Coletiva - SP anuncia vacinação contra COVID-19 de novos grupos com comorbidades e deficiências 20210505

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Coletiva - SP anuncia vacinação contra COVID-19 de novos grupos com comorbidades e deficiências 20210505

Local: Capital – Data: Maio 05/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado pela presença. Vamos dar início à coletiva de imprensa aqui na sede do Governo do Estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Na coletiva de hoje entre os temas vamos iniciar falando sobre vacinação. O Governo do Estado de São Paulo vai iniciar a vacinação das pessoas com deficiência, grávidas e adultos com comorbidades. No próximo dia 11 de maio, terça-feira da semana que vem, começaremos a vacinação de gestantes e das mães com comorbidade, que deram à luz recentemente, um total de 100 mil mulheres acima de 18 anos, serão imunizadas aqui no Estado de São Paulo. No mesmo dia 11 de maio, terça-feira, iniciaremos a vacinação das pessoas com deficiência permanente, entre 55 e 59 anos de idade. Serão 30 mil pessoas nesta faixa etária. Já no dia 12 de maio, quarta-feira, vamos iniciar a imunização de pessoas entre 55 e 59 anos de idade, que possuam comorbidades, um público estimado em 900 mil pessoas. No total, nestes três grupos de vacinação que estamos anunciando hoje, serão vacinadas mais de 1 milhão de pessoas no Estado de São Paulo. A nossa coordenadora do Programa Estadual de Vacinação, Regiane de Paula, dará mais detalhes a esse respeito na sequência. Segunda informação de hoje, o comitê empresarial solidário arrecadou um total, até hoje, até essa data, de R$ 1,950 bilhão em doações privadas para combater o efeito da pandemia. Um número recorde na história do país. O comitê empresarial solidário foi constituído em maio do ano passado, e vem realizando reuniões sistematicamente todos os meses. E na reunião de hoje realizada pela manhã nós conseguimos alcançar esse resultado inédito de R$ 1,950 bilhão em doações de recursos, implementos, medicamentos e cestas do Alimento Solidário, para a população mais vulnerável do Estado de São Paulo. Essa mesma parceria já havia permitido a compra e a distribuição de 2 milhões de cestas do Alimento Solidário, e agora com o resultado de hoje, nós estamos comprando mais 2 milhões de cestas do Alimento Solidário, são cestas robustas, com mais produtos do que àquelas cestas básicas normalmente disponíveis no mercado, e que atendem uma família de cinco pessoas por até 30 dias. E além disso, com a participação e o apoio da APAS - Associação Paulista de Supermercados, dos supermercadistas do Estado de São Paulo, e dos seus fornecedores, iniciamos também hoje uma ação inédita, que vai distribuir 50 mil cartões com crédito de R$ 100 cada, para pessoas vulneráveis. São 50 mil famílias que receberão esse cartão patrocinado pela APAS - Associação Paulista de Supermercados, a quem agradecemos, para que pessoas em vulnerabilidade possam comprar os seus alimentos nos mercados mais próximos às suas casas. Ontem iniciamos a distribuição desses cartões, e distribuirmos 3 mil cartões aqui na zona Norte da capital de São Paulo, na Casa Verde, para comunidades vulneráveis dessa região da capital de São Paulo. A distribuição dos cartões será feita pelo Fundo Social do Estado de São Paulo, priorizando, obviamente, essas comunidades mais vulneráveis em todo o Estado de São Paulo. É uma ação inédita com esse cartão do Alimento Solidário, em uma ação conjunta, repito, com a Associação Paulista de Supermercados. A nossa secretária de Desenvolvimento Social, Célia Leão, dará mais detalhes a vocês na sequência. Teremos também a atualização dos números da pandemia, com o doutor Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e felizmente, repito, felizmente, com boas notícias, até o presente momento, vamos também ter a atualização dos dados da vacinação, do vacinômetro, com a Regiane de Paula, coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, também com boas notícias, estamos evoluindo bem na vacinação em São Paulo, ainda que, repito, estejamos esperando mais vacinas, mais vacinas do Ministério da Saúde, mais vacinas do Governo Federal, além daquelas que estão sendo entregues pelo Instituto Butantan. E aproveito para lembrar que amanhã pela manhã estaremos entregando no Instituto Butantan mais 1 milhão de doses da vacina do Brasil, da vacina de São Paulo, da vacina do Butantan, para o Ministério da Saúde. E quero, antes de entrarmos especialmente nos temas que foram aqui destacados, falar de duas notícias, uma boa e uma triste. A boa notícia é que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou ontem, pela segunda votação, e agora definitiva, que nós temos a aprovação da Bolsa do Povo, o programa que reúne em um único cartão, em uma única iniciativa programas sociais que vão beneficiar até 0,5 milhão de pessoas aqui no Estado de São Paulo, com o auxílio-emergencial que pode chegar a R$ 500 por família. Quero agradecer aqui os deputados estaduais que na Assembleia Legislativa pela segunda votação foram favoráveis, e com isso nos permitem iniciar imediatamente a aplicação do programa denominado Bolsa do Povo. A notícia triste, o crime bárbaro ocorrido na cidade de Saudades, no Estado vizinho do Espírito Santo, com três crianças e duas professoras que foram assassinadas por uma pessoa completamente descontrolada, um ato que chocou o país. E nos lembrou uma triste tragédia que tivemos recentemente, há menos de dois anos aqui em São Paulo, na cidade de Suzano. Minha solidariedade aos familiares das professoras que foram vitimadas e perderam suas vidas, das professoras que estão internadas em um hospital na cidade de Pinhalzinho, na região Oeste de Santa Catarina, e aos pais dessas três crianças que, infelizmente perderam suas vidas. E também a minha solidariedade à população da cidade de Saudades, que conheço, em Santa Catarina, e a todos que ficaram, como nós, chocados com essa notícia. Quero registrar também que ontem como cidadão, como brasileiro, como admirador do Paulo Gustavo, eu twitei uma mensagem de solidariedade aos seus familiares e amigos pela sua perda. É mais uma triste perda entre 413 mil pessoas que perderam a vida para a COVID-19. Então começando com o tema da vacinação eu peço a palavra à Regiane de Paula, nossa coordenadora do Programa Estadual de Vacinação. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então já no dia 11 de maio nós iniciaremos a vacinação de grávidas e puérperas, com comorbidades, acima de 18 anos. Nós temos um quantitativo de 100 mil pessoas que receberão essa vacina. Já no dia 11 de maio também, nós vamos começar a trabalhar com as pessoas com deficiência permanente, o BPC, de 55 a 59 anos. O que seria o BPC? É o Benefício de Prestação Continuada da assistência social. Mais à frente eu vou falar de cada uma dessas questões. E as pessoas com comorbidades, de 55 a 59 anos, no dia 12 de maio, 900 mil pessoas. Então começamos agora no dia 11 uma nova etapa, amanhã iniciaremos 60, 61 e 62 anos, a vacinação dessa faixa etária, 1,4 milhão de pessoas. Então no dia de amanhã temos e fechamos a primeira etapa, e iniciamos uma nova fase então no nosso cronograma de vacinação a partir do dia 11 de maio. Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde. Eu não vou elencar todas, eu vou pedir só para que vocês deixem alguns segundos para que todos possam tirar uma foto, se necessário. Mas essas são as comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde, e as pessoas que dentro dessas comorbidades, na faixa de 59 a 55 anos, poderão ser vacinadas então haverá tanto o site do Governo, quanto da Secretaria de Estado da Saúde, essa questão colocada de forma muito clara, para que as pessoas possam identificar se tem essa comorbidade, se estão na faixa etária, e se devem sim então encaminhar à uma Unidade Básica de Saúde para fazer a sua vacinação. Lembrando que o cadastro no Vacina Já também é muito importante e diminui o tempo de espera dentro da sala de vacinação. O próximo, por favor. Quais são os critérios para a vacinação que nós elencamos então? Que é gestantes e puérperas, gestantes com comorbidades a partir de 18 anos de idade, em qualquer idade gestacional. E é muito importante que essa gestante faça uma conversa com o seu médico, com o seu obstetra, para que ele realmente garanta que ela possa tomar essa vacina. Mas já está colocado e será vacinado toda gestante então com comorbidades, de 18 anos de idade, em qualquer idade gestacional. As puérperas são àquelas pessoas que tiveram a partir de 18 anos de idade, e até 45 após o parto. Então também vamos vacinar todas as puérperas nessas condições. Comprovar Estado gestacional é muito importante, carteira de acompanhamento e ou pré-natal, e ou laudo médico. E no caso das puérperas o que elas podem apresentar? Dentro dessa faixa de 45 dias, é a declaração de nascimento da criança. Então há todo momento que a gente for fazer a vacinação uma comprovação é necessária para que a gente tenha a certeza dessas condições que nós estamos colocando agora, que são critérios importantes para essa vacinação. Apresentar o comprovante da condição de risco pode ser por meio de exames, receitas, relatórios médicos ou prescrição médica. Lembrando que a gestante faz o seu pré-natal, então ela tem um acompanhamento de um obstetra, e esse obstetra pode fornecer a ela esse relatório médico sem problema nenhum. Ou mesmo um exame médico, se for o caso, comprovando. Àquela gestante que estão muito no início da gestação é muito importante que ela também converse com o seu médico e apresente um comprovante gestacional. Pessoas com comorbidades, então é apresentar o comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica. Cadastros já existentes nas unidades básicas poderão ser utilizados. O que isso significa na prática? Eu estou em uma unidade básica, eu faço o acompanhamento, por exemplo, de uma diabete mellitus, ou de uma hipertensão naquela Unidade Básica de Saúde, naquele território, então eu tenho já um cadastro, eu já tenho todo um histórico do que eu vivi, do que eu tenho passado por aquela unidade, e isso é suficiente para que eu possa ser vacinado. Então é muito importante que as Unidades Básicas de Saúde estejam atentas ao cadastro dos seus pacientes. E em terceiro lugar as pessoas com deficiência permanente, como eu falei, que fazem uso do Benefício de Prestação Continuada da assistência social, apresentar o comprovante de recebimento do Benefício da Prestação Continuada, e receberão nesse momento com deficiência permanente também, a vacinação. E nesse momento temos agora doses aplicadas, 12.492.020 milhões de doses aplicadas, sendo de primeira dose 7.893.125 milhões de doses. E completando o esquema vacinal, ou seja, com a segunda dose da vacina, 4.598.895. Segunda dose. Então nós nesse momento, com disse o governador, estamos caminhando, gostaríamos de ter mais celeridade nesse processo, mas precisamos de mais vacina. O Estado de São Paulo em números absolutos é aquele que mais vacina, nós estamos com todas as unidades trabalhando, tanto a unidade básica, como o sistema drive-thru, e continuaremos vacinando. Mas precisamos, governador, de mais vacinas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Vamos agora para o plano da solidariedade, com a secretária de Desenvolvimento Social, aqui ao meu lado, Célia Parnes.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Nós sabemos que tanto nas grandes, quanto nas pequenas cidades e municípios aqui do nosso Estado, a fome tem rondado os lares mais vulneráveis das comunidades, das periferias, são homens, mulheres e crianças que quando tem o que comer prejudicaram a qualidade desse alimento em função da falta de renda. Não é só o vírus que mata, a fome mata, e mata muito além do grupo de risco, mata gestantes com bebês, mata jovens, mata crianças. E para que a gente não veja mais pai sem comer para alimentar os filhos, e nenhum cidadão de barriga vazia no nosso Estado, nós lançamos hoje mais uma iniciativa no nosso robustíssimo plano de ações do plano alimentar do Governo do Estado, dentro desse grande guarda-chuva, que é o Alimento Solidário, com enorme potencial de combater a miséria e a fome, que sempre foi a nossa prioridade principal. O cartão Alimento Solidário super essencial nasce de uma parceria da APAS - Associação Paulista de Supermercados, o comitê empresarial solidário, e o Governo do Estado de São Paulo. Na missão de distribuir 50 mil cartões magnéticos de compras, no valor de R$ 100 cada um, às famílias em alta vulnerabilidade no nosso Estado. Esses cartões permitem que a dona de casa possa ir ao mercado, e fazer suas próprias escolhas, permita que ela compre um produto fresco da estação, uma fruta, uma verdura, proteína, atenda o desejo de um filho, que é uma coisa que as mães gostam tanto de fazer. Mas mais do que isso, é um gesto de respeito e que dignifica quem o recebe. Pode passar, por favor. Reafirmando então o nosso compromisso de vacina no braço e comida no prato, o plano de segurança alimentar do Governo do Estado de São Paulo conta com todas essas ações que vocês veem aí, extremamente robustas, e desde o início da pandemia já foram entregues 2 milhões de cestas de alimentos, entre as superproteicas, as cestas verdes e as cestas básicas. 40 milhões de refeições completas, nos restaurantes Bom Prato, 40 milhões, que ininterruptamente servem cafés, almoços e jantares de segunda a segunda. 60 milhões de litros de leite, enriquecido do grande Programa Viva Leite. Somente durante a pandemia já investimos R$ 400 milhões entre alimentos, refeições e leite, para pessoas em situação de rua, e em vulnerabilidade extrema, e outros R$ 400 milhões em transferência de renda, para crianças que ficaram sem acesso à merenda escolar. E hoje esse gigantesco plano de segurança alimentar ganha mais um reforço de peso, o cartão Alimento Solidário Superessencial. O cartão que vai permitir, governador, que a geladeira tenha o que gelar, e a panela tenha o que cozinhar. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Célia. Quero aproveitar para agradecer a presença do Ronaldo Santos, que é o presidente da APAS - Associação Paulista de Supermercados, aqui presente, obrigado pela presença, pela solidariedade e pelo apoio. Também ao Carlos Correia, superintendente da APAS, aqui presente. E ao Rodrigo Marinheiro, diretor da APAS, para relações institucionais. Muito obrigado também, pela presença e pelo apoio. O setor privado tem dado um exemplo extraordinário aqui em São Paulo, de solidariedade, humanidade e ação rápida para contribuir com o Governo do Estado de São Paulo no combate à pobreza, à fome e à COVID-19. Quero agradecer à TV Cultura, que está transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes, e igualmente à Band News, Estadão Online, SBT News, e os portais Terra, UOL e o Cidade On, e os flashs que se transmitem daqui também pela TV Globo, TV Globo News, CNN e Record News. Agora vamos dando continuidade com os números da pandemia no Estado de São Paulo, com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Hoje nós temos os dados da saúde, estamos na décima oitava semana epidemiológica, temos 2.956.210 milhões casos, e infelizmente quase 100 mil pessoas perderam a vida em decorrência à COVID-19 no nosso Estado, foram 98.710 mil pessoas. As taxas de ocupação no Estado, em termos de UTI, foram 78,3%, enquanto que na grande São Paulo, 76,4%. O número de internados, nós temos hoje nas nossas Unidades de Terapia Intensiva, 10.235 mil pessoas internadas, sempre importante ressaltar que no dia 1 de abril, nós tínhamos 13.120 mil pessoas internadas, e a nossa taxa de ocupação na grande São Paulo chegava próximo a 93%. Então as medidas que foram instituídas, tanto em relação ao plano São Paulo, como também em relação ao suporte clínico que foi dado, melhorou a assistência, número de leitos, bem como reduziu a circulação de pessoas, e com ela o próprio vírus. Próximo, por favor. O que nós temos para avaliar entre as semanas epidemiológicas décima sexta e décima sétima, portanto, a comparação da semana passada com a anterior, nós tivemos um incremento discreto em 2,5% no número de casos, as internações elas diminuíram a velocidade em que elas já vinham em quedas crescentes, e passaram a desacelerar com uma queda de 0,2%, e o número de óbitos também desacelerou em uma queda de menos 1,3%. Nós estamos atentos a esses números, o objetivo de se estabelecer uma fase de flexibilização estendida é a oportunidade de se avaliar esses índices, e se atualizar as medidas que podem ser ainda cabíveis para o plano São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, Secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Nós vamos agora já às perguntas que poderão ser dirigidas a qualquer daqueles que aqui estão participando da coletiva. Nós temos pela ordem, a CNN Brasil, o The Wall Street Jornal, a TV Cultura, a Rádio Nova Brasil, a Rádio Jovem Pan, e a TV Globo, Globo News. Vamos começar com você, Tainá Falcão, da CNN Brasil. Bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Olá, tudo bem? Oi, doutora Cíntia, vou direcionar a pergunta para você, porque diz respeito à Coronavac, ao Butantan. O ministro da Saúde respondeu um questionamento feito pelo Congresso a respeito das doses e da publicidade que vinha se dando ao cronograma de vacinação, e ele disse que há, de fato, um quantitativo que ainda está em negociação, incluindo 30 milhões de doses em negociação com o Laboratório Sinovac. Eu queria entender primeiro, se esse quantitativo faz parte de um lote extra, solicitado ao Butantan, em que pé que está. E ainda se você puder me responder sobre se o Butantan considera que não haverá atrasos esse mês para as remessas da Coronavac?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Cíntia.

CÍNTIA: Sobre a primeira pergunta que são as 30 milhões de doses adicionais, ele se refere após o término do contrato de 100 milhões. Então a gente está finalizando agora o 46, semana que vem, já inicia o contrato de 54, que vai até o final de agosto, e tem esses 30 milhões adicionais. Lembrando que a gente tem também um contrato com o Governo do Estado de São Paulo, e outros governadores que já entraram também com esse pedido, mas a gente vai atender com prioridade, tanto o Governo do Estado de São Paulo, como o Governo Federal, como a gente sempre faz. A sua segunda pergunta sobre atrasos, então só para atualizar, amanhã a gente faz entrega de 1 milhão, semana que vem a gente entrega mais 4,100 milhões de doses. Também queria lembrar que o Butantan é o único que vem fazendo entregas com uma frequência regular desde o início da pandemia, a gente faz em média duas entregas por semana, semana que vem a gente vai fazer três entregas, semana passada a gente adiantou também. E a gente aguarda a nossa expectativa, que o IFA chegue aqui no Brasil até o dia 15. Esse é o planejado, programado para que não haja atraso nenhum nas entregas na segunda parte do mês de maio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Cíntia. Tainá, muito obrigado. Vamos agora online, com a Samanta Person, que é a correspondente do The Wall Street Jornal no Brasil. Samanta, muito obrigado por estar participando aqui da nossa coletiva. Boa tarde, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Na sua opinião, o aumento da pobreza aqui no Estado de São Paulo, e no Brasil, por causa da pandemia, é um efeito que vai durar por anos, ou é uma situação que possa ser revertida assim que todo mundo for vacinado, e com ações de solidariedade, como essa a da APAS, que foi citada hoje? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Samanta, muito interessante a sua pergunta. Nós ainda teremos um longo período de sofrimento com o aumento da pobreza, da miséria e do desemprego no Brasil, infelizmente não começamos a vacinação no tempo que poderíamos ter iniciado, o Brasil, eu já mencionei isso aqui, e volto a repetir, poderia ter iniciado o seu Programa Nacional de Imunizações, de vacinação, em novembro do ano passado. Lembrando que o Instituto Butantan já em outubro tinha 6 milhões de doses da vacina aqui em solo brasileiro, poderíamos ter iniciado a vacinação, e depois na sequência não apenas com a vacina do Butantan, Samanta, mas também com outras vacinas que o Governo brasileiro deixou de comprar. Ainda a imunização de todos os brasileiros é uma dúvida. Em São Paulo, nós já esclarecemos, mas volto a mencionar, todos os brasileiros, todos os paulistas serão vacinados aqui até 31 de dezembro, por isso fizemos a compra de mais 30 milhões de doses da vacina Coronavac, para completar a vacinação aqui no Estado de São Paulo. Nós esperamos que o Governo Federal viabilize as vacinas, que, aliás, o Governo Federal disse, Samanta, e você acompanhou, que seriam 580 milhões de doses da vacina, e ontem deu a informação de que seriam 280 milhões de doses. Portanto, 300 milhões a menos do que aquilo que recentemente foi anunciado. Isso, evidentemente, provoca a falta de vacinação, provoca um efeito grave na economia do país. E como consequência desemprego, pobreza, e o aumento daqueles quem que já eram pobres, e agora estão em Estado de extrema pobreza. O Governo de São Paulo vem realizando um amplo programa de proteção social para atender esses mais vulneráveis, não apenas meu o Alimento Solidário, mas também com a operação gratuita do Bom Prato, e várias outras iniciativas para garantir a proteção à essa camada das pessoas que entraram no setor, no segmento mais triste, que é da extrema pobreza. Porém, a boa notícia agora, Samanta, os dados que foram apresentados na reunião de secretariado dessa segunda-feira, pelo secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, demonstraram que nos três primeiros meses desse ano, em São Paulo, janeiro, fevereiro e março, nós geramos 253 mil novos empregos. É um dado alvissareiro, é uma notícia boa e realista. O setor de serviços liderou, na sequência a indústria, o setor de comércio também teve resultados positivos na geração de novos empregos. E a economia de São Paulo. No mês de março, especificamente, teve um crescimento de 9%. A nossa média de crescimento no primeiro trimestre chegou próximo de 4% no PIB do Estado. Evidentemente que são os três primeiros meses do ano, é cedo ainda para termos uma visão completa e plenamente otimista, mas já são dados positivos que demonstram que a economia de São Paulo gradualmente, e respeitando o plano São Paulo, e, portanto, ainda diante de restrições impostas pela pandemia vem apresentando o crescimento. Por que isso é bom? Pela geração de empregos, distribuição de renda, e esperança, que é o que nós mais desejamos, ter a esperança de que tudo voltará à normalidade em todo o país, e em especificamente aqui no Estado de São Paulo. Aí sim nós teremos com mais empregos, mais geração de renda, a recuperação daqueles que perderam tudo ao longo desse período da pandemia, e que agora poderão gradualmente resgatar o seu emprego, a sua oportunidade de vida, e principalmente, Samanta, a sua dignidade. Obrigado pela sua participação. Nós vamos agora presencialmente, com Maria Manso, da TV Cultura. Samanta, continue nos acompanhando online e pela TV Cultura, e pelos demais canais que eu já mencionei aqui, que estão transmitindo ao vivo. E falando em TV Cultura, Maria Manso, da TV Cultura.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Além da pandemia do Novo Coronavírus, a gente também começa a ficar preocupado com Dengue e Chikungunya. Aqui na Baixada Santista, só nesses primeiros meses de 2021 foram registrados 619 casos de Chikungunya, e no ano passado inteiro foram 87. Dengue, além do aumento de casos, também já foram registradas duas mortes em São Vicente. A gente sabe que por conta da pandemia, do isolamento social, aquele trabalho da vigilância sanitária de entrar nas casas e fazer um trabalho de conscientização, de criadouros do mosquito do Aedes aegypti está mais complicado. Mas o que o Governo está fazendo para tentar conter esse surto de Dengue e Chikungunya? E se vocês se preocupam que isso chegue aqui na capital e no interior também? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pela sua pergunta. Responderá o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, que é médico infectologista, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todos esses dados vêm sendo acompanhados, tanto de Dengue, quanto de Zika e Chikungunya, são as três que nós chamamos arboviroses, são doenças virais transmitidas pelo Aedes aegypti, e que merece uma atenção tanto em algumas regiões em que acabam sendo prevalentes, principalmente regiões litorâneas, pelo alto volume de chuvas, de temperaturas, onde passam a ter a proximidade também de áreas de mata, onde existe o criadouro destes mosquitos. E dessa maneira nós estamos acompanhando sim. O que tem nos trazido realmente uma atenção maior não é o número de Dengue que ele vem se mantendo comparativamente ao primeiro quadrimestre do ano passado, semelhante ao que nós temos em termos de números para esse primeiro quadrimestre, em decorrência, como disse, aos períodos em que existe mais chuva e mais calor, tendo o seu descenso nos meses subsequentes. Mas nós tivemos em 2020 48 casos e quadros de Chikungunya, só em 2021 nós temos confirmados 2.200 mil casos. Isso mostra uma ação tanto do ponto de vista de fazer diagnóstico, confirmação diagnóstica, e à medida em que eu faço esse diagnóstico eu estímulo toda a minha rede de vigilância epidemiológica e sanitária, para estar indo para àquelas cidades e para as moradias daqueles pacientes, para que dessa forma possamos também controlar o criadouro desses mosquitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Maria Manso, obrigado pela pergunta. Nós vamos agora à mais uma pergunta online, aliás, com um jornalista que, perdão, por mencionar, mas que tenho muita admiração, e gosto, e há tempos que não o via, Heródoto Barbeiro. Aliás, é a primeira participação dele aqui nas nossas coletivas de imprensa. Heródoto, muito bem-vindo, ele é da Rádio Nova Brasil FM, que também está transmitindo ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Bem-vindo, é sempre um prazer poder reencontrar você, há tempos que não lhe vejo, é um dos grandes jornalistas do país, Heródoto Barbeiro, sua pergunta, por favor.

HERÓDOTO BARBEIRO, REPÓRTER: Muito obrigado. Governador, vários países do mundo, e mesmo alguns Estados norte-americanos, adotaram fórmulas diferentes de combater a pandemia do Coronavírus. Minha pergunta é o seguinte, o Estado de São Paulo se inspirou em algumas dessas fórmulas de algumas dessas alternativas, ou criou a sua própria fórmula?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Heródoto, agradecendo pela pergunta. Vou pedir à Patrícia Ellen, a nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que possa respondê-la. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Muito obrigada, Heródoto. Na verdade, nós fizemos as duas coisas, nós temos um comitê e um gabinete de enfrentamento à pandemia, que foi criado pelo governador em fevereiro, no final de fevereiro foi anunciado o centro de contingência, e na sequência, o gabinete aqui no Palácio dos Bandeirantes. Nós sempre estamos avaliando as práticas internacionais, e todas elas têm em comum, fazer uma gestão com medidas restritivas, de circulação da população, uso de máscaras. Também trabalham com uma coordenação central, do processo de vacinação, e como apoio econômico. O caso do Brasil, infelizmente, é diferente, nós temos os governadores, como o governador João Doria fazendo exatamente isso, mas nós não temos uma coordenação nacional, nós não temos um planejamento nacional de vacinas, e nós não temos esse apoio econômico. E para piorar nós temos mensagens confusas para a população, incitando o descumprimento das medidas. O Estado de São Paulo faz as três coisas, o governador sempre colocou que aqui nós estamos trabalhando com a ciência, e sempre em primeiro lugar, a proteção da vida, ciência da saúde, combate à fome, ciência social, e proteção da renda e do emprego, ciência econômica. As medidas restritivas aplicadas foram muito semelhantes aos exemplos internacionais, com planos de gestão regionalizados, com todo o trabalho de gestão de leitos, com gestão de isolamento. E agora nós vamos dar um novo passo também, de reforçar as medidas de testagem e também de monitoramento e isolamento de contatos, porque infelizmente essa ausência de coordenação nacional nos deixou à deriva, e estamos agora, como São Paulo sempre esteve, à frente, fazendo um plano para a próxima etapa, porque o governador João Doria sempre nos fez esse trabalho de gestão com a ciência. Na parte econômica, que é o último ponto que eu queria destacar, todos esses países que tiveram medidas restritivas, tiveram apoio econômico central. Como nós não estamos tendo isso, São Paulo também, como o governador colocou, anunciou e conseguiu aprovação final ontem na Assembleia Legislativa, do maior programa de auxílio de proteção à renda para a população, que é o Bolsa do Povo, que vai impactar 500 mil pessoas. Seguimos com o trabalho de fomento ao empreendedorismo, inclusive batemos agora um novo recorde em abril, com 22.144 mil empresas abertas na JUCESP, é o maior recorde da história em 23 anos da série histórica. E como o governador mencionou, estamos retomando o crescimento econômico. No último trimestre, um dado para complementar o que já foi dito, o PIB de São Paulo cresceu 6%, até março, com relação ao primeiro trimestre do ano passado. Lembrando que ano passado foi o período pré-pandemia. Então esse é o trabalho, vida, combate à fome, proteção da renda e emprego, sempre acompanhando os outros países, mas adaptando à essa realidade que nós temos no Brasil, que ué muito desafortunada para a população, mas São Paulo vai seguir fazendo esse trabalho correto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Heródoto Barbeiro, muito obrigado pela sua participação. Continue ligado aqui na nossa coletiva, nós temos ainda mais duas intervenções de dois veículos de comunicação. Começando pela Rádio Jovem Pan, com a Nani Cox. Bem-vinda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu quero falar sobre esses aumentos dos casos de 2,5%. Queria saber se o Governo avalia voltar atrás dessa fase de transição, de repente voltar para uma fase vermelha, uma fase emergencial, enfim? Queria saber como que o centro enxerga esses números que foram apresentados hoje, pensando que o aumento de 2,5% nos casos foi até maior do que a redução nas internações dos percentuais de redução de internações, e também dos óbitos. Até pensando que teve uma alta aí de cerca de 100 internações nas UTIs, de acordo aqui com a apresentação, em um dia foi de 10.107 e aí no dia seguinte foi 10.235, então aí cerca de 100 pessoas que deram entrada nas UTIs. Queria essa avaliação geral, e se pretende voltar atrás, como é que está essa avaliação das fases de relaxamento aí do plano São Paulo? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Nani. Sempre muito atenta, muito precisa, Nani. Eu vou começar a responder, e depois vou pedir ao doutor Paulo Menezes e doutor João Gabbardo para a resposta complementar. Nesta sexta-feira agora, depois de amanhã, nós apresentaremos a nova fase do plano São Paulo, que começa a valer a partir da segunda-feira da próxima semana. Eu devo dizer, baseado nas informações do centro de contingência, que estamos otimistas com relação à evolução do processo, evolução positiva do plano São Paulo, migrando, talvez, para uma fase menos restritiva. Mas isso só teremos a confirmação, de fato, na sexta-feira, com os dados que serão avaliados amanhã, ao final da tarde, pelo centro de contingência do COVID-19. Centro este que tem a coordenação do doutor Paulo Menezes, e a coordenação executiva de João Gabbardo, que falarão nesse momento. Começando com Paulo Menezes, e na sequência com o Gabbardo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. De fato, nós estamos examinando todos os aspectos desses indicadores nos últimos dias, o que foi apresentado aqui foram os indicadores que nós finalizamos na semana epidemiológica e se encerrou no sábado. Então estamos no meio da semana, vendo qual é a tendência dos indicadores. Eu posso dizer que o fato de ter havido um aumento no número de casos, da semana anterior para a semana passada, ele ainda requer um exame mais profundo, porque vocês sabem que existe, por exemplo, o atraso das notificações de casos. Se não houvesse esse atraso a gente sempre teria primeiro o número de casos refletindo o que está acontecendo na população, seguido do número de internações. Mas em função das metodologias utilizadas, vocês também sabem que a gente tem maior rapidez na informação de número de novas internações, do que no número de casos novos. Então é possível, por exemplo, que o fato de termos tido um feriado no meio da semana, faça com que haja um pouco de acúmulo que se coloca na semana seguinte. Então estamos acompanhando, nesse momento a situação é de estabilidade naquela queda que nós víamos observando nos indicadores de internação e casos, de uma semana para outra houve uma estabilidade, essa semana é decisiva para a gente poder saber se vamos continuar com essa redução. Os óbitos, como nós havíamos também projetado, eles continuam caindo, já que os óbitos são, infelizmente, o desfecho mais tardio, a partir do momento da infecção. Então como o governador colocou, até amanhã no final do dia teremos mais informações que vão permitir sugestão à recomendação das medidas serem anunciadas na sexta-feira.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Menezes. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Nani, esses dados, esses indicadores eles não indicam que haja necessidade de fazer qualquer retrocesso no nosso plano, esses indicadores dessa semana eles simplesmente mostram que houve uma redução na queda que nós estávamos apresentando. O que esses dados indicam? E para que eles são extremamente importantes? Para que a população entenda que nós estamos ainda no enfrentamento de uma situação muito grave, a população precisa entender que as medidas de distanciamento social são extremamente necessárias, se todo mundo colaborar, se as pessoas evitarem as aglomerações, se as pessoas evitarem as festividades, os churrascos, as festas de finais de semana, as aglomerações que possam ocorrer no comércio, na rua, no próprio trabalho escravo, vão nos dar um pouco mais de melhores condições, para que a gente continue nesse processo de enfrentamento, com o funcionamento das atividades de uma forma segura, gradativa, e de uma forma até poderia dizer, um retorno lento à normalidade. Então o centro de contingência continua analisando diariamente esses indicadores, e certamente nas próximas semanas avaliando a tendência desses indicadores, deverá subsidiar o Governo com as suas sugestões em relação ao protocolo que nós estamos implementando no momento. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo, Paulo Menezes. Obrigado também, Nani Cox. Agora vamos para a última pergunta de hoje, que vem da TV Globo, Globo News, com a jornalista Daniela Gemignani, enquanto ela se dirige aqui ao microfone. Só para agradecer, Dani, a presença do Fernando José da Costa, secretário de Justiça e Cidadania. General Campos, secretário de Segurança Pública. Cleber Mata, secretário de Comunicação. E José Henrique Germann, assessor especial de saúde do Governo do Estado de São Paulo, aqui presentes também. Daniela, com você.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria fazer primeiro só um esclarecimento sobre as pessoas que vão receber, que tem comorbidades, a partir da semana que vem, porque surgiu uma dúvida dos leitores do G1. Os imunossuprimidos são também os pacientes oncológicos? E são aqueles que estão em tratamento de quimioterapia, ou que eventualmente já terminaram, também vão poder tomar? Essa dúvida que surgiu. E queria perguntar sobre a falta de Coronavac em algumas cidades, um elemento feito com as prefeituras já dão conta de 30 cidades com falta de Coronavac, inclusive aqui na capital algumas pessoas relatando que estão tendo que procurar em vários postos até conseguir encontrar para a segunda dose. Sei que tem uma entrega de lote para manhã, mas queria saber do posicionamento de vocês diante disso. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. As duas perguntas serão respondidas pela doutora Regiane, e complementarmente, se necessário, com a doutora Cíntia, que está aqui ao meu lado. Mas em relação especificamente à Coronavac, ontem, aliás, anteontem, de maneira precisa, e eu queria registrar isso, o atual ministro da Saúde respondeu que as cidades aqui do interior do Estado de São Paulo, e também as capitais que ficaram sem a Coronavac, avançaram no programa de vacinação da chamada D1, a dose um, não reservando doses para a D2, a segunda dose. E erraram, mas erraram amparadas por uma decisão do ministro que antecedeu o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que emitiu uma autorização para que pudessem vacinar com a totalidade dos seus estoques sem fazer a reserva para a D2. Isso agora já está regularizado do ponto de vista da informação a prefeitos e prefeitas, para que não caracterize que houve dissidia, incapacidade e erros por parte das prefeituras. E seguiram orientação errada do Ministério da Saúde, do ex-ministro da Saúde, que nesse momento, aliás, certamente terá que responder sobre isso na CPI, no Congresso Nacional. E as demais respostas serão dadas pela doutora Regiane, que é a nossa coordenadora do Programa Estadual de Imunização. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Você pode voltar à segunda tela, por gentileza? Só para a gente mostrar de forma muito clara. Os imunossuprimidos estão nessa categoria que você me solicitou, então a gente não detalhou os oncológicos, mas eles estão dentro de imunossuprimidos, seja por doenças reumatológicas, sejam por oncológico. Então quando você tem os imunossuprimidos essa é uma faixa que dentre às faixas etárias estão contemplados pelas comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde. A segunda questão é uma questão que a gente vem discutindo bastante, o governador já colocou, mas é exatamente isso, quando nós fazemos abertura de novas faixas etárias, e quando nós olhamos e enviamos doses de D1, nós temos o equivalente à D2, para que a gente possa enviar em tempo oportuno. Eu vou dar um exemplo muito clássico que aconteceu nesse final de semana, nós começamos agora essa semana a fazer a vacinação dos professores de educação, trabalhadores de educação, e muitos procuraram antecipadamente unidades inclusive aqui de drive-thru, do município de São Paulo, e não estava na data correta de 21 a 28 dias. Então o que está acontecendo? Primeiro, municípios que realmente usaram D2 como D1, discordando daquilo que o Programa Estadual de Imunização colocou. Porque mesmo quando o ministério colocou em determinados documentos, que era para se utilizar D2 como D1, nós continuamos a trabalhar D1 e D2, do mesmo jeito com planejamento, com muito cuidado, porque sabíamos que em algum momento o que está acontecendo nesses dias poderia acontecer. E nós em nenhum momento queríamos que isso acontecesse no Estado de São Paulo, entendendo que as pessoas têm realmente uma necessidade e precisam completar o seu esquema vacinal, só tomando a segunda dose é que eu tenho um complemento do seu esquema vacinal. Então isso é muito importante, por isso que a gente tem quase 5 milhões de pessoas no Estado de São Paulo que já tomaram a segunda dose, porque nós garantimos a D2. Municípios que descumpriram isso e que por algum motivo trabalharam com a D2 como D1, infelizmente nesse momento tem esse atraso, como você falou, e nós estamos amanhã com novas vacinas sendo entregues, e olhando para essa população que precisa ser vacinada. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Daniela, obrigado pelas perguntas. Nós com isso encerramos a coletiva de hoje. Mas quero lembrar que amanhã às 8h da manhã nós estaremos no Instituto Butantan aqui em São Paulo, fazendo entrega de 1 milhão de doses da vacina do Butantan, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil, para o Ministério da Saúde. A você que está em casa, temos aqui o vacinômetro, 12,5 milhões, acabamos de passar 12,5 milhões aqui no Estado de São Paulo, número recorde. Parabéns à doutora Regiane e toda a equipe, responsável pelo programa de imunização aqui no Estado de São Paulo. A você que continua nos acompanhando aí da sua casa, se possível, continue em casa, faça seus serviços e as suas demandas online. Ao sair, por favor, use máscara sempre, álcool em gel, proteção e oração. Muito obrigado, uma boa tarde, a todos.