1.217, então, na região metropolitana, extraindo a capital, houve um aumento de 9% no número de casos, e mesmo com esse aumento de 9% no número de casos, houve uma redução nas médias móveis de óbitos, uma redução em torno de 8%, estávamos com 65, e agora estamos com 60. E, por último, o interior, mostrando que a nossa média móvel do dia 23, em relação ao número de casos, é de 4.174, quando estávamos, na semana passada, com 4.044, então houve um acréscimo no interior, efetivo, de 3% no número de casos, em rela ção ao número de óbitos, estávamos com uma média de 121, essa semana 132, um aumento de 9% no número de óbitos no interior do estado. Então, tudo dentro daquilo que estava previsto pelo centro de contingência, dentro daquilo que está previsto nas nossas projeções de casos e óbitos até o final do mês de julho. Obrigado, secretário, acho que esses dados só confirmam aí a sua apresentação inicial e a do Dr. Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabardo, quero de antemão agradecer a presença do prefeito da cidade de Campos do Jordão, Fred Guidoni, muito obrigado pela visita e também por participar nessa batalha contra o Covid. Muito obrigado. Dando seguimento, vou convidar o nosso secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi, pra também tecer alguns comentários sobre as estratégias que vem sendo tomadas para o Covid.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Jean, boa tarde a todos. Iniciar aqui trazendo os números de isolamento social de ontem, dia 22 de julho, aonde o Estado de São Paulo teve 43% de isolamento, e a capital de São Paulo 43% também, portanto atualizando esses índices com os números de ontem. Quero também dizer que ontem nós viemos aqui e apresentamos a evolução da proporção dos casos no Estado de São Paulo, no interior e na capital, esse número segure subindo a proporção do interior do Estado de São Paulo, frente ao total de número de casos de Covid-19 no nosso estado, subimos mais 0.9%, portanto, hoje 41.2% dos casos são no interior do estado e 38.9% na capital, revelando essa tendência apresentada também pelo João Gabardo e por todos nós aqui dessa interiorização da pandemia aqui em São Paulo. Quero, por fim, dizer que nós já entregamos 450 mil kits de testes swab, né, para o interior do Estado de São Paulo, atingindo 446 cidades com esses 450 mil testes, tem mais 50 mil testes que serão distribuídos, atingindo as 199 cidades que faltam pra completar as 645 cidades do Estado de São Paulo. Com isso, em parceria com os municípios aqui do Estado de São Paulo, nós avançamos na política de testagem, chegando a números importantes aqui no nosso est ado, que já refletem, através do que foi apresentado aqui, uma testagem muito contundente em São Paulo, e que com essas entregas, com essa parceria vai avançar ainda mais durante esse período.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário, e sempre lembrando que testar cada vez mais é conhecer a dinâmica da epidemia do nosso meio, poder traçar linhas de flexibilização e estratégia pra cada uma das regiões de saúde do Estado de São Paulo, garantindo a segurança da nossa população. Vamos dar agora seguimento às perguntas dos jornalistas, quero convidar Fábio Diamante, do SBT, de antemão, Fábio, muito obrigado.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Secretário, boa tarde, tenho poucas perguntas, prometo. São duas só. Em relação aos números, secretário, a gente entendeu essa questão do Data SUS, não é a primeira vez que aconteceu, mas o que eu quero entender é o seguinte, esse número de hoje, os senhores entendem que ele também tá acima da média? Porque se a gente retirar o de ontem, a gente tira, então, dos recordes de casos, hoje seria um recorde, muito próximo do dia dois de julho, que nós tivemos 12.2 44, dois de julho estava na média normal, até onde eu entendo, por isso que eu queria entender se hoje, então, também seria um recorde, se a gente tirar o de ontem, que os senhores entendem que ele tá fora do que os senhores estão analisando nesse momento da pandemia. Uma segunda pergunta pro secretário Vinholi. Secretário, o senhor pode dizer pra gente, principalmente das regiões que estavam, que estão em vermelho, quais que o senhor enxerga uma melhoria e se existe alguma que tá numa fase adiante, se hoje ela é uma nova preocupação pro governo e pode acontecer algum tipo de regressão. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Fábio, pelas perguntas. Eu vou me antecipar numa resposta breve, mas vou passar logo a seguir para o coordenador do comitê, Paulo Menezes. Na verdade, o que nós vimos tendo como uma média móvel, ou seja, número de casos/dia, chegava a 7.400, 7.500, e essa era o valor, as cifras de normalidade, de repente nós passamos a ter 6.000, 5.500, quer dizer, isso não era, esses dados, eles não foram inseridos no Data SUS, ou seja, nesse sistema em que recebe as notifica&cce dil;ões desses casos leves pelos municípios, e a medida, então, que foram conseguidos a sua inserção, eles simplesmente computaram um valor muito acima daquilo esperado, por isso que eu reforço a minha fala anterior, esses dados existem, foram contabilizados de forma extemporânea, ou seja, fora do prazo, e por isso sobrecarregaram nas estatísticas que nós acabamos encontrando numa data específica. Gostaria de alguma consideração a mais, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Acho que é isso mesmo, Fábio, a média tem sido em torno de 7.000, 7.500, e é como no fim de semana, quando a gente já conversou bastante sobre isso, na terça-feira aparece o que aconteceu no fim de semana, mas na quarta também, então, se vocês pensarem que foram pelo menos cinco dias onde os municípios tiveram dificuldade de atualizar as confirmações, isso se acumula, e as equipes, então, elas precisam de alguns dias pra poder atualizar e tirar a pilha, vamos diz er assim, de notificações da situação que estava. Então, eu acho que é até previsível que talvez amanhã a gente tenha alguma coisa ainda, que seja rescaldo dessa semana que passou. Como que a gente lida com isso? A gente também faz uma análise olhando confirmações de casos por data de início de sintomas, e não por data da confirmação do caso, o que permite ver, de fato, a tendência que está ocorrendo da epidemia no estado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes, voltando a segunda pergunta para o secretário de desenvolvimento, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, os números que se apresentam até agora, pra nós, são bons, uma evolução no Estado de São Paulo, poderia afirmar que todas as regiões que estão em vermelho tiveram uma evolução, se essa evolução vai permitir com que eles avancem da fase vermelha pra fase laranja ou pra fase amarela, nós vamos ter com a consolidação hoje dos dados. Mas aquelas que tinham em torno da evolução da pandemia, de forma m ais clara, Araçatuba, tiveram um recuo dessa evolução ao longo desse período, aquelas que tinham uma capacidade hospitalar mais atingida, foi feito um grande esforço ao longo desse período, Franca, Ribeirão Preto, Campinas e Piracicaba, pra que elas pudessem ter uma ocupação menor, elas já têm, as quatro, uma ocupação menor do que elas tinham, nós vamos consolidar hoje se essa ocupação menor já gera um índice de avanço de fase, mas eu posso dizer que teve uma ação muito contundente dentro delas, nenhuma dessas regiões ficou sem atendimento, algumas estratégias, como Campinas e Piracicaba, de trazer pacientes aqui pra São Paulo, no Hospital do Ibirapuera, mais leitos colocados nessas regiões, sejam com respiradores novos ou com custeio e contratação na rede privada, elas evoluíram bas tante, nós estamos enxergando aqui uma melhora desse cenário, e até amanhã a gente consolida quais delas vão conseguir, com essa melhora, avançar de fase.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Obrigado, Fábio, pelas perguntas. Dando seguimento às perguntas pela imprensa, Carolina Riguengo, da Rede TV.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber se vocês podem adiantar, por mais que seja amanhã que vocês vão passar todo o Plano São Paulo, mas de imediato se tem algo que vocês possam adiantar pra gente sobre a regressão daquilo que foi conquistado até agora por causa desses números atualizados. E uma última pergunta, porque é uma curiosidade de munícipes e, às vezes, como leiga, fica difícil explicar a contento, vocês explicam pra gente que ainda estamos dentro da projeç& atilde;o, mas existe aí uma ampliação de testes, porém estamos sempre mais testes, menos casos e menos óbitos, para quem não entende como vocês, parece um pouco fora da lógica, vocês podem esclarecer isso pra gente? Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu que agradeço a pergunta, muito obrigado, Carolina. Vou passar a primeira pergunta para Dr. Paulo Menezes, coordenador do comitê do centro de contingência do Covid de São Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário. Bom, em relação a questão da testagem, a primeira pergunta--

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Poderia repetir a sua pergunta, por favor? Poderia repetir sua pergunta, a primeira pergunta, com relação às testagens.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa foi a segunda, e a primeira, Carolina?

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: A primeira foi sobre o que vocês poderiam adiantar pra nós em relação a avançamos até aqui com o Plano São Paulo, porque tínhamos um número de óbitos e casos, mas agora descobrimos que é um pouco maior, já podemos prever o que vai ser mudado, o que vai ser retirado da gente?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Acho que o secretário Vinholi já falou um pouco sobre isso, né, a avaliação do centro de contingência é de que a situação, ela apresenta uma melhora global no estado, ela é discreta, mas é uma melhora, acho que o Gabardo também colocou isso nos números que mostrou em relação a comparação das médias móveis. Agora, o que vai acontecer em termos de classificação de cada região amanhã ainda depende dos números de hoje. Então, é só no final do dia que nós vamos poder fazer a avaliação dos indicadores pra poder fazer a nova classificação das regiões.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação a segunda pergunta.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Em relação a questão de testagem, eu queria chamar atenção pra duas coisas, a primeira delas é a gente tem mostrado agora, todos os dias, a proporção de casos confirmados através de testes rápidos, em relação ao total de confirmações, testes rápidos e PCR, por que isso é importante? Porque o teste de diagnóstico de casos agudos é feito, essencialmente, pelo teste PCR e há mais de um mês a gente tinha aqui um quarto dos confirmados totais sendo teste rápido e três quartos por teste PCR. Hoje, a gente já tem quase 30% de confirmados por teste rápido. Então, também tá aumentando a confirmação de pessoas que em algum momento tiveram a infecção, desenvolveram anticorpos, mas não estão doentes, vamos dizer assim, não estão sintomáticos, não estão precisando de assistência. Então, o aumento da testagem de um lado é por aumento de testes rápidos e, por outro lado, pelo aumento de acesso a testes PCR pra pessoas com sintomas mais leves. Então, também quando a gente olha número de pacientes internados, nós temos mantido esta média de 13 a 14 mil pacientes confirmados ou suspeitos em enfermaria e em UTI já faz algum tempo. Inclusi ve eu me lembro de um episódio que nós trocamos os números e isso foi percebido, mas está sempre assim, 8.300, 8.500, 5.500 em UTI. Por que é que isso é importante? Porque isso é sempre uma proporção de todos os casos sintomáticos que estão ocorrendo na comunidade. E esse indicador, por isso, é o principal indicador da evolução da epidemia no Plano São Paulo, um dos três que compõem o fator evolução da epidemia.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado Dr. Paulo. Gostaria de passar agora a palavra para o Dr. João Gabbardo, por gentileza.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COIVD-19: Eu só queria confirmar um pouco do que o Dr. Paulo está dizendo nessa dificuldade que a Carolina aponta de entendimento para os leigos de como é que a gente está aumentando a testagem, mas isso não demonstra aumento de casos e muito menos aumento de óbitos. Carolina, a gente, numa primeira fase de testagem, nós tínhamos uma população testada muito diferente, nós testávamos as pessoas que estavam nos hospitais, que internavam com doença res piratória aguda, então, obviamente que naquele momento, com aquela população que estava sendo testada, o número de casos confirmados e depois a consequência do número de óbitos era maior do que agora quando se estende os testes para a população que está apresentando sintomas leves, que não chega a ir para hospital, não tem doença respiratória que necessite de internação. Por isso que a gente aumenta a testagem, mas isso não significa, diretamente, ter um aumento de casos confirmado e também de óbitos, porque são população diferentes. Então, nós podemos estar, se nós continuássemos testando só as pessoas nos hospitais, provavelmente haveria uma redução muito grande do número de casos confirmados, com a convicção de que haveria uma reduç&atilde ;o desses casos. Não está acontecendo isso exatamente pela ampliação de testagem que a gente faz, mas agora com um público diferente, um público que não tem doença respiratória aguda, que não está indo para os hospitais.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Essa importância, inclusive, de se testar principalmente profissionais da área da saúde, profissionais mais vulneráveis, principalmente guardas civis metropolitanos, policiais militares e, lógico, a população de forma geral. Por normatização, inclusive, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, através do secretário José Henrique Germann, foi procedido uma obrigatoriedade que todos os laboratórios, independente de públicos ou pr ivados, fizessem a referência das testagens. Uma vez que a testagem passou a ganhar grandemente valor a partir de que pessoas, por curiosidade própria ou necessidade por sua profissão, passaram a ser testadas. Então, com isso a gente começou a avaliar esses portadores que nós chamávamos assintomáticos. E nessa contabilidade, os assintomáticos estão também inseridos. Pessoas que falam, puxa vida, eu sequer tive sintomas e fui testado e vim positivo e foram contabilizados. Então, essa referência de número de casos com maior testagem e é por isso que nós precisamos testar mais, ao mesmo tempo impactando muito menos a condição clínica desses pacientes, não sendo albergados nas unidades hospitalares, muito menos na s unidades de terapia intensiva. Muito obrigado. Dando seguimento agora às perguntas, Isabela Faria da CNN Brasil.

ISABELA FARIA, JORNALISTA DA CNN BRASIL: Boa tarde a todos. Eu vou mais na linha da minha colega no sentido de antecipar algumas coisas. Ontem, alguns representantes da Associação da Bares e Restaurantes conversaram com o governador João Doria e, segundo eles, eles se mostraram abertos em relação, perdão, o governador João Doria se mostrou aberto em relação ao funcionamento desses estabelecimentos, a regularizar um pouco mais, principalmente o horário de funcionamento. Teria como vocês já anteciparem algo? Eu sei que amanhã tamb&eacu te;m é o dia dos anúncios, mas, se possível. Muito obrigada.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado pela sua pergunta Isabela, eu gostaria de participar, quem gostaria de responder? Por favor o senhor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Bom, o centro de contingência não recebeu ainda nenhuma comunicação oficial ou formal a respeito disso, então, é preciso que essa comunicação seja dirigida ao centro para nós podermos avaliar essa questão. Acho que é uma questão delicada que requer muito cuidado, muita consideração, mas ainda eu não, enquanto coordenador do centro de contingência estou aguardando essa solicitação.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu gostaria de fazer uma complementação através do secretário Marco Vignoli, por gentileza.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, o governo está sempre aberto a essa discussão, o centro de contingência faz essa análise quase que diária. Eu queria ressaltar que as medidas implementadas até agora, elas foram acertadas, né? Nós conseguimos fazer a reabertura na fase indicada, a fase amarela para os bares e restaurantes, com a limitação de horário, com a limitação de capacidade, protocolos e também a limitação de abertura noturna neste primeiro momen to, né? Isso fez com que São Paulo fizesse de forma segura, a gente não vi aqui imagens como vimos em outros locais do mundo, de aglomeração, isso foi tocado de forma muito responsável e o diálogo segue acontecendo, mas dentro dessa cautela, sempre fazendo de forma responsável, acho que nós vamos seguir, sim, com esse diálogo, o centro de contingência faz a análise contínua da evolução deste processo, é algo que se dá conforme a evolução do Plano São Paulo.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Isabela, obrigado pelas perguntas. Dando sequência, Maria Manso da TV Cultura.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde. Eu queria tentar entender um pouquinho mais esse problema do Data SUS. Não é a primeira vez que os dados ficam represados lá, mesmo sendo dados nossos aqui de São Paulo. Não teria algum recurso que esses dados inseridos pelas unidades de saúde também ficassem aqui em São Paulo para que a gente também tivesse um controle dele, independentemente dos problemas lá no Ministério da Saúde? E a gente já está a bastante tempo no chamado platô, mas com dados ainda muito elevados, isso preocupa vocês?

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, muito obrigado. Eu vou passar essas duas perguntas tanto para o Dr. Paulo Menezes, assim como também para o Dr. João Gabbardo. A primeira, gostaria que o Dr. Paulo respondesse.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: O sistema é nacional, então... e ele funciona nos três níveis, no nível municipal, estadual e federal. Ele se inicia no nível municipal e vai até o nível federal, o estado, então, consegue capturar e consolidar os dados para o estado a partir desse processo. O sistema, ele recebe um volume gigantesco, todos os dias, do país inteiro. Se a gente tem 2 milhões e 220 mil casos confirmados no país todo, dá para se pensar que a gente tem pelo menos três vezes o n úmero de notificações no país todo. Então, são bancos grandes e por isso também a instabilidade que ocorre de tempos em tempos. O estado de São Paulo, ele tem um procedimento de atualização dos dados do estado ao longo, várias vezes ao longo do dia. Então, a gente já avançou nesse sentido de não ficar, vamos dizer, refém das instabilidades do sistema. Mas quando o sistema sofre uma instabilidade que dura vários dias, aí nós não temos muito o que fazer, porque não há outro mecanismo que não utilizar esse sistema para se poder ter a consolidação dos dados.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Dr. João Gabbardo, por gentileza, alguma complementação? Eu vou convidar o Dr. Marco Vignoli para fazer uma consideração também sobre essas questões.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, Maria Manso, é importante a gente registrar as distintas evoluções ao longo dos territórios aqui do estado de São Paulo. O Plano São Paulo faz essa visão regionalizada, então, como a gente vem demonstrando aqui, nós temos, enquanto aqui uma queda mais acentuada na capital, na Grande São Paulo também uma redução, outras regiões do estado com uma evolução e, portanto, tem uma restrição maior. Então, nós podemos analisar esses dados e com isso a contundência, a importância do Plano São Paulo quando faz a avaliação dessa evolução regionalizada do estado de São Paulo e daí, portanto, toma as medidas de maiores restrições nessas regiões em que a evolução da pandemia se dá de forma com aceleração e onde tem a redução pode fazer a sua reabertura, a diminuição das restrições. Então, com isso eu acho que nós vamos acertando frente a esse platô apresentado com as distinções regionais.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado secretário, obrigado Maria Manso pelas perguntas. Dando seguimento às perguntas, a última série de perguntas para a William Cury da TV Globo/Globonews. Por favor.

WILLIAM CURY, JORNALISTA DA TV GLOBO/GLOBONEWS: Boa tarde.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde.

WILLIAM CURY, JORNALISTA DA TV GLOBO/GLOBONEWS: Essa semana eu ouvi uma análise do Dr. Dimas Covas de que a epidemia, ela vai ter um fim dentro de seis a oito meses, mesmo sem uma vacina, isso seria pelo grau de imunização da população. Mas para isso, a população teria que estar exposta ao vírus para ter a chamada imunização de rebanho. E o que vem acontecendo com o Plano São Paulo é, gradativamente, partes da população vão sendo mais expostas do que outras. Eu queria saber se é isso mesmo, é interessante para as autoridades de saúde ter, cada vez mais, uma exposição gradativa da população para que as pessoas adquiram os anticorpos, adquiram a Covid-19 ainda sem a lotação de hospitais? Eu queria uma análise melhor sobre isso. Obrigado.

JEAN GORENSTAIN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu gostaria de responder e daí daria a palavra a vocês. Nós temos uma realidade quando se fala de Coronavírus que é uma realidade muito específica, porque 80% dos casos são casos leves, brandos, que sequer necessitam que se recorra a uma unidade de saúde. Portanto é capaz, inclusive, que nós tenhamos muitos pacientes que tiveram Covid e, por não testarem, não fizeram o seu diagnóstico, por isso a testagem. Por outro lado, nós temos 20% desses paci entes que internam e o pior, 6 a 8% que internam de uma forma muito grave, necessitando de unidade de terapia intensiva. Todas as localidades que se propuseram a abrir, países especialmente, que se propuseram a abrir imaginando uma imunidade de rebanho, fazendo com que grande parte da população e dou números para que nós tenhamos uma imunidade rebanho, grande número da população precisaria ser acometida pela doença não percentual de 60 a 70%. Isso impactaria, sobremaneira, sobre internação hospitalar e, mais do que isso, impactaria na assistência nas unidades de terapia intensiva, porque de forma aguda, abrupta, esses pacientes seriam admitidos nas unidades hospitalares. Qual seria o resultado? Seria a desassistência, uma mortalidade altíssima. E nós temos que preservar vidas, nós temos que preservar a saúde da população. Por isso o mundo acabou declinando a esse vírus e dizendo assim: nós vamos ficar em casa, nós vamos fazer políticas de quarentena. E países fizeram muito mais do que o próprio país, o nosso país precisou fazer, com lockdown, fecharam cidades. Nós temos uma realidade econômica diferente, nós, então, fizemos a quarentena em que serviços essências se mantiveram funcionantes, mas nós não podemos colocar a nossa população em risco, tanto como homens públicos, mas especialmente como médicos. Eu gostaria de alguém fazer alguma complementação? Novamente muito obrigado William pela pergunta. Eu quero agradecer a todos, muito obrigado, quero agradecer a todos que estejam em casa que lembrem-se sempre das regras básicas do distanciamento pessoal, do uso adequado das máscaras cobrindo nariz e boca, a higienização freque nte das mãos com água e sabão, na inexistência dele, usar o álcool gel. E a medida do possível fiquem em casa. Muito obrigado.