Coletiva - SP amplia funcionamento de atividades econômicas até 0h a partir de domingo 20212807

De Infogov São Paulo
Revisão de 13h39min de 19 de agosto de 2021 por Fincatibianca (discussão | contribs) (Criou página com ''''Coletiva - SP amplia funcionamento de atividades econômicas até 0h a partir de domingo 20212807''' '''Local: Capital – Data: [http://infogov.imprensaoficial.com.br...')
(dif) ← Edição anterior | Revisão atual (dif) | Versão posterior → (dif)
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - SP amplia funcionamento de atividades econômicas até 0h a partir de domingo 20212807

Local: Capital – Data: Julho 28/07/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, a todos. Muito obrigado, pela presença, em mais uma coletiva de imprensa aqui na sede do governo do estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, nesta fria tarde de quarta-feira, 28 de julho. Aqui ao meu lado, o prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes, Ricardo, muito obrigado por ter aceito o convite para estar aqui ao nosso lado. Temos anúncios importantes, boas notícias a fazer, para a população da cidade de São Paulo, e à população do estado de São Paulo. Quero também registrar a presença do padre Júlio Lancelot, aqui ao meu lado. Padre, muito obrigado também por ter aceito o convite para estar aqui nesta tarde, com anúncios tão importantes que faremos juntos, especialmente para a população em situação de rua, da capital e do estado de São Paulo. Quero agradecer muito também a presença do rabino Michel, representando aqui a comunidade judaica, na capital e no estado de São Paulo. Michel, muito obrigado, é sempre uma alegria estar com você. Agradecer também a presença da Bia Doria, minha esposa, que aqui está, como presidente do Conselho do Fundo Social do estado de São Paulo. O deputado Alexandre Frota. Frota, obrigado por você estar aqui também conosco. E todos os que estão aqui já à frente, e que farão intervenções nessa coletiva de imprensa de hoje, e respondendo aos meus colegas jornalistas, a quem saúdo também, muito obrigado por estarem aqui nesta tarde, participando da coletiva de imprensa presencialmente. Os meus colegas cinegrafistas, fotógrafos, e aqueles que estão virtualmente acompanhando essa coletiva de imprensa, e as emissoras de televisão, são várias, e eu queria destacar em especial a TV Cultura, com a transmissão ao vivo, mas também a CNN, a Globo News, a Record News, SBT News, e a Band News, que também estão transmitindo flashs diretos aqui desta coletiva. Hoje eu estou especialmente feliz de estar de volta, depois de 14 dias de quarentena, eu fui, infelizmente, reinfectado com a COVID-19, mas passei 14 dias bem, sem nenhum sintoma, completamente assintomático e protegido. E por quê? Porque eu tomei a vacina, tomei as duas doses da vacina do Butantan, da Coronavac, mas poderia ter tomado também a AstraZeneca, ou a Pfizer, ou a Janssen, são as quatro vacinas autorizadas pela ANVISA, são boas vacinas. Eu sou um exemplo vivo de que a vacina salva, de que a vacina protege. Portanto, aproveito a oportunidade para recomendar a todos que podem ser vacinados, que tomem a sua vacina, e aqueles que tomaram a primeira dose da vacina, que, por favor, não deixem de tomar a segunda dose da vacina quando você, ao ter tomado a primeira dose da Coronavac, da Pfizer, ou da AstraZeneca, deverá tomar a sua segunda dose também. Não deixe de fazer isso. A vacina salva, a vacina protege, a vacina é vida. Quero também agradecer aqui aos médicos que me atenderam, em nome do doutor David Uip, médico infectologista e integrante do nosso centro de contingência do COVID-19. A vacina, em especial a vacina do Butantan, e os médicos salvaram a minha vida. Boas notícias hoje, para a população do estado de São Paulo, paulistas e brasileiros que residem no nosso estado, os estrangeiros que aqui residem também, São Paulo antecipa a vacinação de adultos, de todos com mais de 18 anos, para o dia 16 de agosto, antecipando, portanto, o Dia da Esperança, que era o dia 20, agora nós estamos antecipando para o dia 16 de agosto, a imunização de todos os adultos com mais de 18 anos no nosso estado. E a outra boa notícia, adolescentes na faixa de 17 a 12 anos, começarão a ser vacinados no dia 18 de agosto, outra excelente notícia para os jovens, começando pelos jovens com comorbidades, e na sequência todos os demais jovens nessa faixa etária de 17 a 12 anos, Ricardo Nunes, estarão sendo vacinados na sua cidade, na cidade de São Paulo, e em todo o estado de São Paulo. Antecipamos também o que era no dia 23 de agosto, para o dia 18 de agosto. É o senso de urgência, é o senso da emergência, é o senso de respeito pela vida dos brasileiros que vivem no estado de São Paulo. E por que estamos podendo fazer isso? Porque o estado de São Paulo comprou 4 milhões de doses adicionais, da vacina do Butantan, junto ao Laboratório Sinovac, as doses já chegaram, as doses já foram distribuídas no PEI - Programa Estadual de Imunização, e com a ajuda de prefeitos, prefeitas, secretárias e secretários de Saúde, estamos podendo antecipar a vacinação no estado de São Paulo. O estado de São Paulo é o estado que mais vacinou até o presente momento, continuará assim sendo o estado líder no país, no programa de vacinação, estamos chegando a 35 milhões de pessoas vacinadas no estado de São Paulo, padre Júlio, é mais do que a população da Argentina, e proporcionalmente na primeira dose São Paulo está vacinando mais do que os Estados Unidos. Um exemplo e uma demonstração que com o apoio da saúde, da ciência e das vacinas, e daqueles que representam a linha de frente é possível fazer o melhor, e é o que nós estamos fazendo aqui em São Paulo. Sobre a antecipação da vacinação falará a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, a doutora Regiane de Paula. Outra boa notícia, hoje os nossos colegas jornalistas terão vários leads, boas manchetes e boas notícias para os seus leitores, telespectadores, seguidores, internautas e ouvintes, São Paulo aumenta o horário de funcionamento e também a taxa de ocupação das atividades econômicas a partir do dia 1 de agosto. O horário limite de funcionamento das atividades econômicas no estado de São Paulo, que encerra-se às 23h, agora será estendido até à 0h. A capacidade de ocupação vai passar dos atuais 60% para 80%. Essas medidas serão válidas a partir do dia 1 de agosto, próximo domingo, portanto, até o dia 16 de agosto, segunda-feira. Repetindo, são medidas válidas, boas, positivas, de flexibilização, válidas a partir de 1 de agosto, próximo domingo, e válidas, Ricardo Nunes, até o dia 16 de agosto, segunda-feira. E continuamos passo-a-passo, de forma segura flexibilizando e voltando ao normal, a vida está voltando ao normal no estado de São Paulo, de forma segura, passo-a-passo, garantindo vidas, garantindo a proteção, e garantindo também a retomada das atividades econômicas no estado de São Paulo. Nós não teremos mais toque de restrição à noite, ou na madrugada, a partir do próximo dia 1 de agosto. Mas devo dizer, e devo recomendar também que todas as pessoas devem continuar usando máscaras, devem utilizar álcool em gel, devem lavar as suas mãos e devem fazer distanciamento social para se protegerem. São Paulo, e vocês vão acompanhar na sequência, teve uma queda substancial de casos, internações e felizmente, de óbitos, exatamente porque aqui seguimos protocolos sanitários, os protocolos de saúde, e a orientação da medicina, dos médicos, de quem conhece uma pandemia, e de quem orienta como devemos nos defender da COVID-19. Outra boa notícia, com todos os adultos vacinados, essa é a terceira boa notícia de hoje, com todos os adultos vacinados, São Paulo extingue os limites de horários das atividades econômicas a partir de 17 de agosto. Observem que há pouco eu falava do período de 1 a 16 de agosto, e como aqui nós trabalhamos com planejamento e previsibilidade, já estamos informando e podemos fazer isso, que a partir do dia 17 de agosto não teremos mais nem limite de ocupação, de espaços comerciais, ou espaços públicos, abertos ou fechados, então em tão pouco de horários, a partir de 17 de agosto. Com isso nós, ainda mantendo o uso de máscaras, ainda recomendando o uso de álcool em gel, seguindo os protocolos de distanciamento, os demais protocolos de cuidados pessoais e coletivos, já estaremos com novas regras em funcionamento a partir do dia 17 de agosto. Os detalhes serão oferecidos aqui nessa coletiva pela Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e pelo doutor Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência do COVID-19. E mais boas notícias aqui também, e notícias solidárias. Justifica o convite que fizemos ao padre Júlio Lancelot, que está aqui ao meu lado, e o padre Júlio veio representando a pastoral da Rua, que ele também representa tantos e tantos anos, mas vem também representando aqui dom Odilon Sherer, que está em retiro espiritual, caso contrário estaria aqui ao nosso lado, padre Júlio, conforme ele me disse ontem, e disse ao senhor também. Então ao dom Odilon, que está nos assistindo agora pela TV Cultura, obrigado também, dom Odilon, pela sua solidariedade e pelo seu gesto. Assim como o rabino Michel, que presencialmente aqui está representando a comunidade judaica. E eu tenho certeza também que todas as demais igrejas representadas aqui em São Paulo poderemos seguir o mesmo bom exemplo que a comunidade judaica e a Igreja Católica oferecem nesse momento, e serão todos muitíssimo bem-vindos nessa ação solidária. Com a chegada dessa frente fria, e é a mais forte e intensa frente fria dos últimos quatro anos em São Paulo, que começou ontem, teremos temperaturas em queda acentuadíssima, chegando em algumas localidades do estado de São Paulo a menos graus centígrados, menos dois, menos três. Aqui na capital de São Paulo a previsão é chegarmos a quatro graus centígrados, em algumas regiões da capital, poderemos chegar até dois graus centígrados, é um frio intenso. Então nós teremos aqui um programa denominado Noites Solidárias, para permitir que as pessoas em situação de rua possam ser abrigadas, possam ser acolhidas, possam ser alimentadas, possam ser protegidas para suportar o frio diante de uma situação tão triste, que já vivem sendo pessoas em situação de rua. E isso representa o sentimento não apenas de um governo, mas de toda uma comunidade, de toda uma sociedade que é solidária com os mais humildes, com os mais vulneráveis, com aqueles que mais precisam da nossa atenção, do nosso cuidado e da nossa dedicação. Entre os dias 28, hoje, portanto, e o dia 31 de julho, o próximo domingo pela manhã, a ação Noite Solidárias vai oferecer abrigo para pessoas em situação de rua, especialmente aqui na capital de São Paulo, onde se concentra o maior número de pessoas nessa situação, mas também em outras cidades do estado, onde temos pessoas em situação de rua nós oferecemos apoio a prefeitos e prefeitas, como estamos fazendo aqui conjuntamente com o prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes, aqui ao nosso lado. O acolhimento será feito a partir das 20h, até às 8h da manhã, das 20h às 8h, no período onde as temperaturas caem acentuadamente, nós garantiremos o acolhimento, portanto, em área protegida, com colchões, cobertores térmicos, novos, meias novas, agasalhos novos e alimentação quente, para a população em situação de rua. O governo do estado de São Paulo juntamente com a prefeitura da capital, criaram rapidamente mais 3 mil vagas de acolhimento, também dentro desse programa, das Noites Solidárias, conseguimos com o setor privado a doação de 83 mil cobertores térmicos. E conforme mencionei agora pouco, no encontro com o padre Júlio Lancelot, são cobertores novos, térmicos, são os mesmos cobertores, padre Júlio, que o senhor tem na sua casa, que eu tenho na minha casa, não são cobertores baratos, nem cobertores usados, são cobertores novos, térmicos e de boa qualidade doados pelo setor privado ao nosso pedido, para o acolhimento à essas pessoas em situação de rua, seguindo inclusive principalmente, padre Júlio, o seu bom exemplo, o exemplo que há tantos anos o senhor dá na Pastoral das Ruas. Também conseguimos 2.300 mil agasalhos novos, junto aos setores do comércio aqui de São Paulo, especialmente o comércio do Brás, a quem agradeço os comerciantes rapidamente se mobilizaram, e forneceram 23 mil agasalhos, são malhas, são blusas, são casacos, quentes, novos, em diferentes tamanhos, também para crianças e adolescentes fornecidos por essa comunidade de comerciantes solidários aqui da capital de São Paulo, da sua cidade, prefeito Ricardo Nunes. E também conseguimos da indústria de confecção, padre Júlio, 23 mil meias, meias quentes, de tamanhos para crianças, adolescentes e adultos. O senhor me ensinou, quando fui prefeito aqui da capital de São Paulo, que o frio começa pelos pés, e vai congelando as pessoas, e vai, infelizmente, levando à hipotermia dessas pessoas, e pode levá-las à morte, agora todas elas receberão pares de meias novas e quentes para serem aquecidos nesses ambientes protegidos, além dos cobertores, além dos colchões e além dos agasalhos e igualmente da alimentação quente. Sobre isso nós teremos a palavra da nossa secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, do prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes, e do senhor padre Júlio Lancelot. Assim São Paulo dá um exemplo de solidariedade, e eu espero que, repito, outras igrejas possam contribuir, como a Igreja católica, como a comunidade judaica aqui representada, repito, pelo rabino Michel, porque essas religiões abrigarão os seus templos nas suas igrejas também as pessoas em situação de rua, e o padre Lancelot falará a esse respeito, quanto mais fizermos essa corrente solidária para ajudar as pessoas que mais precisam, mais próximos da felicidade, mais próximos do bem-estar no nosso coração, todos nós teremos, independentemente de sermos governo, sermos líderes religiosos, ou sermos cidadãos de uma cidade e de um estado solidário. Vamos então com o primeiro tema, das boas notícias de hoje, das ações, com a doutora Regiane de Paula, a nossa coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização, ela dará boas notícias sobre a aceleração na vacinação aqui no estado de São Paulo. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então, esse é um momento de muita esperança, nós estamos trazendo o novo calendário, São Paulo antecipa a vacinação de adultos, e o Dia da Esperança ele volta, era dia 23, passou para o dia 20, e agora nós trazemos o Dia da Esperança como o dia 16 de agosto. Então o calendário nos mostrar que do dia 19/7 a 29/7 nós continuamos vacinando o público de 30 a 34 anos. De 30/7 a 4/8 vacinaremos então de 28 e 29 anos. No dia 5/8 a 9/8, de 25 a 27 anos, e do dia 10 de agosto, ou dia 16 de agosto, 18 a 24 anos, e o nosso Dia da Esperança é o dia 26. Nós também vamos iniciar a vacinação de adolescentes no dia 18 de agosto, então no dia 18, ao dia 29 de agosto, nós faremos dos adolescentes de 12 a 17 anos, com comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas, e no dia 30/8 vamos iniciar de toda a população de 12 a 17 anos. Primeiro de 15, desculpa, de 15 a 17 anos, e no dia 6/9 a 12/9, de 12 a 14 anos. Então dessa maneira, governador, nós temos no próximo calendário toda a estruturação de como ficará o calendário completo de vacinação. E no dia 17 de janeiro, quando nós iniciamos, governador, a primeira vacina que nós fizemos ali, e aquela expectativa, junto com todos, muitos que estão aqui conosco agora, sete meses depois toda a população adulta do estado de São Paulo receberá uma dose, pelo menos, da vacina. Lembrando, como o próprio governador disse, que nós não podemos deixar de falar dos faltosos, ou seja, aqueles que não voltaram às Unidades Básicas para fazer a sua segunda dose, é muito importante que completem o esquema vacinal. Então quando nós mostramos esse novo calendário nós estamos trabalhando simultaneamente com as segundas doses da vacina. O nosso vacinômetro hoje, ele já passou de 35.546.039 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose, 25.808.112 milhões de doses aplicadas, e de segunda dose, 8.664.051 milhões, e de dose única, completando o esquema vacinal, 1.073.876 milhão. 76,15% da população acima de 18 anos já tem, pelo menos, uma dose. 58,7% da população tem apenas uma dose. 21,04% da população de São Paulo com esquema vacinal completo. Lembrando que a gente está olhando principalmente para 76,15%, essa população que é elegível, e que agora também a partir, então do dia 18 a gente vai contemplar também os adolescentes. Obrigada, governador. Um dia de muita alegria mesmo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Um dia de enorme alegria, porque, repito, a vacina é vida, a vacina salva, a vacina nos coloca dentro da expectativa da normalidade, nos enche de esperança, e revigora os nossos sentimentos. Vou pedir agora ao doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, para trazer os dados da saúde também dados extremamente positivos, na redução acentuada de casos, internações e, felizmente, a queda no número de óbitos. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito. Boa tarde, padre Lancelot e a todos aqui presentes. Hoje também é um momento de alegria, onde nós observamos exatamente o impacto da vacinação, o quanto da celeridade a vacinação impacta tanto no número de internações, no número de mortes, e também no número de casos. Hoje a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva em todo o estado está em 53%, na grande São Paulo, 49%, e no município de São Paulo, 45%, temos um total de pacientes internados de 5.907 mil pessoas. Portanto, menos de 6 mil pacientes acomodados nas nossas Unidades de Terapia Intensiva. Lembrando que na última ocasião em que tivemos um número abaixo de 6 mil, foi no mês de janeiro, mais precisamente no dia 19 de janeiro. E também tivemos uma redução não só nas Unidades de Terapia Intensiva, mas também nas enfermarias, na enfermaria estamos também com menos de 6 mil pacientes. E esses números são semelhantes aqueles que nós observamos no dia 27 de novembro do ano passado. Portanto, uma melhora expressiva, de forma a estar intimamente relacionada com o processo de vacinação bastante célere, bastante implementada no estado de São Paulo. Nós temos a análise da vigésima nona com a vigésima oitava semana, lembrando que nós estamos na trigésima semana epidemiológica, mostrou uma redução importante do número de casos, estamos com uma queda de 20,6% do número de casos, 18,3% do número de internações, e a gente sempre faz um reforço que a internação é absolutamente atual do quanto as pessoas estão doentes nesse momento, até 24 horas atrás. E nos óbitos uma queda de 9,6%. Próximo, por favor. Observem que esses dados são muito importantes, que nós estejamos reforçando para que dê robustez e garantia, para que nós possamos sim evoluir no nosso processo dentro do plano São Paulo. A vacinação, nós temos hoje com uma dose, ao menos, de vacina, 76,1% da nossa população, 27,6% da população adulta com um esquema vacinal completo. Quando nós comparamos, estamos fazendo comparação desse pico, da segunda onda, com a primeira, o que nós observamos, uma queda de 51,3% no número de casos, 62,7% no número de internações, e 57,1% no número de mortes. E também, como disse, a taxa de ocupação é a menor que nós já tivemos no ano de 2021. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora nós vamos ouvir a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, sobre os horários de funcionamento, a distensão dos horários de funcionamento, e também das taxas de ocupação dos setores da economia do estado de São Paulo. Uma ótima notícia, hein, Patrícia?

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Ótima notícia, tão boa quanto tê-lo de volta, firme, forte e saudável. Eu anteontem vi uma postagem sua que me tocou muito, nós estávamos esperando esse dia há muito tempo. Então o seu retorno marca a antecipação do Dia da Esperança, e a comprovação de que a vacina no braço é o único caminho para uma retomada econômica segura. E nós agradecemos, assim como todos os cidadãos de São Paulo e do Brasil, agradeço a sua liderança para garantir que chegássemos no dia de hoje, o estado de São Paulo com a vacinação acima de 75%, nós achamos que esse número é um número, mas não é, na verdade, nós temos quase toda a nossa população adulta vacinada com a primeira dose, é um número maior do que muitas referências no mundo, de países que começaram a vacinar muito antes do que o estado de São Paulo. Então a dedicação à gestão garantiu que chegássemos nesse dia, e no anúncio de hoje. E na sua mensagem de anteontem, governador, você listou as prioridades desse governo, que era vacina no braço, comida no prato, uma retomada econômica segura, e geração de oportunidade de emprego e renda para a população. E é isso que nós estamos trazendo aqui hoje, e temos feito durante todo esse período, não somente da pandemia, mas a gestão no governo de São Paulo. O que nós temos aqui no anúncio é exatamente um marco, finalização dessa fase de transição, do dia 1 de agosto ao dia 16 de agosto. Lembrando que 1 de agosto nós estamos passando pela próxima etapa, com 75% da população vacinada em primeira dose, e a partir do dia 17 de agosto nós estaremos dando o próximo passo, da retomada segura, com toda a população adulta tendo acesso à primeira dose da vacina. Então esses são os dois Marcos, 75%, e toda a população tendo acesso à primeira dose. Muitos países do mundo não deram esse passo de retomada com tanta gente vacinada como nós estamos fazendo agora. Então a nossa população também merece uma salva de palmas, porque foi a dedicação de todos aqui, cada um que foi se vacinar fez parte da chegada nesse dia. Então do dia 1 ao dia 16 de agosto, a fase de transição, ela passa a funcionar com 80% de ocupação, e com aumento de uma hora no horário de funcionamento, que antes era permitido até às 23h, agora passamos a permissão até às 24 horas. Lembrando que os protocolos se mantêm, uso de máscaras se mantém, o distanciamento de um metro se mantém, pelo menos, um metro, e protocolos de higiene e limpeza para garantia da proteção de todos os que estão frequentando diferentes espaços. Na etapa da retomada segura, onde nós temos uma garantia do acesso à toda a opção adulta, da primeira dose da vacina, nós damos o próximo passo, onde a restrição de horário é retirada, e a ocupação também é permitida até 100%, desde que tenhamos a garantia do distanciamento de um metro entre todos os que frequentam os espaços, e a manutenção dos protocolos, uso de máscaras, e os protocolos de higiene e limpeza. Na próxima página nós temos isso detalhado, para a fase de transição, na verdade, são todas as atividades que nós trouxemos nos outros quadros, lembrando aqui que a manutenção agora é dessa permissão do funcionamento das 6h da manhã às 24 horas, então uma hora adicional, e 80% de ocupação. Na próxima página nós temos aqui um ponto que foi muito perguntado por todos, que também é uma mudança importante para garantir a qualidade de vida da população, secretário Penido, a Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura, reorganizou o horário de funcionamento dos parques, e a partir do dia 1 de agosto todos os parques estaduais voltam a funcionarem sem o horário de funcionamento normal, cada parque tem um horário, e todos os horários estão detalhados no site da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, que está agora aqui na página, infraestruturameioambiente.sp.gov.br. Na próxima página nós temos aqui a lembrança dos protocolos, e essa lembrança ela é especialmente importante, porque talvez tenha sido um ponto que levou alguns lugares do mundo muito desenvolvidos, a terem problemas, que atingir um certo nível de vacinação da população, e abrir mão precocemente dos protocolos. Então esse é um diferencial muito importante do estado de São Paulo, e que exige, novamente, uma colaboração da população, como todos nós temos feito até agora, mas é uma lembrança importante, que os protocolos de distanciamento, máscaras e higiene devem ser mantidos. Para finalizar, na próxima página, Nós não vamos abrir mão da gestão, da transparência. O governador mencionou, essa coletiva nós já fizemos 223 coletiva, hoje estamos completando 224 coletivas de imprensa, como um marco da transparência desse governo, transparência do governador, do prefeito que está aqui conosco também. Nós sabemos que isso é muito importante para a nossa população nesse momento, com tanto fake news, com tanta falta de informação, confundindo as pessoas no momento que nós estamos aqui lutando por vidas, por empregos, e por saúde para todos. Então nós vamos manter aqui o controle e o monitoramento da vacinação, nós temos aqui a saúde, o quadro não está atualizado, mas nós já passamos de 35 milhões. Nós temos a saúde liderando esse processo, é que muda tão rápido, que estão todos engajados, será a versão atualizada que será compartilhada. Os leitos aqui nós vamos seguir monitorando e garantindo, a Secretaria de Saúde se compromete a garantir ao estado de São Paulo a manutenção de sempre disponibilidade e leitos/COVID-19, UTI, enfermaria, para que todos possam ser atendidos sempre que necessário. O monitoramento nas medidas de proteção da população. E toda a transparência de dados e monitoramento para que todos sigam acompanhando. Um ponto importante é que nós estamos dando um grande passo ao retirar a restrição de atividades de horário, a partir do dia da esperança, do Dia da Esperança, dia 16 de agosto, a partir do dia 17. E lembrando que a dúvida sobre eventos, nós vamos seguir com a força tarefa de eventos modelo, dando exemplo, estou vendo o deputado Alexandre Frota aqui conosco, nós vamos manter essa força tarefa, mas o funcionamento passa a ser permitido após as 24 horas, a partir do dia 17 de agosto, com respeito ao distanciamento, e evitar aglomerações. Então nós vamos trabalhar com vocês em reuniões de trabalho para esclarecer os detalhes, mas é um passo muito importante de confiança, de esperança para toda a nossa população. A última página, acho que o secretário Vinholi vai trazer, sobre a participação dos municípios, e como funciona a importante liderança dos nossos prefeitos nessa próxima etapa. Eu só término, governador, com muito obrigada por todo o esforço, e agradeço novamente com a alegria de tê-lo conosco saudável, comprovando, através da sua pessoa, que a vacina funciona. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Muito obrigado, pela sua disposição, pelo seu trabalho, a sua dedicação, sua sensibilidade feminina também, como integrante do governo do estado de São Paulo. É um governo solidário às pessoas, à vida, e à saúde. Vamos agora ouvir o doutor Paulo Meneses, que é o coordenador do centro de contingência do COVID-19. Paulo Meneses, por favor.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos e todas. Eu gostaria de reforçar como nós avançamos de uma forma extremamente significativa nos últimos meses, principalmente em função da combinação de medidas de distanciamento social, e de avanço de vacinação. E aqui eu gostaria, governador, de reconhecer e agradecer sua liderança, tanto no sentido de enfrentar pandemia com as medidas mais duras que nós tivemos que tomar quando foi necessário, assim como permitir com que nesse momento nós estejamos muito próximos de ter praticamente toda a população do estado adulta, assim 18 anos ou mais vacinada com, pelo menos, uma dose. Eu gostaria de reforçar alguns pontos que a secretária Patrícia colocou, por exemplo, em relação à cobertura vacinal, Estados Unidos hoje tem menos de 50% da sua população com doses completas, não consegue avançar. O Reino Unido chegou a 54% da população protegida com duas doses, e também tem muita dificuldade de avançar. Eu tenho certeza de que nos próximos meses nós vamos superar de forma significativa esse número de pessoas totalmente vacinadas, porque a população do estado de São Paulo, e a população brasileira elas entendem muito bem a importância da vacinação. Nós temos a tradição do programa nacional. E aqui no estado de São Paulo a população tem respondido de forma muito rápida e excelente, com mais de 90% a cada vez que se abra uma nova faixa etária. Para dar uma ideia do impacto que isso tem, nós já havíamos dito há cerca de um mês atrás, que o primeiro impacto seria na gravidade dos casos e na fatalidade, isso nós observamos já há cerca de dois meses, estamos observando a redução principalmente no número de internações, mas agora já também observamos uma redução importante no número de casos, porque as faixas etárias que produzem mais casos, estão agora recebendo as suas doses de vacina. Para ser mais preciso as faixas etárias de 30 a 50 anos, ela é responsável por 43% do total de casos no estado de São Paulo, e agora todos eles já têm, pelo menos, uma dose das vacinas disponíveis. A faixa de 20 a 29 anos, que é a faixa que se inicia agora, responde por 18% dos casos, dessa forma a minha perspectiva é de que nas próximas semanas nós continuemos vendo uma redução bastante importante no número de casos por dia. A velocidade é um outro ponto que eu queria ressaltar, quando a gente compara o dia 28 de junho com o dia 28 de julho, nós temos uma redução nos indicadores que foi de 530 casos por 100 mil, para 304, 72 internações por 100 mil em junho, para 51 em julho. E 18 óbitos por 100 mil para 11 óbitos por 100 mil, na data de hoje. Então em um mês nós tivemos praticamente uma queda de 50% em todos esses indicadores. A velocidade de redução de pessoas internadas continua bastante positiva, com cerca de 3% de pacientes a menos por dia. E eu queria por último lembrar que aqui nós mantemos medidas, como já foi colocado, que são fundamentais, ontem eu via a notícia que o [Ininteligível], dos Estados Unidos, reviu as suas recomendações em relação ao uso de máscaras, e voltou a recomendar o uso de máscara em execuções fechados em todos os estados que estejam apresentando aumento no número de casos, e nos estabelecimentos educacionais, por professores, estudantes. Essas medidas já estão colocadas aqui de forma que nós mantemos o avanço das atividades, mas com segurança. Aqui então eu término meus comentários, com a certeza de que o mês de agosto vai ser um mês de bons resultados, do ponto de vista dos indicadores, e de uma cobertura vacinal que vai alcançar próximo de 100% da primeira dose para todos acima de 18 anos. Em seguida vem os adolescentes. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Meneses. Eu quero aproveitar aqui para fazer o agradecimento em nome do doutor Paulo Meneses, que é o coordenador do centro de contingência do COVID-19, o primeiro centro de contingência a ser criado no Brasil, no dia 28 de fevereiro de 2020, foi criado o centro de contingência no mesmo dia em que tivemos o primeiro brasileiro positivado com COVID-19. E agradecer também ao João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência, aqui presente, doutor Jean Gorinchteyn, que íntegra esse centro de contingência, e aos outros 18 integrantes, eles e elas, desse centro de contingência que tem nos orientado, balizado, e ajudado a salvar vidas em São Paulo. E servido também de referência para outros estados e outras comunidades do nosso país. Muito obrigado, à medicina, aos médicos, e aqueles que acreditam como nós, que a ciência salva. Vamos agora dando sequência, com o Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, pois as boas notícias se estendem também para a região metropolitana, para o interior do estado, e o litoral do estado de São Paulo. E o Marco Vinholi, como secretário de Desenvolvimento Regional, pode dar mais informações a esse respeito. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, a todos. São boas notícias também compartilhadas com prefeitos e prefeitas do estado de São Paulo. O estado de São Paulo ao longo desse período, dá exemplo de relação entre entes federativos, fazendo de maneira integrada e superando em conjunto esse período tão duro que foi a pandemia para todos nós. Nós já chegamos hoje perto de metade das cidades de São Paulo sem óbitos por COVID-19, um índice importantíssimo que representa a superação desse período. Prefeitos, pela vida, como nosso prefeito Ricardo Nunes, aqui na grande cidade do estado de São Paulo, e também os prefeitos nos 645 municípios, naquela cidade menor, que, muitas vezes, que, muitas vezes, o prefeito sabe até o nome de cada uma das pessoas que veio a óbito no seu município. Então índices importantíssimos, seja do combate ao COVID-19, seja na imunização em parceria com os prefeitos do estado de São Paulo. Pela primeira vez nós chegamos, desde agosto do ano passado, em todas as regiões do estado de São Paulo, abaixo de 70% de ocupação de leitos de UTI. Portanto, uma melhora significativa, e também com uma união de todas as regiões, todas as regiões abaixo de 70% nesse momento, significando de forma muito constante essa melhora. Mas nós vamos seguir mobilizados, e nessa grande parceria como os municípios, na sequência desse período. Portanto, quero aqui registrar e lembrar, as regras são gerais para todo o estado de São Paulo, servem como um guia do comportamento da sociedade, mas os municípios tem a responsabilidade, a autonomia e o apoio do governo do estado de São Paulo, se necessário as medidas mais rigorosas. Portanto, seguimos aqui em São Paulo com muito otimismo, com muita esperança, e como muita responsabilidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo. Agora nós vamos falar sobre solidariedade, essa frente fria que começou hoje em todo o Brasil, especialmente aqui na região Sudeste, região Sul do país, e particularmente em São Paulo, que afeta a todos, principalmente a população em situação de rua. E o estado de São Paulo, o governo do estado de São Paulo, a prefeitura da capital de São Paulo, assim como de prefeitas e prefeitos dos outros 644 municípios, são solidários, aqui, padre Júlio, as vidas importam, cada vida vale, principalmente de quem mais precisa do nosso apoio, do nosso aconchego, e da nossa solidariedade. Vou pedir então, à secretária Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, para que mencione as ações que estamos fazendo aqui no governo do estado de São Paulo, em conjunto com as prefeituras, notadamente a Prefeitura de São Paulo, com a arquidiocese da Igreja Católica, e sob à liderança do padre Júlio, da Pastoral da Rua, que está aqui ao nosso lado. E também quero renovar o agradecimento à comunidade judaica, com o rabino Michel, em nome do rabinato aqui de São Paulo, que também manifestou não só o apoio, como vai abrigar nas sinagogas pessoas em situação de rua. E eu tomo a liberdade também, padre Júlio, de convidar aqui representantes da igreja ortodoxa, maronista, anglicana, as matrizes africanas, os luteranos, os batistas, os evangélicos de forma geral, para que se solidarizem também, podendo abrigar pessoas em situação de rua, nas suas unidades, nessas noites frias do inverno que se acentua a partir desta noite aqui em São Paulo. Célia Parnes.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Cumprimentar nosso querido padre Júlio, por seu trabalho, sua trajetória de impacto, de concretude. Ao rabino Michel, obrigada pela honrosa presença aqui. A nossa primeira-dama Bia Doria. Ao prefeito Ricardo Nunes, e à sua esposa Regina, também, muito envolvida com todas as questões de solidariedade na prática. E dizer que o governo do estado de São Paulo faz esse planejamento com antecedência todos os anos, prevendo inverno rigoroso, e prevendo situações de acolhimento para pessoas em situação de rua, oferecendo aos municípios, não só orientações, mas também cofinanciamentos, como os que traremos aqui agora. Começando pelo Programa Inverno Solidário, como eu mencionei que a todos os anos vem sido feito e melhorado a cada ano, esse ano nós teremos um acolhimento especial, emergencial, na Estação Pedro II, do metrô. Uma iniciativa que tem a capacidade de acolher 400 pessoas, será um acolhimento exclusivamente masculino, que funcionará das 20h até às 8h da manhã durante as próximas quatro noites, iniciando-se hoje, quarta-feira, quinta, sexta e sábado, terminando domingo de manhã. E um acolhimento que com o apoio de uma série de órgãos que se articularam não só o metrô, como também a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, a Defesa Civil, do Fundo Social, a Secretaria de Desenvolvimento Social, a SABESP,

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Maria, antes de passar ao padre Júlio, eu vou pedir que os jornalistas que aqui se inscrevem, que, por favor, façam uma pergunta só, esse é um entendimento que nós fizemos com vocês desde a primeira coletiva, se cada jornalista aqui fizer três perguntas, nós não terminaremos a coletiva, além do que um jornalista sobrepõe perguntas de outros jornalistas. Então carinhosamente vamos responder. Mas vou pedir aos próximos, que, por favor, uma pergunta, se tiverem duas ou três, escolham uma para fazer. Ok? Mas de deferência a você, vamos responder. Padre Júlio, por favor.

JÚLIO LANCELOT, PADRE DA PASTORAL DAS RUAS: Nós temos feito seguidamente as sugestões de aumento do programa de locação social, de que as pessoas que são de outros estados, e vieram por causa da crise buscar resposta em São Paulo, estão nas ruas e não conseguem mais voltar para as suas famílias, que seja agilizado o direito da pessoa voltar para a sua família, não em uma operação higienista de expulsar as pessoas de cidades, como acontece em muitas cidades brasileiras. Mas de que quem está em São Paulo e quer voltar para a sua família, e não consegue, que possa voltar para a sua família. A locação social é importante, e proteção social. E o perfil da população em situação de rua mudou muito, e as respostas, muitas vezes, continuam sendo as mesmas de outros perfis. Então nós precisaríamos mudar a forma de resposta à população de rua, garantindo autonomia, a população de rua, muitas vezes, se recusa, porque não quer mais ser tutelada, quer ter a sua autonomia preservada. Então acho que essas são questões muito importantes, a moradia, o trabalho, o direito à convivência com o seu grupo familiar, e autonomia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, padre Júlio. Prefeito Ricardo Nunes.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Logicamente que não tem por parte da prefeitura, ao contrário, tem um decreto da prefeitura de que não é permitida a retirada de pertence ou de cobertores, principalmente das pessoas em situação de rua, isso é muito óbvio. O que nós temos, inclusive eu tive aqui no dia com o João, que nós falamos da Fórmula 1 e almoçamos juntos, o nosso almoço, acabei tendo que ficar em casa quatro dias, João, e você ficou até esses dias todos, o tema da nossa reunião, do nosso almoço, foi para tratar da questão da Cracolândia, aonde existe uma ação de traficantes que a Prefeitura de São Paulo, o governo do estado de São Paulo não vai medir esforços para enfrentar e para acabar com aquilo. Ontem esteve, a pedido o governador, lá na prefeitura, o Coronel Camilo, está aqui, estava ontem lá comigo o Coronel Camilo, a pedido do governo Bolsonaro, o governador determinou que o secretário de Segurança, os responsáveis da Polícia Militar e da Polícia Civil fossem até a prefeitura, nós tivemos ontem uma reunião de duas horas, terminou a reunião, reportei ao governador, das ações para combater o traficante na Cracolândia, e a prefeitura, a nossa Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Civil, não falo pelo governador, estou falando da reunião de ontem, a Polícia Civil e a Polícia Militar, nós não vamos admitir as tendas de drogas, e se vocês forem lá agora, não tem nenhuma tenda de droga, e não terá mais tenda de droga. Nós optamos por enfrentar, e não vamos deixar o traficante montar a tende de droga. O usuário é outra situação, esse tem que ter nosso carinho, nossa acolhida, vão para os nossos CEATs, falando da Cracolândia, com relação às tendas. Do morador de rua, da pessoa em situação de rua, melhor dizendo, a orientação é essa, de acolher, como vocês viram aí, é de dar uma condição de abrigamento. Estamos ampliando os abrigos. E em nenhuma hipótese, de forma alguma, de tomar os seus pertences. Então só uma observação que queria fazer, João, desculpa estender, mas é muito rápido. Nós estamos distribuindo 40 mil marmitas por dia, 40 mil, todos os dias, distribuímos ontem, estamos distribuindo agora, vamos distribuir amanhã. Quando você faz uma distribuição desse volume de marmitas, você tem muitas pessoas que acaba não colocando o resto ali da marmita no local ideal, então isso acabou aumentando um pouco a questão de ratos na região, ou de sujeira, e é necessário que se faça a limpeza, eu pedi que faça a limpeza nos locais por conta dessa situação. Mas vai a assistência social junto, pede para a pessoa sair, faz a lavagem. Evidentemente, gente, uma situação ou outro pode ter ocorrido, o que é importante dizer é que por parte da prefeitura, do prefeito, pessoalmente, de punir e não permitir qualquer situação que gere algum constrangimento para a nossa população em situação de rua.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito. Vamos agora a Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: A cepa delta, ela é uma cepa de atenção, ela não é uma cepa prevalente no nosso meio, felizmente, ainda nós temos a gama, que é a T1, que representa 96% de todos os casos positivados no nosso estado. Lembrando que São Paulo tem uma atenção bastante importante, e ela executa essa ação de importância desde o início quando surgiu lá na Índia essa cepa, rastreando de forma aleatória todas as amostras. Isso permitiu com que nós conseguíssemos identificar no nosso estado 15 pessoas que são portadoras dessa cepa, sem, no entanto, terem ou viajado, ou entrado em contato com quem viajou, 13 delas no município de São Paulo, duas delas na região do Vale do Paraíba. Sabemos que é uma cepa que tem uma infectividade, que é uma contaminação maior entre uma pessoa e outra, e lá na sua origem, na Índia, impactou com gravidade especialmente em pessoas idosas e portadores de comorbidades. O que nós temos aqui no nosso estado? A obrigatoriedade do segmento das regras sanitárias com obrigatoriedade do uso das máscaras, assim como uma celeridade, um avanço muito significativo, mais de 75% da nossa população alvo, acima de 18 anos, imunizada e protegida. Então a concomitância, a combinação entre vacina e regras sanitárias com distanciamento, uso de máscara, higienização com álcool em gel, permite que nós tenhamos uma situação diferente daquela vista em outro país. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Prefeito Ricardo Nunes, padre Júlio Lancelot, Maria Manso. Agora vamos para uma pergunta online, do jornalista Eduardo Simões, que é o correspondente no Brasil da Agência Reuters. Eduardo, boa tarde, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Bem-vindo de volta, governador, bom ver o senhor totalmente reestabelecido. Eu queria perguntar pegando o gancho do que os senhores falaram a respeito da segunda dose, a secretaria tem o dado de quantas pessoas deveriam ter comparecido para tomar a segunda dose da vacina, e não o fizeram? E nesse mesmo tema, se há alguma ação para ir buscar as pessoas para que elas tomem essa segunda dose? E se essa ausência preocupa de alguma forma o centro de contingencia, o governo do estado? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Eu vou, na verdade, pedir à doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, ela íntegra, evidentemente, a Secretaria de Saúde, com o doutor Jean Gorinchteyn, mas ela coordena todo esse programa, inclusive da chamada do [Ininteligível], dessas pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina. Doutora Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Obrigada, Eduardo, pela pergunta. Eu vou te passar os dados que nós temos até a data de ontem, 385 mil pessoas não retornaram para tomar a vacina do Butantan, e 363 mil não retornaram para tomar a vacina da Fiocruz/AstraZeneca, em um total de 748 mil pessoas, que é entorno de 7% da população que já recebeu, deveria receber essa vacinação. Se você olhar para esse número, perto de tudo aquilo que nós já vacinamos, aplicamos de doses, 35 milhões, ele não impacta porque ele é uma estatística, 7%, mas para o governo do estado de São Paulo, e eu falo aqui também pelo prefeito, porque nós temos um contato bastante grande, principalmente com o secretário Edson Aparecido, toda a vida importa. Então para nós o que nós gostaríamos, de fato, é que nenhuma pessoa que tem a sua segunda dose a ser completada, deixasse de procurar Unidade Básica de Saúde. Então se olhar estatística, é uma questão, mas para nós, toda pessoa deveria retornar, e esse número realmente nos preocupa, porque nós gostaríamos que estivessem todos com esquema vacinal completo. Em relação às estratégias, nós como PEI - Programa Estadual de Imunização, Secretaria de Saúde, nós temos uma conversa de 645 municípios, monitorando aonde estão e qual é a faixa etária das pessoas que não retornaram para vacinação. E a estratégia é sempre acordada com as prefeituras, Secretaria de Saúde Municipal, e o programa de imunização do município. Então a estratégia do município é mandar SMS, é fazer um casa a casa, muitas são as estratégias, e se o prefeito quiser complementar, por favor, prefeito fique à vontade. Mas nós temos trabalhado em total sintonia com 645 prefeituras e secretarias municipais de saúde. Todo caso para nós, que não voltou para tomar a vacina, toda pessoa que não voltou para tomar uma vacina, de novo, fica o nosso apelo, retorne à unidade, olha a sua carteira vacinal, e mesmo que já tenha perdido o prazo, retorne para fazer a sua segunda dose.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Eduardo Simões, correspondente da Agência Reuters, muito obrigado pela sua participação. Vamos chamar a jornalista Nani Cox, da Rádio Jovem Pan. Enquanto isso eu queria ler para vocês uma postagem do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paez, por quem eu tenho especial estima, ele me disse aqui: "Você tem fabricação própria da vacina, eu dependo do... Você sabe. Vou arregar dessa vez para você. Fico com frio na barriga com o dia 18/8 mesmo, até porque, você merece vencer essa, sem você não teríamos a Coronavac e a pressão por vacinas, o pai da vacina leva essa". Eduardo Paez, muito obrigado pelo seu gesto, pela sua atitude, pelo seu desprendimento. Prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Muito obrigado, Eduardo. Nani Cox.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é direcionada ao prefeito Ricardo Nunes, a gente teve aí uma suspensão da vacinação de pessoas com 28 anos, eu queria saber se já tem uma previsão desse retorno, e se vai ser possível continuar antecipando e seguindo esse calendário, até que o governador apresentou? Ou antecipar, como o senhor vem vendo, talvez, o calendário já da semana que vem? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Ricardo.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós vamos fazer 28, sexta-feira, conforme anunciou aqui o governador, então sexta-feira, 28 anos. Sábado, aproveitar aqui o gancho, Regiane, nós vamos fazer D2, nós temos 216 mil pessoas na cidade que não tomaram a segunda dose ainda. Pode ser que seja só um dia, porque atrasou um dia, pode ser que já conte como atraso na segunda dose. Então aproveitar aqui todos vocês, sábado é dia de concentração, de vacinação da segunda dose. E 28, sexta-feira, 28 anos faz a vacina na sexta-feira. As outras datas da semana que vem, não sei ainda, o João acabou de passar aqui o calendário, vou sentar com o Edson Aparecido e toda a nossa equipe para estar definindo e passar para vocês. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Obrigado, prefeito Ricardo Nunes. Vamos agora ao Portal IG, com Felipe Freitas. Felipe, boa tarde. Bem-vindo, sua pergunta, por favor.

FELIPE FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de saber com relação à essa população em situação de rua, a gente viu aqui que foi especificado para o público masculino, eu gostaria de saber como vai ficar para o público feminino, haja vista que muitas dessas mulheres também cuidam dos filhos, enfim, e para as crianças em específico em uma situação tão difícil como essa. E se existe um plano para quando esse frio acabar essas ações continuarem? E também uma atualização sobre como está a vacinação para esse grupo, para esses moradores de rua, como está a buscativa, não só na capital, mas no estado, se possível? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Eu vou dividir a resposta com a Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, aqui ao nosso lado, e obviamente com o prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Veja, esse abrigo será exclusivamente masculino, que é aonde existe maior demanda de vagas, existem vagas femininas aqui, oferecidas pela capital, pela prefeitura da capital, em quantidade suficiente, também para pessoas que tem os seus animais. Nesse caso a maior demanda é realmente para homens, por isso esse abrigo é exclusivamente masculino. Mas as ações de alimentação, as ações de conforto, como cobertores, meias, todas essas ações continuam, e já começaram desde abril, e continuarão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Prefeito.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós temos das vagas que nós estamos criando, a gente tem separado vaga masculina, tem vaga feminina, tem família, eu sei que com certeza do Campo Limpo é vaga família, os outros... Mas a gente solta o release para eles, né, Berenice? Mas está contemplado todos, para crianças, leito alto ou leito baixo, leito alto e leito baixo é quando dependendo da pessoa ser atendida, se ela pode ficar na parte de baixo da beliche ou na parte de cima. Mas está bem dividido, leito alto, leito baixo para família, homem, mulher, todos serão atendidos, não ficará ninguém. Quem que deseje ir para abrigo, isso eu posso afirmar aqui com muita tranquilidade. Ninguém, na cidade de São Paulo, que queira ir para um abrigo nosso vai ficar sem abrigo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Ricardo, parabéns. Comprometimento e atitude. Vamos agora à penúltima pergunta, é do Leonardo Martins, o Leo do Portal UOL. Leo, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde. Minha pergunta é para o prefeito Ricardo Nunes. Há um pouco de confusão na cabeça da população em relação à antecipação dos calendários. O governo antecipa, nessa semana a prefeitura desmarcou uma data de faixa etária e já mudou o esquema que era da semana passada. A pergunta que eu faço para o senhor é... e o senhor falou essa semana também que esse cancelamento se deu porque a prefeitura teria entendido errado as doses. O que aconteceu, de fato? A prefeitura entendeu errado, o estado não enviou as doses que precisava? E vai ter vacinação para as pessoas de 28 anos na sexta? E na semana que vem a faixa etária continua? É isso, prefeito. E obrigado.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A sua pergunta já é a resposta. Eu falei... A prefeitura reconhece que falhou, e acho que isso não tem problema nenhum, nós tivemos uma percepção da notícia que seria 28 e 29, nós acabamos anunciando, e quando nós detectamos no domingo, durante a inauguração do Anhangabaú, João, eu já avisei, falei: Eu quero aproveitar aqui, nós não conseguiremos fazer a vacinação 28 porque tivemos... fizemos uma interpretação errada do estado, não foi porque o estado não mandou vacina, ou nada disso, foi - eu assumo aqui, não tenho problema nenhum, com muita tranquilidade e humildade - foi um erro de interpretação da nossa equipe da prefeitura, mas estou afirmando aqui que na sexta-feira faremos a vacinação de 28 anos, conforme o João me falou aqui antes, que vai estar entregando a vacina para fazermos esse público. Não só dessas de São Paulo, do estado inteiro, como ele apresentou aqui o calendário.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ricardo. Eu estou vendo ali as jornalistas Isabela Leite, da TV Globo, GloboNews, que teria aqui direito a sua pergunta, mas como eu vejo que ela está imobilizada... Ah, você pode? Perdão. Então abrir um espaçozinho para ela passar ali. Pronto. Obrigado, [ininteligível]. Pronto. Obrigado, Isabela. Isabela Leite, da TV Globo, GloboNews, ela estava terminando um boletim ao vivo e faz a última pergunta na coletiva de hoje. Isabela, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Governador, boa tarde, desculpa a todos. Eu tinha acabado de sair ao vivo. A minha pergunta é para o Dr. Dimas Covas. A gente teve um anúncio agora há pouco do Ministério da Saúde sobre estudos que vão ser feitos em relação à aplicação de uma terceira dose da CoronaVac. Questionado pela nossa repórter Raquel Porto Alegre, o ministro da Saúde disse que o Butantan não vai estar envolvido nesse estudo. Então queria saber que tipo de informação o senhor tem a respeito disso, se vocês já tinham sido informados, e como vocês também recebem essa informação.

E se me permite, governador, eu peço desculpas, porque eu estava muito focada nas entradas ao vivo sobre o frio. A gente também tem acompanhado uma movimentação na cidade do aumento de barracas, e o prefeito disse que tem uma questão do tráfico de drogas, mas a gente sabe que elas não são exclusivas para isso. A nossa dúvida é se tem alguém oferecendo essas barracas também para os moradores de... para as pessoas em situação de rua, que não são acolhidas nos abrigos, não aceitam esses convites, ou se vocês percebem que esses moradores estão conseguindo por conta própria também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas Covas.

DIMAS COVAS, DIRETOR DO INSTITUTO BUTANTAN: Isabela, eu tomei conhecimento também pela imprensa, não tivemos nenhuma fonte oficial dessa informação. E acho bom, ótimo, quer dizer, todas as vacinas estão... as grandes produtoras de vacinas estão iniciando estudos no sentido de avaliar uma dose adicional de vacina, ou a combinação de vacinas. O Butantan tem um estudo em andamento, que é o chamado Projeto S, que prevê a introdução de uma dose adicional, sim, para avaliar como é que isso se comporta no longo prazo. Quer dizer, após decorrido aí pelo menos seis meses, seis a oito meses da primeira vacinação. É muito bom, bom que o Ministério tenha se preocupado em fazer esse estudo, e bom também que ele tenha começado com a CoronaVac, visto que é uma das vacinas que já tem mais de 80% das pessoas imunizadas com duas doses. Então, pelo que eu pude ver aqui pela notícia, é exatamente isso, é avaliar pessoas que já receberam duas doses com a CoronaVac e com, eventualmente, outras vacinas, possibilitando aí a combinação de doses de vacinas. É bom, o ruim é só não termos sido comunicados, poderíamos ter sido, sem dúvida nenhuma, comunicado, isso seria uma medida até de extrema gentileza e educação para com o produtor da vacina. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Prefeito.

RICARDO NUNES, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Isabela, só deixar bem claro, as barracas, as tendas, uma coisa é o que está na cidade e o que está lá na Cracolândia, né? O que eu falei aqui é aquela da Cracolândia. A Polícia Civil fez uma investigação de pessoas que entraram lá com câmeras, todas aquelas barracas - nos enviaram as imagens - estavam com venda de drogas, de craque. Então, essas barracas do craque é que a prefeitura não vai permitir em hipótese alguma, não as outras barracas, que as pessoas acabam utilizando para se proteger ali do frio, do sol, que são as outras pessoas em situação de rua. A política da prefeitura é de tentar fazer o convencimento para ir para os abrigos, mas, evidentemente, que aquele que não desejaria, prefeitura não vai retirar, ou remover ali. Nós temos que fazer um trabalho muito forte, estou empenhado nisso, acho que a gente vai ter uma melhora nesse diálogo com essa população para convencê-los que é melhor ir para um abrigo com colchão, cobertor, com privada, com banheiro, com chuveiro quente. Mas não existe nenhuma orientação da prefeitura para arrancar as barracas das pessoas em situação de rua.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Isabela. Obrigado, Dimas. Obrigado, Ricardo Nunes, prefeito.

Eu queria, antes de encerrar, mostrar a vocês o filme que será exibido hoje em todas as emissoras de televisão de canal aberto e canal fechado, a proposta da decisão que tomamos hoje e anunciamos aqui aos jornalistas. Nós teremos, nesta tela, o filme que representa um novo tempo em São Paulo.

[exibição de vídeo]

NARRAÇÃO: São 46 milhões de vidas, vidas de brasileiros de todos os cantos, que fazem de São Paulo, o maior estado do país, e mais uma vez mostram que força e união fazem a diferença. São Paulo não pode esperar, os paulistas poderão ser vacinados até 16 de agosto. Um novo tempo para todos nós. Governo do estado de São Paulo, trabalho e respeito por você!

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Viva a vida, minha gente! Obrigado, uma boa tarde a todos. Viva a vida! Viva a vacina! Viva!