Coletiva - São Paulo anuncia medidas de restrições para conter segunda onda do coronavírus 20212201

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Coletiva - São Paulo anuncia medidas de restrições para conter segunda onda do coronavírus 20212201

Local: Capital - Data: Janeiro 22/01/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos dar início à coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, obrigado aos jornalistas que estão aqui presencialmente, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, e os que virtualmente estão acompanhando também essa coletiva, e a você, que da sua casa, acompanha também a coletiva de imprensa, que é a de número 165 sobre a Covid-19, direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Hoje, a coletiva tem a participação do Rodrigo Garcia, vice-governador do Estado de São Paulo e secretário de governo. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do Covid-19. João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. José Medina, membro do comitê do centro de contingência do Covid-19. Do secretário da saúde, aqui ao meu lado, Jean Gorinchteyn. De Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. E Rossieli Soares, secretário estadual da educação. Nós, hoje, anunciamos a 18ª classificação do Plano São Paulo, é uma nova reclassificação do Plano São Paulo, válida a partir de segunda-feira, dia 25 de janeiro, e vale até o dia sete de fevereiro, domingo. Portanto, começamos aqui registrando que não procedem informações que foram veiculadas, indicando que as modificações valeriam a partir de amanhã, elas só valerão a partir da próxima segunda-feira, dia 25 de janeiro. A vacina começou a ser aplicada em todo país, a vacina do Butantan, a vacina do Brasil, esforço do Governo do Estado de São Paulo, esforço do Butantan para termos uma vacina segura e eficaz, e que, neste momento, vem vacinando profissionais de saúde em todo país, seis milhões de vacinas foram distribuídas e hoje aguardamos a aprovação da Anvisa para liberação de mais cinco milhões de doses da vacina, que estão em poder do Butantan para ajudar a salvar vidas, começando pela vida daqueles que ajudam a salvar vidas, a linha de frente, os profissionais de saúde de todo Brasil. Mas antes que os efeitos da vacinação possam ser obtidos e que milhões de brasileiros possam ser vacinados, todos nós, as pessoas de bem, os profissionais de saúde, as pessoas que defendem a ciência e a vida, precisam lidar com a dura realidade, que a pandemia nos impõe neste momento, uma segunda onda de coronavírus atingiu o mundo, e assustou o mundo, e os seus efeitos alcançaram também o Brasil e o Estado de São Paulo, o aumento do número de casos, internações e óbitos é extremamente preocupante, e o crescimento na ocupação de leitos de UTI também é preocupante, até que tenham milhões de pessoas, a maioria dos brasileiros vacinados e protegidos, a interrupção desse ciclo do vírus precisa de medidas para conter a propagação do vírus em São Paulo. Essa nova classificação do Plano São Paulo, ela será apresentada pelos médicos do centro de contingência do Covid-19, e pela secretária de desenvolvimento econômico, Patrícia Ellen. Volto a repetir aqui, desde o dia 26 de fevereiro São Paulo segue a orientação dos médicos, segue a orientação do centro de contingência do Covid-19, e a ciência, a medicina e a saúde que determinam os caminhos que temos a seguir para proteger vidas, respeitamos opiniões contrárias, respeitamos também profissionais, empresários, micro, pequenos, médios, que atuam em São Paulo, no setor de serviços, no setor de gastronomia, no comércio, na indústria, em todos os setores, compreendemos as suas preocupações, compreendemos as suas ponderações, mas peço que compreendam também, sem vida não há economia, sem a existência não há processo econômico que sobreviva, precisamos primeiro cuidar das pessoas, garantir que elas estejam vivas pra que possam ir a restaurantes, bares, padarias, shoppings, comércio, parques, áreas de lazer, estádios de futebol, e outras tantas áreas de atuação, seja no trabalho, seja no lazer, mas é nosso dever, é nossa obrigação, pela ciência e também pelo campo humanitário, defendemos vidas, São Paulo não faz governo populista, governo condescendente, que cede a pressões e abandona o cidadão, e abandona as pessoas que precisam deste apoio para continuarem vivas, já perdemos quase 215 mil pessoas no Brasil, e todos os dias continuamos a perder mil pessoas, são quatro aviões lotados de pessoas caindo e morrendo todos os dias, precisamos de vacina, vacina, vacina, quanto mais vacinas tivermos no Brasil, mais brasileiros serão vacinados e mais rapidamente poderemos superar essa difícil fase, mas ainda não temos todas as vacinas e ainda não temos a quantidade de vacinas necessárias para agilizar a imunização dos brasileiros e, até o presente momento, só temos uma vacina, que é a vacina do Butantan, desenvolvida pelo Butantan com o laboratório Sinovac, por esforço, dedicação e investimento do Governo de São Paulo e que hoje está vacinando, repito, milhões de profissionais de saúde em todo Brasil, mas volto a repetir, precisamos de mais vacinas, mais insumos, seja pra vacinado Butantan, seja pra vacina Astrazeneca, seja pra todas as demais vacinas, que aprovadas pela Anvisa, possam imunizar os brasileiros e salvar a todos nós. A você, que está em casa, a você, que pelo trabalho sério da imprensa brasileira, acompanha o que estamos falando aqui, por favor, por favor, nos ajudem a conter a pandemia, nesta virada de ano nós assistimos cenas dramáticas, e surpreendentes, de pessoas na praia, sem máscaras, em festas, em encontros, sem máscaras, se abraçando e multiplicando o vírus do Covid-19 em todo Brasil cresceu assustadoramente o número de pessoas infectadas e o número de óbitos, me solidarizo, como governador de São Paulo, como brasileiros, como cidadão, como pai de família, com os manauaras, com os habitantes do Estado do Amazonas, diante de uma gravíssima situação, que está levando a óbito milhares de pessoas, naquele estado, um estado que faz parte do Brasil, são irmãos brasileiros, que estão perdendo sua vida. Não é isso que queremos pra São Paulo. E quero lembrar que o aumento da incidência da Covid na capital do Amazonas, em Manaus, começou exatamente quando setores da economia, restaurantes, bares, mercados, mercadinhos, comércio pressionaram o governador do Estado do Amazonas, o prefeito da cidade de Manaus, as autoridades de saúde, a revisarem o programa de quarentena e, infelizmente, essas pessoas venceram, as autoridades cederam a essas manifestações, a esses manifestantes, e voltaram a abrir aquilo que deveriam ter mantido fechado, e qual foi o resultado disso? Um aumento intenso de pessoas infectadas, e lamentavelmente de pessoas que foram a óbito, São Paulo não vai ceder, São Paulo vai proteger, aqui nós temos compaixão, temos compreensão, mas obedecemos a razão, e a razão está na ciência, na medicina, na saúde, dos que conhecem isso, dos que vivenciam isto e que, diariamente, nos hospitais em São Paulo, socorrem pessoas em busca da cura, muitos conseguem, outros não. Então, me desculpem, inclusive muitos amigos e pessoas que eu admiro e respeito, mas não protestem pela morte, não contestem a vida, estejam ao lado da medicina, estejam ao lado da saúde, estejam ao lado da proteção das pessoas que vivem aqui no nosso estado, estejam ao lado da vida, e nós aqui continuaremos ao lado da vida e seguindo o que a ciência nos determina. Ainda neste mesmo tema, estamos abrindo 756 novos leitos de UTI em São Paulo, e estamos reativando o hospital de campanha de Heliópolis pra enfrentar essa segunda onda da pandemia em São Paulo e, especialmente, na região metropolitana, serão reabertos 450 novos leitos de enfermaria e 306 de UTI em hospitais do Estado de São Paulo e, como mencionei, reabriremos também o hospital de campanha no AME de Heliópolis, com 24 leitos de UTI, funcionamento deste hospital de campanha que reabre agora está previsto para iniciar a sua operação com todos os profissionais da linha de frente, os profissionais de saúde, os equipamentos, os respiradores e monitores, no dia 25 de fevereiro, se for possível, Jean Gorinchteyn, abra antes, mas com a segurança de que teremos toda a estrutura pronta e em funcionamento pra salvar vidas. Este conjunto de medidas vai reforçar o sistema de saúde e garantir o atendimento a todos, desde o início da pandemia, no dia 26 de fevereiro, nenhum brasileiro de São Paulo ficou pra trás, ninguém ficou sem atendimento, ninguém ficou sem leito, ninguém ficou sem oxigênio, ninguém ficou sem um respirador, ninguém ficou sem um médico, um paramédico, um intensivista, um enfermeiro ou uma enfermeira ao seu lado, e assim continuará. A terceira informação, sobre educação, mas vinculada à pandemia, o Governo do Estado de São Paulo tomou a decisão de adiar o início das aulas e suspender a obrigatoriedade presencial dos alunos na rede pública de ensino, devido exatamente ao crescimento da pandemia, a Secretaria Estadual de Educação está suspendendo a obrigatoriedade da presença física dos alunos, conforme estava planejado anteriormente, em sala de aula, nas fases laranja e vermelha do Plano São Paulo, e o secretário da educação, Rossieli Soares, dará mais detalhes sobre as medidas que estamos anunciando hoje. Começamos, então, com o centro de contingência, com Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador, médico e coordenador do centro de contingência do Covid-19. Na sequência, outros dois médicos falarão, Dr. João Gabardo e Dr. José Medina. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Eu quero começar reforçando a gravidade da pandemia nesse momento no mundo, no Brasil e no Estado de São Paulo, o centro de contingência tem acompanhado diariamente a evolução da pandemia, desde novembro do ano passado nós vínhamos observando um crescimento na transmissão, refletida em número de casos, internações e óbitos, que atingiu proporções mais preocupantes agora nesse início de ano, a situação atual, ela atinge um nível quase semelhante ao topo da curva, primeira curva que nós tivemos em julho do ano passado, no Estado de São Paulo, mas com um grande diferencial, naquele momento nós tínhamos já um decréscimo da curva na grande São Paulo, enquanto no interior observávamos o aumento da transmissão pra todas as regiões, hoje nós temos alta transmissão do vírus em todas as regiões do Estado de São Paulo, em maior ou menos intensidade. Dessa forma, é preciso reduzirmos a transmissão do vírus e o centro de contingência, então, entende que a principal maneira de se fazer isso é através da mudança do comportamento da sociedade, essa mudança se dá através do comportamento de cada um de nós, mas também do comportamento coletivo e, por isso, as recomendações do Centro de Contingência, no sentido de medidas de maior restrição de mobilidade social. O Centro de Contingência tem total sensibilidade em relação ao impacto econômico, social e humano dessas medidas, mas não há, como o governador já colocou, outra alternativa: é preciso que nos reduzamos a transmissão do vírus para podermos salvar vidas. E é nesse sentido que o Centro de Contingência fez as recomendações que vão ser apresentadas aqui hoje. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo Menezes. Agora vamos a outro médico, que é o coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, Dr. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Os dados serão apresentados nos próximos slides pelo secretário Jean, pela secretária Patrícia, mas eu posso anunciar, antecipar, porque o Centro de Contingência trabalha analisando os dados passados, os dados presentes e o Centro de Contingência faz projeções futuras, baseado nos indicadores e baseado nas taxas de transmissão. E o que o Centro de Contingência prevê como cenário para os próximos dias não são tranquilizadores, muito pelo contrário, são muito sombrios. Nós temos risco, em São Paulo, se nós não fizermos, se não tomarmos as medidas necessárias, de, em pouco tempo, termos dificuldade em oferecer leitos de UTI para as pessoas que necessitem de tratamento intensivo. Muita gente faz uma conta fúnebre de que, abrindo leitos de UTI, o problema está resolvido, e que a gente deve trabalhar simplesmente olhando a oferta e a ocupação de leitos de UTI. Isso e insuficiente. Nós temos que dar muita ênfase, estarmos muito preocupados também com a transmissibilidade da doença. Infelizmente, a não oferta de leitos de UTI significa invariavelmente a morte dessas pessoas, mas a presença do leito de UTI, infelizmente, não significa que nos não tenhamos muitos óbitos, mesmo tendo o melhor atendimento possível, mesmo tendo o melhor leito e tendo os melhores profissionais. A realidade está nos mostrando isso. São Paulo apresenta, neste momento, um óbito a cada seis minutos. O tempo que nós demorarmos para tomar as medidas necessárias vão significar óbitos nesta velocidade. As medidas que o Centro de Contingência sugeriu ao Governo do Estado foram implementadas, estão sendo implementadas hoje, mas não na sua totalidade. Algumas medidas poderão ser implementadas nos próximos dias, adicionalmente ao que nós estamos fazendo hoje. Se os indicadores não melhorarem, se as pessoas não mudarem o seu comportamento, como por exemplo... Não vamos esperar segunda-feira para começar a cumprir com as medidas que estão sendo hoje anunciadas. A partir de agora, as pessoas já devem ter esta preocupação, a preocupação de reduzir ao máximo tudo aquilo que é possível de ser feito e que possa aumentar a transmissibilidade da doença. Eu insisto: Não fiquem esperando o decreto governamental, não fiquem esperando a ordem do governo, a cobrança, a polícia, a multa. As pessoas precisam assumir a sua responsabilidade e não ficar totalmente na dependência daquilo que o governo, daquilo que as autoridades sanitárias propõem. E difícil, nós entendemos todas as dificuldades dos setores, que terão mais uma vez interrupção nas suas atividades. Mas é uma escolha, é a escolha que a gente tem que fazer. Nós vamos reduzir o número de óbitos, nós vamos salvar vidas ou nós vamos deixar a seleção natural? Vamos deixar que a natureza escolha quem deva continuar e quem não deva continuar? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabbardo. Agora, mais um médico do Centro de Contingência, que já foi coordenador-geral do nosso Centro, Dr. José Medina.

JOSÉ MEDINA, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos. A situação séria e a situação crítica, ela já foi bem destacada pelo Dr. Paulo, na introdução também, pelo governador, pelo Gabbardo. Então, nas últimas três semanas, nós tivemos três semanas seguidas com mais de 10 mil casos novos, que vai ser apresentado. O número de óbitos também dobrou nas últimas semanas. Nós temos mais de 6.000 leitos de terapia intensiva ocupados nesse momento, sendo que, nas ultimas três semanas, foram adicionados mil leitos de terapia intensiva ocupados. Então o governador já mencionou uma série de medidas para evitar que o sistema entre em colapso, da mesma forma como entrou em colapso em outras partes do mundo e ate em outras regiões aqui do Brasil. Essas medidas, que o Centro de Contingência sugere, que o governo incorpora, são medidas de contenção, mas essas medidas, elas não bastam. São medidas duras. Cada um de nós, quando fala, fala de coração partido, a hora que você fala dessas medidas, que afetam a vida de todas as pessoas. Elas podem ser mais ou menos duradouras, na medida com que haja engajamento das pessoas, nos cuidados, dentro da comunidade. Então, só lembrando mais uma vez que o vírus, ele não voa, ele não se transmite por superfície, é muito difícil acontecer uma transmissão por superfície. O vírus se transmite quando tem uma pessoa em contato com a outra, quase 100% das vezes é essa situação. Por isso que é importante o uso da barreira mecânica, que eu volto a insistir, toda vez eu escrevo sobre isso. Hoje, escrevi sobre isso de novo na Folha de São Paulo. A máscara, ela tem uma proteção mecânica, que ela evita o contagio. Quando tem uma pessoa, duas pessoas usando a máscara, é muito difícil ter o contágio de uma pessoa pra outra. Então, nós recomendamos, insistimos bastante que, nos próximos meses, a necessidade de utilizar a máscara. E as pessoas também perguntam: Eu preciso usar a máscara em que ambiente? No trabalho, no transporte público? Então, no trabalho, a maior parte das empresas já tem seus protocolos e todos usam as máscaras, e usam cuidados protocolares. No transporte público, também, você não vê ninguém no transporte público sem máscara e o tempo de exposição é muito curto, no transporte público. Assim, em geral, é menos do que 1h, e um tempo de exposição curto. Onde está acontecendo a proliferação do contágio, da transmissão? É no ambiente domiciliar, onde chega uma pessoa, que foi pra alguma outra cidade, chega sem nenhum sintoma, que está infectado, e, dentro do convívio domiciliar, que é um convívio informal, bastante informal, como todos nós temos, como faz parte da nossa cultura, com o tempo de exposição muito prolongado, mais de 8h, 12h, no grupo familiar. É nesse momento que tem a amplificação do número de pessoas contagiadas. Então, uma pessoa pré-sintomática, convivendo com outras quatro ou cinco, transmitem ou contagiam todas essas pessoas. Então, não basta essas medidas que o governo está anunciando agora, que são medidas de alerta, medidas de contenção, mas é necessário o engajamento da população no cuidado, para evitar o contágio, administrando a possibilidade de contágio, até mesmo no meio domiciliar. Eu sempre falei isso, do meio domiciliar. É difícil seguir essa orientação, eu até brinco que eu uso tanto a máscara que, algumas vezes, eu vou tomar banho e esqueço de tirar a máscara, e um exagero, até uma brincadeira. Mas isso tem que ser levado desse jeito, porque é no meio domiciliar hoje que está acontecendo a grande proliferação do contágio. Então, nós... As medidas do governo são duras, mas elas vão ser mais ou menos duradouras, à medida, dependendo da forma como a pessoa, na comunidade, toma cuidado no seu cotidiano. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. José Medina. Agora teremos o outro médico, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas e secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Jean Gorinchteyn, que também integra o Centro de Contingência do Covid-19, e que, além de comentar as medidas, falará também do estágio atual em São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na terceira semana epidemiológica do ano de 2021. Estamos ainda em quarentena. Importante lembrar que o que nos temos visto no mundo, o que nos temos visto em todo o país não é diferente no Estado de São Paulo. Tivemos uma aceleração da pandemia em todo o mundo, tivemos uma elevação nos índices da saúde, aumentando óbitos, aumentando internações e, infelizmente, aumentando também os casos, de uma forma bastante acelerada, com uma curva muito mais ampla daquilo que nós vimos. Para se ter uma ideia, nós atingimos, num período de 45 dias, as mesmas cifras que havíamos atingido em cinco meses, de março até agosto, mostrando uma circulação muito mais rápida, uma dinâmica da pandemia no nosso meio, de uma forma muito mais intensa. Dessa maneira, objetivando reduzir essa dinâmica no nosso meio, especialmente no nosso estado, e seguindo algumas recomendações do Plano São Paulo, mas especialmente por orientações do Comitê de Contingência, estamos recalibrando os índices da saúde do Plano São Paulo, em especial a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva, em todo o estado, para que, dessa forma, possamos criar, além disso, um outro quesito, que é recalibrar o Plano São Paulo, reclassificar as regiões, fazendo com que, dessa forma, a restrição de horários e serviços diminua também a circulação do vírus e, com ela, a diminuição de pessoas infectadas. Estamos, por outro lado, atuando ampliando leitos de unidades de terapia intensiva. São mais de 756 leitos que estão sendo abertos, 450 em enfermaria, 306 leitos em unidades de terapia intensiva. Como disse o governador, reativando o hospital de campanha de Heliópolis, onde unidades de terapia intensiva também estarão dispostas e disponíveis para o atendimento daqueles que assim o precisarem. Estamos reforçando condições, especialmente naquelas da privação e da não realização de cirurgias eletivas, quando assim for possível. Portanto, uma análise médica caso a caso, nos hospitais estaduais, na assistência direta, bem como todos aqueles que tiverem convênio com o SUS, para que dessa maneira possamos garantir número de leitos voltados exclusivamente aos pacientes com Covid-19. Lembramos também que temos hoje a vacina. São até agora mais de 78 mil pessoas, só no Estado de São Paulo, que já receberam essa vacina, mas precisamos ainda de muito mais vacinas. Por isso, essas estratégias de restrição se tornam imperiosas. Temos que lembrar que transparência e a colaboração fazem parte dessa relação que sempre tivemos, desde o início da pandemia, e é a única forma que temos de garantir o suporte e o atendimento à vida. Primeiro slide, por favor. Quero que vocês notem... Por favor, retorne, por favor. Eu quero que vocês vejam a média de novos casos que tivemos, da 50ª semana, lá de dezembro, com a semana, a 3ª semana epidemiológica. Nós tivemos 79% de aumento do número de casos. Dessa maneira, transpondo na semana passada os índices que nós tínhamos na 30ª semana epidemiológica, lá no mês de agosto. Próximo, por favor. Tivemos também uma elevação no comparativo daquelas semanas, da 81ª para a terceira semana em 25% em novas internações, e aí, se vem com o questionamento do quanto em três semanas mais de mil pacientes, mais de mil leitos foram ocupados em unidades de terapia intensiva, próximo por favor. Além de tudo os novos óbitos, uma tragédia que poderia sim ter sido evitada, isso infelizmente também tem a ver com a não percepção dos riscos fazendo com que as pessoas saíssem sem as regras sanitárias, saíssem sem usar máscaras, promovessem aglomerações e festas e dessa maneira 96% de aumento também no número de mortes. Eu vou pedir desculpas a todos, eu vou voltar no primeiro slide, pensei que ele estivesse na sequência e hoje, no estado de São Paulo contabiliza 1 milhão, 679, 759 pessoas infectadas com um número de 51 mil 192 óbitos, pessoas, histórias que se calaram pela pandemia, nas unidades de internação, hoje, os espaço de internação estão 71,1% no estado na grande São Paulo, 71,6 e eu quero que vocês lembrem que em 17 de novembro, nós tínhamos 39 e 40% quero é quer dizer, dobramos ocupações de leitos de UTI, por favor, próximo por favor. O que nós precisamos fazer? Qual e quais são as medidas que devem ser tomadas para a nossa parte, aumentando a capacidade do nosso sistema de saúde com ampliação da capacidade hospitalar, nós precisamos e estamos aumentando os números de leitos de unidade de terapia intensiva e de enfermaria, estamos recrutando profissionais da saúde para garantir assistência aos pacientes com Covid, mas é imperioso que se faça adoção de medidas emergenciais para que em conjunto com a colaboração da sociedade, com colaboração dos empresários entendam que todos estamos do mesmo lado e só assim conteremos essa realidade triste, dramática da nossa sociedade. Próximo por favor. Estamos, como disse cancelando as cirurgias eletivas desses hospitais públicos e conveniados e eu lembro a vocês que aqueles pacientes que precisarem de cirurgias eletivas que tiverem de alguma forma algum risco para a sua vida serão sim operados, mas para aquele indivíduo que possa postergar um procedimento cirúrgico por mais 30, 40, 50 dias a equipe médica assim avaliará e como disse abertura de mais leitos, são mais de 750 leitos até o final do mês e ampliaremos ainda mais, o estado de São Paulo, na história da pandemia ninguém ficou desassistido e nós não queremos que isso venha a acontecer no nosso estado. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Jean Gorinchteyn. Vamos indo nesse tema e concluindo com a Patrícia Ellen, secretaria de desenvolvimento econômico ciência e tecnologia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador, eu queria iniciar esclarecendo um ponto muito importante, as medidas que estão sendo anunciada hoje serão publicadas em decreto amanhã, no sábado, mas passarão a vigorar a partir de segunda?feira, nós vimos que isso houve um grande mal entendido aí nas últimas horas sobre quando as medida vão ser aplicadas, nós sempre estamos trabalhando aqui com total transparência, mas sempre garantindo o mínimo de privilegio e organização para as pessoas no nosso estado e também para os donos de estabelecimento, eu queria lembrar também que essa é a terceira reclassificação que nós estamos fazendo em 14 dias, isso está sendo feito de uma forma inédita, mas honrando o compromisso de governo de São Paulo, com transparência, com rigor na gestão, com a saúde e com as vidas das pessoas, é um momento difícil em todo o Brasil e no mundo, nós estamos acompanhando o que está acontecendo, mas como secretário Jean já colocou aqui é o nosso papel a nossa responsabilidade garantir que de um lado o sistema de saúde de São Paulo continua atendendo a todos e a todas, e de outro nós conseguimos controlar a pandemia para termos o funcionamento dos nossos estabelecimentos com segurança, essa página é muito importante porque ela mostra em detalhes o que o secretário Jean já descreveu que é evolução de pacientes internados em leitos de UTI Covid nas últimas três, duas semanas, nós vimos que houve um acréscimo de quase mil pacientes em duas semanas, então, foi o movimento muito atípico, um crescimento infelizmente fruto exatamente do descumprimento das medidas restritivas, nós dissemos também que o descumprimento de poucos acaba impactando muitos porque essas pessoas voltam para a casa e os seus familiares, mas nós temos também aqui o dever hoje de adotar novas medidas porque sem novas medidas restritivas e com esse comportamento que nós acompanhamos nas últimas semanas nós vimos que teríamos em 28 dias o que aconteceria que o estado poderia ter esgotamento de leitos UTI Covid, é isso que nós estamos evitando aqui, nós não podemos esperar para tomar novas medidas, todos sabemos que o que acontece hoje reflete no sistema de saúde em duas a três semanas e por isso essas medidas estão sendo tomadas agora, porque se o comportamento de hoje tem, nós teríamos um risco de colapso em quatro semanas, e é isso que nós estamos atuando aqui para evitar. Na próxima página, nós trazemos então quais são essas medidas, ouvindo a saúde, ouvindo todas as possibilidades que podemos fazer seguindo as regras na gestão pública, nós estamos atuando aqui com três conjuntos de medidas o primeiro e o do parâmetro de taxa de ocupação para classificação das regiões na fase vermelha, até hoje a regra vigente era de 80% de ocupação, agora passa a ser 75%, a segunda medida é que nenhuma regional de saúde poderá ser classificada nas fases amarelas e verde até o dia 8 de fevereiro, então nenhuma região será classificada nem no amarelo, nem no verde exatamente para a contenção da pandemia nas próximas duas semanas. Além disso, nós também estaremos operando com modelos de fase vermelha em todo o estado entre 20h e 8h da noite e 6h da manhã todos os dias da semana e nos próximos dois fins de semana, não nesse, para evitarmos mal entendido novamente, não esse, no fim de semana do dia 30 e 31, no fim de semana do dia 6 e 7 de fevereiro. Esses são os três conjuntos de medidas que nós estamos aplicando, mas eu gostaria também de relembrar o que muda na classificação, na próxima página, nós temos a classificação vigente, essa era a nossa classificação da última semana, na próxima página nós temos aqui os indicadores atualizados que refletem de forma detalhada a piora que o secretário Jean descreveu e isso em todas as regiões do estado, nós temos aqui alguma dimensão do Plano São Paulo que já está na fase laranja ou na fase vermelha, então nós temos, como O secretário disse, uma média de ocupação de leitos 71.1 E isso cresceu muito rápido nas últimas semanas nós tivemos um acréscimo de 20 pontos percentuais, em menos de dois meses, em cerca de 45 dias, a média do estado hoje é uma média para fase laranja em todo o estado, nós tivemos um aumento em todos indicadores como o secretário descreveu e aqui eu queria destacar algumas regiões que tiveram crescimento muito grande de ocupação de leitos, a região de Barretos, região de Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté. Todas elas hoje têm ocupação de leito acima de 75% que então isso as coloca nesse novo modelo já automaticamente na fase vermelha, não somente os fins de semana e após as 20h, mas durante os dias, durante toda a semana, a partir de segunda?feira dia 25 de janeiro, com isso, na próxima página, nós temos detalhado qual é a nova classificação vigente, a 19ª atualização do Plano São Paulo. Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba, Barretos, Franca e Taubaté regridem para a fase vermelha juntamente com a região de Marília que já estava nessa fase, se mantém nessa fase porque também teve piora de ocupação de leitos, outras cinco regiões passam para a fase laranja, Araraquara, São João da Boa Vista, Campinas, a grande São Paulo e a Baixada Santista, com essa nova classificação 78% da população passa para a fase laranja e 22% para a fase vermelha. É um momento difícil novamente nós é óbvio que nenhum gestor público gosta de trazer essa notícia, mas é nossa obrigação nesse momento preservar as vidas, preservar todos nós para que possamos juntos nessa fase final que temos a esperança da vacina termos os próximos meses a manutenção do controle da pandemia como fizemos juntos nos últimos onze meses, muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia Ellen, agora vamos, perdão, vamos ao tema da educação, as mudanças que fomos obrigados a promover com o secretário de educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, peço que coloquem a apresentação por favor. Nós estamos obviamente sempre acompanhando com área da saúde, educação continua sendo prioridade, continua sendo esse essencial, e as escolas continuam autorizadas a estarem funcionando nós estamos falando aqui de mesmo na bandeira vermelha as escolas são sim prioridades, continuam as escolas privadas as municipais, as estaduais, autorizadas a funcionar nos termos do decreto do governador, nós temos uma alteração no nosso calendário que eu vou explicar aqui da rede estadual somente e uma regra da obrigatoriedade em relação à frequência dos alunos na bandeira vermelha e na bandeira laranja. Então pode passar, essa mudança foi discutida pelo conselho e na própria indicação do conselho nós já deixamos muito claro junto com o conselho que nós poderemos fazer novas orientações obviamente dependendo da evolução da situação da própria pandemia, então, sempre estaremos verificando, então o que foi estabelecido lá? Que mesmo na bandeira vermelha e na bandeira laranja, um terço do tempo deveria ser obrigatoriamente presencial, essa regra é que não valerá nesse momento justamente porque uma coisa era uma região no vermelho e outra coisa é várias regiões no vermelho e no laranja, mas a escola pode e deve abrir e aqui uma reflexão importante, nós estamos falando aqui de fazer o controle da pandemia, as escolas não são o vetor de aumento da pandemia e as famílias, as escolas, os professores todos nós devemos fazer essa reflexão da importância da educação. Pode passar. Aqui falando especialmente de algumas premissas para rede estadual, obviamente eu falei que a fase vermelha e a laranja não é obrigatória mandar então se a família não quiser mandar presencial na fase vermelha e na fase laranja a família estará autorizada à permanecer na educação à distância mas a escola pode e deve abrir às famílias que desejam, isso é para a rede privada e para a rede estadual, a primeira semana de fevereiro nós vamos utilizar a previsão de nossas aulas da rede estadual, lembrando que cada escola particular, cada rede municipal faz o seu calendário, a rede estadual tinha o calendário previsto para 1 de fevereiro, passará a utilizar a primeira semana para continuar a formação dos professores e dos nossos funcionário colaboradores e também para começar a receber as famílias nós vamos ter uma semana de com as família sobre a importância da volta, sobre o funcionamento dos nossos sistemas e o que será para cada uma das família especialmente para aquelas família mais vulneráveis, então, nós vamos reforçar a formação durante essa próxima semana de janeiro agora, nós já tínhamos a previsão continuará tendo a formação e mais a primeira semana de fevereiro então as escolas já estarão abertas, as escolas estaduais já estarão abertas a partir do dia 1 de fevereiro para receber os alunos que tenham dúvida, receber os alunos que não saibam como acessar o sistema, para a gente fazer as reuniões com as famílias inclusive, sempre que necessário para dar toda as informações para o início do ano letivo, pode passar, que será no dia 8 de fevereiro, então o início do ano letivo da forma híbrida tanto presencial quanto pela tecnologia começará no dia 8 de fevereiro, então lembrando que a primeira semana de fevereiro será para formação. E de novo, isso é o calendário da rede estadual. Ah, a escola particular xis já tinha programado as escolas para voltarem no dia 1 de fevereiro. Pode? Pode, está mantida a autorização para isso. O início das aulas então no dia 8 de fevereiro, com a primeira semana letiva, especialmente então a partir do dia 8 de fevereiro, isso é muito importante, nós vamos focar no acolhimento, na prática dos protocolos, onde todos os nossos estudantes, todos eles, inclusive as famílias, passarão por formação para a prática dos protocolos, para a prevenção. Isso é muito importante, ser radicais quanto ao cumprimento dos protocolos, e o aprendizado das ferramentas tecnológicas, e começará desde cedo, para que os nossos alunos consigam acompanhar todas as nossas aulas. Pode passar. Lembrando que nos investimos R$ 1,5 bilhões do Governo do Estado neste final de ano, comprando notebooks, comprando tablets, comprando televisores, chips pra os alunos mais vulneráveis e chips para os professores, que começam a ser entregues já nesta semana que entra, a partir de terça-feira. Pode passar. Agradeço, ficaremos à disposição, governador. E lembrando: É fundamental, fundamental que as pessoas discutam o que é prioridade na sociedade. Nós estamos fazendo a prevenção aqui para que não aumentem os números do Covid, mas nos não podemos permitir que aumentem os números da depressão, da angústia, com as nossas escolas não tendo a opção de ofertar os seus serviços fundamentais, essenciais para os estudantes que mais precisam especialmente. Então, continuemos trabalhando e priorizando as nossas escolas abertas e o atendimento à nossa população.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli Soares. Vamos agora às perguntas. Eu vou dizer aqui a ordem das perguntas, são sempre oito veículos de comunicação a cada coletiva. Hoje, nós iniciaremos pela revista Isto É. Na sequência, o jornal [ininteligível], da França, o jornal O Estado de São Paulo, a TV Globo, GloboNews, a CNN Brasil, a TV Cultura, a Record TV e a Rádio Bandeirantes e Rádio BandNews. Vamos então às duas primeiras perguntas, são online, começando com a Isto É, jornalista Germano Oliveira, editor da revista Isto É. Germano, obrigado por participar da coletiva. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Primeiro, governador, queria parabenizar o Governo de São Paulo e o Instituto Butantan por produzir a primeira vacina brasileira, a Coronavac. Mas então já gostaria de fazer uma pergunta ao senhor, direta: Com o agravamento da doença e as medidas mais restritivas, que o senhor acabou de anunciar aí, mostrando um quadro bem alarmante, é sabido que só a vacinação vai solucionar a pandemia. Com a chegada agora de dois milhões de doses da Índia, lá da Astrazenica, o senhor acredita que o Governo Federal vai respeitar a proporcionalidade e oferecer para São Paulo pelo menos 400 mil doses, já que, dentro do plano nacional de imunização, cabe a São Paulo 20% em torno do total do país? Ou o senhor teme que tenha mais algum boicote, como os que já aconteceram com a Coronavac?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Germano, obrigado pela pergunta. Eu vou dividir a resposta com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Mas evidentemente que São Paulo tem direito a sua cota de vacinas, no plano nacional de imunização. Diante de uma circunstância como essa, e inimaginável que haja um boicote de vacinas a São Paulo, por parte do Ministério da Saúde. Eu não vejo nenhuma oportunidade pra isso e condeno se alguém sequer pensar em não destinar as vacinas que cabem à população de São Paulo, dentro do plano nacional de imunização. E quem complementa a resposta é o Dr. Jean Gorinchteyn. Germano.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos um plano nacional de imunização que começou em 1973. Desde então, na sua história, toda a proporcionalidade de vacinas foi respeitada. Em nenhum momento qualquer estado deixou, por qualquer razão, de qualquer esfera, de receber a sua proporcionalidade. E nós temos a certeza que, no momento em que vivemos uma crise pandêmica como essa, com número de mortes como o que temos visto em todo o país, e São Paulo da mesma maneira, nós temos a certeza que, por uma questão de humanidade e respeito à nossa população, receberemos, sim, as doses proporcionais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Germano Oliveira, muito obrigado pela sua participação. Continue aqui conosco, acompanhando a coletiva. Agora vamos para o correspondente no Brasil do jornal [ininteligível], que é o Thierry [ininteligível]. Thierry, obrigado por estar participando aqui da coletiva. Boa tarde, sua pergunta, por favor. Ligar o áudio... Precisa do botãozinho do seu áudio, Thierry. Estamos sem o seu áudio. Vamos tentar?

REPÓRTER: Desculpe.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim.

REPÓRTER: Boa tarde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Ainda temos poucas doses disponíveis das vacinas. Na opinião dos senhores, foi culpa de uma diplomacia equivocada? E os BRICS, na sua opinião, podem ter [ininteligível] apropriado para melhorar a situação? E se o senhor me permite [ininteligível] assunto do dia, que eu não sabia antes, queria saber se o governo, o senhor, prioriza a abertura das escolas em relação à abertura dos bares. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Thierry. O das escolas, falamos agora, mas não custa pedir ao secretário Rossieli Soares que adende e reforce a informação, começando por essa. E, na sequência, eu respondo à sua primeira pergunta. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado. Nós estamos mantendo a autorização para que as escolas abram, inclusive tem escolas particulares já abrindo desde janeiro, porque geralmente seus calendários até começam antes, algumas abrem no dia 1 de fevereiro. Isso não está alterado, tanto que o decreto do governador não será alterado. No vermelho e no laranja, as escolas podem ter até 35% dos alunos diariamente nas suas instalações, com todos os cuidados e protocolos. O que nós tiramos foi a obrigatoriedade da família enviar as suas crianças para a escola, na bandeira vermelha e na bandeira laranja. Então, a família poderá optar e dizer: Não quero mandar neste momento. Quando chegar no amarelo, obviamente, a situação é outra. E vamos continuar avançando. E o calendário da rede estadual foi movido para o dia 8 de fevereiro, para que nós tenhamos uma semana a mais de formação dos nossos profissionais, uma mobilização de trabalho com as famílias, inclusive de informação e da importância de termos as atividades presenciais, e também o início da disponibilização da nossa Secretaria para as informações dos alunos que estiverem com alguma dificuldade de conexão, de acessar os nossos sistemas, já possam estar com isso desde cedo, tendo atendimento das nossas escolas estaduais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E Thierry, na primeira parte da sua pergunta... A meu ver, sim, houve uma falha da diplomacia brasileira, aliás, uma falha desde o início de um processo de pandemia, e mesmo o início de um governo. Não cabe a nós fazer juízo sobre diplomacia, mas quando a diplomacia prejudica a vida, a saúde dos brasileiros, cabe sim uma visão crítica. O Brasil agrediu a China inúmeras vezes, através da sua diplomacia, do seu chanceler, do presidente da República, dos filhos do presidente da República, como agrediu a França, como agrediu a Alemanha, como agrediu a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, os países nórdicos, nos temas de meio ambiente e da Amazônia. E eu entendo, principalmente pelos bons exemplos de diplomacia, que vi aqui no Brasil, de grandes chanceleres, que a função da diplomacia é cultivar boas relações, é colocar a diplomacia longe da visão ideológica, distante da visão partidária e próxima do bom entendimento. Então, uma falha lamentável e que custa ao Brasil hoje parte da má imagem que possui no mercado internacional. Thierry, obrigado pelas perguntas. Nós vamos agora tirá-lo de tela, esperando que você possa continuar nos acompanhando aqui, e vamos presencialmente ao jornal O Estado de São Paulo, com o jornalista Bruno Ribeiro. Bruno, boa tarde, obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, governador, boa tarde a todos. Secretário Gabardo, o senhor, na sua fala, o senhor falou que haviam essas recomendações, que foram feitas pelo Centro de Contingência, mas há outras recomendações que foram feitas e que podem ser adotadas, caso essas medidas de agora não surtam os efeitos desejados. Acho que, para a população estar preparada, saber o que está na mesa, quais são essas outras medidas? O que mais pode ser feito, se, eventualmente, essas medidas tomadas agora não sejam suficientes? E para o secretário Gorinchteyn: Está acontecendo um ruído nas prefeituras, muitas das prefeituras têm se queixado de que o número de vacinas não é suficiente nem para o atendimento dos profissionais de linha de frente, dos médicos que estão atendendo os pacientes. Muitas dessas prefeituras estão usando todas as doses de vacinação que estão recebendo para já dar a primeira dose, sem ter certeza de que vão receber um número idêntico de doses para aplicação da segunda dose. Eu queria que o senhor esclarecesse isso, se já está garantido que as cidades vão receber um número igual de doses, que elas já receberam, ou se os prefeitos, eles tinham que gerenciar esse estoque ai de forma que fosse possível aplicar a segunda dose, para quem já recebeu? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, obrigado. Antes de encaminhar ao Gabardo e, na sequência, o Jean, vou... Obviamente, vamos responder às duas perguntas, mas vou fazer um apelo aos jornalistas. Nós estabelecemos com vocês uma regrinha básica, que foi uma pergunta por veículo de comunicação. E foi feita uma combinação com vocês, vocês aceitaram. Então, vou pedir a gentileza, se puderem seguir essa boa regra de entendimento. Assim, nós conseguimos responder a mais perguntas, conseguimos atender às pessoas que também estão em casa, acompanhando, e obedecer ao tempo da coletiva. Por favor então, vamos com o Gabbardo e, na sequência, Jean Gorinchteyn. Gabardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bruno, nos temos um plano e nós vamos seguir esse plano, à risca. O que pode ocorrer? Se o Centro de Contingência perceber que essas medidas que estão sendo tomadas hoje não são suficientes para conter a transmissibilidade, para conter o número de novos casos e, principalmente, de internações e óbitos, pode atualizar os indicadores que estão presentes no plano, de maneira que a classificação das regiões possa ser antecipada, nas medidas que são propostas. Além do mais, é possível também que o Centro de Contingência sugira medidas que são horizontais a todas as fases, como por exemplo essas que estão sendo implementadas hoje, de redução da mobilidade das pessoas, no horário noturno, nos finais de semana, fazendo que, com isso, se possa manter as atividades funcionando durante a semana, com a regularidade que é possível, dentro do horário que é possível, e reduzindo as atividades que nós entendemos são aquelas que são mais responsáveis pelo aumento da transmissibilidade. Determinados setores, que têm um controle maior sobre os seus ambientes, ficam preservados neste momento, mas tudo isso depende da evolução da pandemia, tanto no aspecto de novos casos quanto a de internações, e esse risco que foi apresentado de, não tomando as medidas ou se as medidas não forem devidamente cumpridas pelos gestores e pela população, o risco de nós termos dificuldade com a oferta, a assistência de leitos hospitalares.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado então, João Gabbardo. Agora, Jean Gorinchteyn, sobre a segunda pergunta, número de vacinas.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: O Estado de São Paulo, ele respeitou a proporcionalidade das vacinas que foram distribuídas para todo o país, e claramente guardou as suas doses e distribuiu para os 645 municípios. Essa distribuição, especialmente nessa primeira fase, voltada para profissionais da área da saúde, ela se baseia exatamente nas mesmas informações do programa de vacinação da gripe de 2020. Então, dessa maneira, nós nos valemos e nos embasamos nesses indicadores para cada um dos municípios. O município já recebe as duas doses e dará prioridade a quem? Sobre as recomendações que a Secretaria de Estado da Saúde deixou, para que oferte isso, para que oferte isso àqueles que estejam absolutamente na linha de frente, atendendo nos pronto-atendimentos, atendendo nas unidades de terapia intensiva e nas enfermarias, pacientes com Covid ou com suspeita de Covid. São eles que devem ser priorizados. As duas doses foram dadas, portanto, imaginando-se que a primeira dose administrada e a segunda, num outro momento, intervalada, a partir de 21 a 28 dias.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado então, João Gabbardo, Jean Gorinchteyn. Vamos agora para a TV Globo, Globo News, com Guilherme Balza. Guilherme, boa tarde. Logo após o Guilherme Balza, TV Globo, Globo News, teremos a CNN Brasil, e a TV Cultura. Guilherme. GUILHERME BALZA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, o senhor no discurso fez uma crítica aos gestores, aos governadores, enfim, os gestores públicos que acabaram cedendo...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perdão, eu não fiz nenhuma crítica a nenhum governador aqui.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: O senhor disse que alguns governadores, alguns setores cederam aos apelos de uma pressão popular para reabrir atividades, flexibilizar a economia, e que isso não foi uma medida correta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, setores, eu não me referi a governadores, desculpe.

GUILHERME BALZA, REPÓRTER: É, mas a decisão cabe aos governadores e aos gestores públicos. Eu queria perguntar se o senhor faz alguma autocrítica da condução que foi feita aqui no estado de São Paulo: Porque os casos começaram a aumentar a partir do começo de dezembro, logo após algumas medidas também de flexibilização, antes das aglomerações de fim de ano. Então eu queria perguntar se o senhor acha que alguma coisa poderia ter sido feita de forma diferente?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Guilherme, o enfrentamento eu vou dividir a resposta com a Patrícia Ellen e com o Rodrigo Garcia. Se nós conseguíssemos previsibilidade para tudo em relação à pandemia avassaladora como essa, o mundo não teria perdido milhões de vidas, nós não teríamos perdido 214 mil vidas aqui no Brasil. Não é possível você prever tudo, é possível você avaliar tudo e seguir o que nós temos feito, a orientação do centro de contingência do COVID-19. Fizemos, continuamos a fazer, e vamos seguir rigorosamente a orientação dos médicos e dos profissionais de medicina que funcionam em São Paulo e nos orientam de forma correta. Nós nunca aqui cedemos a nenhum tipo de pressão, de setor privado, de setor político, de setores mais próximos ao governo, não cedemos. E volto a reafirmar, não vamos ceder, em São Paulo vamos proteger, proteger vidas, proteger a ciência que nos indica como podemos amparar as pessoas que esperam do governo atitudes que protejam suas vidas e dos seus familiares. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Guilherme, eu queria também dizer que eu sinto que você está equivocado, porque eu participei de todo o diálogo com todos os setores, e te garanto que não houve nenhum momento nenhuma cessão à nenhuma pressão que foi realizada, muito pelo contrário, o estado de São Paulo foi o primeiro a criar um centro de contingência, foi o primeiro a estabelecer um plano regional. Em novembro, quando você colocou que houve piora de indicadores, na verdade, vou falar de cada um deles, porque a gente não pode pegar um dado pontual e criar uma conclusão, porque a gente está sempre falando desse espaço do que foi feito duas semanas antes, tem impacto naquela semana. Quando nós vimos que começou a ter piora nos indicadores em novembro, nós já interrompemos uma classificação, que seria uma classificação de maior flexibilização. Apesar dos dados estarem apontando para a flexibilização, nos aguardamos e vimos que, de fato, os indicadores estavam piorando. Fizemos já uma reclassificação de piora em novembro, em dezembro nós continuamos regredindo gradualmente de acordo com os indicadores. E na véspera do Natal nós tomamos uma medida muito dura já exatamente prevendo que poderia haver piora e descumprimento também. Mas é importante a gente como sociedade, refletir o que nós queremos, porque ao mesmo tempo que nós estamos aqui dizendo deveria endurecer mais, tem várias narrativas se construindo dizendo que nós deveríamos se flexibilizar. E nós somos uma sociedade única, e como gestores nós podemos tomar uma decisão, e a decisão é pela ciência e é pelas vidas, e todas as medidas foram tomadas no momento correto, com base nos dados que nós tínhamos. E aqui hoje também, nós já fizemos uma análise do que pode acontecer nas próximas quatro semanas, e por isso, para evitar colapso, para controlar a pandemia, enquanto nós estamos lutando dia a dia pela vacina, nós estamos aqui novamente tomando decisões muito duras, que vão sim exigir um esforço de toda a população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR E SECRETÁRIO EXECUTIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, Guilherme, também quero enfatizar que, na minha opinião, é um equívoco esse tipo de pergunta em um momento aonde nós olhamos para trás e observamos que São Paulo acertou nas suas medidas de restrição, nós controlamos a pandemia até agora melhorando e ampliando o sistema de saúde, e controlando a circulação do vírus. O vírus, assim como a pandemia, ele é traiçoeiro, muitas vezes, a pandemia se comporta de maneira diferente, quem observou as telas apresentadas, e do plano São Paulo, vai lembrar que no mês de abril e maio foi a tomada de medida mais restritiva que nós tivemos em São Paulo, com início da quarentena, e o crescimento da pandemia aconteceu julho e agosto. Então existe um tempo entre a tomada de medidas e o aumento da pandemia. E se a gente observar as curvas desse ano, nós tivemos duas semanas em uma alta expressiva de internações, casos e óbitos, e nessa terceira semana uma queda, o que levou o governo a fazer ponderações ao centro de contingencia para que nós pudéssemos sim, continuar com medidas restritivas, e foram apresentadas aqui, e ao lado disso, ampliar o nosso sistema de saúde. É importante lembrar hoje que cidades bastante semelhantes a São Paulo, e com bastante evolução do ponto de vista econômico, estão fechadas, como Londres, justamente como um mecanismo de enfrentamento à pandemia. São Paulo não pode ser diferente, eu acho que existiria equívoco se nós tivéssemos tido colapso de saúde em São Paulo, e não temos. Hoje nós temos praticamente o mesmo número de pessoas em leitos de UTIs, que nós tivemos no pico da primeira onda, cerca de 6.200 pacientes deitados nesse momento sendo atendidos pela rede de saúde de São Paulo. Temos ainda cerca de 2 mil leitos disponíveis, mas estamos ampliando a capacidade de leitos para evitar qualquer tipo de colapso no sistema de saúde, que é a grande determinação do governador João Doria, mas mais do que isso, é a grande obrigação do estado. Então é um esforço coletivo, do governo, que tem informação, que apoiado na ciência, e que toma decisões com base no que aprendeu e no que sabe-se dessa pandemia, mas o esforço fundamental do cidadão, que precisa ajudar o estado de São Paulo nesse momento, e ajudar o estado de São Paulo nesse momento é, se possível, ficar em casa, é evitar aglomeração, e principalmente ter amor aos seus semelhantes, sabendo que muitas vezes, a doença não vai afetar essa pessoa, mas vai afetar alguém que pode ser levada a óbito. Então é um trabalho coletivo, sociedade e governo nessa grande pactuação. Nós estamos, se Deus nos permitir, no final desse processo de pandemia, a vacina do domingo foi uma esperança para todos, mas temos alguns meses pela frente de muita tensão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DEO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rodrigo. Eu recebi aqui um pedido do doutor José Medina, também para fazer uma intervenção, respondendo ao jornalista Guilherme Balza. O doutor Medina, que durante 45 dias coordenou o centro de contingência, e desde o início, desde o dia 26 de fevereiro faz parte do centro de contingência do COVID-19, que é composto por 20 médicos de diferentes especialidades, que orientam o governo de São Paulo. Doutor Medina.

JOSÉ MEDINA, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGENCIA: Muito obrigado, governador. Obrigado, Guilherme. Eu sempre faço assim, fazer uma previsão sobre o passado, na área econômica é até mais difícil, até sobre o passado, mas na pandemia, se nós observarmos o que aconteceu na Europa, assim que o número de casos começou a decrescer, e que formou um platô, as atividades foram liberadas, até porque, a sociedade precisa continuar com suas atividades. Ninguém na Europa esperava que houvesse um segundo pico mais intenso do que o primeiro pico, ou uma segunda onda mais intensa do que a segunda onda. Nós seguimos aqui no Brasil, aqui em São Paulo, esse mesmo padrão, foi muito cuidadosa a flexibilização das atividades, muito cuidadosa mesmo, eu participei durante esse período de mais de quatro meses na coordenação, junto com o governo, monitorando para que a flexibilização fosse gradativa, e vendo qual que era o resultado que tinha na semana seguinte, nos dias seguintes. Em seguida nós fomos surpreendidos por duas atividades que levaram a um crescimento acentuado do número de casos, primeiro na campanha eleitoral, 570 mil candidatos distribuídos no Brasil todo, são candidatos a vereador, e prefeitos, são eleições que levam a um contato físico muito maior, que levam à aglomeração muito maior, em todos os municípios brasileiros, em todos os bairros, em todas as comunidades, e é muito difícil você encontrar alguma pessoa que não tenha sido abordada por algum candidato. Então houve aglomerações, que foram aglomerações menores ou maiores, mas que estavam sujeitas a maior contágio. Em seguida, terminando a eleição, nós entramos no período de atividades que são atividades de confraternização, que são parte da nossa cultura, e que são difíceis, muito difíceis de serem contornadas ou monitoradas, ou até controladas. Então nesse momento é que houve um crescimento do número de casos, e essas mudanças, essa medida de contenção que foi tomada no Natal e dia de ano, foi medida curta, mas uma medida de alerta para o que podia acontecer depois. E agora nós temos o período de férias e aí as atividades de aglomerações continuam. Então essas são situações que aconteceram aqui em São Paulo, aconteceram no Brasil, e acontecera no mundo todo, e nós estamos lidando com ela. Teve uma outra circunstância que é dentro do que o vice-governador mencionou, que tem muito mistério na evolução dessas pandemias, e um deles é esse que acabou de acontecer agora, que é um vírus mutante, que tem uma capacidade de contágio maior, que aconteceu, que predominou no estado do Amazonas, que predomina na Inglaterra, que tem levado à toda essa condição na Inglaterra de ter que fazer um lockdown com a intensidade que eles estão fazendo. Então é mais fácil entender o que aconteceu no passado, e é difícil entender como que essa pandemia vai seguir daqui para frente, por isso que nós estamos tomando esse cuidado. E esperar que logo-logo tenha a possibilidade de flexibilizar de novo, mas mesmo assim sempre alerta, porque o vírus pode adquirir comportamentos diferentes, e nós vamos ter que lidar com situações misteriosas, que ainda nós não estamos inteiramente preparados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor José Medina. Obrigado, Guilherme Balza. Vamos agora para a CNN Brasil, com a jornalista Bruna Macedo. Bruna, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, quando a gente fala em todo o estado de São Paulo na fase vermelha, eu entendo que os parques municipais estaduais serão fechados. Eu queria confirmar se é isso mesmo. E se sim, eu queria saber se existe uma preocupação do governo no caso de a população sem os seus parques municipais e estaduais, elas não migrarem para as praias, como é que fica o funcionamento das praias nesse período também? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vou pedir a intervenção da Patrícia Ellen nesse sentido, para atender à pergunta da Bruna Macedo. Você compreendeu?

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Compreendi sim. Eu queria até aproveitar a pergunta para lembrar o que funciona nas fases laranja e vermelha, porque eu vi que tinham algumas dúvidas sobre isso. Então na fase laranja, na coletiva de duas semanas atrás, nós trouxemos todo o detalhamento, e vamos circular com vocês também, mas a regra de funcionamento revisada, após uma análise com o centro de contingência, foi que nós percebemos que com os protocolos implementados, fazia sentido manter o funcionamento na fase laranja de tudo que é permitido na fase amarela, com exceção de bares. Então bares, a função bar não pode funcionar, somente restaurantes ou o bar que está operando como restaurante, com serviços de comida sentado, e aí o consumo da bebida junto com a comida. E isso na fase laranja. A fase vermelha ela é mais restritiva, então apenas serviços essenciais. Todos o detalhamento foi publicado também nesse último decreto, não haverá alteração desse decreto de funcionamento de estabelecimentos por fases, nessa reclassificação, porque é exatamente o mesmo que foi publicado há duas semanas atrás. Parques estaduais e municipais, eles funcionam com o seu próprio regramento, o plano São Paulo não estipula o regramento dos parques. Eu estava aqui em contato com o secretário Penido, para entender um pouco da definição das próximas semanas, ele vai organizar aqui as medidas a partir da semana que vem, mas nos finais de semana respeitando a operação da fase vermelha, os parques vão fechar nos finais de semana que foram anunciados aqui também. Não nesse final de semana, nos finais de semana seguintes, exatamente as mesmas datas que eu anunciei, os parques estaduais estarão fechados porque estarão operando com modelos de fase vermelha.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então, muito obrigado, obrigado Bruna Macedo, obrigado à Patrícia Ellen. Pois não? Em relação às praias, o Marco Vinholi... Eu não tinha ouvido, desculpa. Perdão, mas vamos primeiro aqui, Gabbardo... Obrigado por ter avisado, Paulo. Vamos ao Marco Vinholi, e na sequência o João Gabbardo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, boa tarde, Bruna. Bom, a nossa recomendação é para que as pessoas façam atividades individuais nas praias, é fundamental a atenção, a cautela, a responsabilidade dos gestores públicos municipais, fica evidente com esses números que aglomerações de final de ano impulsionaram o crescimento em todo Estado de São Paulo. Então, momento de atenção e essa recomendação pra que nas praias a gente siga com atividades individuais deve ser seguida pelos prefeitos municipais de toda faixa litorânea.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: É, eu quero só complementar o que o secretário Vinholi falou, convocando as pessoas, chamando as pessoas pra uma reflexão, o que a gente tá fazendo, todo esse sacrifício que as pessoas, os setores da economia vão fazer, não pode ser prejudicado por uma esperteza de alguém de sair de algum lugar onde a recomendação é permanecer em casa, é diminuir a possibilidade do contato físico, com a mobilidade, e todos irem pra uma praia, isso é tudo que nós não precisamos, é tudo que nós não queremos, se as pessoas não se derem conta disso, esse acúmulo nas praias, que poderia ocorrer nos próximos finais de semana, vai ser o movimento que vai ocasionar a necessidade de medidas mais intensas mais, maiores restrições nas próximas semanas. Então, o que nós recomendamos pras praias, apesar de ser ao ar livre, é que as pessoas usem com critério essa possibilidade, façam a sua atividade física, dê sua caminhada, de preferência com máscara, não tem problema, não, de caminhar com máscara, faça a sua atividade durante determinado período, mas não permaneça na praia, o uso de cadeiras, o uso de guarda-sol, o uso de famílias e aglomerarem, a possibilidade de famílias se aglomerarem na praia, aumenta dramaticamente a possibilidade também da contaminação, então isso, não esperem que seja uma ordem por um decreto, não esperem que isso seja uma atividade controlada pelas autoridades de segurança, todos, assumam a sua responsabilidade, pra que a gente não tenha que tomar medidas mais drásticas, mais restritivas nas próximas semanas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E, Bruna, ainda no tema, a sua pergunta foi instigante, obviamente importante também, como todas as demais, mas permite um esclarecimento melhor, e é isso que a população espera também, informações claras e precisas, a Patrícia Ellen tem uma complementação a fazer. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, a complementação, houve dúvidas sobre o que funciona na fase laranja, parques podem funcionar na fase laranja também, a fase vermelha, que é a mais restritiva, que são só serviços essenciais, opera depois das 20 horas nas regiões que já estão na fase vermelha durante todos os dias e nos fins de semana, fim de semana que vem, dia 30 e 31, e no fim de semana seguinte, que é dia seis e sete de fevereiro, tá? Então, sobre o dia 25, que houve dúvidas, eu queria lembrar que dia 25 é feriado na capital, não é feriado no restante do estado, então, dia de semana comum, pra evitar confusão, a segunda-feira vai ser a regra do dia útil, pra todo estado, tá? Então, as regiões que estiverem na fase laranja, funcionam como laranja, as regiões que estiverem na fase vermelha, funcionam como vermelha, tá? Isso, na capital permite parques, na capital, segunda, então, parques na capital estarão abertos até segunda-feira, tá? Normal. Então, não vai fechar esse sábado, nem esse domingo, nem segunda-feira, estarão fechados nos próximos fins de semana, nas datas que eu mencionei, tá bom?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, então, obrigado, Patrícia, Gabardo, Vinholi. Bruna, obrigado. Vamos agora a Adriana Cimino, da TV Cultura, depois, na sequência, as últimas perguntas serão da Record TV e da Rádio Bandeirantes, Band News. Adriana, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ADRIANA CIMINO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria que vocês detalhassem os prazos e a distribuição da abertura desses 700 novos leitos voltados pra Covid, e se o senhor me permitir, governador, não é nem uma segunda pergunta, é mais uma confirmação, o secretário da saúde acabou de falar em umas das respostas anteriores, que as vacinas têm que ser priorizadas não pros profissionais da saúde, mas pra aqueles que atuam diretamente na linha de frente, recentemente eu ouvi o secretário dizendo que, apesar de continuar atuando como médico infectologista, atendendo pacientes de Covid, ele não tomou a vacina ainda, eu gostaria de saber se o senhor continua com esse posicionamento, se ainda não foi imunizado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Adriana, são duas em uma, e elas serão respondidas pelo Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu acho que eu vou responder a primeira de forma diferente, que é exatamente se eu tomei ou não, eu não vejo a hora de tomar, e eu acho que isso gera uma certa emoção e ansiedade, eu não vou mentir isso, eu sou médico, infectologista, e antes de vir trabalhar como secretário, eu passo aqui do lado, no Hospital Israelita Albert Einstein, onde eu passo no covidário, com vários pacientes meus, que tem Covid, nunca peguei Covid, felizmente, por todos os cuidados que procuro ter, mas eu entendo que, apesar de tudo isso, existem pessoas que estão muito mais expostas do que eu, eu entendo que quem tá na linha de frente, no pronto-socorro, quem está na linha de frente, numa unidade de terapia intensiva, 12 horas ali exposto, 24 horas exposto, num pronto-socorro, está muito mais exposto do que eu, e eu não vou me fazer valer da minha prerrogativa de secretário pra não respeitar os meus colegas de profissão e da área da saúde, eu darei privilégio a eles, cada vacina conta. Temos uma segunda pergunta, sobre o detalhamento dos prazos. O que, na verdade, nós tivemos, e eu quero aproveitar, inclusive, governador, nós fizemos uma resposta incorreta, quando eu disse que as duas doses pros municípios estariam indo e que já teriam sido distribuídas, que nós tivemos, na verdade, em cinco regiões, na verdade em cinco hospitais, que foi o Hospital das Clínicas de Campinas, Botucatu, Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, receberam as duas doses, as demais regiões receberão ou receberam a primeira dose e receberão essa segunda dose intervaladas, dentro de 15 dias já estarão sendo distribuídas, então peço desculpas a errata. Então, nós temos, sim, esse quantitativo de vacinas que voltarão a ser distribuídas para os municípios, pra que façam, aí sim, a segunda dose da vacina, e por outro lado, nós entendemos ainda que são poucas doses, nós teremos agora os dois milhões de doses que receberemos da Astrazeneca da Fiocruz, teremos 20% delas, que novamente serão redistribuídas pra todos os municípios, e teremos a liberação dos quatro milhões e 800 mil doses do Butantan, que dentro da proporcionalidade, novamente serão distribuídos também para os municípios. Então, de uma forma gradual, não é a velocidade que nós gostaríamos, não é na velocidade que nós precisávamos, mas de forma gradual, os municípios estão e estarão recebendo essas vacinas para terminar a fase dos trabalhadores e profissionais da saúde, pra, assim, continuarmos pra outras fases, especialmente os idosos que, pra nós, é uma grande preocupação, porque eles correspondem a 77%, infelizmente, das mortes decorrentes do Covid.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Adriana, obrigado. Antes de passar a Catarina Hong, da...

ADRIANA CIMINO, REPÓRTER: Os leitos, os prazos e a distribuição.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quando nós falamos na distribuição dos leitos, nós já tivemos, desde o início do mês, já mais de 250 leitos redimensionados e redirecionados para o Covid, principalmente pra essas regiões que hoje estão em vermelho, fazendo com que, dessa forma, nós pudéssemos continuar dando e preservando assistência à saúde, isso é o mais importante. Então, nesse momento, essas áreas, que mostram uma maior sensibilidade, por serem áreas que têm uma ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva maior, serão priorizadas, nós não podemos e não queremos que nenhuma região deixe de ter o acolhimento dos seus pacientes. Então, nós faremos da forma mais breve que a assim for, nós temos essa condição, nós temos essa possibilidade, e assim o faremos como disse, para cada uma das regiões comprometidas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Adriana, obrigado. Vamos agora à Record TV, com Catarina Hong (F). Catarina, obrigado por estar aqui mais uma vez conosco, depois vamos finalizar com a Rádio Bandeirantes, BandNews. Catarina, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Bom, em breve o Estado de São Paulo vai ter então dois tipos de vacina, se o plano nacional de imunização for seguido. Não há um risco de haver uma confusão? Até porque o secretário agora acabou de dizer que alguns municípios só receberam o suficiente para a primeira dose. E aí, essa segunda dose deve chegar, imagino, quando a autorização da Anvisa para o segundo lote da Coronavac sair. Então, não há risco de que haja uma confusão? De que... Como é que os municípios estão sendo orientados, para que um paciente não tome a primeira dose de uma e depois a segunda dose de outra? E não haveria possibilidade de alguns municípios receberem um só tipo de vacina e outros outro tipo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Catarina. Uma ótima pergunta, mas eu quero tranquilizar você, antes de passar ao Dr. Jean e ao Dr. Gabbardo. Nós temos absoluto controle sobre a distribuição das vacinas, sobre o sistema de vacinação, sobre a entrega do certificado de vacina e sobre a necessidade da segunda dose para cada profissional de saúde, nesta primeira etapa, e muito em breve também, além de quilombolas e indígenas, e muito em breve pessoas com mais de 75 anos, mais de 70, mais de 65 e assim sucessivamente. Mas a precisão e a complementação da resposta será dada pelo Jean Gorinchteyn, como secretário da Saúde de São Paulo, e eu vou pedir uma intervenção do Dr. Gabardo, porque o plano nacional de imunização para a Covid-19, originalmente, foi preparado com a participação dele na gestão do então ministro Luís Henrique Mandetta. Ele pode contribuir também nesta resposta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos um sistema de monitoramento daqueles que recebem a vacina, que é um sistema que tem como preditivo acompanhar, não só qual foi a vacina, qual é o lote, em que braço foi dado, quem deu, são normativas técnicas, que é a nossa plataforma Vacivida. E isso dá uma segurança muito grande de nós sabermos, através dessa plataforma, que tem uma prerrogativa técnica, voltada para quem está ministrando essa vacina, saber qual foi a vacina anteriormente ministrada. Então não vai existir risco absolutamente algum. E ao mesmo tempo, temos, através dessa plataforma, acompanhar eventuais riscos de dor no local da aplicação, febre, quais alguns sintomas que, eventualmente, possam ter sido revelados por essas pessoas. Então, temos um sistema de monitoramento absolutamente seguro e eficaz. Nós temos que lembrar que quem recebeu uma dose da vacina do Butantan receberá e deverá receber a dose do Butantan, isso está absolutamente garantido.

REPÓRTER: As vacinas chegam hoje aqui a Guarulhos no fim da tarde. A parte de São Paulo já vai ficar retida aqui ou não?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos toda uma logística e tratativas logísticas, que já estão sendo avaliadas, para esse quesito ser respondido, tá bom?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas antes de passar ao Gabardo, Catarina, a sua pergunta faz muito sentido, porque é obvio, quer dizer, se a vacina desembarca no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, é de se supor, na boa logística, que as vacinas de São Paulo fiquem em São Paulo. Na má logística, as vacinas podem ir para algum lugar para depois voltar para São Paulo. Vamos confiar na boa logística, que é o mínimo que se espera, o mínimo que se espera diante de uma pandemia. Que, ao chegarem as vacinas em São Paulo, as que forem de São Paulo fiquem aqui, não sejam transportadas para algum lugar para depois voltarem a São Paulo. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, não haverá problema nenhum o fato de nós termos duas vacinas, principalmente porque, se nós considerarmos essas duas vacinas, são vacinas que exigem a mesma logística de manutenção, de temperatura, e isso vai facilitar bastante. E nós temos a experiência, as unidades sanitárias, nossos postos de saúde, têm experiência de fazer dezenas de vacinas diferentes, inclusive vacinas que nos temos fórmulas de apresentação diferentes. Tem vacina que pode ser dada numa determinada idade em gotas, e numa outra faixa etária ela pode ser feita injetável. Então não existe nenhum problema quanto a isso. Talvez, nós tenhamos mais de duas vacinas, nós tenhamos três ou quatro fornecedores de vacinas. Cada uma delas, nós teremos que ver a questão da logística, qual que é a forma de apresentação, se é uma dose, se são duas doses, qual é o período, mas tudo isso pode ser feito com muita tranquilidade pelas nossas unidades. Além do mais, as pessoas recebem o seu cartão, neste cartão fica registrado qual foi a vacina que foi utilizada, qual foi o lote da vacina que foi utilizada, então não existe a menor possibilidade de ter confusão com a aplicação dessas doses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Gabardo. Catarina, muito obrigado pela pergunta. Vamos agora à última intervenção, que é da Maira [ininteligível]. Estou pronunciando corretamente seu sobrenome, Maira? [ininteligível], da Rádio Bandeirantes, BandNews. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, alguns profissionais de saúde que trabalham na linha de frente da Covid-19 fizeram algumas críticas em relação à priorização do Hospital das Clínicas, que inclusive chegou a vacinar alguns estudantes de pós-graduação, que não têm contato direto com os pacientes Covid. Então eu queria saber qual é o posicionamento, qual é a opinião do Governo de São Paulo sobre isso. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, obrigado. Responde o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Essa é uma pergunta extremamente importante. Qual foi o critério de escolha dos hospitais das clinicas distribuídos nas várias regiões do estado? Isso acabou acontecendo especialmente pelo volume de funcionários e o volume também de atendimentos a pacientes Covid no estado. Então, dessa maneira, foram enviados para esses hospitais, visando a garantia daqueles profissionais, as doses de vacinas, para que dessa maneira pudessem proteger os seus profissionais na linha de frente. Dessa maneira, se imaginou que todos aqueles hospitais iriam seguir os ritos dos mais prioritários aos menos prioritários. Infelizmente, alguns, infelizmente, não seguiram as recomendações que foram dadas pela Secretaria de Estado da Saúde e o fizeram em populações que também estão de risco, que trabalham dentro do hospital, mas que, nesse momento, poderiam aguardar. E fruto dessa questão que a própria Secretaria acabou fazendo uma modificação na estratégia de fornecimento das vacinas, fornecendo a primeira dose para muitas das regiões ou a maioria das regiões e aguardando o fomento e a oferta da segunda dose num segundo momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Maira, obrigado pela pergunta. Antes de concluirmos aqui a coletiva, eu queria chamar o nosso vacinômetro aqui na tela. Nós temos, com o Vacivida, está aí, que é o nosso sistema eletrônico, digital, atualizado permanentemente. Olha que boa notícia: 77.868 profissionais de saúde em São Paulo já vacinados. E a mais rápida vacinação já feita aqui em São Paulo. Parabéns, toda equipe da Secretaria da Saúde, que tem coordenado esse trabalho, e parabéns também pela forma objetiva e rápida de acesso à informação digital. E seguiremos assim, dentro deste mesmo ritmo. E o que nós precisamos, e aí eu concluo, é de mais vacinas. Precisamos de vacinas. As outras vacinas também, não apenas a vacina do Butantan, as vacinas. Quanto mais vacinas tivermos, mais brasileiros serão salvos mais rapidamente. Então, vamos torcer e esperar que o Governo Federal viabilize mais vacinas, além da vacina do Butantan. A todos que aqui estão, aos que estão em casa, desejo um bom final de semana. Por favor, usem máscara, lavem as suas mãos, não participem de aglomerações, de forma alguma, obedeçam orientação da saúde e da ciência. Se protejam e, com isso, estarão protegendo suas vidas e dos seus familiares e amigos. Muito obrigado a todos.