Coletiva - São Paulo entra na fase de transição para retomada gradativa da economia 20211604

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Coletiva - São Paulo entra na fase de transição para retomada gradativa da economia 20211604

Local: Capital – Data: Abril 16/04/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos, boa tarde a todas. Sejam bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do Governo de São Paulo, saudando aqui toda a imprensa presente, a nossa equipe de Governo, para o anúncio desta sexta-feira. No dia de hoje, o Governo de São Paulo anuncia a fase de transição para as próximas duas semanas, com vigência a partir de amanhã, no Estado de São Paulo. Nós queremos agradecer à população de São Paulo pelo apoio às medidas do Governo do Estado. As conquistas que nós estamos obtendo na redução da pandemia, na redução da ocupação de leitos, é graças a esse esforço, e o Governo João Doria sabe que esse esforço é grande por parte de toda a sociedade. Então, cabe aqui um agradecimento do Governo de São Paulo à população, pelo apoio a essas medidas. Nós sabemos que hoje nós temos dois instrumentos para enfrentar a pandemia, que é a vacinação e as medidas de restrição. O Governo de São Paulo também se esforçou, nesses últimos meses, para ampliação de leitos. O Governo Doria anuncia que, mesmo com a redução do número de internação, manterá todos os leitos de UTI abertos, pelos próximos meses, para que a gente garanta o atendimento da nossa população. E a ideia da criação desta fase de transição é justamente para que a gente possa dar passos seguros adiante, sem o risco de retrocedermos. Portanto, o apoio da população neste novo momento da epidemia em São Paulo, na fase de transição, continua sendo fundamental. Não é hora de baixarmos a guarda. E a fase de transição, portanto, inicia-se a partir de amanhã, como consequência da queda de internação, da queda dos números da pandemia, aqui no Estado de São Paulo. Já a partir do próximo domingo, estará permitida a reabertura do comércio e também a realização de cultos religiosos, com restrições. E a partir do outro sábado, no dia 24 de abril, a ampliação dessa abertura também para o setor de serviços, inclui restaurantes, salões de beleza, academias e poderão reiniciar as suas atividades também com restrições, a partir do dia 24. Portanto, nós teremos duas semanas à frente na fase de transição. A primeira semana, fazendo a flexibilização para o setor do comércio, e na segunda semana agregando-se ao comércio o setor de serviços. Nós estaremos aqui fazendo os esclarecimentos dessa nova fase de transição, que vigora, portanto, a partir deste final de semana, no Estado de São Paulo. Eu queria ouvir agora o nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, que vai dar os números atualizados da pandemia, e na sequência o Dr. Paulo Menezes, que é o nosso coordenador do Centro de Contingência.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Hoje, nós trazemos os números da pandemia no nosso Estado. Nós temos hoje 2.722.077 casos, infelizmente, 87.326 pessoas perderam as suas vidas. Mas nós temos a grata felicidade de ver a queda dos índices de ocupação nos leitos de UTI, tanto no ponto de vista percentual quanto também do ponto de vista absoluto, pelo número de pacientes. Hoje, temos 11.798 pessoas, lembrando que, no dia 1 de abril, nós tínhamos 13.120 pessoas internadas. E a nossa taxa de ocupação, no Estado de São Paulo, em 85,3% e, na Grande São Paulo, 83,3%. E esses números eram de quase 93%. Isso, falando há poucos dias. Mostrando que tanto a fase vermelha quanto a fase emergencial foram fundamentais para que nós pudéssemos garantir assistência e a proteção à vida. Nós lembramos que, nessa semana, que ainda não se encerrou, é a segunda semana consecutiva de queda no percentual de internações. Baixamos 10% o número de internações e, se comparada à semana fechada da semana anterior, com a semana retrasada, da 14 para a 13a semana, tivemos uma queda de internação de 17,4%. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Vamos agora ao nosso coordenador do Centro de Contingência, o Dr. Paulo Menezes. Ele vai mostrar a evolução dos números aqui em São Paulo e os resultados da quarentena até agora.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, vice-governador, boa tarde a todos. Eu queria colocar o primeiro slide, por favor. Aqui, nós vemos a curva de aceleração ou desaceleração de novos casos, de casos internados em UTI, desde a metade de fevereiro. Nós podemos ver claramente que, a partir do meio de fevereiro até o início de março, a primeira semana de março, nós tivemos uma aceleração muito rápida no número de casos e consequentes internações, e de casos graves, ocupando de forma crescente os leitos de UTI. Nesse momento, o Centro de Contingência avaliou a importância, a necessidade de medidas bastante restritivas para reduzir a transmissão do vírus e estabilizar, e depois conseguir avançar no controle da pandemia. O Governo então instituiu, no dia 6/03, a partir das recomendações do Centro de Contingência, o início da fase vermelha, e depois de nove dias o Centro de Contingência fez novas avaliações, recomendações, foi instituída a fase emergencial, que durou até 13 dias, até o dia 28/03. Muito bem. Aqui, nós podemos ver que, na medida em que a fase vermelha foi implementada, tivemos pelo menos uma estabilização na velocidade de crescimento da pandemia, do número de casos e de internações, aqui representado pelas internações em UTI. E a partir de duas semanas após o início da fase vermelha, começamos a ter, conforme nós tínhamos previsto, o resultado de redução progressiva na velocidade. É a linha que começa a cair, até por volta do dia 4 de abril, a cruzar aqui o ponto zero, ou seja, no dia 4 de abril tivemos um número de pacientes ingressando nas UTIs semelhante ao número de pacientes que deixavam a UTI. Essa queda, ela persiste, e hoje nós temos aqui uma redução diária de pacientes internados, de aproximadamente 1,4%, o que representa menos 140 pacientes por dia em UTI. De forma que conseguimos o progresso, isso também fica evidente nos próximos slides, por favor, o segundo. Aqui é o número de pacientes internados por dia, nos últimos dez dias, e a gente observa uma redução de 0,8% ao dia, uma redução média, mas aqui podemos ver que ela não é linear, ela se intensifica nos últimos dias. E na seguinte, nós temos o reflexo nas taxas de ocupação de leitos de UTI. Também temos outros indicadores importantes. O que eu gostaria de chamar a atenção é para os indicadores de número de casos novos por 100 mil habitantes, a cada duas semanas. Semana passada, tínhamos 500 pacientes com casos novos por 100 mil a cada 14 dias, e hoje estamos com 465, um avanço também no sentido de queda na incidência de casos novos. E internações, semana passada estávamos com praticamente 100 internações por 100 mil habitantes a cada 15 dias, e hoje, felizmente, estamos com 82 internações a cada 100 mil habitantes, em duas semanas. Então, também um progresso importante, mas eu queria chamar a atenção para que nós continuamos com uma alta transmissão do vírus, com número de novos casos ainda bastante importante, isso se reflete nas internações e nos óbitos. Como a gente tinha falado, em relação aos óbitos, também nós vínhamos assistindo, infelizmente, um crescente número de óbitos, mas já há agora uma indicação de estabilização no número de óbitos, com perspectiva de queda progressiva, daqui pra frente, como nós tínhamos previsto. De forma que, nesse sentido, o Centro de Contingência avaliou ser possível permitir algum nível transitório, ou melhor dizendo, transicional, de atividades que estavam suspensas, entendendo que também a sociedade tem outras necessidades, é preciso que todos sobrevivamos a esta pandemia. E é nesse sentido que essas medidas são anunciadas hoje. Muito obrigado, vice-governador.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Paulo. Fica, portanto, evidente, nos números apresentados, as razões desta fase de transição. Podemos dar um passo adiante, com mais segurança. E para detalhar a nossa fase de transição, quero ouvir a nossa secretária Patrícia Ellen, que trará em detalhes como vai funcionar: comércio na primeira semana, serviço agregado na segunda semana. Por favor, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, Rodrigo. Bom, estamos hoje num momento importante de retomada. Nós vimos que os números mostraram que nós estamos no caminho certo. Nós tivemos uma grande conquista do esforço de todos, com a desaceleração da pandemia, numa velocidade muito importante, redução da ocupação de leitos, redução das internações. E com essa conquista, nós temos agora um voto de confiança para os setores econômicos poderem iniciar essa retomada. Mas, para que possamos fazer isso com segurança, sem perder todo o esforço realizado, nós estamos trazendo essa fase de transição, esse período de duas semanas, que vai mostrar a nossa capacidade no Estado de São Paulo de trabalharmos juntos, pela ciência da saúde, pela ciência da economia, pela ciência humana, respeitando as pessoas e fazendo juntos o trabalho, que é buscar ao mesmo tempo proteger vidas, proteger empregos e combater a fome. Então, nessa fase de transição, nós vamos ter um retorno seguro, gradual, vamos manter o toque de recolher, o teletrabalho para atividades administrativas, e o escalonamento da entrada e saída de atividades. E uma regra única para todo o Estado, para que essa transição aconteça em segurança. Na próxima página, o detalhamento dessa transição: Ela inicia agora no domingo, dia 18 de abril, a primeira semana. Na verdade, são seis dias, o dia 18 de abril a 23 de abril, do domingo à sexta-feira. Nessa primeira etapa, nós estamos focando na liberação de atividades comerciais. Então, nós temos aqui o horário das 11h às 19h. São oito horas. É muito importante nós termos aqui a questão do horário, porque esse horário exatamente nos permite que a ida seja fora do horário de maior fluxo no transporte, e o retorno seja antes do toque de recolher, para que todos possam voltar para a sua casa em segurança. Então, de novo, é um movimento importante, mas que precisa da cooperação de todos. Atividades religiosas, com todos os protocolos, novamente um voto de confiança para todos, mas para que possamos fazer isso com toda a segurança. A segunda semana, se inicia 24 de abril, no sábado, e vai até o dia 30 de abril. Nessa segunda semana, além das atividades de comércio, nós trazemos o retorno gradual também das atividades de serviços. Nas atividades de serviços, nós incluímos restaurantes, salões de beleza, barbearia, atividades culturais, museus, galerias, que também operam com toda a segurança, e o setor de academias. Serviços em geral, clubes, parques, também todos retornando nesse modelo gradual, lembrando que restaurantes, salões e atividades culturais, o horário é das 11h às 19h, seguindo o horário do comércio, porque é um funcionamento parecido, e o setor de academias, atendendo também um pleito do setor, e entendendo que é um funcionamento diferente, das 7h às 11h da manhã, e depois das 15h às 19h, porque nesse período da manhã, tipicamente, as academias estão perto das casas, não haverá um transbordo para o transporte público. Então, tudo isso foi feito com diálogo com os setores. E o pedido deles, em geral, foi: precisamos retomar nossas atividades, precisamos de um voto de confiança e faremos com total responsabilidade. E essa fase de transição, ela nasce exatamente fruto desse debate das ciências da saúde, econômica e da ciência humana, social, trazendo esse olhar aqui, pra que essa transição aconteça com total segurança, a próxima atualização será a partir do dia primeiro de maio, lembrando que o toque de recolher continua valendo, e o tele trabalho, pra atividades administrativas não essenciais, e o escalonamento do transporte é muito importante para que possamos evitar aglomerações. E, nessa transição, o último ponto, mas talvez o mais importante, é que a ocupação dos espaços precisa ser menor, com limite de 25%, novamente um voto de confiança, vamos todos fazer a nossa parte, pra que todo o esforço e o impacto conquistado seja mantido, e possamos dar os próximos passos na retomada. Agradeço ao governador João Doria que, pessoalmente, participou do diálogo com muitos desses setores, e criou aqui um modelo de união entre a saúde e a economia. Muito obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos agora ouvir o nosso secretário Marco Vinholi, sobre o ranking de vacinação dos municípios do Estado, lembrando que a vacinação é, sem dúvida, nosso principal instrumento pra combater o vírus, na medida em que mais doses chegam, mais pessoas são vacinadas, menos restrições teremos. Portanto, nosso secretário Marco Vinholi para o ranking de vacinação no Estado de São Paulo.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde a todos, se uma ponta é possível diminuir as restrições com resultado das medidas tomadas ao longo do último período, na outra ponta, o avanço da imunização do Estado de São Paulo, através da liderança do governador João Doria, já produzimos mais de 40 milhões de vacinas e, com isso, toda rede de municípios aqui no Estado de São Paulo mobilizada pra poder imunizar a nossa população. Portanto, nós divulgamos hoje uma atualização do ranking, esses municípios que atingiram 100% de vacinas na sua população, a vacina que nos entregamos, eles utilizaram 100% e, com isso, Santa Cruz da Conceição, Pedrinhas Paulista, Emilianópolis, Mesópolis, Ribeirão dos Índios, Bálsamo, Polônia, Santa Rita d'Oeste, Oroeste e Florínia são bons exemplos de vacinação e imunização aqui no Estado de São Paulo, os municípios que mais aplicaram as vacinas que receberam, isso consta no nosso site, o vacinaja.sp.gov.br, lembrando que essa atualização se dá diariamente também. Pode passar, por favor. E também aqueles que menos aplicaram, que precisam avançar na imunização no seu território, Presidente Alves, com 67%, Barra do Chapéu, com 70,12, Vargem Grande Paulista, com 71,5, Caconde, com 72,54, Monteiro Lobato, 73,43, Guarulhos, com 75%, Aparecida, com 75,27, Cabreúva, com 75,65, Rifaina, com 75,66 e São José do Rio Pardo, com 75,81%, portanto, esse é o ranking de vacinação, nós vamos seguir mobilizando os municípios aqui do Estado de São Paulo, que tem feito um grande trabalho, mas nós, nessa grande rede, vamos seguir trabalhando em conjunto pra imunizar rapidamente a população do Estado de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Vamos agora às perguntas da nossa coletiva de hoje, a primeira jornalista a perguntar é a Maira Di Giaimo, da Rádio ITV Bandeirantes, por favor, Maira, a sua pergunta.

MAIRA DI GIAIMO, REPÓRTER: Bom, boa tarde a todos. A gente enxerga, né, que as fases estão avançando, por causa, principalmente, da redução das internações, da ocupação dos leitos de UTI, mas a gente tem um outro problema, que é a falta dos kits intubação, inclusive teve unidades da Santa Casa que chegou a fechar leitos, porque não tinha esses medicamentos disponíveis, e aí não adianta a gente ter o leito, se a gente não tem os medicamentos, até teve aí um recebimento, né, pelo Ministério da Saúde, mas são poucos ainda. Então, eu queria saber se não é arriscado a gente começar a flexibilizar, sem ter uma garantia desses insumos, e o que tá sendo feito aí, nesse sentido dos kits intubação. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira, eu vou pedir pro Dr. Jean, nosso secretário, fazer a resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós temos um quantitativo ainda nos nossos hospitais da rede direta, esses quantitativos estão de forma diária sendo remanejados e distribuídos pra todos os municípios, no sentido de também poder acolhê-los. É importante lembrar que nós temos ainda recebimentos pequenos, que vem acontecendo, dos produtores, dos fabricantes, e que isso ajuda com que nós estejamos tendo uma vida gradual e diária para acolher, como disse, todos os municípios. Hoje estamos aguardando também um aporte de mais de 400 mil doses que virão do Ministério da Saúde, e também fizemos, estamos fazendo as atas internacionais, através da Secretaria de Estado da Saúde, para aquisição desses produtos, desses medicamentos no mercado internacional.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maira, eu queria complementar, dizendo que essa pergunta também deve ser feita ao Ministério da Saúde, né, que é o coordenador-geral do SUS, o Ministério da Saúde, através dos Estados e dos municípios, ele repassa recursos e define políticas, e, até então, o Estado de São Paulo tinha adquirido seus kits de intubação, os remédios, é importante esclarecer que a rede estadual está abastecida, sempre com pouco estoque, não com estoque fora de uma pandemia, nós estamos administrando um estoque dentro de uma pandemia, e o Governo de São Paulo se preocupou, nos últimos dias, nas últimas semanas, também com os estoques da rede municipal, da rede filantrópica, da rede privada, e tanto quanto possível tentou buscar informações pra que a gente pudesse fazer compras conjuntas e não mais ter risco de desabastecimento nessas outras redes. E qual o grande problema disso? Quando o Ministério vem e faz uma requisição de produtos, ele então, portanto, impede os Estados e municípios, e rede privada, de comprar, então, a partir daí, ele assume a responsabilidade de fazer a distribuição, né, então, é fundamental a população ter clareza das responsabilidades, não fosse a requisição, nós teríamos condições de adquirir diretamente os produtos de intubação, distribuir pras redes que estão, por ventura, necessitando, né, então, nós estamos atentos a esse tema, quero aqui, em nome do governador João Doria, dizer que nós manteremos todos os leitos abertos, nos próximos meses, pra que a gente tenha uma alta capacidade hospitalar, né, e pra que a gente tenha condições de enfrentar novas internações, então estamos aqui preparados pra que a gente administre esse momento da pandemia. Agora, a requisição, quando ela é feita, ela impede a aquisição direta dos Estados e municípios, é isso que tá gerando uma certa confusão, e é isso que gera dependência, portanto, de São Paulo, de outros Estados, de pedir os kits para o Ministério da Saúde. Vamos agora a nossa segunda pergunta, que será online, feito pelo Carlo Cout, que é da Rádio Montecarlo. Por favor, Carlo, sua pergunta. Precisa ligar seu som, Carlo, espera um pouquinho, repita, por favor.

CARLO COUT, REPÓRTER: Agora sim. Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos os participantes, vice-governador, eu queria fazer uma pergunta sobre as vacinas, São Paulo vacinou, hoje, cerca de oito, nove milhões de pessoas, que representam mais ou menos 20% da população total do Estado, é uma porcentagem parecida com outros países do mundo, eu sou correspondente internacional, então a gente segue muito de perto os números internacionais, mas os números de mortes, em São Paulo, desde a primeira vacina, até hoje, aumentou, enquanto lá fora o número de mortes diminuiu, faço dois exemplos, Israel ou Reio Unido, começaram a vacinar em dezembro, em janeiro a gente começou a ver uma rápida queda do número de mortes. São Paulo, primeiro dia que foi a vacina em São Paulo, foi no dia 16 de janeiro, a gente tinha 285 mortes, e hoje temos por volta de mil mortes, 1.200 mortes mais ou menos por dia, eu queria perguntar por que, depois de três meses, o número de mortes, em São Paulo, aumentou, enquanto no resto do mundo, que vacinou na mesma proporção, diminuiu de forma expressiva. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir uma análise do Dr. Gabbardo, né, talvez não são coisas comparáveis, mas vamos ouvir o Dr. Gabbardo, em relação à pergunta do Carlo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Bem, primeiro nós temos que analisar o período em que nós iniciamos a vacinação dos idosos, que foi no início de fevereiro, ou seja, a primeira dose, tomada no início de fevereiro, pras primeiras pessoas, acima de 90 anos, e a segunda dose no início de março. Então, nós não temos ainda um tempo suficiente, de toda população vacinada, pra ter essa queda no índice de internações, o que nós percebemos muito claramente é que a população de trabalhadores de saúde que foram vacinados, houve, sim, uma queda significativa de casos graves, de internação e de óbitos, nas populações acima de 80 anos, acima de 85 anos, nós também identificamos uma modificação na evolução dos casos graves nesta faixa populacional, houve uma diferenciação muito grande, se nós olharmos percentual de internação da população mais jovem, da população que não foi vacinada, em comparação aos idosos que já foram vacinados, é bastante significativa a diferença. Houve redução muito importante dos casos graves entre a população já vacinada. O que diferencia esses países do Brasil, Carlo, é que quando nós começamos a vacinação no Brasil, nós estávamos num processo de aumento numa velocidade muito grande de casos, né, esses meses de fevereiro e o mês de março, a evolução da pandemia no Brasil foi muito intensa, então, mesmo com essa velocidade, com esse aumento que nós tivemos de casos novos, de internação na população em geral, percentualmente, na população que já foi vacinada, é muito diferente, é muito menor, teve impacto, sim, a vacinação, agora, nós precisamos ter um número maior de pessoas idosas vacinadas, pra que isso possa ter um impacto geral no número de casos graves, internações e de óbitos.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Eu quero os números atualizados da vacinação aqui com o Dr. Jean, pra gente tentar ilustrar bem a situação hoje do Estado, em termos de doses e de vacinação.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Mostrando o vacinômetro hoje, nós temos 8.777.582 pessoas, ou melhor, doses que foram ministradas, sendo que a primeira dose de vacina, nós temos 5.982.688, e para a segunda dose 2.794.894, esse é o dado atualizado há pouco. Eu quero só fazer uma consideração, que é extremamente importante, sobre impacto do quanto as pessoas que receberam as doses da vacina tiveram na proteção da garantia da vida, nós tivemos, pra se ter uma ideia, no comparativo de fevereiro a março, na população com idade superior a 90 anos, uma queda de internações em 60%, quando nós comparamos o mesmo período para a população que recebeu, com faixas etárias entre 85 e 89%, essa queda ainda foi mais expressiva, 75%, e 80, 84%, uma queda de 52% nas taxas de internação, mostrando que as pessoas passam a ter a proteção de formas graves, reduzindo também o impacto de internação e, consequentemente, de mortes decorrentes de Covid.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean, obrigado, Carlo. Vamos a terceira pergunta, que é da Bruna Macedo, da CNN.


BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu vou voltar na questão do kit intubação, porque eu queria um pouco mais de clareza no que diz respeito à quantidade, o estoque, nós já sabemos que é muito baixo, aqui em São Paulo, em vários outros Estados, hoje, o nosso estoque é suficiente pra quanto tempo? E uma outra pergunta, ainda com relação a isso, sobre as importações que o Governo de São Paulo diz que tá vendo de fazer, a gente já tem algo de concreto em relação a isso? Algo que está pra chegar? Alguma data definida? Ou, hoje, a gente depende única e exclusivamente dos insumos dos kits intubação, que virão do Ministério da Saúde. Ainda completando, pra fazer só uma ligação, quanto tempo esses kits, que estão vindo do Ministério da Saúde, serão suficientes pra mais quanto tempo aqui no Estado? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Por favor, Dr. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: É importante lembrar que já há 40 dias nós temos feito ofícios para o Ministério, foram nove ofícios enviados para o Ministério, solicitando apoio, solicitando ajuda, no mês de março recebemos um quantitativo de 552 mil doses, que são de medicamentos, são ampolas desses medicamentos, são vários medicamentos, e tiveram uma durabilidade de quatro dias no nosso Estado. A programação nesse novo quantitativo, dos dois milhões e 300 mil que virão dessa compra que foi feita pela Vale do Rio Doce e outras companhias, São Paulo terá um quantitativo de 440 mil doses, o que dará apenas pra 48 horas, mas nós já estamos há 40 dias falando que teremos estoque pra sete dias, e nós não tivemos problema nesse estoque, porque continuamos adquirindo pequenas quantidades de um fornecedor, de outro fornecedor e, dessa forma, fazendo o realocamento dessas medicações pra todos os municípios, dessa forma, estamos, como digo, sobrevivendo a cada dia e ajudando a todas, a todos os municípios, pra que nós não tenhamos problema, então, dessa maneira, fazendo essas aquisições, mesmo em pequena quantidade, é o suficiente pra que nós possamos acolher a todos. Lembrando que nós também tivemos a preocupação de, há 40 dias, mudar a referência das drogas que eram usadas, através de novos protocolos, esses protocolos garantiram que cada classe de medicação pudesse ser, ter outras alternativas, com outras medicações, pra que todos tivessem uma intubação absolutamente qualificada e efetiva.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos a próxima pergunta, que é da Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan.

NANNY COX, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Um dos critérios, né, pra fase laranja, é o percentual abaixo de 80% na taxa de ocupação de leitos de UTI, a fase laranja também, pensando no que é permitido, a fase laranja também permite funcionamento dos setores por oito horas, como a gente tá vendo aqui nessa fase de transição, então, com esses termos aí, que seriam mais similares à fase laranja, qual que é a garantia que a ocupação vai continuar reduzindo, até chegar nesse patamar de 70%? E, aí dentro dessas especificações que a gente teve agora, eu só queria tirar uma dúvida, a respeito de bares e shoppings, se eles estão também nessa parte de comércio, se os bares serão permitidos de funcionar, e aí também o que seria aqueles similares na parte que tá escrito restaurantes e similares, só pra ter essa dimensão do que vai poder funcionar mesmo. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir pro Dr. Paulo responder a questão da saúde, e a Patrícia a questão da economia, é importante a gente frisar, Nanny, que o que nós estamos fazendo, no meio de uma pandemia, que é uma guerra sanitária, é avaliar a situação de hoje, prever a situação dos próximos dias, né, e procurar, com muita segurança, se é que é possível, dar passos adiante, né, então, nós sabemos que, nos próximos dias, nós teremos uma queda constante, né, fruto de restrições realizadas nas semanas passadas, né, e, portanto, nós não podemos deixar com que a gente já saia de uma fase vermelha para a fase laranja, ainda no momento em que nós estamos com um patamar elevado, e por isso a fase de transição, por isso a ideia da gente criar essa fase intermediária, né, com restrições maiores, sim, do que a fase laranja, pra que a gente acompanhe os números e, daqui a 15 dias, a gente tenha uma segurança ainda maior de estabelecer as métricas do plano São Paulo. Por favor, Dr. Paulo Menezes, depois a Patrícia.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice- governador. O centro de contingência, como eu já mencionei, entende que, felizmente, nós conseguimos um avanço, controlar aquele avanço da pandemia, que vinha ocorrendo, estabilizar, e agora ter indicadores que mostram uma redução progressiva da pandemia, mas ainda num nível muito elevado. A fase laranja, ela é mais permissiva, mais flexibilizada do que as medidas que foram anunciadas agora, secretária Patrícia vai voltar a esclarecer a diferença entre elas. O centro de contingência entende que seria, no mundo, vamos chamar, no mundo ideal, seria sempre bom um maior nível de restrição possível e de redução de mobilidade das pessoas, todos nós sabemos que se fosse possível, idealmente, nós trancarmos dentro de casa por três a quatro semanas, nós teríamos um cenário de praticamente interrupção da transmissão viral, mas nós vivemos no mundo real, o centro de contingência compreende isso, e entende que essas medidas apontadas pelo Governo agora, elas permitem com que alguns setores e parte da população, que estão sendo extremamente afetados pela pandemia, possam ter alguma chance de conseguir caminhar nas próximas semanas, mantendo um alto nível de isolamento. Eu quero aqui só finalizar, dizendo que é preciso que todos nós continuemos com todas as medidas de proteção que são muito bem conhecidas, o fato de ter sido colocado hoje duas semanas de transição, não significa que nós devemos ir pra rua de forma alguma, nós devemos sempre que possível evitar sair, evitar a exposição e só ocorrer isso se for necessário, não é hora de nós sairmos para lazer, para nos divertirmos, a situação ainda é muito grave. E quando for necessário sair, saiamos com todas as proteções necessárias, como uso de máscara, a higienização e o distanciamento.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo. Vamos à Patrícia pro esclarecimento das atividades de serviços, dentro de atividades comerciais, acho que a segunda tela é melhor. A próxima, por favor.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Vou até falar das duas, Rodrigo, porque a primeira pergunta é a diferença entre a fase de transição e a laranja, que é muito importante. A fase de transição mantém muitas coisas da fase vermelha, que foram destacadas como prioritárias pra efetividade dessa redução da curva de internações pelo centro de contingência. Uma das que eles mais sempre destacam como muito importante é o toque de recolher, na fase laranja não há toque de recolher, agora, nessa fase de transição há, nós mantemos o toque de recolher às 20 horas até às cinco da manhã. O segundo ponto é o tele trabalho pra atividades administrativas não essenciais, que é manter as pessoas em trabalho remoto nesse período, quando é possível, é muito importante, isso não existia na fase laranja, existe na fase de transição. Escalonamento de entrada e saída de atividades, nós também mencionamos, essa é uma grande mudança, na fase laranja não havia essa restrição, era até às 20 horas em qualquer momento do dia, e isso também provocava uma aglomeração nos transportes, que nós estamos evitando, e a regra única pra todo Estado, além disso, não tá destacado aqui, mas é muito importante, foi meu último ponto, que eu destaquei, é a ocupação, a ocupação na fase laranja de 40%, na fase de transição é de 25%, novamente, todos esses pontos são muito importantes, são aspectos de saúde, que foram um pedido do centro de contingência, que sejam mantidos, neste momento, pra que não tenhamos uma flexibilização regionalizada, a mais uma região, e que possa, de novo, provocar que nós tenhamos aqui uma perda de toda a conquista que foi realizada. Na próxima página, e aí pra esclarecer a segunda parte da pergunta, o que pode funcionar, e a tua pergunta já tinha resposta também, a função bar está proibida, o que pode funcionar é a função restaurante nos bares, então tem muitos bares que têm o CNPJ, que podem funcionar como bar e restaurante, e o bar pode funcionar com a oferta de refeições, da mesma forma que a gente já tinha classificado já nas discussões anteriores. Então, função bar está proibida, quando a gente coloca ali restaurantes e similares, são todos os ambientes que podem funcionar como função restaurante. Eu tive muitas perguntas, por exemplo, do setor de eventos, ah, eu posso fazer um almoço pra comemorar uma data especial? Pode, é restaurantes e similares, nesse modelo, e nesse horário que foi liberado. Tá claro? Muito obrigada. E eu só finalizo dizendo, é um voto de confiança, com mudanças aqui importantes, e muitos elementos da fase vermelha são mantidos durante esse período de transição.

NANNY COX, REPÓRTER: Então, a venda de bebida alcoólica nesses restaurantes, que vão poder funcionar, tem algum tipo de... De restrição? E a questão dos shoppings também, se eles podem funcionar.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Os shoppings, nós nunca fechamos o shopping, porque, inclusive, mesmo durante a fase vermelha, eles mantêm o shopping aberto pra que as lojas possam fazer as entregas, o que tinha era restrição de circulação, que agora, a partir de domingo, pode funcionar. E o consumo de bebida alcoólica é com a refeição, conforme já era feito nos restaurantes.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nanny, restaurante em shopping pode funcionar domingo? Não. Ele pode funcionar, a partir do momento que os restaurantes podem funcionar dentro do shopping, ok? Então, atividade comercial na primeira semana, serviços a partir da segunda semana. Vamos a próxima pergunta, Lucas Teixeira, do UOL.

LUCAS TEXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas. A primeira é: Usando os exemplos e seguindo a pergunta do meu colega de Monte Carlo. Ele fez um paralelo com outros países. Eu queria entender se essa queda de 0,8% por dia, ou seja, inferior a 1% por dia, ela é consistente para que já haja essa flexibilização. Ou seja, a gente não vai ver, como viu em tantos países, depois de um ano, alta, queda, alta de novo, daqui a dois meses? Porque menos de 1% não me parece tão consistente. E a segunda questão é a questão da vacina, anunciando esse novo calendário da vacinação, depende do Governo federal. O Estado de São Paulo tem como garantir que esse cronograma, ele será mantido? Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, eu vou pedir novamente o comentário do Gabbardo, diante do que é possível responder, Lucas, dentro de uma pandemia. Nós temos dúvidas e certezas. A certeza é que a queda está consistente e ela é reflexo da restrição e da vacinação. As dúvidas, não sabemos novas variantes e uma série de outras coisas, que dentro de uma pandemia, ao longo de um ano e dois meses o mundo está se deparando. Então, acho que é importante as explicações do Gabbardo. Eu só quis fazer esse comentário, como não médico. Então, os dados de hoje nos asseguram essas medidas tomadas no dia de hoje. Por favor, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Lucas, se nós não tivéssemos implementado essa fase de transição, provavelmente, no transcorrer da próxima semana, algumas regiões do Estado de São Paulo estariam passando para a fase laranja. Provavelmente, a região metropolitana e algumas possíveis outras regiões. O Governo entendeu que essa passagem para a fase laranja tinha um risco maior, então optou-se em fazer essa fase de transição, em que todo o Estado continua com uma uniformidade de recomendações, o que facilita o controle, facilita para que as pessoas não saiam de uma região para buscar um serviço que está fechado, um serviço que está aberto numa outra região, essa migração que pode acontecer, numa fase como essa. Então, tudo isso foi feito exatamente no sentido de buscar mais segurança. Então, os setores começam a funcionar, uma limitação importante, significativa da ocupação, veja que todos os serviços podem funcionar com 25% de ocupação, que é o mais importante. Não é tanto a questão do horário de atendimento, mas o mais importante é que não haja acúmulo de pessoas dentro desses serviços, dentro desses setores. Então, entendemos que as medidas que foram tomadas foram exatamente no sentido de ter mais segurança, evitar que a gente tenha que voltar para uma fase vermelha nas próximas semanas. A redução do número de internações, ela vem já ocorrendo há um bom tempo. Conforme nós prevíamos, o número de óbitos começou a reduzir, a partir do dia 15, exatamente no dia 15 desta semana nós tivemos menos casos do que o mesmo dia da semana anterior. Hoje, dia 16, sexta-feira, nós tivemos menos casos do que na sexta-feira passada. E amanhã, quando nós concluirmos o dado da semana epidemiológica, é muito provável que, pela primeira vez, depois de sete semanas de crescimento de óbitos, nós vamos ter a primeira semana com redução de óbitos. Isso fica ainda na dependência do dado que vai entrar amanhã, mas é muito provável que essa semana epidemiológica já vá apresentar uma redução no número de óbitos, quando comparada com a semana epidemiológica anterior. Então, são indicadores que nos permitem fazer algumas projeções. Nós temos feito essas projeções diariamente. Enquanto nós não tivermos aumento do número de casos, nós não vamos ter aumento de internação. Enquanto nós não tivermos aumento de internação, nós não vamos ter aumento de óbitos. Essa é uma sequência natural, uma sequência lógica. Nós vamos continuar acompanhando e monitorando.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Sobre a evolução da vacinação, Dra. Regiane, que é a nossa coordenadora estadual do programa de imunização.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE VACINAÇÃO: Obrigada, vice-governador, boa tarde a todos. Lucas, o calendário está mantido, mas a gente precisa ressaltar que aguardamos as vacinas da Fiocruz. Então, o programa nacional de imunização precisa nos enviar as vacinas da Fiocruz, para que a gente possa manter esse calendário. Então, nessa semana, nós já recebemos vacinas, estamos já encaminhando essas vacinas, e olhamos sempre para que isso aconteça de forma escalonada, gradual, mas assim, precisamos da vacina da Fiocruz, e mais, precisamos de mais vacinas. Então, é muito importante que o Ministério da Saúde realmente encaminhe e que a Fiocruz cumpra com o cronograma, que a cada mês, quando se estabelece, há uma queda, mas que a gente possa, a partir de agora, ter de forma uniforme aquilo que foi colocado pela Fiocruz, e ser enviado a todos os Estados brasileiros, não só parra o Estado de São Paulo. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Vamos à última pergunta de hoje, que é da Daniela Gemniani, que é da TV Globo, GloboNews.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é sobre os medicamentos do kit intubação. Quantos medicamentos exatamente o Estado de São Paulo precisa para ficar numa situação minimamente confortável, como respiro, sem ficar o tempo inteiro no dead line? E a segunda pergunta, para esclarecer sobre essa fase de transição, a situação dos parques, se os parques serão reabertos, em qual momento. Isso não ficou claro pra mim. Obrigada. RODRIGO GARCIA,

VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, com a segunda semana da fase de transição, parques, clubes, atividades de museus poderão funcionar, com a limitação de capacidade. É justamente isso que diz a fase de transição do Governo de São Paulo. Vamos à resposta do kit de intubação, do nosso secretário Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós temos que lembrar que, quando a gente fala de kit intubação, são vários medicamentos, não é apenas um. Então, nós temos um quantitativo muito alto, principalmente numa fase que nós ainda detemos um número alto de pessoas nas unidades de terapia intensiva, e que precisam diariamente serem mantidas sedadas e com esses relaxantes musculares. Dessa forma, esses quantitativos, que nós temos, nós sempre fazemos uma colocação, que nós temos aí para mais sete, para mais nove dias, mas como estão havendo esses repositórios, nós vamos nos mantendo com estoques disponíveis, por mais dias. Como disse, todo dia é o dia de rearranjo, não só das nossas unidades estaduais, mas especialmente se preocupando com todos os municípios.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Jean. Quero agradecer a presença de todos nessa coletiva de imprensa, desejar um ótimo final de semana e, a partir de domingo, entra em vigor a fase de transição das medidas do Governo do Estado de São Paulo. Se protejam, se cuidem e vamos continuar juntos no combate a esta pandemia.