PANDEMIA - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus 20200206

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PANDEMIA - Secretaria da Saúde e Centro de Contingência atualizam ações de combate ao coronavírus

Local: Capital - Data: Junho 02/06/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Gostaria de agradecer a presença de todos que estão aqui para essa coletiva. Hoje, terça-feira, ela está dedicada à área da saúde, e estão comigo aqui nos púlpitos o doutor Carlos Carvalho, que é o coordenador do centro de contingência do estado de São Paulo, e o doutor Gabbardo, que é o coordenador executivo do mesmo centro. À minha direita aqui, o doutor Marco Vinholi, que é o secretário de Desenvolvimento Regional. Vamos iniciar apresentando os dados de casos e óbitos. Por favor. Tem uma projeção, isso. Ok? Ok. Então estamos aqui para o Brasil, com 526.447 casos, e óbitos, de 29.937 casos, quase 30 mil casos, praticamente 30 mil casos. No estado de São Paulo, são 118.295, com óbitos, 7.994, quase 8 mil casos de casos de óbitos no estado. Estão internados nos nossos hospitais cerca de quase 12 mil pacientes, sendo 7.479 em regime de enfermaria, e 4.461, internados em UTI. Nossas taxas de ocupação estão com 73,5%. No estado e na grande São Paulo, 85,3%, para as taxas de ocupação em UTI. Nós tivemos altas hospitalares de 22.265 no co mplexo de atendimento. Eu vou dar um apanhado para vocês, também, do número de leitos que hoje nós temos, no sentido de combater a epidemia. Qual que seria essa estrutura. Por favor, próximo. Então nós tínhamos uma rede existente, distribuída pelas regionais de saúde do estado de São Paulo, de 3.492 leitos de UTI. Com a epidemia houve uma certa diminuição da porcentagem de ocupação das UTIs, para as patologias comumente encontradas, e com isso, nós praticamente mil leitos pudemos reservar para que fossem utilizados no estado de São Paulo para o combate da epidemia. Então distribuímos aí pelas regionais, desde a grande São Paulo até todas as 17 regionais do estado, nós temos os números dos leitos que foram convertidos das UTIs gerais, para leito COVID-19 dentro das UTIs. Então são UTIs que foram em função desta diminuição do número de casos gerais, passados para a UTI COVID-19. Por favor, o próximo. Aqui nós tivemos os novos leitos, que tanto na grande São Paulo, incluindo a prefeitura de São Paulo, e esses leitos foram também fruto de adaptações para que eles pudessem ser utilizados como leitos de UTI COVID-19, e aqui tem todas as regionais e o total delas. Então foram 3.622 novos leitos, em um total de 105% de aumento. Então esses são os leitos novos, SUS, COVID-19, em São Paulo. Seguinte. Existe ainda a possibilidade de expansão de mais 1.604 leitos, que foram também adaptados para utilização em COVID-19, esses 1.604 podem ser então a partir de junho, utilizados como leito COVID-19, à medida que nós podemos distribuir os respiradores que estão chegando aqui na cidade de São Paulo, e não para o estado de São Paulo. E distribuído pelas regionais, dá esses valores que vocês estão vendo aí. Fazendo uma somatória aí dos leitos para o enfrentamento da pandemia, é o próximo slide, por favor, nós temos então dos existentes, nós aproveitamos 1.071, os novos foram 3.622, e ainda temos uma expansão de 1.604, à medida da necessidade de utilização. E com isso podemos chegar então a mais de 6 mil leitos, 6.297, mais precisamente, para o enfrentamento da pandemia no estado de São Paulo. Este é o panorama geral do número de leitos que eu quis colocar aqui para vocês. Está aqui conosco também, a Patrícia Ellen, que é a secretária de Desenvolvimento Econômico, e eu gostaria de passar a palavra para ela, em função de algumas colocações que ela pode fazer a v ocês dos critérios que a gente tem que ir divulgando a cada instante. Obrigado.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, secretário Germann. Nós estamos fazendo alguns esclarecimentos sobre como está sendo feito o trabalho do plano São Paulo, com relação aos critérios de acompanhamento aqui da capacidade do sistema de saúde, e da evolução da epidemia. A capacidade do sistema de saúde, a gente acompanhou a ocupação de leitos, a média dos últimos sete dias do estado, e nas diferentes diretorias regionais de saúde. E & eacute; importante lembrar que nós estamos sempre olhando se estamos melhorando. Eu tinha mencionado que a capacidade acima de 80% é considerada arriscada, e por isso a gente mantém as regiões na fase de alerta máximo, quando esse número vai abaixo de 80% nós vemos que as regiões começam a passar para outras fases. Hoje a capacidade do estado, como o secretário Germann colocou, está melhorando, está chegando ali perto dos 70%, nós temos algumas regiões que ainda estão acima dos 80%, mas a capacidade está melhorando, principalmente com a entrada dos novos leitos, o secretário Vinholi vai dar os detalhes sobre isso. Na parte da evolução da epidemia, que é outro ponto que tem gerado algumas dúvidas, tem três critérios que estão sendo considerados, novos casos nos últimos sete dias, com relação aos novos casos dos sete dias anteriores, o número de novas internações, sete dias, com relação aos sete dias anteriores. Óbitos, sete dias, com relação a sete dias anteriores. Por que isso é importante? Amanhã nós vamos apresentar o cenário realizado pelo centro de contingência, do crescimento de casos para as próximas duas semanas, até o dia 15 de junho, a gente tinha uma projeção que estava sendo mostrada aqui diariamente, que venceu esse domingo, amanhã a gente vai mostrar a projeção básica, a gente estava usando uma série de cenários para definir o plano São Paulo, e o nosso cenário padrão aqui com nova realidade também de isolamento. O que é o importante disso? A projeção continua de termos mais casos e mais óbitos, estamos ainda com a presença, enq uanto tivermos o vírus aqui, a presença da epidemia, a expectativa de continuarmos tendo um crescimento de casos, um crescimento de óbitos. O que é importante aqui? Qual que o tamanho desse crescimento? E é isso que os nossos indicadores mostram, inclusive nós publicamos no Diário Oficial uma nota anexa ao plano São Paulo, especificando esses critérios para a transição de fases. Por que a gente está usando também números de internações de síndrome respiratória aguda, combinada com o número de casos? Porque a síndrome respiratória aguda a gente vê ali que muitos casos ainda não foram testados, mas pode ser COVID-19 ou não, mas dado crescimento dessa doença, o próprio secretário Germann e o secretário Edson já colocaram aqui que há uma correlação muito grand e. Então são dados seguros, um que inclui o efeito da testagem, outro que não inclui. Esse foi o ponto que muitos especialistas colocaram, com relação ao plano São Paulo, é de crítica dizendo que a gente não considerava, mas é importante o esclarecimento, nós consideramos. Então nós usamos casos confirmados e usamos também o número de internações por síndrome respiratória aguda grave. Os dois dados estão sendo ponderados. E o que nós fazemos? A etapa de flexibilização do amarelo em diante, ela só acontece quando a gente começa a ter manutenção ou redução do número de novas internações nos últimos sete versus sete dias anteriores. Então, vou dar um exemplo aqui. Vamos supor que, nos últimos sete dias, a gente teve mil novas interna&cce dil;ões. E nos sete dias anteriores, nós tivemos ali 1.500 novas internações. O que isso quer dizer? Mil novas internações é dois terços do anterior, então o nosso índice aqui de novos casos, novas internações, seria em torno de 0.7, nesse caso, 0.66, para ser mais específica. Isso quer dizer o quê? Com essa desaceleração do crescimento, essa região, se sustenta esse perfil, estaria passando para a fase amarela, tá? Então, o crescimento é esperado, mas o importante é que ele esteja de uma forma desacelerada, e é difícil essa comunicação, mas é assim que está sendo feito no mundo inteiro e é importante que nós tenhamos isso claro. Por isso que nós vamos apresentar amanhã um pouco dessa tendência de indicadores, para ficar cada vez mais claro para todos n&oac ute;s. Então, a nossa tendência, a gente viu que a taxa de ocupação do estado apresentou uma redução, a nossa tendência com relação a internações é que, por enquanto, ela está estabilizada, até reduzindo. O número de casos está aumentando, sete dias versus sete dias anteriores, porque também nós estamos aumentando a testagem. Então, a nossa expectativa é que esse número cresça, e ele deve crescer, porque nós vamos testar muito mais, inclusive estamos colocando mecanismos para que os prefeitos tenham incentivos diretos de fazer essa testagem. Nós anunciamos também que estamos fazendo isso com a iniciativa privada também. Então, novamente, a expectativa é que o crescimento de óbitos desacelere, que o crescimento de internações desacelere, que o crescimento de casos confirmados deve crescer um pouco nas próximas semanas, porque a nossa expectativa é que aumente o número de testes. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: É muito importante que todos reconheçam e entendam qual é o mecanismo desta metodologia, e principalmente a respeito dos critérios que são utilizados. É em cima desses critérios que a gente pode então estabelecer o plano e, desta maneira, iniciar o combate da epidemia, juntamente com um entendimento a respeito de como está o comportamento da epidemia, também relacionado à questão das regionais dos municípios e de como eles estão, em função de uma flexibilização. Então, esses critérios passam a ter uma importância fundamental a partir de agora, no enfrentamento da crise, para que a gente possa nortear os municípios, as regionais, a respeito de como eles devem fazer. Nesse sentido, eu gostaria então... Por isso que nós chamamos aqui a secretária Patrícia Ellen, agradeço as suas considerações. Nesse sentido, eu gostaria agora que o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, falasse a respeito de como que nós estamos trabalhando a questão realmente desta capacidade do sistema hospitalar, no sentido de combate à epidemia. Vinholi, por favor.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem, muito boa tarde a todos. O primeiro anúncio aqui, eu estava pegando os dados com a secretária Patrícia Ellen, é sobre o isolamento social no Estado de São Paulo. Então ontem nós mantivemos o índice de 47% no território do Estado de São Paulo e 49% na capital. Por isso que é importante a gente seguir pedindo a colaboração da população. A retomada consciente, gradual, faseada das atividades não significa uma sa&ia cute;da da quarentena, mas um modelo gradual, um modelo que se constrói com a sociedade, passo a passo, mas que mantém uma preocupação, uma quarentena e um isolamento social. Portanto, a gente segue mobilizando a sociedade em torno disso. A segunda questão que eu falo aqui hoje é sobre a capacidade hospitalar da região metropolitana de São Paulo, e também sobre a Baixada Santista. Nós viemos aqui na última quarta-feira e, devido ao critério estabelecido pela saúde, pela ciência, pelo Centro de Contingência aqui do Estado de São Paulo, a capacidade hospitalar da região metropolitana e da Baixada Santista foi o que impactou para que elas ficassem na fase 1, fase vermelha, estabelecida aqui pelo nosso sistema. E com isso, hoje o governador João Doria encaminha respiradores para todas as regiões, as subdivisões da região metropolitana d e São Paulo, que estão com a capacidade hospitalar estressada. Então, o ABC recebe 20 respiradores, a região leste, que é o Alto Tietê, 20 respiradores, a região norte também 20 respiradores, região de Franco da Rocha, Francisco Morato, o Alto Juqueri, e a região oeste também recebe 20 respiradores, totalizando 80 novos respiradores e 80 novos leitos de UTI aqui na região metropolitana de São Paulo. A Baixada Santista, que é outra região que teve a sua taxa de ocupação como critério que a levou para a fase vermelha, recebe novos 17 respiradores, são 17 novos leitos de UTI, se somando aos 350 leitos e mais de R$ 30 milhões investidos ao longo do último mês na Baixada Santista. Com isso, são 97 novos leitos de UTI em todas as regiões que estão na fase 1, que estão impactadas por capacidade hospitalar . Essa é uma crescente, nós vamos seguir avançando com a chegada de respiradores, seguir avançando com a construção de novos leitos e seguir aumentando a capacidade hospitalar das regiões do Estado de São Paulo, sobretudo as mais impactadas, e com isso a gente demonstra a eficácia do sistema e, com muita objetividade, demonstra aonde é necessário e mais urgente que a gente avance com novos leitos. Queria só registrar, a região sudoeste aqui de São Paulo já tem uma taxa de ocupação mais satisfatória que as outras, portanto, dentro disso, tem aí um impacto menor na sua taxa de ocupação. Passamos, por favor, para o próximo slide. Falando sobre a evolução da pandemia, e daí é fundamental, a secretária Patrícia E llen já falou um pouco sobre isso, o nosso coordenador do Centro de Contingência, o Dr. Carlos Carvalho, também vai falar, mas que a gente possa medir se está acelerando ou se está desacelerando o processo da evolução da pandemia aqui no Estado de São Paulo. Foram mais de 60 dias num isolamento social impactante, e nesse modelo São Paulo conseguiu salvar mais de 65 mil vidas. Nós já falamos aqui várias vezes sobre esse paralelo. E essa evolução do mês de maio demonstra mais uma vez a evolução desse processo. Portanto, quando nós tínhamos, na primeira quinzena de maio, 93% de crescimento no período, na segunda quinzena de maio nós chegamos a 87,5% de crescimento no período. Portanto, uma redução de 5,5% no período, uma desaceleração de 5,5% no período da segunda quinzena de maio. Assim como aconteceu nos óbitos: a gente teve, na primeira quinzena de maio 80% de crescimento, e na segunda quinzena de maio, 69% de crescimento, portanto 11% de desaceleração na segunda quinzena do mês de maio. E também a estabilidade no nível de internações aqui no Estado de São Paulo no seu crescimento, o que demonstra a eficácia da política implementada aqui durante o processo do isolamento homogêneo, e também é o processo que nós vivemos hoje aqui no Estado de São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Posso só complementar com uma informação aqui, pra gente ficar no mesmo padrão? Se a gente pegar aqui do dia 16 de maio ao dia 1 de junho, e fazer exatamente aquele indicador que eu descrevi pra vocês, que a gente está usando como referência, a ocupação de leitos no estado, da última semana versus a semana anterior, ela foi 3 pontos percentuais menor, tá? Então a gente foi de 73,5% pra 70,4% a média do estado. O número de c asos, como eu tinha dito, teve um aumento inclusive pela questão da testagem. Na última semana, subiu 34%, versus 17% na semana anterior. O número de internações subiu 4%, versus 8% na semana anterior, ou seja, a gente teve metade do crescimento de internações nessa última semana. Isso mostra exatamente essa tendência que a gente está falando, nessa desaceleração. Em óbitos, na última semana foi 2%, versus 29% de crescimento com relação à anterior. Então, houve uma desaceleração ainda mais significativa na adição de número de óbitos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, então como vocês podem ter verificado, é muito importante... Nós estamos trabalhando na questão da estrutura de saúde e principalmente hospitalar, para o combate da epidemia, e as ações de prevenção, no sentido de que possam diminuir o número de casos ou colaborar para o aumento, para a diminuição do número de casos. Por isso que o governador, todos os dias, o governador João Doria fala com veemência aqui pr a vocês do 'fique em casa' e 'use máscaras', uma vez... não estando, tendo a necessidade de sair de casa, use máscara sempre. E permanecer com os idosos dentro de casa, o máximo possível, aqueles acima de 60 anos de idade. Então, fique em casa, salve-se em casa. Um dos grandes mecanismos, uma grande ferramenta que nós temos no combate da pandemia, do ponto de vista da sua prevenção. Então, eu gostaria agora dos comentários do Dr. Carlos Carvalho, coordenador do centro de contingência.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado. Boa tarde a todos. Tanto o secretário Vinholi, quanto a secretária Patrícia Ellen, trouxeram uma série de informações com respeito a como esses índices são gerados e como nós estamos respondendo a demanda de casos, essa demanda, ela vem sendo crescente, mas vamos avaliando essa aceleração. Então, temos, graças ao número de ventiladores que vem chegando, temos conseguido ampliar a capacidade de internação desses pacientes mais gra ves. Dentro desse contexto, só pra dar um exemplo de uma das medidas que foram tomadas pela secretaria da saúde ao longo desse tempo, eu vou contar rapidamente um pouquinho do histórico do Hospital das Clínicas. O Hospital das Clínicas é o maior hospital universitário da América Latina, e obviamente, sendo um hospital da secretaria da saúde, ele foi chamado a participar desse esforço pro atendimento dos pacientes portadores de Covid-19, principalmente dos pacientes mais graves. E no final de março foi optado pelo hospital concentrar os leitos de Covid em um único instituto, deixando os outros institutos pra fazer o atendimento. O complexo do Hospital das Clínicas tem aí cerca de 2.500 leitos, inicialmente com cerca de 400 leitos de terapia intensiva pra pacientes adultos. Desses, 84 leitos estavam nesse instituto central. E com o esforço, com o apoio da secretaria da sa&u acute;de e com a redistribuição dentro do próprio HC, a partir de ontem nós chegamos a 300 leitos de UTI, então hoje o Hospital das Clínicas funciona com 300 leitos de terapia intensiva e, em média, 90%, de 85 a 90% desses leitos são ocupados por pacientes entubados sob ventilação mecânica, que é a situação mais grave que a Covid-19 pode gerar. Então, esse é o cenário que temos trabalhado e temos tido o apoio. Nos outros leitos, que não estão na terapia intensiva, são leitos de enfermaria, leitos de isolamento, são quartos onde ficam pacientes de menor gravidade de terapia intensiva, e agora estamos organizando esses leitos pra absorver pacientes em condições especiais, por exemplo, temos uma enfermaria pra atender pacientes que estejam grávidas e com Covid, muitas delas precisam acelerar o nascimento, porque t em risco de vida pra ela e, às vezes, pro bebê. Então, elas vão, ficam concentradas nessa área. Uma outra condição, paciente está lá no Instituto do Câncer, lá no ICESP, ele tem o seu câncer, tá fazendo a sua quimioterapia e pega Covid, então, ele não pode ficar no ICESP, ele vai pra uma área do Hospital das Clínicas que concentra os pacientes com câncer e com Covid, o indivíduo chega no InCor com uma dor no peito, é um infarto do coração, faz o [ininteligível], e ele, além de estar infartado, ele tem Covid, ele não pode ficar no Instituto do Coração, ele vai pra uma enfermaria própria da cardiologia dentro do HC, e assim por diante. Então, o HC, além de cuidar dos casos gerais e cuidar dos casos mais graves, ele tem ajudado a secretaria da saúde, via sistema CROS, de trazer essas condições especiais e concentrar esses pacientes pra oferecer a melhor assistência possível. Um outro comentário que eu queria fazer, ainda em cima do que o Vinholi tá mostrando, ele mostrou, estamos conseguindo, eu comentei um pouco isso ontem, uma série de ventiladores estão chegando, tudo bem, os ventiladores estão chegando, estamos podendo abrir novos leitos de terapia intensiva, que vão absorver essa demanda de pacientes, mas só isso não é suficiente, vocês imaginem o esforço, como no caso do HC, que é ampliar de 84 pra 300 leitos de terapia intensiva, a quantidade de profissionais especializados que vão prestar atendimento. Então, esses profissionais precisam ser capacitados. E nós estamos montando um programa que até o final da semana nós vamos poder apresentar com mais detalhes, junto com os secretário s de saúde e junto com as prefeituras do interior, pra medida que for chegando esses ventiladores e os novos leitos de terapia intensiva forem sendo abertos, nós possamos, utilizando o protocolo de atendimento que foi desenvolvido pelos membros do centro de contingência, pra poder capacitar esse pessoal, os fisioterapeutas, os enfermeiros, a equipe médica pra poder uniformizar o atendimento de saúde no estado. Então, essas informações, acredito que eram as que eu tinha pra trazer pra vocês na tarde de hoje. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Carlos Carvalho, da mesma forma gostaria das considerações agora do Dr. João Gabardo, médico, coordenador executivo do centro de contingência, e até recentemente secretário nacional executivo do Ministério da Saúde e, por favor, Dr. Gabardo, suas considerações.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, secretário José Henrique, boa tarde a todos, eu quero comentar em relação as falas anteriores sob dois aspectos, um tentando mostrar qual foi o impacto pra população do Estado de São Paulo das medidas que foram tomadas, todas as medidas de distanciamento, de isolamento, de redução de mobilidade, e queria fazer um comentário sobre a importância dessas informações que o secretário José Henrique mostrou anteriormente tamb&eac ute;m, que falam sobre a ampliação do número de leitos de UTI. Quando a epidemia começou, começou aqui em São Paulo, todos sabem, e o que nós imaginávamos no Ministério da Saúde é que São Paulo e Rio de Janeiro seriam os locais onde a possibilidade de nós termos o maior número de casos e o maior número de óbitos é o esperado, porque todos sabíamos que a evolução dessa doença, ela tem a ver com a proximidade das pessoas, a transmissibilidade aumenta de acordo com o contato físico, a proximidade, então, os locais que tem maior densidade populacional, por óbvio, seriam os locais onde nós teríamos a maior evolução da doença. E São Paulo era, durante um bom tempo, ficou sendo o local onde nós tivemos o maior número de casos absolutos, mas também era o m aior número de casos relativos a população, quando nós calculávamos o número de casos por 100 mil habitantes, depois passamos a calcular sob um milhão de habitantes. Pois bem, com as medidas que foram feitas, e mesmo sendo São Paulo uma cidade com uma enorme, a cidade, o município, a capital com uma enorme densidade demográfica e o estado como um todo também tenha um pouco dessa característica, gradativamente, com as medidas que foram tomadas, outros estados passaram a ter um maior número de casos por milhão de habitantes, o que pra nós era inesperado, mas era resultado daquilo que estava sendo feito aqui no Estado de São Paulo. Hoje o Estado de São Paulo é o 16º estado em taxa de casos confirmados por milhão de habitantes, tem 15 estados brasileiros que tem mais pacientes com casos confirmados por milhão de habitante, é &oac ute;bvio que em número absoluto, e quando a gente vê os dados, São Paulo sempre causa um impacto, em número absoluto São Paulo continua sendo o local com maior número de casos, mas relativizando isso, a população, ele é o 16º, e a capital, a capital de São Paulo, e que isso deveria ser ainda mais forte, essa questão da densidade demográfica, é hoje a 13ª capital brasileira em número de casos, tem 12 capitais do país que tem mais casos confirmados do que a capital de São Paulo. Mas os casos confirmados sempre têm uma questão que tem a ver com a testagem, então, nós vamos analisar sob uma outra ótica, vamos analisar sob o número de óbitos, porque esse, os óbitos são feitos e são classificados, são testados em qualquer local do país. São Paulo é hoje o nono estado brasileiro em óbitos por milhão de habitante. Tem oito estados brasileiros que tem mais casos confirmados do que São Paulo. E a Capital é a sétima capital em número de óbitos por milhão de habitantes. Nós temos seis capitais brasileiras com mais números de óbitos por milhão de habitantes do que São Paulo. Por que se deu isso? Por duas razões importantes. Uma as medidas que foram tomadas do distanciamento, do isolamento, da redução da mobilidade. E segundo, a questão dos leitos de UTI. Quando a pandemia começou São Paulo, estado de São Paulo, tinha mais leitos de UTI do que os países europeus antes da pandemia. São Paulo tinha mais leitos de UTI do que a França, mais leitos de UTI do que a Itália, mais leitos de UTI do que a Espanha. São Paulo perdia para a Alemanha. Alemanha é um ponto fora da c urva. Alemanha tinha três vezes mais leitos de UTI do que o Reino Unido, do que a França, que a Itália e do que a Espanha. E não foi coincidência que a taxa de óbitos por milhão de habitantes que no Brasil está em 139, fechou o mês de maio com 139, a taxa de óbitos por milhão de habitantes em São Paulo é 166. E não foi coincidência que a Alemanha tem uma taxa de cem óbitos por milhão de habitantes. É menor do que a do Brasil, porque a Alemanha tinha uma capacidade de leitos muito maior do que a dos países europeus, maior do que a de São Paulo. No entanto quando nós comparamos as taxas de mortalidade de São Paulo com outros países, que tem populações muito parecidas com a população de São Paulo, em números redondos a Espanha tem 600 óbitos por milhão de habitantes. A França 400 óbitos por milhão de habitantes. A Itália 500 óbitos por milhão de habitantes. São Paulo tem 166. E vejam que eu estou falando isso em dados pré-pandemia. Secretário mostrou que nós duplicamos o número de leitos de UTI em São Paulo no transcurso da epidemia, que é o que nós fizemos lá no início. Nós precisamos ganhar tempo para que nós possamos nos preparar para o enfrentamento, que os europeus não tiveram oportunidade, nós tivemos. E São Paulo se preparou muito bem. Dobrou o número de leitos de UTI. Então é isso que faz com que São Paulo tenha reduzido a sua proporção de casos confirmados com relação ao restante do país, é isso que faz com que São Paulo tenha uma taxa de mortalidade que já não é a sétima, oitava do país. E é comparável com país de primeiro mundo, países europeus, nós só perdemos pra Alemanha em relação a essa taxa de mortalidade. Então são esses comentários que eu queria fazer, secretário, em relação ao que vocês apresentaram anteriormente.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabardo, por suas considerações especificamente com relação a essas duas ações, tanto a do ponto de vista da prevenção para diminuição do número de casos e por outro lado da melhoria e do aumento da estrutura do sistema de atendimento. Que é o que sempre procuramos aqui e enfatizamos a necessidade que a gente possa ter, cerca de, como foi colocado aqui hoje, 6.200 leitos. Taxa de permanência de um paciente em UTI é de aproximadamente 15 dias, então o leito duas vezes por mês, ele atende dois paciente a cada mês. Gira duas vezes por mês. Então nesse tipo a pandemia pode durar de quatro meses, aproximadamente, oito quinzenas, né? Então com isso nós teremos para cada leito uma possibilidade de atender oito pacientes. Então... Em média. Então dentro desses seis mil nós teríamos a possibilidade de atendimento de mais de quarenta mil pacientes em necessidade de UTI. São 13h09, vamos iniciar as perguntas. Primeiro a pergunta presencial da CNN, Marcela, a repórter Marcela Rahal. Boa tarde, Marcela!

MARCELA RAHAL, REPÓRTER CNN: Boa tarde! Boa tarde a todos! Gostaria de saber quais são os critérios para distribuição dos respiradores, o secretário Marco Vinholi falou que vão para a região metropolitana, para a Baixada Santista, se isso pode fazer com que essas regiões saiam da fase vermelha.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Basicamente a porcentagem da capacidade de leitos e a capacidade de absorção de respiradores pela estrutura que tem nos hospitais. Mas eu gostaria de que a Patrícia, por favor, complementasse a minha resposta.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Eu vou falar e o Vinholi complementa os dados específicos, mas aqui, Marcela, esse ponto é bem importante. Se a gente tem algumas regiões precisando de mais leitos, a realocação de leitos vai para essa região mas a gente tem que tomar cuidado porque se a epidemia sai do controle dessa região, ela não sai do vermelho, porque a epidemia tem o controle da ocupação e o crescimento da epidemia. Então não adianta colocar leitos e não controlar. As regiões que estão em amarelo e laranja, alerta máximo e controle, precisam respeitar e manter as regras de isolamento. Porque elas podem até ir para o laranja pela questão de ocupação, mas aí não irão pelo ângulo de controle da epidemia. E aí o detalhe um detalhe importante sobre isso, nós tivemos reunião hoje de manhã com o chefe dos três poderes, validando esse ponto que é bem importante. Tem o critério jurídico a gente sempre utiliza a visão mais restritiva, né? Então se está laranja na ocupação e vermelho no controle da evolução da epidemia, o vermelho que vai.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Só pra informar, a primeira questão fundamental é que nós só vamos sempre divulgar as fases as quartas-feiras, assim que a gente fizer análise na terça-feira para ter uma base semanal. Secretária Patrícia colocou muito bem, né? Essa capacidade hospitalar na região metropolitana e na Baixada Santista, houve aqui a explanação de que a taxa de ocupação aqui perto de 80%, portanto a prioridade na convocação d e novos leitos de UTI, diminuindo essa taxa de ocupação. É uma questão de saúde pública e de capacidade hospitalar. A segunda questão fundamental é que foi feito uma distribuição, né, de forma tudo igual, vocês verificaram 29 leitos para cada uma das regiões. E dentro disso aonde foi impactado por conta na capacidade hospitalar, nós adicionamos novos leitos. Novos leitos virão, São Paulo mais do que dobrou nesse período o número de leitos, agora segue fortalecendo, secretário [ininteligível] aqui mais 40% de crescimento no mês de junho no estado de São Paulo. E essas regiões vão ser impactadas. Só um registro importante. No Vale do Ribeira, região de Registro, que é outra região que está na fase vermelha, não ficou na fase um por conta da taxa de ocupação. A taxa de ocupação lá é muito inferior aos 80%. Se for inicialmente com toda a sua taxa de internação e número de casos, mas mesmo assim com certeza o Vale do Ribeira já teve novos leitos e ainda terá mais novos leitos se necessário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela sua pergunta, Marcela. Próximo presencial é o Antônio Felipe. Por favor, Felipe, boa tarde. FELIPE, REPÓRTER: Boa tarde! A minha pergunta são duas coisas. Uma, no começo da epidemia se falava que não poderia ter um pico mais um... e a gente tem uma estabilidade de número óbitos de quatro semana, eu queria saber o que acontece agora, quais os prognósticos. Outra coisa, foi mencionado uma expectativa de diminuição de número de óbitos e de internações no horizonte próximo. Queria saber se o pior passou, contando que a população respeite as regras do isolamento. Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir essa resposta com o Dr. Carlos Carvalho e João Gabardo, por favor.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, com relação ao se chegamos no meio pico. Na realidade nós precisamos avaliar esses números constantemente para poder ver essa posição. A impressão que dá é que na capital paulista talvez esse fator esteja ocorrendo. Na porção da grande São Paulo e algumas regiões do interior provavelmente esse número ainda pode vir a aumentar. Então São Paulo e um pouco do Brasil é muito heterogêneo e a resposta não é a mesm a para todas as regiões, para todos os municípios. Eventualmente até numa região você tem um município que está com menos casos e outra com mais casos. Isso tem um outro fator complicador, que às vezes o sistema de saúde de uma cidade mais próxima é um pouco maior, ou é considerado mais bem-equipado do que esse município aqui. Então, acaba muitas vezes sendo computado casos de um município no outro. Então, essa interpretação, ela não é simples de ser feita. Mas São Paulo, como é um município muito grande, isso não acontece. Nós acabamos mais importando casos do que exportando. E no município de São Paulo, a impressão que dá é que estamos tendendo a esse platô. Até onde vai esse platô, não sabemos. No momento que São Paulo tiver uma possi bilidade de abertura, assim que o prefeito começar a promover alguma abertura, não sabemos também se não vai ter uma nova onda. Então, por isso que é fundamental que esse Centro de Contingência e o Governo do Estado recebam informações praticamente diárias. Esses números são olhados, esses números são avaliados e podemos, se necessário, fazer os ajustes, e não precisamos esperar duas semanas para ajustar. Se precisar ser mais restritivo, vamos fazer isso precocemente.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: João Gabardo, por favor.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Mais importante do que saber se nós estamos já no platô ou se nós ainda estamos crescendo é fazer uma análise dos cenários epidemiológicos das regiões, porque o comportamento não vai ser idêntico em todas as regiões. Se nós pegarmos a Itália, por exemplo, a Itália teve uma quantidade de casos e óbitos gigantesca no norte da Itália, e não tivemos quase nada no sul da Itália. Então, isso vai acontecer també m dentro do nosso país, alguns estados vão ter uma prevalência maior, vai ter um número de casos maior, e outros estados nós teremos uma situação diferente. E as regiões vão obedecer essa mesma lógica. Então, não dá para ficar esperando. Nós estávamos numa situação ótima para que as medidas tenham, sim, a sua retomada. As orientações têm que ser tomadas desde já. Nós temos que olhar os cenários diferentes e dar o tratamento, as orientações, de acordo com a situação de cada uma dessas regiões. Acompanhando, monitorando com os indicadores, diariamente, olhando os resultados semanais, fazendo as médias e vendo: alguns lugares, nós vamos ter que ser mais rigorosos do que nós somos hoje, em relação ao isolamento, em outros locais nós poderem os ser menos rigorosos, mais flexíveis na abertura de determinadas áreas, que são importantes para o desenvolvimento da cidade, importantes para o desenvolvimento do estado. Então, acho que é essa que é o que é mais importante, analisarmos o estado, vermos os cenários e darmos o tratamento específico, direcionado àquelas condições epidemiológicas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Alguma... Felipe? Algo que você colocou na sua pergunta e que deve ser destacado, inclusive o Dr. Gabardo colocou: Se nós temos uma taxa de isolamento melhor, nós temos maior facilidade ou menor dificuldade em atacar a epidemia do Covid-19. Isso é indiscutível, ok? Muito obrigado pela sua pergunta. Agora, por favor, da TV Globo, GloboNews, a Bete Pacheco. Boa tarde, Bete. REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente sabe da necessidade econômica das pessoas, de retomar o trabalho, a gente sabe dessas prioridades. O secretário acabou de falar que agora estamos testando mais, por isso também o número de casos aumentou. Mas o coordenador também do contingenciamento disse que é muito complicado o leito de UTI. Não é só você colocar lá o equipamento, tem que treinar todo um pessoal, disponibilizar áreas do hospital, enfim. A minha pergunta, resumindo, é: Diante desse número de testagem, agora avan&cce dil;ando, ou seja, nós vamos ter uma visão melhor de como está a doença avançando, foi precipitado ter essa abertura justamente agora? Não seria melhor 15 dias pelo menos a mais?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu vou pedir aqui para o Carlos Carvalho e para o Vinholi responderem pra você.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Veja, não existe, não existia nenhum dado, primeiro... Assim, é importante discutir o momento de abertura. Esse momento de abertura, ele foi muito bem-estudado. A equipe que a secretária Patrícia Ellen, que a Ana Carla participaram, fizeram ao longo de várias semanas estudos e projeções, ao mesmo tempo que a equipe da saúde fazia modelos matemáticos para ver as tendências. E chega num momento onde você tem que começar a testar essa situação. Na reu nião que tivemos na semana passada, chegamos à conclusão, baseados em fatos, baseados em números, que seria possível fazer essa testagem, com regras claras e com regras transparentes. Não para eu, ah, se eu abrir agora 200 leitos, eu vou ficar amarelinho, eu vou poder entrar na farra. Não. São dados que são avaliados, onde cada um daqueles pontos é ponderado, ele tem um peso no resultado final. E a internação, por número, por síndrome respiratória aguda grave, é um ponto principal. Então, não adianta só ter leitos. E a testagem é um ponto principal. Obviamente, se eu for testando, eu vou fazer mais diagnóstico. Mas, no início, como nós tínhamos poucos testes a fazer, os testes só eram feitos em pacientes que iam para o pronto-socorro, tinham um quadro mais grave, e eles precisariam de internaç&at ilde;o. Eu só testava quem fosse ficar internado. Agora, nós temos possibilidade de testar um número maior de pessoas. Nós vamos testar pessoas que não têm sintomas importantes da doença Covid, às vezes não têm sintoma nenhum, às vezes teve contato com alguém que teve Covid e adquiriu Covid, e aquela forma leve, muitas vezes assintomática. Então, esses pacientes, apesar deles serem diagnosticados, eles não vão precisar ser internados. O que comanda a internação ainda é o quadro clínico, ainda é o quadro clínico que vai definir se ele vai precisar ser internado ou não. Então, a decisão de começar a discutir essa eventual abertura, e de testar a população... A população, principalmente de São Paulo, foi muito aderente às orientações, de uma form a geral. Todo mundo usa máscara hoje, muita gente conseguiu ficar restrito em casa, e isso contribuiu para esses resultados favoráveis, além das medidas que foram tomadas, como o Gabardo comentou. Agora, nesse momento, os dados apontavam para uma testagem. E nós, na discussão, utilizando esses dados que definimos, 90% do estado tem que ficar quieto em casa ainda, não mudou praticamente nada em relação à condição anterior. Está sendo discutido, está sendo avaliado dia a dia, e no final da semana teremos os dados dessa primeira semana, e vamos discutir os ajustes que vão ser feitos. Mas a impressão nossa, e depois de muita discussão, é que o momento era adequado para se fazer essa testagem.

REPÓRTER: ... sentido, porque hoje a gente teve número de recorde de mortes e número de recorde do avanço dos casos também, quase 7.000 novos casos [ininteligível]. Por isso que a minha pergunta, se foi precipitado ou não esse começo da reabertura, se 15 dias a mais não seria mais prudente. Só nesse sentido, foi a minha pergunta.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Vinholi complementa a pergunta, mas gostaria de fazer um destaque aqui, colaborar com a resposta [ininteligível], no sentido de que, de novo e mais uma vez a persistência nossa, a persistência do Sr. Governador, no sentido do 'fique em casa' e 'use máscaras', mais uma vez está presente nessa situação, entendeu? Então, Vinholi, por favor.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu quero endossar aqui a resposta do Dr. Carlos Carvalho, do Dr. Germann. Só rapidamente passar pelo extremo profissionalismo na conduta, desde o início desse processo, fazendo uma rápida recapitulação disso: nos seguimos por mais de 60 dias num modelo de isolamento homogêneo no Estado de São Paulo. Éramos 68% dos casos do país, fomos caindo, semana passada 24%, essa semana 21%. Nós anunciamos, no Plano São Paulo, depois de poder estabelecer uma u tilização de máscara de mais de 86% da população do estado, poder equipar as prefeituras com EPI, poder ter uma parceria no enfrentamento do Corona Vírus, dobrar o número de leitos aqui no Estado de São Paulo, estabelecendo uma capacidade hospitalar, no Plano São Paulo delimitamos que, com 14 dias de queda no número de casos, levando as melhores práticas internacionais com o Comitê de Economia e o Comitê de Saúde, muito bem estruturados, com profissionais experimentados e com uma equipe de médicos, infectologistas da melhor qualidade das universidades, e também dos hospitais de São Paulo, chegamos à conclusão que foi apresentada agora há pouco, da desaceleração do número de óbitos e do número de casos no período. Portanto, o momento exato, não houve precipitação para o in&iacut e;cio de uma retomada consciente, retomada essa que é faseada, gradual, com critérios estabelecidos, seja na capacidade hospitalar, seja na questão da evolução da pandemia, para poder na região que for necessária, no momento que for necessário, fazer a flexibilização o endurecimento adequado para isso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria dar um destaque aqui para vocês que os comitês são os seguintes, temos o comitê de saúde, temos o comitê econômico, e temos o comitê municipalista, que todos eles em conjunto trabalham com a secretaria e com o governo de um modo geral, sob a liderança do governador João Doria, no sentido do combate à COVID-19. E a Patrícia quer complementar a resposta para a Bete Pacheco.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bete, só para dar um conforto, acho que tem alguns pontos bem importantes. Primeiro, os cenários de casos, óbitos, são bem parecidos entre os grupos que estão fazendo projeções pela saúde e pela economia. Então há um consenso total entre nós, entre o momento que estamos e o cuidado que esse momento requer. Um outro ponto, e a gente vai precisar da compreensão e paciência de todos, nós não podemos tomar nenhuma deci são com base nos indicadores de um dia, nem para baixo, nem para cima, é muito importante isso, o trabalho que o plano está sendo feito para olhar pendências, o centro nos pediu inclusive para fazer cenários olhando estabilização de 14 dias, nenhum dado de um dia pode ser utilizado para tomar decisões que impactam a vida de milhões de pessoas. Então a gente viu o dado de hoje, a gente vai ver o de amanhã, e a gente vai mostrar para vocês o que aconteceu nos últimos sete dias, desde a publicação dessa nova fase do plano. E vamos olhar junto com isso, a tendência, a tendência, se tudo se mantiver como tiver, qual que é a tendência. E Felipe, no seu comentário também tenho uma resposta, vamos manter a situação se a gente continuar contribuindo com o nível de isolamento que a gente tem, se os protocolos forem bem imple mentados, se o uso de máscaras continuar aderente, se isso não acontecer, os dados vão mudar, e se os dados mudarem consistentemente, nós temos protocolos para retroceder. Esse governo não tem medo de retroceder, eu acho que esse ponto é importante para dar o conforto para as pessoas, nós não passamos esses dois meses no sacrifício que nós fizemos, para colocar tudo isso a perder. Vai exigir trabalho, vai exigir transparência, é complexo explicar esses critérios. Mas nós estamos aqui para dar a cara para bater todos os dias. Agora, a gente precisa do compromisso de todo mundo, não tirar conclusões precipitadas com dados de um dia, e não esmorecer em todas as medidas de isolamento, de proteção, e protocolos nos estabelecimentos que foram recomendados. Muito obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu só queria complementar mais uma coisa, assim, o dado diário, como a Patrícia falou, ele representa um período anterior, e classicamente, se você olhar nas curvas, as informações de sexta, sábado e domingo, elas sempre são menores, existe uma quantidade de dados que fica um pouco represada, e que elas aparecem na segunda, e que nós olhamos na terça. Então hoje eu estou olhando, eu tenho um pouco, por isso que a gente prefere ver a tendência s emanal, a evolução da tendência. E não olhar um número. Porque senão a gente combinaria de fazer só essa conversa aqui sobre a saúde no domingo, que a gente já vê o dado de sexta e sábado e estava lá embaixo, e aí saía todo mundo bonito. Mas não é. Na terça-feira está olhando muita coisa represada dos dias anteriores.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela sua pergunta Obrigado, Bete. Agora é a TV Record, com a repórter Daniela [Ininteligível]. Por favor.

DANIELA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Seriam dois pontos. A secretária Patrícia mencionou aqui em um slide uma tendência estadual de manutenção, e mesmo de melhora em alguns indicadores. Se a gente puder já antecipar, mesmo que amanhã venha com mais detalhes, há alguma preocupação em alguma região específica, zona amarela ou não, zona vermelha, independente da cor, há algo que chame atenção, que vocês já estejam ou preocupados, ou achando com um bom desempenho acima da média? Se h&aacu te; algum destaque que a gente possa mencionar? E um segundo ponto, é que a gente colocou na semana passada aqui na coletiva, a necessidade de protocolos para o sistema privado, para empresas começarem a testar os funcionários. Eu queria saber como é que está essa conversa com o setor privado? Se há um monitoramento de quais empresas estão fazendo, quantas pessoas já foram testadas, se o governo também está acompanhando esse tipo de caso? O que é muito importante, as pessoas estão voltando a trabalhar. Obrigada.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou responder a segunda, o Vinholi responde a primeira. Mas de qualquer jeito a gente vai falar amanhã, e a gente está tentando não antecipar, exatamente para não correr esse risco de falar com dados, e ter os novos da terça, importante, exatamente como o doutor Carlos falou, que a gente quer ter os dados completos, e até por atraso do final de semana, é muito importante dar esses dois dias úteis para atualização dos dados. Sobre os protocolos, a gente está se reunindo, a gente montou esse grupo de testagem privada, a gente já fez uma série de reuniões, ontem tivemos, hoje temos novamente. E a gente organizou as nossas ações em quatro frentes, a primeira que a gente espera já apresentar para vocês ainda essa semana, é complementando o trabalho que o Dimas Covas tem feito da testagem pública estadual, há iniciativa da testagem pública municipal, há iniciativa de todo o setor privado, a saúde suplementar, que em São Paulo ela é bastante significativa. E agora das empresas. A primeira iniciativa é a gente ter uma fotografia de quanto que está sendo feito de testagem no nosso estado de uma forma completa. Então isso eles se comprometeram em trabalhar conosco essa semana, para que a gente tenha essa visão, que a testagem do estado cresceu muito, a gente está chegando a quase 8 .500 testes, se eu não me engano, o Germann tem o dado exato, por dia. E a gente viu que uma das iniciativas específicas de uma dessas empresas já estão com uma capacidade com mais de 3 mil testes por dia, em uma iniciativa com os municípios. Então eu acho que a gente pode ter uma boa notícia aqui, nós estamos bastante esperançosos de entender que essa capacidade completa pública e privada. Essa é a primeira etapa. A segunda é que esses dados, nenhum dado se perca, as pessoas estão se matando para pagar o seu teste, fazer a sua análise, a gente não pode perder essa informação, que é uma informação muito importante para o controle da epidemia. O segundo ponto é criar um processo de integração dos dados, o Doutor Paulo Menezes. Fortalecer o trabalho da vigilância epidemiológica, que é um trabalho re ferência mundial, do estado de São Paulo, então vamos resgatar isso agora. A outra parte, é a testagem privada, então com os empregadores, esse protocolo está sendo feito, e um trabalho de certificação. E a última parte é o protocolo de monitoramento de contatos das pessoas que tiveram os casos. Então são as quatro frentes que estão sendo trabalhadas com a iniciativa privada, mas esperamos ter boas notícias essa semana, de só ter esse retrato dos esforços de testagem que estão sendo feitos no nosso estado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito bem, ressaltar mais uma vez o profissionalismo e a conduta daqueles que concederam o plano de retomada consciente, é um sistema que demonstra de forma muito objetiva quais são as regiões que estão com essas necessidades de avanço, e daí quais são os critérios que estão impactando elas. Então de forma muito clara, as regiões apontadas na semana passada, na última quarta-feira, a Baixada Santista, o Vale do Ribeira, e a região metrop olitana de São Paulo, com a capacidade hospitalar e também com a evolução da pandemia, são as regiões que nos preocuparam ao longo desse período. Por isso os investimentos do governo do estado, e a atuação junto aos prefeitos para poder superar essas necessidades. Acho que o sistema demonstra de forma muito objetiva quais são as regiões, e de que forma a gente pode avançar para combater isso, passando segurança para a população em uma retomada consciente.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, Daniela, pela sua pergunta. Próxima é online, rádio Band News FM, Sara Tavares, será lida pela jornalista Gabriela.

SARA TAVARES, REPÓRTER: Boa tarde. Um estudo da Fiocruz aponta que a região Sudeste está entrando na fase de maior incidência de casos de síndrome respiratória aguda grave, justamente nesse momento começa a reabertura gradual da atividade econômica no estado de São Paulo. Do ponto de vista da ciência, é seguro flexibilizar a quarentena agora?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Creio que essa resposta já está parcialmente colocada, mas eu gostaria que o João Gabbardo complementasse. Por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGENCIA: Um dos indicadores que foram colocados para o monitoramento, ele diz respeito exatamente ao número de internações por SRAG - Síndrome Respiratória Aguda Grave. Independente de ser COVID-19 ou não. Por quê? Porque o paciente que interna com Síndrome Respiratória Aguda, independente de ser COVID-19, os cuidados são os mesmos, ele vai precisar de leito, vai precisar de leitos de UTI, em uma proporção um pouco menor, mas vai precisar. Então esse indicador ele vai cons iderar também os casos de Síndrome Respiratória Aguda, e ele pode ser um indicador que se estiver aumentando desproporcionalmente, em uma velocidade maior do que na semana anterior, ou apontar para uma incapacidade na assistência, por redução na oferta de leitos, na disponibilidade de leitos, as medidas de distanciamento deverão ser fortalecidas, deverão ser reforçadas. Então é um dos critérios que deve ser considerado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, jornalista Sara Tavares. A próxima, penúltima pergunta, do SBT, repórter Fábio Diamante. Boa tarde, Fábio, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. A minha pergunta é a seguinte, eu sei que o senhor não quer adiantar nenhuma decisão em relação a abertura, mas os prefeitos da grande São Paulo já deixam claro [ininteligível] inclusive se referem ao dia de hoje como uma correria pra instalar respiradores, já dizem nas suas cidades que amanhã, certamente, na grande São Paulo, nós vamos ver uma abertura, principalmente nos municípios, a gente sabe também que a pressão foi muito gra nde na semana passada, quando a grande São Paulo ficou fora da passagem pra fase seguinte, como a capital. Eu queria, a minha pergunta é a seguinte, é isso mesmo que o governo espera dos prefeitos? Porque isso dá uma impressão pra todos de que o objetivo maior acaba sendo a abertura, principalmente pela forma como os prefeitos se referem a essa questão. Eu quero insistir na pergunta da colega [ininteligível] uma pesquisa falando que 84% dos médicos dizem que o pior ainda está por vir, como é que se convence as pessoas de que o pior ainda está por vir, mas que ela pode ir no shopping, ou que ela deve estar em casa, mas ela pode ir no comércio. Os senhores acabaram de dizer que 90% do estado precisa ficar em casa, não existe uma incoerência aí, quando os senhores falam em abertura, não existe uma aceleração, isso não podia ter sido feito mais pra frente? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a sua pergunta em duas perguntas, né, a primeira, por favor, o secretário Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Fábio, primeiro registrar o trabalho feito pela imensa maioria dos prefeitos aqui do Estado de São Paulo, um trabalho incansável ao longo desses 60 dias, de parceria com o Governo do Estado, um trabalho esse aqui na região metropolitana também muito forte, e o que nós entendemos é justamente isso, um sistema objetivo, que demonstra qual é a deficiência daquela região e, portanto, o trabalho necessário pra que a população tenha a seguran&c cedil;a em um processo de retomada consciente, todos nós queremos que o Estado de São Paulo possa evoluir e possa, cada vez mais, ir avançando nessa retomada consciente, de forma muito objetiva, a região metropolitana tem a necessidade de aumento da sua capacidade hospitalar, hoje nós estamos fazendo repasses importantes, evidente que todo prefeito quer melhorar, e isso é fundamental, todos eles querendo avançar de fase, o estado vai apoiar isso, vai aumentar a segurança na capacidade hospitalar da região metropolitana, pra que assim que o sistema indicar que aquela região tem segurança pra poder retornar, ela vai ser passada de fase, esse anúncio é na quarta-feira, porque nós fechamos uma base de cálculo semanal, comparando uma semana com a outra semana, portanto, os casos que estão acontecendo hoje serão contabilizados nesse processo que nós vamos f azer o mapeamento hoje à noite, então, é impossível qualquer afirmação antes da quarta-feira, não é nem questão do governo não querer passar, ela leva em conta também a data da terça-feira, com isso saudar essa correria colocada, né, esse esforço colocado pra aumentar a capacidade hospitalar, isso vai ao longo das semanas ser conduzido em parceria com os prefeitos, nós já colocamos aqui que quando a necessidade de endurecer for colocada, nós também vamos trabalhar isso em parceria, de forma transparente, e quando a possibilidade de flexibilizar também será, então essa dinâmica vai ser uma crescente, e eu acho salutar que todo prefeito queira avançar a fase do seu município melhorando, assim, indicadores, seja de evolução da pandemia, seja da capacidade hospitalar, é o que eles têm fei to, na sua imensa maioria, há 60 dias, nessa parceria com o Governo do Estado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. João Gabardo. Por favor.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, eu acho que está havendo uma confusão, vocês estão considerando que o Plano São Paulo é um plano de flexibilização, não é isso, o Plano São Paulo propõe que se analise os diversos cenários das regiões e as medidas correspondentes adequadas aos indicadores dessas regiões sejam implementadas, pode ser que esses indicadores, nos próximos 15 dias, nos próximos 30 dias, levem a uma necessidade de nós ampliarmos e reforçarmos as medidas de restrição, de distanciamento social, o que o plano propõe é que seja dado tratamento diferenciado a cada uma das regiões de acordo com as suas características, o plano não é só no sentido da flexibilização, o plano é dar o tratamento correspondente e na medida correta pra cada uma das regiões, eu insisto com isso, ele pode ser pra diminuir a redução, pra diminuir o isolamento, pra diminuir o distanciamento social, mas ele pode ser no outro lado, para o outro lado, ele pode ser no sentido de aumentar o distanciamento, esses indicadores poderão dar ao gestor estadual e aos gestores municipais capacidade de analisar a situação da sua região e ver qual é a medida correspondente adequada aquela situação epidemiológica.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Fábio, pela sua pergunta. Seguindo, a última pergunta, TV Gazeta, Marcelo [ininteligível], por favor, Marcelo, boa tarde.

MARCELO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta é em relação a testagem, há duas ou três semanas foi anunciado o início da testagem em policiais militares e outros, eu gostaria de saber se já há esse estudo epidemiológico, o resultado desse estudo, dessa fotografia, e também o senhor citou que a pandemia dura em média quatro meses, né, nós já passamos dois meses e alguns dias, é possível acreditar que até o final de julho a curva já esteja bastante ascendente, quais são as previ sões da secretaria em relação a isso? Obrigado.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Veja bem, quando nós fizemos os primeiros levantamentos de perspectivas do que nós teríamos que nos estruturar para enfrentar a epidemia, então, aqui, eu vou chamar a atenção do que o Dr. João Gabardo falou, que em cada localidade, cada país existe diferenças, então, nós fizemos e estamos ainda nessa estimativa de que dure de quatro a cinco meses, para que nós pudéssemos, naquela ocasião, em março, poder ter, no início de março ainda, poder ter uma previsão de que estrutura a gente teria, do que nós estávamos falando, entendeu? E pra isso, o tempo de permanência era muito importante pra que a gente estabelecesse a necessidade de leitos, né, então, com isso, a gente ficou com essa questão aí dos quatro meses, é difícil, agora que nós estamos no meio dessa epidemia, no meio, que eu digo, não do ponto de vista de tempo, mas que nós estamos inseridos totalmente na epidemia, agora que nós vamos observar e analisar pra ver exatamente como é que ela vai se comportar aqui conosco, né? Acho que nós conseguimos achatar a curva, né, com isso, ela pode prolongar um pouco mais, enfim, tem uma série de características nesse sentido, mas acho que nós estamos indo no caminho correto, acredito que a implementação do Plano São Paulo, a gora, que tem critérios, tem indicadores, que não é um plano de abertura, mas sim um plano estratégico de entendimento, de qual é o trabalho dessa epidemia aqui conosco, né, é uma situação dura, difícil, né, não por causa do plano, mas por causa da epidemia, e nem por causa da quarentena, mas por causa da epidemia, ela que é o inimigo aqui que nós temos que nos desafia a cada dia. E ela é dura pra nós, que temos que analisar, tomar decisões diariamente nesse sentido, todo governo está envolvido nisso, todas as secretarias, é difícil pra vocês, que estão aqui conosco todos os dias, como também pra população, como você citou agora a pouco, será possível que não é incoerente ficar em casa e sair? Então, a população tem, hoje, as suas necessidades nesse sentido, por profissionais de saúde que enfrentam essa epidemia, que podem, inclusive, ser contaminados a qualquer momento, e principalmente pra aqueles pacientes que ficaram acometidos pela doença e que se tornaram pacientes, vamos dizer assim, né, uns mais leves, outros mais graves, mas, enfim, são eles o final desta conta pra quem nós estamos trabalhando diuturnamente. Então, é nesse sentido que eu queria te responder desta maneira, né, e encerrar aqui a coletiva de hoje.

MARCELO, REPÓRTER: Em relação ao estado epidemiológico, através da testagem de policiais militares.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim. Ok, nós não temos os dados de hoje, mas seguramente nós já passamos de 100 mil testes realizados, desde o começo, e o resultado só vai aparecer ao final, quando tivermos terminado esta investigação epidemiológica que está sendo realizada. Então, muito obrigado a todos, estaremos aqui amanhã sob a liderança do governador João Doria, às 12:30, muito obrigado pela presença.