Coletiva - SP completa 10 semanas consecutivas com queda de internações por coronavírus 20202809

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Coletiva - SP completa 10 semanas consecutivas com queda de internações por coronavírus 20202809

Local: Capital - Data: Setembro 28/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Hoje, segunda-feira, 28 de setembro, iniciando mais uma coletiva de imprensa. Hoje com a presença da Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde; Jean Gorinchteyn, é da comunidade judaica, hoje é dia do Yom Kippur; José Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. E Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Quero registrar também a presença aqui entre nós do General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Obrigado, General, pela sua presença. Nas mensagens de hoje começo rendendo a nossa homenagem à comunidade judaica de São Paulo e do Brasil, hoje é o dia da celebração e reflexão para a comunidade judaica, é o dia do Yom Kippur, o Dia do Perdão. Neste dia o senhor concede a cada indivíduo, e a todo um povo, a graça do perdão, perdoar é um ato de grandeza, é pedir perdão como um gesto de sabedoria e humildade. E é isso que o Yom Kippur ensina a judeus e aos não judeus. Minha homenagem, portanto, à comunidade judaica em São Paulo e no Brasil. A vacina, estamos acompanhando a segunda onda de casos de COVID-19 na Europa, em vários locais há infelizmente a ocorrência de aglomerações e a ausência de máscaras de proteção, formando uma tempestade perfeita para uma nova explosão da contaminação. Não é diferente aqui no Brasil, em alguns locais, em algumas situações, e isso não pode ocorrer, isso amplia o risco da contaminação, e a contaminação leva pessoas ao sistema hospitalar, e pode infelizmente levar muitas pessoas à morte. No caso específico da Europa, há lugares que viveram a primeira onda de forma dramática, sobretudo, na Espanha e na Itália. E agora incluindo a Grã-Bretanha, estão restringindo atividades pelo risco de uma segunda onda. Nenhum lugar conseguiu ainda chegar à imunidade coletiva. E é por isso que digo e repito, que a busca pela vacina segura, ou melhor, pelas vacinas seguras, é uma corrida pela vida, não é a corrida para saber quem chega primeiro, é a corrida para salvar vidas. As vacinas sim vão garantir a retomada econômica, a convivência social de forma segura e duradoura. No mundo a Coronavac é uma das vacinas mais avançadas para transformar essa esperança em realidade, no menor tempo possível. Hoje existem, como sabem, 11 vacinas em etapa final de testagem, tidas como vacinas promissoras. Oito dessas vacinas receberam essa chancela da Organização Mundial de Saúde, de vacinas promissoras, uma destas vacinas é a Coronavac, a vacina do Instituto Butantã, juntamente com o Sinovac, o laboratório privado chinês. O Instituto Butantã está ampliando os estudos da fase três da Coronavac, e acrescentou mais dois estados além dos cinco onde já realizava a sua pesquisa, agora são sete estados brasileiros, incluindo os dois novos estados, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e mais quatro novos centros de pesquisa, Pelotas, Barretos, Campo Grande e Cuiabá. Teremos o resultado da eficácia da vacina Coronavac com a conclusão dos testes nessa fase três, e os primeiros resultados poderão ser publicados já nos próximos 30 dias. Mas volto a esclarecer os pontos que nos deixam otimistas em relação à Coronavac, ela se mostrou segura nos testes com mais de 50 mil pessoas realizadas na China, conforme apresentamos aqui na semana passada, em mais de 94% dos casos não houve nenhum registro de efeito colateral, e em 5% foram registrados efeitos leves, comuns em outras vacinas. Os testes clínicos que estão ocorrendo no Brasil, sob à coordenação do Instituto Butantã, mas também na China, na Turquia e na Indonésia, vão comprovar o poder de imunização oferecido pela vacina Coronavac. E são esses os testes aqui no Brasil, que irão fornecer à ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os elementos necessários para a análise final sobre a vacina Coronavac. Sigo confiante de que os testes da fase três irão confirmar os bons resultados obtidos até agora, e seguimos também confiantes na capacidade técnica isenta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sem nenhum viés político, ideológico, partidário ou eleitoral. Reafirmamos aqui a nossa total e absoluta confiança nos trabalhos da ANVISA. Nas informações de hoje, São Paulo completa a décima semana consecutiva de queda de internações por Coronavírus, e o número de óbitos volta a cair no estado de São Paulo. Houve queda de 11% no número de internações na semana epidemiológica que acabou entre os dias 20 e 26 de setembro, em relação à semana anterior, de 13 a 19 de setembro. Com isso, o estado de São Paulo completa dez semanas sucessivas de redução no número de internações por Coronavírus. A oscilação de internações é um indicador em tempo real que dá uma perspectiva confiável da tendência da pandemia. A queda deste indicador por período tão longo, é um sinal inequívoco de que a doença dessa regredindo de maneira sólida no estado de São Paulo. Na semana que passou os óbitos também voltaram a cair, a queda foi 16% em relação à semana anterior. São sim bons indicadores, indicadores que nos fortalecem no combate ao Coronavírus, mas como sempre sem baixar a guarda, precisamos manter os cuidados fundamentais e a orientação à população em São Paulo, para o uso obrigatório de máscaras sempre que se deslocarem de um local a outro em qualquer circunstância. O distanciamento social, lavar as mãos e usar álcool em gel. Segunda informação de hoje, o mutirão do emprego oferecendo 10 mil vagas de trabalho no estado de São Paulo, no Programa Meu Emprego Vaga Certa. O governo de São Paulo em parceria com a UGT - União Geral dos Trabalhadores, realiza a partir de hoje, até o dia 9 de outubro, o quinto mutirão do emprego, com a oferta de 10 mil novas vagas de trabalho e cursos de qualificação profissional. Trata-se da maior oferta de vagas de trabalho na história dos mutirões em São Paulo e no Brasil. Devido à pandemia deste ano, a inscrição será online, o que vai facilitar o trabalho daqueles que buscam a sua oportunidade de trabalho e também a segurança dos trabalhadores. Essa inovação no programa Meu Emprego Vaga Certa oferece duas grandes vantagens, primeira, a plataforma digital proporcionou a ampliação de vagas antes restritas à capital de São Paulo, e agora expandidas para grande São Paulo, litoral e interior. Segundo, o fim das grandes filas que se formavam no Vale do Anhangabaú, os postos de atendimento presencial na cidade de São Paulo, agora com a tecnologia digital as filas acabaram. E terceira informação, volto à vacina, queria mostrar a vocês agora, matéria feita em Pequim, na China, sobre o Laboratório Sinovac, sobre a vacina Coronavac, matéria esta exibida neste final de semana em rede nacional, pela TV Bandeirantes.

APRESENTEÇÃO DE VÍDEO: "Exclusivo, o Band News TV teve acesso às instalações do Laboratório chinês Sinovac Biotec, que está na liderança da corrida por uma vacina contra o Coronavírus. A farmacêutica produz a Coronavac, uma das quatro vacinas chinesas que já estão na última fase de testes contra a COVID-19. Uma equipe da CCTV, emissora chinesa parceira do Grupo Bandeirantes, teve acesso às instalações com exclusividade, no total a China tem 11 pesquisas de vacinas contra a doença. A Coronavac está sendo testada também no Sudeste asiático e na América Latina. Aqui no Brasil a ANVISA autorizou a participação de 13 mil pessoas no teste da vacina, o laboratório chinês fechou uma parceria com o Instituto Butantã para produzir e distribuir a Coronavac assim que os testes forem concluídos. A expectativa é de que em dezembro alguns grupos específicos, como o de médicos, já sejam vacinados no Brasil, e que no início de 2021 a imunização já seja ampliada para boa parte da população".

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. vamos pela ordem, começando hoje pela Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, sobre o projeto Meu Emprego Vaga Certa, o mutirão do emprego, que estamos fazendo junto com a UGT. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Hoje é um dia muito importante, porque esse mutirão do emprego é um outro passo e o compromisso do estado de São Paulo para a retomada econômica, e além da retomada econômica a retomada mais importante, que é a retomada do emprego e renda. Oportunidades para os cidadãos que vivem em São Paulo, para que possam ter fontes de renda, e com isso retomarmos a atividade econômica no nosso estado. Esse mutirão, como o governador João Doria mencionou, é o maior mutirão do emprego da história, nós havíamos nos comprometido a fazer essa parceria com a União Geral dos Trabalhadores para lançarmos aqui o mutirão com 5 mil vagas. Nós conseguimos dobrar esse número, estamos iniciando esse mutirão hoje com o lançamento oficial hoje às 17h, com mais de 10 mil vagas neste momento, nós temos 10.271 vagas cadastradas, em uma série de setores e atividades, com destaques para funções como técnicos de vendas, operadores de telemarketing, estoquistas, na área também de almoxarifado. Entre outras vagas, porque a lista é bastante grande. E nós estamos fazendo essa edição também, além de ser a maior da história, e em parceria com a União Geral dos Trabalhadores, é a primeira adição online, inicia hoje, e se conclui no dia 9 de outubro, onde já se inicia o processo de contratações. Na próxima página nós temos uma descrição importante da diferença desse mutirão com relação aos mutirões anteriores. A pandemia nos trouxe muitos desafios, mas também muitas oportunidades para inovarmos com tecnologia e oferecermos mais dignidade, mais segurança para os cidadãos. Então com esse mutirão, e essa tem sido a contribuição do governo do estado em parceria com a UGT, nós estamos criando a segunda fase da plataforma que o governador João Doria lançou aqui há algumas semanas, que é o Meu Emprego Vaga Certa. Nós lembramos das filas, sempre as pessoas ali virando noites esperando para poderem pegar uma senha e participarem dos mutirões do emprego no Vale do Anhangabaú, eram mutirões muito importantes, e que acabam se concentrando pelas restrições logísticas, também no município de São Paulo, e nas proximidades ali do Vale do Anhangabaú. Nesse mutirão temos a oportunidade com a pandemia, que é aplicando novas tecnologias, dada também a inviabilidade de termos aqui multidões, nós estamos fazendo com a plataforma online, e também expandindo para todo o estado cobrindo com esse mutirão a capital, o interior e o litoral do estado de São Paulo. As inscrições serão realizadas a partir de hoje, dia 28 de setembro, até o dia 2 de outubro. Então diferente do outro mutirão que era concentrado em um dia, a gente passa agora a fazer esse trabalho durante o período de uma semana, os cidadãos podem se inscrever no conforto de sua casa pelo celular através da plataforma online. Quem não tem acesso às plataformas online pode recorrer aos nossos postos de atendimento do trabalho, nós não deixaremos ninguém para trás, as pessoas que não podem se inscrever de casa, terão todo o atendimento nos nossos postos de atendimento do trabalho. E esse período de inscrição vai do dia 28 de setembro até o dia 2 de outubro, na sequência as empresas entrarão em contato para realizar o início do processo de recrutamento e contratação. Como nós temos algumas habilidades específicas, nós também estamos oferecendo cursos de qualificação, na próxima página. Então todos podem se inscrever no meuemprego.sp.gov.br/vagacerta. Essa plataforma está sendo oferecida para que todos possam ter acesso, parceria de novo com a OGT. Houve uma doação, queria agradecer à empresa Craft, que doou esse serviço, a plataforma, especificamente, e temos uma série de empresas parceiras, que se inscreveram no programa Minha Chance e fizeram trabalho de curadoria, para que definíssemos quais são os cursos técnicos que nós vamos oferecer. Agradecendo também o Centro Paula Souza, junto com a Univesp, que estão viabilizando esses cursos, e também o Sebrae. Então, nós temos aqui três parceiros que viabilizam os cursos, as empresas que estão oferecendo as vagas, e também a curadoria desses cursos. Em especial, aqui nós temos algumas empresas com maior número de vagas, como Atento, Niazi, Carrefour, que também, além de terem número mais expressivo de vagas, fizeram todo o trabalho em parceria com o Centro Paula Souza e com a Univesp, para determinar quais são as habilidades técnicas necessárias. Então, para quem está procurando uma oportunidade, que não tiver aquela habilidade, tem a chance de fazer o curso e poder concorrer ainda para essas vagas. Então, fica aqui o nosso convite, para que todos que estão buscando oportunidades tenham a chance de participar. O site já está disponível, o lançamento oficial, com todos os detalhes do programa, será realizado hoje às 17h, com a presença do governador João Doria, e com os secretários que estão trabalhando totalmente dedicados também à retomada do emprego e renda. Queria destacar, secretário Gustavo Junqueira, grande parte dos empregos aqui são no setor de alimentos, que é um setor que tem crescido, se potencializado muito durante a pandemia. A secretária Célia Parnes, o governador João Doria tem dito: não tem política de proteção social mais importante do que a geração de empregos. Então, esse trabalho está sendo feito em parceria com a secretária Célia Parnes. A secretária Célia Leão... Nós temos uma série de vagas para pessoas com deficiência, estamos fazendo o trabalho de qualificação dedicada a essas pessoas, e também o secretário Paulo Dimas, porque nós estamos, além dos PATs, oferecendo o mesmo apoio no [ininteligível], a Secretaria de Cidadania e Justiça Social tem o papel fundamental para que possamos garantir que as pessoas que mais precisam de acesso a essas oportunidades tenham todo o apoio necessário para participar desse processo. É um esforço colaborativo, estamos honrando tanto o nosso trabalho aqui de manter a integração, o trabalho em equipe, e também diretamente com os municípios, oferecendo esse serviço na ponta, afinal de conta os postos de atendimento do Trabalho são uma parceria com os municípios, e em especial aqui no município de São Paulo, é onde hoje nós temos ainda a maior parte das vagas e também concentramos a maior parte dos trabalhadores. Muito obrigada a todos, se inscrevam, por favor, e divulguem, porque precisamos mostrar cada vez mais que São Paulo é a força motriz do nosso país e será o exemplo de retomada, não somente de crescimento econômico, mas retomada de emprego e renda para o Brasil e para o mundo. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Agora, virando a página para a Saúde, começamos com Eduardo Ribeiro, secretário executivo de Saúde do Estado de São Paulo, com os números de hoje. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO ESTADUAL EXECUTIVO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Em relação à totalização de casos o Brasil totaliza neste momento 4.732.309 casos, com 141.741 óbitos. Destes, o Estado de São Paulo totaliza 973.142 casos e 35.125 óbitos. Em relação à utilização da estrutura hospitalar, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado encontra-se na faixa de 44,7%, sendo que, na Grande São Paulo, esse percentual é de 43,2%. Quanto ao número de pacientes internados, temos, neste momento, em UTI, 3.930 pacientes, bem como em enfermaria, internados, 4.780 pacientes. Totalizamos até o momento, casos recuperados, 839.629, com 107.024 altas hospitalares. Próximo. Trazemos aqui, como o governador já bem destacou, a curva da média diária de novos casos por semana epidemiológica. Nós acabamos de encerrar a 39ª semana epidemiológica, que findou no último sábado, e esta 39ª semana contabiliza 5.602 como média diária de novos casos, e este número é 4% inferior à semana epidemiológica de número 38. Isto se dando num cenário de importante ampliação da testagem no Estado de São Paulo. Isso reforça, portanto, que estamos num consistente caminho de decréscimo na média diária de novos casos. Próximo. Já em relação à média diária de novas internações, por semana epidemiológica, a semana epidemiológica de número 39 contabiliza como média diária 1.125 novas internações. Este número é 11% inferior à média diária de novas internações da semana epidemiológica de número 38, tendo portanto aqui um consistente período de 10 semanas de queda nas internações. Nunca é demais lembrar que a internação é o evento mais sensível no termômetro no avanço da pandemia, sem que isso signifique que devamos baixar a guarda. Devemos manter utilização de máscara e distanciamento social. Próximo. Finalmente, em relação à média diária de novos óbitos por semana epidemiológica. A semana epidemiológica de número 39 contabiliza 162 novos óbitos como média diária, quando comparado à semana anterior, este número é 16% menor, reforçando a consistente tendência de queda da média diária de novos óbitos. Próxima. Caminhando para o final da nossa apresentação, em relação à curva de projeção de casos no Estado de São Paulo para segunda quinzena de setembro, a curva apresenta-se aderente à projeção dos especialistas, e ela se encontra hoje na margem inferior do intervalo de confiança. Próxima. Por fim, e da mesma forma, a curva de projeção de óbitos, no Estado de São Paulo, para a segunda quinzena de setembro, também está aderente às projeções dos especialistas, também encongra-se na margem inferior do intervalo de confiança. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Vamos agora ouvir o José Osmar Medina, o Medina é o nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, ainda no tema da Saúde e dos bons resultados que, pela 10ª semana consecutiva, conseguimos obter aqui em São Paulo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador, então nesse final de semana completou sete meses do primeiro caso no Brasil, que foi diagnosticado aqui em São Paulo, e agora a pandemia está relativamente controlada, ainda nós temos números altos de casos, de óbitos, mas esse número vem decrescendo nos últimos três meses. E nós temos, mais uma vez, que prestar o reconhecimento à valentia e à resiliência do Sistema Único de Saúde, que, além da assistência, também de produzir um grande número de trabalhos científicos, com colaboração das universidades e também do setor privado, reconhecer também o engajamento da população, que contribuiu bastante para o controle do número de casos, do controle da pandemia, mantendo o distanciamento social, higiene das mãos, utilizando de maneira sistemática barreiras de transmissão, com uso de máscaras e viseiras. A população está entendendo que é difícil o vírus ultrapassar duas barreiras, duas máscaras. Em quem está infectado e em quem está sadio. E também, o cuidado com superfícies e embalagens, ou medo de aerosois, medo de andar na rua e ser contagiado, isso é uma situação que a população já administra melhor, esse medo já foi contornado. E essa é uma situação, assim, de transmissão mais ou menos desprezível, tanto de superfície como de aerosois. Não há necessidade de ficar gastando álcool gel em superfícies. E também a população está contribuindo bastante, entendendo que as atividades de maior contágio ocorrem no lazer, principalmente no lazer da madrugada, e está entendendo a necessidade das restrições que estão sendo colocadas. Também está entendendo que a retomada tem que ser ponderada, gradativa, escalonada, passo a passo, para não haver regressão das conquistas que nós tivemos até agora.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Agora, João Gabbardo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Esses números apresentados pelo secretário Eduardo são muito promissores, estão dentro das previsões do Centro de Contingência, mas a gente precisa alertar que nós ainda estamos com uma média móvel de mais de 160 óbitos diários no Estado de São Paulo. Então, nós não podemos relaxar de maneira alguma. Nós temos, o Brasil tem sempre uma vantagem em relação aos outos países, onde a epidemia começou. A pandemia iniciou antes e já passaram por um inverno e vão iniciar o segundo inverno de enfrentamento ao Corona Vírus. E eu lembro algumas medidas que estão sendo tomadas por esses países da Europa, tenho insistido com isso nas entrevistas coletivas. Na França, os restaurantes, em Paris, todos podem funcionar somente até as 10h da noite. Algumas cidades da França, os restaurantes não poderão mais abirr, deverão permanecer fechados, em função do aumento do número de casos. A Espanha, com medidas também de bastantes restrições, e uma novidade, o Reino Unido. A partir deste final de semana, as pessoas que estiverem com confirmação de Covid ou as pessoas que forem avisadas pelo Sistema de Saúde que foram contatos com pessoas confirmadas, não poderão sair do isolamento, e se saírem do isolamento serão multadas. As multas começam com 1.000 libras na primeira incidência, são R$ 7 mil, e essas multas podem chegar a R$ 10 mil, se ocorrer reincidência, em pessoas que estiverem com confirmação de Covid e não respeitarem a quarentena. Isto é fundamental, porque de todas as medidas que a gente pode estabelecer, a que é mais eficiente para reduzir a transmissibilidade é fazer com que as pessoas que estejam sintomáticas, principalmente aquelas que já estão com confirmação de Covid, e mesmo os seus contatos, devem permanecer isoladas. É desta maneira que nós vamos poder sair mais rápido da situação que nós estamos, ou evitar uma segunda onda no futuro. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E por último, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Vou trazer aqui breves comentários. A gente atinge hoje o menor índice da série histórica de ocupação de leitos de UTI, 44,7% dos leitos ocupados, 43,2% aqui na região metropolitana, e esses índices são atingidos mesmo com a redução do número de leitos, que eram em 22 leitos por 100 mil habitantes, chegam agora em 20.22 leitos por 100 mil habitantes, na política acertada do Centro de Contingência do Plano São Paulo, de disponibilizar mais leitos para outras patologias. É a 10ª semana de queda de internações e nenhuma região do estado hoje tem ocupação acima de 70%, portanto todas em índice verde no que tange à capacidade hospitalar, no Estado de São Paulo. A segunda informação importante é da queda nos três indicadores, 14% no número de casos, sendo puxado aqui pela região da Grande São Paulo, a Grande São Paulo Oeste, por exemplo, teve uma redução de 30% nesse número de casos; 11% nas internações, com a região de Campinas se destacando, com 20% de queda nesse período; 14% de óbitos, com a capital puxando a queda de 34% ao longo desse período. Outra política acertada do Plano São Paulo foi o tratamento heterogêneo das regiões do estado. O interior ainda tem uma queda mais leve nesses indicadores do que a capital e a Grande São Paulo. O acumulado hoje dá em 52,4% de todos os casos de Covid no interior do estado e 40% dos óbitos, índices que vêm subindo pela proporção mais leve de queda no interior do estado. Outra notícia boa e importante é que, no que tange às internações, o Estado de São Paulo já tem uma média inferior às 40 internações por 100 mil habitantes, índice delimitado para que as regiões vão para a fase verde. Hoje, a média do estado de São Paulo se dá em 37.1% e o índice necessário para atingir a fase verde é 40%, em 14 regiões já atingindo esses indicadores, enquanto que nos óbitos, 5.5 a média do estado, quase atingindo os 5 que são necessários para a fase verde, 10 regiões já atingindo esses indicadores. Melhora nos indicadores do estado, é necessária a manutenção dessa atenção para os gestores municipais, mas os índices apresentados hoje são muito bons.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito obrigado Vinholi. Agora, sim, vamos às perguntas presenciais. Pela ordem, temos: TV Globo, Globonews, na sequência, SBT, TV Cultura, uma pergunta online do correspondente da Agência chinesa Xinhua, depois Rede TV, Portal IG e Portal UOL. Com a palavra Willian Cury. Boa tarde, Will, um prazer tê-lo aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, JORNALISTA DA TV GLOBO/GLOBONEWS: Boa tarde a todos, boa semana. Os números apresentados hoje são bons, né? Indicam, efetivamente, uma queda da média de mortes, isso é importante, passando de 15% de queda em relação tanto comparando semanalmente, como 14 dias que é o cálculo da média móvel. E as permissões estão sendo feitas, agora o estado está prestes a ir para a fase verde, talvez muitas cidades já na próxima atualização, só que algumas cenas têm se repetido, como aglomerações em ruas. E ontem nós flagramos uma aglomeração na Rua Peixoto Gomide, que é a área central de São Paulo, ali pertinho da Avenida Paulista. Eu não vi, passei ali algumas vezes, não tinha nenhum agente da prefeitura e a Polícia Militar também não estava ali. Eu sei que alguns casos são difíceis de fiscalizar, principalmente quando é dentro de ambiente privado. Só que ali estava obstruindo a rua, obstruindo a calçada e certamente houve várias ligações de reclamação de pessoas que moram por ali e frequentam por ali, porque quase que não dava para passar nem de carro. Eu queria saber por que é que não houve a fiscalização? Como o prefeito não está aqui, eu queria saber em relação à Polícia Militar? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Will, primeiro, eu não sou mais o prefeito de São Paulo, sou governador do estado. A competência é da prefeitura, não só do Bruno Covas como dos outros 644 prefeitos do estado de São Paulo, é competência municipal. E a Polícia Militar de São Paulo só pode agir quando é demandada pela prefeitura ou por agentes da prefeitura, seja a Guarda Civil Metropolitana, seja pela vigilância sanitária ou pelo próprio gabinete do prefeito. O que, eu quero aproveitar, a sua indagação, Will, e recomendar, primeiro que a prefeituras fiscalizem, de fato, situações como essa para evitar que aconteçam e demandando, solicitando a Polícia Militar, a Polícia Militar saberá agir para evitar que situações de aglomeração voltem a se repetir. Segundo, é a consciência individual, cada pessoa tem que ter consciência de que a aglomeração coloca em risco a sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus amigos e a vida de outras pessoas. Não é compreensível, volto a dizer o que eu já mencionei aqui algumas vezes, que alguém queira fica mais próximo da morte do que da vida. Nessas circunstâncias, nós podemos celebrar, beber, jantar, comemorar, festejar, dançar, depois da vacina. Enquanto não tivermos a vacina imunizando todos os brasileiros, nós não poderemos fazer aglomerações, nem celebrações. Haverá o tempo e o momento de fazer isso de forma segura. Portanto, você que é jovem, e aqui eu me dirijo principalmente aos mais jovens, tenha compreensão. Eu sei que é chato, eu sei que é difícil, oito meses de confinamento, isolamento, restrições, mais falta pouco, falta pouco para chegar a vacina e iniciarmos a imunização, depois disso, todos nós, jovens e não jovens, poderemos voltar a nossa vida normal. Até lá, cuidado, perseverança, paciência e muita prudência. Vamos agora a próxima pergunta que é a do SBT, José Luiz Filho. José Luiz, bem-vindo a nossa coletiva. Creio que é a primeira vez que vejo você aqui, se eu não estou enganado. Segunda vez.

JOSÉ LUIZ FILHO, JORNALISTA DO SBT: Terceira vez.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sempre bem-vindo. Boa tarde, a sua pergunta, por favor.

JOSÉ LUIZ FILHO, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador, o senhor voltou a frisar a importância da vacina, a vacina, os estudos estão avançando dentro do esperado, com otimismo, em dezembro teremos as primeiras doses, se a Anvisa liberar, teremos as primeiras doses já disponíveis para os profissionais de saúde e uma vacinação, quem sabe, a partir de janeiro e fevereiro para a população. Mas o senhor demonstrou também, assim como o João Gabbardo, demonstraram uma preocupação com a segunda onda que acontece agora, que é verificada agora na Europa. E nós vemos, todos os fins de semana, esse fim de semana foi muito quente, foi o fim de semana mais quente aqui em São Paulo, nós vemos em praças, em ruas, em bares, nas praias, aglomeração. Há o risco de haver uma segunda onda ou o aumento do número de casos aqui no estado de São Paulo e também em todo o Brasil, no caso, antes da vacina estar disponível? Se isso acontecer, qual é a medida que deve ser tomada e se há essa preocupação? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: José Luiz, importante a sua pergunta. Eu vou pedir para aqueles que são da medicina e da ciência responderem, começando pelo Medina que é o nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19 e com comentários também do João Gabbardo. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 EM SÃO PAULO: Muito obrigado pela pergunta. A curva da pandemia no Brasil, ela foi diferente do que aconteceu nos países da Europa onde está tendo esse segundo pico. Então, primeiro eles tiveram um pico, depois tiveram um vale e agora tiveram um pico. E aqui no estado de São Paulo e na maior parte do Brasil, ele só formou um platô que é mais ou menos consistente e agora está decrescendo de maneira consistente nos últimos meses. Então, nós não esperamos que haja um pico, um aumento do número de casos, embora isso, efetivamente, possa acontecer. Agora, quando eu vejo a população, eu vejo o destaque para uma ou outra aglomeração, eu sei que não pode, não deve acontecer, mas nós devemos destacar o contrário, no grande engajamento da população seguindo as medidas e as recomendações. Quarenta e dois por cento de isolamento social ainda, no estado de São Paulo, 43% na cidade de São Paulo, a maioria da população utilizando barreira de proteção, máscara, a maioria da população entendendo as limitações do lazer noturno, entendendo o porquê que precisa restringir bares e restaurantes após as 22 horas, como vem sendo realizado agora na Europa também com bastante dificuldade. Não é só aqui, lá também, até com protestos que aqui não tem. Então, nós devemos destacar essa posição da população. Agora, se acontecer de crescer o número de casos, vai seguir o Plano São Paulo ao invés de ir para o verde, vai para o laranja.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Bem, José Luiz, eu não falaria aí em segunda onda no Brasil e em São Paulo em especial, porque nós não saímos da primeira ainda, nós ficamos um bom tempo no platô, agora estamos começando a descer, então, não se fala ainda em segunda onda em São Paulo. É claro que isso é uma preocupação, agora, os indicadores que nós temos de São Paulo, eles não apontam para essa possibilidade. Todos os indicadores, o secretário Eduardo mostrou anteriormente, mostram a redução importante do número de internações, mostram a redução importante da ocupação de leitos em UTI, mostra a redução do número de casos confirmados mesmo com o aumento, com a ampliação dos testes que estão sendo feitos, e mostram redução nos óbitos. Então, os indicadores, em São Paulo, mostram para uma melhoria, para uma redução. Mas nós temos todos insistindo que a gente não pode relaxar. Você tem toda a razão que essas medidas, essa falta de responsabilidade de algumas pessoas e isso é uma quantidade, se nós olharmos isso em relação a população do estado de São Paulo, é um percentual muito pequeno de pessoas que não têm respeito, não tem respeito a sua saúde, não tem respeito a saúde do próximo, daqueles com quem ela pode ter contato. Então, o centro de contingência monitora esses dados diariamente e se houver alguma necessidade, tiver algum indicador que aponte para uma retomada do número de casos, as medidas de restrição deverão ser tomadas, com certeza.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Gabbardo. José Luiz, obrigado pela pergunta. Vamos agora a TV Cultura, a jornalista Maria Manso. Maria, bom dia, aliás, boa tarde e boa semana para você. A sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde, boa semana a todos. Sobre o mutirão, eu queria só, primeiro, um esclarecimento, as empresas que por ventura quiserem ainda a ajuda do site para conseguir preencher vagas, também podem se inscrever ainda? E mesmo com aquelas filas que a gente sempre via lá no mutirão lá do Vale do Anhangabaú, em média, só um terço das vagas eram preenchidas por falta de preparo ou de instrução das pessoas que se candidatavam. Vocês acham que esse ano isso também pode acontecer e como evitar que isso aconteça? Por último, pelas redes sociais, as famílias dos detentos têm nos perguntado e nos pedido para falar com vocês sobre a possibilidade da volta às visitas presenciais nos presídios. Imagino que isso é mesmo muito complicado, mas, então, que vocês, por favor, só esclareçam para essas famílias quais são os riscos e se há alguma previsão para voltar as visitas presenciais? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Maria. Vamos à primeira questão que é a do Meu Emprego, Vaga certa, o mutirão, com a Patrícia Ellen e a sua segunda pergunta sobre as visitas presenciais nos presídios aqui de São Paulo, será respondido pelo José Medina. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador, obrigada Maria. Perguntas muito importantes até para esclarecer alguns pontos. Todas as empresas que tiverem vagas para cadastrar podem cadastrar as suas vagas sem nenhum custo, através do nosso trabalho, tanto via o modelo tradicional do Sine, quanto através do Vaga Certa, Meu Emprego, Vaga Certa. É uma plataforma que serve tanto para quem está procurando emprego como para quem está ofertando vagas. Inclusive para quem está ofertando vagas, nós damos um apoio para encontrar as pessoas nas regiões corretas. Por isso que nós separamos o mutirão em dois momentos, a partir de hoje até o dia 2 de outubro é para a inscrição dos candidatos nas vagas e empresas também podem colocar vagas adicionais, na segunda semana, do dia 5 de outubro a dia 9de outubro, é quando as empresas vão pegar todos os profissionais cadastrados e utilizar essa base para recrutamento e seleção. Um outro da segunda parte da pergunta, você tem toda a razão que um terço das vagas nos mutirões tipicamente não são preenchidas, exatamente porque faltava qualificação técnica das pessoas. O que nós fizemos de diferente nesse mutirão? Nós e o subsecretário do Trabalho, Ademar Bueno, tem trabalhado diretamente com a União Geral dos Trabalhadores e também com o Sindicato dos comerciários, que quando nos trouxeram as vagas, eles trouxeram também quais são as habilidades necessárias e nós fizemos um trabalho junto ao Centro Paula Souza, Univesp e Sebrae, para oferecer vagas de qualificação profissional que atendem as necessidades dessas vagas. Então, quando a pessoa se inscreve é muito importante que ela seja bem precisa com relação as habilidades que tem, as que não tem e cadastrar de forma correta o seu telefone de contato, porque as empresas vão entrar em contato e quem não tiver as habilidades, já pode ser redirecionado na plataforma para se inscrever nos cursos técnicos. E essas pessoas também serão consideradas para as vagas que estão sendo oferecidas neste momento. Então, a gente fechou todo o ciclo, desde ali do recrutamento e seleção, qualificação, até a contratação, para garantir que todas as vagas sejam ocupadas, porque nós sempre demos prioridade total à empregos, mas nesse momento, mais do que nunca, cada emprego conta. Então, as pessoas precisam preencher corretamente e já fica uma forte recomendação para que se inscrevam nos cursos de qualificação profissional se não tiverem todas as habilidades necessárias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado patrícia. Conta e conta muito, Maria Manso. Todo emprego aqui, em período de pandemia, vale em dobro, ao meu ver. Pelo aquilo que representa na geração de renda e na proteção à essas pessoas que precisam depois emprego. Sobre o segundo tema, sobre as famílias dos detentos, em visitas presenciais nos presídios de São Paulo, responde José Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 EM SÃO PAULO: Muito obrigado Maria Manso pela pergunta. E nós entendemos perfeitamente o drama dos familiares, é bem justificado a argumentação e também, a necessidade de restrição, ela foi estabelecida pelo risco de disseminação da doença num presídio, que é difícil de controlar, e também para a proteção dos familiares. Então, no início, até entender o comportamento da doença, isso foi uma restrição necessária e razoável. Agora, nós estamos conversando com o coronel Nivaldo, que é o que gerencia todos o sistema presidiário de São Paulo e já estamos elaborando a logística, junto com ele, ajudando a elaborar a logística para a visita presencial que deve já estar sendo programada para a próxima semana ou para as próximas semanas. Mas essa preocupação tem muito sentido, todos nós entendemos bem a necessidade, uma vez entendido o comportamento da doença, dentro do presídio. Essa relação com os familiares, ela já está sendo liberada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Maria Manso, obrigado pelas suas perguntas. Vamos agora a uma pergunta online do Pablo Giuliano, que é o correspondente aqui no Brasil, da Agência [ininteligível], que é a agência chinesa. Pablo, muito obrigado por estar aqui participando conosco, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, espero que me escutem bem. A minha pergunta, governador, e para o restante das pessoas que estão na coletiva. Primeiro eu queria saber se já o Instituto Butantan, o Governo do Estado de São Paulo, teve contatos com países da América Latina ou de outras regiões, sobre a possibilidade de venda ou exportação ou provisão, fornecimento, da vacina Coronavac, caso seja autorizada pela Anvisa. E se existe a vontade do Instituto Butantan, que tem uma capacidade continental de produção de vacinas, para ter uma estratégia de venda, ou fornecimento, ou cooperação, dependendo as formas, da vacina na região latinoamericana.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pablo, sim, já houve este contato e já houve esse entendimento, porém é preciso esclarecer que, primeiro, vamos ter a aquisição da vacina Coronavac para atender aos brasileiros de São Paulo, 45,5 milhões de habitantes aqui do Estado de São Paulo. Na sequência, sempre se possível em harmonia e de forma integrada com o Sistema Único de Saúde e o Ministério da Saúde, ter a vacina também disponível para outros milhões de brasileiros, lembrando que, ao nosso ver, precisaremos de três, talvez até quatro vacinas comprovadamente eficientes, eficazes, aprovadas pela Anvisa para imunização de todos os brasileiros no menor prazo possível. Porém, estamos ampliando na verdade, construindo uma nova fábrica para a vacina Coronavac, no Butantan, conforme já divulgamos, inclusive. Projeto executivo está pronto, as obras começam agora em novembro, o prazo para a conclusão dessa fábrica é de quatro meses, lembrando que a estrutura física dessa nova fábrica já está pronta, e aí, sim, com a transferência de tecnologia, iniciaremos a produção local da Coronavac, da vacina contra a Covid-19. Esta produção, sim, do Butantan, poderá ser disponibilizada aos países latinoamericanos. Por isso é que estamos agindo com rapidez, com eficiência, para preparar a vacina para os brasileiros, como prioridade, na sequência preparar a vacina produzida aqui no Brasil, e disponibilizá-la também aos países do nosso continente que desejarem tê-la para imunização da sua população. Agradeço ao Pablo a sua pergunta. Vamos mantê-lo aqui na coletiva, vamos só tirá-lo de tela neste momento e passar para a próxima pergunta, que é da Estela Freitas, da Rede TV. Estela, boa tarde, prazer em tê-la aqui mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Muito obrigada, boa tarde a todos. Não se fala ainda numa segunda onda aqui no Estado de São Paulo, porque a gente ainda está na primeira, ainda com números significativos, mas significa que a gente não terá tempo de ter uma segunda onda, já que tem essa previsão da vacina já para dezembro? A vacina vai garantir aí que a gente não tenha uma segunda onda? Outra questão, com relação às regiões, o Vinholi disse aqui que são 10 regiões aí que já estão rumo à fase verde. Eu queria saber se a perspectiva ainda é já para o mês que vem, algumas regiões entrarem na fase verde, e relembrar aqui também sobre a fase azul. Quando é que a gente vai poder entrar na fase azul, se só quando já tiver essa imunização em rebanho. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela, pelas perguntas. Começamos com João Gabardo, sobre a dúvida que você tem em relação à segunda onda, e depois vamos ao Marco Vinholi, sobre o interior e a nova etapa, se possível avançando, quem sabe, para a faixa verde. Começamos então com você, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Estela, seria ótimo que essa sua pergunta fosse uma realidade, que nós não tivéssemos tempo de uma segunda onda, ou seja, a vacina possa ser apresentada a tempo, para que nós possamos vacinar a população de São Paulo, a população brasileira, e a gente não ter essa possibilidade de uma segunda onda. Agora, essa é uma previsão que nós não podemos fazer neste momento. Nós não sabemos qual vai ser a velocidade da evolução da epidemia nos próximos meses, a nossa tendência é continuar com esses indicadores. A queda no Estado de São Paulo, como tem sido no Brasil, tem sido lenta, gradual, de uma forma segura, mas de uma forma lenta. Se for possível, e dentro das previsões que o Governo de São Paulo faz, que o governador e todo o esforço que o Instituto Butantan, nessa parceria com a Sinovac, nós pudermos começar a vacinação ainda no final desse ano, início do ano que vem, é bem provável que isso que você está perguntando possa se tornar uma realidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Estela, a melhora em várias regiões do estado deixa os indicadores de internações e de óbitos com índices de possibilidades para vir para a fase verde. Eu quero relembrar que semana que vem vai ter essa classificação, aí nós vamos confirmar ou não as regiões que vêm para essa fase. Mas a média do estado tem apontado essa melhora, os indicadores são positivos, em várias regiões do estado. Eu citei aqui 14 nas internações e 10 no que tange aos óbitos. Nós vamos, semana que vem, ter essas novidades.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Estela, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora para Eduarda Esteves. Eduarda, boa tarde. Eduarda é do Portal IG. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Oi, boa tarde. A campanha eleitoral teve início ontem e já no primeiro dia, mesmo diante da pandemia, foram registradas muita aglomeração, pessoas sem máscara e distribuições de abraços, tanto por candidatos da esquerda quanto da direita. Eu gostaria de saber como o Governo pode interferir para evitar essas aglomerações, principalmente durante esse período eleitoral? Obriagda.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, mais uma vez, é um tema municipal, não é um tema do Estado. Quem faz o controle sobre aglomeraçãoes é sempre a Prefeitura Municipal de São Paulo. Mas tenho que lembrar que não é um bom exemplo candidatos promoverem aglomerações. Entendo que passeatas, carreatas, além da utilização da mídia digital, e dos próprios horários eleitorais e dos debates, seja a forma adequada, diante da pandemia. Não que eu seja contra, evidentemente, o contato pessoal, sobretudo numa campanha política, mas uma campanha política numa pandemia deve ter um comportamento diferente. Não é recomendável aglomerações e nem a promoção de aglomerações. Mas quem deve ter o controle sobre isso é a prefeitura e as prefeituras, nós temos eleições, no caso, em São Paulo, assim como em todo o Brasil, em todos os municípios brasileiros. E valeria a pena também chamar a atenção dos partidos e dos candidatos, para que tivessem atenção e cuidado. Usem carreata, usem outras formas de comunicação com os seus potenciais eleitores, que não coloquem em risco os seus eleitores e a sua própria vida, e daqueles que estão mais próximos à sua campanha. Vamos agora à penúltima intervenção, obrigado, Eduarda. É do Felipe Pereira, do Portal UOL. Aliás, penúltima, não, essa já é a última intervenção. Felipe, boa tarde, obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu queria falar, perguntar para a secretária Patrícia Ellen. Secretária, foi anunciado o plano de 10 mil vagas hoje, mas eu queria saber se existe um levantamento já de quantas carteiras assinadas foram fechadas na pandemia, e como é que é a previsão de recuperação do cenário econômico antes da pandemia. Quando vocês pretendem chegar lá e como fazer essas etapas para atingir esse nível pré-pandemia? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Obrigada. Bom, nós temos divulgado mensalmente o saldo líquido de empregos. Nós trouxemos que, inclusive, os nossos piores meses aqui da pandemia foram abril e maio. Em junho, a gente já começou a ter uma redução aqui da perda de empregos, e em julho tivemos o nosso primeiro saldo líquido positivo de empregos, desde o início da pandemia. Foram pouco mais de 22 mil empregos gerados. O levantamento do saldo completo da perda de empregos, nós estamos aguardando alguns dados oficiais do Governo Federal também, mas nós estamos em um trabalho com a Fipe, inclusive, para fazer o monitoramento completo, e estamos, a pedido do governador, trabalhando aqui em duas frentes principais. Já na semana que vem, ou nos próximos 10 dias, o governador João Doria já mencionou semana passada também que nós teremos o plano de Retomada 21/22, sendo liderado hoje pelo seretário Henrique Meirelles, e envolvendo todo o Governo, não somente os secretários que trabalham diretamente com desenvolvimento econômico, mas todos têm como prioridade máxima esse plano de retomada de investimentos e de crescimento econômico, que vai ter um impacto direto nesse saldo, Felipe, e para agilizar esse processo de retomada. Além disso, nós estamos trabalhando em todas as iniciativas de retomada de diálogos com os polos de desenvolvimento econômico, para desburocratização. Semana passada, foram sete reuniões setoriais, e nós estamos fazendo todas aqui, o governador nos deu a meta de cobrir todos os polos ainda nesse mês de outubro, para entregar uma proposta completa de retomada de emprego e renda até o fim do ano, junto com o nosso plano de desenvolvimento econômico de longo prazo. Sobre a sua segunda parte da pergunta, o secretário Henrique Meirelles também tem comentado aqui, nós já retomamos a atividade econômica pré-pandemia no Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo está se descolando do resto do Brasil, na velocidade da retomada. Nós já estamos com... No que diz respeito ao PIB, no patamar de janeiro, e temos uma expectativa aqui de ter uma queda de PIB relativamente menor do que a do resto do Brasil para esse ano, e já estamos trabalhando com perspectivas de crescimento econômico também para o ano que vem. Mas essa mensagem é muito importante: nós já temos, com essa quarentena que foi heterogênea e regionalizada, nós pudemos fazer uma retomada de atividades econômicas, que está fazendo muita diferença nesse momento. Graças à implementação superbem realizada pelas empresas, aqui de protocolos, no dia a dia, para que os trabalhadores pudessem voltar à atividade com segurança, porque vemos que os números de saúde também estão melhorando, então nós estamos aqui no governo do "e", trabalhando para controlar a pandemia e, ao mesmo tempo, para retomar as atividades econômicas, emprego e renda. O último indicador que mostra que estamos nesse caminho ascendente foi o recorde que nós tivemos também de abertura de empresas, registradas através da Junta Comercial. O governador João Doria lançou uma ação aqui inédita, de termos aqui isenção de tarifa de abertura de empresas, e tivemos em agosto o maior número registrado nos últimos 22 anos. São empresas um pouco maiores, a gente está falando aqui de SA, Eirelle LTDA. São empresas que geram emprego. Então, com esse contexto, nós vamos seguir aqui, completamente dedicados a essa retomada, e com essa novidade de termos o plano 21/22 anunciado nos próximos dias. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Felipe, muito obrigado também. Queria agradecer a todos os jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, técnicos que vieram a esta coletiva de imprensa. Estaremos juntos novamente na próxima quarta-feira, no mesmo horário. Você, que nos assiste aqui pela TV Cultura, às 12h45 da próxima quarta-feira. Obrigado pela sua audiência, obrigado mais uma vez pela presença de todos, por favor, use máscara ao sair da sua casa ou do seu trabalho, use álcool em gel, lave as mãos e siga o distanciamento social de 1,5 metro para com uma ou mais pessoas. Muito obrigado, boa tarde, boa semana a todos.