Coletiva - Governo de SP distribui 1,2 milhão de kits com produtos de higiene pessoal e limpeza 20201504

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Coletiva - Governo de SP distribui 1,2 milhão de kits com produtos de higiene pessoal e limpeza

Local: Capital - Data: Abril 15/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Hoje, quarta-feira, 15 de abril, essa é a nossa vigésima nona coletiva de imprensa do Coronavírus, direto do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, com a presença do José Henrique Germann, secretário da Saúde, integrante do comitê de saúde. David Uip, coordenador deste comitê de saúde, do centro de contingência do COVID-19. E hoje com a participação da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. E da Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social. Quero agradecer a presença dos jornalistas que aqui estão, cientistas, fotógrafos, e os que estão também virtualmente acompanhando e farão perguntas. E dos que estão nos assistindo ao vivo ela TV Cultura, pela TV Record News, pela Globo News, e pela TV da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, e também as demais emissoras, incluindo a CNN, a TV Record, a Band News, a TV Record, a TV Globo, que fazem flashs ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes. Vamos começar com as mensagens de hoje... Decisão do governo de São Paulo é feita sem o aval e sem a orient ação precisa e específica da saúde. Nós todos estamos enfrentando uma pandemia, e precisamos de união, e solidariedade. E precisamos respeitar o isolamento social, e respeitar a orientação dos profissionais de saúde e da ciência, e é isso que nós fazemos aqui desde o primeiro dia. São Paulo não tem nenhuma atitude, nenhuma iniciativa por achismo, por decisão política, por inspiração pessoal, ou por pressão de quem quer que seja, todas as decisões do governo de São Paulo são aparadas nas medidas da saúde e da ciência. Quero mais uma vez pedir à população do estado de São Paulo que, por favor, evidentemente aglomerações, e não façam movimentações desnecessárias, ao fazê-lo vocês estão colocando em risco as suas vidas, a vida dos seus familiares, dos seus vizinhos e amigos. Ninguém quer hospitais lotados e cemitérios cheios, repito, ninguém quer hospitais lotados e cemitérios cheios, por isso precisamos de ruas vazias, apenas aqueles que precisam se deslocar, apenas aqueles que tem a necessidade explícita pelo seu trabalho fundamental e essencial, devem se deslocar, os demais devem atender à quarentena, que no estado de São Paulo vale até o dia 22 de abril, para todos os 645 municípios do estado de São Paulo. Peço que, por favor, continuem a colaborar, a colaboração ajuda a proteger vidas, ajuda a termos uma visão de que podemos sair dessa crise com menos vítimas, com menos mortes, com menos pessoas afetadas, com menos prejuízo financeiro. E é muito importante que você que está nos acompanhando nos assistindo agora nos ajude, fale com os seus familiares, com os seus vizinhos, com os seus amigos, use as redes sociais pelo bem, para pedir à essas pessoas que fiquem em casa, essa é a orientação da saúde. Nós não vamos cultuar a morte, nós não vamos cultivar óbitos, nós vamos cultivar a saúde, e todos nós que temos bom sentimento e bom coração devemos compreender isso, por isso a nossa orientação é, fique em casa. Essa é a melhor orientação da medicina e da ciência para proteger vidas. Vamos agora aos anúncios de hoje do governo de São Paulo, 15 de abril. Nós começamos hoje a distribuição de 1 milhão de cestas básicas do denominado Alimento Solidário. O Alimento Solidário, cuja a cesta está exposta aqui, será apresentada pela secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes. Concede a u nidade proteica adequada, e os nutrientes para uma família de até quatro pessoas durante 30 dias. A montagem e a estruturação dessa cesta foi feita com a ajuda de especialistas em nutrição, do Hospital Albert Einstein, são nutricionistas que formaram um comitê e nos ajudaram a compor essa cesta, e que foi viabilizada com os recursos do governo do estado de São Paulo, e também com o apoio do setor privado. São 4 milhões de cestas, depois distribuiremos 1 milhão neste mês de abril, 1 milhão no próximo mês de maio, 1 milhão em junho, e 1 milhão em julho, são 4 milhões de cestas de Alimento Solidário, é a maior distribuição de alimento já feita no país, em qualquer tempo. E é a nossa obrigação e o nosso dever, para proteger aqueles que estão em estado de pobreza ou ext rema pobreza aqui no estado de São Paulo. As primeiras 20 mil cestas começam a ser distribuídas hoje aqui na Grande São Paulo. Na sequência, serão distribuídos até o dia 30 de abril este 1 milhão de cestas, e toda a distribuição será feita em comum acordo com as prefeituras municipais, a prioridade é a região metropolitana de São Paulo, onde se concentram os maiores bolsões de pobreza e extrema pobreza do estado, mas isso vai atingir também outras cidades do estado de São Paulo, sobretudo, cidades com mais de 200 mil habitantes, que lamentavelmente também tem os seus bolsões de pobreza ou de extrema pobreza. Cada movimento deste vai atingir 4 milhões de pessoas, repito, 1 milhão de cestas atendem 4 milhões de pessoas, e nós começamos hoje essa distribuição. O investimento do governo do esta do de São Paulo é de R$ 110 milhões por mês, R$ 440 milhões ao longo deste período de abril até julho. E mais uma vez o nosso agradecimento à empresas privadas, eu vou aqui inclusive nominar aquelas que estão nos ajudando na proteção social, como também nos ajudam na saúde e na segurança pública. A cesta contém três quilos de feijão, um quilo de leite em pó, sardinha, linguiça, ervilha, cinco quilos de arroz, dois quilos de macarrão, milho verde, sal, dois quilos de açúcar, farinha, fubá, molho de tomate, óleo, biscoitos. A cesta está apresentada aqui com os produtos que à compõem, é exatamente assim que ela começa a ser distribuída hoje, e hoje também começamos a compor uma nova cesta, que será igualmente distribuída, que é a ce sta de higiene e limpeza solidária. Daqui a pouco a nossa secretária Célia Parnes falará sobre isso. O segundo informe é que a Constituição do comitê empresarial solidário, que já está operando há um mês, e reúne 238 empresários e empresárias aqui do estado de São Paulo, conseguiu reunir R$ 367 milhões em doações, em dinheiro, em produtos e serviços para a saúde, proteção social, como já mencionei, e segurança pública. Quando falo segurança pública, falo principalmente de equipamentos de proteção individual para a Polícia Militar e a Polícia Civil, muito destes equipamentos foram doados pelo setor privado, por doações destas empresas, que de forma solidária permitiram que alcançássemos em quatro reuniões, em 30 dias, o total de R$ 367 milhões. Eu vou tomar a liberdade de ler de forma breve, as empresas foram 83 empresas que apresentaram este gesto solidário, com doações em dinheiro, produtos e serviços. E é justo que em nome do governo do estado de São Paulo, e da população do estado de São Paulo, eu possa agradecer à Associação Alzira Hertzog; a Abiplast; a Accentory; a Alpargatas; a Amazon; a Ambev; a Tiev Honrat; a B2W; a B3; o Banco BMG; a Bauducco; a Bunge; a Bracell; o Bradesco; a Braskem; a BRF; o Banco BTG; Cacau Show; Caoa; a família do Carlos Wizard Martins; o Carrefour; a Colgate; a Comunitas; a Cosan; a Danone; a Deloitte; a Descarpack; a Dias Supermercados; a Dow Química; a Empíricos; o Laboratório EMS; a Entrevias; a família Bracher, a doação foi da família; a família Ermírio de Moraes; a família do empresário Abílio Diniz; também a Fundação Mapfre; o Grupo Fisher; as indústrias Anhembi; o Grupo Itaú, o Banco Itaú Unibanco; a família Jayme Garfinkel; a JSL, a KID Calçados; a Levan Panificação; a Logitec; o Magazine Luiza; a Mars; a Mary Kay; a Microsoft; a Minerva Foods; a Natura; a Natural One; a Nestlé; a Nívea; Ortobom; a Procter & Gamble; parceiros da educação; o Banco Pátria, a família do empresário Pedro Parente, a PepsiCo, a PricewaterhouseCoopers, a PWC, a Qualicorp, a Raia, Drogasil, a Rappi, a Rede D'Or, a Renova BR, a Restok (F), o Banco Santander, São Martinho, a Usina São Martinho, a [ininteligível], o Sinditêxtil, a Stepan Company, a Sulamérica, a Suzano, a Toyota, a União SP, a Única, a Unilever, a Unipar, a UnitedHealth, que é o grupo Amil, a Vivo, a Volkswa gen do Brasil, o Banco XP e a Zanqueta (F). Oitenta e três empresas que, de forma solidária, doaram ao Estado de São Paulo R$ 367,6 milhões em produtos, dinheiro e serviços. Todas as doações auditadas pela Pricewaterhouse, com 15 auditores, num serviço também pro bono da Price, que é uma das maiores empresas de auditoria do mundo. A todos vocês, que, individualmente, familiarmente e empresarialmente ofereceram as suas doações, muito obrigado. Vamos continuar seguindo na busca de mais doações e nesta corrente solidária, que talvez venha a ser o maior legado de todo este duro período de tristeza e de enfrentamento do Corona Vírus, muito provavelmente será o maior legado o movimento de solidariedade, que, ao meu ver, prosseguirá mesmo depois de vencermos esta crise. Eu passo a palavra agora à Patrícia Ellen, a nossa secret&aacut e;ria de Desenvolvimento Econômico, agradecendo a você, Patrícia, a Wilson Mello e a todos que, do Governo do Estado de São Paulo, nos ajudaram também a motivar empresárias, empresários e pessoas de famílias aqui de São Paulo, que fizeram as suas doações. E elas continuarão. Na próxima segunda-feira, dia 20, embora esteja no meio do feriado, manteremos a nossa reunião. Será a quinta reunião do Comitê Empresarial Solidário, que se reúne todas as segundas-feiras, das 8h às 10h da manhã. São reuniões virtuais. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, esse grupo empresarial já se reuniu quatro vezes. A quinta reunião, como foi dito pelo governador, será na próxima semana. É um esforço de solidariedade inédito e muito importante no momento que nós estamos vivendo. O total de doações anunciadas é de R$ 367,6 milhões, e essas doações estão sendo auditadas também, com o apoio da auditoria da Pricewaterhouse, para garantir que todos esses valores sejam revisados, e também o acompanhamento do fluxo-entrega das doações. Nós temos três formas de doações hoje. Uma, e a principal que estamos fazendo um pedido adicional, é em recursos financeiros, pro Fundo Social, hoje gerido pela primeira dama Bia Doria, e nesse trabalho do Fundo Social a prioridade é exatamente, em parceria com a secretária Célia Parnes, para cestas básicas. A secretária Célia Parnes vai dar detalhes em breve. Nós temos o segundo fluxo, que é de insumos, e principalmente para a área da saúde. Ainda temos uma grande necessidade em especial de EPIs, kits de higiene. Houve um grande trabalho realizado com empresas, inclusive que não faziam trabalhos dessa natureza, como a parte de produção de álcool, de álcool gel, embalagem desse álcool, para que chegue para as pessoas que mais necessitam, não somente para os nossos profissionais da saúde, da segurança pública e da defesa civil, mas também para a população vulnerável. E é um trabalho também em parceria com a secretária Célia Parnes. Como esse modelo é feito? As doações, elas passam por um processo de auditoria interna, pela Secretaria de Governo, e por auditoria externa, com a auditoria especializada. Uma vez que a gente verifica que a documentação está correta, essa doação é encaminhada, e a distribuição desta doação é feita através de um núcleo de logística, que foi criado dentro do governo, com a participação da Secretaria de Desenvolvimento Social, Secretaria de Transporte e Logística, a Secretaria de Defesa Civil, e com doações de empresas inclusive para a en trega desses produtos. E temos um terceiro caminho de doações financeiras, feito em parceria com a [ininteligível] e com o secretário Rossieli, para complementação de todo o trabalho que está sendo feito de entrega do cartão da merenda. Então, são três opções que nós temos hoje e todas elas estão sendo trabalhadas continuamente. A reunião da semana que vem é muito importante, porque continuamos precisando de muitos insumos. Então, esse é o nosso Grupo Empresarial Solidário de São Paulo. Muito obrigada, governador, e todos os dados sobre o e-mail, como fazer as doações, estão no site do Governo, relacionado ao Corona Vírus.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretária Patrícia Ellen. Antes de passar a palavra à secretária Célia Parnes, tenho muito orgulho de ser governador de um estado onde nós temos o maior número de mulheres secretárias e dirigentes de empresas estatais da história aqui de São Paulo. E essa é uma das razões por que temos um programa de proteção social que funciona bem, e um programa de solidariedade que, conduzido por mulheres, vem obtendo resultados muito positivos e exemplarmente mo tivadores. Eu devo muito às mulheres que fazem parte do nosso secretariado e registro também um agradecimento especial à minha esposa, Bia Doria, como presidente do Fundo Social. E passo a palavra a você, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social do Governo do Estado de São Paulo.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, pelas gentis palavras. Em meu nome e da Patrícia, e também das outras secretárias, agradeço. Eu começo aqui a nossa apresentação com algumas frases que todos nós temos ouvido muito aqui no Palácio dos Bandeirantes, onde funciona o nosso centro de contingenciamento, e que transparece muito bem o nosso olhar e a velocidade das nossas ações aqui. São frases do governador João Doria: "O Corona Vírus não escolhe ricos ou pobres. Atinge a todos. Precisamos estar unidos para salvar vidas e empregos. O momento pede solidariedade com as famílias que vivem em vulnerabilidade social e serão afetadas pela crise do Corona Vírus". Este é um plano que apresento agora, intersecretarial e intersetorial, como são todas as ações neste momento em relação à contingência do Corona Vírus. A saúde e a vida vêm em primeiro lugar, naturalmente, mas a proteção social é prioridade máxima, como essencial que é neste momento, para garantia de direitos, alimentação, serviços, benefícios e programas, e que se constituem como apoio a indivíduos, famílias e comunidades no enfrentamento às suas dificuldades. Este plano de ação está segmentado em quatro frentes: segurança alimentar, sanit&aacute ;ria, segurança social e socioeconômica. Aqui estamos aplacando a primeira da nossa grande, a maior de nossas preocupações, que é a fome, que já está batendo na porta das famílias aqui do estado. Começo elencando aqui os programas Alimento Solidário, que vocês estão vendo aqui à minha esquerda. São R$ 110 milhões de investimento mensal para quatro milhões de pessoas em extrema pobreza, que receberão uma cesta de alimentos como esta, com alto teor de proteína, desenvolvido pela equipe de nutricionistas do Hospital Albert Einstein. São 25 mil toneladas por mês de comida de qualidade: carne, leite e grãos, que chegarão às famílias mais empobrecidas do estado, famílias que vivem com renda de até R$ 89 per capita mensal. Merenda em Casa, um programa da Secretaria da Educação, que remonta R$ 40 milhões por mês, em que 732 mil alunos da rede de ensino estadual receberão via aplicativo R$ 55 de transferência de renda, podendo chegar até R$ 110 no caso de famílias em extrema pobreza. O Bom Prato Rápido. As refeições do Bom Prato agora são servidas em embalagens e talheres descartáveis, também para jantar e finais de semana. Aumentamos em 60% a oferta de refeições e passamos a servir 3,2 milhões de refeições por mês. São 85 toneladas de alimentos por dia, 2.500 toneladas por mês, R$ 36 milhões de investimentos, se considerarmos os próximos quatro meses. R$ 4 milhões será o valor investido pela Secretaria de Transportes e Logística, que viabilizou alimentação, suporte e acolhida para os caminhoneiros, em 43 pontos e 19 rodovias paulistas. O programa Viva Leite, do Governo do Estado, d istribui cinco milhões de leites por mês, reforçado com vitaminas e ferro, e agora, durante esta pandemia, chegará também aos residenciais para idosos, acrescido de suplementação nutricional proteica, especial para seniores. Quase R$ 3 milhões de recursos investidos, além da participação da iniciativa privada. Esta cesta de alimentos, que os senhores estão vendo aqui presencialmente e na nossa projeção, inclui 5kg de arroz, 3kg de feijão, 1kg de leite em pó, 3 latas de sardinha, milho, ervilha, linguiça, além de todos os itens necessários para alimentar uma família de quatro pessoas por mês, que eu faço um agradecimento especial ao amigo, secretário e diretor da Investe, Wilson Mello e toda a sua equipe. Na segurança sanitária, dando andamento ao nosso plano, um combate físico e químico cont ra o vírus conta também com várias frentes. Um milhão e duzentos novos kits de limpeza e higiene que representaram investimento de R$ 18 milhões por mês. Senhores podem ver aqui de forma ilustrativa o kit a minha esquerda, e eu já demonstro com mais detalhes. Além disso, uma série de ações da Sabesp, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, do Procon e de mobilização junto ao setor privado para garantir que a população tenha um alivio nesse momento e não corra o risco de ficar sem abastecimento de água, luz ou gás. Ficam suspensos os cortes de luz e de gás, um controle mais acirrado nos valores dos botijões de gás, suspensão da tarifa social das contas de água da Sabesp, duas mil e quatrocentas caixas d'água para a comunidades e sem pias sendo instaladas nos pontos de maior frequência para pes soas em situação de rua. Eu destaco aqui agora o kit de limpeza e higiene pessoal, que é composto por álcool gel, papel higiênico, sacos de lixo, desinfetantes, sabões em pedra, sabonetes, detergente, creme e escovas dentais. Pensando em barreira química contra o vírus, elaboramos este kit de higiene e limpeza chancelado por médicos sanitaristas liderados pelo Dr. José Henrique Germann e o Dr. Paulo Menezes, da Secretaria de Saúde do Estado. Atuação do estado na perspectiva do pacto federativo pressupõem apoio técnico e financeiro, além da capacitação e monitoramento de ações. Aqui entram ações da Secretaria de Saúde, Desenvolvimento Regional, Fundo Social e desenvolvimento econômico. Neste sentido, R$ 308 milhões foi o investimento de recursos para os municípios no combate ao coronavírus, R $ 4,7 milhões em benefícios eventuais aos municípios para aquisição de cestas básicas e auxílio maternidade e R$ 2,1 milhões do Fundo Social e doadores em ajuda humanitária em comunidades aqui na região metropolitana. Além de apoio técnico, a implantação de 62 centros temporários para pessoas em situação de rua, e material orientativo para instituições de longa permanência para idosos, além do georeferenciamento de apoio a monitoramento de aglomerações e grau de isolamento. Finalmente, na segurança socioeconômica, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico liderado aqui pela nossa secretária Patrícia Ellen, está focada no momento posterior também ao impacto do coronavírus. Pequenos e microempresários sendo apoiados com juros zero, juros zero para alguns casos ou extremamente baixos pensando na retomada dos negócios e atividades econômicas. São R$ 650 milhões em financiamentos para microempreendedores e pequenos empreendedores para o Banco do Povo, Desenvolve SP e Sebrae. Além disso, 740 mulheres em comunidades aprenderão uma nova profissão, serão capacitadas e já remuneradas pela produção de dois milhões de máscaras em comunidades com investimento de R$ 2,5 milhões. E finalmente como o governador já mencionou, a consolidação de R$ 367 milhões até o presente momento, em parcerias com a iniciativa privada em itens como insumos para a saúde, respiradores, monitores, serviços e recursos para os programas do alimento solidário e da higiene. Um grupo crescente de empresários que hoje já são mais de 240 que participam em encontros virtuais com o governador, no intu ito de apoiar as ações do governo em todas essas frentes, além da saúde naturalmente. Muito obrigada.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Paz. Agora vamos ao informe da saúde. Lembrando que a saúde, desde ontem, realiza também as 15h no complexo do Hospital das Clínicas em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, uma coletiva de imprensa com os membros do comitê de saúde liderados pelo Dr. Davi Uip e pelo Dr. José Henrique Germann, a quem dirijo a palavra nesse momento. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos! Muito obrigado, Sr. Governador, obrigado. Os dados de hoje são, de ontem pra hoje 900 acumulados no estado de São Paulo, 9.371 casos com 695 óbitos. Enquanto que no Brasil são 25.262, e óbitos de 1.532. Os dois atingem 7% em incidência de óbitos, tanto São Paulo quanto o Brasil. E esses 695 significa um acréscimo de 15%. É a primeira vez, no mês de abril, que a gente tem um acréscimo de óbitos acima de um digito. Temos int ernados hoje nas UTIs e enfermarias das secretarias e do município 1.143 em UTI, 1.215 em enfermaria. Esses são os dados. Muito obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Vamos agora ao Dr. David Uip, coordenador do comitê de saúde, do centro de contingência do Covid-19.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! Uma reflexão sobre os números apresentados pelo secretário. Nós estamos vendo que há um aumento indiscutível do número de casos de internamento, tanto em ambientes de UTI como em ambientes de enfermaria, os casos menos graves. Hoje pela manhã, na qualidade de reitor do Centro Universitário ABC, governador, eu me reuni com todos os secretários de saúde do grande ABC e também com o presidente do consórcio, o prefeito Maranh&at ilde;o. No sentido de como o Centro Universitário pode ajudar aos municípios. E o dado é extremamente importante que me foi passado pelos secretários, que na região do grande ABC já há um número de internados superando os 70% da capacidade de leitos. Isso é extremamente preocupante, se assemelha ao que nós apresentamos ontem em hospitais, em alguns hospitais do município de São Paulo, como o Hospital das Clínicas, que já tem um número elevado, acima de 70%, Mandaqui. Então já há uma pressão muito importante sobre o sistema de saúde público do estado de São Paulo. É claro que esta pressão é muito maior na área metropolitana de São Paulo, onde nós temos um maior número de casos. Um outro dado extremamente relevante, infelizmente aumenta o número de mortes. Esse aumento d o número de mortes demonstra a gravidade de muitos casos. Então são dados relevantes que mostram a necessidade de nós mantermos e ampliarmos as medidas já editadas pelo governo do estado de São Paulo. O distanciamento social, ficar em casa porque isso tem impacto relevante na curva, tanto de transmissibilidade, o poder de um emitir para o outro, de morbidade de doença como também de letalidade. Então é fundamental que nós continuemos com as nossas medidas, e sempre apelando a população que façam essa adesão. Nós estamos discutindo aqui um pouquinho antes que hoje nós temos um número de 50%. Temos que levar em conta que existe todos os profissionais de atividades essenciais que estão se mobilizando e são necessários. Se nós não tivéssemos esse número de profissionais, nós não estaría mos com o serviço de saúde, transporte e abastecimento. Então o número de 50% de hoje é um número bom. Ele é um número que altera a curva de infecção, altera a curva de morbidade e também altera de letalidade. Não é suficiente. Nós queremos e precisamos mais. O nosso objetivo sempre será alcançar os 70%. Mas ao mesmo tempo, governador, que eu preciso ver isso com relevância [ininteligível] dos 70% que estão numa quarentena que não é simples pra ninguém. Eu dei o meu testemunho ontem, governador deu de novo hoje, eu fiquei em quarentena e posso dizer que não é simples, mas absolutamente necessário.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADOD DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Davi Uip. Mais uma vez obrigado ao Dr. José Henrique Germann. Nós vamos agora as perguntas. Temos, como sempre, presenciais e online. E começamos com a TV Record, Jornalista Emerson Ramos. Emerson, boa tarde! Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, TV RECORD: Boa tarde, governador! Boa tarde a todos! Governador, queria perguntar sobre... Governador, qual o impacto que pode ter a provável saída do ministro Mandetta do ministério nesse momento no combate a pandemia, que efeito pode ter isso? O presidente Bolsonaro hoje fez uma postagem que ele reproduziu um vídeo em que o autor faz críticas ao senhor e faz críticas ao ministro Mandetta, e esse vídeo ele é intitulado como sócios da paralisia. Então queria que o senhor, por favor, comentasse isso.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Emerson. Eu vou dividir a resposta com o doutor David Uip. Pelo Governo do Estado de São Paulo, [ininteligível] respondo, um desastre, se tivermos a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e também dos seus secretários executivos. O ministro Mandetta, os seus secretários, é o Ministério da Saúde, vem demonstrando responsabilidade, apoio técnico, respeito à ciência, respeito aos princípios da saúde e, principalmente, às orien tações da Organização Mundial de Saúde. Portanto, se houver a saída do ministro Luiz Henrique Mandetta, e membros da sua equipe, entendo isso como um desastre e um risco também para a saúde pública do país, porque haverá o risco de termos não mais uma orientação técnica, uma orientação baseada e fundamentada na saúde, na medicina, e sim uma orientação política e ideológica. Em relação à postagem do presidente Jair Bolsonaro, eu prefiro não comentar. Eu gosto aqui de comentar as coisas boas e positivas para a população brasileira. E passo a palavra agora ao Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, eu falo seguramente em meu nome e em nome do secretário para dizer e atestar a ótima relação, a democrática relação, a científica relação entre a Secretaria de Estado de Saúde, o Centro de Contingência que eu coordeno e todo o grupo do Ministério da Saúde. Uma relação republicana, respeitosa e baseada o tempo inteiro em ciência. Nós nos comunicamos durante todo o período, eu não quero comentar saída ou n&ati lde;o saída, não é o meu papel. O meu papel é o papel de representante da ciência para subsidiar o secretário e o governador. E como representante da ciência, eu quero elogiar esse relacionamento, que sempre foi baseado em evidências científicas. Não só atestar, como agradecer por todos esses dias que nós temos convivido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim. Vou pedir, Emerson, que também o Dr. José Henrique Germann contribua na resposta, dado o fato de que a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo tem mantido, ao longo dessas últimas semanas, uma relação estreita com o Ministério, com o ministro Luiz Henrique Mandetta e com os seus secretários executivos também. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Muito obrigado pela oportunidade de responder esta pergunta. Eu diria que, desde o início do nosso mandato, nós fomos gradativamente estreitando relações com o Ministério, tanto na pessoa do Sr. Ministro quanto de seus secretários executivos. O secretário executivo principal e os demais secretários, que têm especificidade das suas funções, todos eles têm trazido para nós muita colaboração. É um erro estra tégico por parte do Governo de alterar esta equipe de trabalho, que está absolutamente engajada, e conhece profundamente os problemas que nós estamos vivendo agora no país. E tem relações com todos os estados, dentro de um clima bastante colaborativo e que só faz crescer o enfrentamento, as possibilidades de enfrentamento da crise nos demais estados, excetuando São Paulo. Eu não sou porta-voz, mas eu, das nossas relações, das nossas reuniões, uma vez por mês, estamos todos juntos, eu posso garantir que esta relação foi cada vez mais produtiva.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. E antes de passar à pergunta online do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, lamento informar aquilo que os jornalistas já detêm como informação, que o secretário Wanderson, um dos secretários executivos do Ministério da Saúde, acaba de pedir demissão do cargo que ocupa, e nós lamentamos bastante que isso tenha ocorrido. Perdemos um guerreiro que tem ajudado a saúde pública brasileira. Vamos agora ao Artur Rodrigues, do jorna l Folha de São Paulo. Eu não sei se o Artur está aqui em tela, senão eu vou pedir a alguém da nossa equipe que possa ler a pergunta do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo. Vou pedir então à Letícia Bragaglia que possa fazer a leitura da pergunta do jornalista Artur Rodrigues.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Alô?

LETÍCIA BRAGAGLIA: ... ocupada por pacientes de Corona Vírus, que costumam ficar mais de 21 dias internados. Estamos a algumas semanas do pico. Ontem, novamente, o estado regrediu a 50% de isolamento. O Governo já tem uma estimativa de quando os leitos de UTI no estado estarão totalmente ocupados e qual é o plano para esta situação? JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur, obrigado pela pergunta, obrigado por estar participando da nossa coletiva. Vou dividir a resposta com o Dr. José Henrique Germann, secretário da Saúde, e com o Dr. David Uip, coordenador do Comitê de Saúde. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Como sempre nós colocamos aqui, nós vivemos de cenários. Então, nós temos que entender que, se nós mantivermos este grau que nós temos de isolamento social, distanciamento social, nós podemos inferir que, provavelmente, nós teremos uma lotação dos leitos de UTI a partir do mês de maio. E se isso, após os novos leitos que a gente ainda tem para colocar, seria para o final de julho. Então, nós temos duas reservas de leitos, vamos chamar assim. Uma que deve se esgotar ou lotar até o final de maio e a outra até o final de julho.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Vamos agora, complementando a resposta à pergunta do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo, Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Esse é o grande gargalo. Não é só o leito de UTI, é o que compõe o atendimento do doente grave, que pode começar na enfermaria e ir até a alta, após a permanência na UTI. Por que do estresse? Porque você precisa ter equipamentos, e não é só respirador. Você precisa ter equipes de saúde treinadas e você precisa ter protocolo. O Estado de São Paulo trabalha, desde o primeiro dia, com protocolos de atendimento de doentes graves unificado. Isto foi feito pelo professor Carlos Carvalho, Incor, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, e melhora muito a qualidade de atendimento quando você repete e atualiza os protocolos. Então é assim que nós trabalhamos. O doente grave em UTI tem ficado em média 14 dias. O doente grave que, infelizmente, evolui para óbito, permanece em média mais do que três semanas. Então, todos esses cenários compõem as expectativas que nós sugerimos ao secretário, do ponto de vista de composição de novos leitos, quais são os limites. E os limites que provavelmente serão resolvidos aqui no Brasil, o governador teve uma reunião com a indústria automobilística, indústria que faz, trabalha com motores, talvez nós consigamos que esta indústria, também o governador vai dizer disso, possa produzir esses respiradores. A com pra de respiradores no mercado internacional é uma compra muito competitiva, o mundo está comprando. Então, tem dificuldades. Mas eu entendo que muitas coisas podem ser resolvidas pela competência e criatividade do sistema brasileiro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, obrigado, Artur Rodrigues. Antes de passar à próxima pergunta, que é presencial, do jornalista Bruno Ribeiro, do jornal Estado de São Paulo, agradecer mais uma vez a transmissão ao vivo que estamos tendo, aqui do Palácio dos Bandeirantes, da TV Cultura, da TV Record News, da Globo News e da TV Alesp, e também os flashes da TV Record, CNN, TV Globo, SBT, Rede TV e TV Gazeta. Agora sim, vamos a você, Bruno Ribeiro. Obrigado pela presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Dado esse índice de 50% e essa questão das UTIs, que está em discussão essa semana, governador, já é hora de anunciar medidas mais restritivas para a população? Isso está sendo discutido em algum momento ainda? O senhor tocou nesse assunto semana passada, queria saber o que avançou nisso, se já há um planejamento do que deve ser adotado caso esse quadro se mantenha.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, obrigado. Eu vou dividir a resposta com o Dr. David Uip, coordenador do nosso Comitê de Saúde, do Centro de Contingência do Covid-19. A nossa quarentena vai até o próximo dia 22, na próxima semana. Nós vamos, até lá, continuar insistindo e pedindo e apelando para a população do Estado de São Paulo, para ficar em casa e obedecer à orientação de isolamento social, para protegerem as suas vidas, a vida dos seus familiares, a vida dos seus vizinhos, das pess oas que vocês gostam e da comunidade de forma geral. E avaliando medidas que poderão ser anunciadas na quarta-feira da próxima semana. Nós temos tido todo o amparo e a orientação do Comitê de Saúde, e este Comitê de Saúde nos indica que devemos manter e insistir para que essa faixa, entre 50% e 60%, seja obedecida, que é o que está acontecendo, e tentativamente, após alcançarmos esta média, possamos ultrapassar os 60%. Amanhã, inclusive, na coletiva, vamos informar os municípios aqui do Estado de São Paulo que estão tendo um desempenho exemplar por ação dos seus prefeitas e prefeitos, e também da sua população, que tem sido solidária e atingido uma média superior a 50%. Vamos agora à complementação com o Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Esse grupo se reúne diariamente, 24 horas por dia, mas ontem, terça-feira às dez horas nós tivemos uma reunião, que foi importantíssima, do ponto de vista de revisão científica de tudo que tá sendo discutido, a discussão dos artigos que estão publicados e todas as curvas de acompanhamento de outros países. E eu quero dizer uma coisa interessantíssima, que quem não está trabalhando com confinamento total, nenhum país tem o índice de 50% qu e nós temos. Então, esse é um dado muito importante, e que revela que esse distanciamento social é importante. Nós discutimos também o cenário, nós entendemos, este é o consenso deste grupo, composto por 15 pessoas, que as medidas do Estado de São Paulo, neste momento, são efetivas, o que nós precisamos é, cada vez mais, convencer a população a aderir as medidas efetivas que estão implantadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Bruno Ribeiro, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos a uma nova pergunta online, não sei se temos aqui em tela, temos, é o jornalista Fernando Evans, do Portal G1, de Campinas. Fernando, boa tarde, você já está em tela, passo a palavra a você. Obrigado por estar participando da coletiva.

FERNANDO EVANS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Os dados do sistema de monitoramento mostram, realmente, essa queda acentuada do isolamento social, principalmente aqui no interior, na região de Campinas esses índices não chegaram a 60% nem mesmo no feriado da Páscoa, e oscilaram, por exemplo, abaixo de 50 na última segunda-feira. Em Americana, no mesmo dia, na segunda-feira, teve uma carreata de protesto contra essas medidas restritivas, impostas pelo Governo Estadual, como o senhor tem dialogado com os prefeitos pra tentar ampliar esses índices, e se no vas medidas serão tomadas pra garantir o aumento desse isolamento aqui na região de Campinas e no restante do interior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fernando, obrigado pela pergunta. Vai um pouco na linha daquilo que o jornalista Bruno Ribeiro do Estadão indagou agora a pouco, nós temos acompanhado, o sistema inteligente de monitoramento, que controla e nos dá dados reais, em tempo real, o deslocamento das pessoas, através desta tecnologia, tem nos indicado as cidades que estão desempenhando melhor e as cidades que precisam melhorar. Campinas tá numa faixa intermediária, ontem mesmo o prefeito Jonas Donizete, prefeito de Campinas, esteve aqui con osco, ele tem feito um bom trabalho, uma boa orientação no âmbito de Campinas e da região metropolitana de Campinas, para subir o índice de 50% e eu confio que a população dessa região metropolitana de Campinas vai alcançar resultados ainda melhores. Em relação a Americana, uma carreata com duas dúzias de veículos e pessoas gritando, não me parece exatamente uma representação majoritária daquelas pessoas que vivem em Americana, ou outras pessoas que vivem na região metropolitana de Campinas, eu não quero desmerecer nenhum tipo de manifestação, mas não vejo representatividade que possa ser levada em conta, de um grupo tão pequeno de baixa expressão e que teima em desconsiderar a orientação da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e dos profissionais da saúde do Estado de São Paulo, felizmente a maioria da população no Estado de São Paulo, seja em Americana, seja na região metropolitana de Campinas, em outras cidades, tem apoiado o isolamento e atendido a nossa recomendação. Havendo necessidade de outras medidas, nós anunciaremos, conforme já respondi ao jornalista Bruno Ribeiro, do Estado de São Paulo, no próximo dia 22, na quarta-feira, quando vence o período da atual quarentena. Vamos agora a uma nova pergunta presencial, é do jornalista Pedro Duran, da CNN, que está transmitindo flashs ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes, Pedro Duran, boa tarde, passo a palavra a você para sua pergunta.

PEDRO DURAN, REPÓRTER: Tudo bom, governador? Boa tarde pro senhor, boa tarde pra todos aqui presentes. Eu odeio ser repetitivo, mas vou ter que voltar ao tema dessa possível demissão do Ministro Luiz Henrique Mandetta, que é o principal assunto do dia, e da demissão do secretário Vanderson. A minha pergunta é um pouquinho diferente da do colega que falou anterior, eu queria perguntar pessoalmente pro senhor qual foi a última vez que o senhor falou com o Ministro Mandetta e qual foi o tom dessa conversa, se ele já disse ao senhor que tem esse receio de ter que deixar o cargo, e do ponto de vista prático, quais seriam as implicações dessa saída aqui no sistema de saúde de São Paulo, a gente sabe, inclusive, que tem médicos aqui do sistema paulista sendo sondados pelo presidente Bolsonaro, pra ocupar o lugar do Ministro Mandetta, a gente contou isso na CNN, queria ver, o senhor falou que seria uma troca técnica por uma troca política, mas, eventualmente, também pode ser uma médico que tenha aí colaborado com o sistema público de saúde de São Paulo. E pra terminar, queria a sua avaliação pessoal sobre como está conduzindo essa crise na saúde o Ministro Mandetta, e como está conduzindo essa crise na saúde o presidente Jair Bolsonaro. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pedro Duran, obrigado pelas perguntas. Eu vou dividir a resposta com os dois médicos aqui presentes, o Dr. David Uip e o Dr. José Henrique Germann, eu falo com alguma constância, através de WhatsApp com o Ministro Luiz Henrique Mandetta, quem fala e quem dialoga com ele mais, até por necessidade e por obviedade são os médicos, é o Dr. David Uip e o Dr. Luiz Henrique Germann. Nunca falei com o Dr. Vanderson, mas me tornei admirador dele ao assistir e acompanhar as suas coletivas de imprensa, a f orma serena, precisa e técnica com que ele apresentou até aqui as posições do Ministério da Saúde e as defesas tecnicamente corretas, repito, que ele formulou, e lamento bastante a sua saída do Ministério, como já foi anunciado. O Ministro Mandetta ainda não há esse anúncio, nós estamos aqui falando sobre um campo de hipótese, assim como da hipótese de médicos do sistema de saúde privado aqui de São Paulo, que poderiam ser convidados a ocupar a posição, hoje ainda detida pelo Ministro Luiz Henrique Mandetta. Eu não quero fazer especulações, e nem comentários sobre o presidente Bolsonaro, prefiro aguardar para deliberar e comentar sobre fatos específicos, e não sobre especulações. Passo a palavra agora ao Dr. David Uip e, na sequência, Dr. Germann.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Secretário Vanderson é um amigo de muitos anos, e uma pessoa que nós sempre fomos muito próximos, eu falei com o secretário Vanderson longamente nesse último final de semana, a respeito de panoramas, aspectos científicos, discussão de trabalhos apresentados, ele é um indivíduo que tá sempre muito atualizado e essas nossas discussões sempre foram muito adequadas, tanto pra ele, como pra mim, no sentido de aprendizado e evolução daquilo que nós ent endemos, do ponto de vista científico, ser mais adequado do enfrentamento desta pandemia. Então, o Vanderson é um indivíduo que eu gosto muito, um amigo pessoal, e quero também agradecê-lo por todo companheirismo e amizade de todos esses anos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Dr. Germann. Obrigado, Dr. David Uip, perdão, agora sim, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O secretário Vanderson é um apaixonado por aquilo que ele faz, nas diversas conversas e nas diversas reuniões que nós temos na tripartite em Brasília, uma vez por mês, e também, seja por telefone, ou algum outro meio de comunicação entre a secretaria e o ministério, nós percebemos a extrema dedicação e competência do secretário. Quanto a questão do ministro, eu sigo a mesma posição, acho que ele tem, no pla no estratégico, um posicionamento extremamente coerente e conhece profundamente, não só o SUS, como a crise que nós estamos vivendo nesse momento, então, é uma perda, se isto vier a ocorrer, nesse sentido, do ponto de vista de estratégia para o enfrentamento desta crise.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Obrigado, Pedro Duran. Vamos agora a uma pergunta online, da jornalista Maju Leite, da Rádio Bandeirantes. Maju, boa tarde, você já está em tela, passo a palavra a você.

MAJU LEITE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Um decreto da prefeitura de São Paulo foi publicado hoje, que recomenda novos horários de funcionamento dos serviços essenciais, como o senhor avalia essa medida e se o senhor pretende aplicar essa medida no estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maju, avaliamos positivamente, discutimos hoje pela manhã com o comitê de saúde, é uma medida correta e acertada do prefeito Bruno Covas, e vamos avaliar, sim, a possibilidade de recomendar pra que outras cidades, sobretudo cidades com mais de 200 mil habitantes, aqui no Estado de São Paulo, possam adotar, vamos verificar o funcionamento nesses próximos três dias, avaliar os pontos positivos, eventualmente algum ponto a ser corrigido, para aí, então, passarmos a recomendação as outras prefeituras do Estado de São Paulo. O esforço conjunto que o Governo do Estado vem fazendo com a prefeitura da capital de São Paulo, que é o epicentro do epicentro das ocorrências desta crise, tem nos dado sempre uma orientação muito precisa de que o trabalho conjunto, o trabalho integrado é a melhor alternativa para superar a crise. Obrigado, Maju. Nós vamos agora a penúltima pergunta da nossa coletiva de hoje, que é do jornalista Gilvandro Oliveira, da Rede Brasil. Gilvandro, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

GILVANDRO OLIVEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador, estou aqui como correspondente da Rede Brasil, primeiramente, São Paulo te agradece a quarentena, realmente, a coisa tá funcionando, e é dessa forma que a gente tá vendo que a gente vai vencer essa batalha, com certeza. Os amigos e os irmãos aqui presentes também, todos os colegas jornalistas. Governador, boa tarde, de acordo possivelmente ainda o Ministro Luiz Henrique Mandetta, o período mais preocupante dessa crise do Covid-19 será agora entre maio e junho, como é que o governador está prepa rado, já que o senhor vem se antecipando a nível, até à frente de outros governadores, principalmente essa semana o senhor fez uma belíssima arrecadação de mais de 300 milhões. Está preparado?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: São Paulo está preparado sim, Gilvandro. Obrigado pela pergunta. Eu vou compartilhar obviamente com a saúde, com o Dr. Jose Henrique Germann e o Dr. Davi Uip, mas estamos preparados, exatamente porque sabemos ouvir e atender a recomendação da medicina, da ciência e da saúde. Por isso mesmo que nós estamos com a situação sob controle no estado, e pedindo sempre a cooperação das pessoas para que permaneçam em suas casas. E orientando tanto o sistema público de sa&uacut e;de quanto o sistema privado, e fazendo aquilo que é a nossa obrigação de atender na proteção social aqueles que estão em estado de pobreza, ou extrema pobreza. E muito, muito felizes também, com a solidariedade de pessoas e empresas aqui de São Paulo, que permitiram ao longo dessas quatro semanas a totalização de 367 milhões de reais em doações. É um gesto de grandeza, além de vários outros que independentemente desse Comitê Empresarial Solidário que já foram anunciados publicamente, tenho certeza de que isso vai estimular outras empresas, corporações e até mesmo pessoas a terem gestos na mesma linha.Vou pedir então ao Dr. Germann para complementar a questão formulada pelo Gilvandro, especificamente em relação ao m&ecirc ;s de maio, período onde nós teremos, você está certo, aliás a posição é do ministro Mandetta, e ele está correto ao afirmar que será o período mais difícil do Coronavírus aqui no Brasil, obviamente aqui em São Paulo também. Dr. Germann.

JOSE HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nesse sentido que várias ações que nós temos feito, se relaciona à questão do estado como um todo. Todos vocês sabem o governador liberou dias atrás uma verba para os municípios acima de 100 mil habitantes e também, posteriormente, logo a seguir, para os municípios abaixo de 100 mil habitantes. Isto dá para os municípios a capacidade... de se estruturar melhor no enfrentamento da crise. E nesse sentido, a gente tem apoiado diuturnamente, diria par a vocês. E os municípios têm todo um apoio por parte da secretaria, de informações, de orientações do que tem que ser feito, e por parte do governo os recursos financeiros que foram distribuídos. Então... além disso, no interior do estado de São Paulo, cidades menores têm uma incidência, algumas nenhum caso, e isso facilita a execução do trabalho do prefeito, do secretário de Saúde com relação ao enfrentamento da crise. São muitos poucos casos, mas que sempre têm que receber um tratamento, e tal e qual uma cidade como São Paulo.

DAVID UIP, CHEFE DO CENTRO DE CONTINGENCIAMENTO DO CORONAVÍRUS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós tivemos a oportunidade do aprendizado, aprendizado com outros países que foram acometidos antes do Brasil, e o estado de São Paulo. O estado de São Paulo se importou desde o primeiro momento no avanço. Então, as medidas foram tomadas em cima de constatações científicas e de fatos já vistos em outros países. Então, é isto mesmo, nós temos esse trabalho dos grupos, nos apontam que nós vamos ter um pico da metade de ma io para a frente, o que resta saber é se nós vamos enfrentar uma montanha ou um iceberg? Todas as curvas que nós estamos acompanhando, são vários grupos, da saúde, da secretária Patrícia Ellen, chegam no mesmo patamar. Nós estamos conseguindo baixar a curva, só que obvio que nós precisamos continuadamente do apoio da população. A sua introdução foi muito feliz em dizer que a população está ajudando, e isto é definitivo nesta situação que nós vamos enfrentar, uma montanha ou iceberg.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Davi Uip, Dr. Jose Henrique Germann, muito obrigado Gilvandro Oliveira da Rede Brasil, pela sua participação e suas perguntas. Antes da última pergunta na coletiva de hoje, queria informar e agradecer também a transmissão ao vivo, contínua, da TV Band News, da própria Rede Brasil, da qual participa o jornalista Gilvandro Oliveira, e do Uol também em transmissão direta aqui do Palácio dos Bandeirantes. Vamos agora à última pergunta de hoje do jornalista William Cury d a TV Globo, Globo News, Will boa tarde, sua pergunta por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? Eu vou retomar o assunto do isolamento mais a ocupação de hospitais. Interessante a fala do secretário, de que já há uma pressão dos hospitais, e já a partir de maio já pode ter uma lotação dos leitos de UTI que são destinados ao Covid-19. E sobre a taxa de isolamento, ontem foi divulgada a taxa da segunda-feira, que foi de 50%, a de ontem ainda não foi divulgada, mas uma percepção de quem anda por aí, é que pode ser pior do que a de segunda-feira, não s ei qual que é a taxa de ontem. E a tendência, descontando período da páscoa, é de queda, né? A gente percebe que a tendência é de queda. Por que que as medidas mais duras podem ser anunciadas só na semana que vem e não antes, já que os apelos por conscientização não estão funcionando? Eu queria... não estão funcionando como o governo esperava que fosse de 70%. Eu queria também citar a palavra do secretário mais uma vez sobre a pressão dos hospitais, né, se essa taxa se mantiver em 50% o leito pode lotar antes de maio? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado William Cury. Vou dividir a resposta com os dois médicos: o Dr. Jose Henrique Germann e o Dr. Davi Uip. Mas acho que você está um pouquinho pessimista. A taxa de isolamento de ontem foi de 50%, o mesmo número de anteontem, portanto 13 e 14 de abril a taxa foi igual de 50%. E nós temos que confiar, acreditar e estimular as pessoas que estão nos assistindo, estão nós ouvido, estão acompanhando essa coletiva para seguirem de forma determinada o seu isolamento, e estimulando amigos, parentes e vi zinhos a fazerem o mesmo, a seguirem o isolamento. Nós vamos até o dia 22, que é a data conforme já mencionei, onde teremos esta quarentena determinada, e aí sim faremos uma avaliação e tomaremos as decisões que forem necessárias. Eu agora passo a palavra para o Dr. Germann sobre o tema dos hospitais, e do isolamento também com o Dr. Davi Uip. Germann.

JOSE HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, dentro da sua pergunta, se nós não mantivermos 50% na média da lotação dos casos de UTI, nós não precisamos lançar mão de mais nenhum outro recurso adicional de leitos que nós já estamos preparados para isso. Não é isso que vai acontecer, nós vamos ter que chegar até lá, provavelmente lá para o final de maio nossa perspectiva, é como você viu e vocês viram em um dos hospitais que est&at ilde;o sendo mais estruturados, e esses estão já com uma taxa de ocupação de 70%, e obviamente que você vai ter hospital com muito abaixo disso. Então, nesse sentido que nós estamos preparando um outro lote de hospitais para adentrar em campo, na hora que esses aqui atingirem 90, 95% de ocupação, e que nós esperamos que seja para o final de maio, no meio de maio para a frente. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Germann. Vamos agora ao Dr. David Uip complementando a resposta à pergunta do jornalista William Cury da TV Globo, Globo News.

DAVID UIP, CHEFE DO CENTRO DE CONTINGENCIAMENTO DO CORONAVÍRUS DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você está lembrado que você participa desde o primeiro momento, que a primeira avaliação do Centro de Contingência é que nós precisaríamos mais 1.400 leitos de UTI para esse enfrentamento desses primeiros meses. O Governo do estado já entregou 1.570 leitos a mais, então esse cenário vem sendo seguido desde o primeiro momento, e perseguido no sentido de suprir o estado dos leitos necessários. Além desses leitos, que já foram conseguidos, o secretário, ele se movimenta em outros caminhos em busca de novos leitos, então existem novos leitos que vão ser apresentados pelo secretário nos próximos dias, existem outros hospitais, tanto da cidade de São Paulo como do estado de São Paulo, que estão se adequado aos novos momentos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Davi Uip, obrigado William Cury da TV Globo, Globo News. Com isso nós estamos encerrando a nossa coletiva de hoje, amanhã estaremos aqui às 12horas30min, o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, estará conosco. Queria ao encerrar, agradecer mais uma vez a presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, os que vieram presencialmente, os que não podendo vir presencialmente online acompanhando e participando. Agradecer você que está nos assistindo, nos acompanhado da sua casa ou do seu trabalho. Pedir que você continue sendo solidário, continue cultivando a vida, e não cultivando a morte. O nosso dever, a nossa obrigação é cultivar a vida, cultivar a saúde e não a morte, não dê atenção para informações que estimulam você a sair de casa desnecessariamente, não dê atenção informações nas redes sociais que propõem aglomerações, não dê atenção àqueles que não são da área médica, não são da ciência e que, portanto, não são capacitados a orientar você de forma correta, siga a orientação da medicina, da saúde, e da ciência, fique em casa, uma boa tarde e até amanhã.