PANDEMIA - São Paulo registra a pior semana em mortes por coronavírus 20201704

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PANDEMIA - São Paulo registra a pior semana em mortes por coronavírus

Local: Capital - Data: Abril 17/04/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde, muito obrigado pela presença de vocês, mais essa coletiva nossa aqui, na Secretaria de Estado, nós estávamos agora atendendo virtualmente 200 prefeitos, junto com a Secretaria de Desenvolvimento Regional e o Dr. David Uip, que deve estar encerrando lá pra vir pra c&aacut e;. Mas, como tinham muitas perguntas, então, eu saí na frente, vim aqui pra gente poder começar a nossa coletiva aqui. Eu vou fazer uma apresentação, que é a apresentação do nosso relatório, nosso boletim, que será, a partir de agora, emitido todos os dias, pro público em geral, pra todo mundo, então, todos aqueles que quiserem saber dados, eles vão estar aqui. E vamos aperfeiçoando, ao longo do tempo, trazendo algumas novidades e novas informações. Essa é a ideia pelo menos. Algumas coisas teremos que ainda acrescentar por aqui. Então, próximo, por favor, aqui são os novos casos, já atualizados pra hoje, então nós temos 12.792 casos confirmados, são 1.224 de ontem pra hoje, dá um crescimento de 11%. E número de óbitos são 928, neste dia foram 75, neste dia de hoje, o que significa um aumento de 9% dos óbitos, né? Então, nós estamos mantendo este patamar de crescimento em torno aí de 10, 12%, com algumas exceções, com alguns dias como exceções, né? Eu acho que eu expliquei já pra vocês, passa o próximo, por favor, aqui são casos e óbitos dos municípios, os municípios têm 215 municípios, né, com casos de coronavírus e 88 municípios com óbitos por coronavírus. Seguinte. Aqui são casos por faixa etária, e novamente a maior incidência, como vocês estão vendo, tá entre 30 ou 20, né, e 60 anos, próximo. Mas a maior gravidade continua acima de 60 anos. Então, cada dia esse gráfico vai mostrando que a faixa etária acima de 60 é a mais frágil, mais suscetível a ter casos graves e óbitos nesta pat ologia. Seguinte. As comorbidades são as que já mostramos outro dia, são principalmente cardiopatias, diabetes, pneumopatias, doenças neurológicas e doença renal. Esses são, desta lista aí, então, as morbidades que acontecem e que favorecem o óbito dos pacientes. Em termos de internações, os casos confirmados em enfermaria são 1.196, e os casos confirmados em UTI são 1.039. Existe também casos suspeitos internados, por causa da síndrome da doença respiratória grave, e também na enfermaria, então, o que se espera é que esses casos, os suspeitos devem ter uma porcentagem que será positiva para coronavírus e na enfermaria num percentual inferior àquele de síndrome respiratória aguda grave. Seguinte. A ocupação de leitos nos hospitais principais aqui, Emílio Ribas, como voc&ecirc ;s viram ontem, 100%. O HC tá na faixa de 84 para UTI, né, que é a nossa atenção maior, o Mario Covas, de Santo André, 89, Hospital Geral Santa Marcelina, lá da zona leste, 82%, e o hospital de Itapevi 78%. Seguinte. Nós temos 1.557 profissionais afastados, esses profissionais, alguns deles ficarão duas ou três semanas afastados, e a outra maior parte uma semana afastado, porque a diferença daqueles que serão descartados com exames negativos, e os que ficam maior tempo, aqueles que são confirmados como casos positivos por exame. Ao mesmo tempo, então, isso cria um certo saldo, né, de profissionais que estão fora do trabalho, e vão reciclando, aqueles que estão doentes voltam dali um certo tempo maior, e aqueles que são só suspeitos voltam após uma semana. Isso cria aí um giro de colaboradores fora do trabalho. Nós est amos providenciando a contratação de 1.185 profissionais, sendo 260 já remanescentes de concursos públicos existentes aqui, e 925 são novas contratações. Com esta distribuição que vocês estão vendo ali. Seguinte. Esta é a evolução de casos no mundo, usando quatro exemplos, Estados Unidos, Itália, Brasil, São Paulo, então, o gráfico, ele tem a sua parte vertical começando ali no número, à esquerda, começando no número 100 e vai até o número milhão, e você vê, pode perceber que os intervalos são iguais, por isso ele é chamado de um gráfico exponencial, na horizontal você tem, a partir do dia 15/03 o centésimo caso de coronavírus, e aí, a partir de então, nós temos as datas e abaixo nós temos o número de dias depo is do centésimo caso. Então, hoje, nós estamos no dia 17/04, ali, mais ou menos, no meio da curva, é o 34º dia depois do centésimo caso positivo, tá dando, então, ali 11.568, que é de ontem, né, e pro Brasil 30.425, vocês vão ver ali que tem quatro linhas pontilhadas, como se fossem os raios, a mais à esquerda significa que o país que percorre essa linha, ele dobra a cada dia, 100%, né, aquele que tá na segunda linha, ele dobra a cada dois dias, e aí vocês podem ver, no início, tanto os Estados Unidos, quanto a Itália e quanto o Brasil apareceram aí nesta curva, depois os Estados Unidos continuou nesta curva, a Itália escapou um pouco e o Brasil também. Depois passa pra linha pontilhada da direita, em cima, que é o dobro de casos a cada quatro dias, que hoje os Estados Unidos, então, estaria aí entre três dias, por aí, ele tá no meio das duas curvas, e a Itália tá no meio das duas curvas de quatro e cinco dias, ou sete dias, então, ela deve ainda estar numa ascendência para cinco casos, a cada cinco dias dobram-se os casos, né? O Brasil, ele está com a inflexão já diferenciada pra uma... Pra direita, e São Paulo também, vocês veem que a gente tem alguns platôs no dia, por exemplo, dois de abril, seria um platô, no dia 11 de abril você vê outro platô, e agora no dia 14 você vê outro platô. Então, é um platô menor, né, mas que é esse o nosso trabalho, é fazer com que cada vez mais a gente tenha esta curva do Estado de São Paulo em platô, porque, com isso, ela segue uma reta, e vai chegar até o fim da epidemia com um valor abaixo daqueles que estão acima, ou seja, v amos ter que ir observando pra ver, ainda não conseguimos fazer uma previsão, falar: Vai chegar a tantos mil casos, e conforme o tempo passa, a gente conseguiria, a gente vai conseguir, mais pra frente também, ter uma previsão. Seguinte. Tem mais algum, Flávio? Ok. Então, muito obrigado, essa é a minha apresentação, vou pedir pro Paulo fazer os seus comentários e a Helena também.

DR. PAULO: Eu vou fazer um comentário sobre esse último slide. A gente vê a curva de São Paulo tendendo a fazer o platô, que o secretário chamou a atenção e hoje nós tivemos o anúncio da prorrogação da quarentena no estado e as duas coisas, elas certamente estão relacionadas. A quarentena, esse regime de quarentena que está permitindo com que a velocidade dos casos no estado de São Paulo esteja menos acelerada do que a que foi observada em muitos lugares a onde não houve essa medida e isto nos dá fôle go para trabalhar, para cuidar de quem precisa ser atendido, principalmente em regime de terapia intensiva.

HELENA: Eu só quero reforçar o que já foi dito tanto pelo nosso secretário Dr. Paulo, mas uma vez, não é, infelizmente nós não temos uma medida específica em relação ao Coronavírus, mas uma situação que a gente vem falando desde o começo tem mostrado resultados, não é, que é a importante do isolamento domiciliar, daquela questão de ficarmos em casa, apesar de ser uma fala que a gente já vem falando já há quase um mês, é o que a gente tem observado que tem su rtido efeito. Então, daí a importância de nos organizarmos para mantermos essa rotina. Então, nesse momento é isso que nós estamos observando. E como a gente tem colocado, os números têm mostrado que os resultados estão muito bons, então, é por esse caminho que vamos estar continuando o nosso trabalho.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, como vocês viram hoje, foi prorrogada a quarentena até o dia 10 de maio, o governador anunciou hoje. Isto é fruto do que eu apresentei a vocês, o fato de que a gente precisa levar esta curva cada vez mais a um platô. E a gente só consegue fazer com que isso se torne um platô se as pessoas tiverem um distanciamento social acima de 50%, num ideal de 60%. Então, nesse sentido é que nós estamos trabalhando, existe algumas pessoas que falaram em 70%, isso seria o melhor dos mundos, vamos dizer assim, e a meta que nós estamos trabalhando é em torno de 60, uma meta de 60% e um isolamento, então, entre 50 e 60%. Esta quarentena foi ampliada, então, para até o dia 10 de maio com este objetivo. Então, nós temos um feriado agora, não é férias e nem é lazer, é para ficar em casa, entendeu? A gente diz e afirma e reafirma cada vez que é preciso ficar em casa. Cuide dos seus idosos para que eles também sejam protegidos e não deixem eles saírem de casa. Infelizmente, esse é o nosso remédio, é isso que nós temos hoje para que a gente possa manter aquela curva cada vez mais daquela maneira e, consequentemente, um menor número de aumento de casos. Estou vendo aqui que o nosso secretário Vinholi está aqui conosco, muito obrigado, e acredito que ele queira falar com vocês tamb ém, dá algum depoimento ou coisa parecida. Ele estava na reunião dos prefeitos e tivemos lá tipo uns 200 prefeitos, mais ou menos, de forma virtual, as dúvidas foram tiradas e o que é que nós fizemos? Nós estávamos lá, justamente, para estimular os prefeitos para que eles mantenham as suas cidades com um índice de isolamento acima de 50%. É isso?

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: É isso Dr. José Henrique. É um prazer estar aqui com vocês. Saímos agora de uma boa conversa através de videoconferência com quase 200 prefeitos do estado. De um modo geral todos mobilizados, todos muito focados em conseguir aumentar essa taxa de isolamento. A gente pede atenção especial nesse feriado agora, que as pessoas possam fazer aquilo que o Dr. José Henrique disse, né, fiquem em casa, é um momento para a gente conseguir avançar nestas ta xas de isolamento e o conjunto dos prefeitos do estado de São Paulo mobilizados em torno disso. Nós temos um grande desafio para esses próximos dias. Está posta essa grande articulação com os prefeitos do estado de São Paulo e com isso nós saímos muito felizes da reunião. O Dr. José Henrique participou a maior parte dela, o Dr. David Uip também, dando uma série de informações de como vem avançado o vírus no estado de São Paulo, qual a tendência para as próximas semanas e de que forma as prefeituras podem em uma ponta, aumentar o isolamento social e, na outra ponta, preparar o seu sistema público de saúde, em conjunto com o governo do estado de São Paulo, para poder atender aqueles casos mais graves. Então, é muito positivo esse processo, nós confiamos na mobilização dos prefeitos e d as cidades como um todo para poder avançar no isolamento social ao longo dessas próximas semanas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Alguém quer fazer algum comentário? Se não, eu vou abrir para perguntas. Flávio, por favor.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A primeira pergunta de hoje, ela é online, da CBN, Júlio Vieira.

JÚLIO VIERIA, JORNALISTA DA CBN: A pandemia ganhou contornos diferentes em diversas regiões da cidade, principalmente na periferia como na Zona Leste. Diante desse novo cenário, o estado avalia algumas mudanças de estratégias para conter o avanço da doença na região?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Acho que o Paulo podia falar um pouquinho das orientações. São dadas pela Vigilância Sanitária que é um dos mecanismos que nós temos junto com a prefeitura de São Paulo para fazer com que as pessoas estejam envolvidas na questão do isolamento.

PAULO, VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Como o secretário falou, o remédio que nós temos agora para combater a epidemia é a redução do contato entre as pessoas, porque isso faz com que o vírus não possa passar de uma pessoa para outra. O vírus vive biologicamente dessa forma, passando de uma pessoa para outra, porque ou as pessoas que têm o vírus ficam imunes ou algumas delas veem a óbito e ele precisa continuar se expandindo. Então, esse é o remédio, as pessoas têm que ficar em casa. Na Zona Leste isso tamb&eac ute;m se aplica, não há nenhuma outra medida além de cuidar da higiene, ficar em isolamento dentro de casa quando apresentar um quadro gripal e isso eu quero dizer que as pessoas que apresentam um quadro gripal têm que ficar separadas das outras pessoas que residem no domicílio e todo mundo sair o mínimo possível, para fazer só o essencial como adquirir alimentos, remédios e ficar em casa é mesmo a forma que a gente tem de combater. Além disso, aí vem as medidas de assistência que o secretário já mencionou.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós estamos colaborando com os hospitais da prefeitura que são os hospitais que estão na Zona Leste, temos dois hospitais nossos, estamos aumentando também o número de leitos de UTI e apoiando também o Hospital do Tatuapé com a irmandade que existe lá e que a gente apoia sempre que possível. Temos convênios com elas, com a irmandade e com isso a gente dá uma colaboração nos hospitais dessa irmandade. Os nossos hospitais são o Itaim Pa ulista e o Guaianazes. Então, nesses nós estamos aumentando 10 leitos de UTI em cada um. Do outro lado, aqui em Heliópolis, nós estamos transformando o AME Barradas, AME Dr. Barradas, não AME, num hospital como se fosse classificado como hospital de campanha. Então, nós estamos transformando essa AME nesse sentido. Na região de Campinas tem o AME Campinas que estava para ser inaugurado agora em abril e nós fizemos o mesmo movimento. Ele será o maior AME do estado, então nós temos capacidade de ir aumentando. Hoje, o maior AME do estado é o Barradas. Após a inauguração do Campinas, será o Campinas. Então, esses dois maiores já estão neste processo aí de aumentar o número de recursos e de leitos para que a gente possa fazer o enfrentamento da epidemia.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Posso só complementar também? Nós também, através da vigilância epidemiológica, em conjunto com a vigilância e os serviços do município nessa região da Zona Leste, eles também já estão intensificando a melhoria e as ações para que a gente possa reduzir ainda mais a questão do ficar em casa nessa região. Pois sabemos muito bem que quanto menos pessoas expostas e quanto menos pessoas infectadas, a taxa de complicação, de hospitalização ser&aa cute; muito menor. Então, todas as ações em cadeia estão sendo realizadas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A próxima é uma pergunta presencial, do UOL, Felipe Pereira.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, senhores. Eu vou ser abusado, eu queria saber algumas coisas, primeiro o senhor citou o hospital de Santo André, o Mário Covas, com a UTI pressionada. Eu queria saber como estão os outros hospitais, as UTIs dos outros hospitais do Grande ABC aqui, se elas também estão sendo pressionadas? E o senhor mencionou 60% como taxa, como meta da taxa de isolamento social, é essa nova meta do governo do estado de São Paulo?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Começarei pela segunda. Sempre foi essa a meta, é o ideal, que é 70%, se nós conseguirmos 70% é muito melhor. A gente procura então entre 50% e 70%, segundo alguns trabalhos, seria a taxa que traria positividade nessas ações. E ao contrário, nós estamos tendo como meta a parte superior desta curva, e como ideal o 70%. E a linha de base fica sendo o 50% de isolamento. Não sei se eu fui claro? Acho que é exatamente isso que nós estamos trabalhando. Quanto à quest& atilde;o da ocupação dos leitos, os demais leitos do ABC têm um aumento do número de pacientes, não estão iguais à taxa de ocupação do Mário Covas, mas vai chegar lá. E a média do estado é 60%, e tem algumas cidades, como São José do Rio Preto, por exemplo, que a taxa média de ocupação é de 12%.

MEDIADOR: A próxima é uma pergunta online, da Band News FM. Bruna Barone: "Quantos testes rápidos chegaram ao estado de São Paulo? Se eles já estão sendo aplicados? E em qual público esses testes rápidos vão ser utilizados?".

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: São 120 mil testes rápidos enviados pelo Ministério da Saúde para o estado de São Paulo, eles têm como público alvo os profissionais de saúde afastados por síndrome gripal, os profissionais da segurança pública afastados por síndrome gripal, e idosos institucionalizados, esse é o público alvo. O que eu quero dizer é que para eles que se destinam esses testes rápidos. Os testes rápidos devem ser distribuídos para todos os municípios, de acordo com a sua popula&c cedil;ão, e nós estamos trabalhando junto com os representantes da Secretaria de Saúde dos municípios, para acertar os detalhes de logística dessa distribuição.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Vou aproveitar e passar para vocês a estatística aqui do PCR, não é o teste rápido, é o teste de diagnóstico, o teste rápido é da imunidade das pessoas frente ao Coronavírus. E aqui é o diagnóstico do vírus na pessoa. Então nós tínhamos aí 17 mil casos para processar, hoje são 9.400, temos uma queda aí de 44%. A plataforma dos laboratórios de diagnóstico fizeram nesses três últimos dias 5.500 exames. E xistem 4.500 amostras já processadas em fase de laudo. Então acreditamos que em duas semanas a gente zera este número dos 9 mil, que hoje é de 9 mil.

MEDIADOR: Próxima pergunta era do Portal R7, Fernando Meles, era justamente isso que o senhor acabou de responder. E só complementando. Ele pergunta se esses testes realizados pela plataforma são de hospitais da rede pública, ou também da privada, e se o estado tem uma estimativa de quantos positivos, a média de positivos no total de testes?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: São para cobrir usuários SUS, são os exames que entram pelo sistema do Instituto Adolfo Lutz, e o sistema do Ministério da Saúde. Essas amostras são então distribuídas pela rede, e cobrem essencialmente a população SUS dependente. A taxa de positividade ela vem variando ao longo do tempo, mas ela tem se mantido em torno de 10% de todos os testes já realizados.

MEDIADOR: Próxima, é uma pergunta presencial, Bruna Macedo, da CNN.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Oi, boa tarde. Eu queria saber se a gente tem a seguinte informação, se desses 1.557 profissionais afastados da saúde, se todos eles foram afastados porque contraíram a COVID-19, ou se dentro desse número também tem profissionais que foram afastados por estarem no grupo de risco? Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Eles são afastados porque são suspeitos ou foram confirmados, e tem uma distribuição por faixa etária aí, eu não tenho essa informação aqui para lhe dar agora. Mas esse é o universo, são contaminados e suspeitos. Paulo, você quer complementar?

PAULO: O afastamento se dá imediatamente quando o profissional de saúde começa a apresentar um quadro chamado síndrome gripal, febre, com tosse, falta de ar, coriza, ele é afastado. Então ele é suspeito, porque ele pode ter a síndrome gripal por vários tipos de agentes etiológicos, principalmente virais. Eles têm prioridade para fazer o teste de PCR em tempo real para dizer se é o Coronavírus ou não, e isso vem sendo feito pela rede laboratorial.

MEDIADOR: Próxima e última pergunta, é da TV Globo, Marcelo Pólio.

MARCELO PÓLIO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Queria saber quantos leitos de UTI, de enfermaria, existem dedicados à COVID-19 no estado? E quantos, efetivamente estão ocupados? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: O número que estão ocupados foi esse que eu dei para vocês, tem 1.200 e pouco em UTI, e mil na enfermaria, pacientes clínicos, aproximadamente dentro deste valor. Nós temos, em termos de terapia intensiva, um número de leitos em torno de 1.800, quase 2 mil leitos de terapia intensiva. Por que eu falo que tem essa variação? Porque uma parte deles vem da rede velha, vou chamar assim, que não estão sendo utilizados e que a gente aproveita para o Coronavírus. E os demais são os le itos novos, que são acrescidos a eles, e formam esta somatória que eu lhe dei. Além disso, esses estão prontos para utilização, além disso nós temos, por isso que eu falei que é 60% de ocupação médica, além disso, nós temos outros 2 mil leitos que podem, que são transformados de clínicos para UTI conforme a necessidade que a gente possa ter futuramente aí, nos dois próximos meses. Então temos aí uma possibilidade de mais 2 mil. Você quer falar alguma coisa? Helena? Paulo? Bom, para a semana que vem nós voltaremos na quarta-feira. Aí nós vamos definitivamente trazer aqui para vocês o informativo, eu dei só alguns dados do informativo, mas vamos trazer como se fosse assim a foto do informativo apresentado por slides para que vocês conheçam, e vão se familiarizando com eles. Isso n a próxima quarta-feira. De novo, temos uma nova quarentena que se esgota, e que se termina no dia 10 de abril. O comitê do núcleo de contingência está reunido diariamente, e trata desses assuntos para que quando for se aproximando esta data já possa ter uma posição para o governador, do que nós vamos fazer em termos de necessidade de mais tempo, mais aperto, menos aperto, e maior ou então maior flexibilidade. Obrigado.