Coletiva - SP amplia suprimento em farmácia de alto custo para proteger vulneráveis a coronavírus 20201803

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Coletiva - SP amplia suprimento em farmácia de alto custo para proteger vulneráveis a coronavírus

Local: Capital - Data: Março 18/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Aqui na sede do governo do estado de São Paulo mais algumas medidas relacionadas à crise do Corona vírus que serão anunciadas neste momento, tendo aqui, ao meu lado, o Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Dr. David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico. As medidas de hoje que estamos an unciando são: primeiro o fechamento dos shoppings centers na região metropolitana de São Paulo, todos os shoppings centers deverão ser fechados até o dia 23 de março, ou seja, ao longo destes dias, de amanhã, dia 19, até dia 23 de março os shoppings deverão ser fechados por razão sanitária e proteção aos seus funcionários, aos seus profissionais e, obviamente, às pessoas. O fechamento determinado até dia 30 de abril, repito, a orientação do governo do estado de São Paulo é para o fechamento dos shoppings na região metropolitana de São Paulo até 30 de absolutamente. Os shoppings deverão ser fechados ao longo dos próximos dias, seguindo a orientação dos administradores dos shoppings, eles poderão fazer isso gradualmente desde que a partir da segunda-feira da próxima sema na estejam fechados. Não há razão para pânico, não há razão para correria, há razão para gestão e administração dessa orientação do governo do estado de São Paulo. São medidas preventivas que nós estamos adotando aqui em relação ao comércio e, neste momento, exclusivamente para shoppings centers de pequeno, médio e grande porte na região metropolitana, capital e região metropolitana de São Paulo. Essa medida não se aplica aos shoppings do interior e do litoral de São Paulo pelo menos neste momento. A segunda medida, o governo de São Paulo vai ampliar a entrega de medicamentos de alto custo de um para três meses para 830 mil pacientes. O Dr. José Henrique Germann explicará a medida na sequência. Eu vou elencar aqui um conjunto de medidas e depois os secretári os que estão aqui ao meu lado poderão contribuir no detalhamento além do atendimento às perguntas dos jornalistas que aqui estão e também de forma virtual. As nossas coletivas de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes se farão presencialmente, mas também se farão virtualmente. Há vários veículos que encaminharam perguntas e elas serão respondidas dentro do limite de 10 questões por briefing. A terceira medida é a parceria para que até mil farmácias em São Paulo, na região metropolitana, através de acordo com a Associação das Redes de Farmácias e Drogarias, a Abrafarma, o presidente da Abrafarma está aqui presidente nesta coletiva, para a vacinação a partir do dia 23 de março. A medida será implantada em cerca de mil farmácias, perdão, na capital de São Paulo, eu me referi a região metropolitana, mas é na capital de São Paulo inicialmente, na campanha de vacinação pública que começa no dia 23 como já estava programado. O fato novo é que as farmácias provadas farão a aplicação da vacina. O Dr. David Uip explicará na sequência também essa medida. A quarta medida que nós estamos anunciando neste momento é limitar a presença nos postos do Detran e do Poupa Tempo. A Patrícia Ellen vai explicar, nós estamos regulando o fluxo nessas unidades do governo do estado de São Paulo, os postos do Detran e do Poupa Tempo. É um processo de regulação, não há fechamento, mas há regulação para permitir um fluxo adequado, sem concentração de pessoas nesses serviços do Poupa tempo e também do Detran. A quinta co municação, o governo de São Paulo selou uma parceria com as operadoras de telefonia celular, isso é um fato importante e relevante, com a Vivo, com a Tim e com Claro, para disparos de SMS gratuitamente para toda a base de clientes do estado de São Paulo, são 15 milhões de pessoas que serão atingidas imediatamente com informações precisas e atualizadas sobre condutas, procedimentos, limitações e recomendações de saúde pública. Quinze milhões de pessoas serão atingidas a partir de amanhã através dos assinantes da Vivo, da Tim e da Claro, com SMS coordenados e orientados pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e pela coordenadoria de contingência do Covid, sob o comando do Dr. David Uip. Sexto aspecto, a partir de hoje a Secretaria de Desenvolvimento Regional, aqui representada pelo Marco Vinholi que está aqui presente, enviará comunicações à prefeitos e prefeitas de 645 municípios do estado de São Paulo, diariamente às 18 horas, a partir de hoje as 18 horas prefeitos e prefeitas receberão, eletronicamente, boletins diários de informações de ações preventivas com a intenção de permitir o acesso de prefeitos e prefeitas do interior de pequenas, médias e grandes cidades para ações de contenção de contágio do Covid-19. Não é possível nem razoável estabelecer reuniões presenciais com a quantidade de prefeitos na capital de São Paulo, mas, virtualmente sim, isso será feito diariamente. A sexta medida, nós estamos destinando R$ 500 milhões, já havíamos anunciado 225 milhões, hoje anunciamos mais R$ 275 milhões para conter os efeitos nocivos na econ omia do estado de São Paulo pelo Corona vírus. Com esta decisão de acrescentar mais 275 milhões nós, através da comissão econômica, estamos alcançando meio bilhão de reais, R$ 500 milhões. A secretária patrícia Ellen explicará os dados, a forma com que esses recursos serão destinados sobretudo a micro e pequenas empresas. Isso será feito através do Banco do Povo que é administrado pelo governo do estado de São Paulo e também Banco Desenvolve São Paulo que é o nosso banco de desenvolvimento do estado de São Paulo. Estas são as medidas que estamos anunciando, o detalhe nós vamos fornecer a vocês exatamente agora. E antes de passar a palavra aos secretários quero aproveitar e agradecer a presença da imprensa e aqueles que estão transmitindo ao vivo esta comunicação, estas comunicações. E você que está em casa ouvindo ou assistindo pela televisão, pelo rádio, pela Internet, pelo seu celular, recomendação enfática das autoridades sanitárias, eu aqui, neste momento, sou porta-voz dessa comunicação para que pessoas com mais de 60 anos não saiam das suas casas. Pessoas com mais de 60 anos devem permanecer em casa, mesmo diante de necessidade de abastecimento, necessidade de produtos de farmácia, utilizem os serviços de delivery que estão disponíveis, estão funcionando em todo o estado de São Paulo ou recorra a algum parente ou algum vizinho para que isso aconteça, mas a recomendação enfática, o Dr. David Uip e o Dr. Germann falarão sobre isso também, é para que pessoas com mais de 60 anos não saiam das suas casas, fiquem em casa. Também uma outra ori entação ao lado desta dos shoppings centers é que, igualmente, academias de ginástica na região metropolitana de São Paulo, repito, academias de ginástica na região metropolitana de São Paulo também devem ter as suas operações encerradas até o próximo domingo dia 22. Gradualmente, para que possam avisar os seus profissionais, seus clientes, seus fornecedores, encerrando as suas atividades na mesma maneira que os shoppings centers até 30 de abril deste ano. Dito isso, eu vou passar a Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico que pode falar especificamente sobre o tema dos shoppings centers e as razoes que, de ordem sanitária, evidentemente, mais de proteção aos profissionais, aos trabalhadores e, obviamente, aos frequentadores dos shoppings centers. Patrícia. Região metropolitana, volto a lembrar, isso não se aplica ao litoral de São Paulo e as cidades do interior do nosso estado. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. Bom, começando pela medida dos shoppings centers, lembrando que essa foi uma medida muito dialogada com o setor e foi entendido que dada as circunstâncias, a prioridade é o bem-estar das pessoas, evitar grandes aglomerações e nos shoppings a gente tem uma dificuldade, foi uma tentativa, inclusive, de fazer controle de horário, de meio dia às oito, mas o mais importante mesmo é evitar essas aglomerações na região metropolitana de São Paulo que é onde nós temos as principais ocorrências. E o foco aqui é termos o combate ao Corona vírus, ent&atilde ;o, estamos em contato frequente com a associação, a Abrasce, com as principais empresas que fazem a gestão de shoppings, então, foi um trabalho dialogado, planejado para que, como o governador colocou, seja feito com planejamento, sem pânico e sempre priorizando o bem-estar da população e dos funcionários que trabalham nesses espaços, por isso o período até o dia 23 para que esses estabelecimentos sejam fechados. Um cuidado especial, lembrando que esses estabelecimentos concentram cinemas, teatros e por isso que foi tomada essa decisão. Com relação as medidas econômicas, elas também vêm juntamente com as medidas de controle de fluxo, porque nós tivemos três setores que estão sendo impactados imediatamente de uma forma muito mais forte com relação a parte econômica que é o setor de turismo, o setor de economia cria tiva e o comércio. Então, por isso que esse meio bilhão de reais que está sendo colocado com formato de financiamento e condições especiais foi feito e pensado pra atender exatamente quais os setores mais impactados. E aqui além de termos linhas de financiamento através do Desenvolve São Paulo e do Banco do Povo, nós estamos também dando, estendendo o período aqui de pagamento do serviço da dívida, governador, em 60 a 90 dias, sem pagamento nesse período para todos que solicitarem. Então junto com o meio bilhão de reais nós também estamos entendendo a situação de todos os setores para quem tenham esse período pra se organizar de 60 a 90 dias, a solicitação deve ser feita diretamente a Desenvolve São Paulo e ao Banco do Povo. E por último foi mencionado aqui a parte do Poupatempo, atendendo novame nte, né, se a gente está pedindo isso pra fora, pra dentro o Poupatempo é o lugar de grandes aglomerações, por isso que está sendo feito o controle de fluxo e também se priorizando o acesso aos serviços on-line. Alguns pedidos que nós fizemos diretamente ao Governo Federal para que a gente possa prorrogar também o período para as CNHs que estão agora próximas do vencimento. Então é um pedido específico que foi feito imediatamente pra que quem não possa ir... quem possa evitar a presença nos Poupatempo os faça, e por isso que a gente está fazendo essa coordenação também para o Governo Federal pra postergar aí os prazos pra emissão de novas CNHs e também renovação de documentos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria apenas enfatizar que este crédito prioritariamente está destinado às empresas do setor de turismo, da economia criativa, do comércio. E no comércio e economia criativa eu queria destacar: restaurantes, bares, cafés, padarias e similares. Eles terão direito a esse crédito especial subsidiado que agora totaliza meio bilhão de reais aqui no estado de São Paulo. As linhas de crédito já estão disponíveis através do Banco de Desenvolvimento do estado de São Paulo e o Banco do Povo, evidentemente, para o microcrédito que atende os microempreendedores. Eu agora vou passar a palavra ao Dr. José Henr ique Guermann, secretário da saúde do estado de São Paulo, tem apenas aqui uma pequena correção a fazer na minha própria manifestação. A vacinação oficial no estado de São Paulo, aliás, em todo o país começa no dia 23 de março, isso já havia sido decidido aqui numa reunião com o ministro Luiz Henrique Mandeta, há cerca de dez dias, apenas reafirmando que a vacinação, de fato, começa no dia 23, as vacinas já foram produzidas e distribuídas pelo Instituto Butantã ao Ministério da Saúde, o ministério segue na distribuição a todos os estados brasileiros, e até onde sei a vacinação em todo o país começa, de fato, no dia 23 de março, aqui em São Paulo, não há nenhuma dúvida sobre isso. Porém, nas farm&aacu te;cias privadas, em mil farmácias na capital de São Paulo começa no dia 13 de abril. Nós teremos ainda oportunidade de dar comunicações mais específicas sobre essas farmácias aonde elas se localizam através do site da Abrafarma e também da Secretaria de Saúde. Portanto, aqui uma pequena correção com relação às farmácias na capital de São Paulo, a vacinação será gratuita e válida a partir do dia 13 de abril. Nos postos de saúde, a partir do dia 23 de março, postos de saúde do Governo do Estado de São Paulo, e do Dr. Guermann vai se referir a isso e também da Prefeitura da capital de São Paulo. Dr. José Henrique Guermann, secretário da saúde do estado de São Paulo. Por favor.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Dentro das medidas aqui existe essa que nós computamos como bastante importante do ponto de vista de atendimento aos idosos que nas 37 farmácias que existem que nós denominamos farmácias de alto custo porque elas entregam medicamentos que têm um custo maior que são, justamente aquelas patologias crônicas e severas que é onde os idosos estão mais presentes. É nelas que incidem muito mais nos pacientes idosos. Então, nesse sentido eles vão às farmácias mês a mês e recebem a medicação. Outras medidas nós já estávamos tomando, mas esta agora em fu nção da nossa epidemia ou pandemia, nós estaremos acumulando essa entrega de três em três meses para que eles não precisem vir até as farmácias mensalmente e evitar essa aglomeração. Todo este processo é feito através de uma parte documental e a entrega da medicação. Então tudo isso será feito de uma vez só, num único dia e que vale para os próximos três meses. Estamos intensificando para o caso daqueles medicamentos que por um acaso naquele momento não exista a entrega no domicílio do paciente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Guermann. Com a palavra agora, Dr. David Uip, coordenador geral do grupo de... do Centro de Contingência do COVID-19. Dr. David Uip. Por favor.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Boa tarde. Obrigado, governador. Essa decisão que foi feita entre a Abafarma, Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde através do seu secretário de vigilância, Dr. Vanderson, eu entendo que muito importante por conta que vai desafogar os postos de saúde de todo o estado. Uma ideia até para, para todo o Brasil. A ideia também é adicionar a aplicação da vacina de sarampo. Então vai ser influenza e sarampo, uma programação hierarquizada que segue a decisão do Ministério da Saúde. Primeiro as pessoas com mais idade, gestante, e daí toda a cadeia de desenvolvimento dentro do programa de vacina. O objetivo é vacinar, &eac ute; extremamente importante vacinar contra o vírus influenza, mas na medida do possível que essa vacinação não provoque filas especialmente na população mais vulnerável que é acima de 60 anos e com comorbidades.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos agora as perguntas dos jornalistas, nós teremos perguntas presenciais e perguntas também encaminhadas e que serão respondidas aqui virtualmente e digitalmente. Nós vamos começar com o jornal Estado de São Paulo, jornalista Bruno Ribeiro. Boa tarde, Bruno. Sua pergunta por gentileza.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, Bruno. Apenas, desculpando com você, peço aos veículos de comunicação que por favor dirijam uma única pergunta, obviamente a qualquer dos que aqui estão, mas uma única pergunta já que temos um número bastante grande de jornalistas a questionar. Bruno, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Pro secretário. Secretário, a gente queria também um balanço de como está a situação nos hospitais. Aumento de atendimento, número de pacientes em estado grave nas UTIs, aumento de pacientes com doenças respiratórias. Como é que está isso no momento?

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, dos pacientes que hoje estão confirmados, nós temos alguns pacientes graves internados em UTI na nossa rede e na nossa privada, isso está em torno de 20% aproximadamente. Não chega nem a 20, isso está dentro do esperado pelo número de pacientes positivos que nós temos aqui hoje no estado de São Paulo. O nosso atendimento está normal, nós temos total condição de atender esses pacientes que são aquela parte da curva, né, que são mais graves e que necessitam algum atendimento hospitalar, porque a grande maioria vai estar em casa, mesmo com alguma sintomatologia e sendo positivo para o c orpo... coronavírus. Então nesse sentido nós estamos nos preparando para que esta demanda aumente e aí a gente possa ter uma oferta que seja mais condinzente pra atender a esses pacientes que podem ou não vir a aumentar. Como dentro das nossas reuniões do comitê de contingência nós estabelecemos um teto de 1.400 leitos novos em UTI. Desses, nós já temos destinados 1.049 que já estão recebendo a parte de equipamentos e recursos humanos. Porque a parte física já está definida onde ele vai ser. Temos hospital por hospital toda relação dos novos leitos. Então hoje nós estamos com um balanço aí de 1.049, creio que mais um pouco atingimos os 1.400 leitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Guermann. Bruno Ribeiro, vou pedir ao Dr. David Uip que possa complementar as informações à sua pergunta.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Até pra adicionar a sua matéria de hoje de manhã no estado, eu vou tentar explicar porque não ficou claro o que está sendo feito. O hospital não comunica ao Estado nem Município gravidade de doente. Então nós não recebemos a informação que o doente está na UTI por insuficiência respiratória. Esta comunicação é feita e é obrigatória a partir do momento da identificação do agente causal. Então isso explica o que aconteceu no caso de ontem que nós soubemos, nós fomos notificados na manhã por conta que o diagnóstico saiu só na manhã de ontem. Essa é uma relaç&a tilde;o entre um hospital privado e o laboratório privado. Se demorou, se foi em tempo adequado é uma relação de privados. Então o Estado ele recebe e é obrigatório... há obrigatoriedade da notificação a partir do diagnóstico etiológico de coronavírus. Não dá pra ficar estabelecendo critérios de gravidade porque as causas são infinitas. Só pra deixar claro que essa é a diferença entre notificar caso grave e notificar caso grave com coronavírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Bruno, obrigado pela pergunta. A próxima é uma pergunta on-line, vou pedir a Bruna, nossa assessora. Temos uma pergunta do jornal Valor Econômico da jornalista Leila Souza Lima. Qual é a pergunta?

BRUNA: Governador, a questão é: com a escalada dos casos de infecção e a pressão sobre o SUS, há uma articulação dos poderes em torno dos mais pobres, sobretudo, a população de rua?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir a resposta ao Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo e, se necessário, com comentários do Dr. David Uip. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação a população de rua, nós estamos atrelados e alinhados com a prefeitura do município de São Paulo, que é quem tem, digamos assim, a responsabilidade desse atendimento, damos todo a poio e coordenação, no sentido daquilo que possa ser necessário, em termos de alguns insumos. Então, esta efetividade ocorre no âmbito da prefeitura, com apoio do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. David Uip, algum comentário? Ok. Então, pergunta da jornalista Leila Souza Lima respondida, a pergunta foi formulada online, a próxima é de um veículo que está aqui presente, CNN, com Marcela. Marcela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELA, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Bom, eu queria saber sobre os casos de ontem, de óbito, que estão sendo investigados, com suspeita de coronavírus, se tem alguma novidade, em relação aos familiares dessas pessoas que estão esperando, eu tenho informação de que uma família que já... Parece que é um caso de coronavírus, a família não teve nenhum tipo de monitoramento ou orientação em relação a quarentena, ou mesmo isolamento. Eu queria saber como é que está sendo feito isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcela, eu vou passar a pergunta ao coordenador geral do centro de contingência do Covid, Dr. David Uip, por favor.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Antes de vir pra cá, eu conversei com o secretário do município, Dr. Edson Aparecido, e ele deixa muito clara a situação, nós temos 196 diagnosticados no Estado de São Paulo, todos acompanhados pelo sistema de vigilância epidemiológica do município de São Paulo, todos os contactantes estão sendo também acompanhados, mais de oito mil, então, isso é um trabalho espetacular que a vigilância do município está fazendo, o que ocorreu neste caso? Nós tivemos, isto entrou no nosso sistema de forma informal ontem pela manhã, o município não tinha conhecimento deste caso, e a partir daí declarou o que tem que ser feito, do ponto de vista de contato com os indivíduos que tiveram proximidade com o caso, na família me parece que são seis pessoas, causa estranheza o relato que está sendo feito, que eles não tiveram acesso aos exames da prefeitura, por conta que existem 14 mil exames disponíveis na rede de atendimento da prefeitura. Então, eu acho que é só o estabelecimento de logística, do ponto de vista de acesso dos familiares ou da prefeitura, aos familiares, isso é responsabilidade da prefeitura, do sistema de vigilância da prefeitura. A prefeitura tem feito um trabalho espetacular na sua vigilância, e eu acho que saiu um pouco da rotina, por conta da forma de notificação, não poderia ser diferente, eles só puderam notificar na hora que eles souberam do diagnóstico.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Pois não, Dr. Germann vai complementar.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação aquela questão dos cinco óbitos, que houve naquele hospital, e é um hospital privado, e um deles tinha o diagnóstico para coronavírus positivo, vocês se lembram disso ontem, os outros ainda não temos o resultado do exame, o hospital não nos informou ainda se chegou o resultado do exame, é o hospital que tem essa responsabilidade. Quanto ao relacionamento deles com as famílias, temos que conversar isso com eles, aí é uma responsabilidade de cada hospital, a hospitalidade inerente ao próprio atendimento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Obrigado, Marcela. A próxima pergunta é online, da jornalista Tatiana Santiago, do G1. Bruna, a pergunta da jornalista Tatiana, do portal G1.

BRUNA: O Governo do Estado pretende tomar alguma medida mais drástica pra evitar a aglomeração de pessoas, como fechamento de bares e restaurantes? A Polícia Militar vai impedir o acesso de pessoas a praias?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tatiana, eu posso responder, com comentário do Dr. David Uip. As medidas estão sendo apresentadas pelo governo do Estado de São Paulo diariamente, praticamente diariamente, se necessário até duas vezes ao longo do dia, são medidas estabelecidas e fundamentadas em decisões científicas, portanto são baseadas em informações que vem da área médica e da área sanitária, nós não tomamos decisões nem precipitadas, nem decisões de ordem política, as nossas decisões são fundamentadas. Neste momento não há nenhuma razão pra medidas mais drásticas, al&ea cute;m daquelas que já foram anunciadas ao longo dos últimos dias, e essas que estão sendo anunciadas exatamente agora, a jornalista Tatiana não sabia, evidentemente, das medidas que estamos adotando a partir de agora, ela está online, ela não está aqui presente, na coletiva, no Palácio dos Bandeirantes. Acesso às praias, não há nenhum registro de necessidade de limitação na área do litoral, seja Baixada Santista, litoral norte ou litoral sul do Estado de São Paulo, neste presente momento não há nenhuma restrição. Evidentemente, restrição de acesso não significa estimular aglomeração nas praias, bom senso e prudência cabe a cada cidadão na defesa da sua saúde, e da sua família, não é recomendável aglomerações, seja em praia, beira de praia, ou qualq uer outro tipo de aglomeração, em qualquer região do Estado de São Paulo, lembrando que nós aqui respondemos pelo Estado de São Paulo. Portanto, o bom senso, a prudência cabe a cada cidadão, neste momento, medidas restritivas ainda não estão sendo anunciadas com relação, ou proibitivas, em relação às praias aqui no litoral de São Paulo. Mas volto a dizer, antes de passar a palavra ao Dr. David Uip, que não é recomendável aglomerações, sejam em praias, sejam em clubes, sejam em qualquer outro tipo de local, aliás, a recomendação é evitem aglomerações. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu represento aqui a coordenação de um grupo de mais de nove especialistas que subsidiam o secretário e o governador, então, aquilo que eu falo aqui é em consonante com o que foi decidido entre esse grupo. De uma forma presencial ou por diversos meios de comunicação. Nós subsidiamos o secretário e o governador, neste momento, este grupo subsidia o governador e o secretário da forma absolutamente equivalente ao que está acontecendo, nós achamos que essas medidas que estão sendo tomadas, no dia a dia, estão absolutamente adequadas ao momento epidemiológico, a outra coisa, governador, o senhor é testemunha disso, s ecretário também, nós não vamos nos furtar de indicar as medidas que forem necessárias para conter essa epidemia, o lema, e isto é uma decisão clara de todos nós, é fazer o que for possível para evitar mortes de paulistas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. David Uip. Obrigado, Tatiana, que nos mandou a pergunta online. Agora a pergunta é presencial, do Jornal O Globo, jornalista Ana Letícia Leão. Ana, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ANA LETÍCIA LEÃO, REPÓRTER: Eu gostaria de repercutir com vocês um pouco o perfil do paciente, que hoje é diagnosticado com coronavírus em São Paulo, fala-se muito em números, mas a gente desconhece, por exemplo, idade, vocês falaram anteriormente que não tinha como saber se estava em estado grave, se estava em UTI, esse tipo de coisa, pela rede privada, nós sabemos, por exemplo, idade, se são casos de contágio aqui no estado, se são casos importados? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ana, vou pedir que a resposta seja dada pelo Dr. David Uip, com comentário, se necessário, do Dr. José Henrique Germann. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: São duas coisas diferentes, uma é você ter a notificação de casos positivos, isso vale pra população de qualquer idade, qualquer indivíduo pode se infectar com o coronavírus, gravidade nós continuamos vendo no mesmo perfil de pacientes relatados pelas experiências anteriores e em trabalhos científicos, fundamentalmente pessoas com mais de 60 anos, com comorbidade, o que não quer dizer que nós não teremos casos em jovens, nós trabalhamos sempre com taxas, com índices de morbidade, letalidade e mortalidade, neste momento, o perfil é absolutamente igual ao que está descrito na literatura. E eu in sisto que doente grave é uma coisa, doente grave com coronavírus é outra coisa. Circulou uma porção de fatos, e eu quero, eu posso responder, além do cargo que eu ocupo, nesse momento, do Estado de São Paulo, pelo Hospital Sírio-Libanês, que eu coordeno o centro de infectologia do Hospital Sírio-Libanês, é mentira o que está sendo dito nos áudios que estão sendo distribuídos, não é verdade o número de casos, o número de mortes e, fundamentalmente, o número de pessoas, profissionais da área de saúde que estão acometidos pela doença. Quero dizer que isto é um enorme desserviço e nós estamos recorrendo às polícias, tanto federal, estadual, civil, pra que tenham ação sobre essas fake news que estão sendo ditas e faladas em toda rede, isso tá causa ndo pânico de uma forma mentirosa, que não tem sentido que aconteça num momento tão importante do país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Não há comentário adicional do Dr. José Henrique Germann. Ana Letícia, obrigado pela pergunta. Vamos agora a mais uma pergunta online, da jornalista Ana Paula Rodrigues, da Rádio Bandeirantes de São Paulo. A pergunta será lida pela jornalista Bruna [ininteligível].

BRUNA: O Governo Federal enviou menos da metade do dinheiro solicitado pelo governo de São Paulo para o combate ao coronavírus, haverá prejuízo ao trabalho do governo do estado por falta de verba federal?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Responde o secretário da saúde, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, nós fizemos uma reunião com o ministro, entregamos a ele, para o Ministério da Saúde analisar todas as necessidades que nós estamos colocando, muito especificamente em função do número do aumento de leitos, aqueles leitos que eu citei, a respeito de UTI, isso será, está sob análise do Ministério, e foi combinado de que eles seriam repassados as verbas de uma forma escalonada, a primeira parcela veio, já está, é fundo a fundo, é assim que nós chamamos, Fundo Nacional para o Fundo Estadual de R$ 92 milhões. Essa verba agora passa a ser a nossa... de nossa gerê ncia e vamos trabalhar isso tanto no Estado como pra cada um dos Municípios que haja necessidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quero complementar, Ana Paula Rodrigues, você que deve estar nos assistindo e ouvindo pela Rádio Bandeirantes que o Governo do Estado de São Paulo solicitará mais recursos ao Ministério da Saúde oportunamente. Entendemos que o recurso é bem-vindo, o ministro agiu correto e diligentemente, mas o epicentro do corona vírus dessa crise sanitária é o estado de São Paulo. Respeito muito a decisão do ministro de conceder R$ 2,00 por habitante, mas a necessidade do estado de São Paulo é maior do que os R$ 92 milhões já anunciados pelo ministério, mas nós vamos fazer isso oportunamente, daremos conhecimento a imprensa, mas antes até em respeito ao ministro, diretamente ao ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. A próxima pergunta é presencial, é da TV Cultura, jornalista Vanessa Lorenzini. Vanessa, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VANESSA LORENZINI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Gostaria de saber se há alguma restrição prevista para metrô e CPTM, e se não houver, alguma orientação especial para quem utiliza o transporte público?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu respondo com comentários complementares do Dr. David Uip. Neste momento, nenhuma medida restritiva ao metrô, ao uso do metrô e ao uso dos trens da CPTM e nem tão pouco da circulação de trens tanto no metrô quanto na CPTM. Lembrando que o transporte de pneus, ou seja, de ônibus, é de responsabilidade dos municípios, município... a capital de São Paulo, e nós respeitaremos as decisões que forem adotadas pelo prefeito Bruno Covas e também das cidades da região metropolitana do estado de São Paulo. No âmbito do Governo não teremos restrição nem de acesso, nem restriçõe s na diminuição da oferta do transporte. Haverá sim, isso já começou desde a semana passada com o trabalho de limpeza e higienização de todos os vagões dos trens do metrô, dos trens da CPTM, o sistema de transporte ferroviário aqui da capital de São Paulo, assim como dos banheiros e das áreas comuns de uso das pessoas que se dirigem as estações e aos trens. Isso foi triplicado os sistemas de limpeza, essa foi a orientação dada por mim como governador de São Paulo, ao secretário de transportes metropolitanos Alexandre Baudy. Se tivermos um comentário, Dr. David Uip, por favor.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Nós entendemos que as medidas estão adequadas pelas decisões já tomadas, o afluxo a essas vias de transportes já está muito menor. Então nós entendemos que é importante a manutenção por conta até de ida e vinda de pacientes e de pessoas que precisarão usar o sistema de saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David. Antes de passar pra próxima pergunta, Dr. Guermann, secretário de saúde deseja complementar. Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: É só para aproveitar a oportunidade a respeito de um processo de aglomeração bastante grande que é o metrô e o transporte urbano público. Nesse sentido, eu gostaria de retornar as palavras iniciais do governador que é para... que aquelas pessoas acima de 60 anos fiquem em casa. Para que eles possam utilizar o metrô e o transporte urbano daqui alguns meses.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E cabe aqui a minha complementação a essa orientação, e em resposta a jornalista da TV Cultura aqui presente, recomendar as pessoas que estão nos assistindo, estão nos ouvindo, e as que estarão lendo e nos acompanhando para que lavem as mãos constantemente. Essa orientação está sendo dada, inclusive, numa campanha de rádio, e televisão, e internet, pelo Dr. Davi Uip, a nova campanha será colocada no ar dando continuidade atual ainda esta semana, mas a orientação é: lave as mãos com água corrente e sabão pelo menos vinte segundos. As pessoas já sabem como devem fazê-lo de forma completa, e a utilização do álcool gel. Homens e mulheres, adultos, ou jovens, ou crianças devem ter sempre à disposição se possível álcool gel se não tiverem condições de acessar um banheiro para a lavagem das suas mãos. Quanto mais vezes as mãos forem lavadas melhor será a condição de proteção desta pessoa. Vamos a próxima pergunta. É presencial, é da Globo News o jornalista William Cury. Wil, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Tudo bem? A gente tem um cenário de crise de saúde pública que é gravíssimo--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só levantar o microfone um pouquinho, mais pra direcioná-los.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Um cenário de crise de saúde pública que é grave, mas tem também um cenário de crise econômica que é tão grave quanto, né? E tem medidas como fechamento de shoppings, tem todo tipo de loja, bar, restaurante, academia. Agências de turismo estão sofrendo com cancelamentos de pacotes, muita gente está amargando prejuízo. Tem a linha de crédito de meio milhão que vai tentar socorrer um pouco o empresário que vai sofrer. Mas com o fechamento do shopping pelo menos por um mês, quero saber se já houve um estudo com as próprias gestoras dos shoppings, com o setor dos lojistas, de quantas pessoas vão perder o emprego por causa dess a medida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Wil, vou dividir a resposta com a secretária Patrícia Ellen. Apenas um esclarecimento dado ao enunciado da sua pergunta, ainda que você não tenha tido a intenção. Nós não estamos determinando o fechamento nem de bares, nem de restaurantes, nem de padarias, nem cafés, nem confeitarias nesse momento. Óbvio que a recomendação é: evitem, evitem aglomerações seja aonde for. E pessoas com mais de 60 anos não devem sair das suas casas, devem permanecer em casa, mesmo que residam do lado de uma padaria, do lado de um pequeno mercado, do lado da farmácia. Não devem sair de casa, fiquem em casa. Esse &eacute ; o setor... esse é o segmento da população com maior fragilidade, Dr. Davi Uip tem alertado isso constantemente, Dr. Guermann também, outros médicos infectologistas e especialistas em epidemias têm feito essa recomendação e ela deve ser rigorosamente obedecida. Mas quero lembrar que se houver necessidade de medidas de contingência que atinjam também este setor, nós determinaremos e nós informaremos. Vários restaurantes, bares e cafés, incluindo padarias na capital de São Paulo e na região metropolitana ativaram os seus sistemas de entrega com delivery para atender as demandas do seu público cotidiano ou de outras pessoas que queiram ter acesso aos produtos que são comercializados, sejam produtos feitos, manuseados ou produtos de prateleira, e nós incentivamos quanto mais a utilização do delivery melhor. Mantém a ativa&ccedil ;ão econômica, preserva empregos, preserva a atividade e também a prestação de serviços à população da capital, da região metropolitana, e não há restrições por enquanto na região do interior do estado e nem no litoral. Portanto, a utilização no sistema de entrega eles serão cada vez mais ativados e mais importantes também com os devidos cuidados da mesma maneira. E complementando essa resposta ao jornalista William Cury, fala a secretária de desenvolvimento econômico do estado de São Paulo, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com relação aos impactos nós sabemos que teremos um impacto bastante grande, infelizmente não é local, ele é global. O governador instituiu já na semana passada a Comissão Econômica que está acompanhando esses impactos diariamente com a presença do vice-governador, secretário Henrique Meirelles, presidente da Invest São Paulo, Wilson Melo, presidente da Desenvolve São Paulo, Nelson de Souza. E também os secretários dos setores mais impactados, secretário Sérgio Sá Leitão da economia criativa e o secretário Vinícius Lumertz do turismo. O qu e nós percebemos é que esses setores estão precisando de uma atenção especial e foi por isso que essa linha de meio bilhão ela está focada exatamente neles, nos pequenos estabelecimentos: turismo, economia criativa e comércio. Com relação à decisão de fechamento dos shoppings eu queria esclarecer duas coisas, primeiro é uma recomendação do Governo do Estado de São Paulo pra região metropolitana e que foi discutida com os próprios gestores de shopping. Esse pedido foi feito, o foco agora não é maximizar receita dos shoppings, e eles mesmos disseram isso, é maximizar o bem-estar da população, da população que frequenta esses shoppings e dos funcionários desses shoppings. Esse é um momento que exige muita solidariedade, muito planejamento e a gente precisa entender o que nós podemos pr oteger e o que nós não podemos. A ação aqui é direcionada pela Secretaria da Saúde, pelo Ministério da Saúde com o foco em salvar e proteger vidas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Obrigado, William. Volto a reafirmar, a prioridade absoluta do Governo do Estado de São Paulo é salvar vidas, mas também preservar a economia. Lembrando que esta orientação, esta recomendação para o fechamento dos shoppings é válida até 30 de abril. Nós teremos provavelmente, e se quiserem questionar esse tema, as autoridades de saúde estão aqui, provavelmente o pico do coronavírus ao longo do mês de abril. Portanto, a orientação é feita até o final do mês de abril. Lembrando que também os serviços on-line de comércio estarão ativo s, não há nenhuma limitação, nenhuma proibição para aquisições on-line de produtos de lojas em qualquer shopping center da capital de São Paulo, ou região metropolitana, senão todas, praticamente todas as lojas têm hoje serviços on-line de atendimento para venda e entrega dos seus produtos. E a nossa recomendação é para que também os empregadores, seja os shoppings centers com seus funcionários, de gestão, manutenção, segurança, não demitam, preservem os empregos, assim como os lojistas, o coronavírus não se eterniza, o coronavírus tem um prazo determinado onde ele deixará de existir. Óbvio que o nosso foco agora é como combatê-lo, como minimizar os efeitos, como salvar vidas. Mas faço aqui um apelo como governador do estado de São Paulo para que empregador es não se precipitem, estabeleçam condições adequadas de antecipar férias, criar condições de manutenção dos empregos para compreender que aqueles profissionais, trabalhadores treinados, especialistas ao longo de meses e de anos possam ser preservados num momento como esse, porque teremos um período pós coronavírus, e esses profissionais especializados, essa mão de obra será muito útil muito em breve. E poderão atuar também nos serviços online, operando e ajudando nas centrais de distribuição. Dr. David Uip, quer fazer um comentário? Ok. Então, obrigado, William. A próxima pergunta é também online, ela vem de Sorocaba, da TV TEM, que é afiliada da TV Globo, no interior do Estado de São Paulo, vem do jornalista Jomar Delini, será lida pela jornalista Bruna [ininteligível].

BRUNA: Há uma escalada no número de casos suspeitos nas cidades do interior, existe algum plano específico para conter esses casos no interior?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A pergunta será respondida pelo Dr. José Henrique Germann, embora já tenha sido parcialmente respondida, apenas por delicadeza ao jornalista Jomar Delini, lembrando que as perguntas foram formuladas antes do início da nossa coletiva. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: As medidas que tem que ser realizadas são as mesmas que nós estamos tomando aqui na Grande São Paulo, vocês que conhecem as pessoas, o nosso secretário executivo e o coordenador da área de controle de doenças, que sempre estão conosco, não estão aqui hoje, eles não estão aqui, porque nós tínhamos programado para o interior uma apresentação, distribuição de protocolo daquilo que deve ser feito na terça passada, pra esta terça, então, e com a determinação e o decreto do fim, né, do combate às aglomerações, nós s uspendemos e estamos fazendo hoje, via online, então, nós vamos, gradativamente, passar todo interior, todos os hospitais, todas as Santas Casas, aqueles que não puderem fazer via online, nós estamos tentando fazer em região, de acordo com a... Fazendo a regional, das nossas regionais de saúde pelo Estado de São Paulo, que são 17, então, isso tá sendo passado e repassado, e faz parte de uma capacitação gerencial, pra todos os diretores regionais, por via online. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Obrigado ao Jomar Delini, lembrando também que nós estamos ao vivo, em transmissão pela internet para todo interior e o litoral do Estado de São Paulo, há milhares de pessoas que estão nos acompanhando nesse momento, portanto estão recebendo as informações online, ao mesmo tempo em que os jornalistas que estão aqui, além da transmissão de televisão, que muitos estão acompanhando. A próxima pergunta é presencial, é da TV Record, jornalista Cleisla Garcia. Cleisa, muito obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CLEISLA GARCIA, REPÓRTER: Obrigada, governador, obrigada eu e boa sorte pra nós, né? A gente teve informação hoje de manhã, por parte do serviço de verificação de óbitos, de que já seriam três casos confirmados, além do porteiro, mais uma pessoa de 87 anos e uma de 73 anos que, inclusive, ocuparia um lar de idosos. O senhor tem essa informação já, coordenador? E, se tem, como é que acontece a divulgação e a checagem desses dados? Parecem perguntas diferentes, mas a gente entende que deve existir um delay, uma demora entre vocês saberem essas informações e a divulgação na imprensa. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cleisla, obrigado pela pergunta, vou pedir ao nosso coordenador do centro de contingência do Covid, Dr. David Uip, que possa responder a sua pergunta.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu não tenho essa informação, talvez o secretário tenha, também não tem, nós não temos essa informação. O caso de óbito foi aquele noticiado ontem, daquele senhor de 62 anos, nós não temos outras notificações. Só pra esclarecer, o Governo do Estado, o Governo Federal também, age com absoluta e total transparência, a comunicação, ela está sendo feita imediato, ontem nós tivemos a formalização da comunicação era dez e meia, 11 horas, a coletiva foi às 13 horas, então, nós comunicamos imediatamente após nós saber mos e confirmarmos os casos de morte.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Cleisla, muito obrigado pela sua pergunta. Temos mais duas ainda na coletiva de imprensa de hoje, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a pergunta agora é do SBT, jornalista Carol Aguaidas, ou Aguaídas, estou pronunciando Aguaidas, estou pronunciando corretamente? Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CAROL AGUAIDAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu queria saber sobre a área da segurança, na verdade, né, a gente tem uma informação de que as delegacias de polícia poderiam começar a operar num sistema também reduzido, só que a gente teve aí fuga em massa, né, de presídios, e menos pessoas nas ruas, né, as pessoas se sentem um pouco mais inseguras nessa... À mercê. Tem algum efetivo maior, não vai ter, tem redução também nesse efetivo de segurança, como é que vai funcionar?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta. Não, não há nenhuma redução do efetivo, nenhuma redução de funcionamento, ao contrário, há reforço de policiamento de todos os serviços de segurança público do Estado de São Paulo, e também no sistema prisional. Absolutamente sob controle, as cadeias que tiveram as consequências disso, há dois dias, são sistemas de prisão temporário, não são os centros penitenciários do Estado de São Paulo, absolutamente sob controle, e ontem nós tivemos uma reunião com o secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, General Campos, com toda nossa estrutura aqui, sistema prisional, Polícia Civil e Polícia Militar operando normalmente e reforçadamente em alguns casos, para garantir a segurança dos brasileiros de São Paulo.

CAROL AGUAIDAS, REPÓRTER: As delegacias têm regime especial ou não?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não, nada, absolutamente nada, não há nenhuma alteração no funcionamento das delegacias da Polícia Civil no Estado de São Paulo, em todo Estado de São Paulo, incluindo capital e região metropolitana, e também nenhuma alteração no funcionamento das DDM's, Delegacias da Mulher, sejam aquelas que operam 24 horas, sejam aquelas que operam no regime diurno. A última pergunta de hoje é do jornalista que estava, exatamente, falando ao vivo, o jornalista Giba Bergamin, da TV Globo. Giba, boa tarde, ou Wallace, eu vejo aqui ao lado, embora não esteja com o nome. Ok. Wallace.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Eu vou passar pro Wallace.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Wallace. Boa tarde.

WALLACE, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Governador, eu vou, minha pergunta o senhor vai se lembrar, eu acho que eu já fiz parcialmente no domingo, só que agora o quadro mudou, perguntei ao senhor no domingo passado, quando é que nós vamos deixar o quadro de recomendação, passar a ser de proibição? De lá pra cá nós tivemos mortes, tivemos um número maior de contágios, e hoje vocês estão, novamente, recomendando que os shoppings fechem, eu estou perguntando isso por quê? Porque eu tenho visto bares, restaurantes, metrô, todos com movimento, menos movimento, mas todos com movimento, e nesse cenário de recomendação, quando é que nós v amos adotar o termo proibição?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quando for necessário, Wallace, o Governo do Estado de São Paulo age de forma responsável, e amparado nas informações advindas do centro de contingência do Covid-19, não houve nenhuma restrição a restaurantes, bares, padarias e cafés até o presente momento, houve sim e volto a reafirmar, recomendação pra que pessoas com mais de 60 anos não saiam das suas casas por nenhuma razão, exceto casos extremos, e que evitem aglomerações, as pessoas aqui, no Estado de São Paulo, quero voltar a afirmar, tem tido visão responsável e solidária em relação a esse problema, se hou ver alguma circunstância, diante das medidas de recomendação do Governo do Estado de São Paulo, que não sejam obedecidas, usaremos a força da lei, e aí será determinado por lei, nenhuma das recomendações feitas até aqui, pelo centro de contingência do Covid-19, até o presente momento, foi desobedecida por nenhum setor, todos seguiram rigorosamente esta orientação e, sinceramente, não vejo razão pra haver desobediência na questão de saúde pública e de interesse daquelas pessoas que ou estão no ambiente, ou empregam no ambiente e dependem disso não só para viver, como seus negócios para sobreviver. Havendo necessidade, Wallace, de medidas mais duras, o Governo do Estado de São Paulo não hesitará em coloca-las em prática. Até o presente momento, as recomendaçõe s tem sido obedecidas e aproveito a sua pergunta para ao final dessa coletiva, recomendar as pessoas que estão nos assistindo, estão nos ouvindo, estão nos acompanhando, sigam rigorosamente as orientações do Governo do Estado de São Paulo, elas são diárias, e às vezes mais de uma vez, por isso temos o centro de contingência do Covid-19, sob a coordenação de um infectologista respeitado, como é o Dr. David Uip, ele não age sozinho, nós temos um grupo, hoje são 12 pessoas sob a coordenação do Dr. David, mais a participação do secretário José Henrique Germann, do Estado de São Paulo, e também do secretário José Aparecido, do município, que é a capital de São Paulo, dado ao fato de que a capital, com 13 milhões de habitantes, é uma cidade que tem o maior volume de pe ssoas infectadas em todo o país. O Governo do Estado de São Paulo age de forma sensata, equilibrada e entendo a gravidade desta pandemia, o Governo do Estado de São Paulo não vê nenhuma fantasia, não vê histerismo nas atitudes que estamos tomando aqui, e nas atitudes que outros governadores de estados brasileiros vêm tomando. Aqui em São Paulo nós estamos coordenando, estamos à frente de todas as medidas e convidando a população a cooperar, convidando os setores produtivos da área privada a cooperar, convidando o sistema de saúde privada também a cooperar, e estamos integradamente com prefeituras dos 645 municípios do Estado de São Paulo, a começar da prefeitura da capital paulista. E, assim, continuaremos, São Paulo está pronto pra fazer tudo que for necessário, e aqui nós não temos excitação, temo s ação, muito obrigado a todos, boa tarde e amanhã voltaremos ao contato com todos. Muito obrigado.