PANDEMIA - Governo de SP amplia horário de funcionamento do comércio na fase laranja 20200207

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PANDEMIA - Governo de SP amplia horário de funcionamento do comércio na fase laranja

Local: Capital - Data: Julho 02/07/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: São 12h45. Vamos iniciar a nossa 83ª coletiva de imprensa relacionada ao Covid-19. Temos aqui conosco hoje Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador atua l do Centro de Contingência para o Covid-19, Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência Covid-19, e Dr. Paulo Lotufo, nosso convidado de hoje. Ele é médico, clínico-geral e pesquisador epidemiologista, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e orientador de mestrado e doutorados em Ciências Médicas e em Epidemiologia. Tem pós-doutorado no Brigham Hospital, Women's Hospital de Boston, da Harvard Medical School. Muito obrigado por ter aceito o nosso convite. E dando início, eu gostaria de apresentar inicialmente os números de hoje. Por favor, na tela. Ok. De ontem, o Brasil atingiu 1.448.753 casos confirmados de Covid-19, com 60.632 óbitos. O Estado de São Paulo, estamos com 302.179 casos, com 15.351 óbitos. O acréscimo de casos de ontem pra hoje, que são relacionados aos casos ativos, e não das testagens de investigação epidemiológica, somaram o acréscimo de 3,1%. O número de óbitos cresceu 2,1% e esse total de óbitos que nós temos tem ou determina uma letalidade de 5,1%. Gradativamente, estamos diminuindo a letalidade. Nós tivemos internados em UTI, em regime de UTI, até agora, temos 5.622 pacientes, e enfermaria, 8.331 pacientes, sejam a confirmar ou casos confirmados, o que trouxe pra agora uma porcentagem de ocupação dos leitos de UTI, no estado, 64,1%, e na Grande São Paulo, 64,7%. Estamos com 162.851 casos recuperados e incluindo 45.303 altas hospitalares de pacientes que estavam internados e foram para casa. O próximo, por favor. Agora, neste novo período, até a metade do mês de julho, a primeira quinzena de julho, nós temos um range novo, de 335 mil casos a 470 mil casos. E pro dia de hoje, estamos com este valor de 302.179 casos. Fechamos junho, como vocês se recordam, com 289.935. Seguinte. Da mesma forma, o número de óbitos está num range entre 18 mil e 23 mil casos. E hoje, estamos com 15.351 casos. Fechamos junto com os 15.030 óbitos. Muito obrigado. Gostaria de passar agora para o Dr. Paulo Menezes, para as suas considerações de hoje.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário, boa tarde. Eu vou... O primeiro comentário é reforçar essa questão da importância de nós entendermos a diferença do tipo de teste que confirma o caso. Os testes de PCR, que confirmam casos agudos, que requerem algum tipo de atenção à saúde, e os testes sorológicos, que indicam que já houve a infecção em algum momento e permitem saber, ao longo do tempo, qual é a proporção da população q ue já foi infectada pelo vírus e desenvolveu anticorpos. Então, no total de hoje, nós temos um pouco mais de um quarto dos casos confirmados através dos testes sorológicos, sendo que no dia de ontem pra hoje, 29%. Ou seja, do total de casos do dia, 70% são casos agudos. Isso é importante também porque houve alguma polêmica em relação a considerações que nós fizemos sobre a indicação dos dois tipos de testes diagnósticos. E a Secretaria de Saúde e o Centro de Contingência reafirmaram que, para o diagnóstico de casos agudos, o nosso padrão ouro é o diagnóstico pela identificação do vírus no organismo das pessoas infectadas, através do teste de PCR. E o teste sorológico, principalmente aquele chamado teste rápido, ele é muito importante, principalmente para se avalia r, dentro de uma população ou de um grupo específico da população, como que vai andando ao longo do tempo a proporção de pessoas que já tiveram infecção em algum momento. Mas essas pessoas, elas não necessitam. O fato de terem anticorpos não indicam que elas necessitam cuidados de saúde. O segundo comentário é sobre os protocolos setoriais. Então, foram já... O Centro de Contingência reavaliou uma série de solicitações para revisão dos protocolos setoriais, relacionados com academias, cabeleireiros, teatro, cinema, espetáculo, convenções, feiras, congressos, e amanhã nós vamos poder apresentar então se houve ou não alguma alteração para... Principalmente relacionada à mudanç a de fase laranja, amarela, verde, e algumas questões relacionadas aos protocolos de setores que vão retomar as atividades. Então, isso nós vamos trazer amanhã para a apresentação. E o terceiro comentário é em relação à situação específica do município de Itaquaquecetuba. O Centro de Contingência avaliou os indicadores utilizados no Plano São Paulo para esse município, que mostra uma taxa de ocupação muito alta de leitos de UTI, bem acima de 80%, e taxas de epidemia, de aumento de internações, também muito elevadas, de forma que o Centro de Contingência recomenda que esse município passe, institua a fase de quarentena no nível vermelho. Acho que são essas as considerações do Centro de Conting&eci rc;ncia, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo, coordenador do Centro de Contingência para o Covid-19, do Estado de São Paulo. Eu gostaria de passar a palavra agora ao Dr. Paulo Lotufo, que é, como disse, um médico clínico-geral e pesquisador, e ele tem algumas considerações a respeito desta epidemia do Corona Vírus, a Covid-19, e vai nos mostrar o seu trabalho, que tem sido realizado aí nesse sentido. Por favor, Dr. Paulo Lotufo.

PAULO LOTUFO, MÉDICO CLÍNICO-GERAL E PESQUISADOR: Muito obrigado, secretário, pelo convite. Quando nós temos uma pandemia, nós temos uma parte da mortalidade que é devido à própria infecção, mas nós temos outra parte que é devido tanto à alteração das pessoas com doenças crônicas, no caso as doenças cardíacas, como também aquelas que não conseguem ter o atendimento, porque o sistema está totalmente congestionado. Em todos os lugares do mundo, praticamente houve excesso de mortes em relação aos anos anteriores. Aqui, nós estamos vendo a avaliação março, abril, maio, junho, e pegando de março até junho, nós tivemos, no cálculo aqui, 40% a mais de mortes no município de São Paulo, em relação às mortes naturais. Quando nós vamos ver esse conjunto das mortes naturais, esse excesso, nós vamos ver que praticamente 77% foram devidos à Covid e o restante, 23%, por outras causas. Esse fato de São Paulo precisa ser comparado com outros locais. Próximo. E aqui nós estamos mostrando, foi realizada ontem a avaliação para o Estado de São Paulo, que está em vermelho, em relação aos outros dois anos. Nós estamos vendo que existe uma diferença entre o que seria o esperado, que seria entre a linha preta e a roxa, e o vermelho, de 2020, está bem acima do que é o esperado. Próximo. Aqui, nós temos uma questão muito importante. Esse daqui é um trabalho feito pelo Financial Times. Eles recebem todas as informações de todos os países, de todos os locais, conferem. E nós temos à esquerda o excesso de mortes por países, a Espanha foi o que teve o maior excesso de mortalidade, e abaixo a Noruega, que praticamente não teve impacto nenhum. Mas o mais importante é a comparação com as grandes regiões metropolitanas, aquelas que estão com pandemia controlada ou ainda em curso. Vocês vão ver que Lima chegou a 289% a mais de óbitos esperados para o mês. Nova Iorque, 231%. E aí nós vamos ter Manaus, 152% a mais, e descendo nós vamos chegar até São Paulo, onde nós tivemos nesse caso 35% a mais, porque o Financial Times utiliza todas as mortes, inclusive aqu elas causas externas. Um pouco diferente do que eu mostrei, mas bate exatamente nisso. Dos grandes centros, Istambul, Turquia, com um excesso de mortes um pouquinho menor, 30%. Vamos mostrar então agora o gráfico, só pra vocês poderem ver. Próximo. Então isso aqui foi tirado diretamente do site do Financial Times, mostrando que nós tivemos aumentos extremamente expressivos em Manaus, que é um pico, e em São Paulo uma subida muito mais lenta, diferente do que se passou em duas cidades aqui da América do Sul, Lima e Santiago, e também os picos que nós observamos em Londres, Madri e Nova Iorque. Eu gosto sempre de fazer a comparação com Nova Iorque, onde houve 250% a mais de óbitos do que o esperado. O próximo. Aqui é muito importante a gente fazer uma comparação entre Manaus, que foi uma cidade que teve um pico muito, muito intenso. Então, nós tivemos um aumento rápido, uma magnitude elevada, e uma proporção baixa de casos pela Covid-19. Quando nós olhamos São Paulo, o aumento foi constante, teve uma magnitude mais baixa e uma proporção alta de casos pela Covid. Aquilo que está em magenta seriam as mortes não exatamente devidas à própria infecção, mas que são porque pioraram condições outras, como as respiratórias e cardiovasculares de pacientes crônicos, ou então é quando não houve capacidade de atendimento. Então isso daqui mostra, na cidade de São Paulo, um padrão, um perfil bastante interessante em termos dos resultados que nós estamos obtendo dentro da catástrofe toda que é uma pandemia, né, estamos menos piores do que vários lugares aí do mundo. Por fim, né, próximo, a quest&ati lde;o da avaliação do excesso de mortalidade, ele, ele deve começar agora, porque vai ser a grande avaliação da epidemia, isso vai ser feito no mundo inteiro, nós vamos ter uma ideia de quanto que o isolamento social funcionou, o quanto da testagem virológica também foi efetiva, a questão do atendimento pré-hospitalar vai ser muito bem avaliado isso, porque há relatos em vários países, onde o sistema, o equivalente ao nosso SAMU, entrou em colapso, coisa que nós não observamos na capital, na região metropolitana, no estado inteiro. Depois, o atendimento hospitalar, se houve vagas suficientes, né, ou então se houve, como aconteceu em alguns países, houve até uma recusa específica de internação para pacientes mais idosos, como aconteceu na Europa. E o outro ponto é pra nós avaliarmos os focos espec&iacute ;ficos da Covid, as instituições de longa permanência para idosos é uma delas, o pessoal dos serviços de saúde, de transporte e segurança, e também um ponto importante, que são os frigoríficos locais, onde no mundo inteiro são focos importantes da Covid-19. Com isso, nós estamos mostrando que essa abordagem é uma abordagem que não consegue ser feita dia a dia, porque nós precisamos saber, em todas as localidades, o número total de óbitos ocorridos no dia anterior, isso é uma computação muito mais difícil, né, nenhuma cidade do mundo conseguiu ter essa proeza de fazer dia a dia, mas fazendo com intervalo de 15 dias, como nós estamos fazendo aqui, está sendo possível ter uma mensuração do impacto da pandemia na cidade, no estado e podendo comparar com o restante de outras metrópoles e de outros países. É isso, secretário, agradeço ao convite novamente.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Lotufo e parabéns pela sua pesquisa. Muito obrigado. Por favor, agora, Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Primeiro, em relação aos dados que foram apresentados pelo secretário José Henrique, nosso monitoramento continua nos indicando essa redução gradual, consistente, sustentável dos casos de óbitos no estado, isto vem acontecendo em todo o Estado de São Paulo, mas com uma intensidade maior na capital, como estava sendo previsto. Então, os indicadores das últimas 24 horas continuam contando pra esta reduç&at ilde;o. Em relação a apresentação do Dr. Paulo, primeiro queria cumprimentar pela excelência da apresentação e a importância dos dados que o Dr. Paulo está apresentando aqui, porque essa comparação de óbitos, ela derruba algumas teses que foram consideradas durante a epidemia, quais seriam? A primeira de que essas pessoas que estão, infelizmente, falecendo pelo Covid, são aquelas pessoas de maior faixa etária, os idosos, são as pessoas doentes, com doenças crônicas, e que na avaliação dessas pessoas, esses óbitos ocorreriam normalmente, e que em função da Covid, se estaria caracterizando como Covid casos que naturalmente, pela evolução da sua situação clínica, essas pessoas morreriam, o fato dele mostrar, demonstrar que independente de porque o paciente, porque a pessoa faleceu, indepe ndente do que foi colocado no atestado de óbito, independente do que foi colocado no sistema de informação da Secretaria de Saúde, o número de pessoas que faleceu é muito superior a média dos anos anteriores, então, isso mostra de uma forma inequívoca o aumento que aconteceu no número de óbitos. O segundo ponto que eu queria destacar, que isto derruba também a tese criada, de uma forma muito maldosa, de que os médicos e que os gestores poderiam estar fraudando o sistema, colocando diagnóstico de Covid onde não existia, pra poder inflar esses números, essa apresentação derruba essa tese. Então, Dr. Paulo, é extremamente significativo o que o senhor mostra, em função dessas situações que aconteceram no país, mas tem um aspecto mais importante ainda, que eu acho mais relevante, que mostra onde o sistema co lapsou, onde houve o colapso, onde o sistema de saúde não foi capaz de se preparar pro enfrentamento da epidemia, esse excesso de óbitos é muito maior, é muito superior, ou vocês acham que o sistema de saúde de Nova Iorque era ineficiente? Ele não era ineficiente pra realidade anterior à Covid, mas em função do volume de pessoas que ficaram doentes simultaneamente ao mesmo tempo, por não ter conseguido fazer, tomar as medidas de distanciamento social, as medidas de isolamento, as medidas de preparação da rede, o número de óbitos foi muito grande, o que não aconteceu aqui no Estado de São Paulo, e mesmo quando nós comparamos dentro do país, comparando a situação de Manaus, de Belém, com a de São Paulo, nós vamos ver essa diferença, isto demonstra a dificuldade que eles tiveram, né, pra, no i nício da pandemia, terem se preparado pra seu enfrentamento. Então, acho que essa, esses eram os pontos que eu queria destacar da apresentação. Obrigado, secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabbardo, como todos vocês percebem, nossa obstinação em busca de uma eficiência maior do sistema e com isso diminuir a letalidade e a mortalidade dos pacientes acometidos pelo Covid-19. Em seguida, a secretária de desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen, a respeito do Plano São Paulo. Por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, secretário Germann, eu, somente pra complementar o ponto que o Dr. Paulo colocou sobre os protocolos setoriais, que estão em discussão no centro de contingência, nós traremos na próxima terça-feira os resultados desses pleitos e como podemos seguir nesse trabalho, tanto de convivência com a pandemia, e também com a retomada gradual, consciente, responsável e regionalizada das atividades econômicas. E, pra hoje, o ponto que foi a qui autorizado e recomendado foi que para os municípios e regiões que estão na fase laranja, que é a fase de controle, nós fizemos a avaliação da alteração que existe hoje recomendada de quatro horas, com funcionamento aqui de 20% da capacidade, e o ponto que o centro de contingência colocou aqui como opcional seria o funcionamento, por seis horas, durante quatro dias úteis, né, então, operando quatro dias, fechando três dias, funcionamento de seis horas pra que isso viabilize, né, um melhor planejamento do comércio e também garantindo a segurança pelo aspecto de saúde. Então, esse foi o ponto aqui aprovado e autorizado, que será incluído como uma das respostas dos pleitos setoriais, e será aqui objeto do decreto que será publicado nos próximos dias, pra funcionamento a partir da semana que vem na fase la ranja. Muito obrigada, secretário Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Por favor, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Aqui dando continuidade ao anúncio feito pela secretária Patrícia Ellen, agora os municípios vão ter a opção de funcionar todos os dias da semana, por quatro horas, ou quatro dias por semana por seis horas contínuas, esse foi um pleito feito pelo conselho municipalista, uma sugestão dada pelos prefeitos, mais especificamente pelo prefeito Edinho Araújo, de São José do Rio Preto, e que foi aceito pelo comitê de contingê ncia, demonstrando aí o diálogo franco e que produz resultados importantes no combate ao coronavírus com os municípios. Então, com isso, nós aqui apresentamos, ao longo dos últimos dias, os indicadores de letalidade, o grande esforço pra poder diminuir essa letalidade, na série histórica nós continuamos com um número mais baixo aqui do Estado de São Paulo até então, em termos de letalidade, e pra continuar avançando nessa melhoria de índices, o Governo do Estado apoia os seus municípios com mais informações, nós criamos agora a cartilha aos municípios, pode passar esse slide, por favor, a cartilha feita em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Secretaria de Desenvolvimento Regional, passa um panorama da pandemia, um quadro da pandemia especificamente no município e as recomendaç&otild e;es pra que ele possa avançar da fase vermelha. Pode passar esse slide, por favor. Mais um. Então, com isso, primeiro os indicadores da região, passadas pro município, pode passar essa também, por favor, pode passar, por favor, e também os quadros especificamente naquele município em questão, nós vamos subsidiar os municípios acima de 100 mil habitantes com esses dados. Dados adicionais vão chegar pros municípios, demonstrando a letalidade que se encontra em cada um dos hospitais daquela região, pra que ele possa atuar especificamente com aqueles hospitais, e também nos leitos de enfermaria correspondentes aos municípios. Muitos municípios têm hospitais de campanha, tem leitos de enfermaria dentro do seu sistema de saúde, e com isso ele vai poder verificar aonde, especificamente, ele tem que melhorar esses índices de letalidade no territ&oacute ;rio dele. Pode passar, por favor. Pode passar esse também. Com isso, a gente consegue também passar pra cada uma dessas cidades os bairros em questão e a evolução que se deu ao longo das últimas duas semanas, comparando sete dias com sete dias anteriores, pra que ele possa atuar nos bairros especificamente da cidade onde ele tem tido maior incidência do coronavírus ao longo desse último período, a gente demonstra aí o número de casos de [ininteligível], e também o crescimento de casos na média, comparando essas duas semanas. Passar, por favor, pode passar. Com isso, recomendações pra aqueles municípios e personalizado pro cenário que vem ocorrendo naquela cidade, quando a gente tem necessidade do aumento de testagem, o mapeamento da cadeia de infecção, a melhora no isolamento social, o aumento da capacidade do sistema de sa&uacute ;de, a melhora da capacidade desse sistema disponível, e é isso que tá muito em questão nesse momento, tendo em vista as regiões abaixo de 80% de ocupação dos leitos de UTI, mas com variações na sua letalidade, então, não é o leito que tá faltando, mas sim a gente poder subsidiar os municípios pra melhorar cada vez mais essa capacidade disponível, e o fortalecimento de ações complementares, como o apoio à população vulnerável, o reforço às ações de saúde e a melhoria na comunicação também com a população. Bom, era isso, era fundamental dizer que as gestões municipais têm produzido um bom resultado e com esse subsídio aqui da área da saúde, com esse subsídio do Governo do Estado, nós vamos, a cada dia, melhorar essa letalidade aqui no Estado de São Paulo.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi. São 13 horas, 14 minutos. Vamos agora passar para a fase das perguntas, uma vez que colocamos aqui pra vocês, tanto do ponto de vista da epidemia, quanto do ponto de vista do Plano São Paulo, informações bastante importantes. A primeira pergunta vem da TV Cultura, repórter Maria Manso.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Dr. Lotufo, em outras entrevistas, o senhor colocou que avaliava que a retomada da população às suas atividades estava sendo precipitada, principalmente por causa do índice de transmissão, que estava sempre acima de um, quando isso era liberado nas cidades e nos estados, e o senhor também fez uma declaração muito impactante, que avaliava que, em todo país, uma a cada três mortes poderia ter sido evitada nessa pandemia. O senhor ainda tem essa opinião e o que a gente deveria, então, fazer pra que isso não continuasse acontecendo?

PAULO LOTUFO, MÉDICO CLÍNICO-GERAL E PESQUISADOR: É, olhando para o passado, eu estava conversando agora com o Sr. Paulo Menezes, né, eu continuo com essa opinião, se nós tivéssemos tido uma ação centralizada, dura, por parte do Governo Federal, durante todo o período, nós teríamos uma redução muito menor dos casos e também do número de óbitos. O que nós fizemos em São Paulo foi o que a gente conseguiu fazer. Essa é a minha opinião. A minha crítica inicial era muito essa questão da região metropolitana não ser tratada como um todo. Eu tenho a ideia que a região metropolitana deve ser, sim, vista como um todo, justamente por isso que existe o conceito de região metropolitana. É uma questão meio óbvia, essa é uma questão que eu coloquei. Em relação às taxas de infecção, o famoso RT, o cálculo do nosso grupo conseguiu mostrar de uma forma consistente agora que, no município de São Paulo, nós conseguimos passar um pouco abaixo da unidade, 0,93, 0,94, mas é constante a queda. Então, pelo menos no município de São Paulo nós estamos conseguindo observar já a diminuição da transmissibilidade.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo, muito obrigado, Maria Manso, pela sua pergunta. Próximo veículo, SBT, repórter Fábio Diamante. Boa tarde, Fábio.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Primeira pergunta: Os números mostram que a taxa de ocupação dos leitos de UTI do estado e da Grande São Paulo empataram pela primeira vez, né? 64%. Queria saber primeiro dos senhores se isso era esperado ocorrer, ou se aconteceu muito rápido, e qual é a gravidade disso. Se fazia parte dessa tendência, eu queria saber qual é a gravidade disso. Uma segunda pergunta: Os prefeitos da Baixada estão fazendo duras críticas em relação ao Plano São Paulo, principalmente porque eles entendem que existem erros de cálculo. Eles são muito duros, falam em erros de cálculo, falta de transparência, e entendem que a Baixada já tinha que ter mudado para a fase amarela, inclusive querem que isso aconteça amanhã. Eu queria saber como é que o Governo encara esse tipo de crítica e se de fato isso pode acontecer. E sem querer exagerar, mas uma terceira pergunta, Dr. Gabardo, é uma coisa muito simples, só pra gente tirar uma dúvida. Com a volta das atividades na capital, principalmente do comércio e dos shoppings, quando que a gente pode sentir um impacto nos números? Se isso aconteceu, já teria que estar aparecendo ou a gente ainda tem que esperar um pouco mais pra ter certeza desse impacto? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Primeira pergunta, Patrícia Ellen, por favor, segunda o Marco Vinholi, terceira o João Gabardo, como você mesmo colocou.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, secretário Germann. Bom, a ocupação do estado, hoje, com os dados fechados até ontem, é de 64,1%, no município está em 67,3%. Ambos aqui são equivalentes ao que a gente diria da fase amarela, que foi um esforço bastante grande do estado para garantir que todas as pessoas fossem atendidas nessa pandemia e, em paralelo, também o compromisso de manter o acompanhamento da evolução da pandemia. Por isso que o Plano São Paul o tem os dois lados, o lado ali da capacidade hospitalar e o da evolução da epidemia. Quando a gente vê no estado, há uma estabilidade de internações, e com uma leve redução, exatamente impactada pela forte redução na capital e na região metropolitana, e o crescimento que a gente teve no interior, então na média ainda o estado está reduzindo, sim, o que é muito positivo. E a mesma coisa se verifica em óbitos, uma redução significativa em óbitos no estado, que está ali em quase 10% com relação às outras semanas. O Gabardo tem falado muito sobre isso, vamos continuar monitorando e ver como é que vai ser semana que vem, que é tão importante. Mas nós vemos aqui exatamente o que já tinha sido previsto no plano: a capital e a região metropolitana com uma melhora significativa e essa presença ainda relevante da pandemia no interior. O Vinholi vai complementar com relação à Baixada, mas eu gostaria de falar exatamente sobre o aspecto técnico da gestão do plano. Os dados são completamente transparentes, os critérios também são divulgados e entendemos que, nas regiões, às vezes isso cause frustrações, porque você coloca a classificação na data da atualização, e que foi o que aconteceu com a Baixada, nos dias seguintes a região apresentou uma melhora significativa, que felizmente está se mantendo. Se ela se mantiver até a próxima classificação, na semana que vem, exatamente a região vai avançar pra próxima etapa do Plano São Paulo. Agora, muitos prefeitos, é comum, passam informações e dados pra gente de fontes municipais, o dado do dia. Nós não podemos usar essa informação, nós temos que usar as informações das fontes oficiais, que estão inclusive detalhadas no decreto do Plano São Paulo. E é por esse caminho, esse meio, de forma completamente transparente, que nós estamos fazendo todos os cálculos e classificações. Muito obrigada.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: É fundamental trazer alguns números da Baixada Santista em um primeiro comentário. Santos é a segunda cidade com mais casos do Estado de São Paulo. Todo mundo sabe que a média da população acima de 60 anos, portanto população de maior risco, na Baixada Santista é superior à da média do estado. No caso do município de Santos, é bem superior, é 22,9% versus 15,9% no restante do Estado de São Paulo. Então, esses números já demonstram a forma que foi impactada a Baixada Santista na pandemia do Corona Vírus. Nós tivemos, na avaliação do dia 26, 1,61, portanto um grande crescimento do número de óbitos na Baixada Santista no período, por isso ela foi classificada na fase laranja. Ela vem tendo uma evolução ao longo do processo, estava na vermelha, agora na laranja. Temos a expectativa de melhora, entendemos que pode ter uma melhora na Baixada Santista ao longo das próximas atualizações, mas por enquanto a Baixada segue na fase laranja. Não existe essa reclassificação possível para amanhã. No mais, saudar o trabalho feito pelos prefeitos. A pandemia impactou de forma muito contundente a Baixada Santista, mas os números de vidas salvas, a questão da capacidade hospitalar instalada, todo esse trabalho feito por lá foi positivo ao longo d esse processo e conseguiu produzir um resultado muito importante em termos de vidas salvas para a população da Baixada Santista, sobretudo com essa população de risco superior à média do estado, que existe na Baixada Santista. Nos números gerais, adicionar de que, quando a gente tem, como a secretária Patrícia Ellen colocou, uma ocupação de leitos sempre inferior à da fase vermelha, nas regiões do estado, a gente pode verificar que o número de leitos aumentados pelo Estado de São Paulo pôde trazer a gente para esse momento que a gente passa com maior tranquilidade. Mas se não fosse trabalhado isso ao longo desse período, as taxas colocadas aqui, equiparando interior e capital nesse momento, poderiam significar um impacto muito pior.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: João Gabbardo, por favor.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Fábio, acho que se nós pensarmos numa população que tiver saído de um isolamento e de uma forma abrupta fosse liberada, sem os cuidados de distanciamento social, sem uso de máscaras, o que se esperaria, tendo em vista que as pessoas demoram, o período de incubação, cinco a oito dias, à medida que esse distanciamento deixasse de existir, a partir de oito, dez dias, começaríamos a ter um número maior de identificação de casos c onfirmados. Então, nós temos que obedecer aí o período, o tempo que demora para apresentar os sintomas, né? Depois disso, nós temos uma segunda fase, é: essas pessoas vão para os hospitais, então vai começar a aumentar o número de internações hospitalares. Isso, uma semana, duas semanas posteriores ao período em que essa circulação tenha ocorrido. E mais adiante ainda, os indicadores de óbitos. Então é uma sequência desses indicadores, eles não acontecem ao mesmo tempo, obviamente. O primeiro deles é a identificação e a elevação no número de casos confirmados. Eu não acredito que isso aconteça na forma como está sendo feito, com recomendações de distanciamento, com o comércio funcionando de uma forma reduzida, as pessoas obedecendo às orienta ções e utilizando as máscaras, a recomendação de que as pessoas doentes, e independente do que elas fazem, elas não devem sair de casa, as pessoas sintomáticas devem permanecer em casa, os seus familiares sintomáticos devem permanecer em casa, a recomendação de que os idosos não devem sair de casa, a não ser em situações muito especiais. Então, nós acreditamos que, com essas recomendações, não deva acontecer. Agora, se isso ocorrer, as fases são distintas. Nós vamos ter aí... Imagino que a gente tenha duas semanas de evolução dessa flexibilização. Então, nós já deveríamos estar apresentando uma elevação do número de casos confirmados nesse momento. Ainda não seria o momento de esperar um indicador de pressão sobre internaç&atil de;o hospitalar e muito menos no indicador dos óbitos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TURISMO: Muito obrigado, João Gabbardo. Próxima pergunta a Natália irá ler, é do veículo Rádio 87 FM de Agudos, e o repórter, Paulo César Corrêa.

REPÓRTER: Boa tarde. O Paulo César pergunta se o HC de Bauru é apenas um hospital de campanha ou se ele vai ficar aberto após a pandemia.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu vou iniciar a resposta, e se alguém quiser fazer alguma consideração, está às ordens, ótimo. Primeiro lugar, eu só gostaria de discordar um pouquinho e tirar a palavra 'apenas'. O hospital de campanha tem um papel importante, da mesma forma que têm os outros hospitais de menor complexidade. Não existe um sistema de saúde que só atenda pacientes de alta complexidade, e nem aqueles que atendam somente pacientes de baixa complexidade. Isso tudo &e acute; um grande sistema e eles têm, cada um, a sua importância. A epidemia está sendo muito dolorosa, ela criou algumas cicatrizes em todos nós, que dificilmente nós estaremos livres delas. E aos profissionais de saúde, muito... O impacto do ponto de vista profissional, do ponto de vista de trabalhar acima daquilo que a condição humana, mental, consegue suportar. Mas é assim que está sendo. Além de tudo isso de ruim, indiscutivelmente a gente precisa entender de que ela vai trazer um grande ganho, um update às questões relacionadas à saúde. Nós vamos ter uma estrutura melhor, que foi determinada pelo aumento do número de leitos, pelo aumento do número de equipamentos, tanto respiradores, tomógrafos, enfim, vários equipamentos que foram adicionados ao sistema, como também processos novos, que foram no sentido de melhorar, sermos mai s rápidos, sermos mais ágeis e, com isso, trazer maior eficiência para o sistema. Aprendemos bastante com a epidemia, no seguinte sentido. Como exemplo, eu cito aqui o desenvolvimento de um programa de telemedicina do Incor, teleconsulta, que nós temos hoje 470 leitos de UTI plugados nesse sistema, para consultas. E o desenvolvimento também de profissionais que foram se aprimorando cada vez mais durante essa epidemia. E isso é um legado que esta epidemia, ou a pandemia, irá deixar para os sistemas de saúde, e aqui no Estado de São Paulo isto é bastante visível. Então, quanto ao HC de Bauru, ele, tanto quanto ele, quanto todos os outros vão entrar num sistema de planejamento, de acordo com as necessidades que teremos no pós-Covid, é que nós vamos estabelecer o que será feito com cada um desses hospitais, não só de campanha, mas também do n úmero de leitos que teremos, temos hoje à disposição. Marco, Patrícia, Paulo, alguém quer fazer um comentário?

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Adicionar, secretário Germann. A pergunta é oportuna para dizer que hoje já está funcionando, já atendendo pacientes lá o HC de Bauru, importantíssimo para o desafogamento dos leitos de enfermaria, um investimento de R$ 3 milhões no custeio, ao longo desse período. São 40 novos leitos de enfermaria e também está em tratativa com o prefeito de Bauru a implantação de mais 10 leitos de UTI no mesmo espaço do HC. Portanto, um avan&cc edil;o importante nesse momento da pandemia, que vai auxiliar muito Bauru e os 68 municípios da região.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Vamos para a próxima pergunta, presencial, GloboNews, repórter William Cury. Boa tarde, William.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Tudo.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Eu tenha uma dúvida e uma pergunta. A dúvida em relação aos testes. Eu queria saber por que o governo, ele parou de divulgar, né, falando quanto são PCR, quantos são teste sorológicos e o que é feito pelo estado e pela iniciativa privada. Eu queria saber exatamente quanto que o governo... qual a fatia do governo, qual que é a fatia do setor privado na realização dos testes aqui em São Paulo. E a pergunta é sobre o número de casos, que hoje nós batemos o recorde de novos casos di&aa cute;rios aqui em São Paulo, tirando quando houve o problema do sistema do SUS, que fez uma notificação de três dias num só, foi um número de 19 filo, mas hoje foi em 24 horas a maior aumento diário de casos um dia depois de o governo falar que possivelmente tenhamos atingido a platô da curva do Covid-19, e o platô pode ser um estabilização também no pico, né? Em cima, com números altos que é o que temos por um logo período de tempo, que também... isso é bom? Ter um platô com casos diários ainda em níveis altos?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Paulo, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Em relação à primeira questão, nós podemos dizer que hoje o setor de laboratório privados produzem o processo aproximadamente dois terços do total de amostras processadas para PCR no estado. Nós estamos recebendo as informações dos laboratórios privados, não só de testes positivos, mas de testes negativos e nosso compromisso aqui vai ser trazer um número mais exato na próxima semana de tabulação desses dados. Em relação ao aumento no número de casos confirmados hoje, né, de ontem para hoje, acho que o principal comentário é a ampliação da capacidade de testagem de casos leves pelos laboratórios da rede pública. Hoje nós tivemos aqui... só um segundo, tivemos 30% de testes rápidos, então, um total de pouco mais de 8800 testes PCR. Quando nós olhamos o processamento de amostras de PCR pela rede laboratorial nos últimos dias, existe um aumento importante, hoje a rede já está processando em torno de 5 amostras/dia. Se você lembrar, a pouco tempo atrás, a poucas semanas atrás estava na faixa de 2500. Nós distribuímos para os municípios recentemente 250 mil kits de swab para os municípios poderem ter maior capacidade de coleta desses exames. Então, acho que nós vamos vendo também esse reflexo de aumento de testagem de casos leves.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Patrícia Ellen, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada Dr. Germann. Acho que a definição do platô é muito importante também a gente esclarecer que a gente se referiu ali a óbitos, a internações, que são os números aqui fundamentais para checar quantas pessoas estão tendo a doença e precisando desse atendimento e também tem um trabalho que está sendo feito com relação à taxa de transmissão, RT, que é monitorado por região e fo ram esses dados que foram compartilhados aqui, Will. Quando gente faz essa análise baseada somente em casos, principalmente com impacto de testagens, os testes sorológicos, nós vimos nas últimas análises que esses testes estão passando a representar quase um terço tem da nossa base de casos, né? E é um olhar para o passado. Então, essa base espera-se que aumente, porque nossa meta que o governador João Doria nos deu é aumentar muito mais a testagem, exatamente para termos uma retomada segura. Então, aumentar a testagem não somente nos sintomáticos como o Paulo colocou, essa política, ela é muito importante, porque eles estão expandindo agora a testagem para sintomáticos leves. Então, expectativa novamente é que esse número aumente. O que é que não pode aumentar? As pessoas, primeiro lugar, quem precisar de ate ndimento precisa ter acesso a ele, estabilizar internações, estabilizar óbitos e reduzir a taxa de transmissão cada vez mais para que a gente tenha uma retomada segura no momento correto como está sendo realizado no plano São Paulo. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE SÃO PAULO: Muito obrigado. Penúltima pergunta de hoje. Veículo portal UOL, repórter Felipe Pereira. Boa tarde, Felipe.

FELIPE PEREIRA, REPÓPRTER: Boa tarde a todos. Eu sei que vocês falaram que vão falar do assunto na semana que vem, mas é da natureza do repórter, desculpa. Eu queria saber um pouco mais de informações sobre essa atualização de protocolos em alguns setores. Eu queria saber por que está sendo feita essa atualização, quais são os setores e eu também queria saber se tem mais alguma sugestão de prefeitos que está sendo debatida entre o comitê... entre os comitês econômicos e de saúde. Obrigado .

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Patrícia Ellen e Marcos Vinholi.

PATRÍCIA ELLEN SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Bom, nós recebemos diariamente uma série de pleitos setoriais, conforme os temas se tornam de maior impacto pelo ponto de vista de análise de vulnerabilidade econômica e também pela pertinência pelo ângulo sanitário de saúde, eles são submetidos para uma avaliação dos dois comitês, no econômico, a análise é feita pelo ângulo de vulnerabilidade econômica e relevância, e também um ponto bastante importante que a gente está analisando no comitê foi que com a pandemia, muitos negócios se reinventaram, né? E tem alguns modelos que estão sendo trabalhados que têm um olhar de risco de saúde diferenciado então, essa análise é submetida para o centro de contingência, que faz análise também de forma independente. E aí, o gabinete de gestão de crise aqui vinculado à secretaria de governo, recebe as avaliações que foram feitas por ambos os conselhos econômico e centro de contingência, principalmente o centro de contingência, porque aqui a prioridade é a controle da pandemia. Então, a análise de saúde é muito importante. Recebe esse retorno e com esse retorno a avaliação do funcionamento de diferentes setores. Então, dando exemplo concreto do que foi anunciado hoje, o centro de contingência, pelo ângulo de saúde, avaliou que o pleito que foi feito com funcionamento do comércio por seis horas durante quatro dias, fechando três dias é um pleito seguro que equivale a outro modelo de funcionamento na fase laranja, no que diz respeito a controle da pandemia, e se é um modelo que funciona, né, que foi exatamente o que foi apresentado pelos prefeitos. Então, ele teria a respaldo técnico para ser implementado. Então, é exatamente esse é o fluxo, e com esse exemplo específico por isso que o anúncio foi feito agora e o concreto será publicado agora nos próximos dias.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: João Gabbardo, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Secretário, quero autorização para voltar à pergunta do William, da Globo News, que acho é uma pergunta que tem um impacto muito importante e merece uma complementação. William, primeiro, é muito difícil a gente fazer as análises quando um determinado dia a gente tem um dado diferente, seja para mais ou para menos. A gente tem acompanhado isso com as médias semanais, com médias móveis, de sete dias, que são mais recome ndáveis, não dá para gente fazer uma análise a partir de um dado. Esse o primeiro aspecto, que efetivamente você tem razão, ontem o dado que nós apresentamos hoje apresenta um número muito elevado de casos. Segundo, a gente tem dito aqui que nós estamos esperando que haja uma redução no número de casos, a gente está esperando uma diminuição na velocidade, tanto que o secretário José Henrique apresentou hoje qual que é a nossa projeção de casos para os próximos 15 dias e qual é a nossa projeção de óbitos para os próximos 15 dias. E lá existe uma ainda uma expectativa de crescimentos no número de casos, mas o que eu queria... que eu acho mais importante mostrar momento é o seguinte, tem uma grande diferença na forma como a gente identificava os casos há algum tempo atrás e a forma como a gente identifica casos nesse momento. Num primeiro momento, pela dificuldade de testagem, pela dificuldade que o Ministério da Saúde tinha com toda a logística para fazer os testes de PCR, nós só testávamos as pessoas que estavam nos hospitais, nós só testávamos os casos graves. O que acontecia quando fazia o teste, no caso grave? A metade dos testes davam positivo. Cada dois testes que eram realizados num paciente hospitalizado, um dava positivo, 50%. Nós agora estamos ampliando a testagem, nós passamos a testar pessoas com casos leves, pessoas que têm sintomas leves, algumas até sem sintomas. Então, quando se testa esse tipo de paciente, numa extensão muito maior, é óbvio que vai aumentar o número de pessoas que apresentam teste positivo, mas sem uma repercussão no hospital. Esse aumento que está ocorrendo pelo aumento da testagem, em pacientes com sintomas leves, eles não repercutem no aumento de novas internações, e por consequência não vão repercutir no caso de óbito. Então eu queria considerar esse aspecto também, de como é que nós testávamos, quem nós testávamos e quem a gente está testando nesse momento. São duas populações muito diferentes. Uma era uma população doente, que estava internada, que estava na UTI, que era caso grave. Agora não, agora a gente está testando na população em geral. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Por favor, Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Primeiro saudar o funcionário Eduardo Aranibar (F), que trabalha aqui na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pela produção da cartilha dos municípios, o crédito a ele e à sua equipe. E na sequência, Felipe, amanhã o governador João Doria anuncia os protocolos de salões de beleza, academia, teatros, cinemas e salas de espetáculos. E na próxima terça-feira, os protocolos de parques e eventos. Então, a informação im portante para amanhã.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Antes da última pergunta, só gostaria de trazer aqui uma informação que eu fiquei de trazer, que é o número de pacientes que são transferidos do interior para a Grande São Paulo ou entre as regiões. Entre as regiões e a Grande São Paulo foram um total, no mês de junho, de 160 transferências, sendo que metade deles, 88, da região de Campinas, 45 da região de Sorocaba, 18 da Baixada Santista, 7 da região de Taubaté e 2 da região de Piracicaba. Último veículo, Rede TV, repórter Carolina Riguengo (F). Boa tarde, Carolina.

REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é em relação aos testes, eu queria uma avaliação de vocês. Os testes rápidos, a eficiência deles, não é unanimidade dentro do mundo da ciência. Eu queria saber, na opinião de vocês, por quê? Onde é que está a brecha, onde é que está o problema? Em relação a esses testes rápidos que estão sendo encontrados em vários lugares, inclusive farmácias, queria ouvir de vocês: até que ponto podemos confiar? Como po demos saber se aquele teste é eficaz ou não e qual seria o melhor contexto para utilizá-los? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Dr. Paulo, por favor.

PAULO LOTUFO, MÉDICO CLÍNICO-GERAL E PESQUISADOR: Bom, os testes sorológicos, como eu já falei, eles servem para indicar se o indivíduo infectado desenvolveu ou não anticorpos decorrentes da sua proteção, da sua reação para a infecção. Esses testes sorológicos, tem vários tipos, tem testes que são realizados por coleta de sangue venoso, e processados em laboratório, e tem testes, que são chamados de testes rápidos, são kits que permitem com que, com amostras de sangue em geral capilar, da po nta do dedo, se faça uma mensuração qualitativa sobre a presença ou não dos anticorpos. Então, os testes feitos com amostra de sangue venoso, eles permitem uma quantificação dos níveis de anticorpos de tipos diferentes, um que indica o final da fase aguda e outro que indica uma proteção mais prolongada, após a fase aguda. E os testes rápidos, eles ou indicam que já houve a produção de algum tipo de anticorpo, sem diferenciar, ou eles, qualitativamente, dizem se houve um ou... A detecção de um ou outro tipo de anticorpo. Muito bem. O que eles não indicam é a fase da doença. O indivíduo só produz anticorpos a partir do 7º dia, e a quantidade de anticorpos vai subindo ao longo do tempo, de forma que, a partir de duas semanas, 14 dias após o início dos sintomas, é quando a gente tem já um a presença maior de anticorpos, mas varia de pessoa pra pessoa. Então, os testes rápidos são muito importantes para podermos avaliar epidemiologicamente a evolução da pandemia na população, ou em grupos específicos, por exemplo, profissionais de saúde ou profissionais da segurança pública. Para o indivíduo, o teste rápido que está sendo oferecido, ele vai sugerir, vai dizer se há uma probabilidade de ter ocorrido infecção em algum momento ou não. Mas há uma probabilidade de erro, essa probabilidade depende da qualidade do teste, a qualidade é muito variada nos testes comerciais que estão disponíveis. Alguns testes são menos sujeitos a erros tipo falso positivo, falso negativo, outros mais. Então, se o indivíduo, ele busca responder a pergunta... Porque muita gente quer saber: Já tive? N&at ilde;o tive? O teste rápido é uma opção, mas ele... Se positivo, dependendo do resultado, talvez seja necessário conversar com um profissional de saúde para ver se é necessário outras medidas, inclusive de confirmação. Mas essencialmente essa seria a utilidade individual do teste rápido.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. São 13h46. Eu gostaria de nosso agradecimento ao Dr. Paulo, nosso convidado de hoje, Paulo Lotufo, e aos demais presentes aqui, informando que amanhã estaremos aqui de volta, 12h45, em coletiva geral com a presença do governador João Doria. Boa tarde a todos e muito obrigado.