PANDEMIA - Governo de São Paulo distribui mais 111 respiradores para capital e interior 20202807

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PANDEMIA - Governo de São Paulo distribui mais 111 respiradores para capital e interior 20202807

Local: Capital - Data: Julho 28/07/2020

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JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todos, secretários, assessoria técnica, o nosso convidado Jamal Soleiman para a 101ª coletiva de imprensa na 8ª fase da quarentena. A boa notícia é que já essa semana, a partir agora do dia 30/7, nós iniciaremos quatro centros, totalizando o quinto centro d e testagem para a vacina licenciada pela... pelo Butantan no sentido de nós podermos efetivar dessa maneira e consolidar através dos resultados a proteção da nossa população. A partir agora do dia 30/7, o Hospital Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, a partir do dia 31/7 a Universidade Municipal de São Caetano do Sul e a Universidade Federal de Minas Gerais. Importante lembrar que são 9 mil voluntários, nós tivemos acessando o site do Instituto do Butantan, mais de um milhão de candidatos, mas infelizmente nós só podemos acatar a solicitação de 9 mil deles. Nas próximas semanas, aliás, na próxima semana nós anunciaremos sete novos centros que farão a composição de 12 centros para a testagem da Sinovac no nosso país. Uma outra boa notícia são os respiradores, n&o acute;s estamos agora integrando principalmente para a região do interior mais 111 respiradores em mais de 11 regiões do interior fazendo com que o número de respiradores entregues pelo Governo do estado de São Paulo salte de 30.097, dados de hoje, pra 3.200 respiradores. Só pra se ter uma ideia, nós temos muito mais número de leitos e respiradores do que a própria Alemanha e procuramos, sim, chegar a níveis inclusive de outros países europeus. Quando nós falamos, aliás, falando em número de leitos, nós temos hoje 3 mil... em termos de elevação de número de leitos, muito mais, nós tínhamos 3.500 leitos que eram leitos de UTI, voltados e gerenciados pelo próprio SUS, Covid, e hoje nós passamos a 8.160 leitos. Pra se ter uma ideia nós estamos agora fazendo a abertura de novos 30 leitos, em especial, numa região que mer ece muito a nossa atenção que é a região de Franca que ela encontra-se no faseamento vermelho ainda. Reforço e reforço de uma forma muito premente que nós, especialmente a saúde não temos qualquer influência sobre pressões nas medidas de gerenciamento da pandemia e bem como nas normas de recalibragem. Todas serão feitas de uma forma extremamente segura e a recalibragem visa não só manter a segurança como garantir também formas ainda mais restritivas nas mudanças de fase. Portanto, todos os dados são absolutamente técnicos, voltados à segurança da população. Porém, nada, nada impede que os setores possam ser ouvidos e analisados, e também deem as suas sugestões. Quero lembrar que hoje, infelizmente por conta de mudanças no sistema e-SUS, não temos as atualizações dos dad os, isso acontecerá nas próximas horas e muito possivelmente no período da tarde esses dados serão ofertados. Pra dar segmento a nossa coletiva, convido ao Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo pra falar um pouco sobre a recalibragem do Plano São Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA: Muito obrigado, secretário. Boa tarde a todos. Ontem nós apresentamos a recalibragem, mostramos quais os principais critérios, e talvez porque realmente quando nós mudamos alguns elementos, ou fazemos alguns ajustes é preciso um tempo pra poder compreender exatamente o que isso significa. Ontem, algumas manchetes sugeriram que nós poderíamos estar facilitando a transição de fases, facilitando a retomada de atividades com a epidemia ainda presente. Eu quero reforçar que ao contrário , o que foi feito foi um ajuste que permite uma mudança cada vez mais segura de uma fase pra outra como nós vamos ver logo em seguida em detalhes, não só uma mudança mais segura porque traz, por exemplo, o critério de permanência na fase amarela pra poder depois prosseguir depois de se observar como a retomada na fase amarela ela se reflete nos indicadores, prosseguir pra fase verde. A exigência na fase verde de índices, indicadores de ocorrência de casos, internações e óbitos bem reduzidas comparado com as fases anteriores, algo que não havia. E a questão dos leitos, o secretário já colocou agora como houve uma grande situação de leitos ao longo dos últimos meses, de forma que nós trabalhamos mantendo uma segurança de disponibilidade de leitos para pessoas que necessitem internação em UTI por quadro de Covid-19, ao mesmo tempo que possibilitamos um uso racional desses leitos existentes pra outras condições, outras situações que requerem esse tipo de cuidado. Então, Centro de Contingência, ontem nós mostramos que havia ainda alguns números com uma necessidade de definição exata pra cada fase. Hoje de manhã o Centro de Contingência se reuniu, discutiu aprofundadamente pra chegar nos números exatos da régua que vai ser apresentado aqui posteriormente. Então o Centro de Contingência continua trabalhando ativamente, sempre no aprimoramento do Plano São Paulo pra que nós possamos continuar nessa caminhada segura no enfrentamento da pandemia. Muito obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paulo Menezes, muito obrigado. Dando seguimento, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19 que dirá alguns comentários a esse respeito.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde, secretário. Boa tarde a todos presentes. Só reforçar o que o nosso coordenador, Dr. Paulo já falou do plano. O plano ele visa dar mais estabilidade. O que a gente pretende com o plano é evitar que as regiões possam ter uma transição pra uma outra fase e necessitar retornar logo adiante. Com as mudanças que foram efetuadas, com as... digamos, novos indicadores que foram colocados vai dar mais estabilidade, dá mais segurança pra que quando ocorrer a transi ção ela seja de uma forma mais consistente, com menos risco de retornar. E o segundo ponto que eu queria reforçar é essa questão dos leitos de UTI, né? Aparentemente a mudança nesse indicador que exigia ter 40% pelo menos de leitos desocupados e que a gente passa pra um índice de 25%, isso não significa em hipótese alguma colocar em risco o sistema de atendimento. Porque nós trabalhávamos anteriormente com um número muito menor de leitos, houve uma ampliação bastante considerável que vai ser mostrada logo adiante. E o segundo, esses leitos eles continuarão existindo, eles não serão desmobilizados, eles ficarão à disposição. E caso seja necessário, né, não deverá ocorrer, mas se acontecer uma necessidade futura de utilização desses leitos nós poderemos recompor a quanti dade necessária de leitos de UTI por atendimento do Covid. Então, vejo que não tem nenhum risco contra a segurança, muito pelo contrário, nós vamos poder assumir, vou retornar a necessidade de pessoas que precisam de leitos de UTI, os hospitais que precisam retomar as cirurgias eletivas, tem pacientes aguardando em fila de espera já há um bom tempo pra realização de procedimentos que não são de urgência/emergência, mas que são necessários. Pacientes da área da ortopedia, pacientes da... que têm procedimentos agendados, aguardando uma fila, e o leito de UTI ele é necessário. Quando faz um procedimento cirúrgico, esse paciente vai pra uma recuperação pós-anestésica, muitas vezes ele precisa ficar durante um período pra estabilizar as condições clínicas num leito de UTI, alé m daqueles pacientes que complicam durante os procedimentos e que vão efetivamente pra UTI. Então pra fazer o procedimento cirúrgico sempre tem que ter uma margem de disponibilidade de leitos de retaguarda pra poder atender esses pacientes caso haja alguma complicação. Então essas medidas elas não vão de forma alguma tirar a segurança do plano e elas poderão, com certeza, ampliar o atendimento dessas outras situações que os pacientes precisam de tratamento intensivo. Obrigado. Só isso.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agradeço, João Gabbardo. Quero reforçar que essas medidas também visam a retomada gradual, lenta e segura das nossas instituições de saúde. Nós temos muitas pessoas precisando ter atendimento principalmente cirúrgico e os nossos hospitais precisam retomar exatamente essas cirurgias pra atender essa população. Lembrando que nós estamos fazendo um remanejamento dos leitos. Caso haja uma necessidade pontual em um ou em outro município, seguramente esses leitos retornam para o Covid. Isso seguramente vai ser feito de uma forma muito preciosa e diária garantindo realmente que nenhum, mas nenhum cidadão paulista receba desassistência na sua necessidade, seja por Covid ou não.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu gostaria agora ainda na área da saúde convidar a falar, uma das pessoas que tem uma representação pela sua longa e honrosa história no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. É uma das pessoas que contribuiu com a minha formação e eu não tenho dúvida que se eu estou aqui, parte disso se deve aquilo que me foi passado como a sua experiência ética, moral e cívica. Eu tenho aqui o médico infectologista, Dr. Jamal Soleiman que foi coordena dor do programa de internato do Instituto Emílio Ribas e hoje atende nos vários frontes dentro daquela instituição. Por favor, Dr. Jamal.

JAMAL SOLEIMAN, INFECTOLOGISTA DO HOSPITAL EMÍLIO RIBAS: Saudando o secretário de saúde. Eu queria saudar todos os participantes da coletiva, assim como os jornalistas. E atendendo ainda um pedido do secretário de Estado da saúde a quem eu tenho a honra de pertencer ao seu quadro de amizades, eu queria rapidamente narrar a atividade que a instituição que eu represento tem feito nesse momento. Pra quem ainda não sabe, essa instituição completa 140 anos nesse ano, é uma das instituições de saúde mais antigas da cidade. E pelas coincidências da vida, um dos seus médicos, nesses 140 anos, aliás, dos mais dedicados, assumiu esse posto de secretário que é uma das instâncias máximas da carreira administrativa política pra um médico. O instituto tem sua atuação pautada desde o começo pela atenção aos mais frágeis, é assim que, inclusive, ele nasce. E essa característica, eu queria tornar pública aqui, o Jean que pra mim continua o Jean, conhece bem, e o trabalho dele ali contempla essa faceta. E conforme as palavras dele eu posso dizer que eu tenho honra de ter participado minimamente dessa formação. No entanto, eu queria lembrar aqui que a questão da saúde não se resume a atenção a Covid-19, e que a complexidade das áreas exige uma atenção permanente. E, secretário, eu quero deixar também meu teste munho que a gente está junto nessa. Porque nessa pandemia a gente continua tendo todos os outros eventos que o Dr. Gabbardo se refere aqui, e a gente tem algumas outras pandemias em curso, uma delas é a HIV Aids que continua em curso na cidade, e essas pessoas precisam deste tipo de assistência. Então, como um hospital voltado pra atendimento das doenças infectocontagiosas, o que por si só já carrega uma carga de estigma, essa carga atinge os doentes e os seus cuidadores, e nesse contexto da pandemia, os profissionais de todas as áreas envolvidas na assistência física e religiosa, rapidamente se preparam, assim como todos nós aqui nessa sala, pra responder essa emergência de saúde e prestar o atendimento que a população de São Paulo merece. Tanto a história, quanto a ciência nos mostram que a qualquer momento podem surgir novas infecções vir ais ou bacterianas, cabendo a nós prepararmos da melhor forma, e aqui eu queria fazer um registro, que o Estado de São Paulo, na pessoa do senhor governador, rapidamente tomou a providência que qualquer gestor tomar, ouviu a ciência, criou o comitê de contingência, e vocês ouviram aqui essa expansão rápida do número de leitos de terapia intensiva, alguns jornalistas me ligaram no começo, perguntando quando que veríamos corpos nas ruas, eu disse: São Paulo não vai ver isso. Nós não vamos entrar em colapso e, neste momento, eu posso garantir que a gente não colapsou, com todas as dificuldades, que são inerentes à assistência a uma emergência dessa envergadura, São Paulo não colapsou. Pra tanto, é imprescindível investimento em recursos humanos e físicos como estratégia pra minimizar o impacto na so ciedade, o Emílio Ribas é um hospital escola 100% SUS, cujo papel foi determinante na assistência à pandemia, foi e é, e será, ele nasceu em 1880, durante uma epidemia de varíola, e rendeu o seu primeiro nome, que é Lazareto dos Variolosos, só que antevendo a história, esse hospital começa como um hospital de campanha, vejam só, então é um hospital de campanha de 140 anos, e a gente já vivenciou outros momentos epidêmicos, febre amarela, febre tifoide, a gripe espanhola, pra citar alguns, na década de 70, em plena Ditadura Militar, foi a porta de entrada e foi o primeiro hospital a gritar que algo errado acontecia no país, em plena ditadura, quando ninguém, nem médicos, nem pacientes podiam abrir a sua boca. Na pandemia de HIV, AIDS, desde o início, todo mundo lá se coloca ombro a ombro com a sociedade pra prestaç&atil de;o dos cuidados aos atingidos, o que nos coloca hoje na assistência de dez mil pacientes, que levam a vida de maneira absolutamente normal, é o maior centro cuidador de HIV, AIDS, do país, outras doenças negligenciadas, e aqui é importante lembrar, por isso eu fiz a primeira consideração, esse instituto acolhe, porque essa é sua vocação desde a sua fundação que, aliás, é um patrimônio da população de São Paulo, porque é uma doação da população de São Paulo, ele começa como uma doação. Desde abril de 2020, o hospital se dedica integralmente a pandemia de corona e é importante também salientar aqui que vai ser o último serviço a ser desmobilizado, a gente participa, desde o princípio, desde todas as abordagens a esse problema, então, assistênci a, treinamento de mão de obra, que foi feito de maneira absolutamente ímpar e rápida, vigilância epidemiológica, testes terapêuticos, testes de vacina, que o secretário acabou de anunciar, além de estudos científicos, pra dar resposta que essa pandemia merece. Ressalte-se também que isto é uma conquista, de novo, da estrutura paulista, que a gente tem uma das mais baixas mortalidades e uma das maiores taxas de recuperação de doentes, a nossa tá ao redor de 28%. Embora a gente tenha uma vocação histórica, é preciso ressaltar que todos os dias um exército de trabalhadores coloca a sua vida a serviço da sociedade, ressalte-se ainda que essas pessoas não arredam o pé de um lugar aonde compreensivamente pouquíssimas pessoas pensariam antes de entrar lá, né, muitas vezes você pensa: Será que eu dev o entrar ou não? E é por todos que trabalhamos e torcemos por um mundo pós-pandemia em que prevaleça mais empatia, confiança na ciência e, certamente, o papel desse instituto, desempenhando junto ao SUS, com tanta versatilidade e prontidão ao longo de 140 anos. Eu queria registrar que isto é obra da população de São Paulo, que serve como uma porta de entrada pra todos os eventos de doenças infecciosas. Muito obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jamal Suleiman, eu aproveito, infelizmente, a fazer um comunicado, que nós acabamos de receber, o falecimento do jornalista esportivo Rodrigo Rodrigues, da Sport TV, de forma bastante prematura, motivado pela Covid-19. Queremos dar as nossas condolências a todo grupo do Sport TV, especialmente aos familiares, num momento tão pesaroso como esse. Dando seguimento a nossa coletiva, secretária do desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Dr. Jean. Voltando aqui ao assunto da nossa recalibragem do Plano São Paulo, queria reforçar o que já foi dito pelo Dr. Paulo Menezes, pelo Dr. Gabardo também, pelo secretário Jean, que a gente percebeu que teve um mau entendido ontem, com relação às mudanças no Plano São Paulo, aquela sensação que saiu em algumas matérias, de que teve uma liberação, né, e eu acho que é muito importan te todos nós lembrarmos o esforço que nos trouxe até aqui, o governador João Doria lançou e instituiu o centro de contingência no início dessa pandemia, e alguns meses depois o conselho econômico, são dois órgãos consultivos, mas que ele e todo o Governo do Estado tem respeitado à risca, para que nos deem o respaldo técnico, nós também nos comprometemos e esclarecemos que o Plano São Paulo, mais do que um plano de reabertura, é um plano de gestão e convivência com a pandemia, o nosso compromisso é com a ciência, é com a vida, é com a transparência, e nós temos tido um longo trabalho todos juntos, toda a sociedade envolvida, nenhum de nós vai colocar em risco o esforço que foi feito até aqui, custou muito caro pra todos nós, e nós vamos manter esse compromisso com a sociedad e, com os cidadãos e com as cidadãs de São Paulo. Então, eu trouxe aqui, pra esclarecer, primeiro a recalibragem, ela aumentou a segurança, a restrição e a estabilidade do Plano São Paulo, esse trabalho foi feito nas últimas quatro semanas, nós tivemos reuniões técnicas de muitas horas, com o centro de contingência, acolhendo as recomendações, discutindo também com o conselho econômico, repassando e testando todas as novas regras, pra entender os impactos que elas teriam na regionalização, no faseamento do plano e, por isso, nós já trouxemos as medidas pra implementação a partir de ontem, mas é uma recalibragem que aumenta segurança, a restrição e a estabilidade do Plano São Paulo, atuando em três dimensões, critérios de estabilidade, liberação de cap acidade hospitalar e atualizações na régua, na próxima página, falando um pouco do porque que nos traz estabilidade, nós não tínhamos nenhuma regra de estabilidade no Plano São Paulo, e nós percebemos que começamos a ter algumas variações, algumas regiões que mudavam de fase pra uma fase pra cima ou pra baixo, né, e nós instituímos duas regras de estabilidade, margem de segurança, né, que, ou seja, uma suave variação nos indicadores, pra melhor ou pra pior, ela não vai gerar o impacto desproporcional nas classificações das regiões, além disso, uma regra muito importante de estabilidade é a estabilidade na fase amarela, nós temos um salto significativo de retomada de atividades da fase amarela pra fase verde e por isso que agora fica instituído, por recomendação do centro de contingência, acatada pelo Governo do Estado, essa permanência por quatro semanas na fase amarela antes da passagem pra fase verde. Isso garante segurança na passagem, evita rebotes, né, e também garante uma evolução mais tranquila, né, de uma fase mais restritiva, pra uma fase menos restritiva, ou seja, maior estabilidade, maior restrição. Na próxima página, nós temos aqui um outro ponto muito importante, nós tivemos que fazer um trabalho pra atender as pessoas que precisavam ser atendidas por Covid, mas quando nós iniciamos esse trabalho, a nossa situação era muito diferente, nós tínhamos 3.500 leitos de UTI disponíveis, desde o anúncio do Plano São Paulo até hoje, esse número aumentou em mais de 100%, hoje nós temos 8.160 leitos disponíveis, e o pedido do centro de contingênci a foi que é necessário a retomada do atendimento de pessoas que estão precisando de atendimento por outras doenças, com isso, a gente consegue fazer esse remanejo e manter a segurança pra atendimento de Covid, porque 40% de leitos livres, com 3.500 leitos, nós teríamos 1.400 leitos livres, 25% de leitos livres, que é a nova sugestão acatada pelo governo, em 8.160 leitos, são 2.040 leitos livres pra Covid, ou seja, a gente mantém a segurança até maior, nesse momento, que houve um trabalho muito grande da saúde pra aumento da capacidade, mas nós também garantimos que quem precisa ser atendido por outras doenças, também seja atendido. Na próxima página, nós temos aqui também uma parte da recalibragem, que é uma atualização na régua aqui de passagem de fase, em especial da fase amarela pra verde, &ea cute; que inicialmente nós tínhamos o indicador de redução de internações de 50%, mas acompanhando práticas internacionais, nós percebemos que era necessário também uma exigência de um limite máximo de internações a cada 100 mil habitantes, e óbitos a cada 100 mil habitantes, que nos permita acompanhar e agregar esse critério de intensidade da pandemia, em relação a população em cada região, assim, além da queda nos indicadores, nós adicionamos uma exigência de, no máximo, 40 internações a cada 100 mil habitantes, e cinco óbitos a cada 100 mil habitantes, dentro de 14 dias, assim, a passagem pra fase verde, ela deve assegurar um patamar seguro de internações e óbitos, né, e essas novas regras garantem essa maior segurança. Então, esses foram o s três objetivos, maior segurança, maior estabilidade e, de certa forma, também maior restrição, exatamente pra que nenhum de nós perca tudo que nós fizemos de esforço até agora. E esse compromisso com a ciência, com a vida e com as pessoas vai ser mantido, entramos juntos nessa pandemia, sairemos juntos dela, honrando todos esses compromissos. Muito obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen, dando seguimento agora, Marco Vinholi, secretário do desenvolvimento regional do Estado de São Paulo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, vou aqui fazer um balanço sobre a distribuição dos respiradores, esse é o quadro geral, o secretário, Dr. Jean, já colocou aqui, 3.097 respiradores já distribuídos no Estado de São Paulo, avançando semanalmente com essa distribuição, pode passar pro próximo slide, por favor, essa é a distribuição por região do estado, né, 3.097 no geral, sendo 128 de transporte, 32 não invasivos e 2 .937 invasivos. Com essa distribuição, como vocês podem verificar, em todas as regiões do estado, o que possibilitou manter todo o Estado de São Paulo com uma capacidade hospitalar que mais do que dobrou nesse período, e chegou a índices superiores a 33 leitos por 100 mil habitantes. Pode passar, por favor. Com isso, com a nova distribuição dessa semana, são mais 111 respiradores que serão distribuídos a partir de hoje, região de Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, grande São Paulo, Marília, Piracicaba, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté, chegando, então, a 3.208 no total de respiradores, somando com esses novos 111 que serão distribuídos nessa semana. Também é importante dizer, nós estamos num trabalho intenso pra que naquelas regiões onde a fase vermelha ainda persiste nesse momento p ara que a gente possa ter o aumento da capacidade hospitalar nas três regiões: Ribeirão Preto, Piracicaba e Franca também. Portanto, hoje nós anunciamos para a região de Franca 30 novos leitos de UTI, são 5 leitos em Ituverava, 10 em Ipuã, 10 em Igarapava, 5 em São Joaquim da Barra e o montante de R$ 4.320.000, podendo então aumentar muito a capacidade hospitalar da região de Franca nesse momento. Nós seguimos trabalhando para o aumento nas outras regiões, ao longo da semana vamos trazer novidades para as regiões que estão em vermelho, e algumas em laranja também aqui no Estado de São Paulo. Só finalizando, eu acompanho aqui diariamente os índices de letalidade, nós caímos mais um pouquinho, novo recorde da série histórica, 4,4% de letalidade, menor patamar até agora no Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Agradeço ao secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi e dou início às perguntas abertas aos jornalistas. A primeira pergunta voltada... Tainá Falcão, da CNN Brasil. Por favor, Tainá.

REPÓRTER: Olá, tudo bem? Já foi dito aqui que São Paulo ainda não vai transicionar nas próximas semanas, devido ao tempo de permanência, agora, por conta dessas mudanças. Qual o período mais realista com que vocês trabalham para fazer essa transição na cidade de São Paulo, e qual outro município está mais perto de fazer essa transição, essa mudança de etapa?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Tainá, obrigado pela pergunta. Quem vai respondê-la é Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 do Estado de São Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário. Boa tarde, Tainá. Na verdade, o município de São Paulo já completou quatro semanas no amarelo, está iniciando o terceiro período de duas semanas no amarelo. Mas ainda tem um desafio importante pela frente, para poder passar para a verde, que é justamente o critério agora de incidência de doença, medido através da incidência de internações por 100 mil habitantes e de óbitos por 100 mil habitantes. Para poder prosseguir par a o verde, por exemplo, o município de São Paulo ainda tem que ter uma redução aproximada de 50% no número de internações, quando se leva em consideração esse indicador da incidência de internações por 100 mil habitantes. Mesma coisa para os óbitos, também tem que haver ainda uma redução importante. E nós também podemos pensar que, nas próximas semanas, outras regiões, por exemplo, Baixada Santista, que já está na segunda quinzena de classificação no amarelo, também para poder prosseguir para uma nova classificação precisa apresentar uma redução nesses indicadores. Por isso que nós dissemos, nós colocamos que, na verdade, nós estamos aqui com um ajuste que permite a progressão com muito mais segurança do que a gente tinha até o momento , quando não era necessária a permanência nesse estágio, principalmente onde a gente volta a ter uma maior duração de abertura de comércio, restaurantes e academias, e várias outras atividades que são retomadas na fase amarela. A gente, nós evitamos falar em tempo, porque os indicadores é que vão mostrar como, de fato, está andando a situação. É possível que nas próximas semanas se observe uma mudança, uma queda, por exemplo, aqui no número de internações, número de óbitos no município, mas nós vamos ter que observar isso para poder, de fato, ter uma nova classificação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes, mas eu quero agradecer também a todos, ou pelo menos a maioria dos prefeitos dos municípios de São Paulo, que têm realmente enfrentado a pandemia, colaborando com o Plano São Paulo de enfrentamento ao Covid. É isso que vai fazer e que já está fazendo a história de São Paulo muito diferente da história de vários estados brasileiros. Dando seguimento à s perguntas dos jornalistas, gostaria de convidar agora Fábio Diamante, do Sistema Brasileiro de Televisão. Por favor, Fábio.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Queria fazer duas perguntas. Primeira, o prefeito Bruno Covas divulgou agora mais uma fase do inquérito sorológico na capital. Tem vários dados ali, mas tem um que chama, pelo menos chamou a nossa atenção, de que houve uma mudança na faixa etária das pessoas que estão sendo contaminadas. Nas primeiras fases, eram pessoas de 40 a 50 anos. Nesta fase, são pessoas acima de 65 anos. A prefeitura está fazendo uma leitura de que isso pode ser já, de fato, um reflexo da abertura, os mais novos estão indo trabalhar e estão levando o vírus para dentro de casa. Eu queria saber se esse é o entendimento dos senhores também e o quão grave é essa informação. Uma segunda pergunta, só um esclarecimento do secretário Vinholi: Secretário, os respiradores ali, eu queria só confirmar, 40 respiradores pro Hospital Santa Marcelina? Quero saber se isso estava já previsto ou se tem alguma coisa acontecendo ali de diferente, em relação à lotação. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Primeira pergunta, João Gabbardo, se puder responder, eu lhe agradeceria.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, nós não temos ainda o resultado desse inquérito que foi anunciado hoje pela manhã, pelo prefeito. Nós vamos analisar esses dados antes de posicionar, do ponto de vista do Centro de Contingência. Mas acho que é precoce nós emitirmos, fazer algum comentário sobe isso sem ter uma análise com maior profundidade desses dados.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu gostaria de fazer só uma consideração, que essa é a única análise. Pode ser que isso realmente possa estar acontecendo, mas nós temos que entender que nós estamos na oitava semana de quarentena, e pessoas de idade, muitas vezes sós, são obrigadas então a sair das suas casas, ou já se esgotaram nas suas limitações de ir e vir, e elas acabam, sim, saindo a despeito das nossas recomendações de permanecer em casa. Então, dess a maneira, à medida que as pessoas também circulam, circula junto o próprio vírus e acabam, sim, se infectando. Muito obrigado. A segunda pergunta para Marco Vinholi, por gentileza.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde, Fábio. Sim, são 40 respiradores para o Hospital Santa Marcelina, substituição de equipamentos do hospital, vão servir para abastecer a região também, aqui no município de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem. Dando seguimento às perguntas, Maria Manso da TV Cultura, São Paulo.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas. A primeira é em relação a uma declaração da Organização Mundial da Saúde, que falou sobre a constatação de que a Covid é uma onda, não uma doença sazonal. Ou seja, não é como a gripe, que basta vacinar todo ano a população e está tudo tranquilo. Se ela é realmente uma onda permanente, de que maneira isso complica a proteção da população e a retomada das nossas vidas, se os anticorpos também n&atil de;o são permanentes, como tem sido demonstrado? Como é que vocês imaginam então que vai ser a proteção da população, diante de uma doença assim? A outra é em relação à divulgação de tecido que vêm sendo fabricados, com partículas de prata e de cobre, que teoricamente eliminariam o Corona Vírus em segundos. Se vocês acreditam na efetividade disso e, se acreditarem, não seria uma ótima maneira de fabricar EPIs para os profissionais da saúde, para reduzir a contaminação desses profissionais, inclusive na troca dessas roupas, nas UTIs, por favor?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Maria Manso, muito obrigado. A primeira pergunta, eu tomo a liberdade de iniciar a resposta e deixo aberto a todos os meus companheiros, e a segunda o grupo do contingenciamento, do plano de contingência, poder responder. Nós entendemos que o Corona Vírus mutante, que é o causador da Covid-19, que é o Sars-Cov-2, ele veio, assim como outros vírus respiratórios, como o próprio Influenza, ele veio pra ficar. Então, dessa maneira, nós temos que, realmente, criar medidas de pro teção, e a melhor forma de medidas de proteção é a vacina. Enquanto nós não temos a vacina, claramente medidas de proteção individuais e coletivas são tratadas, sejam os planos de quarentena, os distanciamentos pessoais, a higienização da mão com água e sabão, e na sua impossibilidade o álcool gel. Mas as vacinas, seguramente, serão um divisor de águas dessa proteção dessa população. É importante nós lembrarmos que os acordos que foram estabelecidos pelo Governo do Estado de São Paulo junto com a Sinovac, para a produção, para os testes e também a produção de vacina, têm um significado muito importante, que não é só participar das testagens, mas é a transferência de tecnologia para o instituto como o Butantan, que tem uma grande experiência na produção de vacina e que, seguramente, está ampliando o seu pátio, a sua planta, para acolher a maior produção de doses possíveis, no sentido de proteger a população. Nós entendemos que hoje nós vacinaremos, mas seguramente, assim como a análise para o vírus da Influenza, nós precisaríamos vacinar daqui a um ano, ou dois anos, a revacinação, o reforço vacinal, aquilo que, tecnicamente, nós chamamos de 'buster' vacinal. Então, sem dúvida nenhuma, vacina é um grande divisor de águas, e traz, sim, a resposta ao que a Organização Mundial de Saúde nos trouxe como essa colocação. Alguém gostaria de fazer alguma consideração? Muito bem. Pra segunda questão, v oltada à questão de tecidos protetores, professor Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, essa questão do tecido... Existe uma série de medidas, sugestões novas, que são apresentadas, mas que é muito cedo pra que a gente tome a iniciativa, por exemplo, de alterar a composição do material que é utilizado nos equipamentos de proteção individual. Obviamente que isso precisa ser muito mais estudado, precisa ter uma análise com maior profundidade. Nós precisamos ter trabalhos que comprovem a eficiência, a eficácia desses tecidos, pra poder tomar medidas tão significativas como essa, de alterar a produção dos equipamentos de proteção. Então isso é uma... Pode ser alguma coisa muito interessante, muito boa, mas ainda é pro futuro. Nesse momento, não vejo nenhuma possibilidade de já fazer essas alterações. Não é isso, Dr. Paulo?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Queria só acrescentar que a ciência é essencial para a gente continuar caminhando e progredindo. Então quando, por exemplo, Maria, você comenta a questão dos anticorpos. Nós não sabemos, porque no máximo as pessoas que foram infectadas lá no início da pandemia têm seis, sete meses de seguimento. É muito pouco tempo pra gente saber se vai durar um ano, se vai durar três, cinco. Também, em relação aos equipamentos de proteção, a gente precisa ter evidências, que a gente chama de experimentais ou laboratoriais, mas depois vem a evidência de como isso funciona na prática, no dia a dia, tanto pra população quanto pra profissionais de saúde, utilizando esses equipamentos. Então, eu acho que são aspectos e notícias bastante promissoras, e quem sabe a gente, ao longo dos próximos meses, tenha respostas um pouco mais claras sobre o quanto elas vão trazer de contribuição.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Gabardo, Dr. Paulo Menezes. Dando seguimento, Daniela Salerno, da TV Record.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Primeiro eu gostaria de entender uma pesquisa que foi divulgada, da Universidade da Pensilvânia, que diz que o vírus ficou mais vulnerável às vacinas, diante de uma mutação. Isso realmente vocês entendem que pode ser viável e possível? E uma segunda pergunta, seguindo a ideia do meu colega, sobre o inquérito sorológico, o que me chamou a atenção foi que eles disseram que, a cada fase divulgada, a prevalência de assintomáticos cresceu. A gente consegue fazer alguma leitura do que pode ac ontecer para os assintomáticos serem agora em maior número, de todos que foram positivados com Corona Vírus em São Paulo? Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu gostaria também de iniciar a resposta, e vou passar para os meus colaboradores. Nós sabemos que todo vírus respiratório tende a uma natural modificação. O Corona Virus já mostrou uma nova, aliás, novas... Existem várias variações genéticas hoje, mas que nenhuma delas teve um potencial de ter um potencial que nós chamamos de mais agressivo, de mudar a sua expressão. Os primeiros casos que vieram para o Brasil, eles já mostrav am que eram diferentes daqueles que foram encontrados na China. Então era o que a gente chama de CEPAS, que eram características tanto inglesas, quanto alemãs, quando na verdade, essas pessoas tinham contraído aquele vírus aonde? Na Itália. Então nós sabemos que essas modificações elas aconteceram, e já aconteceram, e a tendência é que realmente aconteçam. Por isso a importância da detecção da tecnologia. Quer dizer, ter a transferência da tecnologia na produção de vacinas vai permitir que assim como existe no Brasil vide gripe, em que um dos nossos institutos, o Instituto Adolfo Lutz, faz parte do vide gripe, nós entendemos qual é o vírus mais circulante, e a partir daí orientamos as empresas, das indústrias farmacêuticas a produzirem uma nova vacina que proteja a população. Ent&atilde ;o isso é algo totalmente esperado na evolução em relação ao próprio COVID-19. Então seguramente nós teremos modificação, nós associaremos, só para você ter uma ideia, na vacina que nós temos hoje disponibilizada para gripe, para o Sistema Único de Saúde, nós temos três CEPAS de vírus da gripe, diferentes para a proteção da nossa população. Segunda pergunta eu gostaria de passar para alguém.

JAMAL SULEIMAN, INFECTOLOGISTA DO INSTITUTO DE INFECTOLOGIA EMÍLIO RIBAS: Eu acho que a imprensa tem feito um papel absurdamente grande em relação a decodificar conceitos que são complexos, você traz um conceito de mutação, e o doutor Jean pontua com um outro conceito de CEPAS. Mutação você pode ter dois caminhos, um processo aleatório ou um processo em que você submete um determinado agente à uma pressão seletiva, e você faz uma mutação. Como ideia geral a gente tem que mutação é um proc esso ruim, quando não é bem verdade isso, isso pode ser um processo ruim ou pode ser um processo bom, depende de quem está vendo. Então determinadas alterações, e lembrar de novo, que o vírus é conhecido a partir de janeiro, a doença é de dezembro, e o vírus quando o código genético dele é publicado, é janeiro. É muito pouco tempo, e a gente já tem um conhecimento imenso sobre a variabilidade genética dele. Então é muito possível e provável que de fato algumas variantes sofram processos mutacionais, ou que vão aumentar a sua infectividade, ou que vão diminuir a sua infectividade. Todo esse processo é um processo que ainda precisa ser acumulado no conhecimento. Eu sei que é angustiante, semana passada me ligaram pedindo uma informação dessa, porque a pessoa, o jornalista, não tem nenhuma obrigação, um texto extremamente denso, mesmo para quem trabalha com isso, não é fácil digerir aquilo tudo, imaginando que era uma situação de gravidade. Ressaltando, aquilo é laboratório, está sendo feito sobre condições controladas, cuja a repercussão na sociedade a gente ainda não tem a menor ideia. Então o nome disso é ciência, a regra geral é ciência básica, certo? À medida que esse conhecimento vai sendo acumulado, provavelmente a gente vai tendo mais informações. A correlação direta sobre esse processo de mutação e eficácia ou não de uma determinada vacina, isso absolutamente não existe, mesmo porque nenhum processo desse encontra-se em fase de teste em humanos.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, professor Jamal. Gostaria de fazer a segunda pergunta para o professor Paulo Menezes. Por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Daniel. Como o doutor Gabbardo já colocou, nós ainda não vemos os números, mas eu acho que é importante dizer que em primeiro lugar esses inquéritos eles não medem, não estimam o número de assintomáticos, para saber se são assintomáticos ou não é necessário ter um questionário junto, perguntando se o sujeito teve ou não teve sintomas em algum momento. Então o que ele mede é uma proporção de pessoas que tenha anticorpos, e que, portanto, foram em algum momento infectadas pelo COVID-19. Provavelmente uma boa parte dessas pessoas teve em algum momento algum tipo de sintoma, ou algum grau de sintomas, provavelmente tiveram sintomas muito leves, que nem levaram essas pessoas, por exemplo, a buscar algum tipo de atendimento. Mas não seriam assintomáticos. Então a gente ainda, novamente está aprendendo em relação ao Coronavírus, o que são os quadros sintomáticos leves, e o papel dos assintomáticos nessa pandemia. Mas a gente precisa examinar melhor o inquérito apresentado hoje, para ver se de fato houve uma questão específica sobre história ou não de sintomas nessas pessoas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O doutor Gabbardo quer fazer alguma consideração adicional.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É que tem algumas coisas que a gente já desde o início da pandemia, nós temos mais dúvidas do que certezas em relação a muitos desses temas, um deles é essa questão de os pacientes serem sintomáticos ou não. Sem confrontar com essa pesquisa apresentada hoje, porque nós não tivemos acesso a ela, eu lembro que o inquérito sorológico feito recentemente pelo Ministério da Saúde através da Universidade Federal de Pe lotas, teve uma conclusão bem diferente desta, a conclusão do inquérito feito pela Universidade de Pelotas, mostrou que um número muito pequeno de pessoas muito menor do que aquilo que nós imaginávamos, realmente tinha passado de forma assintomática, era menor do que 15% o número de pessoas absolutamente assintomáticas. Então nós temos que confrontar, não existe certeza definitiva em relação a isso, nós precisamos analisar muito bem esses resultados, e isso ainda será fruto de muitos estudos, muitas análises antes de a gente poder se posicionar de forma mais definitiva.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Gabbardo. Gostaria de demonstrar continuidade ao ciclo de perguntas dos jornalistas. A próxima, para Vitor Moraes, da Jovem Pan.

VITOR MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Com relação à vacina, queria saber se o centro de contingência já tem alguma informação de uma próxima vacina produzida na Alemanha, e também em parceria com o instituto dos Estados Unidos, sobre essa vacina, se vocês têm alguma informação para passar a respeito de quando que ela pode chegar aqui no Brasil, e em São Paulo. E a minha outra dúvida é, esses 400 que foi dito no começo da coletiva, que serão abertos aqui no estado, serão os quatro p rimeiros que serão abertos, ou já tem algum centro aberto? Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agradeço a sua pergunta, Vitor. Quero primeiro lhe fazer uma consideração, que nós temos em fase quatro, mais de dez vacinas disponíveis em todo o mundo. No Brasil nós temos neste momento, dois grupos iniciando os seus trabalhos de vacina, são grupos diferentes, com metodologias diferentes na produção de anticorpos, mas todas visando a proteção contra o Coronavírus. Portanto, é fundamental que seja uma ou a outra vacina, todas serão muito bem a colhidas, para que se elas tiverem segurança e efetividade, e quando nós dissemos efetividade é a produção de anticorpos elevados, e mais do que isso, sustentados, garantindo a proteção para essas pessoas. Com relação à essa vacina específica, nós não temos ainda esse relatório de grupos de estudo, e o que realmente vem acontecendo. Em segundo lugar uma outra pergunta, me perdoe? Os centros. Nós temos em relação aos centros, nós temos o primeiro local em que houve, e que já iniciou na terça-feira da semana passada, de uma forma histórica, foi a aplicação da vacina, em voluntários no Hospital de Clínicas em São Paulo. Então nós já temos um centro funcionando. Os quatro próximos centros ocorrerão especialmente o Hospital Emílio Ribas, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de São Caetano, serão incluídas como centros adicionais. E na próxima semana nós indicaremos mais sete centros que estarão sendo incluídos, totalizando aí, a princípio, doze centros que participarão, desses cinco centros são em São Paulo, os demais ocorrem fora de São Paulo. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e assim vai nós passaremos a vocês com todo o detalhamento na próxima semana. Eu quero pedir desculpas, que eu acabei pulando o jornalista Guilherme Lopes, da Rede TV. Peço desculpas pela minha indelicadeza.

GUILHERME LOPES, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Em relação à criação de leitos de UTI de enfermaria, a gente sabe que existe um gasto para o estado, eventualmente, município, com a criação de um espaço, contratação de profissionais para atuar também nesses leitos. Eu queria saber, pós Covid-19, como que vai ficar a administração desses leitos de UTI, que aumentaram em mais de 100% e também qual que é o gasto que eles representam atualmente para o estado. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu que agradeço, Guilherme, à pergunta. É importante nós lembrarmos, que, contudo, frente a toda uma questão demográfica, número da população, o número de leitos que nós tínhamos por habitante, leitos em unidades de terapia intensiva, esses números eram muito abaixo daquilo que era necessário. Por mais que houvesse e tivesse havido implementação, essa foi uma necessidade real do Sistema Único de Saúde. Então, nós já vivenciávamos dificuldades para outras doenças, independente do Covid. O Covid, ele trouxe simplesmente uma exposição de todas aquelas situações de que nós não tínhamos realmente uma condição de promover, muitas vezes uma essa assistência ao nosso paciente. Então, ele expôs as feridas que nós tínhamos abaixo da roupa. E foi muito bom, porque felizmente tem com esses investimentos, nós pudemos fazer com que o Sistema Único de Saúde mostrasse o seu real papel, que ele de forma efetiva mostrasse aquilo que ele vou fazer de uma forma muito fraternal, acolheu todo o qualquer cidadão, independente do seu nível, condição social, em qualquer lugar do país, mas especialmente no estado de São Paulo. Então, não tenho dúvida que esses leitos, como a gente mesmo dizia, esse re manejamento vai ser dado a outras doenças, vai ser absorvido para as necessidades que realmente são necessidades proeminentes, e, seguramente, isso tem um custo, vai ter um gasto. E seguramente nós teremos que acatar esse gerenciamento, afinal de contas, a nossa ponto merece assistência à saúde de forma e uma qualidade impecável e esse é o papel, como médico aqui, vivenciei todas as dificuldades que o sistema público passava a ter. Então, essa é a hora de nós darmos realmente essa resposta. O Covid veio dar um grande alento, isso para nós é um grande orgulho para o estado de São Paulo. Nós estamos vendo, inclusive, estou me inteirando agora de valores, e peço, inclusive, eu gostaria de passar para o secretário Vinholi para que ele passa dar maiores diretrizes a isso.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, nós investimos 310 milhões nos municípios do dia 30 de março, esses recursos foram para custeio, além disso, ao longo desse processo são vários leitos de UTI que vêm sendo custeados até a habilitação do Ministério da Saúde. Então, o valor com certeza superior aí a 500 milhões de reais já investidos no combate ao coronavírus com o custeio junto aos municípios do nosso estado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme, e agradeço. E novamente peço desculpas pela minha indelicadeza. Dando seguimento, William Cury da TV Globo e Globo News.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Hoje a prefeitura divulgou o resultado de mais uma fase do inquérito sorológico, por uma estimativa da prefeitura de São Paulo temos 1 milhão e 320 mil pessoas que tiveram contato com o novo coronavírus só na capital paulista. Não são dados confirmados por teste, são estimativas e o estado também está fazendo não um inquérito sorológico, mas aquela pesquisa maior, uma ampla testagem também com a população. Queria saber se já há uma estimativa de pess oas contamino adas pela Covid-19 no estado também, assim como fez a prefeitura. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Muito obrigado, William. Para responder essa pergunta, eu convido o nosso coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Obrigado, secretário. Bom, agora você deu o número que a gente ainda não tinha aqui. Então, dá para ver que em relação ao inquérito interior houve um aumento talvez discreto em termos da estimativa de pessoas que já foram conectadas. Se não estou enganado, William, o anterior era em torno de 1 milhão e 200 mil pessoas que vivem no município de São Paulo. Então, o que a gente observa é um aumento progressivo nas três ondas, mas relativamente discret o em termos de aumento, de proporção de uma etapa para outra. Nós ainda não temos um inquérito estadual, nós temos alguns inquéritos regional, por exemplo, na baixada santista, que mostram números bem menores do que o que foi encontrado aqui. E nós temos inquéritos, principalmente ou de grupos ocupacionais, como foi o caso do estudo de policiais militares, ou de populações mais vulneráveis, como foi o caso do estudo agora no Jardim Pantanal. Então, a situação ainda é uma situação que nós precisamos de maior informação para saber a situação no estado. E eu acho que frente ao desenvolvimento da pandemia ao longo desses meses no estado como nós vimos aqui o epicentro no município, depois na grande São Paulo, depois a interiorização é o que gente imagina é que o n&i acute;vel de infecção de pessoas com anticorpos nas diferentes regiões também deve ser variado, em função do momento em que elas se encontram na pandemia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agradeço. O Dr. Gabbardo quer fazer alguma consideração adicional. Por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Os dados do país mostram que mais 1% da população brasileira já tem casos confirmados. Então, número de casos firmados no país é superior a 1%, isto também ocorre no estado de São Paulo. Nós já temos de um 1% da população com caso confirmado. Os inquéritos mostram que de uma maneira geral nós temos em torno de sete a dez pessoas que tiveram contato com o vírus e que não foram contabilizadas nesses casos j&aacut e; confirmados. Então, gente pode prever que tendo um 1% já de caso confirmados, gente possa ter em torno de 10% da população já tendo contato com o vírus ou que já passa ter imunidade natural ao vírus. Esses números são números ainda que precisam ser muito analisados, pode ter diferenças regionais e certamente temos diferenças regionais, mas tentando ser um pouco mais objetivo na resposta, a gente pode avaliar isso, que a gente tem um 1% da população como caso confirmado, e sei lá, 7% a 10% de pessoas que no estado de São Paulo já são imunizadas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Quer agradecer a todos. Quero lembrar que apesar de nós termos as vacinas já em fase inicial de testes, nós ainda não temos vacina disponível no nosso meio. Então, única forma que sim que de fazer é o distanciamento entre as pessoas, pelo menos um metro e meio, a lavagem das mãos com água e sabão e da ausência delas a utilização do álcool geral, se puder, fique em casa. Muito obrigado, boa tarde a todos.