Coletiva - Governo de SP apresenta Museu da Língua Portuguesa reconstruído 20212907

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Coletiva - Governo de SP apresenta Museu da Língua Portuguesa reconstruído 20212907

Local: Capital – Data: Julho 29/07/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro, bom dia, a todos. Muito obrigado pela presença de vocês nesta fria manhã desta quinta-feira, dia 29 de julho. Aqui ao meu lado, Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do estado de São Paulo, ex-ministro da Cultura. Júlio Serson, secretário de Relações Internacionais. A Marília Bonas, que é diretora do Museu da Língua Portuguesa, a Marília está aqui. O Carlos Luque, que é o presidente da ID Brasil, e a Renata Mota, diretora executiva, eles são os gestores desse museu, a organização social responsável pela operacionalização do museu, o Luque está aqui, a Renata está ao lado dele, a Renata é filha da Vilma Mota, minha amiga querida, e a quem já pedi para mandar um grande beijo para a sua mãe. E a Isabella Ferraz, que está aqui, que é a nossa curadora, estava conduzindo aqui a nossa visita, todos eles estarão à disposição de vocês aqui para responder. Mas antes das perguntas que pela ordem serão feitas pela TV Globo, Globo News, pela Rádio Jovem Pan, pelo Jornal O Globo, e pelo Estadão, eu queria dizer aqui na qualidade de governador do estado de São Paulo, a alegria e satisfação de estarmos entregando um novo Museu da Língua Portuguesa, depois de um investimento de R$ 85 milhões, viabilizado com a participação de várias instituições, empresas, eu queria aqui destacar a Fundação Roberto Marinho, a EDP, a Sabesp, o Banco Itaú, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia - EMAE, também do governo do estado de São Paulo, tanto Sabesp, quanto EMAE. Também a Fundação Calouste Gulbenkian, e também a Lei Federal de Incentivo à Cultura, foi graças à essas instituições, a Lei de Incentivo à Cultura, e com R$ 85 milhões que nós conseguimos recuperar, modernizar, atualizar e ampliar o Museu da Língua Portuguesa. No próximo sábado, dia 31, nós faremos aqui a inauguração às 11h da manhã, com a presença de vocês, de autoridades que foram convidadas, o Presidente de Portugal, o Presidente do Cabo Verde, os representantes diplomáticos de todos os países de língua portuguesa, sem exceção, estarão aqui, assim como os ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e José Sarney, que foram convidados e aceitaram o convite para estarem aqui. Quero, a propósito, esclarecer que o governo do estado de São Paulo convidou todos os ex-Presidente da República, vivos, para estarem aqui presentes, e o atual Presidente da República do Brasil. Dos que não comparecerão, apenas um, na verdade, uma, mandou uma carta atenciosa e delicada, pediu desculpas por não comparecer, a ex-Presidente Dilma Rousseff, os demais silenciaram e não responderam. E aqueles que responderam e virão, são exatamente os ex-Presidente Sarney, Temer e Fernando Henrique. Quero destacar aqui os aspectos que representam este museu nesta que é a capital cultural do Brasil, e a capital cultural não é por nominação, é pela sua história, pela sua tradição, São Paulo é o retrato do Brasil, aliás, essa expressão é de Mário Covas, que foi meu antecessor, foi governador de São Paulo, foi prefeito, senador, deputado Federal, deputado estadual, uma das grandes figuras públicas do país, porque São Paulo é o retrato do Brasil, aqui estão as maiores colônias portuguesas de todo o mundo, as influências portuguesas, as influências de todas as origens vieram para São Paulo, ao longo dos anos, ao longo dos séculos, e também brasileiros de todas as origens. Eu sou filho de baiano, certamente aqui temos filhas de pernambucanos, de gaúchos, de cariocas, de mineiros, São Paulo é, por isso, o retrato e o espelho do Brasil, não há lugar melhor para se ter um Museu da Língua Portuguesa, na cidade que é o espelho que é o retrato do seu país e da sua língua e da sua memória. Fico honrado como sendo governador do estado de São Paulo, ter o privilégio de poder fazer essa inauguração. Mas quero fazer um registro aqui de agradecimento também a um dos meus antecessores, governador Geraldo Alckmin, que foi no seu governo que foram reiniciadas as obras de reconstrução, reparo e ampliação deste museu. O Geraldo Alckmin também aqui uma palavra de agradecimento e de reconhecimento pelo esforço que fez, no seu governo, para ao lado da livre iniciativa, conforme já inclusive nominei, nós pudéssemos estar hoje aqui dando continuidade, e no próximo sábado reinaugurando o Museu da Língua Portuguesa. Eu vou pedir ao Sérgio Sá Leitão que também possa representar aqui um pouco desse sentimento da cultura brasileira, e o Sérgio tendo sido ministro da Cultura do governo Temer, e hoje secretário da Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, poderá reproduzir muito bem o sentimento que nos move, e que nos inspira e que nos emociona na reinauguração do Museu da Língua Portuguesa. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO DE CULTURA: Muito obrigado, governador. Bom dia, a todos e todas. Governador, sem dúvida, a cena cultural de São Paulo e do Brasil está em júbilo, está em êxtase com a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, um museu completamente transformado, nós temos novos conteúdos, nós temos novas tecnologias, nós temos mais interatividade, enfim, nós temos novos espaços, como terraço, como a conexão para a Estação da Luz. Nós temos o centro de referência do Museu da Língua Portuguesa, que vai realizar um trabalho de reflexão, de pesquisa, de estudo e vai convidar acadêmicos, professores, a participar desse trabalho. Será também um centro de difusão de saber e conhecimento sobre a língua. Então é um museu de informação, é um museu de educação, é um museu de entretenimento, e é um museu também de produção de conhecimento sobre este que é o nosso maior patrimônio cultural, que é a língua portuguesa, e que é também o que mais e melhor nos conecta com os demais países lusófonos. Esse museu, a reabertura dele tem repercussão internacional, nós temos visto dezenas e dezenas de matérias em veículos internacionais, então nós podemos dizer também que os olhos do mundo estão nesse momento voltados aqui para São Paulo. E a reabertura desse museu marca, governador, materializa o nosso compromisso, o seu compromisso, compromisso do vice-governador Rodrigo Garcia, de toda a nossa equipe, com a cultura, com o desenvolvimento cultural, e também com os valores da democracia, da civilização, da diplomacia, das relações internacionais, da ciência, do saber, do conhecimento. É a segunda maior obra, o segundo maior projeto cultural hoje no Brasil, e o primeiro também está acontecendo aqui em São Paulo, que é justamente o restauro e ampliação do Museu do Ipiranga. Então a abertura desse novo Museu da Língua Portuguesa, transformado, com restauro desse edifício magnífico aqui da Estação da Luz, é, sem dúvida nenhuma, um grande marco para a cultura do nosso país, e é uma realização que traz em si essa afirmação da potência da arte da cultura, e ainda mais nesses tempos que nós estamos vivendo. Eu queria apenas aqui, governador, para encerrar, reiterar o seu agradecimento a todos os parceiros, todos aqueles que se envolveram nesse processo, esse museu resulta do trabalho de muitas pessoas, algumas estão inclusive aqui, e acho que temos que agradecer à todas elas e a todos deles, a todos os artistas, aos curadores, aos gestores, aos patrocinadores, que foram absolutamente fundamentais. Eu quero também aqui deixar com vocês o serviço do museu, porque estamos abrindo o museu, é importante que a população saiba que pode visitar o Museu da Língua Portuguesa, esse museu vai funcionar de terça a domingo, das 9h às 18h, os ingressos poderão ser adquiridos exclusivamente pela internet, com hora e dia marcados, e vai custar R$ 20 a entrada inteira, e R$ 10 a meia entrada, e a aquisição pode ser feita pela plataforma SIMPLA. E aos sábados, governador, nós teremos gratuidade para todos os públicos, portanto, é um museu aberto, é um museu acolhedor, é um museu democrático para toda a população de São Paulo e do Brasil. É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio Sá Leitão. Antes de iniciarmos a coletiva, e repito, todos que estão poderão responder às perguntas de vocês, especialmente os que fazem a direção do museu, o Carlos Luque, a Renata Mota, também a Marília Bonas e a Isa, estarão à disposição de vocês aqui. Peço encarecidamente, inclusive para você Maria Manso, uma pergunta para cada. É que você não está inscrita hoje aqui, porque a Maria você dá a palavra para ela, Luque, ela faz dez perguntas, ela acrescenta um zero sobre o um e põe dez. Mas eu queria agradecer em especial em nome de todos os patrocinadores, cujos nomes estão reproduzidos aqui atrás, nesse [Ininteligível], a presença do João Marques, que é CEO da IDP, está aqui, uma empresa de capital português, na área de energia, que está há muitos anos aqui no Brasil, na sua sede em São Paulo. Meu amigo Nuno Rabelo, há tempos que não o via, que também é presidente da Câmaras Portuguesas no Brasil, e alegria reencontrar você, Nuno, depois de tantos anos. E transmitir um abraço para o Miguel Cetas, o Miguel foi presidente aqui da IDP, foi seu antecessor, João, e foi um grande incentivador da cultura brasileira, não apenas da língua portuguesa, porque eu quando prefeito, nós modernizamos, reformamos o Teatro Municipal de São Paulo, que aliás, foi inaugurado com a presença do Presidente e do primeiro ministro de Portugal, graças ao suporte, ao apoio e ao investimento da IDP. Então em nome da IDP cumprimento todas as empresas que estão aqui expressas nesse [Ininteligível], e cujos nomes eu também fiz a leitura. Então, Sérgio, vamos agora à coletiva, começando com a Adriana Perroni, da TV Globo, Globo News. Adriana, bom dia. Obrigado, sua pergunta, por favor.

ADRIANA PERRONI, REPÓRTER: Olá, bom dia, governador. Bom dia, a todos. Minha pergunta, minha primeira pergunta...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É a pergunta, né?

ADRIANA PERRONI, REPÓRTER: A pergunta, eu gostaria, nessa reabertura tão esperada do Museu da Língua Portuguesa acontece em um momento delicado, a gente está aí em meio à pandemia, eu gostaria que fosse comentado aí todo o planejamento que foi feito, os cuidados que estão sendo tomados para essa reabertura em meio à pandemia. E, governador, eu gostaria de saber do senhor, a Folha de São Paulo trouxe hoje a informação de que o Governo Federal estaria com a pretensão de criar um auxílio voltado para a compra de gás, e ao que parece, nesse primeiro momento, seria aí um benefício semelhante ao Vale Gás aqui ao governo de São Paulo. Gostaria que o senhor comentasse, se possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá bom. Adriana, então são duas perguntas, mas serão atendidas as duas perguntas. Na primeira, eu vou dividir com a Marília Bonas, que está aqui, mas eu quero dizer que todos os protocolos foram adotados, primeiro na obra, para proteção dos funcionários, dos servidores, e daqueles que contribuíram para a construção, reconstrução e a implementação e a equipagem deste museu. Todos foram protegidos, foram todos amparados com os protocolos, assim como aqueles que se tornarão visitantes a partir deste domingo, e também na inauguração neste sábado, todos estaremos seguindo os protocolos, álcool em gel na porta, a obrigatoriedade do uso de máscara, os procedimentos que possam permitir um distanciamento mínimo, mas o fato é que estamos voltando ao normal, gradualmente com o avanço da vacinação em São Paulo, com a queda do número de casos de internações e de óbitos, estamos voltando para a normalidade, isso é um fato real. E voltando à normalidade, também significa poder celebrar a reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, com a segurança devida e com a esperança de que a cada dia e a cada semana nós ficamos mais próximos de voltar à nossa normalidade. Vou pedir à Marília Bonas, que possa complementar, e aí eu volto para a sua segunda pergunta.

MARÍLIA BONAS, DIRETORA DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: Claro. Todas as visitas são feitas, o agendamento é feito pela internet, com grupos restritos, há um percurso unidirecional. E como o museu é muito interativo, cada um dos visitantes vai receber uma canetinha touch, vocês todos receberam para poderem, enfim, fazer os jogos, interagir com os vídeos, e também uso obrigatório de máscara, distanciamento obrigatório, sinalização ostensiva, como vocês puderam ver, e totens de álcool em gel em todos os espaços. Então um pouquinho desses protocolos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marília. Adriana, em relação ao primeiro tema, que não tem a ver com o que nos move aqui, mas eu fico feliz de o Governo Federal imitar o governo estadual, o governo de São Paulo, e implementar também o Programa Vale Gás, São Paulo lançou um amplo programa de ordem social, incluindo o Vale Gás, o Programa da Dignidade Feminina, que oferece gratuitamente absorventes femininos para meninas e jovens que frequentam a rede pública de ensino, assim como para mães e avós que trabalham, e que não tinham condições de comprar absorventes femininos. Aqui também lançamos o Alimento Solidário, 4,200 milhões de caixas do Alimento Solidário, que já foram distribuídos, e continuaremos a fazê-lo enquanto for necessário, para minimizar os efeitos da pandemia, da crise econômica, do desemprego e da pobreza. E a Bolsa do Povo, que oferece R$ 500 para famílias de desalentados, de vulneráveis, aqui no estado de São Paulo desde janeiro deste ano. Outros programas que São Paulo lançou, eu espero que o Governo Federal possa copiar e fazer também. Assim, o Governo Federal começa a trabalhar um pouco, ao invés de fazer motociatas e fazer passeios em jet-ski, começa a olhar para o seu povo, para protegê-lo e oferecer condições mais dignas de vida, de sobrevivência e de respeito.

Vamos agora a Caterina Achutti, da Rádio Jovem Pan. Caterina, cadê você?

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: Bom dia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: ... cadê você? Ah, está aqui na pontinha. Bom dia.

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: Bom dia, governador, bom dia a todos. Em primeiro lugar, parabéns por esse projeto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado.

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: Eu pude fazer duas matérias aqui no museu, e realmente superou todas as expectativas. Parabéns.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado.

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: A gente precisava desse espaço. Eu acho que a minha pergunta, ela já foi inicialmente, parcialmente respondida, mas eu posso reforçar, falando um pouquinho de inclusão, se terá então algum programa de incentivo, mais programas de incentivo à visitação, meia-entrada, como já foi mencionado, visitas, por exemplo, guiadas, para deficientes, o que a gente pode explanar nesse sentido? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa a sua pergunta também, Caterina, porque permite melhorar a percepção de serviços do museu. Carlos [ininteligível], vou tomar a liberdade de pedir à Renata Motta, que possa responder a essa pergunta. Vem cá, Renata, e aí você pega aquele microfonezinho ali, isso.

RENATA MOTTA: Obrigada, bom dia a todos. É uma enorme alegria a gente estar aqui nesse momento, muito especial. O museu, ele retoma baseado em dois pilares importantes, que têm a ver com a sua pergunta, que é a dimensão de educação e de articulação com a vizinhança. E aí, nesse sentido, a gente de fato, como o secretário já mencionou, na restauração do edifício, a gente tem todo um restauro muito bonito desse patrimônio histórico, mas também a ativação de alguns espaços, especialmente no térreo do edifício, que vão ser ocupados com os novos serviços, de café e loja, e também o saguão que vai passar a ter uma programação cultural, que faz esse diálogo importante com esses diferentes públicos do entorno. O museu já tinha uma ação educativa muito robusta, premiada, enfim. Isso, naturalmente, é retomado. Claro que, nesse momento de pandemia, as visitas de grupos ainda estão bastante restritas, inclusive abriu uma possibilidade de atividades online para escolas, que tem tido bastante sucesso. Mas, sem dúvida, há perspectiva de fazer um museu bastante vocacionado para a rede escolar, e nesse diálogo com a dimensão de educação, inclusão de diferentes públicos e, por último, tem aí todo um programa de acessibilidade, que acho que vocês puderam ver, não somente na mobilidade, na acessibilidade física do edifício, mas também na acessibilidade comunicacional, que a gente chama, dos conteúdos, com diferentes formas de interação. [ininteligível], obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado a você, Renata, Caterina, obrigado pela pergunta. Antes de passar para o Ivan Martinez, que está aqui, só vou pedir um depoimento do Júlio Serson. Júlio, se puder vir aqui à esquerda. O Júlio é nosso secretário de Relações Internacionais e ele, a nosso pedido, coordenou os convites para os chefes de estado dos países de língua portuguesa, e ele pode reproduzir aqui quais são os chefes de estado que, de fato, estarão aqui, neste sábado, representando as suas nações, seus países de língua portuguesa. Júlio.

JÚLIO SERSON, SECRETÁRIO ESTADUAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Obrigado, governador. Parabéns, governador, parabéns, equipe toda por esse momento histórico pra cultura, não só de São Paulo, do Brasil, mas eu acho que pra cultura mundial. Nós, na Secretaria de Relações Internacionais, temos recebido demandas de diversos países interessados no que é esse museu, no que será esse museu e no que ele já representa para a cultura do Brasil, para a cultura da língua portuguesa no mundo. E chamou muita atenção, e eu conversava com as responsáveis pelo museu, na entrada, pra ver a amplitude da língua portuguesa no mundo, desde Macau, passando pela África e chegando no Brasil. É um orgulho pra nós. E não é à toa então, governador, que nós vamos receber, dentre outras autoridades, eu destaco a presença do Dr. Marcelo Rebelo de Souza, presidente de Portugal, também o Sr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca, presidente de Cabo Verde, além de diversos embaixadores, todos os cônsules de língua portuguesa residentes aqui em São Paulo. São Paulo é, talvez, a cidade fora de portugal mais representativa na questão da língua portuguesa. Então teremos, entre os ex-presidentes da República do Brasil e presidentes estrangeiros, teremos, com muita honra, o presidente de Portugal e o presidente de Cabo Verde. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Júlio. Pode deixar aqui. O microfone, você devolve, a ficha, deixa. Bom, agora vamos com você, Ivan Martinez, bom dia, obrigado por estar aqui presente. Sua pergunta, por favor.

IVAN MARTINEZ, REPÓRTER: Bom dia, governador. Eu queria um comentário sobre esses recentes tuítes do secretário de Cultura Mário Frias, especialmente sobre o Museu da Língua Portuguesa, dizendo que ele não ia tolerar a revolução, enfim... Tudo isso por conta de um tuíte que usa a palavra 'todes', uma linguagem inclusiva. Queria um comentário sobre isso. E também queria entender até que ponto esse tipo de rusga atrapalha, enfim... Estamos falando aqui de um museu representativo da língua portuguesa, internacionalmente. E também queria um comentário, se possível, as alterações que o Governo Federal promoveu no Pronac, Programa de Incentivo à Cultura, inclusive a comissão que deliberava isso se tornou consultiva, menor participação social, etc. Esse tipo de ato, como que o senhor avalia? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ivan, eu vou pedir ao ex-ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e hoje secretário da Cultura do Estado de São Paulo, que possa responder ao conjunto. São três perguntas em uma, que você fez. Mas antes, eu queria dizer que não são rusgas, são danos. O Governo Federal faz danos ao Brasil e aos brasileiros, não apenas à cultura do país, mas à vida do país, e eu lamento muito isso. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA: Obrigado, governador. Na verdade, nós estamos falando aqui de algo que é muito maior do que isso, que é o novo Museu da Língua Portuguesa, é um museu para a posteridade. Acho que tudo isso será esquecido em duas, três, quatro semanas, ou talvez meses, e o museu permanecerá, ficará e será abraçado pela população, pela comunidade internacional, enfim. Aqui nós estamos fazendo política cultural para a posteridade, não pensando hoje ou amanhã. E estamos construindo, estamos realizando, né, governador? Porque esse é o nosso foco, essa é a nossa postura. Em relação a essas mudanças na lei federal de incentivo à cultura, isso aí representa mais um ataque do governo Bolsonaro à cultura. É um governo que despreza a arte, que despreza a cultura, que despreza o saber, que despreza o conhecimento, que despreza a ciência, que despreza a democracia e que despreza a vida. Então, enfim, mais uma vez, eles estão nessa toada. Agora, isso vai passar. A cultura brasileira continuará, o Museu da Língua Portuguesa continuará e tudo que nós estamos fazendo aqui em São Paulo, na gestão do governador João Doria e do vice-governador Rodrigo Garcia, em prol da cultura, tudo isso continuará.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio, obrigado, Ivan. Vamos agora ao André Cárceres, do jornal O Estado de São paulo. André, bom dia, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ CÁRCERES, REPÓRTER: Bom dia, governador. A minha pergunta era bastante semelhante à do meu colega Ivan, mas eu queria ampliar ela um pouco. Com essas mudanças anunciadas nesse decreto de terça-feira, na Lei Rouanet, enfim, nos mecanismos de fomento, eu queria entender como isso pode ou não impactar não apenas o Museu da Língua Portuguesa, mas todos os espaços e aparelhos culturais do estado, e até mesmo para o ano que vem, que a gente tem o centenário da Semana de 22 e o bicentenário da Independência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: André, vou pedir mais uma vez ao Sérgio Sá Leitão, pela dupla razão. Primeiro, sendo secretário de Cultura do estado de São Paulo, e depois tendo sido ex-ministro da Cultura, e eu quero registrar aqui, um ex grande ministro da Cultura do país. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA: Obrigado, governador. Esse decreto, novo decreto de regulamentação da Lei Rouanet é um decreto eivado de irregularidades, de ilegalidades, fere inclusive a Constituição, porque ataca o Pacto Federativo, que é um dos pilares da Constituição Brasileira. Então, nós estamos confiantes de que a Justiça, a seu tempo, se pronunciará e encerrará esse pesadelo. Aliás, mais um pesadelo do governo Bolsonaro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sérgio. André, obrigado mais uma vez. Quero, antes de finalizar, nós vamos exibir aqui um vídeo sobre o museu. Não sei exatamente se nas telas que estão aqui, nas telas laterais. Vamos à exibição. É um vídeo curto, para apresentar a vocês. Vamos lá.

[Exibição de vídeo]

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Um dos museus mais importantes do Brasil está de volta, totalmente restaurado e renovado. É o novo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O icônico edifício da Estação da Luz está 100% recuperado. Há plena acessibilidade, certificação ambiental, e o mais avançado sistema de prevenção a incêndios da América Latina. Os conteúdos e a tecnologia foram atualizados para assegurar uma experiência emocionante a todos os públicos. É um museu vivo, com experiências imersivas, exposições temporárias e uma intensa programação virtual. Agora, os visitantes também têm acesso ao terraço, e podem ver de pertinho o relógio da Estação da Luz, com uma das vistas mais bonitas de São Paulo. Na reabertura, o público pode conferir a exposição temporária Língua Solta, com as obras de arte de todos os estilos, em que as palavras são as protagonistas. O novo Museu da Língua Portuguesa também passa a contar com um centro de referência, e tem mais atividades educativas e de apoio à formação de professores. Com o investimento de R$ 85 milhões, a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. São Paulo valoriza cada vez mais a arte, a cultura e a civilização. Prepare-se para visitar um museu único, que celebra o nosso maior patrimônio cultural. Novo Museu da Língua Portuguesa, o museu da nossa língua.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Queria, nesse encerramento, agradecer mais uma vez a presença de Sérgio Sá Leitão, do Júlio Serson, da Marília [ininteligível], desejar muito sucesso a você, você também, Isa, parabéns pelo trabalho, um esforço enorme para vocês chegarem até aqui, continuará sendo um esforço enorme para manter tudo com essa vida, com essa beleza, que vocês ajudaram a contruir, Carlos Luque (F), Renata Motta também, e a todos os profissionais, os funcionários que atuaram, que continuarão atuando aqui, ao recepcionar o público, brasileiros de todas as origens, todas as matizes, estrangeiros e aqueles que, como nós, apreciam a cultura e a vida. E cumprimentar também os funcionários que ajudaram a reconstruir, trabalhadores, operários, engenheiros, construtores, que, ao longo desses anos, ajudaram a contribuir para que pudéssemos ter agora a reinauguração deste grande museu brasileiro. E terminar aqui dando um viva, um viva à cultura, um viva à liberdade, um viva à língua portuguesa. Obrigado, pessoal.