PANDEMIA - Governo apoiará prefeituras do litoral que solicitarem restrição de acesso no feriado 20201905

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PANDEMIA - Governo apoiará prefeituras do litoral que solicitarem restrição de acesso no feriado

Local: Capital - Data: Maio 19/05/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, muito obrigado pela presença dos senhores, repórteres, cinegrafistas, imprensa de um modo geral. Estamos aqui hoje então, às 12h33min, para mais uma coletiva de imprensa, no sentido sempre de buscar trazer para vocês, e levar para o público as infor mações mais, além de úteis, mais atuais que a gente possa ter a respeito aqui da epidemia. Hoje nós estamos na véspera do início de um feriado, e nesse sentido eu gostaria de enfatizar que o feriado que nós teremos pela frente não é um feriado de lazer, é um feriado de feriado em casa, que é justamente com a obrigação nossa, como cidadão, de colaborar para que o distanciamento social se coloque em uma taxa que seja compatível com aquilo que a gente espera, que é diminuir a transmissão da epidemia. Não é para ir para a praia, não é para ir para os parques, mesmo porque estão fechados. E tem que usar máscara do mesmo jeito, e tem que ficar em casa. Por favor, gostaria da consciência de todos vocês, com este objetivo de que no feriado prolongado não é um feriado para o lazer prolongado. Temos aqui para o dia de hoje os seguintes números, por favor, na tela, o Brasil tem hoje 254.220 casos de Coronavírus, ou de COVID-19. Com 16.792 óbitos. O estado de São Paulo atingiu a barreira dos 65 mil, está com 65.995 casos, 5% de aumento de ontem para hoje. Em óbitos atingimos 5.147, ou seja, passamos a barreira dos 5 mil, com 324 óbitos de ontem para hoje, que significa 7% de aumento. A gente vem tendo aumento nesta velocidade, ou nessas velocidades, tanto para um, quanto para outro já há bastante tempo, o que nos traz um distanciamento, às vezes, de outras linhas de casos, tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos, e assim por diante. Temos internados em UTI, 3.659 pacientes, em enfermaria, 5.902, tanto para casos confirmados, com para casos suspeitos. No Ibirapuera nós temos aqui hoje, 146 pacientes internados, o que dá um pouquinho mais que 50%. Quanto a taxa de ocupaç&atil de;o, para a UTI no estado de São Paulo, nós temos 71,4%, e para a grande São Paulo, 88%. Esses são os números, em termos de casos e óbitos aqui no estado de São Paulo. Já passamos a barreira do termo de testagens, de 75 mil testes, né? E o Ibirapuera está como eu coloquei para vocês. Eu gostaria de passar para o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, porque como vocês todos sabem, nós estamos observando este comportamento da epidemia também no interior, e nesse sentido uma série de ações tem sido realizadas. Então por isso, por favor, Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde a todos. Primeiro dizer que ontem, às 16h, fizemos uma reunião com o conselho municipalista, reunião com vários temas importantes, o primeiro deles foi a pactuação em torno da antecipação do feriado de 9 de julho para a próxima segunda-feira. Além disso, a política e o protocolo de testes, que será feito nessa próxima fase com os municípios, pactuando e dando sequência através do secretário Geraldo Re ple, com os secretários municipais de saúde, aonde os municípios, a iniciativa privada vão realizar os testes, e vão entrar dentro disso na mesma dinâmica da plataforma do governo do estado de São Paulo. Além disso, os planos regionais, cada uma das regiões ficou com um secretário responsável através disso, e na próxima sexta-feira esses prefeitos vão apresentar as estratégias pactuadas com 645 municípios do estado de São Paulo. hoje pela manhã, a região metropolitana de São Paulo se reuniu, nós aqui dialogamos em torno da antecipação de feriados também na região metropolitana de São Paulo, a adesão da maioria dos prefeitos, maciça, dentro disso, cada um com a sua realidade local. A política para que a gente possa atingir as mesmas taxas de isolamento social praticadas em domi ngos e em feriados, né? Nesse momento fundamental de combate à pandemia. E dentro disso, os prefeitos da região metropolitana de São Paulo, mais de dez já encaminharam para as suas Câmaras municipais a antecipação de feriados municipais. Lembrando que nós temos um feriado estadual, que o governador propôs para a Assembleia que seja antecipado para segunda-feira, e os municípios tem quatro feriados municipais, eles vão dentro da dinâmica municipal também antecipar aquilo que for possível, a maioria dos prefeitos da região metropolitana de São Paulo, entendeu desse forma e está tomando aí as suas dinâmicas, suas ações a partir de agora, para que gente possa atingir taxas melhores de isolamento nesse momento fundamental de combate à pandemia. Lembrando com isso, nós tivemos nos domingos e nos feriados, taxas superior es a 55% de isolamento, é isso que a gente busca, e a gente entende que essa medida vai poder alcançar esses números. Além disso, o secretário José Henrique Germann colocou aqui de forma muito clara, o feriado não é para viajar, a quarentena é para que as pessoas possam ficar em casa. Então a gente faz aqui um alerta, um comunicado à população, para que possam seguir essa dinâmica ficando em casa, e atingindo taxas de isolamento importantes, através desse feriado implementado. Com isso, nós dialogamos com as prefeituras da Baixada Santista, do litoral Sul de São Paulo, e também do litoral Norte, e dentro disso o estado irá apoiar as restrições que essas prefeituras estabelecerem no seu território. Então para a população fica claro que no litoral do estado de São Paulo haverão restriç ões que os prefeitos vão implementar, e o estado irá apoiar. No caso também das instâncias turísticas do estado de São Paulo, e dos municípios de interesse turístico do estado de São Paulo, também houve o diálogo, e eles também trabalharão com controle na entrada desses municípios. Então tendo em vista isso uma mensagem muito clara à sociedade, a quarentena não é para viajar, mas sim para se fazer o isolamento social, e ficar em casa nesse período fundamental de combate à epidemia.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O papel dos secretários municipais de Saúde é extremamente importante, porque são eles que estão no dia a dia, no cotidiano das unidades de saúde pelo interior como um todo. E nesse sentido, existe o Cosems, que é o conselho municipal, ou o Conselho dos Secretários Sunicipais de Saúde. Doutor Geraldo Reple, médico, professor aqui na Fundação do ABC, é o presidente deste conselho, e gostaríamos de que ele colocasse também essa importância, e esse papel, e principalmente nessa questão de um feriado prolongado nas cidades. Obrigado.

GERALDO REPLE, MÉDICO E PROFESSOR NA FUNDAÇÃO ABC: Bom dia a todos, em primeiro lugar eu quero agradecer, poder estar aqui conversando, e falar pros meus colegas, os secretários municipais de saúde do Estado de São Paulo, é muito importante que nessa hora, a gente ajude e assuma e que a gente una os nossos esforços pra que a gente pare essa epidemia, todos estão vendo que hoje, praticamente, a capital, inicialmente, teve um boom, e agora a doença está indo pro interior, e mais ou menos até já começando a superar os casos no i nterior do que na capital. Esse feriado prolongado nos preocupa muito, ele é importante pra que a gente mantenha o isolamento social, que as pessoas fiquem em casa, porque não é um feriado pras pessoas viajarem, é muito importante que as pessoas entendam isso, porque nós já, se essa viajem, eventualmente, pode ser que a gente esteja levando ainda mais doença pro interior, ou pro litoral, que já estão quase praticamente, principalmente o litoral do Estado de São Paulo, quase saturado. Então, é importante que as pessoas se conscientizem e fiquem em casa. Importante também que eu fale pros meus colegas, secretários também, a Secretaria, através do Butantan, do Lutz, nós vamos ampliar a testagem, com isso nós vamos melhorar o nosso diagnóstico e vocês vão ver ali, provavelmente, aquela relação que a gente sempre fala, o d enominador tá sempre baixo, quando nós melhorarmos a testagem, nós vamos aumentar esse denominador, aquela relação de óbito com casos, ele deve melhorar ainda mais no estado, melhorar, né, é até chato falar isso, mas a relação, ela não fica um número tão assustador como nós temos visto, então, é importante que a gente participe disto, vocês se informem bastante, nós estamos fazendo uma deliberação, vai ser uma deliberação bipartite entre o estado e os municípios, pra ampliação dessa testagem, e que nós ampliemos muito o número, né? Porque sempre foi uma queixa, ah, mas não tem o exame, não tem o exame, então, agora, nós estamos, não vamos chegar a 100% de testagem, mas nós vamos melhorar muito e, com isso, a gente melhora o diagn&oacut e;stico. E, mais uma vez, frisar, é um feriado prolongado, vamos chamar assim, mas não é pra que nós, não é um feriado de lazer, então, não é pra gente ir pro parque, não é pra você ficar indo na piscina, na quadra, praticar futebol, é pra ficar em casa. Essa é a ideia de que a gente mantenha e que essa doença fique pra fora das nossas casas, e que a gente também proteja o próximo, além de proteger a nós, nossas famílias, nós temos que proteger o próximo, isso é muito importante.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós estamos aqui em quatro pessoas do centro de contingência, Dr. Geraldo, Dr. Dimas, Dra. Helena Sato e eu, estamos aqui, hoje, no sentido de reforçar pra vocês exatamente, de novo, essa importância de que não é um feriado de lazer, né, além disso, Dr. Geraldo colocou a questão das testagens, então, eu pediria pro Dr. Dimas Covas, que é o coordenador do centro de contingência, e é também o presidente do Instituto Butantan, que e stá responsável pela questão dos testes, pra que ele desse, fizesse o seu comentário a respeito desses dois temas. Obrigado. Dr. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, obrigado, secretário. Ontem eu mencionei que, provavelmente, hoje, nós estaríamos no terceiro lugar da pandemia no mundo, de fato nós ultrapassamos o Reino Unido, hoje nós somos o terceiro em número de casos e o sexto em número de mortes. Estamos disputando agora o segundo lugar com a Rússia. Estamos perdendo essa batalha contra o vírus, essa é a realidade, o vírus, nesse momento, está vencendo a guerra, esses dias que se aproximam, esses feriados, eu n&atilde ;o enxergo como feriado, mas enxergo como dias de batalha, os dias mais importantes dessa batalha contra o vírus. Nesses dias, a população terá oportunidade de fazer a sua parte, de mostrar que o vírus pode ser contido, pode ser mantido em suas residências, pode ser circunscrito na sua circulação, essa é a mensagem, os dias que se seguem, na minha visão, não são feriados, são dias de luta, são dias de batalha, batalha intensa contra o vírus, e a população tem papel fundamental nessa batalha, se ela demonstrar que é possível, se ela demonstrar que os índices de isolamento podem aumentar a valores próximos de 60%, ela estará demonstrando que nós podemos reverter essa luta. Nós estamos perdendo, nós podemos passar a um equilíbrio e, eventualmente, nós podemos começar a vencer. Isso n&at ilde;o é uma luta só nossa, aqui do centro de contingência, o centro de contingência reúne os maiores especialistas do Brasil, em contato com os maiores especialistas do mundo, exatamente para desenhar, para propor como essa batalha tem que ser travada, e nós sabemos, a única forma de nós vencermos é restringirmos a circulação do vírus. Cada um de nós, cada um tem a sua responsabilidade nisso, mantendo o vírus sob controle, mantendo o vírus acuado, não permitindo que o vírus circule, essa é a mensagem mais importante, é um esforço enorme, nesse momento, para que medidas mais duras, que virão prejudicar a todos, não sejam necessárias, é o que o centro de contingência tem apontado já há algum tempo. Com relação aos testes, os testes, como também já muito discutido, s ão importantíssimos para a fotografia da epidemia, e a ampliação que foi feita, hoje o Estado de São Paulo é o estado que mais testa, é o estado que mais está preparado pra enfrentar a epidemia, do ponto de vista de testes, então, o estado, nesse momento, está ampliando para uma nova categoria de pacientes, que são os pacientes com sintomas leves, e ao mesmo tempo está realizando um grande inquérito epidemiológico, começando pela Polícia Militar, quer dizer, hoje já existem em torno de mais de dez mil testes realizados na polícia e, nos próximos 15 dias, serão realizados até 140 mil exames, 145 mil exames. Isso dará uma visão muito clara da epidemia. É esse o nosso papel nesse momento, lutar contra o vírus com todas as armas que nós temos. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Dimas. Há algumas semanas atrás, nós trouxemos aqui pra vocês uma proposta de que nós iríamos trabalhar com a vigilância sanitária no sentido de ações educativas em conjunto com a Política Militar, em todo o estado e grande São Paulo, e sempre no sentido de cumprir as normas e a lei relacionadas a abertura das lojas, ao trabalho relacionado ao atendimento, enfim, e principalmente detectar serviços não essenciais qu e necessitassem ser fechados, né? Então, ontem tivemos também um novo capítulo, que foi, junto com a prefeitura municipal, que até foi colocado aqui na coletiva, e por isso eu pediria pra Dra. Cristina Megid, que é a diretora da vigilância sanitária do Estado de São Paulo, falar a respeito do que foi feito e como será também daqui pra frente. Muito obrigado. Cristina.

CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu acho que, assim, desde o dia 14 de abril, a vigilância sanitária, ela se integrou no processo de isolamento, pra fiscalização dos estabelecimentos, tanto os essenciais, como não essenciais, neste mês nós fizemos cerca de 13.082 fiscalizações no Estado de São Paulo, no município de São Paulo foram 3.658 estabelecimentos orientados e desses 614 estabelecimentos aqui no município não eram essenciais, estavam com as suas portas abertas, foram orientados e eles fecharam, atenderam a nossa solicitação. Os nossos técnicos, eles têm levado principalmente as condições, a necessidade de que esse isolamento seja cada vez mais cumprido, que não tenha um afluxo grande de pessoas. Se você abre um pequeno comércio, dali 2h, 3h, ele já vai estar com algumas pessoas dentro do seu estabelecimento. O que a gente identificou? Quando a gente leva essa declaração, essa orientação, as pessoas acatam, e elas têm fechado suas portas. A partir de hoje, nós, como disse o secretário, nós engrossamos o nosso grupo de fiscalização, junto com o município de São Paulo, que está se associando ao nosso grupo estadual, a Polícia Militar, estamos fazendo uma força-tarefa bem maior do que tínhamos até então. Então, nós estamos realmente empenhados, vamos trabalhar em todos os bairros, todos os distritos deste município, esperando que, com a orientação, a gente consiga o resultado. Sabemos que, se isso não der resultado, nós teremos outros instrumentos, que não é a nossa intenção, mas a gente pretende que as pessoas se conscientizem que nós estamos trabalhando a favor da saúde dela e do próximo. Então, acho que essa mensagem que a gente tem levado tem dado muito certo, pelo menos na nossa experiência. Nós tivemos 17% dos estabelecimentos, aqui no município, que estavam abertos, não essenciais, e que atenderam a nossa solicitação. Não tivemos nenhum problema de conflito com esses estabelecimentos, ou seus representantes, então eu acho que a gente consegue sensibilizá-los, para que essa adesão seja cada vez mais forte e a gente consiga ter ess e isolamento desejável.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dra. Cristina. 12h55, vamos iniciar as perguntas, começando presencialmente, pelo Willian Cury, da TV Globo, GloboNews. Boa tarde, Willian.

REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Tudo bem, e você?

REPÓRTER: Nós estamos à véspera de um megaferiadão, seis dias aqui... Pelo menos na capital, são seis dias, né? Até segunda-feira. Como a doutora acabou de dizer, tem um planejamento, tem já desenhado medidas mais duras que podem ser tomadas, né? Se for necessário. Eu queria saber o que o Comitê, o Centro de Contingenciamento pensa, para a partir de terça-feira, qual é o desenho que se desenha para o estado de São Paulo e para a capital também, que está incluída, a partir da próxima ter&ccedi l;a-feira, quando acabar esse feriado? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Dr. Dimas, por favor.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA COVID-19: Nós esperamos que haja aderência às medidas de isolamento social. Como eu disse, essa é a oportunidade que a população tem de demonstrar a sua força, de mostrar que é capaz de fazer esse isolamento, e com isso nós teremos um cenário melhor lá na frente. Isso é o que se espera. O Centro de Contingência não tem uma bola de cristal. O Centro de Contingência faz as projeções, analisa cenários e recomenda ações. Nesse momento, o feriadão é uma ação importantíssima, uma oportunidade importantíssima, que todos nós temos para lutar contra essa pandemia, e temos que aproveitar, ficando em casa, restringindo a circulação do vírus e mostrando que a população tem força e capacidade de fazer isso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Willian. A próxima pergunta, Marcela Rahal, da CNN. Por favor, Marcela, boa tarde.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. Bom, vocês tinham falado sobre alguns critérios de flexibilização, entre elas a ocupação da taxa menor de 60%, e também a redução sustentada de casos por 14 dias. Isso a gente já não consegue atingir mais. Vocês pretendem, de alguma forma, ou imaginam que a quarentena possa ser estendida em São Paulo para depois do dia 31 de maio? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela sua pergunta. Dimas, por favor, inicia e depois eu complemento.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Ora, nós estamos numa fase de ascensão da pandemia, e portanto a epidemia está ganhando forças. Mas os números estão aí, as curvas estão aí, a epidemia cresce, cresce no Brasil, cresce no Estado de São Paulo, cresce de forma mais acelerada inclusive no interior nesse momento. Então nós temos que, sim, reforçar as medidas, e essas medidas durarão por um bom tempo, até que nós tenhamos o controle, até que essa curva mude a sua inclina&cce dil;ão e comece a decrescer. Essa é a perspectiva.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Na fase de decréscimo, os critérios já estão estabelecidos, como nós já colocamos aqui. E eles não irão mudar. Nós estaremos estudando e criando cenários a cada momento, fazemos isso todos os dias, através do Centro de Contingência, e todo o rol de especialistas, profissionais que trabalham aqui, nesse sentido e com esta função. Mas os critérios que foram estabelecidos, acho que esses estão estabelecidos. Só mudar iam... Mesmo porque eles seguem a recomendação internacional. Muito obrigado, Marcela, pela sua pergunta. Agora, Daniel [ininteligível], da Jovem Pan. Por favor, Daniel. Boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu gostaria de saber em relação ao percentual de isolamento que vocês têm de expectativa para essa emenda de feriados. E, caso esse percentual, se é que existe aí essa projeção de percentual, de aumento, caso não seja atingida a meta de vocês, neste feriado prolongado, se a última instância para tentar atingir o grau desejado de isolamento pode ser o 'lockdown'.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu vou pedir para o Dimas responder, mas posso adiantar que quanto maior o grau de isolamento, menor você tem o índice de transmissibilidade. É isso que nós queremos atingir. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A meta é subir o percentual de isolamento ao mínimo que se já obteve aqui no Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo já chegou a 56%, 57%. Esperamos que esses números sejam atingidos e que nós possamos subir além dos 60%. Esse é o percentual que daria conforto para o que vai acontecer nas próximas semanas. Então, todo esforço tem que ser feito nesse sentido. O tempo, nesse momento, é importantíssimo, o tempo é o que nós não te mos, nós temos que agir nesse momento para que nós possamos ter o reflexo disso daqui 15 dias, daqui 20 dias, que é o que estará acontecendo na fase mais grave, mais feroz da epidemia.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Só complementando, pelo próprio ciclo da epidemia, ou da doença, a Covid-19, a gente tem sempre esses 15 dias, que faz parte do próprio ciclo da patologia. Então, tudo que nós estamos fazendo aqui, de 19 a 20 e poucos, nós vamos ver os efeitos nos próximos 15 dias. É isso que ele colocou. Pergunta online, Mateus Meirelles, da CBN. Quem fará a leitura é a Natália. Obrigado.

REPÓRTER: Olá. Essa pergunta é muito parecida com o que já foi dito anteriormente, mas vem no sentido de reforçar os riscos. O Mateus pergunta: Como o megaferiado anunciado para a capital paulista pode afetar a região metropolitana? E como a Secretaria da Saúde está lidando com o risco da população tentar sair da cidade para aproveitar o tempo livre, podendo causar assim aglomerações em outras regiões, como o litoral?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Conforme foi colocado aqui, e muito bem colocado pelo professor Dimas, este é o momento da população mostrar o seu papel. É um período de alguns dias, que estará sob regime de feriados, que não deve ser utilizado para o lazer. Tem que ficar em casa, tem que se salvar em casa, tem que fazer o seu feriado em casa. Obviamente que nós vamos ver os resultados disso, como acabamos de colocar aqui, primeiro, com relação às taxas de isolamento, logo a seguir. E os efeitos que isso se dará sobre a epidemia umas duas semanas depois, aproximadamente. Então, o que a secretaria espera é que isso aconteça, se fato. Que cada um entenda o seu papel, que cada um entenda que ele precisa ficar em casa durante esse período de feriados. Obrigado. Próxima. Fábio Diamante, do SBT. Boa tarde, Fábio. Obrigado.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Secretário, os senhores têm falado nas coletivas, principalmente mostrando nos números, a gente vê a taxa de ocupação de UTI no estado e a da grande São Paulo, a da grande São Paulo tá alta, mas ela fica ali, né, puxa pra cá, puxa pra lá, mas a do interior do estado ela vem subindo, ela não tem essa descida que a grande São Paulo às vezes apresenta. Eu queria saber qual é essa... pensando na Baixada, na região de Campinas, qual é a taxa de ocupação de UTI nessas regiões? Os senhores já falaram uma vez de uma eventual necessidade de trazer pra grande São Paulo pacientes do interior pra Baixada, queria saber se isso já está acontecendo, se isso... qual é o prazo que vocês imaginam que isso deva acontecer. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Começando pelo final. Nós não estamos fazendo o transporte de pacientes daqui para o interior. Fizemos no mês de abril, 15 pacientes. Isto é algo que ocorre normalmente todas as vezes que o CROS que é o Centro de Regulação coloca o paciente em uma determinada vaga que ele classifica de acordo com a patologia. Enfim, uma série de critérios que ele utiliza para isso. Então, esta possibilidade a gente usa muito pouco, vamos dizer assim, aqui no mês de maio não foi usado nenhuma vez. E no mês de abril, durante 15 vezes.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Por favor, Dr. Joel. Por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Eu aproveito a tua pergunta, secretário, nós estamos com mais ou menos mil leitos aguardando a habilitação do Governo Federal. E muitos desses leitos são do interior, o que ajudaria bastante esses leitos. Eu não sei se todos sabem, eu vou trazer uma informação, pode ser que seja conhecida, mas existe um pacto que o Governo Federal, ele vai pagar R$ 1,6 mil a diária de um leito de UTI pra Covid. E hoje nós temos quase mil leitos praticamente prontos aguardando a habilitação. E vocês sabem muito bem, &ag rave;s vezes nós temos uma Santa Casa do interior que tem cinco, dez leitos. Se não houver habilitação ela não pode funcionar porque não vai ter financiamento, e sem financiamento a gente não consegue sobreviver. Então eu faço um apelo, secretário, aproveitando, acho que já habilitou esse mês mil e pouco já, né? Estamos com 1.800 leitos ainda a habilitar, chama habilitação. Esses 1.800 leitos se eles forem habilitados seria um grande refresco e tiraria um pouco esse sufoco que nós estamos hoje. Porque aí aquela taxa de ocupação que você vai vendo ela dilui, ela diminui. Se tem mais oferta, diminui a taxa de ocupação. Então, aproveitando que nós estamos numa coletiva, a gente faz um apelo ao ministério que habilite esses leitos aqui de São Paulo.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Só pra complementar, quando isso não acontece é a Secretaria de Saúde através do Tesouro do Estado que faz esse papel, entendeu?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Bom, adicionando aqui também, respondendo à pergunta, Fábio, nós atingimos 66% na Baixada Santista e anunciamos na última semana o adicionamento de 350 leitos, R$ 30 milhões na Baixada, estendendo um pouco esse número de leitos lá na Baixada. Na região de Campinas, um pouco abaixo, 53% na região de ocupação. Nós dialogamos ao longo dessa semana também de possibilidades de aumento de leitos lá, e o Dr. Dimas Covas e toda a equipe têm acompanhado diariamente essas taxas de ocupa&cced il;ão em todas as regiões do estado. E o alerta é quando supera os 60%, taxa indicada aí no Plano São Paulo e na métrica do comitê de contingência como um momento de atenção para a região.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Vamos então... Muito obrigado, Fábio. Vamos então para a penúltima pergunta. Murilo Rincon, da Rede TV.

MURILO RINCON, REPÓRTER: Boa tarde, secretário. Boa tarde a todos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO Boa tarde. Como vai?

MURILO RINCON, REPÓRTER: Só pra gente... falando muito dessa questão da saúde, tem acontecido aí a recomendação quase que diária do uso da cloroquina para o tratamento dessas pessoas infectadas com a Covid, né? Eu queria saber então com a nova decisão do Ministério da Saúde aí de vir aí a apoiar esse medicamento mesmo sem um estudo aí que comprove a eficácia, se São Paulo vai seguir a recomendação do Ministério da Saúde ou não, vai ter seus próprios meios a í pra ajudar nessa questão.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Essa recomendação já foi feita bastante tempo e ela não mudou. O que deve ocorrer é que a prescrição da cloroquina é dever do médico para avaliar dos pacientes tanto do ponto de vista da medicação enquanto efetiva para aquilo que ele está buscando, como os efeitos colaterais da própria medicação, para que a medicação não seja, às vezes, mais deletéria do que a própria patologia. E ness e sentido também o estado recebeu e tem nos seus estoques cloroquina. E a prescrição deve ser feita pelo médico, é responsabilidade dele, feito em condição de consentimento com o paciente. Isto feito, ele tem toda a liberdade de fazer essa prescrição. Isto não é uma determinação da secretaria, nem é uma recomendação da secretaria. A secretaria fornece o medicamento uma vez que a responsabilidade individual da prática do médico fizer... nesse sentido fizer a prescrição de qualquer medicamento. Alguém quer complementar? Ok. Última pergunta. Daniela Salerno. Por favor, Daniela. Da TV Record. Boa tarde, Daniela.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Gostaria de entender, falando ainda de ocupação de leitos no interior. A gente tem hoje aí pelo que foi atualizado, mais de 71% de ocupação, eu queria entender, assim como na capital há aí uma ampliação dos leitos com a iniciativa privada, e quantos seriam esses leitos, pra quando seriam esses leitos. Também gostaria de entender se aquela preocupação que vocês tinha, que já tinham comentado aqui na coletiva da fronteira, se isso vem acontecendo de pessoas de outro estado vir em procurar o sistema de São Paulo ou ainda não, só na rede particular como a gente já tinha falado antes. E para o Dr. Dimas, se possível, doutor, a gente vê, o senhor vem mencionando que a taxa de transmissão vem crescendo, mas o número de mortes, pelo menos na capital parece estável, número de novos casos. Isso já é um sinal positivo ou a gente ainda não pode fazer essa leitura? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu vou fazer o seguinte, pra sua última pergunta o Dr. Dimas, pra questão do interior o Dr. Geraldo vai fazer a resposta. Então, por favor, começamos aqui com o Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, veja, a curva de mortos está subindo, tá certo? Se ela tem variação dia a dia, isso é absolutamente normal e vem acontecendo desde o começo. A tendência é um aumento. Ontem nós tivemos o registro de um recorde de mortes no estado de São Paulo, foram 329 mortes. Então a curva está subindo e ela vai acontecer no Brasil, no estado de São Paulo, no interior de São Paulo, ela vai continuar subindo ainda nas próximas semanas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Geraldo, por favor. Depois um complemento do Vinholi, secretário regional.

GERALDO REPLE, MÉDICO E PROFESSOR NA FUNDAÇÃO ABC: Então vou tentar... não sei se eu entendi direito, mas vamos lá. Tem duas coisas diferentes. A própria capital e o estado têm aberto chamamentos públicos pra leitos privados, tá? Então isso é uma coisa. Eu cito o exemplo lá no ABC, num determinado ponto eu sou secretário de saúde de São Bernardo do Campo, chegou num determinado ponto que os meus leitos estavam se esgotando, aí eu fiz um chamamento e eu coloquei... nós encaminhamos aproximadamente 30 pacientes naquela época para hospitais privados, tá? Isso chama-se requisição, que é uma lei que o decreto de calamidade pública nos permite. E no interior é muito forte as parcerias com as Santas Casas. Então tem muitas Santas Casas que hoje estão com leitos praticamente prontos que aguardam também a habilitação do ministério. Isso ajudaria bastante. Então, dessa forma, a hora que você amplia a oferta, você diminui a média de permanência... desculpa, você diminui a taxa de ocupação e você melhora. Então existe sim, tá, só que no interior a conversa é um pouco diferente do que nós temos na... tanto na região metropolitana como na grande São Paulo. Então você tem essa parceria com as Santas Casas que é fundamental. Ok?

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só adicionando, amanhã ao lado do governador João Doria nós vamos demonstrar também as taxas de ocupação de leito por região, acho isso importante também adicionar aqui as falas dos secretários.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, isso mostra que nós estamos procurando entender como a epidemia trabalha, como que o vírus trabalha. E o envolvimento do interior é evidente. O interior tinha taxas de ocupação bastante baixas, agora está se verificando um aumento gradativo. Não que ainda nos cause uma necessidade de tomar medidas como estamos fazendo na cidade... em São Paulo e na grande São Paulo. Muito obrigado, Daniela, pela sua pergunta. Bom, são 13h14, queria agradecer novam ente a presença de vocês. Muito obrigado pelas perguntas e pelo esclarecimento. A população que vocês vierem a fazer, e nesse sentido tem... temos focado principalmente na questão de que não é um feriado prolongado de lazer. Fique em casa. Use máscara. Muito obrigado.