Coletiva - Governo de São Paulo anuncia retomada das obras da Linha 17-Ouro do Metrô 20201712

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Governo de São Paulo anuncia retomada das obras da Linha 17-Ouro do Metrô 20201712

Local: Capital - Data: Dezembro 17/12/2020

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GIBA, REPÓRTER: Eu vou reforçar a questão do tema também, gostaria que vocês reforçassem a questão do prazo, essa é uma obra que tem já anos de atraso, a previsão dela era para seis anos atrás. Então há uma promessa nova de entregar toda a linha prontinha, para cerca dos 70 mil passageiros até dezembro de 2022. Queria só saber se é só isso mesmo? E essa obra aqui, por enquanto, ela vai ser entregue, mas entregue, porém só em 2022 que ela vai funcionar. Só queria que você explicasse isso melhor, o que é exatamente essa entrega de agora? E o prazo certo para entrega da linha inteira, e saber se há alguma possibilidade de atraso por conta das questões do Tribunal de Contas, judicializações, se isso não pode voltar a acontecer, novos atrasos. Eu queria saber também por que são cinco contratos separados, um contrato especificamente só para essa estação, que pelo o que eu entendi, parece ser o primeiro ou segundo maior. Era essa a pergunta, secretário, ou governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Giba, com prazer. Qual é a sua câmera? Só para facilitar um pouquinho. Aqui. Vou responder em duas partes, a primeira parte eu respondo, a segunda parte o secretário Alexandre Baldy. Esta linha do monotrilho, a Linha 17-Ouro do metrô, será reiniciada amanhã, dia 17, dia 18 de dezembro, e será entregue até 31 de dezembro de 2022. A obra vai colocar cerca de 1.700 funcionários trabalhando, ao longo de toda a sua extensão, praticamente oito quilômetros de obra do monotrilho, em uma interligação importante, porque conecta o segundo maior aeroporto do país, que é o aeroporto de Congonhas, que tem o segundo maior volume de passageiros de todo o país. E tira uma referência negativa da cidade, de uma obra paralisada, que é essa obra do monotrilho. As obras seguirão em bom ritmo, a partir de amanhã, e repito, a entrega até 31 de dezembro de 2022. Todos os processos de judicialização, junto ao Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas, foram superados ao longo deste período no nosso governo, desde janeiro de 2019. Não vemos razão para ter qualquer outro tipo de adversidade de ordem jurídica ao longo deste período. Portanto, tudo indica que teremos o prazo cumprido, e até dezembro de 2022 a obra do monotrilho, a Linha Ouro-17 do metrô estará sendo entregue à população aqui da capital de São Paulo. E embaixo dela também, oito quilômetros de uma nova ciclovia, que vai interligar com a ciclovia do novo Rio Pinheiros, e praticamente um parque linear para a população, embaixo dos trilhos elevados do monotrilho do metrô.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Giba, o que foi realizado no planejamento e na licitação da Linha 17-Ouro no passado não nos cabe questionar. Nós demos continuidade aos contratos que estavam sendo realizados, que estavam em evolução. Como esse aqui da Estação Morumbi, da Linha 17-Ouro. Eram realmente contratos distintos, e foram rescindidos aqueles que não houvera evolução adequada, de acordo com a nossa diretriz orientativa. Portanto, o metrô rescindiu o contrato com o consórcio, cuja empresa que fabricaria os trens, uma empresa da Malásia chegou a falir, e esse consórcio não obteve evolução no andamento das obras da Linha 17-Ouro. Nesse sentido foi aplicada uma multa de R$ 88 milhões nesse consórcio, e cuja autorização do Tribunal de Justiça para aplicação, já fora realizada. Portanto, agora fora relicitada duas etapas, a construção civil de todo o remanescente da Linha 17-Ouro, que aqui estamos com o governador João Doria autorizando a ordem de serviço, e também a construção do material rodante, que comporta sistemas, sinalização e os trens, que é a operação do monotrilho. Portanto, de acordo com o andamento desta Estação Morumbi, ela foi continuada, as obras tiveram um bom andamento, de acordo com a sua evolução, e está aqui sendo conclusa. Ela necessariamente, como disse o governador João Doria, precisa da linha para a sua operação, a claro e bom tom, e todos esses contratos agora foram vencidos de um modo muito exaustivo que é, e como respeito que temos à justiça, para que pudéssemos então autorizar a construção dos trens, e agora a retomada das obras da parte que cabe à construção civil, sejam das demais estações, sejam da própria Linha 17-Ouro.

GIBA, REPÓRTER: Porquê da divisão dos contratos? E eu queria saber o valor exato da obra entregue, tanto da parte estrutural, como dos trens.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Giba, não nos cabe questionar o motivo da divisão que fora realizado no passado, foi um planejamento que foi feito de acordo com o desenvolvimento desse projeto da Linha 17-Ouro. Quando nós chegamos em 1 de janeiro de 2019, nós encontramos uma obra paralisada majoritária parcela da Linha 17-Ouro, cujo o novo projeto para que nós pudéssemos rescindir e retomar foi realizado. E aqui a nossa responsabilidade de retomar a construção civil, e dar evolução e recursos suficientes naqueles contratos que estavam em evolução de bom nível com a nossa diretriz do governo do estado, e é claro, fazer também a construção dos trens. A obra como um todo, o projeto da Linha 17-Ouro nessa etapa entre aeroporto de Congonhas, pátio Jardim Aeroporto, e aqui a Estação Morumbi, compreende aproximadamente R$ 4,5 bilhão, como disse o governador João Doria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Baldy. Giba, obrigado pelas perguntas. Rádio Jovem Pan, Mônica. Ah, não, é o Lucas Josino? Tá bom. Estava na ordem aqui a Mônica. Não que eu queira transformar o Lucas em Mônica! Bom dia, sua pergunta, por favor.

LUCAS JOSINO, REPÓRTER: Bom dia, governador. Secretário. Eu queria fazer uma pergunta sobre o sistema de capacidade da Linha 17-Ouro, vai ter uma capacidade um pouco reduzida, comparada à outras linhas, linha 3, linha 2, mas vai ter um custo alto. Eu queria entender porque 170 mil passageiros por dia, sendo que pelo custo, poderia ser um pouco maior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir então ou ao Baldy, ou ao Silvani para responder à pergunta do Lucas Josino. Quer responder, Silvani? Vem cá.

SILVANI: A linha ela está sendo construída nesse momento, por exemplo, Pátio Água Espraiada, que vai servir também a outros trechos. Então você tem todo um investimento que é realizado, esse trecho é o trecho prioritário, mas depois tem outros trechos, inclusive que poderia chegar até Morumbi. E o trecho que chegaria até Jabaquara. Então por isso que nesse momento esse trecho, que é um trecho prioritário, em torno de 8 quilômetros, ele vai transportar algo em torno de 170 a 180 mil passageiros/dia.

ALEXANDRE BALDY, SECRETÁRIO DE TRANSPORTES METROPOLITANOS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Lucas, o modal por si só ele já é diferente, aqui nós temos um sistema monotrilho, um modal que é de média capacidade. O modal metrô, metroviário, é o modal de alta capacidade. Então nós não podemos comparar as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha com a Linha 17-Ouro, a mesma que opera hoje a 15-Prata. Nós temos uma capacidade média que será aqui de 170 mil passageiros, conforme a demanda, e que será operada pela Via Mobilidade. Essa concessão foi realizada em parte com a Linha 5-Lilás, e os custos operacionais serão bancados e custeados pela Linha Via Mobilidade. Portanto, são sistemas completamente diferentes, tecnologias completamente diferentes, e necessariamente investimentos completamente diferentes. Porque o quilômetro do metroviário é completamente diferente do quilômetro de um monotrilho, custos diferentes, e é óbvio, aqui menores do que seria um sistema como o metrô.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Baldy. Obrigado, Lucas. Vamos agora para você, Mônica Simões, ao vivo da Rádio Jovem Pan.

MÔNICA SIMÕES, REPÓRTER: Agora sim, né, governador?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim.

MÔNICA SIMÕES, REPÓRTER: Vamos falar um pouquinho de Congonhas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos.

MÔNICA SIMÕES, REPÓRTER: A gente tem ali o trecho São Paulo/Rio de Janeiro, que tem mais de 100 voos diários, um dos trechos mais movimentados do mundo. Então fala mais um pouquinho da importância dessa ligação com o aeroporto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mônica, sim, o aeroporto de Congonhas é o segundo aeroporto em movimento aqui no Brasil, só perde para o aeroporto de Guarulhos. É o terceiro maior aeroporto da América Latina, à frente dele apenas o aeroporto da Cidade do México. Ou seja, ele tem uma importância estratégica, em volume de passageiros, pousos e decolagens de aeronaves muito grande. E esse aeroporto ele tem também uma função de interligação com todo o país, e o volume de passageiros supera a casa de 30 milhões de passageiros/ano. Vamos imaginar que isso se retome, o número que tínhamos em dezembro do ano passado, obviamente não é o número de agora com a pandemia, mas será certamente um número pós-pandemia, e superior a isso, porque a indústria do turismo no Brasil depois da pandemia, terá um impulsionamento muito grande, muito expressivo, vão aumentar o número de voos nos aeroportos brasileiros, tanto para voos nacionais, quanto internacionais. E aí está, como você observou, bem observou, a importância dessa linha monotrilho ligando o aeroporto de Congonhas com todas as demais linhas do metrô de São Paulo, no monotrilho, através dessa Linha 17-Ouro, e também com o Aeroporto de Internacional de Guarulhos, cuja o modal já está pronto. E vamos ter também lá, como você sabe, o people movie, que é a extensão de mais 1.500 metros para não ter aquela situação que hoje é muito desagradável, das pessoas que chegam até o aeroporto de Guarulhos, tem que descer uma escada para pegar um ônibus. Isso será superado também até dezembro de 2022, o people movie estará implantado nesses 1.500 metros, ligando só terminais um, dois e três do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Então uma grande conquista para os passageiros que partem ou chegam do aeroporto de Congonhas, com um grau de conforto que hoje não tem. E repito, a importância também da revitalização de uma linha, que hoje é uma referência negativa na vida da cidade, seja na obra inacabada, seja na parte inferior dessa obra, que será totalmente resgatada, uma ciclovia de 8 quilômetros que será implantada, iluminada, portanto, ela pode ser utilizada dia e noite, um projeto paisagístico que vai transformar esses 8 quilômetros em um parque linear, para que as pessoas possam passear, descansar, com as suas famílias, com os seus animais domésticos. E uma nova referência no transporte público em São Paulo, porque serão quase 200 mil passageiros/dia atendidos pela linha do monotrilho, a Linha 17-Ouro do metrô. Muito obrigado. Bem, pessoal, eu queria renovar o agradecimento, vamos ver daqui a pouquinho lá no Palácio dos Bandeirantes, na coletiva sobre a saúde, e temos novidades hoje, Giba, se você puder, vá, porque as novidades hoje, todo dia tem novidade, ainda mais diante de uma pandemia, mas hoje elas serão especialmente boas. Muito obrigado a todos, um bom dia, até daqui a pouco.