Sistema Produtor de Água Cantareira

De Infogov São Paulo
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Perfil

Atualizado em: 20 de março de 2013

O que é: o Sistema Produtor de Água Cantareira é considerado um dos maiores do mundo, abastece cerca de 55% da Região Metropolitana do Estado de São Paulo e fornece uma das melhores água do planeta, com padrões de qualidade superiores aos exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, é o maior dos sistemas administrados pela Sabesp, destinado a captação e tratamento de água para a Grande São Paulo.

Área total do sistema: 227.950 hectares (2.279,5 km2).

Municípios parcialmente inseridos: abrange 12 municípios, sendo quatro deles no estado de Minas Gerais (Camanducaia, Extrema, Itapeva e Sapucaí-Mirim) e oito em São Paulo (Bragança Paulista, Caieiras, Franco da Rocha, Joanópolis, Nazaré Paulista, Mairiporã, Piracaia e Vargem).

Municípios totalmente inseridos: 2 (Itapeva e Joanópolis).

Estados Abrangidos: 2 (Minas Gerais e São Paulo).

Número de reservatórios: 6 (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha, Juquery e Águas Claras), todos interligados por túneis artificiais subterrâneos, canais e bombas, que produzem cerca de 33 m3/s para o abastecimento da RMSP, o que corresponde a quase metade de toda a água consumida pelos habitantes da Grande São Paulo.

Número de Bacias Hidrográficas: 5 (Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha, na Bacia do Rio Piracicaba; e Juquery, na Bacia do Alto Tietê).

Área ocupada por atividades humanas: 158.203,7 hectares (69,4% da área do Sistema).

Área ocupada por usos urbanos: 7.435,1 hectares (3,3% da área do Sistema).

Área ocupada por vegetação nativa: 47.864,3 hectares (21% da área do Sistema).

Quantidade média de água produzida pelo Sistema: dos 33m3/s produzidos pelo sistema, apenas 2m3/s são produzidos na Bacia do Alto Tietê, pelo rio Juquery. Dos 31m3/s produzidos na Bacia do Piracicaba, 22m3/s vêm dos reservatórios Jaguari-Jacareí, cujas bacias estão inseridas majoritariamente no estado de Minas Gerais.

População abastecida pelo Sistema: 8,8 milhões de pessoas que são atendidas pela Sabesp. Zonas norte, central, parte da leste e oeste da capital e dos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul e parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André.

Nível de Reservação

Atualizado em: 20 de março de 2013

Menor nível: devido aos baixos níveis de reservação do Sistema Cantareira no início de 2014, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) determinaram uma redução da vazão máxima de captação de água do sistema, de 33 para 27,9 m3/s, a partir de 10 de março de 2014. Para atender esta determinação, a Sabesp utilizou água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para abastecer clientes antes atendidos pelo Sistema Cantareira.

  • Em 18 de março de 2014, em Brasília, GA pediu autorização para retirar água do Rio Paraíba do Sul e colocá-la no sistema Cantareira. Essa autorização deve ser analisada pela Agência Nacional de Águas já que o Paraíba do Sul é um rio interestadual e é utilizado para abastecer o estado do Rio de Janeiro.
  • Em 20 de março de 2014, devido ao prolongado período de secas na região que abastece o Sistema Cantareira, seus reservatórios atingiram 14,6% de sua capacidade utilizável, o pior nível desde 1974, ano em que foi criado.

Índice dos Mananciais

Nível de reservação dos sistemas de abastecimento da RMSP:

02/04/2014

  • 13,3% (Cantareira)
  • 37,5% (Alto Tietê)
  • 77,4% (Guarapiranga)
  • 56,8% (Alto Cotia)
  • 94,6% (Rio Grande)
  • 96,7% (Rio Claro)


01/04/2014

  • 13,4% (Cantareira)
  • 37,5% (Alto Tietê)
  • 77,1% (Guarapiranga)
  • 56,8% (Alto Cotia)
  • 94,5% (Rio Grande)
  • 96,6% (Rio Claro)

Conexão do Sistema Cantareira com a Bacia do Paraíba do Sul

Atualizado em: 20 de março de 2013

O governo de São Paulo anunciou em 19 de março de 2014, uma obra de integração entre o Sistema Cantareira e a represa Jaguari, localizada em Igaratá no Vale do paraíba, que faz parte da bacia Paraíba do Sul. A medida permitirá a transferência de água entre os dois reservatórios e vai aumentar a segurança no abastecimento da população paulista.

O que é: a integração é uma medida inteligente para garantir o fornecimento de água na macrometrópole paulista, formada pelas RMSP, Região de Campinas, Região de Santos e Região de São José dos Campos e Região de Sorocaba.

Como funciona: serão construídas tubulações de 15 km para ligar a represa Atibainha, em Nazaré Paulista – parte do Sistema Cantareira –, e a represa Jaguari, na cidade de Igaratá, na bacia do Paraíba do Sul.

Benefícios: garantia da segurança no abastecimento de água na macrometrópole paulista (Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba e pela região de Sorocaba).

Vazão d'água: serão bombeados 5.130 litros de água por segundo, em média. A transferência será feita quando houver sobra na bacia do Paraíba do Sul ou no Sistema Cantareira. Neste caso, a água de um reservatório poderá ser bombeada para o outro.

Status: a elaboração do projeto foi autorizada em 19 de março de 2014. Serão também providenciadas a outorga (autorização de transferência), o licenciamento ambiental e as liberações da ANA (Agência Nacional de Águas) e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Execução da obra: Sabesp.

Prazo de execução: 14 meses.

Investimento: R$ 500 milhões.


  • 24/07/2017 - Interligação Jaguari-Atibainha tem 80% de obras concluídas

Um importante passo para a conclusão das obras de interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, que irá trazer mais segurança hídrica para a população da Região Metropolitana de São Paulo e do Vale do Paraíba, foi dado nesta segunda-feira (24) com a escavação dos últimos três metros de rocha que separam duas frentes de trabalho em operação.

Acompanhada pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, a execução do trabalho, a 50 metros abaixo do nível do solo, elevou para 80% o cronograma de conclusão da obra.

“Com isso, nós vamos praticamente dobrar a capacidade de reserva de água, de um bilhão para dois bilhões de metros cúbicos. Esta obra teve 30% de desconto e gerou, ao longo de toda a intervenção, cinco mil empregos diretos e indiretos. É a terceira maior estação elevatória da Sabesp no Estado de São Paulo. Estamos fazendo obras estruturantes para garantir água à Região Metropolitana de São Paulo, além das áreas do Cantareira e do Vale do Paraíba”, disse Alckmin durante a visita ao local.

A escavação é uma das etapas mais complexas da interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, principalmente por conta das dimensões do túnel: são 6,4 quilômetros de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Quando concluído, permitirá transportar o equivalente ao volume de água de uma piscina olímpica em apenas cinco minutos.

Para dar uma ideia do tamanho do desafio, foi feito um acesso na metade do percurso a ser vencido para construir a tubulação com quatro frentes de trabalho, em vez de duas. Assim, cada metade do túnel começou a ser construída pelas pontas e pelo meio, simultaneamente, desde 2016, quando o projeto foi iniciado.

A escavação de hoje ocorreu no trecho noroeste do túnel, onde fica a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel.

Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e ainda requer a detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. Todo este trabalho é necessário para vencer uma barreira geográfica de quase 260 metros de altura, a Serra do Ribeirão Acima.

São dez equipes de trabalho com cerca de 30 homens cada, divididas em três turnos, para concluir as seguintes etapas: aplicação dos sistemas de suporte, perfuração, carregamento, detonação, ventilação, limpeza e bate-choco – esta última é uma etapa de limpeza mais refinada, em que o profissional certifica-se de que as arestas do túnel foram aparadas e a área está segura e pronta para um novo ciclo de detonação.

Diferente das obras do metrô, onde é usado o shield, conhecido como “tatuzão”, as escavações nessa interligação usam o novo método austríaco de tunelamento (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado associado a outros tipos de apoio como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com a capacidade de cada tipo de maciço. Um dos principais equipamentos envolvidos na operação é o Jumbo, responsável pela perfuração em rocha.

O processo de escavação do túnel conta com mais de 160 profissionais, entre engenheiros, geólogos, marteleteiros, encarregados de frente, motoristas, eletricistas, técnicos de meio ambiente, de qualidade e de segurança. São três turnos de trabalho de 8hs cada, abrangendo 24 horas de serviço. Ao todo, a interligação Jaguari-Atibainha emprega 5,3 mil profissionais diretos e indiretos. Além do túnel, há ainda o assentamento de 13,4 quilômetros de adutoras, a construção de uma estação elevatória de água bruta, ainda não tratada, e uma subestação de energia elétrica.

Quando estiver concluída, a interligação permitirá transferências de água a uma vazão máxima de 8,5 m3/s da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12,2 m3/s no sentido contrário. Na prática, isso significa que fenômenos como escassez ou excesso de água serão administrados com mais precisão e antecedência, garantindo o abastecimento de toda a população atendida pelos dois sistemas, estimada em mais de 20 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e no Vale do Paraíba.

A interligação Jaguari-Atibainha É uma obra prioritária da Sabesp para garantir o abastecimento à população, ao lado da Parceria Público-Privada São Lourenço e da captação no Rio Itapanhaú. Trata-se da primeira obra de saneamento no Brasil sob o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), uma vez que está enquadrada como obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções Ltda.


Conexão Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira
Fonte: Folha de SP, 19 de março de 2014

Níveis limites para integração
Fonte: O Estado de São Paulo, 19 de março de 2014

O Projeto de Transposição
Fonte: O Vale, 20 de março de 2014

Programa de Bônus na Conta

Atualizado em: 31 de março de 2014

O governo de São Paulo anunciou em 31 de março de 2013 que vai ampliar para 31 cidades da Região Metropolitana de São Paulo o desconto aos consumidores que reduzirem em 20% o uso de água, é a Ampliação do Programa de Bônus - Sistema Integrado Metropolitano. A medida começará a valer a partir de 1º de maio de 2014. Antes, o "bônus" de 30% no valor da conta só valia para moradores de 11 municípios de regiões abastecidas pelo Sistema Cantareira, que sofre com a falta d'água nos reservatórios.

Municípios beneficiados

São Paulo, Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mogi das Cruzes (bairros da divisa), Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana do Parnaíba, São Bernardo do Campo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Fonte: O Portal do Governo do Estado

Renovação da Outorga Cantareira

A outorga é o documento emitido pelos órgãos gestores DAEE e ANA à Sabesp para o uso dos recursos hídricos do Sistema Cantareira para fins de abastecimento público.

Sugestão de resposta: "A renovação da outorga do Sistema Cantareira é discutida pública e democraticamente com a participação de todos os envolvidos, como a Secretaria de Saneamento, a Sabesp, o DAEE, ANA, membros dos Comitês das Bacias do PCJ e do Alto Tietê, setor produtivo, usuários e sociedade civil. As novas regras de outorga do Sistema Cantareira irão garantir, de forma mais precisa, a segurança hídrica necessária para a região. A outorga tem sido longamente debatida para se encontrar o melhor arranjo”.

As reuniões aconteceram em 28/07 (Capital, e em 29/07 (Campinas).

Propostas da Sabesp

  • Renovação da outorga a cada 30 anos, visto que a área exige investimentos de longo prazo;
  • Manutenção da vazão de transferência atrás do Túnel 5 em 31 m³/s e de 33 m³/s na Estação Elevatória Santa Inês com os valores anualizados;
  • Adoção do Modelo de Águas Compartilhadas, que reparte o direito de uso da afluência ao Reservatório Equivalente entre RMSP e PCJ e garante as vazões para atendimento no ponto de controle de Valinhos com as descargas das represas do Cantareira;
  • Manter o Rio Juquery, da barragem Paiva Castro, fora do Sistema Equivalente, visto que este pertence à Bacia do Alto Tietê e não à do PCJ;
  • Emissão da outorga, sem condicionantes estranhas ao uso da água, conforme Relatório Conjunto nº2/2013/ANA/DAEE e prioridade para o uso humano.


Em caso de argumentação sobre o adiamento da renovação da outorga, segue sugestão de resposta: “O adiamento da renovação da outorga não gera prejuízo à operação do Sistema Cantareira que, desde março de 2014, vem sendo feita pelos reguladores federal (ANA), e estadual (DAEE), por meio de comunicados conjuntos, mecanismo que continuará sendo adotado até a aprovação da nova outorga”.

Cronograma dividido em nove etapas:

  • 1ª etapa (até 30/04/2016): Disponibilização de dados de referência atualizados até dezembro/2015 (uniformização das bases de dados, documentos normativos, etc.);
  • 2ª etapa (até 30/06/2016): recebimento, pela ANA e pelo DAEE, das considerações e eventuais atualizações das propostas dos entes do Sistema (Comitês, Sabesp e IGAM);
  • 3ª etapa (até 31/07/2016): Realização de duas reuniões técnicas públicas (uma no PCJ e outra na RMSP) com os interessados para apresentação das propostas atualizadas, para esclarecimentos e debates;
  • 4ª etapa (até 30/09/2016): análise pela ANA e DAEE das propostas recebidas e das contribuições das reuniões técnicas públicas e realização de reunião com os entes envolvidos (Comitês, Sabesp e IGAM) para apresentação de proposta-guia preliminar;
  • 5ª etapa (até 31/10/2016): divulgação da proposta-guia e minuta de resolução;
  • 6ª etapa (até 15/12/2016): realização de duas audiências públicas para discussão dos termos da proposta-guia e da minuta de resolução;
  • 7ª etapa (até 28/02/2017): apreciação, pela ANA e DAEE, de contribuições das audiências públicas e elaboração da proposta-guia e da minuta de resolução ajustadas;
  • 8ª etapa (até 31/03/2017): reunião com os entes interessados (Comitês, Sabesp e IGAM) para eventuais ajustes na minuta de resolução;
  • 9ª etapa (até 31/05/2017): publicação da renovação da outorga.


Q&A

Vai faltar água para Campinas?

Evidentemente que não faltará água para esta região ou qualquer outra do Estado. Estamos fazendo todos os esforços, por meio de um conjunto de obras e regras operativas no Sistema Cantareira, para garantir a segurança hídrica em todas as regiões.

Haverá superexploração do sistema para fins de abastecer a RMSP?

Não. Vamos chegar a um modelo que defina regras claras de operação de modo a garantir a segurança hídrica tanto para a RMC como para a RMSP. Nunca é demais lembrar que esta nova outorga terá como base toda a experiência acumulada na superação da crise hídrica enfrentada em 2014 e 2015.


Complemento: propostas dos demais envolvidos

Propostas do Comitê das Bacias do Alto Tietê

  • Emitir dois documentos específicos para a outorga, um com os temas pertinentes ao direito de uso de água, o limite superior autorizado e o prazo, outro com as regras operacionais);
  • Reavaliar as regras operacionais até hoje vigentes, considerando os cenários de escassez hídrica, mediante utilização de um modelo de simulação de operação de reservatórios e de balanço hídrico;
  • Estabelecer regras operacionais, de periodicidade mensal, com escalas diferentes para alertas, associados a volumes dos reservatórios e alocação das vazões retiradas, de natureza mandatória para a redução progressiva de retiradas de água para Alto Tietê e PCJ em função de redução do nível da água;
  • Autorizar o aproveitamento do Sistema Cantareira para a vazão máxima média mensal de 31 m³/s da bacia do Rio Piracicaba, com ponto de controle no Túnel 5, e de 33 m³/s para recalque na Estação Elevatória de Santa Inês;
  • Reduzir a vazão defluente mínima da barragem Paiva Castro (atualmente com 1m²/s), para valores compatíveis às demandas dos usuários outorgados; à preservação da vida aquática; e às situações de contingência de jusante, condicionada à melhoria da qualidade das águas na Bacia do Rio Juqueri com a universalização dos serviços de coleta, transporte e tratamento de esgotos sanitários;
  • Adotar regras com flexibilidade sazonal nas vazões defluentes mínimas das barragens de Atibainha, Cachoeira e Jaguari-Jacareí, garantido o atendimento às demandas dos usuários de jusante;
  • Estabelecer condições para a descarga periódica de vazões superiores às defluentes mínimas, por algumas horas, para o desassoreamento natural da calha a jusante e minimizar efeitos de futuras inundações;
  • Renovar a outorga por 10 anos, observando a influência dos empreendimentos propostos pelo Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a macrometrópole Paulista, e a evolução das demandas de água nas bacias Alto Tietê e PCJ;
  • Observar que a Sabesp distribua as águas captadas no Sistema Cantareira à população por ele abastecida, de forma equitativa e sem distinção geográfica;
  • Atualizar o Plano de Contingência para o Sistema Integrado Metropolitano duas vezes ao ano, com a participação do Comitê do Alto Tietê, com detalhes para as ações de curto e médio prazos de gerenciamento e minimização dos efeitos de estiagens sobre o abastecimento público.


Propostas do Comitê das Bacias PCJ

  • Garantia mínima de abastecimento de 95% do tempo para as bacias PCJ;
  • Prazo de validade da outorga de 10 anos, com revisão obrigatória a cada 5 anos, incluindo operação das barragens Pedreira e Duas Pontes e do respectivo sistema adutor; e cumprimento pela Sabesp das metas para perdas e tratamento de esgotos nas Bacias PCJ e Alto Tietê;
  • Proposta de gestão e vazão progressiva: com volume útil operacional entre 20% e 85%, vazão média anual de 10 m³/s; com volume operacional ou igual abaixo de 20%, desconsiderando o volume morto, ou acima de 85%, regras definidas previamente e vazões repartidas proporcionalmente; a partir de 2020, caso não sejam construídas as barragens, acréscimo de 1 m³/s ao ano para as bacias PCJ);
  • Estabelecimento de patamares orientadores para gestão do Sistema Cantareira (até 20% operação de estiagem pelo Plano de Contingência; entre 20% e 30% alerta para estiagem; entre 30% e 75% regularização do sistema; entre 75% e 85% alerta para cheia e, acima de 85%, operação cheia pelo Plano de Contingência);
  • Garantia de liberação de vazões mínimas a jusante dos barramentos (atendimento de usos prioritários de interesse coletivo; prevenção ou reversão de eventual grave degradação ambiental; qualidade da água e a manutenção da saúde pública; prevenção de situações de calamidade);
  • Garantia que as transferências para a RMSP não comprometam o descarregamento por gravidade para a bacia Piracicaba e, caso ocorra impossibilidade, deverão ser implantadas estruturas hidráulicas para tal pela Sabesp;
  • Apresentação periódica pela Sabesp dos Planos de Contingência e Emergência para eventos climáticos extremos;
  • Monitoramento com disponibilização de dados; interligação com a Sala de Situação; modernização e monitoramento de corpos d’água a montante do Sistema Cantareira.


Propostas do IGAM

  • Campanhas de conscientização de uso racional da água;
  • Tratamento de efluentes domésticos, industriais e agrícolas;
  • Programas de preservação das nascentes;
  • Estudos para o incremento da oferta hídrica visando o potencial uso de água subterrânea.


Ver também

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