Coletiva - Governo de SP implanta hospital exclusivo Covid na zona Norte da capital 20212203

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Coletiva - Governo de SP implanta hospital exclusivo Covid na zona Norte da capital 20212203

Local: Capital – Data: Março 22/03/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito boa tarde a todos, muito bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do governo de São Paulo. Hoje trazendo cinco notícias especiais para a população de São Paulo e do Brasil, agradecendo a presença de toda a imprensa, a presença da nossa equipe de trabalho, dos nossos secretários, do centro de contingência. E antes de trazer essas notícias, em meu nome e em nome da equipe do governo de São Paulo, nos solidarizarmos com o governador João Doria que nesse final de semana, mais uma vez, sofreu ataques de pessoas insensatas, insanas, na sua residência e também pelas redes sociais. Isso é repugnante, causa revolta a equipe de trabalho do governador que é testemunha do esforço do governador João Doria para preservar vidas, para estar do lado certo no combate ao Coronavírus. As medidas de distanciamento social, a fase emergencial que São Paulo vive foi fruto de muita discussão e baseado nos números da ciência e nas recomendações do centro de contingência. Então, ao nosso governo, em nome da sua equipe dizer que ele não está sozinho, ao lado dele e da sua equipe, milhões de pessoas apoiando as decisões tomadas pelo governo de São Paulo para salvar vidas. Nas informações de hoje, a primeira delas é a entrega de mais vacinas pelo Instituto Butantan. Na manhã de hoje o Instituto Butantan em São Paulo entrega mais de um milhão de doses para o Brasil. Esse um milhão de doses de vacinas entregues nessa manhã será usado em todos os estados brasileiros. Com mais essa remessa chegamos a 25,600 milhões doses entregues ao programa nacional de imunização. Somente nesses últimos 10 dias foram mais de 8,300 milhões doses. Isso significa que em apenas 10 dias o Butantan entregou ao Brasil uma quantidade de doses superior as doses totais que são aplicadas em países de primeiro mundo, como o Canadá. Espanha, Itália e Japão. Mais uma vez o nosso agradecimento ao Instituto Butantan por estar salvando a vacinação no Brasil. E depois, mais detalhes serão dados pela Dra. Rejane que é presidente do nosso programa estadual de imunização. A segunda notícia de hoje é que o História de Vila Penteado na Zona Norte da capital passa a atender exclusivamente pacientes de Coronavírus. A partir de amanhã, portanto, dia 23 de março, o Hospital de Vila Penteado na Zona Norte aqui da capital passa a atender paciente com Coronavírus. São 196 leitos, sendo 55 leitos de UTI e 141 leitos de enfermaria dedicados a pacientes Covid. Todas as demais doenças que eram atendidas nesse hospital já estão sendo absorvidas por outros hospitais da rede estadual. Esses novos leitos fazem parte da expansão da rede de saúde anunciada no começo do mês pelo governo de São Paulo e que prevê mais de 1.100 leitos novos e 12 novos hospitais de campanha. Isso ajuda na logística da distribuição de oxigênio e também de insumos e já começa a funcionar a partir de amanhã. Mais detalhes serão dados também pelo nosso secretário Jean Gorinchteyn. A terceira notícia de hoje é que o governo de São Paulo mobiliza a iniciativa privada para aumentar a produção e distribuição de oxigênio no nosso estado de São Paulo. Em reunião realizada nessa segunda-feira coordenada pelo governador João Doria aqui no palácio, fornecedores garantiram o fornecimento de oxigênio para os leitos de UTI do nosso estado de São Paulo. A Ambev se prontificou a criar, em um prazo de 10 dias, uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto e doar integralmente a produção que será suficiente para 120 cilindros por dia. Também a Copagaz utilizará a sua frota que distribui hoje botijão de gás, para o transporte e a logística de cilindros de oxigênio. E esse esforço do governo de São Paulo é para atender a rede estadual de hospitais, mas também leva em conta as redes municipais de hospital público, a rede de entidades filantrópicas, as nossas Santas Casas e também a rede privada. Sobre o tema a nossa secretária Patrícia Ellen dará detalhes à imprensa aqui presentes. A quarta notícia de hoje, o governo federal continua descumprindo a decisão do STF de financiar leitos de UTI em São Paulo. No dia de hoje apenas 20% dos leitos de UTI do nosso estado têm financiamento federal. Há 28 dias o Ministério da Saúde descumpre uma decisão do STF que é a de retomar o custeio de todos os leitos de UTI no nosso estado. O dinheiro enviado pelo governo federal até o momento é suficiente para cobrir apenas 20% dos 5.800 leitos de UTI SUS que estão, nesse momento, em atividade e ocupados por pacientes, por brasileiros de São Paulo. O Ministério de Saúde faz um grande alarde do repasse realizado até o momento, mais faltou informar que mais de 80% dos leitos seguem sem financiamento federal. Enquanto o governo federal se nega a cumprir a sua obrigação prevista no SUS, o estado de São Paulo e os municípios continuam a custear esses leitos que estão atendendo milhares de pessoas. Eu queria reforçar esta informação, o governo federal tem deixado e os municípios brasileiros numa situação asfixiante. O governo federal é ausente, seja no oxigênio, seja no financiamento de UTIs e isso ele faz de maneira deliberada. Ele abandona o SUS quando deixa de pagar um leito de UTI, ele abando na o SUS quando deixa de coordenar a entrega de oxigênio para todo o Brasil, é só observarmos o que aconteceu em Manaus e, portanto, é uma negação ao SUS o que nós estamos vivendo nesse momento sobre o financiamento federal de leitos aqui no estado de São Paulo. E a quinta notícia é que o nosso secretário Rossieli da Educação informa que o estado de São Paulo investe mais de R$ 234 milhões na compra de ônibus escolares. São 868 ônibus escolares que foram adquiridos pelo governo de São Paulo e que estarão à disposição dos municípios para o momento adequado da retomada das aulas. A secretaria, portanto, investiu mais de R$ 230 milhões para a aquisição desses ônibus e eles estão sendo distribuídos em centenas de municípios paulistas para dar mais segurança no transporte escolar dos alunos, preparando o momento da nossa retomada às aulas. E o nosso secretário Rossieli dará mais informações a esse respeito. Essas são as notícias iniciais da nossa coletiva de hoje e eu passo agora a palavra à Dra. Regiane, coordenadora do programa estadual de imunização para falar sobre a distribuição de doses do Butantan na manhã de hoje.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada vice-governador, boa tarde a todos e todas. Então, hoje o Butantan, como já foi dito, entregou um milhão de doses de vacinas e o que é muito importante que a gente coloque aqui, que com isso, com essa remessa, o Instituto Butantan já entregou 25 milhões e 600 mil doses ao programa nacional de imunização. Eu queria ressaltar que essas entregas do Butantan, elas são fundamentais para o enfrentamento da pandemia e que hoje, no dia de hoje, nós precisamos de mais vacinas. O cronograma que foi dado pelo Ministério da Saúde não vem sendo cumprido na distribuição de outras vacinas, portanto, nós precisamos muito que mais vacinas cheguem até todos os estados para que a gente possa, de forma conjunta, combater essa pandemia. Só com vacinas e sim com mais vacinas sendo entregues pelos fabricantes e chegando de forma coerente até todos os estados, nós poderemos avançar no enfrentamento da pandemia. Eu gostaria de colocar também o vacinômetro, as doses aplicadas no estado de São Paulo, 4.718.193 doses, sendo que de primeira dose 3.504. 422 doses e de segunda dose 1.213.771 doses. Lembrando também que o Butantan tem sido o nosso grande suporte, o Instituto Butantan, a vacina do Butantan é o nosso grande suporte para que o estado de São Paulo, em números absolutos, esteja em primeiro lugar. Isso significa muito, mas precisamos avançar. Por isso fica aqui essa solicitação, esse pedido ao Ministério da Saúde que, por favor, cumpra aquilo que ele disse que faria com entrega de novas vacinas. Nós aguardamos muito, não só o estado de São Paulo, mas como todos os outros estados brasileiros. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Regiane. Agora, vamos ao nosso secretário Jean Gorinchteyn para detalhar a dedicação exclusiva do Hospital da Vila Penteado à pacientes Covid.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde vice-governador, boa tarde a todos. Estamos na 12ª semana epidemiológica do ano de 2021, na segunda semana da fase mais restritiva do Plano São Paulo que é a fase emergencial. Lembrando que em quatro semanas tivemos um aumento do número de internações de 110% em relação aquilo que nós vimos no dia 22 do mês de fevereiro. HOJE atingimos 28.638 pessoas internadas, sendo 12.068 nas nossas unidades de terapia intensiva. As taxas de ocupação no estado de São Paulo já estão em 91,2% e na Grande São Paulo 91,3. O que eu gostaria muito de ressaltar que ainda é de uma forma muito precoce, mas nós tivemos uma elevação muito discreta em relação às últimas 72 horas. Lembrando que nós estamos ainda numa segunda-feira que dados podem ser aportados ao longo do dia e nas próximas 24 horas, mas isso já é um esboço que tanto a nossa fase vermelha, quanto a nossa fase emergencial, está surtindo efeito. Então, a colaboração da população está sendo fundamental, papel imprescindível neste momento. Nós estamos hoje com 2 milhões, 311 mil, 101 casos, infelizmente 67.602 pessoas, infelizmente perderam as suas vidas, que eu gostaria de ressaltar é que nós temos um índice de isolamento, nesse final de semana, no sábado 47%, lembrando que na semana anterior nós tínhamos um ponto percentual a menos, e também no domingo que nós tínhamos anteriormente 50 pontos percentuais de restrição, de isolamento, e hoje nós estamos com 51% de índice de isolamento, ou seja, estamos melhorando, estamos progredindo. [Próximo]. Nós temos ainda uma elevação, um comparativo entre a 10ª para a 11ª semana epidemiológica, uma elevação de 17,7% no número de casos, um incremento ainda de 18,8% no número de internações e 35,4% número de óbitos. É importante nós lembrarmos que quando nós falamos de internação e de óbitos, nós estamos falando àquilo que era referente a duas, três semanas, de pacientes que tiveram sintomas leves, agravaram seus sintomas, foram internados e evoluíram com uma gravidade maior na sua doença e morreram. Portanto, nós estamos de olho exatamente na evolução da pandemia para garantir, dessa forma, realmente, uma grande e melhor assistência a toda a nossa população. Estamos vacinando e vacinando mais, fazendo a intensificação das blitz, fazendo os desmembramentos de festas, encerrando essas festas que infelizmente ocorrem, as festas clandestinas. Estamos aumentando a distribuição dos respiradores emergenciais para todo o estado, batemos a marca de 200 respiradores distribuídos, com a possibilidade, na próxima semana mais 50 serem ofertados para vários municípios e também ampliando o número de leitos. Desses 1.118, nós temos agora 196leiots que já estão sendo 'operacionados' a partir de hoje, ao longo de várias regiões do estado, tanto Carapicuíba, região do Grajaú, a região de Guarulhos, em várias regiões do estado que hoje estão sendo referendadas para o atendimento de Covid. E falando em 'referenciamento' de leitos de Covid, por uma questão de atenção centralizada para os pacientes Covid, principalmente aqueles com formas graves. Utilizamos como unidade modelo a Vila Penteado, que passa, portanto, a atender exclusivamente os pacientes com diagnóstico de Covid. Todas as outras doenças serão, portanto, destinadas a outros hospitais da região da Zona Norte de São Paulo, permitindo dessa forma um aumento de 10 leitos nas unidades de terapia intensiva, passando de 45 para 55 leitos, e das enfermarias, aumentando em 91 leitos de enfermaria, totalizando aqui também 196 leitos, totalmente voltados para o atendimento Covid, garantindo assim que nós possamos salvar mais vidas. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora, passar a palavra para a Patrícia Ellen, que vai contar em detalhes o esforço do governo de São Paulo para aumentar a produção de oxigênio no estado. Existe uma responsabilidade direta do estado, que é com a rede estadual, e nós temos tido uma atenção já há muitas semanas sobre a rede estadual, mas existe também uma preocupação do governo de São Paulo, do governador Doria, de apoiar as redes municipais, as redes de Santas Casas, hospitais filantrópicos, e também a rede privada. Não é responsabilidade direta do estado, mas essa reunião de hoje, que foi coordenada pelo governador João Doria, também teve este objetivo, de fazer essa coordenação estadual, que, infelizmente, não é feita a nível de Brasil hoje. Por favor, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, Rodrigo. Bom, hoje a reunião foi muito importante, nós tivemos a reunião com a participação das cinco principais empresas fornecedoras de oxigênio no estado de São Paulo, e obviamente para todo o Brasil. Tivemos White Martins, Air Liquide, Air Products, a IBG e a Atmosfera Gases. Também contamos com a presença muito importante da Ambev e da Copagás, e da Abiquim, que tem sido a associação que tem feito toda a articulação desse setor para todos nós. Hoje, com a presença do governador João Doria, o objetivo foi ouvir quais são os grandes desafios que as empresas têm e garantir que teremos a produção e o fornecimento de oxigênio assegurada para todo o estado. As empresas garantiram o fornecimento, tivemos a excelente notícia da Ambev, com essa fábrica agora, essa usina em Ribeirão Preto, que produzirá 120 cilindros por dia. A Ambev, para além disso, também está se comprometendo em doar, não somente o oxigênio, mas toda a infraestrutura de logística, para que esse serviço chegue na ponta, onde mais precisa, nos hospitais e nas UPAs, para salvarmos vidas. Temos também a Copagás, colocando à disposição os seus serviços de logística, para que possamos, através desse esforço de união, conseguir garantir esse fornecimento. O que temos de novidade, para além disso, criamos uma força-tarefa, onde nós faremos agora, a partir de hoje, uma distribuição de trabalhos com base nos principais desafios apontados. Um deles é exatamente cilindros. Nós temos um desafio com cilindros, porque com o novo cenário da pandemia, nós passamos a ter leitos de UTI em UPAs, em regiões descentralizadas, fizemos uma expansão muito grande da nossa rede, e com isso trouxemos esse desafio de termos oxigênio no formato de cilindros, onde nós tínhamos antes através dos tanques, é o principal tipo de fornecimento. Agora, temos que ter uma demanda muito maior de cilindros também. Então, um pedido adicional para todas as empresas que tenham cilindros, que possam nos apoiar nesse momento, é muito importante que nos procurem, porque essa talvez seja a força-tarefa principal nesse momento. As universidades estaduais, junto com empresas de solda, já estão fazendo a primeira parte do levantamento e doações, mas toda ajuda, nesse momento, é muito importante. Além disso, nós criamos uma força-tarefa de logística, onde a Ambev e a Copagás se incorporaram a essa força-tarefa, e também doando seus serviços, e uma força-tarefa de articulação com o governo federal e também na parte de apoio a todos os profissionais que estão atuando em toda a cadeia de produção e fornecimento de oxigênio. O momento é de união, momento de muita coordenação. Reforçando as palavras do nosso vice-governador, estamos fazendo esse trabalho em São Paulo e, reforço, todas as empresas se comprometeram em honrar seus compromissos, da entrega do oxigênio em todo o estado. O trabalho agora, para além da entrega, é garantir que não haja interrupção no fornecimento, por nenhum tipo de desafio, e que consigamos também ter oxigênio adicional para os leitos extras que estamos abrindo agora nos próximos dias. Muito obrigada a todos que estão participando conosco e reforço novamente esse pedido para todos os que estão atuando com o governador. O governador João Doria pessoalmente participou de toda a articulação no fim de semana e também na reunião de hoje, e ele pediu novamente para as empresas que estão participando para que garantam esse fornecimento, não somente para o estado de São Paulo, mas para todo o Brasil. Essas empresas, muitas delas, têm suas usinas no estado e estão fornecendo oxigênio não somente para São Paulo, mas para todos os estados. Então, essa é uma força-tarefa que o governador integrou durante todo o fim de semana, não somente para o nosso estado, mas para todos que estão precisando de oxigênio nesse momento em todo o Brasil. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Quero destacar também e agradecer o papel do Wilson Melo, que é o nosso presidente da Investe SP, que tem um diálogo permanente com o setor produtivo de São Paulo nesse tema, Wilson. Muito obrigado. Vamos passar agora ao nosso secretário da Educação, Rossieli Soares, que vai detalhar essa ação de compra de ônibus escolares para a população de São Paulo. Quero destacar aqui a presença de alguns prefeitos do interior, agradecê-los por essa presença e pela parceira que mantêm com o governo de São Paulo. Por favor, Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, Rodrigo, boa tarde a todos. É muito rápido, pode passar. Como o Rodrigo já destacou, nós estamos, desde o ano passado, e continuamos ampliando a nossa frota, muitas vezes é ampliação, muitas vezes substituição de frota. Então, recursos, absolutamente recursos estaduais, não existe aqui recurso federal na compra desses ônibus. São 868 ônibus adquiridos, são estes que nós temos aqui fora, entre modelos da Mercedes-Benz e da Volkswagen, sendo que nós já entregamos, de janeiro até agora, 549 ônibus para 372 municípios, e vamos entregar todos os demais agora nestes próximos dias. Isso é importante, porque transporte escolar, que é executado por convênio, junto com os prefeitos... Aliás, agradecer às prefeituras que aqui estão mais uma vez, a prefeitura de Socorro, que está aqui hoje com a gente, Itapirapuã, Pedregulho e Sandovalina. Agradecer a todos esses e a todos os demais, pois quando do retorno das aulas, um dos itens mais importantes que nós temos é a regularização, a organização do transporte escolar, que é um dos itens mais inclusivos. Sem o transporte escolar, nós não chegamos a todos, e a gente continua numa constante preparação para que, quando do retorno às aulas presenciais, quando tivermos condições de estarmos com tudo funcionando no nosso estado, nós estejamos com a educação sempre preparada. E destaco aqui, Rodrigo, a importância, mais uma vez, da parceria com as prefeituras para o transporte escolar. Obrigado, boa tarde a todos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Vamos passar agora às perguntas dos jornalistas, que já foram previamente inscritos. Primeira pergunta de hoje é da Bruna Macedo, da CNN.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Obrigada. Tudo bem? Boa tarde, boa tarde a todos. A minha pergunta é no que diz respeito aos oxigênios. Uma força-tarefa então montada para que a gente não tenha uma interrupção nesse momento. Eu queria saber se, nestes 10 dias em que a usina ainda não deve estar pronta, a gente corre esse risco de não ter oxigênio para os pacientes internados aqui em São Paulo, por uma questão de logística, enfim. E também eu estendo a minha pergunta para os kits de intubação. No final de semana teve uma notícia bem importante: em São Vicente, havia o risco dos pacientes de lá serem entubados, eu não sei se esse é o termo correto, mas de terem aí a intubação retirada por falta de medicamento. Eu queria saber como é que está o estoque do estado de São Paulo em relação a esses kits, se a gente corre o risco de ficar sem. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruna, eu vou passar para o Dr. Jean e o Gabbardo, e a Patrícia também, comentarem, mas é importante registrar que a responsabilidade direta do estado é com a rede estadual. Na rede estadual, nós temos o controle de estoque, nós temos o controle de uso desses insumos de oxigênio e tantos outros. Quando você vai para as redes municipais, que é o caso da cidade que você citou, quando você vai para as Santas Casas, que são os hospitais filantrópicos, quando você vai para os hospitais privados, naturalmente cada um tem esse controle pormenorizado, como o estado tem, da sua rede. A reunião de hoje do governador foi justamente para ampliar a visão do estado e o apoio do estado, para todas as redes aqui do estado de São Paulo, mesmo que não de responsabilidade direta do governo de São Paulo. Então, esse foi o esforço, ele começou já há algumas semanas atrás, para garantir o abastecimento de oxigênio na rede estadual, e culminou hoje com essa reunião mais ampliada, para que também o governo de São Paulo possa apoiar essas outras redes, que também salvam vidas em São Paulo. E o comentário do Dr. Jean, depois também do Dr. Gabbardo sobre isso, finalizando com a Patrícia, no detalhamento das entregas de oxigênio.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Ao longo da semana anterior, nós já estivemos, a Secretaria de Estado da Saúde, em contato com as empresas produtoras de oxigênio, e foi-nos garantido que o estado de São Paulo, especialmente toda a rede estadual, os hospitais, as UTIs, estariam garantidas no fornecimento de oxigênio. Porém, nós identificamos alguma preocupação para alguns municípios. Nós alertamos vários secretários da Saúde desses municípios, para que se antecipassem frente a esses contratos. Mas de toda sorte, se achou muito mais importante, sob inclusive a liderança do governador João Doria, que nós tivéssemos uma outra estratégia para ajudar e apoiar esses municípios. Foi então acionada a Investe SP, no nome de Wilson Melo, que fez os contatos e trouxe à iniciativa privada para estar nos ajudando, especialmente por uma questão de logística, de distribuição dos cilindros de oxigênio. Cidades pequenas, elas não têm aqueles grandes tanques para oxigênio, precisam de cilindros. E quanto mais distantes são essas cidades e a utilização do oxigênio acaba sendo muito maior, maior número de vezes que os caminhões precisam ir até lá para levar. Então, dessa maneira, com apoio da iniciativa privada, hoje teremos não só a condição de recolher esses cilindros, enchê-los em unidades estratégicas e retomar para essas cidades, fazendo com que, dessa maneira, nós estejamos protegendo a vida, permitindo que todas as pessoas sejam acolhidas de forma digna, numa doença tão dramática. Com relação à questão relacionada aos kits de intubação, infelizmente, mais uma vez, nós observamos a falta de coordenação do Ministério da Saúde, a mesma falta de coordenação que houve em relação a vacinas, e respiradores, uma vez que o país inteiro precisa desses kits e era natural, normal que, eventualmente, o consumo aumentado pudesse promover algum risco de desabastecimento. Dessa forma, o que nós fizemos novamente? Oficiamos o Ministério da Saúde, nesse quesito, para que nos ajude, mas optamos por fazer mudanças de protocolos, usando outros medicamentos disponíveis, que possam, sim, garantir que essas pessoas possam se manter intubadas, ou seja, com auxílio dos aparelhos, sem qualquer prejuízo na sua assistência. Nós estamos validando esses protocolos, junto a órgãos de classe, especialmente a Associação Brasileira de Medicina Intensiva, e também da Associação Brasileira de Anestesiologia, para que, dessa forma, possamos validar e proceder essas trocas. De toda forma, estamos antecipando atas de compra e procederemos compras emergenciais, se assim for o caso.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Eu quero ouvir um comentário do Dr. Gabbardo, que foi secretário executivo do Ministério da Saúde, sobre a importância dessa coordenação nacional. Nós estamos numa guerra, nosso único inimigo é o vírus, e uma coordenação nacional, ela é fundamental para a aquisição de insumos, para que você não tenha uma disputa entre entes da Federação na aquisição de materiais para salvar brasileiros. Então, acho que um comentário do Gabbardo, que teve essa experiência nacional, é importante.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu acho que o secretário Jean deu todas as informações que nós temos, em relação a esse risco, tanto da questão do oxigênio quanto do material necessário para a intubação dos pacientes. Eu só quero reforçar uma fala do vice-governador, que esses materiais, esses insumos, os medicamentos utilizados para sedação, eles são de aquisição, responsabilidade de cada setor. Então, os hospitais privados fazem a compra dos seus, desses materiais, a rede pública estadual é de responsabilidade do governo estadual, os hospitais que são municipais são de responsabilidade das diversas prefeituras, os hospitais filantrópicos também fazem a aquisição dos materiais que utilizam. O problema é que isso ocorre normalmente nas condições naturais, em que existe acesso à aquisição desses insumos. Hoje, nós estamos numa situação anormal. O consumo se elevou de tal forma que os estoques reguladores e toda a capacidade para acessar a aquisição desses produtos ficou inviabilizada, então os hospitais, mesmo os hospitais privados hoje tem dificuldade para conseguir fazer aquisição desses materiais. Então é necessária uma implementação de medidas protocolares para o uso mais racional desses materiais, desses insumos, o que é necessário, mas fundamentalmente é importante que o Governo Federal cumpra com a sua parte, porque agora o mercado nacional dessa desprotegido, está desbastecido. Então o ministério através da ANVISA, e mesmo com as prerrogativas que o ministério tem, é preciso facilitar as vias de importação, precisa facilitar os processos de validação e de registro de produtos para que se possa de alguma maneira substituir os atuais fornecedores. Então essas medidas são implementadas, e só podem ser implementadas pelo Ministério da Saúde, e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para tentar tirar o mercado nacional dessa situação de desabastecimento que nós vivemos hoje. Acho que era isso, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E o último comentário da Patrícia sobre a questão do esforço do oxigênio aqui em São Paulo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Somente para esclarecer, o que nós temos aqui com relação ao trabalho que foi feito, o governador João Doria nos pediu para fazer uma mobilização para solucionar todos os gargalos, não somente para o sistema público, mas também para o sistema privado. Então nós fizemos mapeamento com as empresas de todos os desafios. Inclusive percebemos que alguns casos a demanda do sistema estadual cresceram entorno de 40%, mas algumas das empresas estão com uma demanda quase duas vezes maior, é porque há uma demanda de outros estados, e há uma demanda também do sistema privado de saúde. Então essa mobilização que o governador fez foi para garantir o fornecimento completo das empresas, e por isso, dois dos pedidos específicos que foram feitos um foi exatamente para fazer o mapa da distribuição da logística, para entendermos a possibilidade de concentração em alguns pontos de distribuição, e a segunda foi exatamente dos cilindros que impactam não somente a rede estadual, mas toda a rede de saúde do estado de São Paulo, e do Brasil. Esse foi o pedido do governador, garantir que essas empresas não tenham desafios para que o seu oxigênio chegue para as pessoas que precisam.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos segunda pergunta, que é da Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes. Por favor, Maira, sua pergunta.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Bom, a todos. Só para esclarecer a pergunta da minha colega, já faltam kits de intubação? Só para esclarecer. Bom, a minha pergunta é em relação às medidas restritivas, alguns prefeitos, inclusive em reunião ontem com o secretário Marco Vinholi, fizeram algumas solicitações, até nessa área aí de medidas mais restritivas. E eu queria perguntar para o centro de contingencia, se a gente continuar vendo esses números subindo, qual seria o próximo passo em relação às medidas restritivas? Ou não há, enfim, qual seria a próxima etapa, limitar o horário de alguns setores essenciais? Enfim, próximo passo. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou passar para o Jean falar sobre a questão dos insumos, e para o doutor Paulo, na sequência, em nome do centro de contingência.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Não faltam esses kits anestésicos, o que nós temos identificado que algumas regiões chegaram ao seu limite de utilização, exatamente porque foram solicitados maior número de pacientes necessitando irem para a UTI, e ventilação mecânica, que são os respiradores, e por isso a sua utilização foi maior. Nós temos um sistema de logística no próprio estado, que faz com que uma determinada região acabe suprindo a outra, para que não haja a falta. Mas lógico que todas as atitudes que são tomadas são feitas de uma forma preventiva, primitiva, para nós não termos esse risco.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só para reforçar, Maira, hoje o presidente do CONASS, que é o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, já oficiou ao Ministério da Saúde, e aguarda uma resposta justamente sobre essa coordenação de insumos no enfrentamento à pandemia. Por favor, doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, Maira. Nós já colocamos na sexta-feira, inclusive, o centro de contingência entende que as medidas restritivas que nós temos hoje para o estado de São Paulo, como um todo, são o que caracterizam, o que tem se chamado de lockdown no mundo, e em outros lugares. Eu vou dar um exemplo aqui que eu acho importante, esse final de semana dois colegas da Universidade Federal do Rio de Janeiro escreveram um texto muito bom no O Globo, falando que o país deveria ter um sistema nacional de lockdown. E as medidas colocadas elas incluem controle de barreiras sanitárias nacionais e internacionais. Esse ponto ele, com certeza, precisa da coordenação nacional para poder ser implementado. Proibição de shows, congressos, atividades religiosas e esportivas, isso já está implementado aqui no estado de São Paulo. Suspensão de aulas presenciais, já temos essa medida. Toque de recolher das 20h às 6h da manhã, e finais de semana. Já temos essa medida. Fechamento de todas as atividades não essenciais, também. Fechamento de bares e restaurantes, acadêmicas de ginástica, trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público como privado, e redução das pessoas circulando no transporte metropolitano. Todas essas medidas nós já implementamos aqui, o centro de contingência recomendou, o governo acatou e implementou essas medidas. Nós completamos agora uma semana de fase emergencial. Nós esperamos que daqui para frente, que a gente comece a ver o impacto, do ponto de vista de transmissão viral, e da redução da velocidade de casos, internações e óbitos, nós devemos observar daqui para frente. O que também nós achamos que é preciso nos próximos dias? Que as pessoas sigam recomendações, não circulem, que o estado e prefeituras continuem implementando fiscalização, e deixando claro para as pessoas que não é hora de circular, muito menos de, por exemplo, para cidades litorâneas para lazer, é hora de nós continuarmos contribuindo como nós víamos com os números de isolamento social, que tem crescido dia a dia. Muito obrigado, governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo. Acho que fica claro que as medidas que nós já aplicamos em São Paulo se equivalem a um lockdown, medidas adicionais, de coordenação nacional, como fechamento de fronteiras e aeroportos, apenas o Governo Federal pode fazê-lo. Mas é importante nós já informamos à população de São Paulo que essas medidas se equivalem ao lockdown. Então é natural que a gente conta com o apoio da população, o governador João Doria falou várias vezes aqui que a melhor quarentena é a quarentena comportamental, as pessoas precisam se cuidar, não é apenas seguir as regras de um decreto. E é através desse esforço que a gente vai alcançar o objetivo de isolamento social que São Paulo tem. Vamos aqui à terceira pergunta, que é da Maria Manso, da TV cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Minha pergunta para a doutora Regiane, sobre a campanha de vacinação, segundo o vacinômetro, arredondando os números, 3,5 milhões receberam a primeira dose, 1,200 milhão a segunda. Então isso quer dizer que a gente teria no estoque 1,300 milhão, que era aquele estoque determinado pelo Ministério da Saúde para garantir que todos recebessem a segunda dose. A partir dessa nova determinação de que todas as doses sejam usadas para a primeira aplicação, imagino que isso vai acelerar muito a campanha de vacinação aqui no estado. Quando isso começa? E de que forma? Por favor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá, Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, vice-governador. Maria, acho muito importante essa sua pergunta, até para que a gente possa entender que o que está entre o vacinômetro, primeira dose e segunda dose registradas, não significa que eu tenho estoque no meu centro de distribuição e logística. Então o que eu quero colocar é o seguinte, que os municípios eles já receberam vacinas para fazer aquilo que nós já estamos planejando, de primeira dose, e também a segunda dose. Portanto, as nossas orientações do Plano Estadual de Imunização elas estão mantidas, ou seja, o referido informe ele não altera o nosso calendário, nem as definições de continuidade da campanha já apresentada aos municípios e à população. Os municípios devem respeitar as grades de distribuição, seus públicos-alvo, e D1 e D2 enviados do estado aos municípios. Então em nada nós teremos alteração, porque o que falta ali é o registro daquilo que já foi enviado para os municípios, ou iniciar o D1, ou fazer D2. Então não há modificação, e o Plano Estadual de Imunização do estado de São Paulo mantém de acordo com o seu documento técnico, todos os referidas detalhes, e como deve ser feito isso, nada vai mudar para nós. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, apenas para esclarecer, São Paulo já faz a melhor logística possível da vacinação, portanto, o que o ministério hoje orienta o Brasil a fazer, São Paulo já vinha fazendo, por isso o nosso avanço na vacinação. São Paulo não tem vacina em prateleira, todas as vacinas estão sendo aplicadas, segundo o Programa Nacional de Imunizações, com uma boa logística, que significa que quem tomou uma dose hoje, terá a segurança de tomar a segunda dose no prazo validado. Então o ministério reconhece hoje a importância de se utilização de todas as doses, porque ele tem a garantia da entrega do Butantan, e olhando o Programa Estadual de Imunização que já trabalha com essa logística junto com os municípios de São Paulo. Então não tem doses guardadas em São Paulo, todas estão sendo aplicadas. E acho que o ministério acompanhando a vacinação de São Paulo, observou que essa é a melhor medida a ser feita para que a gente vacine mais brasileiros.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Só posso? Exatamente nessa linha do que o vice-governador está conversando, a diferença está nas vacinas que eu distribuí, o Programa Estadual de Imunização distribuiu na última semana para a gente começar a vacinar os públicos que foram iniciados no sábado. Por isso nós não temos realmente como o vice-governador falou, estoques de vacina, essa vacina já vem sendo feita pelo estado de São Paulo e pelo Programa Estadual de Imunização. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, só lembrar as coletivas anteriores, a palavra do doutor Dimas, o centro de contingência, do Paulo Menezes, do Medina, do Gabbardo, insistindo que nós tínhamos que fazer a nível Brasil, que nós estamos fazendo aqui já em São Paulo, com toda a responsabilidade e o que preconiza o PNI. Vamos à próxima pergunta, que é da Daniela, da TV Globo, Globo News.

DANIELA, REPÓRTER: Oi, vice-governador. Boa tarde, a todos. Eu queria só esclarecer um fala do doutor Paulo, primeiro, que a gente pode esperar daqui para frente uma melhora nos números, uma estabilização, já estamos há mais de duas semanas na fase vermelha, completamos uma semana na fase emergencial. Tem algum indício de melhora de que haja estabilização? E também perguntar, tem um levantamento que foi feito pelos secretários municipais de saúde, 54 cidades que estão em situação crítica de insumos de oxigênio. Enfim, queria sabe se vocês também estão acompanhando, se vocês têm um elemento como esse, e com algum outro dado? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir para o Paulo Menezes e um comentário do doutor Medina e do doutor Gabbardo. E esse esforço de São Paulo nessa coordenação de insumos, Daniela, é disso que nós estamos falando, para depois o doutor Jean também comentar.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice-governador. Daniela, nós temos algum indício, por exemplo, o aumento de pacientes internados em leitos de UTI, nos últimos três dias, foi de um aumento de 2,9% no dia 19, para 2,1% no dia 20, e 0,7% ontem. É possível que a gente comece a observar, lógico que é muito cedo para a gente ter mais segurança do que, de fato, é isso que está acontecendo, mas está dentro do esperado conforme nós anunciamos até lá no início da fase vermelha, todos vocês sabem, que a gente tem aproximadamente um ciclo de duas semanas entre a interrupção de transmissão, ou a redução de transmissão, e a redução de casos e especialmente de internações.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria comentário do doutor Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, vice-governador. Esse resultado ainda é um resultado muito pequeno, é fruto das restrições, as atividades que levaram à restrição da circulação de pessoas. Nós temos que voltar um pouquinho no começo, nós estamos colocando restrições, atividades à circulação de pessoas, mas nós precisamos nos concentrar na restrição da circulação do vírus, que é uma coisa mais simples, que é o uso permanente de máscaras faciais. O vírus não entra por outro lugar, não entra pela pele, ele só entra pela via área superior, e a forma de nós produzirmos um lockdown da nossa via aérea superior, é o uso permanente da máscara. Então o governo quando existe, nem todas as pessoas estão cumprindo exatamente aquilo que precisa dessas medidas sanitárias de restrição da circulação do vírus, ele precisa colocar restrições na circulação de pessoas, dentro daquilo que é possível restringindo algumas atividades mas eu insisto bastante, assim, eu sempre insisto bastante que o principal meio de contenção da circulação do vírus é o uso da máscara facial em qualquer ambiente, eu sempre falo que eu uso a máscara sempre no hospital, uso a máscara na minha casa, uso a máscara aqui onde eu estou agora, porque eu quero proteger as pessoas que eu tenho contato, e também quero evitar de eu ser contagiado. Nesse um ano e meio que eu estou trabalhando, um ano e meio não, mais de um ano que eu estou trabalhando na saúde, atendendo bastante paciente, eu até agora, como eu uso a máscara de maneira persistente, eu não precisei fazer teste nenhuma vez, então, eu preciso chamar atenção, nós temos medidas que restringem atividades pra restringir a circulação de pessoas, nós temos uma medida mais fácil, que é restringir a circulação do vírus, que é o uso permanente de máscara facial, isso é difícil, levar essa informação pra comunidade, dentro da característica de cada comunidade, então seria importante convocar todos os dirigentes de shoppings, supermercado, de hotéis, todas as pessoas que têm alguma liderança, as rádios comunitárias, pra que cada um fale a linguagem daquela comunidade, pra transmitir essa informação, você pode acabar com as restrições de atividades se você usar a máscara pra acabar com a circulação do vírus.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria um comentário objetivo do Dr. Gabbardo sobre a desaceleração que nós percebemos aí nesse final de semana, em internações, Daniela, acho que é o foco da tua pergunta, e agradecer o Medina, o lockdown do vírus se chama uso de máscara.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, quando a gente dá uma série de recomendações, a expectativa é que, imediatamente, nós vamos ter uma melhora nos números, né, nos números de novos casos, de internação e óbito, mas pra que isso aconteça, tem uma etapa anterior, que é conseguir objetivamente ter distanciamento físico, conseguir reduzir a possibilidade que as pessoas, mesmo usando máscaras e com todos os cuidados, possam ainda se contaminar pelo contato físico com outra pessoa que é portadora do vírus. Isso que é fundamental, e os números que a gente apresenta hoje já são bastante significativos, basta andar pela cidade, pra gente perceber que houve uma redução bastante considerável do número de veículos que estão circulando, o transporte coletivo teve uma redução bastante importante do número de pessoas que utilizam o transporte coletivo. Então, essas medidas de distanciamento físico é que vão possibilitar a redução da transmissibilidade da doença e mais adianta melhoria dos dados, dados, como o vice-governador tá me pedindo pra apresentar agora. No domingo passado, nós tivemos um acréscimo no número de internações em UTI de 356 pacientes, aumentaram 356 no domingo passado, nesse último domingo, o número de novos internados em UTI foi de 87 pessoas, então houve uma redução de quase 80% do número de pacientes novos que internaram na UTI domingo passado, quando a gente compara com esse domingo. Esse é um dado relevante, agora, nós vamos precisar de mais tempo ainda, porque faz duas semanas que nós começamos a ter a fase vermelha, e nós estamos com um pouco mais de uma semana dessa fase vermelha emergencial, então nós vamos ter que ter um pouco mais de paciência pra esperar os resultados da evolução da doença, agora, posso garantir que os resultados, em relação ao distanciamento social, todos indicadores são absolutamente favoráveis, o que mostra que as medidas que foram tomadas vão, estão dando resultado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Sobre o estresse aí nos leitos de algumas cidades, o Dr. Jean vai responder, e depois, Daniela, tem outras perguntas, mas eu quero comentário do Vinholi, que fez uma ampla reunião ontem, em nome do governador João Doria, com prefeitos, e as palavras do Vinholi, do nosso centro de contingência é: Vamos aguardar a primeira semana epidemiológica, ontem tivemos uma notícia boa, precisamos ver se ela é consistente, essa desaceleração se manterá hoje, se manterá amanhã, pra eventuais novas repactuação com os municípios. Então, o Dr. Jean e depois o Vinholi pra mostrar o diálogo que ele vem tendo com os prefeitos.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: É interessante que nós tivemos uma ocupação máxima de leitos de unidade de terapia intensiva em 71 municípios do Estado de São Paulo na sexta-feira, e com isso, esses 71 municípios, naquele momento, também acabaram chegando no seu limite, seja de oxigênio, seja de outros insumos, inclusive medicamentosos, hoje esse número baixou pra 61, dados de hoje, às 11 horas da manhã, quer dizer, dez municípios tiveram um recuo nessa, no limite maior da sua assistência, mostrando dois aspectos, um, a questão relacionada ao distanciamento, as medidas restritivas que foram tomadas nos maiores municípios, que diminuíram a sobrecarga no sistema de saúde, assim como todo o fomento desses insumos, seja de cilindro de oxigênio, seja de medicações, especialmente anestésicos relacionados ao kit de intubação, fazendo com que, dessa forma, nós tenhamos, sim, um impacto nos municípios, de internação reduzida em relação essa taxa de mobilidade e de isolamento, claro, menor.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, perante a falta de coordenação nacional ao longo de toda pandemia, o que tem feito a diferença é esse trabalho articulado entre Governo do Estado e municípios, foi assim pra superar, no início, a colocação de respiradores, colocação de leitos de UTI, triplicando o número aqui no Estado de São Paulo, com a vacinação, onde São Paulo já lidera em números absolutos, e também é assim no período mais contundente que nós estamos da pandemia, então, ontem, mais de 500 prefeitos reunidos, online, evidentemente, tratando nesse momento que nós estamos, muitos deles mobilizados em torno da assistência hospitalar, em torno das restrições, mas fundamentalmente todos na mesma página de fiscalizar e seguir em frente com as medidas de restrições atuais. Então, todos comprometidos com isso, eles têm autonomia pra maiores restrições, se acharem necessário, o estado vai apoiar essas restrições aonde os prefeitos entenderem dessa forma, mas o fundamental da reunião de ontem foi o empenho e o trabalho conjunto de todos pra superar esse período mais agudo da pandemia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi, vamos a quinta pergunta, agora, sim, Daniela Salermo, da TV Record.

DANIELA SALERMO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Nesse fim de semana, eu conversei com um epidemiologista bastante conhecido e atuante aí na saúde, e ele disse que se ele pudesse fazer uma sugestão na política de vacinação, seria incluir a vacina da gripe, por exemplo, mais pessoas recebendo a primeira dose e uma vez, pra demorar um pouquinho mais pra chegar a segunda, uma possibilidade seria vacinar com a vacina da gripe e proteger mais, isso poderia auxiliar, mais gente vacinada em menos tempo, até a segunda dose chegar. Gostaria de saber se no plano estadual a gente levanta essa possibilidade, se isso é discutido. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir pra Regiane comentar.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada pela sua pergunta, Daniela. Veja, já está colocado pelo Programa Nacional de Imunização que deve se iniciar a campanha de Influenza no dia 12 de abril, o Instituto Butantan é aquele que faz a totalidade das vacinas da Influenza para o Brasil, as suas grades já estão sendo distribuídas, então, veja, o que acontece, a partir do momento que a campanha da Influenza começa, ela já começa pelo PNI de uma forma diferenciada, ou seja, eu vou trabalhar com que grupos prioritários nesse início? Com as crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, vou trabalhar com gestantes, e aí a gente vai avançando nas faixas etárias, o que é importante a gente colocar, a vacina da Influenza, quando eu aplico, e o que o Ministério tá preconizando, que eu, hoje, trabalhe principalmente com os grupos prioritários para a vacina da Covid, então, eu aplico a vacina D1, em 14 dias aplico Influenza e 14 dias depois a segunda dose, no caso da vacina do Butantan, a Astrazeneca é uma outra questão, porque ela leva 90 dias pra ser vacinada, mas o Ministério já colocou, já fez documentos técnicos, informando como será a campanha de vacinação da Influenza, que é concomitante à campanha de enfrentamento da Covid, mas sempre respeitando essa forma, o que é mais importante, hoje, é trabalhar e vacinar a população, que é a população alvo para Covid e, em seguida, 14 dias, no caso da nossa vacina, fazer, então, a vacinação pra Influenza, e 14 dias depois a vacinação de D2 da vacina do Butantan, e sempre começando, eles começam já, eles já deram essas grades, eles começam da onde a gente não tá, ou seja, nesse grupo de crianças, que é importante vacinar pra Influenza, e também gestantes, puérperas e aí a gente caminha com os dois cronogramas em paralelo, isso já vai acontecer a partir do dia 12 de abril. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos aqui a sexta pergunta, que é a da Flávia Travassos, do SBT.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Obrigada. Boa tarde a todos. Nesse final de semana, dez pacientes precisaram ser transferidos de uma unidade de pronto atendimento pra hospitais da região, na zona leste da cidade, por conta do estoque de oxigênio ter chegado no limite. Eu conversei com alguns especialistas, inclusive com a empresa que fornece o oxigênio, que ela me explica é que não adianta ter só o gás disponível, mas que essas UPAs, elas precisariam ser adaptadas pra oferecer isso para o paciente. E segundo eles, não há essa adaptação. Secretário, eu queria saber se existe aí uma expectativa de dessas unidades de pronto atendimento estarem mais preparadas pra oferecer oxigênio, já que ele vai estar mais disponível agora. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa pergunta, Flávia, e eu reforço aqui que a conversão do Hospital Vila Penteado pra só Covid vai ao encontro dessa tua demanda, você ter locais específicos, com rede de oxigênio fixa, onde a calibragem e o manuseio são mais adequados, do que você ter novas aberturas de leitos em locais que não tem essa previsão. Agora, quero destacar, Flávio, que nós estamos no meio de uma guerra, né, e tudo é possível e necessário pra que a gente salve vidas, né, e justamente a discussão com as empresas de oxigênio, hoje, foi uma das demandas que elas colocaram, que elas gostariam de fazer entregas concentradas, e toda essa reconversão da rede tá sendo feita, lembrando, o estado já vem fazendo isso, e a prefeitura de São Paulo, tanto quanto possível também faz, mas entre não ter um leito num hospital e ter um leito adaptado numa UPA, importante ter esse leito na UPA pra salvar vidas, né, mas nós sabemos da dificuldade que é a logística e também os profissionais de saúde, mas o Dr. Jean pode detalhar.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Sem dúvida, o que nós precisamos é proceder exatamente essa reconversão da rede, mostrando exatamente a utilização de grandes instituições, por exemplo, a Vila Penteado, que eu tenho a capacidade de ter mais pacientes, especialmente pacientes em unidades de terapia intensiva, uma vez que vão solicitar uma demanda maior de oxigênio, nós já fizemos, no estado, algumas modificações, um exemplo muito recente que aconteceu agora, no final de semana, foi no Arnaldo Pessutti, que é um hospital lá na região de Mogi das Cruzes, em que conseguimos, através exatamente dessa modificação, de troca deste tanque, dando uma capacidade maior de fomento, o que permite, agora, 90 leitos hospitalares naquela unidade. Então, nós estamos identificando quais são esses locais que podem, então, ser acolhidos, pra que, dessa forma, possamos garantir uma segurança no fornecimento de oxigênio e atendimento ao maior número de pacientes possíveis.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir, Flávio, pro Wilson Mello fazer um comentário sobre os desafios da logística no momento de guerra que nós estamos fazendo, ele tá sentindo isso do setor produtivo, então, por favor, Wilson.

WILSON MELLO: Obrigado, vice-governador Rodrigo Garcia, o tema da UPA, que é uma unidade que foi adaptada a receber um paciente Covid, nessa caso específico, nós vamos precisar de cilindros, então, não há necessidade de você adaptar, é diferente de quando você tem uma usina, ou você tem os grandes tanques, que aí eles são distribuídos dentro do hospital por via de uma rede de oxigênio, nas UPAs o nosso desafio é levar cilindros, porque cada cilindro você tem um paciente acoplado a esse cilindro, e pra cada paciente, nós precisamos de três cilindros, o cilindro que está com ele naquele momento, o cilindro que está em transporte para ser recarregado, e aquele que está sendo recarregado, essa é a logística que nós temos que fazer. Por isso o nosso apelo ao setor produtivo, pra que ele disponibilize, via doação ou empréstimo, cilindros industriais, porque a Anvisa autorizou na sexta-feira a utilização de cilindros industriais para fins hospitalares, o que não era permitido, então nós estamos fazendo um grande esforço pra buscar cilindros onde ele estiver, fazer toda higienização desse cilindro, transformá-lo num cilindro hospitalar, pra que aí sim, nessa grande rede de solidariedade, fazer a logística, a recarga na usina da Ambev e em outras que também, outras empresas que se disponham a fazer isso, pra que a gente possa levar os cilindros nas UPAs adaptadas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Wilson. Vamos a última pergunta de hoje, que é da Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan.

NANNY COX, REPÓRTER: Obrigada. Boa tarde, boa tarde a todos. Só queria primeiro um esclarecimento, então já está usando esses medicamentos alternativos pra intubação ou ainda não? Eu queria só entender isso. E o Dr. Paulo disse que tem essa expectativa, então, de ter uma redução a partir de agora apesar de ter sido tímida nesses últimos dias, eu queria saber até a avalição do próprio centro se tem uma possibilidade aí, um risco, com esse feriado de São Paulo regredir nesse aumento mesmo que pequeno. E já que eu sou a última, eu vou pedir só para fazer uma última pergunta, um comentário pode do Dr. Medina, que eu sei que o senhor cuida dessa parte de esportes. A Federação Paulista, então, adiou as partidas até o dia 30 de março, seria a primeira partida no dia 31. Queria então a avaliação do senhor a respeito dessa medida. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Na sequência, Jean, Paulo e Medina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Estamos mantendo os mesmos protocolos medicamentosos. Nós apenas aguardamos a validação, a autorização por essas entidades de classe para que essas notificações possam ser instituídas. Portanto, ainda sem modificação alguma.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado. De fato, nós precisamos estar muito, não só estarmos alertas, como estamos pensando em possíveis recomendações adicionais para os próximos dias. Eu vou dar um exemplo. A gente vai ter um feriado prolongado aqui na capital e muita gente entende isso como um convite ao lazer de alguma forma. Nós temos aqui na grande São Paulo, por exemplo, várias represas que podem funcionar como local de lazer, especialmente com embarcações. Então nós precisamos pensar se talvez seja adequado evitar esse tipo de aglomeração nessa situação. Além disso, acho que cabe sempre reforçar aqui que também com feriado há uma motivação até cultural de que as pessoas se encontrem, churrasco, encontro de família, e mais uma vez aqui a recomendação total de que não haja esse tipo de encontro porque nessas situações a transmissão do vírus e depois a infecção de vários membros de uma família que mora no mesmo domicílio. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Dr. Medina, sobre a questão da Federação Paulista.

JOSÉ OSMAR MEDINA, INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Então, a suspensão das partidas de futebol cumpre uma recomendação da Procuradoria Geral de Justiça do estado e tem um gabinete de crise que fez essa recomendação. Então essa recomendação ainda tá valendo e eles recomendam que isso seja cumprido durante a fase vermelha do plano São Paulo. Porque eles enxergaram riscos em relação à manutenção dessa atividade. Eu conversei com a Federação Paulista de Futebol, conversei com a Confederação Brasileira de Futebol, eu conversei com eles que, eles explicam bem, justificam que o risco é pequeno, mas eles podiam dar uma contribuição essencial para nós. Tanto o futebol é aquela imagem que está na residência, no domicílio de todas as famílias, independente da classe social. E eles podiam compensar o risco que tem de manutenção das atividades esportivas, a manutenção das partidas de futebol, trazendo algum benefício para a campanha contra o Covid. Eles poderiam, por exemplo, aos 25 minutos do primeiro tempo e aos 25 minutos do segundo tempo interromper por 30 segundos a partida de futebol, ou por um minuto, e passar uma mensagem que seja entendida por toda comunidade sobre os cuidados sanitários ou a vacinação, quais os cuidados que precisam tomar para que nós possamos controlar essa pandemia, antecipar o controle dessa pandemia. Então nós fizemos essa recomendação para eles, já tínhamos feito isso em novembro, repetimos agora, e com isso eles podem balancear o risco e trazer um benefício importante que, aí sim, vai ser entendido pela sociedade como uma forma de manter o futebol trazendo esse benefício, contribuindo para esses cuidados dentro da comunidade.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Acho que o importante é a mensagem a ser passada com a volta de campeonato. E não se trata individualmente de uma contaminação em uma loja, num restaurante, numa indústria ou numa construção civil, se trata do conjunto, do todo. E é isso que o nosso centro de contingência está acompanhando diuturnamente aqui para que a gente possa conciliar a expectativa das pessoas de menos restrição com a circulação do vírus. E São Paulo tem sido exemplo para o Brasil nesse sentido. Então eu agradeço a presença de todos. Agradeço aos exemplos permanentes que nós estamos tendo de solidariedade entre as pessoas. Cada vez a compreensão é maior sobre a importância do isolamento social, o negacionismo vai ficando de lado e a verdade vai prevalecendo em São Paulo e no Brasil. Então agradeço a presença de todos, convido nosso secretário Rossieli, os nossos prefeitos que se dirigiram aí de longe, das mais variadas regiões do estado, para que a gente possa bater uma fotografia e vocês levarem os ônibus escolares e deixar eles preparados para a volta às aulas assim que possível. Então, muito obrigado, até a próxima quarta-feira.