PANDEMIA - Governo de SP atualiza ações de enfrentamento ao coronavírus no interior 20200707

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PANDEMIA - Governo de SP atualiza ações de enfrentamento ao coronavírus no interior

Local: Capital - Data: Julho 07/07/2020

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JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu estou aqui hoje substituindo o secretário José Henrique Germann. O secretário encontra-se se recuperando de problemas de saúde. Está bem. Hoje pela manhã já participou de uma videoconferência do Centro de Contingência e nos próximos dias ele retornará. Estão presentes nesta coletiva o Eduardo Ribeiro, que é o secretário estadual executivo da Saúde, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid, o secret&aacut e;rio Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. Vamos iniciar com o Eduardo Ribeiro, que fará a apresentação, a atualização dos dados das últimas 24 horas. Por favor, Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO ESTADUAL EXECUTIVO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bom dia a todas e a todos. Gostaria inicialmente de aproveitar para fazer um anúncio importante. Nas duas últimas semanas, a Secretaria de Estado da Saúde distribuiu para 260 hospitais sob gestão municipal 4,4 milhões de máscaras. E nesta semana, um segundo lote de distribuição, para mais 30 hospitais sob gestão estadual, de 1,1 milhão de máscaras. Então, nós totalizamos nessa semana 5,5 milhões de máscaras distribuí das para 290 hospitais, no Estado de São Paulo, o que significa um investimento de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo nesses EPIs. Atualizando os números de hoje: No Brasil, temos 1.623.284 casos e 65.487 óbitos. No Estado de São Paulo, temos 332.708 casos e 16.475 óbitos. Taxa de ocupação em leitos de UTI, no Estado de São Paulo, 64,3%, e na Grande São Paulo, 63,4%. Pacientes internados em UTI, 8.267 pacientes, e em enfermaria, 5.618 pacientes, sendo internados confirmados e suspeitos. Casos recuperados, 194.958, com 48.984 altas hospitalares. Na sequência, na projeção de casos, podemos observar que o Estado de São Paulo encontra-se dentro da faixa de variação esperada para o momento. Próximo. Bem como na projeção de óbitos, esta ainda com um comportamento de curva do Estado de São Paulo um pouco abaixo da média esperada para o momento. Era isso, obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Eduardo. Quero registrar e agradecer a presença do deputado federal Alexandre Frota, que encontra-se nessa entrevista coletiva. De imediato, eu passo para o Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, Gabbardo. Boa tarde a todos. O primeiro comentário que eu queria fazer é sobre o número de casos do dia. Foram 9.641 novos casos, de ontem pra hoje, um aumento de 3% em relação ao total que nós tínhamos ontem, na segunda-feira, e 341 óbitos, um aumento de 2,1% em relação ao total de óbitos da segunda-feira. No entanto, em relação aos casos, esse aumento de 3%, novamente eu quero chamar a atenção para que 5.412 foram casos diagnostic ados com o teste diagnóstico PCR, portanto casos agudos, representando aqui 56% do total de casos. Quase 44% desse número de hoje, 9.641, foram confirmações a partir de teste sorológico rápido, dos inquéritos que têm sido realizados, tanto em municípios quanto em grupos populacionais específicos. Também que quero comunicar que o Centro de Contingência está trabalhando para concluir o protocolo para abertura de parques estaduais e isso deve ser apresentado na sexta-feira, juntamente com o protocolo do município de São Paulo para parques municipais. E estamos também concluindo o protocolo que discute ou que permite a retomada dos jogos de futebol, e nos próximos dias também esperamos poder falar mais sobre isso aqui nesse espaço. Acho que seriam essas as comunicações, muito obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Secretário Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu vou aqui rapidamente passar alguns dados que a gente pode verificar de forma muito clara a estabilidade do isolamento em São Paulo, pós estabelecimento do Plano São Paulo. Aqui, nós temos a semana 25, que vai de 15/06 a 21/06, semana 26, 22/06 até 28, semana 27, 29/06 até dia 05/07. A variação durante esse período foi de estabilidade, portanto o isolamento social, no Estado de São Paulo, nessas últimas três semanas, teve uma esta bilização nas taxas de isolamento, em algo próximo a 47%, 46,85%, para ser mais exato, delimitando um delta positivo e estável de isolamento social, com a implementação do modelo de gestão do Plano São Paulo. Portanto, um dado muito positivo apresentado aqui hoje. Pode passar, por favor. Além disso também é importante registrar, nós temos a população do Estado de São Paulo dividida entre 26,6% na capital, 20,8% na Grande São Paulo e 52,6% no interior do estado. E o que a gente via no início da pandemia, até pouco tempo atrás, é uma curva que colocava majoritariamente na capital os casos, e também os óbitos, e na Grande São Paulo em segundo, no interior em terceiro. Quando a gente verifica os dados de ontem, por exemplo, e que tem sido uma con stante no último período, nós podemos verificar uma inversão dessa lógica, determinando a interiorização da pandemia de forma mais contundente nesse período. Se a gente verificar o número de óbitos, quase 60% ontem no interior do estado. Nós tivemos 21 cidades em todo o estado com óbitos, e aqui na capital 17,85%, na Grande São Paulo, 23,21%. Quando a gente verifica o acumulado ao lado, esse acumulado já foi muito maior, colocando aí capital, Grande São Paulo e interior, nessa ordem, quanto ao número de casos e óbitos no estado. Então, a gente verifica que essa curva vai se aproximando cada vez mais dessa lógica da população do estado com o crescimento dos casos e dos óbitos no interior e a redução na capital e também na Grande São Paulo. A gente verifica aí índices que puxam , e que devem, nas próximas semanas, levar para números mais próximos da realidade da própria distribuição da população do estado. Acontece da mesma forma com os casos, até um pouco mais contundente. A gente vê lá 70,87% no interior, 16,66% na Grande São Paulo e 12,47% na capital, uma queda aguda aqui na capital, uma queda também um pouco mais leve, mas queda na Grande São Paulo, e uma aceleração no interior do estado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Secretária Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, para as suas considerações, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Somente complementando e em linha com as considerações do secretário Vinholi, quando olhamos os últimos sete dias, com relação aos sete dias anteriores, percebemos essa queda aqui de casos no estado, em torno de 10%, estabilização das internações, com uma variação de 0,8%, e redução de óbitos de 1,6%. Na taxa de isolamento, também em linha com o que foi dito aqui nós registramos uma boa taxa no dia 05 /07, com 51% no estado, 52% na capital, e ontem, dia 06/07, 45% no estado, 46% na capital, lembrando que primeiro dia aqui da capital na fase amarela. A gente está registrando esse resultado do esforço coletivo da população, iniciando um processo gradual de flexibilização, mas também exercendo o nosso papel, para quem pode exatamente ficando em casa, respeitando a quarentena, e principalmente também utilizando os protocolos adequados. Queria destacar que, no isolamento, quando nós olhamos por município, uma mensagem muito importante: as regiões que iniciaram esse processo de flexibilização, na fase amarela, estão mantendo uma variação com relação ao início da quarentena mais alta. Dos dez municípios com a maior variação, com o maior delta de isolamento, nós [interrupção no áudio] aqui São Paulo, a capital, como primeiro lugar, temos São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo do Campo também entre os dez, região do ABC, que também está nessa fase amarela, e também temos duas regiões que estão na fase vermelha, que estão precisando desse isolamento, entre as dez mais isoladas, que são Campinas e Ribeirão Preto. Além delas, nós temos também Santana de Parnaíba, Valinhos e Osasco. Então, esses são os dez municípios que tiveram o maior delta de isolamento registrado no dia 05/07, com relação ao início da quarentena. Gostaria de aproveitar esse momento para parabenizar a população dessas regiões e também os prefeitos, que estão engajados nesse trabalho muito importante, nesse esforço coletivo que estamos fazendo com o Plano São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Passar agora [interrupção no áucio] Patrícia Ellen, e vamos passar agora para as perguntas dos jornalistas. Nós temos seis perguntas já programadas. Começamos com a jornalista Daniela Salerno, da TV Record.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta para o Dr. Paulo, ele comentou sobre o protocolo de parques. Apesar de ser anunciado na sexta-feira, doutor, eu queria entender se vai seguir na mesma linha do plano municipal, de não reabrir aos finais de semana. Que tipo de regras vocês já estão estudando e que já pode passar pra gente? Obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Dr. Paulo, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O que eu posso adiantar é que os parques, nós estamos considerando em três categorias. Aqueles chamados parques urbanos, então... Os parques municipais aqui em São Paulo, por exemplo, são parques urbanos, onde as pessoas frequentam, ou por lazer, e muito para fazer o exercício físico. E o Governo do Estado tem alguns parques nessa modalidade, como por exemplo o Parque Villa Lobos, aqui no município de São Paulo. Então, essa é uma categoria que nós entendemos que os parques estaduais devem seguir e estar muito alinhados com os protocolos dos municípios, especialmente aqui no município de São Paulo essa situação. O outro tipo de parque é o parque temático. O Governo do Estado tem aqui no município também o Parque Zoológico, que o protocolo deve seguir de uma forma bastante próxima ao protocolo dos parques temáticos. E o terceiro grupo é dos parques de conservação ou ecológicos, que são parques estaduais distintos, que também vão ter um tratamento específico. Então, acho que hoje eu posso adiantar que são os três tipos ou três grupos de protocolos com os quais nós estamos trabalhando no Centro de Contingência.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Daniela, eu só quero complementar que todas as pesquisas nos países que estão reabrindo, o nível de contaminação que ocorre no ambiente ao ar livre, e isso se caracteriza muito pelos parques, é muito pequeno em relação às outras possibilidades que dizem respeito à transmissão em função da aglomeração e do contato entre as pessoas. Então essa, o Centro de Contingência, como o Dr. Paulo falou, está avaliand o essa questão dos parques, à luz dessas informações e das experiências também de outros países, que estão reabrindo e estudando exatamente qual é o impacto que isso tem na possibilidade de uma segunda onda, ou de um número de pessoas contaminadas pelo Coronavírus. A segunda pergunta é da jornalista Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu tenho duas perguntas, uma é para a secretária Patrícia Ellen. A senhora disse ontem que vocês estão monitorando a emissão de notas fiscais eletrônicas em todo o estado, para ter uma ideia de como é que está a realização de negócios, e que no último levantamento estaria só 5% abaixo das últimas referências. Mas eu queria entender porque então os setores, por exemplo, como do comércio de bares e restaurantes, e também de lojas de rua, dizem que até 20%, 30% dos comerciantes estão fechando? Eu queria conseguir entender esses dados conflitantes. Eu queria ouvir a opinião do nosso comitê de contingência, sobre essa carta de advertência dos especialistas para a Organização Mundial de Saúde, sobre o risco da contaminação pelo novo Coronavírus pelo ar. Não para causar pânico, mas para alertar mesmo as pessoas, porque quer dizer, se alguém contaminado tiver usado o elevador do meu condomínio, por exemplo, e eu entrar depois dessa pessoa sem saber, eu posso ser contaminada? Então quer dizer, que assim que a gente sai do batente da porta da nossa casa, a gente já tem que estar com máscara, é isso? Por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Vamos iniciar com a secretária Patrícia, sobre a questão das notas fiscais eletrônicas.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Gabbardo. Obrigada, Maria, pela pergunta. Então o que a gente tem feito é acompanhado setorialmente, e também por região. Lembrando que notas fiscais eletrônicas é um extrato, não é ao todo, a gente está fazendo um trabalho em parceria com a Fazenda, o secretário Henrique Meirelles, para a retomada 21/22, onde todos esses dados estão sendo analisados em detalhe. Agora, o que acontece é o seguinte, em junho nós vimos es sa recuperação de alguns setores, mas também sabemos que tem alguns setores que estão sofrendo mais com a pandemia. Nós compartilhamos desde o início, inclusive, da elaboração do plano São Paulo, um trabalho que nós estamos fazendo de monitoramento da vulnerabilidade econômica por setor, e também por região. Nesse trabalho nós olhamos o impacto em PIB, e também em empregos. E o comércio é, de fato, um dos setores com a maior vulnerabilidade, nós destacamos comércio, toda a parte de economia criativa, o setor de beleza, que são setores inclusive que estão fazendo agora essa retomada gradual. E o trabalho que está sendo feito inclusive quando nós anunciamos a liberação de R$ 650 em crédito e microcrédito através do Bando do Povo e da Desenvolve São Paulo, nós priorizamos exatamente esses setores, porque eles são os mais vulneráveis. Nós vemos alguns setores que inclusive estão mais estáveis, ou até com retorno positivo, nós vemos isso, por exemplo, na parte de alimentos, supermercados, mas vemos outros setores mais impactados, e esse teu exemplo está correto novamente. E mencionei aqui alguns dos setores, e entre eles, sem dúvida, o comércio é uma das nossas prioridades nesse programa de recuperação econômica.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Em relação ao risco de contaminação pelo ar, solicito que o doutor Paulo fale pelo centro de contingência.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós entendemos nesse momento que essa é uma hipótese levantada de possibilidade de que também haja uma transmissão chamada contaminação pelo ar. Mas não há ainda elementos claros de que isso ocorra. De fato, se houver evidências de que há esse tipo de transmissão também, aí é preciso rever algumas das estratégias utilizadas até o momento, porque são estratégias baseadas na transmiss&atilde ;o por gotículas e por contato. Então é algo que continua em investigação no mundo, mas ainda não é uma evidência clara. Eu acho que o principal suspeito aqui é de que em alguns casos não se pode ter claro como que foi dada a transmissão. Então existe essa possibilidade. Mas ela ainda é uma possibilidade em investigação.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: De qualquer maneira, doutor Paulo, acho que a recomendação de que ao sair de casa e imediatamente já passar a utilizar a máscara, fica indicado, mesmo não havendo ainda todas as evidências científicas comprovando a possibilidade de transmissão por aerossol.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sem dúvida, já há evidências consistentes de que o uso de máscara de forma coletiva protege a população. O secretário de saúde costuma dizer aqui que: "Eu te protejo e você me protege quando os dois usam máscara", porque a transmissão é por gotícula e por contato direto, que é a principal forma de transmissão do Coronavírus. Então sem dúvida nenhuma, que essa recomendaç&ati lde;o ela permanece, e nós temos que incorporar essa prática no nosso dia a dia, no nosso vestiário.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, doutor Paulo. Passamos para a Isabela Faria, da CNN.

ISABELA FARIA, REPÓRTER: Boa tarde. Minha pergunta é para o doutor Paulo, eu queria saber se há algum jeito de antecipar para a gente as retomadas dos jogos de futebol, se tem algum protocolo que vocês já podem adiantar. E também, na verdade, eu gostaria, eu sei que o governador não está presente, mas o Presidente Jair Bolsonaro acabou de testar positivo opara COVID-19. Gostaria de saber se vocês têm alguma declaração, inclusive ele voltou a defender o chamado isolamento vertical, isso diz isolar somente os mais velhos, os idosos com algumas comorbidades. Gostaria de saber se tem alguma declaração que vocês querem fazer em relação a isso.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O doutor Paulo irá falar sobre os jogos de futebol.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O que já está em andamento é a testagem dos jogadores, equipe técnica, funcionários, para a retomada de treinos individuais. Então nesse momento estão permitidos os treinos individuais. E para que as equipes de futebol possam voltar a competir, é necessário um período que a própria Federação Paulista de Futebol tem colocado como necessário. Então nós estamos trabalhando junto com a Federação Pau lista, no sentido de poder ter a data de reinício de jogos. Em relação ao Presidente, acho que o doutor Gabbardo vai comentar.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, em relação ao exame positivo de COVID-19 do Presidente Jair Bolsonaro, o que nós gostaríamos é que o Presidente seja um dos 86% das pessoas que tem COVID-19, que apresentam sintomas leves, e que possa o mais rápido possível se recuperar e voltar a exercer as suas atividades normalmente. Esse é o nosso desejo. Passo para a próxima pergunta, da Rede TV, jornalista Carolina Riguengo.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Boa tarde. Dentro daquilo que vocês podem adiantar para a gente, queria saber qual vai ser a lógica de vocês de distinção, já que é possível que nos finais de semana os parques não estejam abertos somente durante a semana. Como é que vocês pensam em controlar as aglomerações? E a outra dúvida, na verdade, eu gostaria de ouvir a opinião de vocês, que o Instituto Vital Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, está desenvolvendo um soro hiperimune para combate ao Novo Coronavírus, e esse medicamento é produzido a partir do plasma de cavalos. Qual seria a relação? Isso é possível? Como isso poderia reverter para o benefício de nós, humanos? Obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Passo para o doutor Paulo, então, as duas questões em relação aos parques, nos finais de semana, e a questão do soro produzido pelo Vital Brasil, de animais previamente sensibilizados para o COVID-19.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu entendo que em relação aos parques, a lógica seguida e recomendada pelo centro de contingência, de priorização da saúde da população, e de retorno progressivo gradual e seguro às atividades que haviam sido suspensas. Então nesse sentido, eu entendo que a prefeitura está trabalhando nesse protocolo de abertura de parques, durante a semana, permitindo que um número de pessoas possam retomar às suas atividades, principalmen te atividades físicas. E não há nenhuma intenção, ou não vai ser permitido aglomerações, como por exemplo, piqueniques com grande número de pessoas, ou enfim, uma reunião de um número grande de pessoas. O primeiro passo que nós estamos dando é de permitir com que pessoas tenham acesso aos parques, principalmente para poder cuidar da sua saúde. Em relação à produção de soro, a partir de cavalos, essa é uma prática antiga que nós utilizamos, por exemplo, para produzir anticorpos que ajudam as pessoas que sofreram acidentes por ofídios ou aracnídeos. Então o soro para picada de escorpião, de cobra, é produzido dessa forma, o cavalo ele é estimulado a produzir anticorpos, e esse soro depois é usado em humanos que sofreram esse tipo de acidente. Então eu entendo que a l&oac ute;gica da produção é semelhante, o que nós precisamos saber é se primeiro os cavalos vão conseguir produzir anticorpos, de fato, e se isso vai ser eficiente quando utilizado em humanos, e por isso o estudo, que eu acho que você mencionou.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, doutor Paulo. Fábio Diamante, SBT.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Eu queria fazer duas perguntas. Primeiro uma pergunta em relação aos números do interior, especialmente as áreas em vermelho, eu queria saber se o governo já consegue enxergar alguma melhora, ou se está tudo mantido, ou se tem alguma região de atenção nova com o aumento de casos, e de óbitos, especificamente em alguma região? Uma segunda pergunta, secretário, a taxa de isolamento ela é muito curiosa, a gente vê, de fato, as cidades muito mais cheias, a capi tal principalmente, e essa taxa ela não mexe, ela se mantém ali, de certa forma, estava. O que a senhora entende que segura essa taxa, são as escolas fechadas? Essa área toda do ensino, que de alguma forma está se movimentando muito menos? O que justifica essa taxa se manter assim, mesmo com o retorno de tantas atividades? Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A Piscicultura pergunta em relação ao interior, vou pedir para o secretário Vinholi falar, e depois a secretária Patrícia responde a questão da taxa de isolamento.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: A secretária Patrícia na fala dela, trouxe uma questão muito importante, as regiões que tem feito o cumprimento do plano São Paulo de forma contundente, tem tido bons resultados, aquelas que tiveram algum tipo de relaxamento nesse meio os indicadores são muito claros, nós tivemos a região de Marília, por exemplo, ela veio para a fase vermelha, os indicadores caíram com isso. Enquanto não foi implementado um modelo do plano São Paulo de aumento de re strições, ela seguiu patinando, e daí quando você vê um aumento dessas restrições posto, ela consegue avançar nos seus indicadores de evolução da pandemia. Então os números de evolução ao longo da última semana, e dos dias da sexta-feira para cá, representam aí um quadro de evolução da pandemia um pouco melhor do que o período anterior. Mas muita cautela, nós temos que chegar até à quinta-feira, para sexta ter esses dados consolidados. É importante afirmar que as regiões de Ribeirão Preto e Campinas, nós fizemos grandes investimentos até agora, no aumento da capacidade hospitalar que eu queria ressaltar, foram 174 respiradores para a região de Campinas, e 88 para a região de Ribeirão Preto. Além disso, mais de R$ 40 milhões enviados para a regi&atild e;o de Campinas, pelo governo do estado, e R$ 10 milhões para Ribeirão Preto. Mas ainda a capacidade hospitalar das duas regiões, segue um pouco estressada, superior aos 80%. Nós estamos trabalhando o aumento dessa capacidade para as duas regiões, seguimos buscando melhorar essa capacidade hospitalar, e reduzir a taxa de ocupação de leitos de UTI, em parceria com os gestores municipais, em parceria também com os hospitais da região de Ribeirão Preto, e também de Campinas. Essas são as duas regiões hoje mais estressadas na sua capacidade hospitalar.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretário Vinholi. A secretária Patrícia, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Gabbardo. Bom, reforçando o ponto que o Vinholi falou no interior, a gente percebe que as regiões estão ou estabelecidas nesses números de sete dias, com relação aos sete dias anteriores, ou apresentando melhoras. Que a gente mantendo isso na próxima reclassificação no plano São Paulo, na próxima sexta-feira, podemos ter aqui boas notícias, e estamos trabalhando para isso. E essas regiões que requerem atenç&ati lde;o como o Vinholi mencionou, estamos atuando nelas, outras regiões que estamos monitorando diariamente aqui no que diz respeito a ocupação de leitos, são Franca, Piracicaba, Sorocaba, São José do Rio Preto e Barretos, e lembrando que a gente também tá sempre acompanhando o entorno, os estados vizinhos, que estão tendo, né, um crescimento acelerado da pandemia, e uma ocupação de leitos bastante elevada, que acaba impactando também o Estado de São Paulo. No que diz respeito a isolamento, nós monitoramos por setor qual que é o total de funcionários que nós temos em cada setor, e conforme foi feito esse trabalho da retomada com o centro de contingência, nós fizemos alguns cenários de análise de impacto, pegando o exemplo do setor de comércio como um todo, se a gente pegar ele da forma mais expandida, nós estamos falando de dois milhões de pessoas trabalhando nesse setor, enquanto que na educação nós estamos falando de 13 milhões de pessoas, né, que se movimentariam, então, só pra gente ter uma ideia da ordem de grandeza. E como a retomada é gradual, não se espera que esses dois milhões de pessoas voltem ao trabalho, e lembrando que mesmo que se retornassem, nós temos protocolos bastante claros, né, e os clientes, quando vão numa loja, eles entram, compram o seu produto e saem, enquanto que na educação, as pessoas vão e ficam, né, naquele ambiente, por uma exposição muito maior, então, toda essa discussão foi feita com o centro de contingência, e é por isso que a gente vê essas diferenças de impacto, a taxa de isolamento antes do Plano São Paulo, ela tinha registrado uma queda semanal de cerca de 1. 1%, né, desde o início da quarentena, quando foi feito aquele esforço ali dos feriados, junto com o prefeito Bruno Covas, nós recuperamos, né, uma base importante, e após o Plano São Paulo, a queda registrada tem sido bem menor, basicamente manutenção ali, não teve uma queda maior que 0,5% numa semana, exatamente por isso, a gente tá fazendo essa quantificação do número de pessoas que se movimentam, né, em cada um dos setores diferentes, é óbvio que quando a gente vê uma foto de uma aglomeração, como nós vimos em alguns estados, nesses últimos dias, impressiona, e a gente precisa evitar isso, né, porque uma coisa é o movimento de pessoas, a redução ordenada desse isolamento, controlando as taxas de contágio, uso de máscaras, protocolos, evitando aglomerações, outra cois a muito diferente é uma retomada desordenada, essa a gente não vai permitir que aconteça no Estado de São Paulo, porque nós tivemos todo um esforço e uma conquista muito grande, vidas que foram salvas, uma epidemia que foi controlada, que a gente, agora, precisa garantir essa estabilidade pra poder passar pros próximos passos. Muito obrigada.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, secretária Patrícia. Pra encerrar, a última pergunta, William Cury, da Globo News.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Nós observamos um crescimento da parcela de pessoas internadas em leitos de UTI, nesses últimos dias, né, já tem um número maior do que a gente verificava antes, o número de pessoas em enfermaria era mais significativo do que em UTI, agora começa a pesar o contrário, eu queria entender um pouco porque está havendo esse movimento, e o que isso pode significar, olhando pra frente, e a segunda pergunta é sobre, vou retomar o tema da minha colega, sobre o exame do presidente, que deu positivo para Covid-19, em entre vista, hoje, ele disse que está utilizando a Cloroquina como parte do tratamento, e que se tivesse utilizado antes nem sintomas ele teria tido, ou menos sintomas ele teria tido, eu queria saber sobre os especialistas e os médicos, qual que é o respaldo desse medicamento pra essa afirmação. Obrigado.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Vamos dividir, então, em três respostas, o Dr. Paulo pode falar sobre a questão do aumento na demanda por leitos de UTI, ou o Eduardo tem essa informação pra responder, depois vamos falar sobre a manifestação do presidente em relação ao uso precoce da Cloroquina. O aumento do número de casos e a internação.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: De fato, agora, eu preciso dizer que eu vou conferir o número, porque nós viemos mantendo uma proporção de aproximadamente 50% a mais de pessoas internadas em enfermaria, em relação a pessoas internadas em UTI. Então, eu vou precisar, assim que nós concluirmos, checar se é isso mesmo, eu acho que pode ter sido uma troca, não sei se o Eduardo confirma pra mim isso, mas...

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO ESTADUAL EXECUTIVO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Só pra complementar, o que o secretário Vinholi colocou, que nós observamos uma interiorização importante da evolução da pandemia, e uma mudança na densidade de ocupação dos leitos de UTI na região do interior, então, o que é importante destacar e relembrar, o esforço do Governo do Estado de São Paulo em reafirmar que não faltarão leitos de internação para os pacientes que necessitem, nós j&aacu te; ampliamos mais de 2.500 leitos de UTI, nosso olhar, agora, é muito amiúde nas regiões que a secretária Patrícia Ellen e o secretário Vinholi destacaram do interior, que merecem um cuidado especial, inclusive no fortalecimento da regulação, a transferência de casos mais graves, que necessitem ser mobilizados dentro da região pra atendimento de leitos de UTI também é uma alternativa pra isso. Então, a interiorização com a concentração dos casos nos leitos do interior, dá pra nós essa observação do aumento da taxa de ocupação, mas que tá dentro da observação feita, tanto pelo comitê de contingência, quanto pelo grupo da Secretaria de Estado da Saúde.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19:: Bom, de qualquer maneira, nós vamos analisar este dado pra próxima entrevista coletiva que, realmente, esse dado trouxe uma certa surpresa aqui pras pessoas que estão aqui apresentando a entrevista. Bom, em relação ao uso, ao uso da Cloroquina--

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É isso mesmo, Paulo. Houve, houve a troca, não é isso?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Oi?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Estão confirmando que houve a troca, que foi um equívoco aqui na hora de montar o slide, de forma que nós mantemos aquela proporção de cerca de 50% de pessoas a mais--

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Pode voltar, voltar o slide que tem essa informação, por gentileza, pra ficar mais claro?

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, na verdade, nós temos 8.267 pacientes internados em leitos de enfermaria e 5.618 em leitos de UTI, mantendo o padrão que vinha sendo observado diariamente.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Ah, então houve uma troca, né, um erro nosso na informação, houve uma inversão, o número de casos em enfermaria continua superior ao número de casos de pacientes internados. Dr. Paulo, sobre o uso precoce da Cloroquina, a manifestação do presidente, de que se ele tivesse tomado a Cloroquina antes, poderia não apresentar os sintomas.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós já colocamos aqui, por diversas vezes, que não há internacionalmente evidência de efetividade do uso de Cloroquina, especialmente em casos de Covid-19 mais leves. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, pactuada, inclusive, com os municípios, tem se posicionado de que é possível a prescrição de Cloroquina a critério do médico e do paciente, pode ser uma escolha do médico e do paciente essa prescrição, e nós mantemos essa posição.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, encerrando essa entrevista, eu agradeço aqui aos colegas que estão apresentando a Secretaria de Saúde, o Governo do Estado de São Paulo, agradeço a presença dos jornalistas e demais pessoas presentes, cumprimento os jornalistas pela qualidade das perguntas que foram realizadas, inclusive pela atenção aí do William pra um equívoco que nós estávamos aqui apresentando na divulgação. Muito obrigado pela presença de vocês, am anhã nossa entrevista coletiva normal, com a presença do governador, uma boa tarde a todos.