Projeto Tietê

De Infogov São Paulo
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Atualizado em: 16 de outubro de 2012


Quando começou: 1ª fase - 1992 a 1998 / 2ª fase - 2002 a 2008 / Em 2009 foi iniciada a 3ª fase do Projeto Tietê, que só deve ser concluída em 2015.

O que é: um dos maiores programas de saneamento ambiental do Brasil. Seu objetivo é coletar e tratar os esgotos de cerca de 18 milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo, melhorando as condições ambientais e de saúde.

Fases do projeto: foi dividido em três etapas, com investimentos distintos, que visam aumentar a coleta e o tratamento do esgoto por meio da construção de estações de tratamento e da ampliação do sistema existente.

Investimento nas duas primeiras etapas: US$ 1,6 bilhão

Investimento previsto na terceira etapa: US$ 1,8 bilhão

Prêmios: o Projeto Tietê tem recebido inúmeros prêmios, merecendo destaque o conferido pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pela Fundação Femsa, do México, em 2011, em reconhecimento aos avanços alcançados.

A Fundação SOS Mata Atlântica – responsável pela fiscalização do projeto – já atestou o recuo da mancha de poluição em 160 km. A mancha, que antes do início do projeto estava em Barra Bonita, regrediu até a altura de Salto (a cerca de 100 km da Capital).

Fonte: AI Sabesp

1ª Etapa - Construção de Estações de Tratamento de Esgoto

Atualizado em: 18 de setembro de 2012

Período: de 1992 a 1998

Investimento: US$ 1,1 bilhão (sendo US$ 450 milhões provenientes do BID, US$ 550 milhões dos recursos próprios da Sabesp e mais US$ 100 milhões da Caixa Econômica Federal)

Principais obras concluídas: foram inauguradas 3 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. Além disso, a Sabesp ampliou a capacidade da ETE Barueri, de 7 m³ por segundo para 9,5 m³ cúbicos por segundo. Foram construídos também 1,5 mil km de redes coletoras, 352 km de coletores-tronco e interceptores e 37 km de interceptores e realizadas 250 mil ligações domiciliares.

Emissário Pinheiros-Leopoldina: em janeiro de 2000, a Sabesp também inaugurou o Emissário Pinheiros-Leopoldina, uma tubulação com quase 3 m de diâmetro e 7,5 km de extensão, que recebe o esgoto de quase toda a bacia do Rio Pinheiros, para ser tratado na Estação de Barueri. A instalação é responsável pelo transporte de 3 mil litros de esgoto por segundo, beneficiando 3,6 milhões de pessoas.

- Na segunda etapa houve acréscimo do transporte de 3,4 mil litros de esgoto por segundo por este emissário.

Melhoria da qualidade de vida: é visível para a população dos municípios situados às margens do rio, na região do Médio Tietê. Os moradores de Anhembi, por exemplo, passaram a ver peixes no trecho do rio que corta sua cidade. Esses benefícios são constatados pela a ampliação do serviço de coleta de esgotos para 1 milhão de moradores da Região Metropolitana de São Paulo e a redução significativa da carga poluidora no trecho de 120 km na Bacia do Alto Tietê. Com as obras da 1ª Etapa, os índices de coleta de esgoto passaram de 70% para 80% e os índices de tratamento aumentaram de 24% para 62% na RMSP.

Fonte: AI Sabesp

2ª Etapa - Ampliar o Sistema de Coleta de Esgoto

Atualizado em: 18 de setembro de 2012

Período: de 2000 a 2008

Investimento: US$ 500 milhões (sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID e US$ 300 milhões com recursos próprios da Sabesp, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Principais obras concluídas: 38 km de interceptores, 165 km de coletores-tronco, 1,7 mil km de redes coletoras e 290 mil ligações domiciliares realizadas.

Benefícios alcançados: reduziu-se a carga poluidora do manancial da Billings e a mancha crítica de poluição no médio Tietê recuou em mais de 40 km, totalizando 160 km. Houve um acréscimo no tratamento dos esgotos na ordem de 5 mil litros de esgoto por segundo, o que corresponde ao atendimento de 3,5 milhões de pessoas. O índice de coleta de esgoto passou de 80% para 84% e o índice de tratamento aumentou de 62% para 70% na RMSP.

Fonte: AI Sabesp

3ª Etapa

Atualizado em: 16 de maio de 2013

Período: 2009 a 2015

Status: em 18/9/12, o governador Geraldo Alckmin visitou as obras que vão perfurar uma rocha de 5 mil toneladas e 1 km de extensão às margens do Rio Pinheiros, para construir uma tubulação, chamada de interceptor de esgoto IPi-8. O Interceptor Pinheiros ou "túnel" terá 1,5 m de diâmetro. A previsão é que a obra seja concluída no 1º semestre de 2013.

- O "túnel", que irá do Parque Burle Marx à Ponte Estaiada sob o rio Pinheiros, com 2,2 km de extensão, servirá para que o esgoto coletado na região seja levado à ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Barueri.

Na visita, Alckmin acionou a máquina shield que perfurará a rocha, o "tatuzão", e destacou que o Tietê é o maior projeto de saneamento ambiental do País e um dos maiores do mundo. De acordo com o governador, a RMSP possui 84% de esgoto coletado e 70% de esgoto tratado. Até o final do projeto, previsto para 2015, a Capital deve ter 94% de esgoto coletado.

- O esgoto de 80 mil moradores de Vila Andrade, Real Parque e Panamby será tratado na ETE de Barueri. Dessa forma, toda a extensão do Rio Pinheiros terá tubulação para enviar os resíduos até Barueri. O investimento na obra é de R$ 17,8 milhões.

A obra deve ser concluída em 2015. A 3ª etapa já tem 564 obras em execução ou em fase de contratação na RMSP, com investimentos que somam R$ 2,3 bilhões.

Expansão da ETE Barueri: a maior unidade de tratamento de efluentes da América Latina será ampliada. O empreendimento fará com que a capacidade da ETE salte dos atuais 9.500 litros por segundo de esgoto tratado para 16.000 litros por segundo. Assim, a unidade, que já trata os esgotos de 4,5 milhões de pessoas, passará a atender mais 3 milhões de moradores de São Paulo, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes, Itapevi, Jandira, Osasco e Taboão da Serra. A obra vai garantir mais saúde e qualidade de vida para a população, além de melhorias ambientais nas nove cidades. O investimento é de R$ 390 milhões.

Semana do Tietê

A visita do governador marcou as comemorações da Semana do Tietê, cujo dia é celebrado em 22 de setembro.

As obras do Projeto Tietê, iniciadas em 1992, já trazem importantes resultados, com um estudo da Fundação SOS Mata Atlântica - ONG que monitora a qualidade do rio desde o início do projeto - constatando que a mancha de poluição diminuiu 160 km entre 1992 e 2008: antes chegava até a barragem de Barra Bonita, a 260 km da capital. Já recuou até Salto, a 100 km de São Paulo.

- O Instituto Trata Brasil também colocou São Paulo, pela primeira vez, na lista das 20 melhores cidades do País em saneamento. O levantamento destaca os investimentos da Sabesp na Capital como razão para o avanço.

- A Agência Nacional de Águas (ANA) ressaltou a melhoria na qualidade da água do Tietê. O relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012” destaca São Paulo como “um dos Estados que mais investiram em saneamento na última década” e cita especificamente a melhoria na qualidade da água do Tietê na medição da ponte Aricanduva.

Obras em andamento: 28 municípios receberão obras. Em 21 deles (São Paulo, São Bernardo, Ribeirão Pires, Arujá, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Barueri, Carapicuíba, Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Jandira, Osasco, Santo André, Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, Pirapora do Bom Jesus e Rio Grande da Serra), já estão em execução. Também estão em execução e em contratação 564 obras, que representam 45% do total previsto nesta 3ª etapa.

- Outros 26% estão em licitação e 29% em fase de desenvolvimento de projetos.

Obras previstas:

  • 580 km de coletores-tronco e interceptores;
  • 1.250 km de redes coletoras;
  • 200 mil ligações de esgotos domiciliares; e
  • Ampliação da capacidade de tratamento de esgotos em 10,5 mil litros por segundo, por meio da ampliação de 3 ETEs do Sistema Integrado: ABC, Parque Novo Mundo e Barueri e a construção e ampliação de 6 ETEs em Sistemas Isolados.

Benefícios: com as obras, mais de 1,5 milhão de pessoas serão beneficiadas com a coleta de esgoto e mais de 3 milhões terão seus esgotos tratados. A coleta de esgotos será ampliada de 84% para 87%, e o tratamento de 70% para 84%. O volume da carga orgânica lançada no Tietê será reduzido.

Investimento total previsto: cerca de US$ 2 bilhões.

Fonte: AI Sabesp

4ª Etapa

Atualizado em: 30 de outubro de 2012

Período: 2014 a 2019

Status: estudos de concepção e projeto básico contratados.

- Em 18/9/12, em visita às obras do Interceptor Pinheiros, da 3ª etapa do Projeto Tietê, o governador Geraldo Alckmin declarou que, para viabilizar os investimentos na 4ª etapa, a Corporação Andina de Fomento (CAF) já demonstrou interesse em financiar US$ 200 milhões.

Projeto: a Sabesp negocia fontes de financiamento para a 4ª Etapa – e última – do Projeto Tietê, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Caixa Econômica Federal (CEF). Trata-se da fase mais custosa e difícil, pois abarca fundos de vale, áreas densa e irregularmente ocupadas, enormes dispêndios com urbanizações e desapropriações.

Principais ações previstas:

  • Construção de 298 km de coletores e interceptores;
  • Construção de 1,2 mil km de redes coletoras e de 300 mil ligações domiciliares;
  • Ampliação da capacidade de tratamento de esgotos em 8 mil litros por segundo.

Investimento previsto: cerca de US$ 2 bilhões, segundo a presidente da Sabesp, Dilma Pena. O BID, que desde o primeiro momento associou-se ao Projeto Tietê, já demonstrou interesse em financiar uma parte da última fase (US$ 1 bilhão, sendo US$ 300 milhões de contrapartida da Sabesp) e aguarda apenas o envio da carta-consulta pelo Governo de São Paulo para autorizar o empréstimo.

Objetivo: ampliar, até 2018, o índice de coleta para 95% e o de tratamento para 93%, chegando a 100% até 2024, considerando os municípios operados pela Sabesp.

- Tem como meta levar até o final desta década a coleta e tratamento de esgotos para 100% das áreas atendidas pela Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo, com população estimada em 18 milhões de pessoas.

Fonte: AI Sabesp


2017

  • 22/09/2017 - Iniciado pacote de obras para tratar esgoto de 2,2 milhões de pessoas

Uma série de obras para ampliar o tratamento de esgoto na capital e na Grande São Paulo foi autorizada pelo governador Geraldo Alckmin nesta quinta-feira (21). A Sabesp receberá R$ 624 milhões em investimentos para executar as obras, que fazem parte do Projeto Tietê e vão gerar 2.580 empregos diretos e indiretos.

“Amanhã é o dia em que se comemora o (Dia do) Rio Tietê, que é a síntese da nossa metrópole e do Estado de São Paulo. Percorre todo o Estado de São Paulo e o grande problema da poluição é esgoto sanitário. Então, hoje, nós estamos participando aqui de uma obra de mais de R$ 600 milhões”, disse o governador ao autorizar o pacote de obras do Projeto Tietê.

“Um conjunto de obras importantes para a despoluição, preservar o meio ambiente, preservar nossos recursos hídricos e investir na saúde da população.O investimento é todo do governo. Uma parte é da Sabesp e outro do BID”, completou Alckmin.

O pacote inclui a instalação de grandes tubulações e de estações de bombeamento que vão beneficiar o centro e as zonas leste, norte e oeste da capital. Na região Metropolitana, as melhorias atenderão moradores de Barueri, Cotia, Itaquaquecetuba, Osasco e Suzano.

Com essas obras, o esgoto gerado por 2,2 milhões de pessoas será enviado para estações de tratamento. A nova estrutura, quando pronta, irá ajudar na revitalização do rio Tietê e de seus afluentes, entre eles o Tamanduateí e o Cabuçu de Baixo.

A construção de tubulações subterrâneas e estações de bombeamento é parte fundamental do processo de tratamento do esgoto na Grande São Paulo. É para esses tubos (chamados de interceptores e coletores-tronco) e bombas que o efluente coletado de casas, prédios, comércios e indústrias segue até as estações de tratamento.

Com tanta obra, haverá ainda um ganho na geração de emprego, como salientou Alckmin: “São mais de 2500 empregos, eu tenho sempre destacado: infraestrutura gera muito emprego”. Além dos empregos proporcionados com o pacote, existe a expectativa para um ganho em qualidade de vida para a população, inclusive com incremento na renda.

Os investimentos em saneamento estão entre as atividades que mais geram empregos no país e salário para as famílias. Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que a renda média de quem mora em área servida por água tratada e coleta de esgoto é 7,5% maior.

O levantamento aponta também que os investimentos em saneamento feitos na Grande São Paulo, como os realizados pela Sabesp, geraram 25.200 empregos em obras entre os anos de 2004 e 2014, além de outras 11 mil vagas para a operação dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

A infraestrutura de saneamento ainda evita despesas com saúde e reduz o índice de faltas no trabalho por causa de doenças. E valoriza em 26,5% os imóveis servidos pelas tubulações, ainda de acordo com o Trata Brasil.

O governador também vistoriou uma das obras mais importantes do Projeto Tietê em curso: a construção de um interceptor de esgotos chamado ITi-7. Ele terá 7,5 quilômetros de extensão e será instalado embaixo da marginal Tietê, da avenida do Estado até a ponte do Piqueri.

Já em obras, esse interceptor será um túnel com 3,4 metros de largura e 2,65 metros de altura, construído a até 18 metros de profundidade, que transportará o esgoto de 740 mil pessoas para a estação de tratamento (ETE) em Barueri.

Somente essa parte da obra beneficiará moradores das seguintes regiões: Bela Vista, Consolação, Vila Buarque, Santa Ifigênia, República, Anhangabaú, Luz, Sé, Liberdade, Aclimação, Cambuci, Ipiranga e Sacomã.

Nesses locais, a verticalização é grande e as tubulações coletoras existentes estão próximas do limite. O interceptor aliviará essas tubulações, atenderá à demanda futura e contribuirá para o aumento no índice de tratamento de esgotos de São Paulo.

As novas obras

Outros três interceptores de grande porte e uma série de coletores-tronco fazem parte do pacote autorizado nesta quinta-feira. Um dos novos interceptores é o ITi-15, na região do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. Serão 5,4 km de tubos, incluindo o próprio interceptor, coletores-tronco ligados a ele e as interligações, além de três estações de bombeamento (elevatórias).

O esgoto de 450 mil pessoas será levado por essa tubulação até o tratamento na estação São Miguel. Serão atendidos os bairros Cidade Kemel, Itaim Paulista, Jardim Camargo, Jardim das Oliveiras, Jardim Monte Belo, Jardim Nélia, Jardim Romano e Jardim Silva Teles; além da cidade de Itaquaquecetuba.

Outro interceptor que será licitado é o ITi-16, com 6,3 quilômetros de tubulação principal, coletores-tronco e interligações, além de mais três unidades de bombeamento. O esgoto de 527 mil pessoas será bombeado para tratamento na estação de Suzano, beneficiando as cidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e a própria Suzano.

Na zona norte de São Paulo, os 6,5 km de coletores-tronco e interligações que serão licitados vão contribuir para a despoluição do córrego Cabuçu de Baixo, na região da avenida Inajar de Souza. Mais 329 mil pessoas serão atendidas nos bairros Brasilândia, Cachoeirinha, Casa Verde, Criméia, Freguesia do Ó, Jardim Elisa Maria, Jardim Peri, Jardim Primavera, Jardim Recanto, Lauzane Paulista, Limão, Pedra Branca, Parque Tietê, Vila Amélia e Vila Dionísia.

Na região de Alphaville, em Barueri, serão licitados 5 km de interceptor, coletores-tronco e interligações, uma estação de bombeamento e 5,3 km de redes coletoras nos bairros, também permitindo o envio do efluente para tratamento na ETE Barueri. Serão beneficiados os bairros Aldeia, Alpha, Alpha 2, Conde II, Empresarial, Centro, Conjunto Habitacional Marco, Cruz Preta, Engenho Novo, Jardim Barueri, Jardim dos Camargos, Jardim Esperança, Jardim Morelato, Jardim Paraíso, Jardim Reginalice, Jardim São Luiz, Jardim Silvestre, Jardim Tupancy, Vila Barros, Vila Boa Vista, Vila Ceres e Vila Porto, num total de 124 mil pessoas.

Em Cotia, Osasco e na zona oeste de São Paulo, começa ainda este ano a implantação de 1,4 km de coletor-tronco, 3,7 km de redes nos bairros e quatro unidades de bombeamento. No total, 94 mil moradores terão seus esgotos enviados para tratamento na ETE Cotia ou na estação de Barueri. As áreas atendidas incluem os bairros Jaguara, Jaraguá, Vila dos Remédios e Vila Leopoldina, na capital; Atalaia, Granja Viana, Morro Grande e Rio Cotia, em Cotia; e Jardim D’Ávila, Jardim Elvira, Jardim Marieta, Jardim Rochdale, Mutinga, Parque Industrial Mazzei e Presidente Altino, em Osasco.

Projeto Tietê

O pacote de obras autorizado faz parte do Projeto Tietê, o maior programa de saneamento do Brasil. Executado pela Sabesp, o projeto já investiu US$ 2,7 bilhões em coleta e tratamento de esgoto na Grande São Paulo, desde 1992. Nesse período, aumentou a coleta de esgoto de 70% para 87%, e o tratamento de 24% para 68%. Para dar uma ideia, isso significa que a companhia passou a tratar o esgoto de 8,5 milhões de pessoas – o equivalente à população de Londres.

O Projeto Tietê tem resultados claros, com a redução significativa da mancha de poluição do rio, que diminuiu 393 quilômetros. No início das ações do Projeto Tietê, a mancha de poluição avançava em 530 quilômetros no rio, no trajeto de Mogi das Cruzes (na Grande São Paulo) até Barra Bonita, no interior. Em 2016, a mancha de poluição é de 137 quilômetros de extensão, de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, a Cabreúva, no interior, segundo monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica. Isso significa que a mancha de poluição do rio Tietê recuou 74%.

Para a despoluição do Tietê e dos demais rios da capital e Grande São Paulo, cabe à Sabesp coletar e tratar o esgoto nas cidades em que ela opera. É essencial, porém, que o esgoto dos municípios não atendidos também passe por tratamento; que as moradias irregulares sejam urbanizadas para permitir a instalação das tubulações de coleta; que a população não jogue lixo nas ruas e córregos; e que a varrição e coleta de lixo seja eficiente em todas as cidades.


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